DOUTRINAS BIBLICA

                 Mantendo a base doutrinária e teológica da Igreja

                           



Escrevendo a Timóteo, apostolo Paulo exortou: “tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem”, 1Tm4.16.


A doutrina responde às perguntas sobre Deus, a Trindade-Pai, Filho e Espírito Santo-, a natureza humana, a vontade de Deus e o nosso destino. Conhecendo estas coisas, o cristão sabe o que é o Evangelho e como recebê-lo, e isso é de fundamental importância para a unidade da Igreja.


O que é doutrina?

1) Definição: À luz da Bíblia, doutrina é o ensino bíblico normativo, terminante, final, derivado das Sagradas Escrituras, como regra de fé e pratica de vida, para a igreja, para seus membros. Ela é vista na Bíblia como expressão pratica na vida do crente. As doutrinas da Palavra de Deus são santas, divinas, universais e imutáveis.
2) No Velho Testamento: A palavra “doutrina” vem do latim doctrina, que significa “ensino” ou “instrução”, e se refere às crenças de um grupo particular de crentes ou mesmo de partidários. O Velho Testamento usa a palavra leqach, que vem do verbo laqach, “receber”. O sentido primário é “o recebimento”. Aparece com o sentido de “doutrina” ou “ensinamento” , como lemos “goteje a minha doutrina como a chuva” (Dt 32.2); “a minha doutrina é pura” (Jó 11.4); “pois dou-vos boa doutrina; não deixeis a minha lei” (Pv 4.2). com o passar do tempo a palavra veio significar o ensino de Moisés que se encontra no Pentateuco.
3) No Novo Testamento: As palavras gregas para “doutrina”, no Novo Testamento, são didaque e didaskalia, que significam “ ensino”. Essas palavra transmitem a idéia tanto do ato de ensinar como da substância do ensino. A primeira aparece para indicar os ensinos gerais de Jesus: “E aconteceu que, concluído Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina” Mt 7.28. “Jesus respondeu e disse-lhes: A minha doutrina não é minha, mas daqueles que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de Deus ou se eu falo de mi mesmo”, Jo 7.16-17.
4) O sentido teológico: A mesma palavra aparece para “doutrina dos apóstolos” ( At 2.42), que parece ser uma indicação das crenças dos apóstolos. A segunda tem o mesmo sentido e aparece em Mateus 15.9 e Marcos 7.7. É, portanto, nas epístolas pastorais que elas aparecem com o sentido mais rígido de crenças ou corpo doutrinal da igreja- a Teologia propriamente dita.A doutrina biblia sempre está ligada a teologia sistemática,o conjunto de doutrinas que contem diversos assunto,a teologia sistematica tentiva de resumir a verdade de crenças de um grupo(como critianismo,por meio de um sistema organizado de penssamento desenvolvido em determinada ambito cultural ou intelectual.Uma ordem sistemática comum na teologia cristã começa em Deus e sua auto-revelação,seguindo pela criação e a queda do homem no pecado,a obra salvadora de Deus em Jesus,e por meio dele,o Espirito Santo como agente  da salvação pessoal,a igreja como comunidade redimida do povo de Deus e finalmente o objetivo,conduzindo ao final do tempos,á volta de Jesus.Compreendemos claramente que a doutrina biblia está ligada diretamente a teologia sistematica,e é inseparavel,no que diz respeito da doutrina biblia,seja sore arrebatamento,justifiacação,etc. 

Qual a contribuição da doutrina?


1) Ortodoxia versus heresia: A ortodoxia, derivada do vocábulo “Ortodoxo”, palavra grega que significa “Opinião correta” ou “doutrina correta”, é a doutrina conservadora. No nosso contexto, ela diz respeito aos Cristãos conservadores. Fugir à ortodoxia pode significar aberração doutrinária, doutrinas excêntricas e exóticas ou até mesmo heresias.

2) Manter a pureza do Evangelho: A doutrina é de especial importância, por que a proclamação certa do Evangelho da salvação depende do entendimento exato do que é o Evangelho, do que é a salvação, e de como se recebe a salvação (Gl 1.6-9). Nada menos do que o nosso futuro eterno depende disso. A Igreja inteira deve ter o grande cuidado de proclamar fielmente o verdadeiro Evangelho, e todos os cristãos devem interessar-se pelo assunto.
3) Defesa da fé cristã: Ninguém precisa ser erudito para ser salvo, basta receber Jesus como salvador (Jo 5.24; Tt 3.5). Longe de exigir de todos os crentes a erudição, mas a doutrina nos protege contra a heresia (1 Tm 4.1-6; 2 Tm2.18; Tt 1.11). Ser piedoso, humilde e submisso não é sinônimo de ignorância. A intelectualidade não anula a espiritualidade (1Co 2.14-15; Rm 12.3).

O nosso credo doutrinário


1) O Credo: Credo vem do latim e significa “creio”, e desde muito cedo na historia do Cristianismo é mais que um conjunto de crenças. É uma confissão de fé. Ele tem como objetivo sintetizar as doutrinas essenciais do Cristianismo para facilitar as confissões publicas, conservar a doutrina contra as heresias e manter a unidade doutrinária. Encontramos no Novo Testamento algumas declarações rudimentares de confissões fé:

a) A confissão de Natanael (Jo 1.50);
b) A confissão de Pedro (Mt 16.16; Jo 6.68);
c) A confissão de Tomé (Jo 20.28);
d) A confissão do Eunuco (At 8,37);
e) E artigos elementares de fé (Hb 6.1-2).


2) Confissão de fé dos judeus: O primeiro credo da Bíblia está em Deuteronômio 6.4: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor”. Esse texto foi citado por Jesus como o primeiro de todos os mandamentos (Mc 12.29). Ainda hoje ele é recitado pelos judeus religiosos três vezes ao dia.

3) O Credo dos Apóstolos: É o mais antigo dos três credos ecumênicos.
a) História: A tradição diz que ele foi formulado pelos apóstolos logo após a ressurreição de Jesus, e que cada um deles apresentou um artigo de fé. Isso não pode ser confirmado. Os críticos modernos acham exagero nessa versão, embora admitam que esse credo representa o pensamento dos apóstolos bem como a sua antiguidade. O texto mais antigo como o conhecemos hoje é datado de 700 AD, mais uma boa parte dele, em forma de pergunta, é datado do segundo século. Muitos crêem que era a confissão batismal.
b) Conteúdo: “Creio em Deus Pai Todo- Poderoso. E em Jesus Cristo se único filho, nosso Senhor, que nasceu do Espírito Santo e da Virgem Maria; que foi crucificado sob o poder de Pôncio Pilatos e sepultado; ressuscitou ao terceiro dia; subiu ao Céu, e está sentado à mão direita de Deus Pai, de onde há de vir julgar os vivos e os mortos. E no Espírito Santo; na santa Igreja; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo”. A Igreja Católica, por sua própria conta, acrescentou a “Ave Maria”, que é um desvio do cristianismo bíblico.
4) Credo Niceno: O Credo Niceno foi formulado em 325, e diz o seguinte: “Cremos em um só Deus, Pai Onipotente, Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis. Em um só Senhor Jesus Cristo, verbo de Deus, Deus de Deus, Luz de Luz, Vida de Vida, Filho Unigênito, Primogênito de toda a criação, por quem foram feitas todas as coisas; o qual foi feito carne para nossa salvação e viveu entre os homens, e sofreu, e ressuscitou ao terceiro dia, e subiu ao Pai e novamente virá em glória para julgar os vivos e os mortos. Cremos também em um só Espírito Santo”. Esta é a forma original encontrada na Epístola de Eusébio. Depois esse Credo foi revisado com alguns acréscimos.
5) Credo Atanasiano: define a doutrina da Trindade. Todas as suas declarações podem ser confirmadas nas Escrituras.
a) Historia: É o Credo de Atanásio, formulado em 381 dC. Ele serve como teste da ortodoxia desde o 7° século. Esse credo difere dos outros dois pela sua complexidade e por ser caráter doutrinário, com declaração direta à Trindade. O Credo se constitui de 44 artigos, portanto muito extenso pra ser citado na sua íntegra aqui. Citamos apenas alguns de seus artigos, a partir do terceiro.
b) Conteúdo: “(3) A fé universal é esta: que adoremos um Deus em trindade, e trindade em unidade; (4) Não confundindo as Pessoas, nem dividindo a substância. (5) Pois existe uma única Pessoa do Pai, outra do Filho, e outra do Espírito Santo. (6) Mas a deidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo é toda uma só: a glória é igual e a majestade é coeterna. (7) Tal como é o Pai, tal é o Filho e tal é o Espírito Santo. (8) O Pai é incriado, e o Espírito Santo incriado. (9) O Pai é imensurável, o Filho é imensurável, o Espírito Santo é imensurável. (10) O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno. (11) E no entanto, não são três eternos, mas há apenas um eterno. (12) da mesma forma não há três incriados, nem três imensuráveis, mas um só incriado e um imensurável. (13) Assim também o Pai é onipotente, o Filho é onipotente e o Espírito Santo é onipotente. (14) No entanto, não há três onipotentes, mas, sim, um onipotente. (15) Assim, o Pai é Deus, o filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. (16) No entanto, não há três Deuses, mas um Deus. (17) Assim o Pai é o Senhor, o Filho é o Senhor e o Espírito Santo é o Senhor. (18) Todavia não há três Senhores, mas um Senhor. (19) Assim como a veracidade Cristã nos obriga a confessar cada Pessoa individualmente como sendo Deus e Senhor; (20) Assim também ficamos privados de dizer que haja três Deuses ou Senhores... (26) Mas as três pessoas são coeternas, são iguais entre si mesmas; (27) De sorte que por meio de todas, como acima foi dito, tanto a unidade da trindade como a trindade na unidade devem ser adoradas”.
6) Confissão de fé das assembléias de Deus: A Bíblia é a única autoridade, está acima de todos os credos e da tradição. Mas há necessidade de se reformular a nossa confissão de maneira que qualquer pessoa possa entender o que cremos de maneira simples e direta. Nosso credo é constituído por 14 artigos que aparecem em cada edição do jornal Mensageiros da Paz.


“ Cremos

1. Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).
2. Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristãos (2Tm 3.14-17).
3. No nascimento virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7.14;Rm8.34; At 1.9).
4. Na pecaminosidade do homem que o destituiu da gloria de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória de Jesus Cristo é que pode restaurar a Deus (Rm 3.23; At 3.19).
5. Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé de Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus (Jo 3.3-8).
6. No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma, recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26; Hb 7.25; 5.9).
7. No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19;Rm 6.1-6; Cl 2.12).
8. Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14; 1Pd 1.15).
9. No batismo bíblico com o Espírito Santo, que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7).
10. Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme sua soberana vontade (1Co 12.1-12).
11. Na Segunda Vinda premilenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira- invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda- visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1Ts 4.16-17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5; Jd 14).
12. Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber a recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na Terra (2Co 5.10).
13. No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15).
14. E na vida Eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis (Mt 25.46)”
7) O discipulado: Falta-nos ainda unidade doutrinária quanto ao discipulado. Todos os candidatos ao batismo devem ser discipulados com o material didático comum a todas as igrejas. Eles deveriam recitar o nosso Cremos, para se ter certeza de que conhecem os fundamentos da fé cristã. Para isso, o nosso Cremos precisa ser simplificado, mas sem prejuízo de seu conteúdo.

Mantendo a Unidade

Graças a Deus, a nossa denominação mantém a unidade doutrinária nos pontos vitais da fé Cristã. E a doutrina é um dos elementos que contribuem para a unidade da igreja. Há vários textos bíblicos que asseveram isso. “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles”, Rm 16.17.
“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer”, 1Co 1.10. “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do Corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”, Ef 4.12-13.
A unidade doutrinaria não pode ser mantida sem humildade, amor fervoroso e ausência de egoísmo. 
                    VAMOS MANTER A BASE                                          DOUTRINARIA.

                 

                                                     

                                                 

              Doutrina Bíblica da Santa Trindade

           Base Doutrinária da Sociedade Bíblica

                       Trinitarianas do Brasil


                                                                   

A Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil foi formada em 1831, por homens que estavam profundamente convencidos de que uma instituição com esta precisava de uma base de fé que assegurasse que seus negócios seriam conduzidos por homens que sustentassem o ponto de vista bíblico da igualitária e eterna divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ao elaborar o texto “Estatutos da Sociedade Bíblica Trinitariana”, nossos fundadores declararam:
Os membros desta Sociedade consistirão de protestantes que confessam sua fé da Divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo; Três Pessoas co-iguais e co-eternas num único Vivo e Verdadeiro Deus.
Num apêndice aos Estatutos, esta verdade bíblica é completamente expressa nestas palavras:
Há somente um Deus vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo, divisão ou paixões; com infinito poder, sabedoria e bondade; Aquele que fez e preserva todas as coisas, tanto visíveis como invisíveis. Em unidade com esse Deus há Três Pessoas, de uma só substância, de um só poder e uma só eternidade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
O segundo artigo no apêndice declara que o Filho de Deus é verdadeiramente e eterno Deus, da mesma substância e igual ao Pai; e que no Filho, as duas naturezas, perfeitas e distintas, a Divindade e a Humanidade, foram colocadas juntas, de maneira inseparável, numa única Pessoa.
As bases concluem com a declaração de que “O Espírito Santo, procedente do Pai e do Filho, é das mesmas únicas substância, majestade e glória com o Pai e com o Filho, verdadeiro e eterno Deus”. Estas não são afirmações novas, mas foram produzidas verbatim da Declaração de Fé das Igreja Reformadas, na época da Reforma Protestante.

                                         A autoridade infalível da Bíblia

Desde os primórdios da história da Igreja Cristã, a verdadeira doutrina das Santas Escrituras a respeito desse assunto vital tem sido mudada e negada, e a maior parte das heresias que têm atribulado a paz da Igreja começou com uma corrupção dessa mesma doutrina. Nos dias atuais o testemunho da Igreja praticante é enfraquecido, de um lado, pela falta do ensino explícito e, de outro, pela hostilidade e descrença. Enquanto isso, muitas falsas seitas alteram a fé do povo de Deus, muitas das quais mostrando-se perdidas quando solicitadas a darem uma resposta bíblica concisa e imediata. Para essa doutrina não há outra autoridade além da Bíblia, a revelação divina, inspirada, infalível e competente, dada pelo próprio Deus. A breve demonstração de evidência que se segue é tirada somente dessa fonte.

                                                          Só há um Deus

A doutrina bíblica da Santa Trindade repousa sobre este fundamento: “o SENHOR é Deus; nenhum outro há, senão ele” (Deuteronômio 4.35). “Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há Deus” (Isaías 45.5). O Novo Testamento não é menos explícito quando o Senhor Jesus cita, a partir de Deuteronômio: “Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único Senhor” (Marcos 12.29). Paulo fala aos coríntios: “sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só” (1 Coríntios 8.4). Ele afirma a mesma coisa a Timóteo: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1 Timóteo 2.5).


                                       O único Deus é “verdade e vivo”


Estas são exatamente as palavras da Santa Escritura. Jeremias diz: “Mas o SENHOR Deus é a verdade; ele mesmo é o Deus vivo” (Jeremias 10.10). Paulo lembra aos tessalonicenses que eles haviam se convertido dos ídolos “para servir o Deus vivo e verdadeiro” (1 Tessalonicenses 1.9). 

                                                    Deus é eterno


As expressões “perpétuo” e “eterno”, que significam a mesma coisa quando relacionadas a Deus, são constantemente usadas pelos escritores sagrados quando falam do Todo-Poderoso. Moisés disse: “O Deus eterno é a tua habitação” (Deuteronômio 33.27). “...de eternidade a eternidade, tu és Deus” (Salmo 90.2). Isaías fala do “eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra” (Isaías 40.28). Paulo fala também do “Deus eterno” e do “Rei dos séculos, imortal...” (Romanos 16.26 e 1 Timóteo 1.17). Muitas outras passagens poderiam ser acrescentadas, mas estas já atestam a verdade completamente.



                                       Deus não possui corpo, divisões ou paixões


O Senhor Jesus Cristo disse à mulher de Samaria: “Deus é Espírito” e, depois da ressurreição, disse aos discípulos: “um espírito não tem carne nem ossos” (João 4.24; Lucas 24.39). Deus é revelado na Bíblia como um Ser espiritual puro, presente em todo lugar, a todo e qualquer instante. “Porventura não encho eu os céus e a terra? diz o SENHOR” (Jeremias 23.24). Reconhecidamente, as Escrituras falam das mãos, dos ouvidos e dos olhos de Deus, e de Seu prazer, de Sua ira, de Seu amor, e de Sua aversão, mas esta é a linguagem condescendente a nosso conhecimento imperfeito. A fim de que entendamos alguma coisa de Seu ser e de Sua obra, Ele permite que os homens apliquem suas palavras humanas às coisas divinas. Assim, revela Seu ser divino ao nosso entendimento humano. 

                                                O poder de Deus é infinito

“Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra” (1 Crônicas 29.11). O Salvador divino diz: “a Deus tudo é possível”; e o anjo assegurou a Maria que “para Deus nada é impossível” (Mateus 19.26; Lucas 1.37). Esses e outros versículos revelam que Ele tem infinito poder.

                                              A sabedoria de Deus é infinita

“Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; o seu entendimento é infinito” (Salmo 147.5). A perfeição de Sua sabedoria é vista na obra da criação: “todas com sabedoria as fizeste” (Salmo 104.24). Seu conhecimento alcança tudo no passado e tudo que está por vir: “Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras (Atos 15.18). “Todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hebreus 4.13). “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!” (Romanos 11.33). 

                                                  bondade de Deus é infinita

Ao olhar para o que havia criado, Ele viu que tudo “era muito bom” (Gênesis 1.31). “A terra está cheia da bondade do SENHOR” (Salmo 33.5). “... porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre” (Salmo 136.1). Os cristãos não precisam de provas quanto à bondade do Senhor além do conhecimento de Seu gracioso presente ao dar Seu eterno Filho para redimir seu povo e salvá-lo dos pecados. Esta é a bondade divina, verdadeiramente infinita e além de nossa compreensão. 

                                       Deus fez e preserva todas as coisas

“Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há” (Êxodo 20.11). “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis” (Colossenses 1.16). Ele preserva: “... tu fizeste o céu... a terra e tudo quanto nela há... e tu os guardas com vida a todos” (Neemias 9.6). Todas essas declarações derivam da infalível Palavra de Deus, e sobre elas se firma a doutrina da Santa Trindade. Elas revelam a majestade e a glória do DEUS ÚNICO. As Escrituras mostram com igual clareza que o Filho é Deus e que o Espírito Santo é Deus, e que há uma Trindade de Pessoas na Unidade da Divindade. 

                                    A verdadeira Divindade do Senhor Jesus Cristo

Entre os enganos relacionados à Pessoa do Filho, há a noção de que Ele é Deus somente num sentido inferior, um ser criado, não o Deus “verdadeiro” e “real”, não co-igual e da mesma substância que o Pai. Alguns negam a divindade do Filho completamente, alguns negam que Ele tenha tido “duas naturezas perfeitas e completas: a divina e a humana”. Alguns declaram que na terra Ele era somente homem, e que após Sua ressurreição Ele era Deus somente. Alguns negam Sua humanidade perfeita e alguns, a Sua divindade perfeita. Entretanto, o Senhor Jesus Cristo é “Deus verdadeiro e eterno”. 


O Antigo Testamento fala do Messias nestes termos: “Cinge a espada no teu flanco, herói” (Salmo 45.3); “O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo” (Salmo 45.6); “ele é teu Senhor; adora-o” (Salmo 45.11); “e se chamará o seu nome... Deus Forte” (Isaías 9.6); “este será o seu nome, com o qual Deus o chamará: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA” (Jeremias 23.6); e Zacarias declara que Ele é “companheiro” (ou igual) do “SENHOR dos Exércitos” (Zacarias 13.7).


                                        Ele exerce o poder e a sabedoria de Deus

Quando o Messias prometido estava na terra Ele mostrou, por Suas obras e pela Sua Palavra, que era verdadeiramente “Deus conosco” (Isaías 7.14; Mateus 1.23). Aquelas obras poderosas, que somente poderiam Ter sido feitas pelo “SENHOR Deus... que só ele faz maravilhas” (Salmo 72.18), Cristo realizou por Seu próprio poder e por Sua própria palavra. Ele curou o leproso, deu visão ao cego, levantou o que estava morto, acalmou a tempestade, tudo por Seu próprio poder. Se é alegado que os Apóstolos fizeram milagres, embora fossem somente homens, deve ser lembrado que seu poder derivava dEle, e eles sabiam disso.
Outra prova da divindade do Salvador é vista pelo Seu conhecimento dos corações dos homens. Salomão orou ao Deus Todo-Poderoso: “... porque só tu conheces o coração de todos os filhos dos homens” (1 Reis 8.39), e ainda lemos que Jesus percebeu os pensamentos dos corações dos homens (Lucas 9.47), que “... a todos conhecia e,,, bem sabia o que havia no homem” (João 2.24, 25). Nestas coisas, Jesus exerceu um poder que pertencia somente a Deus. Mais uma vez, quem pode perdoar pecados, senão Deus? Ele diz: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões” (Isaías 43.25), e o Senhor Jesus disse: “o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados” (Mateus 9.6). 


                                                    Ele é adorado como Deus


O Salvador disse: “está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mateus 4.10), e ainda sem repreensão, permitiu que essa adoração fosse prestada a Si mesmo, ao declarar: “Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai” (João 5.23). Lemos sobre um leproso, sobre um legislador, sobre os discípulos num barco, sobre uma mulher de Canaã e sobre um homem cego de nascença, todos eles vieram e adoraram Cristo. Após Sua ressurreição, Maria Madalena e outras mulheres “E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram” (Mateus 28.9). Tomé não foi censurado quando dirigiu-se a Ele como “Senhor meu, e Deus meu!” (João 20.28). Ele, que apropriadamente recebeu a adoração devida somente ao Senhor nosso Deus, devia ser verdadeiramente o Senhor nosso Deus.

                                                         Ele é declarado Deus


Como os discípulos se referiram ao Senhor ressurreto e elevado aos céus quando Ele enviou o Espírito da Verdade para guiá-los infalivelmente à verdade? João diz: “... o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória” (João 1.1, 14). Em outra passagem, ele escreve: “... seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 João 5.20). Paulo fala aos romanos que Cristo “é sobre todos, Deus bendito eternamente” (Romanos 9.5). Aos Colossenses, ele declara que “nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2.9). Para Timóteo, ele afirma que “Deus se manifestou em carne” (1 Timóteo 3.16). Na epístola para Tito, Paulo ainda escreve sobre Jesus como sendo o “grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo” (Tito 2.13). Pedro também fala dEle como “Deus e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 1.1).
Na visão de Cristo em glória mostrada em Apocalipse, Cristo anuncia Sua presença ao apóstolo amado: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apocalipse 1.8, 17; 21.6; 22.13). “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra” (Filipenses 2.10). Todas as criaturas devem levantar uma única voz de adoração ao nosso Deus Salvador, dizendo: “Ao que está assentado sobre o trono e ao Cordeiro sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre” (Apocalipse 5.13).

                                  O Filho é Deus, e da mesma substância que o Pai


O próprio Senhor Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10.30). Ele é o “unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14). “Ele é antes de todas as coisas” (Colossenses 1.17). Suas “saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Miquéias 5.2). Ele era o Verbo que estava “no princípio com Deus” e que “era Deus” (João 1.1, 2).


                                        Ele tomou sobre Si a natureza humana

Jesus nasceu no mundo e cresceu “em sabedoria, e em estatura” (Lucas 2.52). Ele teve fome e sede, comeu e bebeu, sentiu fraqueza e fadiga, dor e tristeza, moveu-se de compaixão e lamentou a aflição daqueles a quem amava e a visão da ruína de Jerusalém. Ele era “em tudo... semelhante aos irmãos” (Hebreus 2.17) e, como eles “participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas” (Hebreus 2.14). Ele tomou “a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo” (Filipenses 2.7, 8). A esse respeito, Ele é descrito como “homem aprovado por Deus” (Atos 2.22); “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1 Timóteo 2.5).
Em Sua natureza humana, Ele era completamente homem, nascido de uma mulher quando, no milagre da encarnação, Maria “deu à luz a seu filho primogênito” (Lucas 2.7). É igualmente verdade que Ele era enviado de Deus: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gálatas 4.4). 


A divindade e a humanidade estavam inseparavelmente unidas em uma única Pessoa


Não podemos entender essa misteriosa união, nem mesmo tentar explicá-la, mas sustentamos sua veracidade porque ela é claramente revelada na infalível Palavra de Deus. Como Deus, Ele podia dizer: “antes que Abraão existisse, eu sou” (João 8.58).; como homem, Ele era a semente de Abraão. Como Deus, era o Senhor de Davi; como homem, era filho de Davi (Mateus 22.43-45). Como Deus, pertenciam-Lhe todo poder e honra, tanto na terra como no céu; como homem, “ele mesmo está rodeado de fraqueza” (Hebreus 5.2). Como Deus, Ele era Senhor de todas as coisas pelo direito da criação, pois “sem ele nada do que foi feito se fez” (João 1.3); como homem, foi destituído de todos os bens terrenos e não tinha “onde reclinar a cabeça” (Mateus 8.20). Como Deus, tinha em Suas mãos as saídas da vida e da morte, e tinha poder para sacrificar Sua vida e poder para tomá-la de volta (João 10.18); como homem, “Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, Assim não abriu a sua boca” (Atos 8.32).
As naturezas divina e humana nunca se separaram. Mesmo depois de Sua ascensão, Ele Se mostra como o Único Mediador – “Jesus Cristo homem” (1 Timóteo 2.5). Paulo fala do Senhor assunto ao céu como futuro Juiz – “por meio do homem que [Deus] destinou” (Atos 17.31). As Escrituras, portanto, deixam claro que o Senhor Jesus Cristo, como quando na Terra, é e sempre será ambos: Deus e homem. Nele, embora sentado em Seu trono de glória, a natureza humana está, de maneira misteriosa, unida com a divina.


                                O Espírito Santo é manifestado como uma Pessoa


É indispensável, primeiramente, estabelecer este aspecto verdadeiro, de maneira que, depois, possa ser mostrado que essa Pessoa é divina e da mesma substância que o Pai e o Filho. Aqueles que negam a divindade do Espírito Santo, invariavelmente, negam Sua existência pessoal distinta.
Quando o Senhor estava prestes a deixar Seus discípulos, Ele lhes prometeu: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade” (João 14.16-17). O “Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14.26). “Ele testificará de mim” (João 15.26). “Eu vo-lo enviarei” (João 16.7). “Ele vos guiará em toda a verdade... e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar” (João 16.13-14).
O próprio Senhor Jesus Cristo era uma Pessoa, e é claro que o “outro Consolador” também seria uma. As coisas que Jesus fala a respeito desse Consolador seria um tanto ininteligíveis se Este não fosse uma Pessoa. Ele deve ser uma Pessoa, pois é enviado, pois ensina, pois traz coisas à nossa lembrança e nos mostra as coisas relativas a Jesus. Estas são descrições das ações de uma Pessoa – ouvindo, recebendo, testificando, falando, reprovando, instruindo e guiando. 


                                           Testemunhos das epístolas de Paulo

Paulo nos fala que “... o Espírito ajuda as nossas fraquezas... [e] intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8.26). Isto só é verdadeiro quando se fala de uma Pessoa que ajuda e intercede. “Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência... Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (1 Coríntios 12.8-11). É inaceitável que um escritor inspirado usasse esse caráter de linguagem, atribuindo todas essas operações ao Espírito, se tal Espírito não fosse uma pessoa. Mais uma vez, o apóstolo admoesta-nos que não entristeçamos o Espírito de Deus. Tristeza não é um sentimento que possa ser atribuído a alguma coisa além de a uma pessoa. Portanto, o Espírito Santo é uma Pessoa, e isso é claramente definido pelas Santas Escrituras.
A consideração daquelas Escrituras que nomeiam o Espírito Santo conjuntamente com o Pai e o Filho conduzem à mesma conclusão. O mandamento é dado para que se batize no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O Pai e o Filho são Pessoas e o mesmo é verdade para o Espírito Santo. O Senhor Jesus não ordenou a Seus discípulos que batizassem no nome de duas Pessoas e de uma influência abstrata. A bênção inspirada – “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós” (2 Coríntios 13.14) – torna igualmente claro que tanto o Pai é uma Pessoa como o são o Filho e o Espírito Santo.


                     O Espírito Santo é uma Pessoa divina: “verdadeiro e eterno Deus”


Aqui, novamente, o presente breve artigo não pretende uma prova profunda e exaustiva, mas estabelece exemplos de evidência a partir do tesouro da verdade divina. Em Juízes 15.14, lemos: “o Espírito do SENHOR poderosamente se apossou” de Sansão; porém, em Juízes 16.20, depois que Sansão havia se rendido a Dalila, lemos: “o SENHOR se tinha retirado dele”. Portanto, “o Espírito do Senhor” é o Senhor Jeová, o Deus eterno. Em 2 Samuel 23.2-3, Davi afirmou “O Espírito do SENHOR falou por mim... disse o Deus de Israel...”, o que deixa claro que o Espírito Santo é o Deus de Israel. Em Jó 33.4, Eliú diz: “O Espírito de Deus me fez”, mas Deus é Quem fez todas as coisas; portanto, o Espírito é Deus. No Salmo 139.7, o salmista escreve: “Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?” As palavras seguintes estabelecem a onipresença e, portanto, a deidade, do Espírito Santo. Em Isaías 6.5-9, o profeta diz: “... os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos... Depois disto ouvi a voz do Senhor... Então disse ele: Vai, e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis...” O apóstolo Paulo cita essas palavras em Atos 28.25-26: “Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías, dizendo: Vai a este povo, e dize: De ouvido ouvireis...” A Pessoa a Quem Isaías chama de Rei, o SENHOR dos Exércitos não é outro senão o Espírito Santo.


                                   Os apóstolos mostram que o Espírito Santo é Deus


No Novo Testamento, o anjo que anuncia a Maria o milagre do nascimento do Salvador diz: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lucas 1.35). Aqui, o anjo assinala como uma razão pela qual Cristo seria chamado Filho de Deus o fato de que Ele seria concebido pela operação do Espírito Santo, e a isso se segue que o Espírito Santo é Deus. Em Atos 5.3-4, ao condenar Ananias, Pedro usa a expressões mentir para o Espírito Santo e mentir para Deus como sinônimos: “Por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo... Não mentiste aos homens, mas a Deus”. Ao mentir ao Espírito santo, Ananias mentiu a Deus. Portanto, o Espírito Santo é Deus. Paulo escreve aos coríntios “sois o templo de Deus” (1 Coríntios 3.16) e “o vosso corpo é o templo do Espírito Santo” (1 Coríntios 6.19). De uma comparação desses textos, deduz-se que o Espírito Santo é Deus. Paulo diz: “Toda a Escritura é divinamente inspirada” (2 Timóteo 3.16), e Pedro diz: “homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1.21). Portanto, o Espírito Santo que inspirou os escritores era Deus. Todos esses textos, e muito outros mais, levam-nos a uma única conclusão: o Espírito Santo é Deus.
O Senhor Jesus Cristo descreve a blasfêmia contra o Espírito Santo como um pecado mais imperdoável que a blasfêmia contra o Filho do Homem (Mateus 12.31). Como pode ser assim, a menos que o Espírito Santo seja Deus? Do mesmo Espírito se diz que Ele busca as profundezas de Deus a fim de conhecer as coisas de Deus, para dar todos os dons espirituais, tais como sabedoria, conhecimento, cura, milagres, profecia etc.. O Deus Todo-Poderoso, sozinho, pode fazer essas coisas, mas elas são constantemente atribuídas ao Espírito Santo que, assim, é declarado Deus. Ele é “das mesmas substância, majestade e glória com o Pai e com o Filho, verdadeiro e eterno Deus”. 


                                                     Ele é igual ao Pai e ao Filho


O escritor aos hebreus expressivamente chama o Espírito Santo de “Espírito eterno” (Hebreus 9.14). Se alguma outra confirmação fosse necessária, poderia ser obtida das palavras a respeito do batismo no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Como poderia o nome do Espírito Santo ser colocado ao lado dos nomes do Pai e do Filho, a menos que Ele, em verdade, fosse o “verdadeiro e eterno Deus”? Na administração da ordenança do batismo é concebível que o nome de um ser inferior seja colocado em igualidade perfeita com o do Pai Todo-Poderoso? As Escrituras revelam que não há outro Deus além dEle; Ele mesmo diz: “a minha glória, pois, a outrem não darei” (Isaías 42.8). A Pessoa cujo nome se mantém com o do Pai e do Filho é, Ela mesma, Deus, o Espírito Santo. A mesma coisa pode ser dita a respeito da bênção na qual Paulo invoca a graça e a bênção de Deus sobre os cristãos de Corinto: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós” ( 2 Coríntios 13.14). Seria uma blasfêmia introduzir em tal bênção o nome de alguém que não fosse das mesmas substância, majestade e glória que o Pai e o Filho.


                                    O Espírito Santo procede do Pai e do Filho


Ele é “aquele Espírito de verdade, que procede do Pai”, como o nosso Senhor declara em João 15.26. Portanto, diz-se que ele foi enviado pelo Pai (João 14.26; Mateus 3.16; 1 Coríntios 2.11, 14; 3.16 e Mateus 10.20). É dito que esse mesmo Espírito Santo foi enviado pelo Filho, e é até chamado de Espírito do Filho e de Espírito de Cristo (João 15.26; 16.7; Romanos 8.9; Gálatas 4.6; Filipenses 1.19; 1 Pedro 1.11). Assim, as mesmas expressões usadas para o Espírito em relação ao Pai são usadas para o mesmo Espírito em relação ao Filho e, pela mesma razão, o Espírito “procede” tanto do Filho como “procede” do Pai. O Pai e o Filho enviam o Espírito, Que é uma Pessoa, divina eternamente, e Um com Eles em Seu ser, em Sua majestade, em Sua glória e em Seu poder. 


                                                          A Trindade em unidade


Com base nessas escrituras, torna-se claro que há somente Um Deus Todo-Poderoso, e é demonstrado com igual clareza que na unidade do Ser Divino há Três Pessoas “de uma substância, mesmo poder e mesma eternidade”. As palavras solenes “no nome do Pai” significam Deus o Pai, e que o Pai é Deus. As palavras seguintes, “e no do Filho e no do Espírito Santo”, significam o Filho que é Deus e o Espírito Santo que é Deus. Paulo conhecia bem o que estava escrito: “A quem, pois, me fareis semelhante, para que eu lhe seja igual? diz o Santo” (Isaías 40.25); e “eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim” (Isaías 46.9). O próprio Paulo escreveu: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós” (2 Coríntios 13.14). Nenhum cristão razoável ou reverente pode, por um só momento, imaginar que o apóstolo inspirado teria escrito uma bênção solene no nome do Deus Todo-Poderoso colocando, deliberadamente, o nome divino entre os nomes de Jesus e do Espírito Santo, a menos que ele cresse (e desejasse que nós também o fizéssemos) que Jesus Cristo é Deus e que o Espírito Santo é Deus, e que, na unidade com o Pai, Eles são o Deus Todo-Poderoso.

                                        A doutrina revelada no Antigo Testamento


A revelação dessa verdade é parte das mais primitivas revelações de Deus à humanidade. A palavra hebraica que traduz “Deus” é “Elohim” – um substantivo plural, sempre relacionado a adjetivos plurais e verbos que claramente denotam a pluralidade de Pessoas na Divindade (p.ex., Gênesis 20.13 – “fazendo-me Deus sair errante”, onde “Deus” e “fazendo-me” são plural; Josué 24.19 – “porquanto é Deus santo”, onde “Deus” e “santo” são plural). Para mostrar que a Divindade é contudo Única, o plural “Elohim” é sempre combinado a substantivos e pronomes singulares: “No princípio criou Deus...” – aqui, “Deus” é plural, enquanto “criou” é singular. O título pelo qual o Todo-Poderoso é designado, “o Senhor teu Deus” é, no hebraico, Jehovah Elohim, onde Jehovah é singular, indicando a unicidade da Divindade; e, Elohim, é plural, indicando a pluralidade das Pessoas nessa unidade. Deve-se lembrar que essas revelações foram feitas a um povo constantemente advertido contra o politeísmo das nações circundantes. É inconcebível que Moisés, escrevendo sob a inspiração do Espírito Santo, usasse palavras indicando uma pluralidade de Pessoas no Único Deus Eterno, sem que ele mesmo tivesse ficado irresistivelmente impressionado por essa misteriosa verdade e desejasse comunicá-la como parte essencial da revelação. 


                                         A verdade revelada nas palavras do Santo


Novamente, Deus diz: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1.26); “Eis que o homem é como um de nós” (Gênesis 3.22); “Eia, desçamos...” (Gênesis 11.7); “quem há de ir por nós?” (Isaías 6.8). Não se pode atribuir nenhuma razão ao fato do Todo-Poderoso falar de Si próprio dessa maneira, a não ser a verdade de que “na unicidade da Divindade há Três de mesma substância, mesmo poder e mesma eternidade”. Também há muitos lugares onde a mesma verdade é anunciada, se não precisamente declarada. O Senhor ordena a Aarão que abençoe o povo com estas palavras: “O SENHOR te abençoe e te guarde; O SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; O SENHOR sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz” (Números 6.24-26). Em Gênesis 18.1-2, lemos que “DEPOIS apareceu-lhe [a Abraão] o SENHOR... E levantou os seus olhos, e olhou, e eis três homens em pé junto a ele.” Por que Deus apareceria a ele na semelhança de três homens, a menos que fosse para demonstrar essa verdade, que Ele tinha proposto revelar mais claramente em tempos futuros? 




Há alguns testemunhos muito claros em Isaías. “... vindo o inimigo como uma corrente de águas, o Espírito do SENHOR arvorará contra ele a sua bandeira. E virá um Redentor a Sião... diz o SENHOR” (Isaías 59.19-20). Quem é esse “Redentor”? “eu sou o SENHOR, o teu Salvador, e o teu Redentor, o Poderoso de Jacó” (Isaías 60.16). Aqui fala-se de três Pessoas Divinas: o Espírito do SENHOR, o Redentor – o Eterno Filho, que viria para Sião – e o SENHOR, que fala através do profeta. Em outro lugar, lemos: “e agora o Senhor DEUS me enviou a mim, e o seu Espírito” (Isaías 48.16). Um estudo do contexto mostra que o orador é o Messias, o Filho de Deus, e as três pessoas da Santa Trindade são claramente indicadas: o Senhor Deus (o Pai), o Santo Espírito e o Filho. 


                                                   A imutável verdade de Deus


Há uma maravilhosa harmonia e concordância de doutrina em diferentes porções da revelação de Deus à humanidade, e homens santos de Deus em todas as eras, embora nem sempre com o mesmo grau de luz, olharam com os olhos da fé para Deus o Pai (que os elegeu), para Deus o Filho (que os redimiu) e para Deus Espírito Santo (que os regenera e santifica) e alçaram seus corações em adoração ao Deus Triúno, em uníssono com os santos e com os anjos que “não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir” (Apocalipse 4.8).
Este é o firme fundamento da esperança do crente e a segurança da vida eterna. Também é o alicerce sobre o qual todo o trabalho e testemunho da Sociedade Bíblica Trinitariana estão estabelecidos. Tem sido sempre a doutrina da Bíblia, deve ser sempre a doutrina da Sociedade.
“Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém” (Judas 25).


  A Sociedade se baseia sobre um fundamento trinitariano das Escrituras, que declara:

  • A Unicidade, Igualdade, Divindade e Eternidade de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo;
  • A completa divindade e perfeita humanidade do Senhor Jesus Cristoi;
  • Seu miraculosos nascimento virginal, Sua ressurreição física e Sua ascensão aos céus;
  • Sua falta de pecado
  • Seu sacrifício expiatório
  • A Divindade e personalidade do Espírito Santo.
Uma cópia da Base Doutrinária e outras literaturas relativas ao trabalho da Sociedade serão enviados, caso solicitadas.
Esta é uma edição on-line do artigo nº 21, publicado pela Trinitarian Bible Society.


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O que o Cristão de hoje precisa saber sobre o Novo Testamento em Grego
NOTAS,FONTE:Trinitarian Bible Society
                                                bibliologia




Nos últimos anos tem havido muita confusão a respeito das modernas traduções e edições do Novo Testamento em grego. Algumas pessoas fazem reivindicações sobre o Novo Testamento em grego, sem terem informações suficientes que as apoiem. Muitos têm a pretensão de que suas traduções são exatas porque tais versões se baseiam nos melhores textos gregos disponíveis. Alguns supõem que suas traduções são melhores que a Versão Autorizada porque esta e seu subjacente Textus Receptus grego acrescentam variantes e leituras extras ao texto. Outros, entretanto, reivindicam que o texto grego do Novo Testamento não é importante porque sua tradução favorita é melhor que qualquer texto grego. Há, ainda, outros que afirmam que o texto grego não é importante porque a maioria das pessoas não pode ler o grego da época do Novo Testamento. Entretanto, o texto grego sobre o qual uma tradução se baseia terá um impacto tanto sobre a leitura devocional das Escrituras pelo cristão como sobre a proclamação da Palavra de Deus no testemunho da graça salvadora de Jesus Cristo. É necessário que o cristão da atualidade entenda a importância do texto grego tradicional na vida cristã. 

                                     O Texto Tradicional

Antes de tudo, é necessário entender que se quer dizer com o termo “texto tradicional”. Durante o primeiro século após a ressurreição de Cristo, Deus moveu homens que escrevessem Sua Palavra (2 Pedro 1.21). O resultado foi um conjunto de cartas e livros, escritos em grego koine (chamados de “autógrafos originais”). Essas cartas e esses livros foram copiados e recopiados através dos séculos e distribuídos por todo o mundo. Essas cópias consistem os manuscritos do Novo Testamento. Mais de 5.000 desses manuscritos gregos sobreviveram até os dias atuais. O grande número desses manuscritos apóia a chamada tradição textual bizantina (bizantina porque veio do mundo falante do grego da época). Esses manuscritos bizantinos formaram o que chamamos de texto tradicional do Novo Testamento. A representação mais bem impressa desse texto-tipo bizantino é o Textus Receptus (ou texto recebido). Em acréscimo aos manuscritos, também temos à disposição muitas obras nas quais numerosos Pais da Igreja fizeram citações dos manuscritos. A obra de John Burgon estabeleceu que o texto básico usado por muitos Pais da Igreja é o mesmo texto que hoje conhecemos como texto bizantino.
O Textus Receptus foi compilado a partir de uma quantidade de manuscritos bizantinos por vários editores do início do século XVI. Houve edições de editores tais como Erasmo, Stephens, Beza, dos Elzevires, Mill e Scrivener. Essas edições diferem sutilmente umas das outras, mas ainda assim referem-se ao mesmo texto básico. Alguns editores foram populares em diferentes países e geraram as bases para as traduções do Novo Testamento. O Textus Receptus (como mais tarde ficou conhecido) foi o texto usado por Tyndale e por outros tradutores da Versão Autorizada inglesa (King James), de 1611 e outras traduções reformadas.

                                    O texto crítico

Durante os séculos XIX e XX, entretanto, uma outra forma do Novo Testamento grego surgiu e foi usada pelas traduções mais modernas do Novo Testamento. Esse Texto Crítico, como é chamado, difere largamente do texto tradicional, pois omite muitas palavras, versículos e passagens que são encontrados no Texto Recebido e nas tradições que se baseiam nele.
As versões modernas baseiam-se, principalmente, sobre um Novo Testamento grego que é derivado de um pequeno punhado de manuscritos gregos do quarto século em diante. Dois desses manuscritos, que muitos dos eruditos modernos dizem ser superiores ao bizantino, são o manuscrito do Sinai e o manuscrito do Vaticano (c. século IV). Estes, por sua vez, originam-se de um tipo de texto conhecido como texto alexandrino (por causa de sua origem egípcia), referido pelos críticos textuais Westcott e Hort como “texto neutro”. Esses dois manuscritos formam a base do Novo Testamento grego, conhecido como Texto Crítico, cujo uso tem sido muito difundido desde o final do século XIX. Nos últimos anos tem havido uma tentativa de se aperfeiçoar esse texto, chamando-o de texto “eclético” (querendo dizer que muitos outros manuscritos foram consultados em suas edições e evolução), mas ainda é o texto que tem sua base central naqueles dois manuscritos

                        Problemas com o Texto Crítico

Há muitos problemas de omissão que caracterizam esse Novo Testamento grego. Versículos e passagens, que são encontrado nos escritos dos Pais da Igreja dos anos 200 e 300 a.D., estão faltando nos manuscritos do texto alexandrino (que data de cerca de 300 a 400 a.D.). Além disso, essas traduções antigas são encontradas em manuscritos que datam de 500 a.D. em diante. Um exemplo disso é Marcos 16.9-20: essa passagem é encontrada nos escritos de Irineu e de Hipólito, no segundo século, e em quase todos os manuscritos do Evangelho de Marcos de 500 a.D. em diante. Essa passagem está omitida nos manuscritos alexandrinos, o do Sinai e o do Vaticano.
Este é somente um dos muitos exemplos desse problema. Há muitas palavras, muitos versículos e muitas passagens omitidos nas versões modernas que são encontrados no texto tradicional ou bizantino do Novo Testamento e, portanto, no Textus Receptus. O Texto Crítico diverge do Textus Receptus 5.337 vezes, de acordo com alguns cálculos. O manuscrito do Vaticano omite 2.877 palavras nos Evangelhos; o manuscrito do Sinai, 3.455 palavras nesses mesmos livros. Esses problemas entre o Textus Receptus e o Texto Crítico são muito importantes para as corretas tradução e interpretação do Novo Testamento. Contrariamente à argumentação dos que apoiam o Texto Crítico, essas omissões afetam a vida cristã quanto à doutrina e à fé.
Seguem-se muitos exemplos de problemas doutrinários causados pelas omissões do Texto Crítico. Esta não é, de modo algum, uma lista exaustiva. O moderno Texto Crítico reconstruído:
  • Omite referência ao nascimento virginal, em Lucas 2.33;
  • Omite referência à deidade de Cristo, em 1 Timóteo 3.16;
  • Omite referência à deidade de Cristo, em Romanos 14.10 e 12;
  • Omite referência ao sangue de Cristo, em Colossenses 1.14
Adicionalmente, cria-se um erro bíblico em Marcos 1.2: nesta passagem, no Texto Crítico, Isaías torna-se autor do livro de Malaquias. Em numerosas referências no Novo Testamento o nome de Jesus é omitido, no Texto Crítico: “Jesus” é omitido setenta vezes e “Cristo”, vinte e nove vezes.1
Outra problema com o Texto Crítico moderno é que os dois manuscritos mais importantes sobre os quais o texto é construído, o do Sinai e o do Vaticano, discordam entre si mais de 3.000 vezes, somente nos Evangelhos. Assim, o texto alexandrino apresenta-se como um texto-tipo que se caracteriza, em muitos lugares, por leituras que não são comuns aos manuscritos de sua própria tradição. O Texto Crítico é caracterizado por um fraseado que, na língua original, é difícil, confuso ou mesmo impossível. Parece que não importa quão singular ou anômala seja a leitura variante, deve estar nos autógrafos originais porque (como algumas se defende) um escriba jamais faria uma mudança que estivesse em desacordo com os outros manuscritos; ao invés disso, ele faria uma alteração que daria à passagem uma leitura mais fácil.
Muito foi dito sobre o fato de os manuscritos alexandrinos serem muito antigos. Isso é verdade, mas a ênfase no estudo da crítica textual não deveria recair sobre quão antigo é o manuscrito, mas sim, sobre quantas cópias foram feitas a partir dele. Um manuscrito datado como sido copiado durante o século X poderia ser o quinto numa linhagem de cópias feitas a partir do autógrafo original, enquanto um manuscrito datado como tendo sido copiado durante o terceiro século, poderia ter sido o centésimo numa outra linhagem de cópias. Uma vez que é difícil contar a genealogia, a família de qualquer dado manuscrito, é importante observar que a idade é relativa no sentido de que se pode ter um manuscrito originário do terceiro século, corrompido; ou um outro, do século dez, confiável.
Eis aqui uma boa ilustração: suponha que, no ano 3000, uma cópia da Bíblia em português é achada, datada da década de 1970. Admite-se que tal Bíblia é a mais antiga existente à disposição, e que tal Bíblia difere em centenas de lugares da Bíblia então em uso pelos cristãos do ano 3000. Pode-se imaginar os críticos científicos, com sua metodologia, enaltecendo as virtudes da idade avançada de tal Bíblia, a diagramação de qualidade, o cuidado no layout e no papel desse volume em particular, a encadenação e assim por diante. Porém, seus argumentos cairão por terra quando, depois de começar a traduzir a Bíblia para as línguas modernas, com base nos livros antigos, os cristãos descobrirem que essa versão das Escrituras era a tradução Novo Mundo dos Testemunhas de Jeová (cuja tradução difere muito do texto tradicional, ex.: João 1:1). 

                              Preservação Providencial

O Texto Tradicional do Novo Testamento é visto pelos cristãos conservadores que crêem na Bíblia como tendo sido providencialmente preservado por Deus. Deus prometeu em Sua Palavra que Ele não só preservá-la-ia para as gerações vindouras mas, também, que Sua Palavra seria eterna e completamente livre de corrupção.
  • Mateus 5.18 afirma: “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido”.
  • Isaías 59.21 diz: “Quanto a mim, esta é a minha aliança com eles, diz o SENHOR: o meu espírito, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se desviarão da tua boca nem da boca da tua descendência, nem da boca da descendência da tua descendência, diz o SENHOR, desde agora e para todo o sempre”.
  • João 10.35 nos fala: “a Escritura não pode ser anulada”.
Esses versículos demonstram que Deus não deixou Sua Igreja, por séculos, sem uma cópia autorizada de Sua Palavra, mas que o povo de Deus através dos séculos copiou e recopiou fielmente manuscritos a partir dos autógrafos originais. A Igreja por todo o mundo tem usado o Texto Tradicional em todas as suas variadas formas, e Deus tem considerado apropriado multiplicar uma infinidade de cópias e, assim, levar a salvação a muitas gerações, através de Seu processo de preservação. Esta doutrina da preservação proveidencial é declarada sucintamente na Confissão de fé de Westminster, capítulo 1, parágrafo VIII:
“O Velho Testamento em Hebraico (língua vulgar do antigo povo de Deus) e o Novo Testamento em Grego (a língua mais geralmente conhecida entre as nações no tempo em que ele foi escrito), sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providênciaconservados puros em todos os séculos, são por isso autênticos e assim em todas as controvérsias religiosas a Igreja deve apelar para eles...”
Esta preciosa doutrina da preservação providencial tem sido totalmente esquecida pelos estudiosos de texto modernos. Muitos deles tratam a Palavra de Deus como um outro livro qualquer, que pode ser submetido aos caprichos e às normas de alteração dos métodos científicos modernos. Muitas das formas destrutivas da alta crítica do século XIX advêm de uma falha na crença de que a Bíblia é um livro sobrenatural. A Bíblia tem as marcas de inspiração que podem ser claramente vistas pelos olhos dos que crêem, mas que, também, podem ser esmagadas sob os pés dos homens que marcham apressadamente para a destruição. Porém, apesar disso tudo, Deus tem levantado Seu povo, que ama e cuida de Sua Palavra e reconhece as marcas de inspiração que os primeiros crentes reconheceram, e que essas cópias, manuseadas através dos anos representam bem o que Deus queria que fosse conhecido. Isso não significa que qualquer edição impressa do Novo Testamento em grego, em particular, seja perfeita, mas, sim, que o Novo Testamento que temos hoje é essencialmente o mesmo que os que já passaram, através dos anos, através dos vários grupos de crentes que amaram e guardaram a Sua Palavra.
A força dessa preservação no Antigo Testamento é vista na qualidade do escriba que copiou o Antigo Testamento hebraico. No Novo Testamento, isso é percebido na abundância de manuscritos que possuímos hoje em dia. Este tem sido o método de Deus para manter Sua Palavra pura. Essa preservação estabelece que nenhum texto local, como o de Alexandria, Egito, poderia se tornar o texto dominante. O liberalismo e a descrença desafiaram esse processo de preservação. Nunca ficou provado que esses poucos manuscritos alexandrinos tenham jamais existido fora de Alexandria, no Egito. Muitos dos filhos de Deus, ao redor do mundo, rejeitaram o Texto Crítico em todas as suas formas. A aplicação prática da preservação providencial é que o crente contemporâneo deve escolher um texto moderno reconstruído, baseado essencialmente sobre dois manuscritos do século IV, que omite a deidade de Cristo em muitos lugares e que, estima-se, deixa de lado aproximadamente 200 versículos (o equivalente a 1 e 2 Pedro); ou escolher um texto que Deus tem usado através dos séculos. Vamos usar o texto que Deus abençoou e que melhor honra e glorifica o Senhor Jesus, ou não?
As edições impressas do Novo Testamento grego que foram publicadas entre 1500 e 1600 foram produzidas por homens que entendiam o que significava a glória de Deus e a importância de se ter cópias exatas da Bíblia. Da obra conhecida como Poliglota Complutensiana até as várias edições de Erasmo, as quatro edições de Robert Stephens (dentre as quais, a mais conhecida é a de 1550, que é a base do que chamamos de Berry Interlinear ou “the Englishman’s Greek New Testament”), a obra do grande crítico Teodoro de Beza (em suas cinco edições), as edições dos Elzevires (em 1624 e em 1633) e, por último, o trabalho de F. H. A. Scrivener (nas décadas de 1870 e 1880), temos conhecimento da crítica textual e a mais fiel e cuidadosa atitude com relação aos manuscritos que se pode imaginar. O Texto Tradicional do Novo Testamento foi o texto do período da Reforma, tanto que, seja no trabalho de Erasmo ou no de Stephen, na própria tradução de Lutero ou naquela dos herdeiros da Reforma, tais como os clérigos de Westminster e os tradutores da Versão Autorizada em inglês, este texto tem sido largamente usado e tremendamente abençoado por Deus.

                        A responsabilidade dos crentes hoje

O crítico textual J. Harold Greenlee diz: “A crítica textual do Novo Testamento é, portanto, o estudo bíblico básico, um pré-requisito para todo o outro trabalho bíblico e teológico”. 2 Isso não é dar importância exagerada a este assunto. Como crentes, temos a responsabilidade em nossos dias e era de proclamar o Evangelho, o Evangelho puro, o Evangelho não diluído. Também temos o direito e o privilégio de sermos os próximos na linha sucessória da proteção e da proclamação da Palavra de Deus. Cada cristão, individualmente, decidirá a respeito desse assunto, sobre qual texto é o correto. Evidentemente, esta decisão será feita, consciente ou inconscientemente, por todo crente, individualmente. Esta decisão é tomada quando o crente decide qual edição da Bíblia usará para ler e estudar; e, caso escolha uma tradução baseada em manuscritos corruptos, que refletem pontos de vista que omitem a deidade de Cristo, a expiação por Seu sangue, Seu nascimento virginal, então a decisão é de estender esse erro à próxima geração. Se, entretanto, o cristão de hoje escolhe uma tradução da Palavra de Deus que é feita a partir do texto tradicional do Novo Testamento, a decisão é no sentido de ver Deus trabalhando através de Sua providência para o fornecimento de Sua Palavra em sua forma completa, não só para esta geração, mas também para as que virão.(NOTAS SOCIEDADE BIBLICA TRINITARIANA DO BRASIL-SÃO PAULO).



 Senhor deu a Palavra
Um estudo na história do texto bíblico




 A Bíbia é a eterna Palavra de Deus. Foi dada ao homem por Deus para ser o absoluto, o supremo, o competente, o infalível e imutável padrão de fé e prática. Neste artigo, vamos delinear a história da Bíblia, desde sua origem na divina auto-revelação, sua incorporação na forma escrita através da inspiração sobrenatural, até sua transmissão exata na época atual através da preservação miraculosa. Cremos firmemente que, embora as tempestades de desaprovação continuem a levantar-se contra a Palavra de Deus, a confiança do crente humilde nela é justificável e confirmada. Este volume sagrado é – e sempre será – o Livro de Deus.

O Antigo Testamento

A maior parte do Antigo Testamento foi escrita em hebraico, algumas vezes chamada “a língua de Canaã” (Isaías 19.18) ou “a língua dos judeus” (Isaías 36.11). Ela, provavelmente, desenvolveu-se a partir do antigo hebraico falado por Abraão, em Ur dos caldeus (Gênesis 14.13) e vários estudiosos crêem que esse hebraico era anterior a Abraão e que era a “mesma língua” e “a mesma fala” dos tempos pré-Babel (Gênesis 11.1). Em outras palavras, crêem que essa era a língua original do homem.

                                A Primeira Língua

As evidências para o sustento desse ponto de vista são bastante fortes. Primeiramente, em hebraico, os nomes dos animais expressam sua natureza e características com bastante acuidade – tanto ou mais, na verdade, que qualquer outra língua arcaica. Isso poderia relacionar-se ao fato de que Adão, logo após a criação, deu nome aos animais observando suas peculiaridades e as características de cada espécie (Gênesis 2.19-20). Em segundo lugar, os nomes próprios, como Adão, Eva e Caim têm significados importantes em hebraico, alguns dos quais, na verdade, são-lhes determinados nas Escrituras do Antigo Testamento (Gênesis 2.23; 3.20; 4.1). Terceiro, os nomes de várias nações da Antigüidade parecem ser de origem hebraica, derivando-se dos filhos e netos de Sem, Cão e Jafé: como, por exemplo, os assírios, derivados de Assur; os elamitas, de Elão; os arameus, de Aram.
Pode-se argumentar, portanto, que alguma forma de hebraico tenha sido a primeira linguagem falada e ouvida neste mundo; porém, para se afirmar isso temos como indiscutível o fato de que praticamente o Antigo Testamento inteiro foi escrito em hebraico. As únicas exceções estão em aramaico (uma língua cognata, muito próxima do hebraico) que, na verdade, substituiu o hebraico no tempo do cativeiro. Essas exceções são duas partes do livro de Esdras (4.8-6.18; 7.12-26), pelo fato de ser o aramaico a língua oficial do Império Persa; um versículo em Jeremias (10.11), onde a citação de um provérbio aramaico; e uma parte relativamente grande do livro de Daniel (2.4 a 7.28), onde o aramaico é usado, provavelmente, por ser uma seção inteira que trata das nações do mundo.

                             Anotações Escritas

Agora, onde foram registradas as antigas Escrituras? Originalmente, o Antigo Testamento parece ter sido escrito em papiros. Esse tipo de material era feito a partir de juncos que cresciam nas margens do Rio Nilo. Os juncos eram cortados em tiras e dispostos, camada sobre camada, em esquadro. Então, eram achatados, prensados e polidos para formar um tipo primitivo de papel. Sabemos que o papiro foi usado no Egito há muito tempo, certamente nos tempos de Moisés e, portanto, é muito provável que os primeiros documentos do Antigo Testamento tenham sido escritos nesse tipo de material. Se não o foram, poderiam ter sido escritos em peles de animais, que eram usadas desde aproximadamente 2.000 a.C.. As peles eram preferidas porque duravam mais e não eram tão frágeis, conseqüentemente, preservaram o texto mais perfeitamente.

                                      Revelação

Sabemos que Deus é o maior dos seres. A Bíblia diz: “Porventura alcançarás os caminhos de Deus ou chegarás à perfeição do Todo-Poderoso?” (Jó 11.7). E a resposta é, naturalmente, não. Não podemos, com toda a nossa destreza conhecer o Deus infinito. Ele está muito, muito além de nossa compreensão humana. Isso significa, então, que não há esperança de nós O conhecermos? Felizmente, não. Embora não possamos – ainda que com intensa investigação – conhecer Deus, Ele é capaz de fazer-Se conhecido para nós. Como fonte de toda a verdade, Ele pode nos ensinar sobre Seu próprio Ser maravilhoso; por isso o salmista diz: “na tua luz veremos a luz” (Salmo 36.9). Isso nos leva, muito naturalmente, à doutrina da revelação.
Uma definição concisa, mas exata, da revelação vem da caneta do Dr. James Bannerman. Ele escreveu: “A revelação, como ato divino, é a apresentação da verdade objetiva ao homem de maneira sobrenatural por Deus. A revelação, como resultado de tal ato, é a verdade objetiva então apresentada”
Agora, há dois tipos de revelação. Primeiro, há a revelação geral. Parte dela é-nos externa, vem do mundo que nos cerca. Nas obras da criação e da providência, Deus mostra-nos parte de Suas divindade e perfeição: “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas...” (Romanos 1.20; comparar com Salmo 19.1; Atos 14.27). Ao olharmos as várias partes deste universo visível, somos compelidos a pensar, com temor reverente, sobre o divino Arquiteto e Construtor. Além disso, parte da revelação geral vem de dentro de nós. Feitos à imagem de Deus, temos uma percepção natural de Deus, imortalidade e a diferença entre certo e errado. Somos, como diz Paulo, uma lei para nós mesmos porque “a obra da lei” está escrita em nossos “corações”, “testificando juntamente a sua consciência” (Romanos 2.14-15).
Tal revelação é chamada de geral não somente porque acontece de modo geral pelo mundo, mas também porque lida somente com coisas gerais. Não fala sobre nada específico, tal como reconciliação com Deus, perdão de pecados ou o caminho para o céu.
Entretanto, em Sua maravilhosa graça, Deus Se agrada de nos conceder uma revelação especial. Esta também é externa e interna. A revelação especial externa vem através das “teofanias” por meio das quais Deus verdadeiramente apareceu para os homens e também pelas de “vozes”, quando Deus falou com eles: “E apareceu o Senhor a Abraão, e disse: À tua descendência darei esta terra...” (Gênesis 12.7; comparar com 3.8-19). A revelação especial interna veio por intermédio de visões, sonhos e pesos de homens escolhidos. Como Deus mesmo disse: “...se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele” (Números 12.6). “Pesos” foram graves mensagens colocadas sobre a mente e o coração. Por isso, lemos: “Peso da palavra do Senhor contra Israel, por intermédio de Malaquias” (Malaquias 1.1). A revelação especial vai de encontro às mais profundas necessidades do coração dos homens. Ela responde à questão que é tão antiga quanto a alama do homem – “como se justificaria o homem para com Deus?” (Jó 9.2). Através das revelações geral e especial (que alcançaram seu climax, naturalmente, na Encarnação), Deus nos tem dado graciosamente Sua divina auto-revelação e nos feito conhecer o caminho de Sua salvação.

                                  Doutrina Dupla

Há uma doutrina dupla que precisamos, agora, considerar: inspiração, que o Professor Louis Gaussen definiu assim, certa vez: “aquele poder inexplicável que o Espírito Divino estendeu dos tempos antigos sobre os escritores da santa Escritura, de maneira a guiá-los até mesmo nas palavras que usaram, e preservá-las de todo o erro ou omissão”. 
A inspiração, portanto, é o processo pelo qual Deus manifesta uma influência sobrenatural sobre certos homens, capacitando-os para registrar acurada e infalivelmente o que quer que tenha sido revelado. “Homens santos de Deus”, lemos, “falaram inspirados pelo Espírito Santo” (II Pedro 1.21). O resultado desse processo é a Palavra de Deus escrita, a “escritura da verdade” (Daniel 10.21). A afirmação clássica do apóstolo vem imediatamente à tona: “Toda e Escritura é divinamente inspirada” por Deus (II Timóteo 3.16).
Escritura inspirada é o livro de Deus da revelação. Como resultado da revelação e da inspiração somos capazes de segurar a Bíblia em nossas mãos e saber que temos posse da Palavra de Deus escrita.

                                  Por Escrito

A primeira ordem registrada de que se escrevesse é encontrada em Êxodo 17.14, onde logo depois da guerra com os amalequitas, o Senhor disse a Moisés: “Escreve isto para memória num livro...”. Outra vez, em Êxodo 24.4, lemos: “Moisés escreveu todas as palavras do Senhor”. E, uma vez mais, em Êxodo 34.27, o Senhor lhe disse: “Escreve estas palavras...”. E podemos continuar... Há muitas outras passagens mostrando que Moisés escreveu mais, muito mais que o Pentateuco inteiro, i.e., os primeiros cinco livros da Bíblia (p.ex.: Deuteronômio 31.9, 24-26; Números 33.1-2).
Os Originais
Uma vez escritos, os originais inspirados, ou “manuscritos” (como são chamados), foram cuidadosamente preservados. O rolo de Moisés, por exemplo, foi confiado aos sacerdotes, que o colocaram junto da arca sagrada. Lemos em Deuteronômio 31.25 e 26 que Moisés “deu ordem aos levitas, que levavam a arca da aliança do Senhor, dizendo: Tomai este livro da lei [o livro que ele havia escrito], e ponde-o ao lado da arca da aliança do Senhor vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti” (comparar com Josué 1.8; I Reis 2.3; Neemias 8.1).
Depois de Moisés veio Josué, o autor do livro que leva seu nome; e até o fim de sua vida, de acordo com Josué 24.26, ele fez exatamente o que Moisés já havia feito. Tendo feito acréscimos ao rolo de Moisés, ele o recolocou no santuário. “E Josué escreveu estas palavras no livro da lei de Deus; e tomou uma grande pedra, e a erigiu ali debaixo do carvalho que estava junto ao santuário do Senhor”.
Não muito depois, houve outro acréscimo, desta vez por Samuel, que “declarou ao povo o direito do reino, e escreveu-o num livro, e pô-lo perante o Senhor” (i.e., na presença de Deus, no aposento mais santo e ao lado da arca da aliança; I Samuel 10.25).

                                   O Templo

Quando o tabernáculo se transformou em templo, parece que esses originais preciosos foram transferidos para o prédio mais permanente. Há uma referência a eles em II Reis 22.8, onde há um registro sobre Hilquias, o sumo-sacerdote: “Achei o livro da lei na casa do Senhor”.
Alguns estudiosos sugeriram que esse “livro da lei” era a cópia original de Moisés, escondida pelos sacerdotes durante os reinados iníquos de Manassés e Amom e que somente nessa época foram descobertos e trazidos à atenção do rei.
Em II Crônicas 34.14, é chamado de “o livro da lei do Senhor, dada pela mão de Moisés”. Uma tradução mais literal poderia ser “o livro da lei do Senhor pela mão de Moisés”.

                            O Significado da Arca

O Dr. W. H. Green salienta que a guarda desses documentos num lugar santo estava “de acordo com o costume das principais nações da Antigüidade”. Ele remete ao fato de que “os romanos, gregos, fenícios, babilônios e egípcios tinham seus escritos sagrados, os quais eram ciosamente preservados em seus templos, e confiados aos cuidados de oficiais especialmente designados para esse propósito”. 
Havia, entretanto, razões mais importantes pelas quais os rolos deveriam permanecer nesse lugar: a arca era conservada como relíquia no santuário divino; os escritos colocados a seu lado eram, dessa maneira, associados peculiarmente com Deus. Ele é, sem sombra de dúvida, o autor das Escrituras. O que Ele disse e o que as Escrituras dizem são a mesma coisa (Romanos 9.17; Gálatas 3.2). Aqui, portanto, está a Palavra escrita de Deus, como um todo, esses livros inspirados podem ser chamados de “os oráculos de Deus” (Romanos 3.2; comparar com Atos 7.38).
Israelitas piedosos entenderam a arca como o trono de Deus (Êxodo 25.22; Salmo 80.1). O fato de que esses escritos estivessem colocados ao lado da arca sugeria que eles eram divinamente autorizados. A Escritura possui tremenda autoridade. Isso requer dos homens fé invacilante em seus ensinamentos e obediência inabalável a seus preceitos. Toda alma humana deve prostrar-se diante dela: “Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais para que a fizessem conhecer a seus filhos” (Salmo 78.5).
Além disso, uma vez que as Escrituras foram colocadas ao lado da arca, no coração do tabernáculo ou do templo, eles foram separados de todos os livros comuns. Eles foram manifestadamente declarados santos. Certamente a Palavra escrita de Deus é pura e sublime. Ela é verdadeira, sem nenhuma mistura de erro: “As palavras do Senhor são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes” (Salmo 12.6). Os escritos inspirados devem sempre ser honrados como as “sagradas escrituras” (II Timóteo 3.15).
A arca, naturalmente, tinha seu propiciatório sobre o qual o sangue sacrificial era aspergido (Êxodo 25.21); e os livros eram colocados por perto, indicando, talvez, que eles explicavam a doutrina da expiação e demonstrando o único caminho para aproximar-se de Deus. “... assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, e em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados...” (Lucas 24.46-47).
Um último pensamento: os rolos deveriam estar sob as asas do querubim (Êxodo 25.18-20), uma indicação de sua essência divinamente salvaguardada e preservada. Embora geralmente negada hoje em dia, a doutrina da preservação da Escritura deve ser crida e amplamente declarada. “O Antigo Testamento em hebraico... e o Novo Testamento em grego... ambos imediatamente inspirados por Deus e por Seus singulares cuidado e providência em mantê-los puros em todas as eras são, portanto, autênticos” (Confissão de Fé de Westminster, Capítulo 1; Secção 8). Nosso próprio Senhor disse: “... até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido” (Mateus 5.18; comparar com Salmo 119.152; Isaías 40.8).

                                 Um Único Livro

Deus continuou a inspirar homens até que houvesse uma maravilhosa coleção de livros (I Crônicas 29.29; II Crônicas 9.29, 12.15; Isaías 30.8; Jeremias 36.1, 2). Os mais antigos dos escritos de Moisés datam de, aproximadamente 1450 a.C, enquanto os escritos de Malaquias devem ter sido terminados por volta de 450 a.C. Portanto, por cerca de 1.000 anos Deus graciosamente comunicou-se com os homens e, pela influência sobrenatural de Seu Espírito, fez com seus comunicados fossem escritos, sem nenhum erro, tanto nos fatos como na doutrina. Esses escritos foram maravilhosamente preservados. Somente nos resta observar aqui que, desde o princípio, essa coleção foi tomada essencialmente como um único livro, chamado "o livro do Senhor” (Isaías 34.16).

                                        Cópias

A primeira menção feita a uma cópia refere-se aos Dez Mandamentos, escritos originalmente nas tábuas de pedra, pelo próprio dedo de Deus. Aquelas primeiras tábuas foram quebradas, então o Senhor ordenou a Moisés que cortasse novas tábuas e o Senhor escreveu nelas as mesmas palavras. Foi quando Deus estabeleceu o preceito para a cópia: “conforme a primeira escritura” (Deuteronômio 10.4). E temos bases sólidas para crer que este preceito foi rigorosamente seguido. Quando a mensagem escrita de Jeremias foi destruída pelo Rei Jeoiaquim, Deus ordenou ao profeta que fizesse uma outra cópia mas, ao fazê-lo, estipulou que fosse uma cópia exata: “Toma ainda outro rolo, e escreve nele todas aquelas palavras que estavam no primeiro rolo” (Jeremias 36.28). Portanto, Baruque (escriba de Jeremias) reescreveu, de acordo com o ditado do profeta, todas as palavras que haviam sido escritas no primeiro rolo (36.32 – o segundo rolo foi, assim, uma cópia exata do primeiro, embora nessa ocasião Baruque tenha acrescentado algum material do ministério inspirado de Jeremias). Dessa maneira, foram feitas cópias não somente dos Dez Mandamentos, mas também de outras partes das Escrituras. Uma cópia do livro de Deuteronômio, ou talvez até mesmo do Pentateuco inteiro, devia estar nas mãos de todo rei de Israel: “...então escreverá para si num livro, um traslado desta lei, do original que está diante dos sacerdotes levitas. E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida...” (Deuteronômio 17.18-19; comparar com II Crônicas 23.11). Os originais, naturalmente, eram de responsabilidade dos “sacerdotes levitas”, e quando se diz “escreverá para si um livro”, provavelmente não significa que o próprio rei deveria fazê-lo, mas que deveria designar alguém que o fizesse (comparar com I Samuel 1.3; 13.9; I Reis 8.62; João 19.19, onde é ordenado a certos homens que o façam, mas, no caso, certamente foi feito por outros).
A fim de atuarem apropriadamente, os juízes provavelmente precisaram buscar as várias leis de Moisés (II Crônicas 19.10), bem como os sacerdotes, especialmente aqueles de quem se dizia “E ensinaram em Judá, levando consigo o livro da lei do Senhor” (v. 9). Não estamos supondo que somente os oficiais possuíam cópias das Escrituras. Há evidência que sugere que os crentes em geral tinham acesso aos livros bíblicos (Salmo 1.4; Salmo 119).

                        O Trabalho dos Escribas

Os originais, como já observamos, são chamados “autógrafos”. As cópias são conhecidas como “apógrafas”. Está claro que tomou-se grande cuidado na cópia das Escrituras. Primeiramente eram os sacerdotes os responsáveis por elas (Deuteronômio 17.18); mais tarde, os escribas (do hebraico, sopherim, de saphar, escrever) assumiram esse papel, como indica a linguagem de Jeremias, o profeta: “Como, pois, dizeis... a lei do Senhor está conosco? Eis que em vão tem trabalhado a falsa pena dos escribas” (Jeremias 8.8). Aqueles originariamente designados como escribas tinham muitas e variadas responsabilidades. Entretanto, com o passar do tempo, a tendência foi de concentrarem-se no trabalho de transcrição, assim, conseqüentemente, um homem como Esdras foi chamado de “o escriba das palavras dos mandamentos do Senhor, e dos seus estatutos sobre Israel” (Esdras 7.11).
É compreensível que a demanda por cópias das Escrituras tenha se tornado muito grande. Os escribas, por conseguinte, organizaram-se em “famílias” ou “corporações”, combinando seus esforços de maneira a assegurar os melhores resultados possíveis (I Crônicas 2.55). Sua habilidade nesse campo, juntamente com sua profunda reverência pela Escritura sagrada signficavam a produção de cópias realmente excelentes. Na verdade, somente os rolos procedentes dessa classe de escribas eram de confiança.
É digno de observar-se que, pelo propósito e pela providência de Deus, os judeus tomaram mais cuidado com seus escritos sagrados do que qualquer outro povo do mundo antigo.
Alcançou-se tal precisão que as cópias dos escribas puderam ser descritas como a verdadeira Palavra de Deus e, portanto, com autoridade divina. Em I Reis 2.3, Davi ordena a Salomão, seu filho: “E guarda a ordenança do Senhor teu Deus, para andares nos seus caminhos, e para guardares os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus testemunhos, como está escrito na lei de Moisés”. Dessa maneira, o rei Salomão não somente devia em mãos uma cópia, como mencionado em Deuteronômio 17.18-19, mas, também, devia observar se essa cópia havia sido “escrita na lei de Moisés”. Tal cuidado esmerado com relação à cópia garantia que o manuscrito resultante mantinha a autoridade do original. Era a Palavra de Deus e podia ser tomado como tal.

                         A Perda dos Originais

Jerusalém caiu sob os babilônios em 586 a.C. A cidade foi terrivelmente danificada e o grande templo, construído por Salomão, completamente destruído (II Crônicas 36.17-19). Embora não mencionado na história, é quase certo que os escritos originais tenham perecido juntamente com a cidade. Entretanto, nem tudo estava perdido. Muitas cópias haviam sido feitos no correr do tempo e algumas delas foram levadas ao cativeiro, razão porque encontramos Daniel mencionando o que deveria ser uma cópia da Lei de Moisés e, também, fazendo alusão à profecia de Jeremias, cuja cópia ele provavelmente tinha em mãos (9.2).
Em 537 a.C, os judeus começaram a voltar do cativeiro e sabemos que Esdras reestabeleceu o culto em Jerusalém “conforme ao que está escrito no livro de Moisés” (Esdras 6.18). Isso sugere que eles ainda tinham cópias das Escrituras e que podiam consultá-las ao organizarem o culto no segundo templo. De acordo com Neemias 8.1, o povo realmente pediu que Esdras que trouxesse “o livro da lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel”. Não era o original – mas somente uma cópia – que aqui é expressivamente descrito como “a lei de Moisés”. Concluímos, a partir de tais Escrituras, que Deus, de maneira maravilhosa, preservou Sua Palavra.

                                 A Grande Sinagoga

A história do Antigo Testamento termina um tanto abruptamente com a volta do cativeiro porém, de acordo com os últimos livros, parece que Esdras assumiu a presidência de um corpo de homens sábios e instruídos (Neemias 8.4, 7, 13; comparar com Esdras 7.6, 11, 22). A tradição judaica nos informa que, depois da volta dos judeus, Esdras criou a Grande Sinagoga com o objetivo de reorganizar a vida religiosa da nação. Este conselho – que é o que era na realidade – consistia de 120 membros e chegou a incluir os profetas Ageu, Zacarias e Malaquias. Os “Homens da Grande Sinagoga” reuniram juntos todas as cópias da Santa Escritura que puderam encontrar e submeteram-nas a detalhados exames e comparações. Muitos dos erros menores, cometidos inadvertidamente, foram, assim, corrigidos. Tais erros consistiam de omissões de uma letra, uma palavra, ou mesmo uma linha. Não é surpresa que tais erros tenham se insinuado em alguns dos manuscritos se lembrarmos que há, ao menos, oito pares de letras hebraicos que são muito semelhantes, ao ponto de serem quase idênticas. Mesmo os escribas mais conceituados não estavam livres de cometerem pequenos erros. Eventualmente, entretanto, as cópias foram submetidas a correções e se alguma, particularmente, fosse encontrada defeituosa, era enterrado em um “genizah”, um lugar sagrado perto da sinagoga judaica. Como resultado do trabalho da Grande Sinagoga, parece que o Segundo Tempo foi provido de um texto muito semelhante ao posterior, o autêntico texto hebraico. 
No tempo em que o Senhor apareceu em cena, muitas cópias confiáveis estavam à disposição. O Senhor Jesus constantemente apelava para as Sagradas Escrituras. Leu diretamente delas nas sinagogas (Lucas 4.16); citou-as em Seu ministério público (Mateus 19.3-5; 21.16, 42); e exortou Seus ouvintes a lê-las por si próprios (João 5.39). Não há dúvida de que Ele considerava as cópias existentes com a verdadeira Palavra de Deus. Embora tenha corrigido as interpretações e os comentários dos fariseus, em nenhuma das vezes Ele levantou dúvidas sobre a integridade do texto hebraico. Ele podia dizer: “Está escrito” (Mateus 4.4, 7, 10) e, novamente, “a Escritura não pode ser anulada” (João 10.35). O mesmo se aplica, naturalmente, aos apóstolos (Atos 1.16; 4.25; 28.25; Hebreus 1.1, 6, 7 etc.).
Poder-se-ia argumentar que isso comprova muito, à medida que a Septuaginta (LXX: a tradução grega do Antigo Testamento, feita por judeus alexandrinos, cerca de 250 a.C) é também constantemente citada no Novo Testamento sem que nenhuma dúvida tenha sido levantada contra ela. Seguindo a mesma premissa, portanto, isso não poderia indicar o endossamento da Septuaginta como um texto exato e inspirado? Não, há uma grande falha nessa argumentação. O fato é que muitos dos lugares do Novo Testamento onde aparece a versão da Septuaginta foram deliberadamente rejeitados (p.ex., Mateus 2.15, onde na Septuaginta lê-se “de fora do Egito chamei seus filhos”; Romanos 10.15, onde na LXX lê-se “Estou presente como uma época de beleza sobre as montanhas, como os pés daquele que prega alegres correntes de paz, como aquele que prega as boas novas”. Ver, também, Romanos 11.4; I Pedro 4.8).
Quando algumas citações do Novo Testamento demonstram preferência pela tradução da Septuaginta, a variação verificada nesses casos é muito pequena, e nunca com referência ao sentido (p.ex., Mateus 15.8-9 – hebraico: “...o coração deles, eles o colocaram longe de mim, e seu temor de mim tranformou-se num preceito de homens, uma coisa ensinada”; Atos 13.34 – hebraico: “Eu lhes darei as fiéis misericórdias de Davi”, porém, o texto grego do Novo Testamento realmente cita a Septuaginta neste trecho, bem como na margem da Versão Autorizada, no Inglês: “[Eu lhes darei]... as coisas santas de Davi, as coisas fiéis”).
Além disso, o propósito por trás das citações da Versão Septuaginta é geralmente deixar mais claro o pretendido significado do original (ver Romanos 10.18, onde a tradução “som” é preferível ao hebraico “linha “, uma expressão um tanto obscura, embora como “corda” de um instrumento musical significa claramente a mesma coisa).
“Não encontramos”, comenta o Dr. Roger Nicole, “nenhum exemplo de dedução ou aplicação logicamente inferida a partir da Septuaginta que não possa ser mantida com base no texto hebraico”. Ele conclui: “O uso da LXX nas citações não indica que os escritores do Novo Testamento tenham visto essa versão como inspirada em si mesma... Contudo a disposição deles de fazer uso da LXX, apesar de suas falhas ocasionais, ensina a importante lição de que a mensagem básica de Deus a ser entregue originalmente pode ser transmitida mesmo através de uma tradução, e que se pode corroborar uma versão à medida que ela concorda com o original”. 
Voltando ao nosso ponto anterior: o endosso dado por nosso Senhor e Seus apóstolos ao texto hebraico do primeiro século mostra que o texto tem que ser ambos: exato e confiável.

                          Os Famosos Massoretas

Como temos visto, Deus levantou escribas, ou sopherim, para produzirem um texto notavelmente puro. Coube a outros o trabalho de continuar a obra, tomando as devidas precauções para a preservação do texto. Este grupo era o dos massoretas, um nome derivado da palavra hebraica massorah, que significa “tradição”. Eles eram famílias de estudiosos e críticos judeus que, eventualmente, abriram academias, uma em Tiberíades (na costa do Mar da Galiléia) e outra na Babilônia (no leste). Não se sabe exatamente quando os massoretas apareceram pela primeira vez. Alguns crêem que sua linhagem pode ser traçada até o primeiro século d.C. Outros, estabelecem seus primórdios mais tarde, perto de 500 d.C. Qualquer que seja a data correta, a realização dos massoretas é o que realmente importa.
Jerusalém foi destruída no ano 70 da nossa era. Conseqüentemente, os judeus foram espalhados pelos vários países do Império romano. Os massoretas sabiam que esses judeus dispersos e suas sucessivas gerações iriam precisar de cópias das Santas Escrituras, além disso, criam que certas medidas deveriam ser tomadas para assegurar a preservação do texto hebraico puro. Com isso em mente, coligiram informações vitais sobre o texto e estabeleceram regras detalhadas para a cópia exata.
Introduziram os pontos de vogal (o hebraico não tem vogais), fixaram acentos (para assegurar a pronúncia correta), explicaram o significado de palavras (onde existia ambigüidade), providenciaram leituras de margem (para eliminar incertezas), e indicaram pausas planejadas (que geralmente alteram o significado). Foram tão meticulosos em seus estudos que até contaram os versículos, as palvras e as letras do Velho Testamento, observando, por exemplo, que Aleph ocorre 42.377 vezes; Beth, 38.218; Gimel, 29.537 e assim por diante.
Os copistas tinham que seguir as severas regras do Talmude, que incluíam o seguinte: somente podiam ser usadas peles de animais limpos; cada pele devia conter o mesmo número de colunas; não podia haver menos que quarenta e oito nem mais que sessenta linhas; a tinta preta devia ser preparada de acordo com uma receita específica; nenhuma palavra ou letra devia ser escrita de memória; se somente uma letra fosse omitida, ou erroneamente inserida, ou mesmo se uma letra tocasse outra, a folha devia ser destruída; três erros numa página significavam que o manuscrito inteiro estava condenado; e a revisão da cópia devia acontecer dentro de 30 dias, de outra maneira, seria rejeitada. Um manuscrito que sobrevivesses a esse processo, dificilmente poderia ser outra coisa que não maravilhosamente exato.

                             O Texto Massorético

O objetivo dos massoretas era preservar o Antigo Testemento de qualquer tipo de alteração e, em prol de assegurar tal propósito, eles estabeleceram uma série de observações detalhadas (o massorah). Os judeus chamavam seu primeiro trabalho de “O Cercado da Lei”. Como resultado de seus esforços, temos hoje em dia um texto padrão e tradicional.
O texto a partir do qual a Versão Almeida foi traduzido chama-se Texto Ben Chayyim (por causa de Jacob ben Chayyim, sob cuja edição o primeiro foi impresso em 1524-5) e é similar ao texto de Ben Asher (que viveu no primeiro século, em Tiberíades, na Palestina, e que, juntamente com membros de sua família, organizou uma cuidadosa edição do Texto Massorético). Este é um texto fidedigno e seguro.
Através da providência especial de Deus, podemos afirmar com confiança que o Texto Massorético Hebraico é muito próximo do hebraico original.

                    O Resumo do Antigo Testamento

Resumindo, então, quais foram os meios que Deus usou para assegurar a preservação de Sua Palavra?
O primeiro foi a profunda reverência dos judeus pelas Santas Escrituras. Um judeu literalmente tremia diante da Palavra escrita. De acordo com Philo e Josephus, eles preferiam sofrer algum tormento, ou mesmo morrer, a mudar qualquer coisa nas Escrituras Sagradas. Deus usou essa reverência pelo texto para evitar que ele fosse falsificado e corrompido.
Segundo, havia as ordenanças sagradas das Escrituras, tais como em Deuteronômio 4.2: “Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela”. Essas ordenanças, imbuídas de autoridade divina, instilavam genuíno temor no coração dos homens.
Terceiro, os rolos ficam no Santo dos Santos. Não havia lugar mais sagrado na terra, colocando-os além do alcance de mãos perturbadoras.
Quarto, o total profissionalismo dos escribas e massoretas asseguraram e preservaram um texto puro. Eles eram grandes estudiosos, experimentados na lei divina e reverenciados como intérpretes das Sagradas Escrituras.
Quinto, havia a supervisão dos profetas. Durante o período do Antigo Testamento, os profetas exerceram um ministério singular e eram bem capazes de supervisionar o trabalho de cópia. Qualquer erro na transcrição seria rapidamente percebido por eles.
Sexto, os judeus repetiam constantemente suas Escrituras, como Deuteronômio 6.7 mostra claramente: “E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te”. Essas repetições criavam tal familiaridade com o texto que mesmo que uma palavra fosse alterada, ela seria imediatamente notada e, sem dúvida, seriam feitos protestos veementes.
Sétimo, Cristo e Seus apóstolos confirmararm as Escrituras como eles a receberam em seu tempo. O texto padrão usado por eles é o mesmo que usamos hoje. A resoluta citação deles como Palavra de Deus é um selo incontestável de autenticidade e confiança.
Essas e outras considerações levam-nos a crer que Deus tem preservado o texto do Antigo Testamento de maneira maravilhosa. Quando o Antigo Testamento é lido, de acordo com o texto massorético, podemos crer que estamos lendo e ouvindo a Palavra de Deus. É interessante como se podem, não nós, aceitar traduções peculiares dos Rolos do Mar Morto, da versão latina, ou de qualquer outra fonte.
Deus preservou Sua Palavra. Isto não deve ser entendido como se, através da história, Deus tivesse realizado repetidos milagres, nem que Ele tenha “inspirado” vários rabinos e escribas que trabalharam no texto. Reconhecemos que os autógrafos perderam-se há muito tempo e que alguns erros podem ter ocorrido nas cópias de que agora dispomos. Conseqüentemente, a crítica textual é necessária. A doutrina da “preservação divina” requer definição cuidadosa. O que exatamente queremos dizer com ela? Aqui, citarei as palavras do Professor John H. Skilton: “Deus, que nos deu as Escrituras, que opera todas as coisas segundo a Sua vontade, tem tido um cuidado notável com Sua Palavra, preservando-a em todas as épocas num estado de fundamental pureza, e a tem capacitado a atingir o propósito para o qual foi dada.” 
O texto hebraico, então, foi originalmente dado por Moisés e pelos profetas; foi fielmente copiado pelos escribas, padronizado por Esdras juntamente com os Homens da Grande Sinagoga, endossado por nosso Senhor e por Seus apóstolos, e editado com cuidado meticuloso pelos massoretas. A ortodoxia requer que corajosamente afirmemos nossa fé no Antigo Testamento como traduzido do texto massorético hebraico.

O Novo Testamento

O Senhor Jesus imputou autoridade às Escrituras do Antigo Testamento (Mateus 5.18; 15.3; Marcos 12.36; João 10.35). ele também prometeu que, após Sua volta ao céu, Ele enviaria o Espírito de Deus para comunicar outras verdades a Seus servos escolhidos, capacitando-os a guardá-las.
Isto muniria a Igreja Cristã de um guia infalível. “Mas aquele Consolador”, disse Ele, “o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14.26; comparar com 16.12, 13).
No princípio, havia somente o ensino oral. Porém, logo ficou claro que a verdade cristã precisava ser escrita. Primeiro, porque os apóstolos (as testemunhas de nosso Senhor nos dias de Sua encarnação) começaram a viajar para terras distantes e logo morreram (II Timóteo 4.6; II Pedro 1.14); depois, o número sempre crescente de novos convertidos e novas igrejas exigia instrução regular, detalhada e abrangente (Lucas 1.3, 4; Atos 1.1); mais ainda, escritos espúrios e heréticos, igualmente em circulação, estavam causando sérias confusões doutrinárias (II Tessalonicenses 2.1, 2; 3.17).
O Espírito Santo, antecipando tudo isso, exerceu Sua influência sobrenatural sobre certos homens escolhidos, fazendo-os escrever o que era infalível e exato. Deste modo, no final de seu Evangelho, João descreve-se a si mesmo como “este é o discípulo que testifica destas coisas, e as escreveu”; e acrescenta “e sabemos que seu testemunho é verdadeiro” (João 21.24, 25; comparar com I Coríntios 14.37; Gálatas 1.20; Filipenses 3.1; I João 1.4 etc.).

                         A Verdade Cristã Escrita

Assim começaram as Escrituras do Novo Testamento. Primeiramente, foram escritas em grego, que era a língua comum do Império Romano na época em que o cristianismo começou. Os escritos eram feitos em material especialmente preparado: “papiros” (um material semelhante ao papel, feito a partir do cerne da planta papiro) e, mais tarde, “pergaminhos” (pele animal, chamada de “velino”, quando de qualidade particularmente fina). Na forma, os documentos eram feitos em rolos (quando papiros) ou livros (quando pergaminhos ou velinos). Um nome técnico para os últimos é codices (a forma singular é codex). Como canetas, utilizavam bambus afiados (feitos de tiras ou hastes) ou penas de pássaros e, a tinta, certamente era preta, a base de carbono (preparada com fuligem misturada com cola). Mais tarde, cerca do século V, uma tinta metálica vermelha (preparada a partir de galhas) foi utilizada, porém, ao que parece, somente para enfatizar.
Há, naturalmente, referências no Novo Testamento aos “escritos”, ao “papel (pairo) e tinta” e, também, aos “livros” e “pergaminhos” (i.e., pergaminhos de peles preparadas). Ver: II Timóteo 4.13; II Coríntios 3.3; II João 12; e III João 13. Uma questão interessante se levanta agora: O que aconteceu a esses originais?

                               Os Originais Divinos

Imediatamente reconhecidos pelos primeiros cristãos como autoridade divina (I Coríntios 14.37), esses textos foram lidos primeiro por aqueles a quem foram enviados, indivíduos ou igrejas, e, então, circularam de forma que tantos quanto possível fossem beneficiados pelos ensinamentos dos apóstolos (I Tessalonicenses 5.27; Apocalipse 1.3; Colossenses 4.16; II Pedro 3.15, 16). Infelizmente, esses originais (ou “autógrafos”) não sobreviveram muito tempo, em parte porque eram frágeis e o uso constante fizeram-nos desintegrarem-se; e em parte porque foram expostos tanto aos riscos de acidente como aos da perseguição.
Há, possivelmente, uma referência aos originais num tratado de cerca de 200 d.C. Tertuliano, um dos Pais da Igreja, escreveu uma obra intitulada “Prescrição contra os heréticos”* e, no capítulo 36, disse: “Vocês, que deveriam ter grande prazer em um maior conhecimento,... deveriam examinar as igrejas apostólicas... nas quais seus próprios escritos autênticos são lidos... a Acaia está muito perto de vocês, (na qual) vocês encontram Corinto. E, uma vez que não estão longe da Macedônia, têm Filipos; (e, também) têm os tessalonicenses. Desde que possam atravessar a Ásia, chegam a Éfeso. Além do mais, estão bem perto da Itália, têm Roma, de onde vem a nossas mãos a verdadeira autoridade (a dos próprios apóstolos)”
Embora alguns estudiosos neguem, outros afirmam que a referência aqui é aos originais gregos. Tertuliano, como se diz, está recomendando com insistência a seus leitores que visitem aqueles lugares onde os originais foram guardados e, assim, verem por si próprios os escritos divinos e sagrados do Novo Testamento. 

                                    Cópias Exatas

Provavelmente os manuscritos dos próprios apóstolos não duraram mais do que até 200 d.C. Mesmo com a ordem de nosso Senhor para que as Escrituras cristãs fossem preservadas. “O céu e a terra passarão”, Ele disse, “mas as minhas palavras não hão de passar” (Mateus 24.35; comparar com 28.20; Marcos 8.38; I Pedro 1.23-25). A preservação delas estava assegurada, naturalmente, por cópias conscienciosas e fiéis.
Mesmo nos tempos apostólicos, as cópias dos livros do Novo Testamento eram propriedade tanto de indivíduos como de igrejas. Pedro, sem dúvida alguma, conhecia a epístola de Paulo aos cristãos que viviam na Ásia Menor (gálatas, efésios ou colossenses) e, na verdade, ele indica claramente que conhecia bem “todas as espístolas [de Paulo]” (II Pedro 3.15-16). Foi dito à igreja em Colossos que a carta de Paulo a esses irmãos não devia ser tomada como propriedade particular, mas que – certamente uma cópia – devia ser “lida também na igreja dos laodicenses”. Também foi dito aos colossenses “e a que veio de Laodicéia,” – novamente, provavelmente uma cópia – “lede-a vós também” (provavelmente Efésios; Colossenses 4.16). Em pouco tempo havia coleções desses livros. As igrejas cristãs precisavam de conjuntos completos desses livros para lê-los no culto público.
Esse fato é confirmado indiretamente pelos escritos dos Pais Apostólicos do segundo século. Em nome da brevidade, só será feita referência a um deles: Policarpo, um discípulo do apóstolo João. Escrevendo aos filipenses, ele cita extensivamente trechos dos evangelhos e das epístolas e, então, expressa sua confiança que os próprios filipenses estão “bem versados nas Escrituras sagradas”. 
Nesse tempo, certamente haviam sido feitas cópias e há indícios de que elas tinham ampla circulação.
As primeiras cópias devem ter sido feitas pelos próprios apóstolos. Paulo, em sua prisão romana, pediu que lhe trouxessem “livros, principalmente os pergaminhos” (II Timóteo 4.13). J. P. Liley sugere que “os ‘pergaminhos’ podiam ser cópias ou porçõesdas Escrituras ou mesmo de suas próprias cartas às Igrejas”. 
Também se supõe – e com muita probabilidade – que João fez sete cópias de seu “Apocalipse” e mandou uma para cada uma das sete igrejas da Ásia Menor (Apocalipse 1.4-6; 2.1, 8, 18 etc). 
Se os próprios apóstolos não eram sempre os responsáveis pela cópia, então é provável que esse trabalho fosse executado por seus secretários. Sabemos com certeza que estes eram contratados às vezes para escrever livros ou cartas (Romanos 16.22; I Pedro 5.12). Por que não poderiam ser secundados para o trabalho de cópia?
“Escribas”, originalmente equivalente a “secretários” (Esdras 4.8; Ester 3.12; Jeremias 8.8), haviam sido prometidos à Igreja Cristã.
Portanto”, disse nosso Senhor, “eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas...” (Mateus 23.34; compare com 13.52). Podemos supor que houvesse alguns deles entre os assistentes de Paulo. Na verdade, o apóstolo faz referência a “Zenas, doutor da lei, e Apolo” (Tito 3.13). Os copistas transcreviam esses papéis com escrupuloso cuidado. Como podemos ter certeza disso? Primeiramente,  esses livros do Novo Testamento estavam investidos da mesma santidade das Escrituras do Antigo Testamento (I Timóteo 5.18, que cita Lucas 10.7, juntamente com Deuteronômio 25.4, como “escritura”; e II Pedro 3.16, que coloca as epístolas de Paulo na mesma categoria das “outras escrituras”). Em segundo lugar, quase todos os antigos copistas eram escribas judeus contratados ou convertidos, cuja reverência à Palavra escrita de Deus os obrigava a observar uma exatidão perfeita na transcrição (Jeremias 36.28; compare com Deuteronômio 10.4). Terceiro, os escritos, por si próprios, reinvidicando serem a inspirada e autoritária Palavra de Deus, estabeleciam as mais severas proibições contra qualquer tipo de adulteração do texto sagrado (I Coríntios 2.13; II Coríntios 2.17; Apocalipse 22.18, 19). Quarto, sabendo que os apóstolos ainda eram vivos e ativos, os antigos copistas teriam todo o cuidado de produzir manuscritos de primeira qualidade. Quinto, e último, se primeiramente a incumbência de fazer as cópias era dada aos colaboradores dos apóstolos, que eram conhecidos como “evangelistas” (e, de acordo com Eusébio, era deles a responsabilidade de “dar [aos novos convertidos] o livro dos divinos evangelhos”),  deve-se lembrar que esses homens recebiam os dons miraculosos do Espírito Santo e estavam, portanto, peculiarmente equipados para preservarem o texto inspirado (II Timóteo 1.6, 4.5).
Além disso, há um fator divino que não pode ser esquecido. Em Sua soberana e graciosa providência, Deus evidentemente certificou-Se de que o autêntico texto do Novo Testamento fosse transmitido às futuras gerações.

                                 Variações Textuais

Não obstante tudo isso, apareceram erros em algumas cópias e, enquanto mais cópias eram feitas, começaram a aparecer uma quantidade de versões diferentes. Essas variações são normalmente classificadas como
(1) alterações não-premeditadas, e
(2) alterações premeditadas.
As do tipo não-premeditado incluem palavras com erros de ortografia, confusão de letras, mudanças na ordem das palavras, o uso de sinônimos ou equivalentes verbais, e a omissão ou repetição de letras, palavras, linhas e mesmo seções. A grande maioria dessas variações deve-se a deslizes desse tipo por parte dos escribas.
Há, entretanto, alterações premeditadas, com o que queremos dizer adulterações deliberadas do texto sagrado, geralmente no interesse de teologias ou doutrinas particulares. Dionísio, um ministro em Corinto, numa carta datada de cerca de 168-170 d.C., lamenta o fato de que suas próprias cartas terem sido alteradas, e acrescenta: “Não é surpreendente, portanto, se alguns deles tenham se disposto a adulterar as Escrituras Dominicais”.  Um autor desconhecido (que alguns pensam ser Hipólito e outros, Gaio) escreveu, cerca de 230 d.C.: “Eles (os hereges), com audácia, deitam as mãos sobre as Escrituras divinas, dizendo que as estão corrigindo”.  Quem eram os hereges para ousarem tal coisa?
Alguns são praticamente desconheidos, como Asclepíades, Teodoto, Hermófilo e Apolonide, outros, todavia, são bem conhecidos como, por exemplo, alguns dos antigos gnósticos (que ensinavam a salvação através do conhecimento secreto): Basilide, Valentino e, naturalmente, Márcion, que aceitava como canon somente suas edições mutiladas do evangelho de Lucas e dez das epístolas paulinas. “Márcion, expresiva e abertamente, usou a faca, não a pena, uma vez que fez tal excisão das Escrituras, a fim de acomodá-las a seu próprio objetivo”.

      Reproduzindo o Autêntico Texto do Novo Testamento

Os professores ortodoxos foram profundamente conscientes dessas alterações pecaminosas, expondo-as tanto em seus ensinos como em seus excritos. Como resultado, manuscritos considerados defeituosos não foram comumente usados para propósitos de cópia. Somente aqueles fielmente preservados dos originais forma os documentos-modelo dos quais foram feitas múltiplas cópias.
Temos, entretanto, qualquer evidência que nos dê certeza de que isso realmente aconteceu? Os antigos líderes cristãos certamente rogaram por capacidade para avaliar os vários manuscritos e decidiram que eram os melhores e mais exatos. Por exemplo, Irineu, em sua grande obra “Contra as heresias”, refere-se às “cópias mais antigas e aprovadas”. Os critérios usados para determinar a fidelidade de um texto deveriam ser como se segue:
(1) A identidade do copista. Se fosse um cristão comum, sua cópia provavelmente conteria um certo número de erros. Se, por outro lado, fosse conhecido como um assistente apostólico ou escriba profissional, um alto grau de exatidão seria esperado.
(2) A natureza do manuscrito a partir do qual a cópia era feita. Nos tempos antigos, isso podia significar o original inspirado, porém, mais tarde, certamente já seria uma cópia. Agora, muitas cópias eram o que chamamos de cópias “pessoais”, ou seja, cópias designadas para o uso pessoa e devocional. Algumas, entretanto, eram cópias “oficiais”, das quais os ministros cristãos liam e pregavam nos cultos públicos. As últimas geralmente seriam de maior confiança que as primeiras. Da mesma maneira, as cópias feitas a partir das últimas seriam mais confiáveis.
(3) O número de cópias que já haviam sido feitas. Uma cópia do original ou uma das cópias mais antigas do original teriam mais probabilidade de gerar um texto sem defeito que uma cópia com uma longa e complicada linha de descendência. Por esta razão, a cópia mais velha não era sempre reconhecida como a melhor, pois poderia ter sido feita a partir de outra do mesmo período, enquanto que uma cópia posterior poderia tê-lo sido de uma mais antiga, mais próxima do original.
(4) O lugar onde a cópia foi encontrada. As próprias igrejas tornaram-se as guardadoras da pura Palavra de Deus (como era o caso antigamente com as sinagogas locais); se o documento copiado tivesse sido preservado numa igreja, poder-se-ia reconhecê-lo como verdadeiro e apropriadamente copiado.
(5) A qualidade geral da cópia. Algumas cópias eram manifestadamente falsas. Eram mal escritas e cheias de erros do tipo mais evidente. Quem quer que as produzisse era ou ignorante ou descuidado – ou, naturalmente, ambos. Essas cópias não seriam tomadas ou usadas como verdadeiras testemunhas do autêntico texto do Novo Testamento. As cópias cuidadosamente escritas, entretanto, inspirariam confiança e, como resultado, transcritas com grande esmero.
(6) A concordância com outras cópias existentes. Seria um erro assumir que um escriba tivesse somente um texto diante de si. Nos primeiros dois séculos houve uma rápida multiplicação de cópias, portanto era possível, por cópias comparativas, perceber versões errôneas e, ao mesmo tempo, determinar o que os escritores inspirados realmente escreveram. Os primeiros cristãos estavam numa posição melhor que a nossa. Afinal, eles tinham tido acesso aos manuscritos que, depois, se perderam.
(7) A estreita proximidade com um centro cristão bem conhecido. Uma cópia feita a certa distância de onde os apóstolos e seus sucessores imediatos haviam ministrado regularmente teria mais chances de ter sofrido algumas sérias mudanças ou alterações; porém, uma cópia feita na área da igreja primitiva teria mais probabilidade de ser a representante de uma pura tradição textual.
Os professores ortodoxos dos primeiro e segundo séculos podem nem sempre ter tido acesso aos melhores manuscritos, mas parece que sabiam como identificar “as antigas cópias aprovadas”. Foram feitos todos os esforços para utilizar seu texto fundamental, com o resultado de que a esmagadora maioria dos antigos manuscritos gregos estavam em fundamental concordância. Podemos, portanto, crer que o texto da maioria representada o Original que impressiva exatidão.

                 Os Manuscritos Gregos Remanescentes

De acordo com uma lista recente, há um total de 5.488 manuscritos do Novo Testamento inteiro ou de partes dele. Eles são geralmente classificados nas seguintes categorias:
(1) Papiros. De acordo com as estatísticas de 1989, há, catalogados, 96 exemplares desse tipo. Quase todos são fragmentos, embora, originalmente, deviam ter a forma de codex ou de livro. Foram encontrados, principalmente, no Egito, onde o clima e a areia ajudaram a preservá-los. Quando se referem a esses fragmentos, os estudiosos usam a letra “P” seguida por um número de série: P1, P2, P2 etc..
O P52 (chamado fragmento Rylands) é reconhecidamente o mais antigo. Mede somente 6,5 cm por 9 cm e contém alguns versículos do Evangelho de João (18.31-33, 37-38). Data. Aproximadamente, de 125 d.C..
Entre os mais importantes papiros encontram-se os P45, P46 e P47. Conhecidos como os papiros bíblicos de Chester Beatty (depois de terem sido adquiridos por Sir Chester Beatty, em 1930-1), contêm porções dos Evangelhos, das Epístolas paulinas e do livro de Apocalipse. Outra coleção importante é a da Biblioteca Bodmer (adquirida por M. Martin Bodmer nos idos de 1956). Essa coleção inclui o P66 (que são páginas e fragmentos de um codex do Evangelho de João, escrito por volta de 200 d.C.) e o P72 (uma cópia do terceiro século – e, portanto, possivelmente a mais antiga que temos – das Epístolas de Pedro e Judas).
(2) Unciais. Há 299 unciais conhecidos. Originais do início do quarto século, eram escritos em pergaminho ou em velino, na forma de codex ou de livro. Todos utilizavam a escrita uncial, ou seja, eram escritos em letras maiúsculas, sem pontuação. Os mais antigos são nomeados atualmente por letras maiúsculas combinadas com números de série iniciados com zero (p.ex.: A-02). Os mais recentes têm somente os números (p.ex.: 046).
Entre os que estão no Museu Britânico, encontra-se o Codex Alexandrino, A-02. Esse uncial foi copiado no Egito, na primeira metade do século quinto e, quando completo, continha a Bíblia grega inteira juntamente com uma ou duas obras apócrifas. Hoje em dia contém praticamente o Antigo Testamento inteiro e a maior parte do Novo (há a omissão de Mateus 1.1-25.6;de João 6.50-8.52; de II Coríntios 4.13-12.7). O patriarca de Alexandria presenteou Carlos I, em 1627, com esse manuscrito.
Outro manuscrito que data do século V é o Codex Beza, D-05. Em 1581, Theodore Beza, sucessor de João Calvino, ofertou esse manuscrito à Universidade de Cambridge, onde ele permanece até hoje. Esse codex tem ambos os textos, grego e latino (as páginas da esquerda para o primeiro e, as da direita, para o segundo), e contém a maior parte dos Evangelhos e do livro de Atos, bem como alguns versos de III João.
Os mais famosos dos unciais são o Codex Sinaitico, Aleph-01 (Aleph é a primeira letra do alfabeto hebraico) e o Codex Vaticano, B-03.
O Codex Sinaitico, datado de meados – ou mesmo do fim – do século IV, contém uma parte somente do Antigo Testamento e o Novo Testamento grego inteiro. É o único manuscrito uncial completo do Novo Testamento ainda existente. Esse codex egípcio foi escrito em velino, em páginas com quatro colunas de quarenta e oito linhas cada, porém, há claras indicações de que o texto, propriamente dito, teve várias correções. No ano de 1844, Constantine Tischendorf descobriu algumas de suas folhas numa cesta de lixo na biblioteca do monastério de Santa Catarina, no Monte Sinai. Entretanto, Tischendorf precisou esperar até 1859 para conseguir o Novo Testamento inteiro. Após conseguir permissão, transferiu o codex para o Cairo, onde fez uma cópia. Em 1862, através da generosidade de Alexander II, Imperador da Rússia, Tischendorf publicou uma edição do manuscrito com Introdução e Notas Críticas.
O codex Vaticano pode também ser datado da metade do século quarto e, da mesma maneira que o Aleph, foi escrito em velino de qualidade, mas com três colunas em cada página, cada uma com quarenta e duas linhas. Outrora uma bíblia grega completa, foram perdidas, há muito tempo, porções do Antigo Testamento e grandes seções do Novo Testamento. Estão faltando, nesse uncial, as epístolas pastorais, Filemom, a conclusão de Hebreus (9.14 até o fim) e o livro inteiro de Apocalipse. Muitos revisores trabalharam nesse manuscrito e, no século X, alguém copiou grande parte do original, temendo, ao que parece, que suas letras pudessem desaparecer. Peculiaridades na soletração sugerem um original alexandrino, mas ninguém sabe como ele entrou na biblioteca do Vatiano, em Roma. A biblioteca foi fundada em 1448, pelo Papa Nicolau V e esse manuscrito está listado no catálogo mais antigo, emitido em 1475. Samuel Tregelles tentou consultá-lo em 1845, mas foi impedido pelos seus curadores clericais. Em 1866, Tieschendorf recebeu permissão de estudá-lo por quarenta e duas horas e, a partir de seus estudos e notas, uma edição desse manuscrito – o Codex B – foi produzida em 1867. A esta edição seguiu-se uma outra, publicada pelas autoridades papais e preparada por Vercellone e Cozza, em 1868. Finalmente, em 1889-90, um fac-símile fotográfico foi colocado à disposição dos estudiosos.
(3) Minúsculos. Há 2.812 exemplares desse tipo. São chamados minúsculos porque não são escritos com letras maiúsculas, mas com letras pequenas (chamadas minúsculas ou cursivas). Esse estilo de escrita foi usado durante séculos em documentos particulares, porém somente a partir do nono século, começou a ser utilizado com propósitos literários. Com o crescente aumento da procura por livros do Novo Testamento, esse tipo de escrita tem as vantagens de exigir menos tempo para sua execução e de ocupar menos espaço no pergaminho. Com o objetivo de identificação, são designados por números ordinários (1, 2, 3 e assim por diante).
Os minúsculos, portanto, foram escritos a partir do século IX; porém, sua data recente não significa, necessariamente, que eles sejam menos fiéis aos originais. Os manuscritos do século nono foram copiados de outros manuscritos, datados do terceiro século. Como o Prof. Warfield observou, certa vez: “Não é meramente o número de anos que está por trás de um manuscrito que mede sua distância dos autógrafos, mas o número de cópias”. Esses minúsculos incluem:
MS 1: um codex do século XII, contendo o Novo Testamento inteiro, com exceção do livro de Apocalipse;
MS 4: uma cópia dos quatro evangelhos, datada do século XII;
MS 21: datada do século X, também contém os evangelhos;
MS 43: um trabalho do século XI, em dois volumes, o primeiro contendo os evangelhos e, o segundo, o livro de Atos e as epístolas;
MS 330: do século XI, contendo os evangelhos, Atos e as epístolas;
MS 565: uma cópia muito delicada dos evangelhos, datada do século nono, escrita em letras douradas sobre velino púrpura.
(4) Lecionários. Totalizando 2.281, esses textos datam já do sexto século, contendo os evangelhos e as epístolas (Evangeliaria e Apostoli) escolhidos para serem lidos nas igrejas cristãs primitivas. A maioria deles usa letras unciais, porém alguns são minúsculos. Uma vez mais, a designação utilizada é de números, porém, neste caso, antecedidos por um “l” ou da abreviação “Lect” (por exemplo: l59 ou Lect.1280).
Esses manuscritos são importantes não somente por que alguns são bem antigos, mas, também, porque foram usados na leitura em cultos públicos da Igreja. Foi tomado o maior cuidado com essas cópias da igreja, a fim de preservar sua pureza original; e o testemunho de um lecionário era, na verdade, o testemunho de todas as igrejas. Os lecionários remanescentes que foram examinados concordam em escala surpreendente. A única explicação razoável, certamente, é que havia um texto lecionário reconhecido.

                                      Classificação

Um grande número de manuscritos gregos está, portanto, à nossa disposição, escritos desde o segundo século. Os estudiosos que têm se dedicado a eles afirmam que, embora haja variações, certos manuscritos têm muitas versões em comum, sugerindo que havia grupos ou famílias. Os mais importantes texto-tipos são os seguintes: (i) o Bizantino (algumas vezes chamado de Texto Tradicional, Texto Maior ou Texto de Antioquia); (ii) o Alexandrino (ou o que alguns denominaram Texto Neutro); (iii) o Ocidental; e (iv) o de Cesaréia.
Para os propósitos deste artigo, os dois últimos tipos não requerem comentários detalhados. Foi B. H. Streeter, em seu livro The Four Gospels (1924), quem primeiro alegou ter encontrado o texto de Cesaréia. Ele acreditava que esse era o texto do evangelho de Marcos que Orígenes citou depois de 231 d.C., ano em que veio para Cesaréia. Os críticos literários da atualidade, entretanto, discordam quanto a se considerar esse texto como um texto-tipo distinto. Preferem considerá-lo como uma simples composição.
Quanto ao texto Ocidental, identificado por B. F. Westcott e F. J. A. Hort e considerado originário da Europa ocidental, havia somente evidência de sua existência. É representado pelo Codex Beza (século V), pelo Codex Claromontano (século VI) e por traduções latinas antigas e do siríaco curetoniano (terceiro e quarto séculos, respectivamente). Esse texto também é citado por alguns dos antigos Pais da Igreja, como Irineu, Tertuliano e Cipriano. Entretanto, esse texto-tipo é radicalmente diferente de todos os outros. É marcado por várias omissões, não somente de versículos, mas também de passagens inteiras. A tendência maior, entretanto, é fazer adições, tanto por meio de paráfrases como pela inserção de detalhes adicionais. As ocorrências são menores nos evangelhos (especialmente na última parte do evangelho de Lucas), porém, no livro de Atos há um número maior (o livro é, aproximadamente, 10% mais longo). Sir Frederic Kenyon descreveu-o como “um tipo de texto caracterizado por muitos desvios da tradição verdadeira”. Uma escassez de apoio a esse manuscrito, juntamente com um número muito grande de versões diferentes, tornam esse texto-tipo, no melhor dos casos, questionável e, no pior deles, totalmente indigno de confiança.
Assim, ficamos com os dois maiores grupos de textos: o Bizantino e o Alexandrino.

                            A. O texto-tipo Bizantino

Esse texto recebeu seu nome por ter sido associado, com Constantinopla, a capital imperial, anteriormente chamada Bizâncio. Além disso, ele tornou-se o texto-modelo da Igreja Cristã durante o período bizantino (312-1453 d.C.) e mesmo depois deste. Antes de ser entronizado na capital oriental, entretanto, essa forma de texto foi preservada em Antioquia, capital da província romana da Síria. Os professores cristãos ligados à igreja ali usaram-no claramente. Entre esses incluem-se Basílio de Cesaréia, Gregório de Nissa. Gregório de Nazianzus (Pais da Capadócia), Teodoreto de Ciro e Crisóstomo de Constantinopla (que mudou-se de Antioquia para se tornar bispo de Constantinopla, em 398 d.C.).
O texto-tipo bizantino teve o esmagador apoio dos manuscritos gregos. Nos primeiros papiros havia um impressivo número de versões distintivamente bizantinas. P45 e P46, dos Papiros Chester Beatty, contêm tais versões, bem como P66 da coleção da Biblioteca Bodmer. O Professor H. A. Sturz conseguiu relacionar 150 versões bizantinas com apoio dos primeiros papiros.  Isso mostra, de maneira plena, contrariamente aos pontos de vista dos críticos literários do passado, que as versões bizantinas podem ser traçadas desde o século II.
Entre os unciais, esse texto é encontrado, no século V, nos Códices Alexandrino (A-02; bizantino nos evangelhos), Ephraemi (C-01) e em praticamente todos os outros códices posteriores. Estima-se que aproximadamente 95% dos manuscritos unciais utilizaram o tipo de texto bizantino. Ainda mais pode ser reinvidicado em favor do minúsculos, uma vez que quase todas as suas versões são bizantinas.
Os lecionários até agora examinados também apóiam o texto-tipo bizantino.
(1) Apoiado pelas antigas versões.
Essas versões eram as antigas traduções das escrituras do Novo Testamento, preparadas para auxiliar na expansão da fé cristã entre os povos do mundo. Entre as mais antigas estão a siríaca (ou aramaica) e as traduções latinas, que remetem à metade do segundo século. A Peshitta, a “Rainha das traduções”, é uma das mais antigas traduções siríacas e certamente contém versões bizantinas. Isso também se aplica à versão gótica, do quarto século, que se diz Ter sido traduzida por Ufilas, bispo de Antioquia.
(2) Confirmado pelos antigos Pais.
Os críticos que negam a primazia do texto bizantino, preferindo vê-lo como uma revisão do século IV, geramente aludem ao fato de que nenhum Pai da Igreja antes de Crisóstomo (347-407 d.C.) parece ter se referido a ele ou, sequer, tenha-no citado. Porém, isso não é verdade. Uma pesquisa cuidadosa mostrou que Justino Mártir (100-165 d.C.), Irineu (130-200 d.C), Clemente de Alexandria (150-215 d.C.), Tertuliano (160-220 d.C.), Hipólito (170-236 d.C.) e mesmo Orígenes (185-254 d.C.) citaram repetidamente o texto bizantino. Edward Miller, depois de classificar as citações dos patriarcas gregos e latinos que morreram antes de 400 d.C., descobriu que tais citações apoiavam-se no texto bizantino 2.630 vezes (e, em outros textos, somente 1.753 vezes). Além disso, ao examinar trinta passagens importantes, encontrou 530 testemunhos do texto bizantino (e somente 170 em favor de seus oponentes). Esta foi sua conclusão: “A predominância original do Texto Tradicional é mostrada na lista dos antigos patriarcas. Seu registro prova que em seus escritos, e mesmo na Igreja em geral, a corrupção se fez sentir desde os tempos remotos, mas que as águas puras geralmente prevaleceram... A tradição também é mantida pela maioria dos patriarcas que os sucederam. Não há lapso ou intervalo: o testemunho é contínuo”. 
O fato evidente é que, por volta do quarto século, o Texto Bizantino já havia emergido como o texto oficial do Novo Testamento e pelos próximos 2.000 anos (e mais) manteve controle inconteste sobre a cristandade inteira.
(3) O Novo Testamento grego impresso.
O Novo Testamento foi impresso pela primeira vez em 1514, embora não publicado numa edição separada até 1522. Obra de Francisco Ximenes, Cardeal Primaz da Espanha, era parte de seu Poliglota Complutensiano, em seis volumes. Na dedicatória ao Papa Leão X, Ximenes escreveu: “Estamos, na verdade, em débito com vossa Santidade pelas cópias gregas, por nos ter enviado, mui amavelmente da Biblioteca Apostólica, os códices muito antigos, ambos do Antigo e Novo Testamentos, que nos ajudaram muitíssimo neste empreendimento”. O texto grego resultante parece ter sido do tipo bizantino (e não há evidência de que Ximenes tenha, alguma vez, seguido o Codex Vaticanus [B]).
Em 1516, quando Desidério Erasmo, o principal estudioso na Europa, publicou a primeira edição do Novo Testamento grego, baseou-se em manuscritos bizantinos característicos. Erasmo publicou outras quatro edições de seu trabalho, em 1519, em 1522, em 1527 e em 1535. Outros logo seguiram seus passos: o mais famoso deles foi Robert Estienne (latinizado como Estéfano), o editor e impressor francês, cujo texto publicado em 1546 era praticamente idêntico ao de Erasmo. Houve três edições subseqüentes em 1549, 1550 e em 1551. Ainda outras edições foram produzidas e impressas por Theodore Beza entre 1565 e 1604. Então, em 1624, Bonaventure e Abraham Elzevir publicaram sua edição. O prefácio da segunda edição de Elzevir, publicada em 1633, contém as palavras: “Portanto, agora se tem um texto recebido por todos, no qual não há alteração ou corrupção”. Por essa razão surgiu a conhecida denominação “O Texto Recebido”.
O Texto Bizantino foi o texto fundamental de todas as grandes Bíblias protestantes inglesas, incluindo aquelas associadas aos nomes de William Tyndale (1525), Miles Coverdale (1535), John Rogers (1537) e Richard Taverner (1539), bem como as conhecidas como a Grande Bíblia (1539), a Bíblia de Genebra (1560), a Bíblia dos Bispos (1568) e, naturalmente, a Versão Autorizada (1611); e, ainda: a Reina, em espanhol; a Karoli, em húngaro; a Lutero, em alemão, a Olivetan, em francês; a Statenvertaling, em holandês; a Almeida, em português; e a Diodati, em italiano.
Resumindo, os argumentos em favor do texto bizantino são os seguintes:
1. Esse texto-tipo está associado à cidade de Antioquia, na Síria. Após a morte de Estevão, os cristãos de Jerusalém fugiram para Antioquia e começaram a pregar o evangelho aos gregos residentes ali (Atos 11.19-20). Uma igreja forte surgiu, principalmente através dos ministérios de Barnabé e Paulo (11.22-26), e foi dessa igreja que o apóstolo partiu para cada uma de suas viagens missionárias (Atos 13.1-3; 15.35-36; 18.22-23). Outros apóstolos visitaram a cidade, incluindo o apóstolo Pedro (Gálatas 2.11-12). Não demorou muito para que Antioquia se tornasse a cidade-mãe das igrejas gentílicas e, depois da queda de Jerusalém, em 70 d.C., transformou-se no inconteste centro do Cristianismo. Um texto procedente de Antioquia seria o texto aprovado pelos apóstolos nos primórdios da Igreja Cristã.
2. Como já observado anteriormente, esse texto recebeu seu nome de Constantinopla (Bizâncio), a capital do Império Oriental, e, em razão disso, logo se estabeleceu como o texto grego padrão. Constantinopla era o centro tanto do mundo como da Igreja de fala grega. Enquanto no Ocidente, o grego havia cedido lugar ao latim, no Oriente permanecia como idioma oficial e de uso comum. Isso significava, naturalmente, que os estudiosos gregos em Constantinopla eram peculiarmente qualificados para reconhecer e reproduzir o texto autêntico.
3. Durante o quarto século, quando esse texto se tornou o principal, a Igreja foi abençoada com estudiosos excepcionais, tais como Metódio (260-312 d.C.), Atanásio (196-373) Hilário de Poitiers (315-67), Cirilo de Jerusalém (315-386) e Gregório de Nazianzen (330-394). Esses homens – e outros como eles – envolveram-se na formulação da doutrina ortodoxa e na ratificação do canon do Novo Testamento. Eles também se devotaram a estudar o texto e tiveram uma vantagem sobre os críticos posteriores, uma vez que tinham acesso a muitos manuscritos antigos e preciosos, que há muito se perderam. A emergência de um texto predominante originário desse período é altamente significativa. Era, obviamente, considerado o texto genuíno, não corrompido e autorizado.
4. Os judeus eram designados os guardiães das revelações divinas a eles concedidas e, no cumprimento da confiança sobre eles depositada, preservaram cuidadosamente o texto do Antigo Testamento, sem corrupção e de forma integral (o texto Massorético hebraico). Como observado pelo apóstolo Paulo, “porque, primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas” (Romanos 3.2). Agora, é razoável supor-se que as escrituras do Novo Testamento fossem confiadas aos cristãos professos ou à professa Igreja Cristã. A questão que naturalmente se levanta é: qual texto-tipo, falando no geral, teria sido reconhecido e propagado pela Igreja desde os primórdios? A resposta: o texto-tipo conhecido como bizantino.
5. O fato é que aproximadamente 90% dos manuscritos gregos representa o texto-tipo bizantino. Embora esses manuscritos não sejam tão antigos como alguns críticos quisessem, são tão numerosos que deve-se assumir que há, literalmente, centenas de documentos ancestrais, muitos dos quais pertenceram às primeiras eras cristãs. De alguma maneira esse fato tem que ser explicado, e não é satisfatório persistir-se na argumentação – contra a evidência de suporte – que o texto bizantino não aparece na história antes do quarto século. Este texto é anterior. Ele tornou-se difundido porque representa o original fielmente.
6. Sempre se tem exercido cuidado providencial em relação à Verdade de Deus, pois os crentes precisam dessa Verdade de forma exata e correta (Mateus 24.35; I Pedro 1.23, 25). Por essa razão, a Palavra dada através da inspiração tem sido a mesma que subseqüentemente foi publicada (Salmo 68.11). É inconcebível que Deus tenha dado um texto totalmente corrompido e mutilado a Seu povo e, então, permita que o texto seja usado por mais de dezoito séculos. Porém, é exatamente isso que alguns críticos literários modernos querem nos fazer acreditar! “Deve-se lembrar”, escreve o Dr. Owens, que a cópia vulgar que usamos (o Texto Autorizado) foi de propriedade pública por muitas gerações...; posto isto, passemos, então, para o modelo, que é reconhecidamente apropriado, e veremos rapidamente, se Deus quiser, quão pouca razão há para imitar tais variações de traduções, com o que também estamos abismados atualmente.” 
7. É razoável supor-se que Deus agiu de maneira similar em relação aos textos tanto do Antigo como do Novo Testamentos.O Seu método com o Antigo Testamento foi preservar o texto, de forma praticamente inalterada, através de várias gerações. O resultado – como Cristo e Seus apóstolos claramente ensinaram – foi um Livro no qual cada letra e cada parte de letra era sagrada (Mateus 5.18; comparar com João 10.35). Quando esta antiga revelação foi completada, Deus procedeu da mesma maneira: registrou infalivelmente Sua última Palavra, colocando-a em possessão de Sua Igreja e, então, assegurou-Se de que ela seria passada através dos séculos sucessivos, até o tempo presente. “A palavra do Senhor permanece para sempre” (I Pedro 1.25).

                          B. O texto-tipo Alexandrino

Este é um grupo bem pequeno de manuscritos. Peculiaridades na ortografia mostram que eles estão associados a Alexandria, no Egito e, não é surpreendente, versões desse tipo de texto foram encontradas entre os papiros egípcios antigos (por exemplo, P46, P47). Seus maiores representantes, entretanto, são o Codex Sináitico (ou Codex Aleph) e o Codex Vaticano (ou Codex B).
O apoio a esse texto-tipo vem dos Pais de Alexandria, mais notadamente de Orígenes (185-254 d.C.) e Cirilo (376-444).
Vários detalhes devem ser observados aqui:
1. Esse texto-tipo origina-se de Alexandria, no Egito. As Escrituras não indicam que jamais tenha havido uma presença apostólica nessas regiões, mas a História da Igreja revela que muitos heréticos famosos viveram e ensinaram ali, incluindo gnósticos como Basilides, Isidoro e Valentino. Qualquer coisa que venha desse lugar deve ser considerada com alguma suspeita.
2. Há clara evidência de revisão pela reorganização de palavras. B. H. Streeter sugeriu que o editor foi um bispo egípcio chamado Hesychius.  Isso significa que, embora tenham sido feitas grandes reivindicações, esse texto não pode ser considerado como especialmente “puro”.
3. Os dois grandes representantes desse texto-tipo, os Codices Aleph (Sináitico) e B (Vaticano) são excepcionalmente pobres em qualidade. Quando examinado pelo Dr. F. H. A. Scrivener, o Codex Aleph foi declarado “grosseiramente escrito” e “ repleto de dúzias de erros de transcrição” tais como “omitir linhas inteiras do original”. O codex B, embora, “menos ruim”, mostrou-se “passível de falhas”, cometendo “erros do mais evidente caráter”. 
4. Esses manuscritos principais exibem suas adulterações ao não concordarem entre si em, literalmente, centenas de lugares (3.000 vezes, somente nos evangelhos).
5. O texto autenticado pelo Aleph (Sináitico) e pelo B (Vaticano) está em discrepância com a esmagadora maioria dos manuscritos gregos. Não somente está restrito a uma muito pequena família de manuscritos, mas estima-se que há algo em torno de 6.000 diferenças entre os textos Alexandrino e Bizantino.
6. É verdade que há expressiva perda de texto no Codex B (Vaticano), porém, considerando-se sua idade (metade ou fim do século IV), esses dois unciais estão em notáveis boas condições. Uma vez que os mais exatos manuscritos dessa época pereceram em razão do uso, deve-se supor que esses foram rejeitados como defeituosos e, portanto, não foram usados pela Igreja.
7. Apoiando essa conclusão está o fato de que somente umas poucas cópias foram feitas a partir deles. Como afirma o Dr. Gordon Clark: “Se um grupo ou dois manuscritos têm um único ancestral, implica que um grupo ou dois copistas criam que aquele ancestral era fiel aos autógrafos. Porém, se um manuscrito não tem uma descendência numerosa, como no caso do ancestral do Codex B, pode-se suspeitar que os antigas escribas duvidaram de seu valor. Possivelmente so antigos cristãos ortodoxos sabiam que o Codex B está corrompido. 

                     Críticos Atacam o Texto Bizantino

No último século, dois estudiosos de Cambridge, B. F. Westcott e F. J. A. Hort, elaboraram uma nova teoria radical sobre a primeira transmissão do texto do Novo Testamento. Defendiam que o melhor texto era, realmente, o Alexandrino (o qual denominaram o “Texto Neutro”), representado pelo Aleph e pelo B. Uma vez que esses dois manuscritos eram ligeiramente mais antigos que outros, alegavam que seu ancestral comum estava mais próximo do original inspirado. Embora não se pudesse atribuir ao texto uma pureza absoluta, Westcott e Hort estavam prontos a afirmar: “Cremos (1) que as versões de Aleph B devem ser aceitas como versões verdadeiras até que fortes evidências internas contrárias sejam encontradas; e (2) que nenhuma versão de Aleph B pode, de maneira plena, ser seguramente rejeitada, embora seja às vezes indicado reconhecê-las somente como uma base alternativa, especialmente quando não têm apoio das Versões dos Patriarcas”. 
O texto Bizantino (chamado de “Texto Sírito”) continha, como eles pensavam, “versões combinantes”, ou seja, combinações de versões mais antigas; eles acreditavam que essas versões haviam sido originadas de uma revisão feita em dois estágios, produzida em Antioquia (ou perto de Antioquia), no quarto século. Admitindo-se que isso era apenas “suposição”, continuaram com a idéia de que “a crescente diferença e confusão dos textos gregos conduziram a uma revisão oficial em Antioquia” e, mais tarde, a “uma segunda revisão oficial”. O processo inteiro, segundo eles, foi completado por volta de 350 d.C. Eles ainda lançaram a idéia de que Luciano de Antioquia (martirizado em 312) devia estar envolvido na primeira revisão.
Essa teoria é seriamente falha. Embora críticos e traduções ainda se refiram “aos mais antigos e melhores manuscritos”, a frase é no todo enganosa porque, nesta discussão particular, os “mais velhos” são, na verdade, “os piores”. Quanto a “versões combinantes” no texto Bizantino, jamais houve nenhuma evidência convincente que apóie essa idéia (mesmo após vinte e oito anos de estudo, Westcott e Hort só puderam apontar oito exemplos). De qualquer forma, versões tardias não provam uma interferência posterior no texto. O Professor Sturz que somente algumas dessas traduções são apoiadas pelos papiros mais antigos (as traduções mais antigas de João 10.19 e 10.31, por exemplo, são apoiadas pelo P66).  Isto nos leva a concluir que o engano repousa sobre o texto Alexandrino. Ele ainda acusa o texto Bizantino de ser reduzido. O que dizer sobre a tão falada “Revisão Luciânica”? Não há evidência de que ela tenha acontecido.
Westcott e Hort começaram a tarefa de preparar um texto grego revisado. Por coincidência, eles também faziam parte do comitê, escolhido pela Assembléia de Canterbury, em 1880, designado para preparar uma edição revisada da Bíblia em inglês. Embora o texto grego desses dois estudiosos ainda não houvesse sido publicado, uma cópia foi colocada à disposição dos revisores. Então, quando, em 1881, surgiu o Novo Testamento da Versão Revisada, ficou imediatamente evidente que o texto grego de Westcott e Hort havia não somente influenciado grandemente o comitê mas, também, que ele tinha sido largamente empregado na Versão Revisada do Novo Testamento em inglês.
Este texto Hort/Westcott foi o precursor do que hoje se conhece como texto Nestle/Aland (United Bible Societies), que tem usurpado o lugar do texto Bizantino ou Tradicional e, subseqüentemente, tornou-se a base de praticamente todas as traduções modernas. A Nova Versão Internacional, por exemplo, embora afirme em seu prefácio seguir um texto grego ‘eclético’ (ou seja, uma compilação de uma variedade de manuscritos), continua, imediatamente, a informar o leitor que “onde houve divergência de manuscritos, os tradutores escolheram as versões de acordo com os princípios da crítica textual do Novo Testamento”. A adoção de ‘princípios’ fundamentalmente falhos indica que o texto resultante é muito parecido com o produzido em 1881, por Westcott e Hort.

A Versão Almeida Corrigida Fiel

Durante os períodos da Reforma e dos Puritanos, apareceu uma quantidade de versões protestantes, todas baseadas nos mesmos textos autênticos e traduzidos de acordo com os mesmos princípios incontestáveis.
A BÍBLIA SAGRADA, em Português, é resultado de mais de 350 anos de esforços dedicados, desde quando João Ferreira de Almeida começou o seu trabalho de tradução.
Jovem inteligente, Almeida nasceu em Torre de Tavares, Portugal, no ano de 1628. Aos catorze anos ele já estava na cidade de Batávia (hoje Jacarta, capital da Indonésia). Um dia recebeu um folheto escrito na língua espanhola que o levou ao encontro pessoal com Deus, como “Nicodemos—Saulo de Tarso”. Logo começou a pregar nas Igrejas Reformadas Holandesas (a maior parte do povo, a quem ele ministrava, falava português, pois só fazia um ano que Portugal havia perdido o controle da região).
No ano de 1644, com a idade de 16 anos, Almeida iniciou a sua primeira tradução do Novo Testamento, usando versões em latim, espanhol, francês e italiano. Não contente com essa tradução, anos mais tarde, ele fez uma segunda, desta vez baseada no texto grego, o Textus Receptus (o mesmo usado pelos reformadores). Num folheto chamado Cartas para a Igreja Reformada, em 1679, ele escreveu o seguinte, na conclusão daquela obra, que só foi publicada em Amsterdã, no ano de 1681:
“O Novo Testamento, isto é, todos os sacrossantos livros e escritos evangélicos e apostólicos do Novo Concerto do nosso fiel Senhor, Salvador e Redentor Jesus Cristo, agora traduzidos em português por João Ferreira d’Almeida, pregador do santo Evangelho”.
Almeida chegou a traduzir o Velho Testamento, de Gênesis até Ezequiel 48:31, usando o texto Massorético (hebraico). Não pôde terminar os últimos versículos do livro de Ezequiel, porque o Senhor Deus o levou à Sua presença em 1691, com 63 anos de idade. O volume I do Velho Testamento, contendo os livros de Gênesis a Ester, foi impresso no ano de 1748. O holandês Jacobus op den Akker completou a obra da tradução do Velho Testamento e, em 1753, o volume II foi publicado.
A primeira revisão da Bíblia em português, feita pela Trinitarian Bible Society (TBS—Sociedade Bíblica Trinitariana), foi iniciada no dia 16 de maio de 1837. O Rev. Thomas Boys, do Trinity College, Cambridge, foi encarregado de liderar o projeto. A revisão do Novo Testamento foi completada em 1839. A revisão completa do Velho Testamento só terminou em 1844. O último volume foi impresso em Londres, no ano de 1847. Aquela primeira edição, chamada Revista e Reformada, sofreu revisões ortográficas posteriores, feitas tanto pelo Rev. Boys como por outros, tornando-se, inclusive, uma parte da edição chamada Correcta. Segundo os dados históricos, a edição Revista e Reformada também fez parte do leque das várias revisões que foram usadas para chegar à versão conhecida como a Corrigida. Restou do frontispício da primeira impressão da tradução de Almeida pela TBS uma expressão, “Segundo o original”, ou, em outras palavras, “Fiel aos textos originais”.
No ano de 1968, em São Paulo, foi fundada a Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, com o objetivo de revisar, com as devidas correções ortográficas, e publicar a Bíblia de João Ferreira de Almeida, como mais um instrumento nas mãos de Deus para a preservação da Sua Palavra.
A Bíblia na Edição Corrigida e Revisada, foi preparada por pessoas com a mesma convicção do tradutor, João Ferreira de Almeida, de que as palavras das Sagradas Escrituras, originariamente escritas em hebraico, em aramaico e em grego, foram inspiradas por Deus; e, uma vez que Deus preserva a Sua Palavra, as Sagradas Escrituras falam com nova autoridade a cada geração, levando as pessoas à salvação, fazendo com que sirvam a Cristo para a glória de Deus.
Há séculos, a tradução de Almeida tem sido a preferida da grande maioria dos leitores da Bíblia em língua portuguesa. Indiscutivelmente, continua sendo. Almeida seguiu o sistema de tradução chamado “equivalência formal”, assim como fizeram os grandes reformadores; ou seja, tentou traduzir cada palavra, usando o mínimo de palavras de transição, necessárias para garantir a fluência da leitura em português. 
É possível dizer que João Ferreira de Almeida é o tradutor mais amado e respeitado; pode-se dizer também que a versão mais respeitada e procurada é a Corrigida. Embora os editores, que publicam as edições denominadas Corrigida, tenham variado na liberdade de modificar ou até de tirar uma palavra ou outra, mesmo assim, todas elas são praticamente idênticas.
Como Almeida, os editores deste texto, a Edição Corrigida e Revisada, Fiel ao Texto Original, também conhecido por Almeida, Corrigida, Fiel (ACF), todos crêem que as palavras da Bíblia foram inspiradas por Deus.
“Toda a Escritura é divinamente inspirada...” (II Tm 3:16).
Por essa razão, os editores do texto bíblico gastaram anos, com dezenas de revisores, na produção do texto, objetivando modificar o mínimo possível, conquanto corrigissem a ortografia e tirassem qualquer influência do Texto Crítico do Novo Testamento que fora introduzida indevidamente ao trabalho de Almeida.



ARTIGO.Malcolm Watts, membro do Comitê Geral da Trinitarian Bible Society, nasceu em 1946, em Barnstaple, North Devon, Inglaterra. Criado num lar cristão, converteu-se pela graça em sua adolescência e, mais tarde, foi chamado para o ministério. Estudou no Londo Bible College entre 1967 e 1970 e, desde 1971, é pastor da Emmanuel Church, em Salisbury. Ele e Gillian casaram-se em 1976 e têm duas filhas: Lydia e Naomi.v


                                                                   notas gerais
1 BANNERMAN, James – Inspiration: the Infalible Truth and Divine Authority of the Holy Scriptures (Edimburgo: T&T Clark, 1865), p. 158.
2 GAUSSEN, Louis – Divine Inpiration of the Bible (Grand Rapids: Kregel Publications, 1971. Publicado em Edimburgo em 1842 sob o título Theopneustia: The Bible, its Divine Origin and Entire Inspiration, Deduced from Internal Evidence and the Testimonies of Nature, History, and Science), p. 34.
3 Este era o ponto de vista dos comentaristas mais antigos, como Piscator, Poole, Clarke, Gill e outros. Mais recentemente, foi mantido pelo Dr. Greg L. Bahnsen, em The Inerrancy of the Autographa, um capítulo incluído no simpósio intitulado Inerrancy, editado pelo Dr. Norman L. Geisler (Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1980), p. 167.
4 GREEN, William Henry – General Introduction to the Old Testament: The Canon (Londres: John Murray, 1899), p. 11.
5 Mais informações sobre a condição do texto nesse período podem ser encontradas em “The Transmission of the Scriptures”, de John H. Skilton, em “The Infallible Word: a Symposium by the Members of the Faculty of Westminster Theological Seminary”, terceira revisão impressa (Filadélfia: Presbyterian and Reformed Publishing Company, 1967), pp. 153 e seguintes. Ver, também, “Na Introduction to the Critical Study and Knowledge of the Holy Scriptures”, de Thomas Hartwell Horne, sétima edição (Londres: T. Cadell, 1834), 2:34.
6 NICOLE, Roger – New Testament Use of the Old Testament – in Revelation and the Bible, Carl F.H. Henry, ed. (Londres: The Tyndale Press, 1959), pp. 142-43. Ver, também, os comentários de Walter C. Kaise Jr., The Uses of the Old Testament in the New (Chicago: Moody Press, 1985), pp. 4 e seguintes.
7 Skilton, p. 143.
8 Tertuliano – The Ante-Nicene Fathers, Tertullian – in On Prescription against Heretics – capítulo 36 (Grand Rapids: William Eerdmans Publishing Company, 1979), 3:260.
9 O Dr. A.Cleveland, que editou as obras de Tertuliano a partir da edição original de Edimburgo, admite, numa nota de rodapé, que a “frase muito discutida” (‘seus próprios escritos autênticos’) pode se referir aos autógrafos ou aos originais gregos”. Entretanto, ele crê que “provavelmente” a referência é às “cópias íntegras” (não mutiladas). Edward Miller (que editou várias das obras do Reitor Burgon), parece crer que Tertuliano estava se referindo aos manuscritos originais. Ele escreveu: “Tertuliano, numa discussão com os hereges, convida-os a consultarem os autógrafos dos Apóstolos em Corinto, ou em Tessalônica, ou em Éfeso, ou em Roma, onde eles estavam guardados e eram lidos em público” (A Guide to the Textual Criticism of the New Testament [Londres: George Bell and Sons], p. 72).
10 Policarpo – The Ante-Nicene Fathers, Polycarp – in The Epistle of Polycarp to the Philippians – capítulo 12, 1:35.
11 LILLEY, J. P. – The Pastoral Epistles – Edimburgo: T. & Clark, 1901), p. 216.
12 GREGORY, Caspar Rene – Canon and Text of the New Testament (Edimburgo: T & Clark, 1907), p. 309. O Dr. Gregory observa: “Ninguém imaginaria... que somente aquelas cartas e não o livro inteiro do Apocalipse deveria ser enviado às igrejas, pois que o versículo (Apocalipse 1.11) diz que João deveria escrever num livro o que visse, ou seja, as visões que ele teria, e que o enviasse às igrejas” (p. 310).
13 The Ecclesiastical History and Martyrs of Palestine, Eusebius – Ecclesiastical History – volume 3 – capítulo 37. (Loncres: Society for Promoting Christian Knowledge, 1928).
14 Ibid., Volume 4, capítulo 23.
15 Ibid., volume 5, capítulo 28.
16 Tertuliano, capítulo 38, 3:262.
17 Irineu – The Ante-Nicene Fathers, Irenaeus in Irenaeus against Heresies, volume 5, capítulo 30, secç. 1, 1:558.
18 ALAND, Kurt e Barbara – The Text of the New Testament: na Introduction to the Critical Editions and to the Theory and Practice of Modern Textual Criticism – 2ª edição, 1989. Citado por Bruce M. Metzger em The Text of the New Testament: Its Transmission, Corruption, and Restoration, 3ª edição ampliada (Oxford: Oxford University Press, 1992), p. 262.
19 WARFIELD, Genjamin B. – An Introduction to the Textual Criticism of the New Testament (Londres: Hodder and Stoughton, 1886), pp. 110, 111.
20 STURZ, Harry A. – The Byzantine Text-Type and New Testament Textual Criticism (Nashville, TN: Thomas Nelson Publishers, 1984), pp. 61 e seguintes, 144 e seguintes.
21 MILLER, Edward in "The Antiquity of the Traditional Text", in BURGON, John William – The Traditional Text of the Holy Gospels Vindicated and Established (Londres: George Bell and Sons, 1896), p. 121.
22 OWEN, John – "Of the Integrity and Purity of the Hebrew and Greek Text of the Scripture", in The Works of John Owen (Londres: The Banner of Truth Trust, 1968), 16:366.
23 STREETER, B.H. – The Four Gospels: A Study of Origins, reviado a partir da edição de 1924 (Londres: Macmillan & Co. Ltd, 1956), pp. 112 e seguintes, 121 e seguintes.
24 SCRIVENER, F. H. A. – Six Lectures on the Text of the New Testament and the Ancient Manuscripts (Cambridge: Deighton, Bell, and Co., 1875), pp. 41, 43.
25 CLARK, Gordon H. – Logical Criticisms of Textual Criticism (Jefferson Maryland: The Trinity Foundation, 1986), p. 15.
26 WESTCOTT, B.F. e HORT, F. J. A. – Introduction to the New Testament in the Original Greek (Massachusetts: Hendrickson Publishers, 1988. Originalmente publicado por Harper and Brothers, Nova York, 1882), p. 225.
27 Sturz, p. 84.

                             
                         O Canon do Novo Testamento
                                          Introdução
O novo testamento foi escrito dentro de um período de 56 anos,vários seculos depois que o antigo testamento foi completado.Ambas as partes dessa declaração seriam questionadas por críticos modernizados,que aumentariam o intervalo de tempo para a completação de ambos os testamentos.Entretanto,o escritor deste ensaio está seguro de sua autenticidade aos fatos históricos.Além disso,o método usado para a canonização está solidamente baseado naquela dupla premissa.Em relação ao tempo,o antigo testamento está tão distante de nós que sua formação como escriturístico poderia ser considerada longiqua demais para a atestação de seu conteudo.Tal é o caso.Em certo sentido,temos atestações muito maiores para o canon do antigo testamento do que para o canon do novo testamento.O Canon do (A.T),para uma explicação precisa.Referimos-nos ao fato do própio imprimátur de nosso Senhor,pela maneira como fez uso das e Escrituras hebraicas como a Palavra autoritaria de Deus.(notas,Milton Fisher,a origem da biblia,pp,85)
Não obstante,há um sentido no qual Jesus realmente oficializou o conteudo ou canon do novo testamento:O canon do novo testamento continuação:pela via da antecipação.Foi Eele quem fez estas promessas:o “consolador,o Espirito Santo,que o Pai enviará em meu nome,vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto  vos tenho dito “”e “ele vos guiará em toda verdade”JO 14.26,16.13).A partir disto podemos inferir,ao mesmo tempo,o principio básico da canocidade para o novo testamento.É idêntico ao do antigo testamento,visto que se restringe á questão da inspiração divina.Quer penssemos nos profetas dos tempos do (AT),ou nos apóstolos e seus companheiros dados por Deus nos dias do (NT),o reconhecimento na própia época de seus escritos-de que eram autênticos porta-vozes de Deus-é o que determina a canocidade intrínseca de seus registros.É inteiramente a Palavra de Deus,somente se for respirada por Deus.Podemos estar certos de que os livros em questão foram recebidos pela igreja dos tempos apostólicos,precisamente no momento em que foram atestados por um apóstolo como sendo dessa maneira inspirados.A variação evidente relativa á área geográfica,no reconhecimento de algumas cartas do novo testamento,pode muito bem ser o reflexo do simples fato de que,em princípios,essa atestação era por sua própia natureza localizada.De maneira inversa,o fato de cada um dos 27 livros do novo testamento hoje universalmente aceitos ter recebido aprovação definitiva é prova de que a atestação apropiada era dada somente depois de rigorosa investigaão.(notas,IBID,pp86).
Tertuliano,notável escritor cristão das primeiras duas das décadas do século 3°,foi um dos primeiros a chamar as Escrituras cristãs de “novo testamento”.Esse titulo havia aparecidado antes(190 d.c0em uma composição feita contra o montanismo,de autor desconhecido.Esse fato é significativo.Seu uso colocou as Escrituras do novo testamento em um nível de inspiração e autoridade igual ao antigo testamento.Partindo de informações disponíveis,o processo gradual que conduziu ao completo e formal reconhecimento público de um Canon estabelecido em 27 livros,formando o (N.T) ,lava-nos ao século 4° de nossa era.Isso não significa necessariamente que antes desse período estivesse faltando reconhecimento para a integridade destas Escrituras,mas que a necessidade de uma definição oficial do Canon não foi premente até então.Ánalogo a isso seria o modo como certas doutrinas teológicas foram enunciadas em determinados períodos da histeria da igreja,como por exemplo as formulaçãoes da justificação pela fé na época da reforma.O fato de Tertuliano ser acreditado por alguns como o primeiro a definir  a Trindade,evidentemente não significa que a doutrina do Deus trino tenha vindo á existência naquele ponto da história ou que a bíblia não contenha essa verdade.Da mesma forma,o novo testamento,que foi realmente completado com a redação de sua porção final(o que necessariamente não é o livro de apocalipse),não constitui Escritura por declarações de homens,quer falando individualmente quer coletivamente.(notas IBID,pp87)
Ainda que o novo testamento seja em grande parte o correlativo e o complemento da revelação do antigo testamento,sua estrutura formal é um tanto quanto diferente.O principio organizacional do Canon do antigo testamento é,em essência,similar a um documento do concerto.O Pentateuco,em particular,compartilha do padrão estabelecido em outros tratados e acordos escritos no antigo Oriente,foi obviamente levado para o novo testamento.Embora um período de tempo muito mais curto esteja envolvido nos escritos do novo testamento,o alcance geográfico de sua origem é muito mais amplo.Essa circunstancia jê é sufuciente para justificar a falta de reconhecimento espontâneo ou simultâneo da extenção precisa do Canon do novo testamento.Por causa do isolamento geográfico dos vários destinatários das porções do novo testamento,houve espaço para atraso e incerteza de uma região para a outra no reconhecimento de alguns livros.(notas,IBID,pp87)
A fim de apreciarmos exatamente o que aconteceu,de fato,no processo de canonização dos livros do novo testamento,devemos rever os fatos que nos estão disponíveis.Isso nos capacitará analizar como e por que nossos antepassados cristãos nos deixaram como legado os 27 livros em nosso novo testamento.O processo histórico foi gradual e continuo,mas teremos facilidade em entende-lo se subdividirmos esse ciclo de quase três séculos e meio em períudos de tempo mais curtos.Alguns falam em três estágios principais para canonização.Isso implica,sem o menor fundamento,que há etapas facilmente discerníveis ao longo do precesso.Outros simplesmente apresentam uma longa liste de nomes de pessoas e documentos.Mas tal lista torna absolutamente difícil perceber alguma mudança de posição.Neste ensaio,faremos uma divisão um tanto quanto arbitaria em 5 periodos,com o lembrete  de que a expanção do conhecimento da literatura sagrada e o veemente consenso em relação a sua autenticidade como Escritura inspirada continuam ininter-ruptamente.Os períodos são:
1°.Século 1°
2°Primeira Metade do Século 2°
3.Segunda Metade do Século 2°
4.Seculo 3°
5.Seculo 4°

Mais uma vez,sem querer fazer supor que essas sejam etapas claramente delineadas,será útil notas as principais tendências observáveis em cada um dos períodos supracitados.No primeiro período,naturalmente ,muitos livros foram escritos,mas também jê começaram a ser copiados e divulgados pelas igrejas.No segundo ,á medida que iam se tornando cada vez mais conhecidos  e apreciados pelo que continham,passaram a ser citados como fonte de autoridade.Pelo fim do terceiro período,já detinham um lugar reconhecido ao lado do antigo testamento como”escritura”,quando então passaram a ser traduzidos.Durante o século 3°,nosso quarto período,a compilação de livros em um “novo testamento”,completo estava em andamento,juntamente com um processo de seleção que os ia distinguindo das outras literaturas cristãos.O canon do novo testamento continuação. 

Para a finalidade desse artigo adotamos as conclusões gerais do conhecimento conservador do NT em relação á origem individual de cada livro.Se alguém penssasse que a antiga opinião liberal do Evangelho  de João é uma produção do final do século 2°,descartaria naturalmente a sua autoria apostólica.Felizmente,essa opinião  tem sido convenientemente desaprovada e nosso estudo poderá ser baseado na conclusão de que o evangelho de joão ,assim ,como os Sinóticos,pertencem ao seculo 1°.O caso é que a introdução geral que analisa o cânon também deve estar parcialmente baseada em uma introdução especial que considerada,em detalhes,a data e a autoria de cada livro.Quanto a detalhes,podem ser feitas referencias a artigos existentes nos própios livros.(notas dic,Wycliff).
Existem consideraveis evidencias disponiveis para o estudo do uso e aceitação primitivas dos livros do NT .O primeiro testemunho  vem dos dias em que João,o ultimo apóstolo que restara,ainda estava vivo.Uma extensa carta foi escrita por Clemente de Roma,em aproximadamente,95 d.c.Sa cartas Ignacio  e de Policarpo apareceram poucos anos depois.Provavelmente,esses homens haviam conversado com um ou mais apóstolos.Eles ficaram conhecendo em primeira mão,alguns de seus escritos originais.(ibid,dic,Wycllif).

                   Testemunho antigo dos pais da igreja
Por causa da natureza perecivel de material de escrita e por se tratar de um periodo de perseguição durante o qual os escritos cristãos,e poucos coincididos que parcialmente com a vida dos apóstolos sobreviveram até nós.Mas,embora sejam poucos numerosos,oferecem testemunho inabalavel da existencia,nos dias deles,de um grupo de escritos autorizados que os cristãos ou referencia a Escrituras,ou por declarações diretas,ou,mais frequentemente,por meio de citação ou referencia a escritos, a escritos especificos como "Escrituras".Tais escritos posteriormente tornam-se parte do canon oficial do NT.Por exemplo.(notas, manual  biblico Halley,pp.844)
 
                   Periodo primeiro: Seculo 1°

O propio que determina o reconhecimento da autoridade dos escritos canônicos do NT foi estabelecido dentro do própio conteúdo desses escritos.Há repetidas exortações para leitura pública das menssagens apostólicas.No fim da primeira carta aos Tessalonissensses,possivelmente o primeiro livro do NT a ser escrito(1°TESS5.27).Três  capitulos antes,na mesma carta,Paulo os recomenda a aceitarem sem detença suas palavras faladas como"Palavra de Deus"(1°tess2.13).e,em 1°cor 14.37,o apóstolo fala do modo semelhante acerca de seus"escritos",insistindo que sua menssagem deveria ser reconhecida como mandamento do Senhor(col 4.16 ap 1.3).Em 2 pedro 3.15,16,as cartas de Paulo são concluidas com"as outras Escrituras".Considerando que Pedro é uma carta geral,é inferido desse modo um amplo e difundido conhecimento das cartas de Paulo.É  também grandemente sugestivo a pratica de Paulo em 1°TM5.18.O apostolo dá  seguimento á formula "diz a Escritura"com uma citação combinada com "não atarás a boca ao boi"(DT25.4)e"digno é o obreiro de seu salário"(LC10.7).Assim,é implicada uma equivalencia entre a Escritura do antigo testamento e um evangelho do novo testamento.(notas ,a origem da biblia,Mylton Fisher,pp.89).

                                       Primordios ano 50 d.c

Na época do Concilio de Jerusalém,ou seja,por volta do ano 50,não havia ainda sido escrito nenhum dos livros do novo testamento.A igreja,para conhecimento da vida e dos ensinos do Salvador,dispunha tão somente das memórias dos primeiros discipulos.Entretanto,antes do final desse periodo,ano 68,grande parte dos livros  do NT já estava circulando,até mesmos os evangelhos de Mateus,Marcos, e Lucas e as cartas de Paulo,Tiago,1°Pedro e,talvez,2°Pedro,embora questões tenham sido levantadas quanto á autoria dessa ultima.Deve-se lembrar que é ´possivel que a carta aos Hebreus tenha sido escrita depois da morte de Paulo  não sendo,de sua autoria.(notas história da igreja, Jesse Lyman Hurlbut,pp.46,1970).


                                    Primórdios 80-85 d.c

O material das cartas do NT também possui,desde o principio,certa reinvidicações se não de inspiração  pelos menos de ser um ensino autoritativo e adequado sobre questões de doutrina e conduta,não obstante,é igualmente claro que nenhuma carta  foi escrita para outros recipientes que não os especificados e dentro de especificas situações históricas.A coleção de um conjunto de cartas evidentemente só foi feita depois do falecimento de Paulo:o o conjunto paulino é textualmente homogêneo,e há evidencias bastante convenientes em favor da sugestão que foi mais completamente desenvolvida por I.J.Goodspeed,de que sua coleção foi um ato unico  numa data especifica(provavelmnte 80-85 d.c),em contraste com o ponto de vista  mais antigo,de Harnak,de que tal conjunto cresceu lentamente .Tal conjunto desde o inicio certamente  desfrutou de alto  conceito como corpo  de literatura cristã autoritativa.Seu impacto sobre a igreja,no fim do primeiro século ou no inicio do segundo  de nossa e,torna-se claro pela doutrina,linguagem  e forma de literatura desse periodo .(notas,nov.dic,da biblia,pp.203).
Não existe evidencia correspondente  em prol  de qualquer conjunto  semelhante  de escritos não- paulinos  em date tão recuada,e nem parece  que o livro de atos tenha  sido produzido  primariamente para servir  de documento de ensino.O apocalipse de João,pelo contrario,apresenta a mais clara  reinvidicação de inspiração  divina dentre todos  os documentos do NT,e na literatura neotestamentaria é o unico exemplo das asseverações e visões dos profetas do NT.Assim é que temos no própio NT,diversas instancias claras de material cristãos,mesmo no seu estagio oral,considerando como autoritativo e em algum sentido sagrado:no entanto em nenhum caso qualquer  escrito reinvidica ,implicantemente que só ele preserva a tradição certa.Nesse estagio nenhum sentido escrituristico,uma lista fechada a qual não  possam ser feitas  adições.Isso parece dever-se  a dois fatores :a existencia de uma tradição ora,e a presença de apóstolo,discipulos,e profetas que eram a fonte e os interpretes das tradições sobre o Senhor Jesus.( notas,ibid,dic,vida nova,pp.203).
Em 95 d.c ,Clemente de Roma escreveu aos cristãos em Corinto usando uma tradução livre do material de Mateus e Lucas.Parece que foi fortemete influenciado pelo livro de Corinto.Há também reflexões de 1°Timótio,tito,1°Pedro e Efésios.

              Periodo segundo:inicio do segundo seculo
           
1.Clemente,na sua carta aos corintios(95 d.c),cita Mateus,Lucas,Romanos,corintios,Hebreus,1°Timótio,1°Pedro ou se refere a ele.          
 2.Policarpo,na sua carta aos Filipensses(110 d.c),cita Filipensses e produz frases de nove outras cartas de Paulo e de 1°Pedro.
 3.Inacio,nas suas sete cartas,escritas por volta de 110 d.c ,durante sua viagem de Antioquia a Roma para ser martirizado,cita Mateus,1° Pedro e 1° João e nove das cartas de Paulo,suas cartas também revelam o efeito dos outros três evangelhos.
 4.Papias(70-155 d.c),aluno do apóstolo João,escreveu uma explicação dos discursos do Senhor,na qual cita João e registra tradições a respeito da origem dos evangelhos segundo Mateus e Marcos.
  5.O didaquê,escrito entre 80 e 120 d.c,contêm 22 citações de Mateus,tem referencias a Lucas,João,Atos,Romanos,Tessalonissensses e 1°Pedro e fala do"evangelho'como um documento escrito.
6.A carta de Barnabé,escrita entre 90 e 120 d.c,cita Mateus,João,Atos,e 2°Pedro e emprega a expressãp"esta escrito",fórmula usualmente aplicada somente ás Escrituras.Existem muitos outros exemplos semelhantes.Ao todo,abrangem todos os livros do NT,embora vários deles tivessem sido colocados"em dúvida' em algumas regiões até ao século 4°,quando,então,o imperador Constantino promulgou seu Edito de Tolerancia.(notas,Manual Biblico Halley,pp.845).                                                      

 7.O herético Marcião,com seu ato de definir um canon limitado para o uso própio(140 d.c),na realidade instigou os crentes ortodoxos a se manifestarem sobre o assunto.
8.Justino,perto do fim desse periodo,do 1°seculo,Justino Martir,ao descrever cultos de adoração da igreja Primitiva,pôs os escritos apostólicos no mesmo nivel que os escritos proféticos do AT.

                      Periodo três:segunda metade do século 2°

1.Irineu foi privilegiado ao começar seu treinamento sob orientação de Policarpo,discipulo dos apóstolos.Irineu fez citações de quase a totalidade do NT como base de autoridade e asseverou que os apostolos tinham recebido poder do alto.(notas,a origem da biblia,Mylton Fischer,pp.93).
2.Taciano,discipulos de Justino Martir,fez uma harmonia dos evangelhos,conhecida como"diatessaron",atestando o mesmo status que os quatro livros mantinham na igreja por volta de 170 d.c.Por este tempo,outros "evangelhos" tinham começado a surgir,mas esse disciplulo reconheceu apenas quatro.(notas,ibid,pp93)
3.Canon muratório,também datado  cerca de 170,uma cópia desse documento,datada do seculo 8°,foi descoberto e publicado em 1740 por um bibliotecario chamado L.A.Muratori.O fragmento começa Lucas e João,cita Atos,as 13 cartas paulinas,Judas,1° e 2°João e Apocalipse.
4.Versões traduzidas já existiam nesse periodo.Na forma de traduções siricas e em latim antigo,asseguramos,por volta de 170 d.c,atestação adequada proveniente de ramificações da igreja do Extremo Oriente e do Ocidente,assim como podemos contar com outras evidencias em mãos.Desse modo,o canon do novo testamento apresenta-se sem edições e com a omissão de apenas um livro 2° Pedro.(ibid,pp.93).

                                   Periodo quarto;século 3°

1.Origenes (185-254 d.c),fpoi promoroso erudito e exegeta,fez estudos críticos do texto do NT(em comparação com sua obra sobre a  Hexala) e escreveu comentarios e homilias sobre a maioria dos livros do novo testamento,enfatizando sua inspiração divina.(notas,ibid,pp.93,4)                        
2.Dionisio de Alexandria,discipulo de Origenes,menciona que,enquanto a igreja ocidental desde o inicio aceitava o livro de Apocalipse,sua situação na igreja oriental era variavel.No caso da carta aos Hebreus,as circunstancias eram reversas.Revelou ter uma posição mais insegura no Ocidente do que no oriente.Quando chega a vez dos outros livros disputados,entre  as assim chamadas"cartas católicas",Dionisio aprova Tiago e 2° e 3°,mas não 2° Pedro ou Judas(note ,incidentemente,que todos nessa categoria t~em a última posição em nossas biblias atuais-de Hebreus a Apocalipse).Em outras,mesmo ao final do século 3°,havia a mesma falta de finalidade com relação ao canon como em seu inicio.(notas,ibid,pp.95)   

                           Periodo cinco;seculo 4°
 Já no inicio desse periodo,o quadro começa a ficar claro.
1.Eusébio de Cesaréia(264-340),era bispo da Cesaréia.Foi o primeiro grande historiador da igreja,e devemos a ele boa parte de nosso conhecimento acerca do que acontece durante os primeiros séculos da igreja cristã.Eusébio viveu a perseguição dos cristãos por Diocleciano e foi preso nesse periodo,que foi o derradeiro esforço de Roma para apagar o cristianismo do mapa.Um dos objetivos especiais de Diocleciano era a destruição de todas as Escrituras cristãs.No periodo de 10 anos,os agentes de Roma buscavam biblias para serem queimadas nas praças públicas.Para os cristãos,não era questão secundaria saber exatamente quais os livros compunham suas Escrituras.(notas,manual biblico Halley,pp.845).
A vida de Eusébio continuou no reinado do imperador Constantino,que aceitou o cristianismo,Eusébio passou a ser um dos principais conselheiros evangelicos de Constantino.Um dos primeiros atos de Constantino como imperador foi  foi encomendar 50 biblias para as igrejas de Constantinopla,e serem preparadas por copistas peritos,sob orientação de Eusébio,no pergaminho mais fino.As biblias seriam levadas de Cesaréia para Constantinopla em carruagens reais.De quais livros se constituia lo NT de Eusébio?Exatamente os mesmos que agora  temos em nosso NT,Eusébio,por meio de pesquisas extensivas,informou-se a respeito  de quais livros  que eram geralmente aceitos pelas igrejas.Na obra "história eclesiastica",escreve a respeito de 4 classes de livros:
1.Os livros universal aceitos.
2.Os livros"disputa":Tiago,2°Pedro,2 e 3 João,os quais embora estivessem incluidos nas biblias que ele mesmo mandara copiar,tinha sido colocados em duvida por alguns.
3.Os livros"espurios',entre os quais menciona atos de Paulo o pastor de Hermas,o apocalipse de Pedro,a carta de Barnabé,e o didaque.
4.As 'falsificações dos hereges",o evangelho de pedro,o evangelho de tomé,o evangelho de marcião,atos de Andre e atos de João.                                                               

       2.Atanasio de Alexandria,é na ultima metade do seculo 4° que encontamos plena e completa declaração sobre o canon do novo NT.Em sua Carta festiva,para pascoa de 367 d.c,o bispo Atansio incluiu informações designadas a eliminar,de uma vez por todas,o uso de certos livros apócrifos.Essa carta-que contém a advertencias:"que ninguém acrescente nenhum a estes,que nenhum seja tirado"-é o mais antigo documento existente que especifica individualmente e sem qualquer restrição os nossos 27 livros.
3.Concilio de Cartago(397 d.c),o concilio de Cartago estabeleceu formalmente o canon do NT ao ratificar os 27 livros do NT conforme conhecemos expressou o que já fora decidido pelo julgamento unânime das igrejas e aceitou o livro que estava destinado a se tornar a herança mais preciosa da raça humana.         4.Edito de Milão,o subito avanço do Cristianismo no periodo de Constantino(edito de Milão,313 d.c) teve muito a ver a recepção no Oriente de todos os livros do novo testamento.Quando o imperador incumbiu Eusébio com a tarefa de preparar,50 exemplares das Escrituras Divinas",o historiador,plenamente a par de quais eram os livros sagrados,pelos quais muitos crentes estavam prontos a sacrificar a própia vida,na verdade estabeleceu o padrão que deu reconhecimento a todos os livros que antes eram disputados.No oriente,Jeronimo e Agostinho foram lideres que exerceram uma influencia decisiva.A publicação dos 27 livros na versão Vulgata virtualmente pôs fim o cas.(notas,Mylton Fischer,a origem da biblia,pp.95).

          Principios e fatores que determinam o Canon
Por sua própia natureza,Escritura Sagrado,quer do AT ,quer o NT,é uma produção de Deus-não é obra da criação humana.A chave para a canocidade é a inspiração divina.O método de determinação não há outros candidatos),mas o do recebimento de material autêntico e seu consequênte reconhecimento por um grupo de pessoas sempre crescente,á medida que os fatos de sua origem vão se tornando conhecidos.Em certo sentido,o movimento de Montano,que foi declarado herético pela igreja de seus dias(meados do século 2°,serviu de impulso para o reconhecimento de um canon concluso da Palavra de Deus.
A reforma Protestante:quando na reforma Protestante todas as coisas foram reexaminadas,alguns dos reformadores buscaram meios que lhe reafirmassem,bem como a seus seguidores,o canon das Escrituras.

NOVO ESTUDO

CONSERVANDO A PUREZA DA DOUTRINA PENTECOSTAL I " FALSOS DOUTORES E PROFETAS.


 A presença de falsos profetas e doutores no seio da Igreja não é algo recente. Desde os seus primórdios, levantaram-se inimigos da sã doutrina. Estes, porém, foram fortemente combatidos pelos apóstolos do Senhor. Paulo,pela revelação do Espírito, asseverou aos presbíteros da igreja em Éfeso: "Por que eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si" (At 20.29,30).
 Nesse texto,o apóstolo destaca dois tipos de falsos doutores, a saber: i) os que viriam de fora; ii) os que se levantariam no seio da própria igreja. Nem todos os que utilizam o nome de Cristo são crentes verdadeiros (Mt 24.4,5). Em, pelo menos, quatorze ocasiões Jesus preveniu os seus discípulos acerca dos líderes enganadores (Mt 7.15; 16.6,11; Mc 8.15; 12.38-40).
Podemos destacar algumas características de tais impostores: " São vaidosos, preocupados com a popularidade (III Jo 9); " São contenciosos, com discursos polêmicos e infrutíferos (I Tm 1.3,4); " São pregadores por conveniência, falando apenas o que agrada ao povo (At 20.30; II Tm 4.3); " Alguns chegam a ensinar doutrinas de demônios (I Tm 4.1); " São fraudulentos (II Co 11.13); " Blasfemam o caminho da verdade e mercadejam a Palavra de Deus (II Pe 2.1-3); " São considerados anticristos (I Jo 2.18); " Judas, de forma contundente, chama os falsos mestres de manchas, árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas, ondas impetuosas do mar, estrelas errantes (Jd 12,13).
Todas estas características, além de serem notadas nas seitas mais combatidas pelos cristãos, tais como o mormonismo, o adventismo, o espiritismo e as Testemunhas de Jeová, também se notabilizam nos grupos denominados neopentecostais, que estão se proliferando velozmente. Vejamos alguns postulados de tais grupos:

                      POSTULADOS REFUTAÇÃO

 Cura interior mediante regressão psicológica, negando o poder de Cristo para tal. Uma das finalidades do ministério de Cristo foi a de restaurar a condição interior do ser humano (Lc 4.18; Is 61.2) Confissão Positiva. Enfatizam a força do pensamento como agente modificador da realidade.
A fórmula básica é: Diga; Faça; Receba; Conte. Lembramos que somos apenas servos, submissos a vontade do Senhor (Mt 6.10). É Ele, e não nós, quem ordena a bênção (Dt 28.1-14; Sl 133.3) Para enfeitar os seus discursos, eles fazem diferença entre as palavras gregas rhema e logos. A primeira seria a palavra falada por Deus em revelação a qualquer pessoa com o mesmo peso das Escrituras; a segunda seria a Palavra escrita de Deus. À luz dos originais, não é possível fazer tal distinção.
Em Is 40.8, na Septuaginta, lê-se: rhema tou theou (palavra de Deus). Em Mc 7.13, lê-se: logon tou theou (palavra de Deus). Enfatizamos ainda que a inspiração cessou no Apocalipse. Um crente que esteja sofrendo, ou desempregado, ou enfermo é porque não tem fé suficiente para triunfar sobre o problema ou está em pecado. A Bíblia tem abundantes referências que mostram o contrário.
O termômetro espiritual do crente não são as bênçãos materiais, pois gigantes da fé padeceram necessidades (Hb 11.32-37; Fp 4.11-14). São adeptos da "Simonia", isto é, mercadejam a fé, oferecendo bênçãos e curas divinas mediante pagamento de certa quantia em dinheiro. A palavra "simonia" é uma alusão a Simão, o mágico de Samaria, que quis comprar o dom do Espírito com dinheiro (At 8.18-21). As características que o apóstolo Pedro atribuiu a Simão são exatamente as mesmas dos líderes neopentecostais atuais, quais sejam: perdidos, sem comunhão, coração perverso, iníquos (At 8.20,21). Dão ênfase excessiva aos anjos, chegando a cultuá-los. Os anjos, tais quais os homens, são criaturas de Deus (Gn 2.4; Ne 9.6).
Em momento algum eles aceitaram adoração (Ap 19.10; 22.8,9). É pecado cultuá-los (Cl 2.18). São supersticiosos. Vemos claramente que os grupos neopentecostais são supersticiosos, adaptando práticas pagãs e demoníacas à realidade de igrejas ditas evangélicas. Elementos como sal grosso, rosas, areias, águas de determinados lugares, roupas, tapetes e fotos passam a ter poder. Isso é heresia.
 É Interessante que o termo supersticioso, no grego, é deisidaimonia, significando literalmente "temor aos demônios, aos espíritos malignos ou divindades pagãs". Aponta também para crendices religiosas e até animistas, ou seja, atribuir vida e poder a coisas inanimadas. No entanto, devemos entender que é Deus quem opera tudo em todos (I Co 12.6). É o Nome de Jesus que tem poder para fazer todas as coisas (Mc 16.17- 19). II "

           CONSERVANDO O PENTECOSTES

 Infelizmente alguns grupos pentecostais iniciaram muito bem; pregando, além das demais doutrinas bíblicas, o batismo com o Espírito Santo e a atualidade dos dons espirituais. Hoje, porém, estão contaminados e já não há mais espaço para manifestações do Espírito, e nem se ouve mais línguas estranhas entre eles. Eles abriram mão da pureza, deixando-se influenciar por fatores internos e externos.
Podemos comparar os Pentecostais no Brasil com a igreja de Sardes (Ap 3.1-6). Todos começaram bem. Com o passar do tempo, entretanto, uns esfriaram e até morreram espiritualmente; outros, contudo, não se contaminaram e conservaram brancas as suas vestes (Ap 3.4). Para conservar a pureza do Pentecostes, o crente deve: " Apartar-se do mal e dos maus (Sl 1.1; II Co 6.17; I Pe 3.11); " Permanecer firmes durante a constante batalha espiritual que nos cerca (Ef 6.11-18); " Na Lei havia apagadores de fogo (Ex 25.38). Na atual dispensação não se deve, em nenhuma hipótese, apagar o Espírito (I Ts 5.19); " Ouvir constantemente a voz do Espírito, sendo por Ele guiado em todo o tempo (Ap 2.7,11,17,29; 3.6,13,22; Gl 5.16-18); " Viver em constante oração (Ef 6.18; I Ts 5.17); " Ler, meditar e viver incondicionalmente a Palavra de Deus, não admitindo quaisquer distorções e modismos de grupos heréticos (Jo 17.17; At 4.29-31; 17.11; Ef 4.14).
Dentre outras características que podíamos mencionar, uma merece destaque: a renovação espiritual. Renovar é "tornar novo", "recomeçar", "refazer", "reaver", "retornar". Na renovação espiritual, o Espírito Santo restaura e revigora a obra que anteriormente havia iniciado na vida do crente (Sl 103.5; Rm 12.2; Ap 2.4,5). Não deixemos que a experiência e a pureza da Doutrina Pentecostal envelheçam e percam o seu vigor em nossas vidas. Apreciemos algumas características da renovação: " Retorno às experiências espirituais do passado. A força e o fervor espiritual dos primeiros dias na fé devem perpetuar-se, e até aumentar ao longo dos anos para que não nos ocorra o mesmo que ocorreu aos gálatas (Gl 3.3); " Restabelecimento das bênçãos perdidas. Caso não haja renovação, o crente pode vir a perder as bênçãos dadas por Deus como o amor (Ap 2.4), a alegria da salvação (Sl 51.12), a fé (I Tm 6.10), a firmeza em Deus (II Pe 3.17); " Recebimento de novas bênçãos.
 Quando somos renovados recebemos promessas de novas bênçãos; " Renovação diária. Não é apenas o homem exterior que precisa de renovação diária, o homem interior também a necessita (Is 40.28-31; II Co 4.16); " Renovação consciente e desejada. O crente precisa entender e desejar ardentemente a renovação espiritual, a fim de que ele mantenha-se afastado do mundo (Ef 4.25-31; 5.11), aprofunde-se na Palavra de Deus (Jo 6.63), cresça na fé (II Ts 1.3), não perca o ânimo (Ef 5.14). 

 Concluímos que há dois aspectos principais no que diz respeito à conservação do Pentecostes: o doutrinário, e o devocional. Se nos precavermos quanto aos falsos doutores e profetas com seus ensinamentos, combatendo-os pela Palavra, e procurarmos viver em constante leitura bíblica, oração e santificação, seremos verdadeiros cristãos pentecostais, cheios do Espírito e dispostos a fazer com ousadia a obra do nosso Deus.notas " Introdução à Teologia Sistemática. Eurico Bergstén. Cpad. " Verdades Pentecostais. Pr Antônio Gilberto. Ed. Cpad. " Bíblia de Estudo Pentecostal. Donald C. Stamps. Ed. Cpad. " Lições Bíblicas, Jovens e Adultos; 2° Trimestre de 2006. Heresias e Modismos.                                                                      


                 O PERIGO DA APOSTASIA NA IGREJA

 Apostasia em termos mais simplificados, seria um abandono da fé autêntica para seguir um tipo de fé formada pelos próprios conceitos com intenções individuais no sentido de adquirir vantagens de toda ordem não se importando com as consequências das decisões tomadas. A apostasia no sentido individual, em caso do crente não líder, envolve prejuízos contra a própria pessoa, sem causar maiores estragos na obra. No caso de crente líder a apostasia entra para o lado coletivo e isso poderá trazer grandes prejuízos para toda uma coletividade.
 O apostata dissolve todos os vínculos com Cristo, motivado por uma condição rebelde e de hostilidade pelas coisas do reino. A apostasia envolve mudanças de ideias, conceitos e princípios da verdadeira doutrina e se associa de uma forma sutil com a causa maligna. A apostasia com relação à heresia, embora alguns associem as duas coisas como sendo uma, na verdade elas têm um conceito totalmente diferente. O perigo da condição do apostata é entrar numa situação totalmente irreversível, ou seja, não volta mais a sua condição de cristão verdadeiro.
A heresia tem um atenuante, pois se trata de alguém que cai em erros doutrinários e se ele cair em si, e se redimir poderá alcançar o perdão divino. O rei Acabe ao assumir o reino de Israel se inclinou para o caminho da idolatria adotando a Baal como o seu Deus e essa atitude o levou a apostasia. O que muita gente ignora é que Baal continua sendo deus de muita gente, não naquela forma horrenda daqueles tempos. O Baal de hoje mudou de aparência, mas continua sendo adorado em outras formas, como chaves ungidas, lenços, fronhas, rosas e uma infinidade de parafernálias que o povo é levado a comprar e carregar consigo ou colocar em algum canto da sua casa como forma de ter proteção.
 Esses objetos ungidos e unções que não vem de Deus inclinam o povo a uma espécie de idolatria que pode chegar a apostasia. Alguns líderes apostatam e agem com enganos, levando o povo a centralizar esses objetos como regra de fé. Na verdade esses objetos ungidos se tornam em amuletos para esses incautos. Muitos querem e buscam milagres a qualquer custo e na realidade esses objetos se tornam verdadeiros Baals em suas vidas, o que pode levá-los a apostasia. Pior ainda é quando o próprio líder passa a ser o Baal nos seus templos, sendo endeusado pelo povo.
A adoração a Baal era essencialmente uma religião da natureza, cuja ênfase principal era a fertilidade e prosperidade. Israel deixou-se arrastar pela influência do baalismo incorporando-o a sua fé e os profetas reagiram contra esse tipo de prostituição espiritual. Esse sincretismo envolvia uma fé em Deus e outra voltada e misturada com os deuses cananeus. Deus não divide a sua glória com outrem.

 ELA VEM POR LÍDERES COM TENDÊNCIAS PARA DESVIOS DE CONDUTA

  I Reis 16.29 E Acabe, filho de Onri, começou a reinar sobre Israel no ano trigésimo oitavo de Asa, rei de Judá; e reinou Acabe, filho de Onri, sobre Israel, em Samaria, vinte e dois anos.* Quando o líder é tendencioso o povo sofrerá os efeitos disso – Provérbios 29.18 Não havendo profecia, o povo perece; porém o que guarda a lei, esse é bem-aventurado
O líder que têm tendências a prática de heresias é reconhecido pelas suas doutrinas distorcidas e os seus vários argumentos enganosos prometendo bênçãos, curas, prosperidade e milagres urgentes, quase sempre usando objetos como ponto de fé. Em suas manipulações buscam tirar o máximo de proveito financeiro do povo. Quem é espiritual e conhece as Escrituras evidentemente não se deixará enganar por esses tipos. Onde não há a verdadeira profecia que é a Palavra de Deus certamente o povo não terá qualquer desenvolvimento espiritual. Na realidade os líderes corruptos não querem que o povo aprenda a sã doutrina, pois esta os desmascararia.
É como os romanistas do passado no tempo da inquisição. O povo era proibido de ter qualquer fragmento das escrituras sagradas sob a pena de serem executados. A missa era realizada em latim para que ninguém entendesse e dessa forma idealizaram várias heresias, entre elas a doutrina do purgatório desmascarada por Martinho Lutero. Agindo dessa maneira esses sacerdotes tiravam todo tipo de proveito do povo que se mantinha leigo. Assim agem muitos pastores nos dias de hoje, mantendo o povo na ignorância da palavra que é manipulada para atingirem os seus próprios interesses.

 ELA VEM POR LÍDERES QUE PRATICAM O MAL AOS OLHOS DO SENHOR

 I Reis 16.30 E fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele.* Quando o líder tem em si a maldade os efeitos são terríveis – 2 Pedro 3.17 Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza.Os líderes biblicamente devem ser fontes de bênçãos para que o povo possa ser instruído, orientado e confortado. Os líderes corruptos não demonstram essas virtudes para compartilhar com a igreja de Deus. É preciso saber manejar a Palavra da Verdade, pois ela transmite a água da vida, que trás refrigério para as almas que a recebem.
O problema é que no meio cristão, há muitos enganadores com mentes cauterizadas e sem escrúpulos difundindo e promovendo erros, pois são elementos vazios desprovidos da verdade que Deus exige. São homens como nuvens que não produzem chuvas, levados pelo vento e não pelo Espírito. Demonstram uma ambição desmedida buscando a glória e vantagens para eles mesmos. Estes homens que escondem a luz verdadeira e promovem trevas neste mundo acabarão se aprofundando eternamente com elas.
 As trevas foram preparadas para o Diabo e seus anjos e esses instrumentos que ele usa para afastar as almas da verdade terão o mesmo destino desse ser maligno, ou seja, o inferno para toda a eternidade. Esse tratamento de Deus será justo, pois eles em completa apostasia iludem e seduzem o rebanho de Deus.

 ELA VEM POR LÍDERES QUE FAZEM ALIANÇAS COM PESSOAS IDÓLATRAS

 I Reis 16.31 E sucedeu que (como se fora pouco andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate) ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi e serviu a Baal, e o adorou.Quando o líder compartilha com a idolatria está cauterizado – Apocalipse 2.20 Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria.
Acabe levou e propagou a idolatria com toda seriedade promovendo com isso a apostasia. Casou-se com Jezabel que era devota e praticante do culto aos deuses pagãos. Era uma mulher idólatra, de moral imunda e perversa que se tornou um símbolo da prostituição. A mulher do líder corrupto que apoia e compartilha dos seus atos idólatras passa a ser identificada como uma Jezabel. Acabe aprofundado na apostasia passou a ser dominado por esta mulher. Os perversos sedutores do evangelho também são comparados a Jezabel. Ela foi uma perseguidora dos profetas do Senhor e patrocinadora dos idólatras e falsos profetas.
 O pecado desses sedutores era desviar o povo para outro tipo de visão totalmente maquinada por eles, distorcendo e manipulando as escrituras para enganar o povo de uma forma sutil e atingir os seus propósitos enriquecedores. Esses homens têm abusado da paciência de Deus e se endurecem em suas maldades. A obcessão no sucesso aparente não dá lugar a qualquer tipo de arrependimento, que é o único meio de se evitar a sua própria ruína e de toda multidão que os seguem.

 ELA VEM POR LÍDERES QUE PRATICAM HERESIAS NOS CULTOS A DEUS

  I Reis 16.32 E levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria. Quando o líder perde o temor de Deus propaga as heresias – 2 Pedro 2.1 E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
Acabe edificou um altar pagão onde seriam realizados os mais horrendos ritos, sem qualquer temor do que poderia lhe sobrevir. Essa é a condição de muitos líderes atuais que perderam todo temor a Deus e continuam com as suas práticas heréticas em nome do poder e das riquezas que estão acumulando a cada dia. Em todas as épocas da igreja, e em todas as dispensações Deus tem os seus verdadeiros profetas para instruir e conduzir o povo, mas o Diabo também tem os seus falsos profetas para seduzir e enganar os incautos.
 A ocupação deles é introduzir enganos destruidores, até mesmo heresias abomináveis que são introduzidas sutilmente sob o manto do disfarce da verdade. Os que introduzem enganos destrutivos sobre outros trazem sobre si repentina destruição, pois esses autodestruidores serão destruídos rapidamente. Os que trazem esses enganos destrutivos e corruptivos para as almas simples sofrerão o castigo sem escapatória.

 ELA VEM POR LÍDERES QUE PROCEDEM CONTRA A VONTADE DE DEUS

  I Reis 16.33 Também Acabe fez um ídolo; de modo que Acabe fez muito mais para irritar ao SENHOR Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele. Quando o líder afronta a Deus, ele espraia a sua loucura – Provérbios 13.16 Todo prudente procede com conhecimento, mas o insensato espraia a sua loucura.
O culto que Acabe prestava aos deuses pagãos provocava a ira divina cada vez mais, e ele não se importava se estava ofendendo a Deus ou não. O que Acabe não esperava é que Deus estava preparando uma resposta pelos seus atos, que teria um horrendo desfecho em decorrência das suas supremas maldades. O líder que desenvolve um caráter íntegro e procede conforme os preceitos divinos contidos nas escrituras é o que consegue conduzir o rebanho de Deus com sabedoria, prudência e desenvoltura espiritual.
 Agora em contraste com o verdadeiro homem de Deus, o líder insensato propala a sua estupidez por tudo aquilo que prega ou faz. Na realidade os falsos líderes são jactanciosos, inchados e convencidos enganando e sendo enganados. Infelizmente o povo ainda é como nos tempos de Jesus, que não O seguiam por causa da doutrina e sim pelos milagres e pela comida
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 ELA VEM POR LÍDERES QUE DESOBEDECEM OS MANDAMENTOS DIVINOS 

 I Reis 16.34 Em seus dias Hiel, o betelita, edificou a Jericó; em Abirão, seu primogênito, a fundou, e em Segube, seu filho menor, pôs as suas portas; conforme a palavra do SENHOR, que falara pelo ministério de Josué, filho de Num.* Quando o líder recusa ordens divinas conduz o povo a perdição – Filipenses 3.19 Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas.
A cidade de Jericó foi destruída por Josué, quando Israel entrou na terra prometida e Deus decretou que ela jamais deveria ser reconstruída. Deus proferiu uma maldição para todo aquele que tentasse reedificar esta cidade. Essa atitude de Hiel em edificar a cidade, agravou ainda mais os males nos dias de Acabe. Todo líder que se ocupam e vangloriam com as coisas terrenas agem diretamente contra a cruz de Cristo e o grande desígnio dela. Eles se agradam de coisas terrenas e não têm nenhum prazer nas coisas espirituais e celestiais.
 Levam o povo a colocar o coração no materialismo deixado-as totalmente insensíveis ao espiritualismo. Precisamos mostrar quão absurdo é os cristãos seguirem esses líderes e serem conduzidos por eles. Devemos dissuadi-los mostrando o terrível destino delas se continuarem nessa prática, pois o fim é a perdição eterna. O caminho parece agradável, mas morte e inferno estão no fim dele. É muito perigoso seguir nessa correnteza de milagres e prosperidade, e que ninguém se iluda com as falsas propagandas desses líderes, pois o destino de todos eles é a morte eterna.

NOVO ESTUDO

           EFICÁCIA DO TESTEMUNHO CRISTÃO
     NÃO SEJA UM HIPÓCRITA IGUAL OS FARISEUS

Jesus estava ensinando aos seus discípulos sobre a diferença daqueles que o seguiam, ou seja, os verdadeiros seguidores de Cristo sobre o mundo, dizendo que eles teriam que resplandecer diante dos homens. A palavra "resplandecer", quer dizer revelar-se, brilhar, sobressair em outras palavras Cristo estava ensinando que o cristão autêntico tem que ter uma conduta diferente do mundo, ele tem que andar na contramão com o mundo e seus maus costumes que afastam o cristão da comunhão com o Deus santo. E com base nesta importante comparação que Cristo fez do cristão com a luz quero aqui compartilhar com os leitores sobre o "Testemunho Cristão".
 "Resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está no céu." Mt 5.16. Verdade Prática = Uma vida inteiramente consagrada ao Senhor, representa uma mensagem que, qual uma carta, se torna lida e conhecida.  Jesus estava ensinando aos seus discípulos sobre a diferença daqueles que o seguiam, ou seja, os verdadeiros seguidores de Cristo sobre o mundo, dizendo que eles teriam que resplandecer diante dos homens.
 A palavra "resplandecer", quer dizer revelar-se, brilhar, sobressair em outras palavras Cristo estava ensinando que o cristão autêntico tem que ter uma conduta diferente do mundo, ele tem que andar na contramão com o mundo e seus maus costumes que afastam o cristão da comunhão com o Deus santo. E com base nesta importante comparação que Cristo fez do cristão com a luz quero aqui compartilhar com os leitores sobre o "Testemunho Cristão".
1 " Aprendemos na Bíblia Sagrada que o cristão foi chamado para testemunhar da obras de Cristo e uma das maneiras de isto fazer é com nossas atitudes diante dos homens, nosso testemunho. "Ser-me-eis testemunhas" At 1.8; a ordem do Mestre aos discípulos quando disse isto a eles era para que saíssem e compartilhasse com o povo das maravilhas de Jesus operada em vossas vidas e também aquilo que seus olhos presenciaram quando estavam ao lado de Jesus.
Temos que testificar para as pessoas o que Cristo tem feito em nossa vida e uma das maneiras de fazer está obra é com nossa maneira de viver, alguns dizem que a conduta de uma pessoa pode ser muito mais eficaz do que meras palavras (suas atitudes gritam tão alto que não consigo ouvir o que diz sobre você). Infelizmente existem muitos cristãos, sejam eles leigos ou líderes de igrejas, que o seu testemunho não condiz com o que ele prega para as pessoas, é o famoso exemplo: eu digo que te amo, mas, meu coração e minhas atitudes dizem outra coisa completamente diferente.
2 " A vida do Cristão exige testemunho pessoal. temos que ter nossa própria experiência com Deus para compartilhar com os outros e para isso é necessário ter uma vida completamente entregue ao Senhor.Não basta dizer sou cristão e pronto, as pessoas não vão acreditar se não vivermos uma vida de santidade e humildade na presença de Deus. O salmo primeiro ilustra muito bem o padrão de conduta que deve nortear a vida do crente que experimentou o poder de transformação do Evangelho de Cristo em sua vida. Dar testemunho pessoal implica em demonstrar a nova vida recebida. A experiência transformadora do evangelho dá um novo sentido, onde as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo (2Co 5.17). O testemunho do cristão reflete-se no novo estilo de vida na sociedade, antes tinha uma vida obscurecida pelo poder do pecado, agora transformados por Cristo temos que brilhar.
 3 " O dever de Influenciar. Vivemos numa sociedade corrompida e precisamos influenciá-la com o testemunho de nossa própria experiência com Deus. Para que isto aconteça com eficácia é preciso uma vida guiada pelo Espírito Santo, que através do seu poder faz com que nossa vida seja uma chama viva para influenciar as pessoas. Não é novidade, mas muitos cristãos perderam esse brilho, pois deixaram de viver para Deus trocando suas vidas de santidade, para andar de mãos dadas com os costumes mundanos.
Desta forma não tem nenhum poder para testemunhar de Cristo, sua luz está apagada ofuscada pelo pecado, quando a bíblia nos ensina que o pecado não pode mais exercer domínio sobre nossas vidas (Rm 6.14). Quando estávamos sob a lei o pecado era o nosso senhor. Mas agora estamos ligados a Cristo, Ele é o nosso Mestre e nos da o poder de praticarmos o bem, e resplandecer no meio de uma geração presa nas trevas do pecado.
 4 " O Poder do Testemunho. Em muitos casos a experiência de vida do crente com Cristo é, muito mais eficaz do que um discurso bem elaborado, que na maioria das vezes é elaborado por alguém que não desfruta de uma experiência íntima com o Senhor e leva uma vida distante dos padrões bíblicos. Com isso seu discurso não tem poder para atingir a alma do ouvinte consegue até tocá-los, mas, de forma superficial produzindo efeitos momentâneos que com o tempo passam. O testemunho eficaz é completamente diferente atinge o profundo e faz com que as pessoas alcançadas por ele reflitam sobre vossas vidas, de forma que procuram viver da mesma maneira ou buscam provar da mesma fonte de quem deu o testemunho.
 Temos alguns casos na bíblia de testemunhos poderosos que influenciaram cidades como o da mulher Samaritana depois do encontro que teve com o Mestre (Jo 4.39-42) ver também (Lc 8.38-39).
             A BELEZA DO TESTEMUNHO CRISTÃO

 O testemunho cristão é indispensável na vida daqueles que dizem servir a Cristo. Não adianta pregar e dizer as pessoas que Jesus salva e liberta se eles não verem nesta pessoa as obras de um verdadeiro servo de Deus. E quem assim proceder, estará escandalizando em vês de cooperar para o crescimento do reino de Deus.
O testemunho verdadeiro de um crente, não é aquele que ele conta, mas aquele que as pessoas vêem nele, através de suas obras.

              O QUE É O TESTEMUNHO CRISTÃO?

 Para podermos estudar sobre o que é o teste testemunho cristão, precisamos saber o que é um cristão. Vejamos: Cristão. A palavra "cristão" procede do grego  (christianos), "cristão", nome dado aos seguidores de Cristo. Segundo o povo da época, significa "partidário de Jesus". Encontramos esta palavra três vezes no Novo Testamento; a primeira esta em At 11.26, ali esta escrito que em Antioquia os discípulos foram a primeira vês chamados "cristãos". Isso da nos a entender que esse título dado aos seguidores de Jesus provem dos gentios.
 A segunda esta em At 26.8, onde disse Agripa a Paulo: Por pouco me persuades a fazer-me "cristão". E a terceira vez esta em 1Pd 4.16, nesta referencia o apostolo diz aos que padece como "cristão", não se envergonhe, antes glorifique a Deus neste nome. Assim entendemos que "cristão" era uma designação dada aqueles que seguiam a Cristo. Assim sendo, esse título era dado somente aqueles que tinham uma vida transformada e se unia aquele grupo de seguidores de Jesus. Infelizmente, com o passar do tempo, esse belo título começou a perder a sua singularidade, e começou a se aplicar a pessoas não conversas.
No tempo da aparente conversão do imperador Constantino em 313 dC. Pela causa do imperador romano se unir aos cristãos, quase toda a população da época desejaram receber esse título, mesmo não tendo a vida transformada e sem assumir um compromisso com Jesus. E foi assim que se formou a igreja católica romana, (que não é apostólica).
E o que vemos hoje é uma multidão de pessoas chamadas cristã, mas que não tem nada a ver com o verdadeiro cristianismo bíblico. Mas nos conhecemos o que é ser um verdadeiro cristão; então vamos prosseguir em honrar esse título tão lindo que recebemos. Testemunho. Do grego  (marturion) ou (martírion), significa "testemunho, prova", (Mt 10.38; 24.14; Mc1.44; 6.11; 13.9; Lc21.13; At 4.33; 7.44; 2Co 1.2; 2Ts 1.10; 1Tm 2.6; Hb 3.5; Tg 5.3). Em algumas edições há referencia traduzida por mártires, e martírio. A palavra martírio como conhecemos procede deste vocábulo. Há muitas outras referencias tratando-se de testemunho baseados em termos gregos com pouca diferença do citado acima, e com seus diversos sentidos; porem sabemos que o testemunho estudado nesta lição se trata da vida no dia a dia do cristão.
Neste caso, o testemunho cristão se trata de uma vida exemplar, de boas obras, que as pessoas em geral possam ver no cristão o cumprimento daquilo que Jesus ensinou, e que o testemunho do cristão não seja apenas o que ele fala, mas o que ele faz. Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento (1Pd 1.15).

             OBJETIVO DO TESTEMUNHO CRISTÃO

 Apresentar a si mesmo a Deus. O apóstolo Paulo escrevendo a Timóteo aconselhava o mesmo a apresenta-se a si mesmo a Deus "aprovado" (2Tm 2.15). É claro que nesta referencia Paulo fala a Timóteo da sua aprovação como obreiro, mas esse dever não está restrito somente a obreiros, mas a todos os cristãos. Lembramos aqui do bom testemunho dos primeiros cristãos (At 2.41-47; 4.32-34). Também em Rm 16.10 Paulo fala de Apeles, "aprovado" em Cristo.
Também Tiago diz que são bem aventurados os que suportam as provações, porque é depois de ser "aprovado" pelo Senhor que receberemos a coroa (Tg 1.12)· ver ainda (1Tm 1.18.19; 4.13-15). Depois destes cuidados de si mesmo para se apresentar a Deus, o cristão estará glorificado a Deus (1Co 6.20). Para que os outros glorifiquem a Deus. Pedro em seus escritos determina aos leitores que pratiquem boas obras, mesmo sendo caluniados, para que aqueles que falam mal dos cristãos, também possam um dia glorificar a Deus (1Pd 2.12), convertendo-se também ao Senhor.
Não devemos jamais se esquecer das palavras do próprio Mestre Jesus que disse que somos a luz do mundo (Mt 5.14), para que os que verem nossas boas obras glorifiquem ao nosso Pai que esta nos céus (Mt 5.16). Em confirmação a palavra que pregamos. Se não houver testemunho na vida do cristão, não adianta este ser um pregador eloqüente, possuir ate mesmo dons espirituais, e ate operar maravilhas; porque diante de Deus ele estará rejeitado, e até mesmo o povo que lhe assiste, quando observar que a sua vida não esta em conformidade com o que ele prega, estes também o rejeitarão. Tiago diz que devemos ser praticantes da palavra (Tg 1.22).
       EM QUE CONSISTE O TESTEMUNHO CRISTÃO?

 Em uma vida exemplar. Não há maior testemunho na vida do cristão do que aquele que é vivido no dia a dia na presença dos que o rodeiam. Como já citamos acima, não adianta nome, fama, estudo e talento. Porque mais sedo ou mais tarde todos saberão que isso tudo não passa de uma farsa. O que importa mesmo são as obras. Em uma vida de santificação. Santificação é a busca da santidade; santidade é a separação do pecado, do mundanismo, isto é, a maneira deste mundo viver e agir.
O apostolo Paulo diz que não devemos nos conformar com esse mundo, e a sua maneira de viver (Rm 12.2). João diz que não devemos amar o mundo (1Jo 2.15). A santificação é viver separado de tudo aquilo que desagrada a Deus. No serviço cristão. Quando o cristão faz a obra de Deus sem visar lucros, esta provando que serve ao Senhor de coração. Como Paulo, por exemplo, que renunciou a tudo para servir a Cristo sem pensar em remuneração. E não só Paulo, mas os demais apóstolos e muitos outros discípulos de Jesus.
Até mesmo nos nossos dias atuais muitas são as pessoas que deixaram tudo para trabalhar para o Reino de Deus. E muitos outros que alem do seu trabalho necessário para sustento da família, ainda tiram o tempo para trabalhar para Jesus. E alem disso, ainda contribuem para obra de Deus com seus dízimos e ofertas. Esses demonstram boas obras, e com isso um bom testemunho cristão. A Importância do Testemunho Cristão.
Onde teremos a oportunidade de de mostrar que somos o "sal da terra" e a "luz do mundo". Isto porque, a vida cristã deve ser o modelo e o referencial para a sociedade. Por isso, o Testemunho Cristão não deve ser visto como uma opção, e sim, como um imperativo... Como disse o apóstolo Paulo: "Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus." A palavra testemunho é oriunda do vocábulo latino testimoniu e significa, entre outras coisas: prova, vestígio, indício. De acordo com o vocabulário evangélico, testemunhar não é apenas contar o que Deus fez, mas também, pregar através do exemplo pessoal, que realmente somos imitadores de Cristo.
O Testemunho Cristão refere-se ao comportamento e as atitudes dos servos de Deus, de acordo com o modelo bíblico, que o cristão demonstra, no seu dia-a-dia, que é um discípulo do Senhor Jesus. É dever de todo cristão, ter uma vida íntegra, independente do modelo e dos padrões da sociedade moderna. Como disse o Senhor, por intermédio do profeta Malaquias: "Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não serve" (Ml 3.18); demonstrando, assim, que o mundo deve ver esta diferença em nós (II Rs 4.9; I Tm 4.12). Para ilustrar a importância do Testemunho Cristão, o Senhor Jesus utilizou-se de dois elementos comuns aos ouvintes: o sal e a luz. A ilustração do sal fala do nosso caráter; a luz fala do nosso testemunho.
 Observe que Cristo falou primeiro do sal da terra e depois da luz do mundo. Assim o caráter precede o testemunho. Vejamos algumas lições práticas que podemos extrair desses dois elementos: O Cristão como Sal da Terra: O sal é chamado de cloreto de sódio. Esta substância tem propriedades importantes. Por esta razão Jesus a utilizou para tipificar o papel dos seus discípulos: O sal é preservador: Ele conserva e preserva; daí ser figura da pureza. Sua cor alva também fala disso. Ele evita a deterioração.
O sal produz sede: "É a multidão perguntando aos apóstolos: "Que faremos varões irmãos?" (At 2.37). É o carcereiro de Filipos clamando: "Senhores! Que é necessário que eu faça para me salvar?" (At 16.31). São as multidões à procura de Jesus (Mt 4.25; 8.1; 12.15; 14.14). O crente, como sal, cria sede espiritual nos outros, e, como luz, conduz as pessoas Àquele que é a fonte da salvação. O sal é invisível quando em ação: O sal antes de ser aplicado é visível, mas ao começar a agir, temperando, preservando, etc., toma-se invisível. O sal age invisivelmente, mas sua ação é claramente sentida.
O Cristão como Luz do Mundo: Diferente do sal, que não é visto em ação, a luz só tem valor quando é percebida. A ausência da luz permite que a escuridão prevaleça. Mas, quando a luz chega, as trevas desaparecem. A luz não tem preconceitos: Ela tanto brilha sobre um criminoso como sobre uma criança inocente. Ela tanto brilha sobre um lamaçal, como sobre uma imaculada flor. Assim deve ser o crente no desempenho de sua missão de luz no mundo, esparzindo a luz do Evangelho de Cristo sobre todos os povos, raças, culturas e indivíduos, independente de idade, sexo, cor, religião, profissão e posição.
 A luz precisa ser alimentada (vv. 15,16): A luz que iluminava as casas nos tempos de Jesus era de lamparina, alimentada através de um pavio mergulhado em azeite. O tipo de material da lâmpada variava, mas o combustível era um só: o azeite. O mesmo ocorre ao verdadeiro cristão. Ele depende sempre do óleo do Espírito Santo para difundir a luz de Cristo e a luz do Evangelho. A luz não se mistura: Mesmo que ela ilumine lixo, sujeira, lamaçal, etc, ela não se contamina. Assim deve ser o crente: viver neste mundo tenebroso à difundir a luz de Cristo, sem se contaminar com o pecado e as obras infrutuosas das trevas. A importância vital desses dois símbolos pode ser observada pelos efeitos que exercem.
Se o sal for insípido, perderá totalmente o seu valor (Mt 5.13). Se a luz estiver apagada ou escondida, nenhum benefício trará ao ambiente (Mt 5.14). Podemos enumerar, pelo menos três objetivos do testemunho cristão: Demonstrar à sociedade que somos novas criaturas: Não há nenhum erro em tornar conhecidas a mudanças realizadas em nós, por intermédio da ação do Espírito Santo, desde que o objetivo não seja a auto glorificação. Através do testemunho cristão, o crente demonstra à sociedade que já não é mais o mesmo, e que sua vida foi transformada, tornando-se numa nova criatura (Rm 8.1; II Co 5.17) Evangelizar: Através do seu testemunho pessoal, o cristão também evangeliza.
Sua própria vida já é um testemunho vivo do poder de Deus. Se demonstrarmos um bom testemunho diário, estaremos propagando, com eficácia, o poder do Evangelho que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, conforme Rm 1.16. Glorificar a Deus: Ninguém pode duvidar que, através do testemunho cristão, os homens podem glorificar a Deus. Jesus disse: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." (Mt 5.16).

QUAL DEVE SER A ATITUDE DO CRISTÃO NO MUNDO?

 A palavra de Deus, como "regra de fé e prática" do cristão, descreve os princípios divinos que direcionam e guiam a vida do cristão, independente de sua cultura, status, época, etc. (Sl 119.9,11,105; Jo 17.17). Vejamos, então, na Palavra de Deus, a atitude cristã neste mundo: O Cristão não deve amar o mundo (I Jo 2.15): A palavra mundo, neste texto, não se refere a humanidade, e sim, ao sistema corrompido e perverso. Como cristãos não devemos amar as coisas deste mundo, tais como: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (I Jo 2.16). O Cristão não deve se conformar com o mundo (Rm 12.2): A expressão "não vos conformeis" tem o sentido de "não tomeis a forma" ou "não sejas igual".
Em outras palavras, o apóstolo Paulo estava dizendo é que o cristão não deve tomar a forma do mundo, ou seja, não deve andar de acordo com o modelo e os padrões deste mundo. O Cristão não deve ser amigo do mundo (Tg 4.4): O apóstolo Tiago nos adverte que "qualquer que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus". Ser amigo do mundo significa compartilhar com o modo de viver deste mundo que "jaz no maligno" (I Jo 5.19).

               O CRENTE E O SEU TESTEMUNHO

 Em 2 Co 3.2,3; Ef 5.8-15 Deus deu ao mundo uma revelação escrita: a Bíblia usando para isto "homens santos de Deus que falaram inspirados pelo Espírito Santo" (2 Pe 1.21). Todavia Deus quer que a sua revelação seja também divulgada através do testemunho de seus seguidores, através daqueles que experimentam em suas vidas o poder da Santa Palavra. Por isso. Ele disse já no tempo do Velho Testamento: "Vós sois as minhas testemunhas" (Is 43.10).
 O nosso texto áureo também fala disto: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está no céu" (Mt 5.16). Quando, pois lemos nesta lição "VÓS SOIS A CARTA DE CRISTO" (2 Co 3.3), estamos realmente inseridos neste importante contexto. Deus tem muitas "cartas" pelas quais a sua mensagem, o seu testemunho, está sendo divulgado. Estas cartas são os seus servos.

O SIGNIFICADO DA EXPRESSÃO "CARTA DE CRISTO?

 1. Ser um salvo fiel. Jesus andou neste mundo mas não deixou nenhuma obra escrita pela sua própria mão. A Bíblia menciona uma única vez que Jesus escreveu. Foi quando Ele, diante dos acusadores da mulher adúltera, com seu dedo, escreveu na areia (Jo 8,11). Aquela escrita, naturalmente, desapareceu. Quando a Bíblia fala de "carta de Cristo", ela salienta o grande valor de uma vida verdadeiramente salva, a qual se constitui numa "carta" lida e conhecida diante dos homens.

COMO O CRENTE SE TORNA  CARTA DE CRISTO?

 O próprio texto diz que não se trata de uma carta material, pois diz: "Não escrita com tinta, em tábuas de pedra, mas na tábuas de carne do coração" (2 3.3). 1. Tendo a experiência de salvação. A primeira condição para alguém se tornar uma "carta de Cristo", é ter a experiência da salvação. Em Fiz 36.26 lemos sobre a transformação que Deus opera no homem quando Ele lhe tira o "coração e pedra" e põe em seu lugar um coração de carne.
Ë isto o que realmente acontece na vida do homem quando o Espírito Santo o regenera (Jo 3.6). Então a luz divina manifesta ao homem as trevas que nele operavam, condenando-as (Ef 5.11,13). O Espírito Santo exige daquele que se converte um rompimento completo com o mundo de trevas (Ef 5.11), Conforme Efésios 5,14 podemos ver que três coisas acontecem simultaneamente no momento da conversão: a. "Desperta tu que dormes".
 O homem é despertado " pelo Espírito Santo e sente vontade de romper com o pecado e com as trevas. b. "Levanta-te dentre os mortos". Vemos aqui a ordem para o homem se definir e aceitar Jesus. c. "E Cristo te esclarecerá. O milagre da salvação acontece quando o homem pela fé aceita Jesus como seu suficiente salvador. Por meio da experiência da salvação o Espírito Santo "escreve" dentro do coração do regenerado, a lei de Deus (Hb 8.10). Pela nova natureza recebida na salvação (2 P 1.4), ele deseja agora obedecer verdade (1 Pe 1.23), e desse modo S( torna uma carta de Cristo.
Aleluia! 2. Permanecendo em Cristo. Quando o crente permanece e_ Cristo (Jo 15.1-5), Ele é formado no crente (01 4.19). E a vida do Filho de Deus começa a manifestar-se ir sua maneira de viver (2 Co 10.11). O crente se santifica (1 Pe 1.15), e sua vida se toma "lida" e conhecida pelos homens, os quais reconhecem que ele anda com Jesus (At 4.13). 3. Sendo Ensinado na Palavra de Deus. Deus também usa o ministério da Igreja na elaboração desta "carta". Paulo escreveu aos coríntios: "Vós sois a carta de Cristo...ministrada por nós" (2 Co 3.3). Deus deu ao ministério a incumbência de ensinar à Igreja para promover o "aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo" (Ef 4.12).
Um crente que não perde oportunidade de ouvir a Palavra de Deus e procura praticá-la (Mt 7.24), desenvolve-se e toma-se uma "carta" de bom conteúdo, porque a Bíblia diz: "Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja per(eito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra" (2 Tm 3.16,17). 4. Sendo guiado pelo Espírito Santo. A operação do Espírito Santo é importante na "redação" desta carta. Paulo escreveu aos coríntios que eles eram uma carta "escrita com o Espírito de Deus" (2 Co 3.3).
Quando o Espírito Santo tem liberdade de operar na vida do crente, Ele opera neste a santificação (Rm 1.4), e dá-lhe poder para testemunhar de Jesus (At 1.8). O crente vive, portanto, guiado pelo Espírito Santo (Rm &14). E, andando em Espírito, a carne não poderá impedi-lo de ser usado por Deus como uma verdadeira "carta" (01 5.16). Cuidado irmão! Não entristeças o Espírito Santo no qual foste selado (Ef 4.30), mas vive renovado pelo Espírito Santo cada dia (Ef 4.23; 2 Co 4.16).

             O CONTEUDO DA "CARTA DE CRISTO"

 O Evangelho. Deus quer por meio dos crentes alcançar os pecadores com a mensagem de reconciliação (2 Co 5.18-20), convidando-os para a salvação (Mt 11.28; Lc 14.17-23). Cristo quer também, por meio das suas "cartas", enviar aos crentes vacilantes na fé uma mensagem a respeito das bênçãos da vida de comunhão com Deus, e também enviar-lhes uma advertência amorosa quanto ao perigo espiritual que correm (Ez 3.21). Ele quer ainda por meio delas informar a todos que a sua vinda é iminente. AS "CARTAS" DEVEM SER CONHECIDAS PELOS HOMENS Uma carta deve chegar ao conhecimento do destinatário, pois somente assim ele será, beneficiado pelo seu conteúdo. Isto fala da necessidade do crente saber conviver, entre os pecadores; sendo alegre e comunicativo.
O crente sabe entrar em contacto com aqueles que precisam da mensagem de Deus sem se deixar influenciar pelos hábitos do mundo. Quando alguém for alcançado pela mensagem da "carta de Cristo" ele jamais deverá receber para si as honras e louvores pelo seu testemunho (conteúdo), pois estes cabem somente ao seu Autor, Jesus Cristo. Façamos como o apóstolo Paulo que disse: "Longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo" (Gl 6.14). Fomos chamados e escolhidos por Jesus (Jo 15.16), para testemunhar de suas grandes obras em nossa vida, para isso temos que está com nossa vida debaixo de sua abundante graça vivendo o verdadeiro cristianismo, não um cristianismo medíocre que é apresentado por alguns, um cristianismo onde não há transformação de vida as pessoas continuam vivendo sob o domínio do pecado, enganados por uma falsa liberdade que os leva a praticas mundanas: enganando os irmãos através da corrupção para tirar vantagens, se prostituindo, e também a busca desenfreada pelo poder por parte de alguns líderes estás e outra s coisas ofuscam a luz que um dia foi acesa dentro de nós pelo Espírito Santo na nossa conversão. Sigamos a orientação de Paulo aos crentes filipenses: para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo; (Fp 2.15).
Como cristãos, devemos nos conscientizar que somos "sal da terra" e "luz do mundo" (Mt 5.13,14); bem como devemos nos comportar de modo íntegro, diante de Deus e dos homens, para que, através do nosso testemunho, Deus seja glorificado (Mt 5.16). Como sal, precisamos ter uma vida de tal forma que, aqueles que nos vêem e nos ouvem, sintam que nossa presença faz diferença. Como a luz, precisamos, através do nosso testemunho, contribuir para dissipar as trevas do pecado em nossa volta. Meus queridos irmãos! Sinto-me honrado ao estudar com vocês este maravilhoso tema. E convido-vos para darmos uma analisada no nosso testemunho cristão. No que estamos fazendo, e deixando de fazer(.NOTAS BIBLIOGRIA  Lições bíblicas CPAD 1984 Sola Scriptura, Solus Christus,JORNAL .DOMINICAL MOVIMENTO PENTECOSTAL)
                                                            


                       A DIVINDADE DE JESUS
                      ANTIGO TESTAMENTO

NOVO ESTUDO
  No advento da queda “E o seu descendente”, se referindo a descendência da mulher, note o pronome possessivo “seu” que se refere a terceira pessoa, pois Deus(1ª pessoa) estava falando com a serpente (2ª pessoa) se referindo a mulher (3ª pessoa).Note também que Deus não disse descendente deles (homem e mulher) porque não haveria participação do homem na vinda do Redentor, apenas da mulher. “pagar a pena”, se refere a pena consequente do pecado (a morte), como a humanidade estava pecadora, toda ela deveria morrer para se fazer justiça. Mas Jesus morreu no lugar da humanidade e assim satisfez a justiça.

             Na predição de seu Nascimento virginal

 “Que a virgem conceberia”, naturalmente se uma mulher concebesse então ela não era mais virgem, quando ele diz que uma virgem conceberá, mostra que seria algo milagroso e inédito, os profetas esperavam que em algum momento aparecesse uma virgem grávida. Porém sabemos que José ao saber do fato, temeu pela vida de Maria e preferiu ocultar o fato de que uma virgem apareceu grávida Mt 1.19. “Emanuel (Deus conosco)”, muitos se perguntam por que os profetas o chamaram de Emanuel, mas quando anunciou o nascimento disse que ele se chamaria Jesus Mt 1.21? A resposta é que Emanuel apresentava para os judeus que o Messias seria o próprio Deus presente entre eles, pois isso era tudo o que eles queriam, foi o que Moisés pediu a Deus Ex 33.15, mas o nome Jesus (Deus salva), expressa o que a humanidade inteira precisa, de um Deus que a liberte.- “indubitável”, que não se pode duvidar.
Na predição da localidade do seu nascimento. “patentes”, que pode ser notado, observado, participado.“já habitava os tempos”, é só ler o versículo de Miqueias 5.2 com a classe para comprovar isso. Na descrição profética de seus nomes “governo”, aquele que regerá o mundo inteiro com vara de ferro e reinará eternamente. “Maravilhoso Conselheiro”, aquele que é o exemplo máximo de vida cristã, cujo os passos podem ser seguidos e todas as Suas palavras são de sabedoria. “Deus forte”, aquele a quem foi dado todo poder e a quem foi colocado mais de doze legiões de anjos a Sua disposição, caso Ele quisesse Mt 26.53. “Pai da eternidade”, aquele que possibilitou ao homem passar a eternidade com o Criador e que disse de si mesmo “Eu sou o alfa e o ômega” Ap 22.13.- “Príncipe da Paz”, aquele que nos deu a paz com Deus Rm 5.1.
 Na descrição profética de Seu perfil sofredor: “o Messias foi rejeitado”, conforme pode se notar ao ler a referencia de Isaías 53.3-5 é um retrato falado de Cristo pregado na cruz. “voluntariamente”, não foi obrigado, Ele poderia, a qualquer momento ter evitado a crucificação, e não precisaria nem mostrar o Seu poder, somente com simples argumentos Pilatos não o teria entregue Lc 23.20.

   A DIVINDADE DE CRISTO NO NOVO TESTAMENTO

Maneira sobeja, com sobras, quer dizer que falaram bastante da divindade de Cristo. “autor da carta aos Hebreus”, está dessa forma porque ninguém sabe quem escreveu essa carta. Por muito tempo se suspeitou de Paulo, mas depois de analises na estrutura linguística chegou-se a conclusão que não poderia ser Paulo o seu autor. “doutrina basilar”, uma doutrina base, a divindade de Cristo é uma doutrina essencial para a existência do Cristianismo.O apóstolo João “o eterno verbo de Deus”, João escreveu o seu evangelho para a Igreja em todas as épocas e nações, por isso ele trás um conceito inédito o “verbo” dessa forma a mensagem da divindade de Jesus seria melhor compreendida por qualquer um que a lesse. O apóstolo Paulo “deidade de Cristo”, é o mesmo que divindade de Cristo. É bom saber que para os judeus Jesus não é o Cristo, pois eles sabem que o Cristo é o mesmo que Messias e sabem também que o Cristo é Deus, pelo texto de Isaias, mas eles acreditam que Jesus tenha sido somente um profeta.
 Na Carta aos Hebreus: “preexistência de Cristo”, essa doutrina afirma que Jesus já existia na eternidade com o Pai. “tempos mais remotos”, como os hebreus (judeus) conheciam a manifestação do Senhor pelas Escrituras o autor dessa carta procura apresentar Jesus como sendo o participante das decisões e ações de Deus nos tempos antigos. “exaltação junto ao Pai”, se refere à ascensão ao céu e ocupação do Seu lugar a destra de Deus.

          PROVAS DA DIVINDADE DE CRISTO

 “Dá sentido às Escrituras”, obviamente se Jesus não fosse Deus, o Novo Testamento não se encaixara perfeitamente no Antigo. Haveria muito mais divergências e teorias do que há hoje. “ao que Jesus ensinou”, somente Jesus sendo Deus explica os Seus ensinamentos, veja esse: “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;” Mateus 5:39  somente um Pai amoroso pede que seus filhos vivam em paz uns com os outros. Qualquer outro mandaria revidar, mas o Senhor Jesus mostrou o quanto Ele semelhante ao Senhor dos Exércitos.
As alegações de Jesus: Nesses versículos Jesus declara ser um com o Pai, de estar unido a Ele como um só, quem vê um, vê também o outro. Dessa forma podemos buscar a Jesus através do Espírito Santo, que chegando a Ele chegaremos ao Pai.Os atributos divinos na pessoa de Cristo: “onipotência”, note que a referência ocorre depois que Cristo ressuscitou e não antes. Entendemos que antes da ressurreição Ele não estava revestido desses atributos, pois Ele havia se despido deles. “onisciência”, professor(a) cuidado com a pergunta inteligente: se Jesus era onisciente, como Ele não sabia o dia do arrebatamento? Mc 13.32 A única resposta é: Jesus não estava revestido dos atributos incomunicáveis ao homem, como onipotência, onisciência e onipresença.
 As obras de Cristo: “o perdoador de pecados”, em toda a Bíblia somente Jesus perdoa pecados. Em João 8 quando os acusadores da mulher adúltera foram se retirando, somente Jesus ficou, pois Ele era único que estava em condições de atirar pedras, mas ao invés disso Ele usou uma grande característica de Deus, a misericórdia. As obras de Jesus são diferentes de todos os profetas que existiram no passado, são obras de quem é Deus, veja o que Ele disse acerca do sábado:“Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor.”, Mt 12.8
 Apologistas da fé, significa defensores da fé, aqueles que usam de argumentos dentro e fora da Bíblia para defender a fé cristã. “nem quis nos deixar essa opção”, Jesus sempre se apresentou como quem tem toda autoridade e domínio. Falou de Sua Igreja sabendo de tudo o que iria acontecer e como ela se espalharia pelo mundo. Jesus é o Homem Deus que mudou a história da humanidade para sempre, que dividiu o mundo em antes e depois Dele, que nunca pegou numa arma, mas reuniu um exército de valentes que dão a vida por Ele. Tem um nome conhecido no céu, na Terra e no inferno, só Deus faz isso, Jesus faz porque Ele é Deus.
 “Preexistência de Cristo”, é a doutrina que fala como Cristo existia na eternidade passada e como Ele se manifestava antes de vir em carne. “obras que Ele realizou na terra”, começando pela Criação, onde Ele atuou. “diferentemente de qualquer ser criado”, Jesus não foi criado como os outros seres, Ele pelo contrário, estava presente na criação. “criação dos mundos (visível e invisível)”, não se refere a mundos como planetas habitáveis, como alguns pensam, mas aos mundos que a Bíblia trata, o mundo visível, que é o da nossa dimensão física e a invisível que é o da dimensão espiritual.

     A DOUTRINA DA PREEXISTÊNCIA DE CRISTO

 De forma pontual, que vai direto ao ponto ou que trata exclusivamente sobre o ponto em questão.“aos condicionamentos da natureza humana”, primeiro para Jesus vir ao mundo como ser humano Ele precisaria deixar a sua glória e os atributos que não são comunicáveis ao homem, como onipotência, onipresença, onisciência, soberania, etc.
Fontes e conexões: “fonte literária”, seria algum outro material, pergaminho ou tábua de pedra que fale algo sobre a preexistência de Jesus. A única fonte para esse conhecimento é a Bíblia, por isso dizemos que nós acreditamos pela fé. “parte vital do cumprimento do plano”, essa é a conexão, a doutrina da preexistência de Cristo tem essa conexão com a doutrina da Salvação.

                PROVAS DA PREEXISTÊNCIA

 Arcabouço histórico, conjunto de conhecimento produzido pela experiência histórica. “foram entregues as primeiras revelações”, o embrião do povo hebreu foi o chamado que Deus fez a Abraão ali o Senhor dá as primeiras revelações da preexistência de Cristo. Depois quando Moisés escreve o Pentateuco ele traz várias referências sobre essa preexistência. “tópicos teológicos cardiais”, são cardiais porque orientam, assim como os pontos cardiais orientam as pessoas na geografia.

           Indicativos da Trindade no Antigo Testamento

 “Forma plural”, a palavra Elohim é um termo no plural usado para o singular, mas isso não aconteceu por acaso, na Criação por exemplo, logo após o escritor dizer: “No princípio criou Elohim o céu e a terra.” Gn 1.1 ele escreve: “E disse Deus: façamos o homem” Gn 1.26
 Na criação do homem: “sexto dia da criação”, foi o dia em que o homem foi criado, até hoje muitos irmãos afirmam que o número seis é o número do homem. “principal elemento”, o homem é chamado de a coroa da criação, por ter sido feito pelas mãos de Deus e ter recebido um dom que nenhum ser criado pelo haja de Deus recebeu. “O livre arbítrio.” No pecado adâmico, Na torre de Babel “franca desobediência”, eles desobedeceram a ordem de povoar a terra, eles deveriam se espalhar, mas eles fizeram a torre para que ela servisse de marco, para que eles estivesse sempre perto dela.
 Profeta Isaías: “simultaneamente”, ao mesmo tempo, Deus é uno e é trino, na verdade a doutrina Trindade Santa é dificílima de se explicar, devido a esse fato de Ele ser um e ao mesmo tempo ser três. Na verdade esse doutrina na deve ser entendida, ela deve ser aceita, só quem a recebe poderá entendê-la.2.6. Nas aparições do Anjo do Senhor. “manifestações de Deus”, são aparições que eram percebidas por pessoas como Abraão Gn 18, Manoá Jz 13 Gideão Jz 6.22 “totalmente humano”, nessas aparições o Anjo do Senhor podia tocar objetos, comer Gn 18.8 Convém lembrar que o Anjo do Senhor com “A”  maiúsculo só aparece assim na Bíblia na versão ARC.

 A PROVA PREEXISTÊNCIA NO NOVO TESTAMENTO

 O testemunho de João, o escritor do quarto evangelho “mas também revelar ao mundo”, João foi o que mais ofereceu dados sobre a missão de salvação que Jesus veio consumar aqui na terra. “estava com o Pai desde o princípio”, a narrativa que atesta isso está em João 1.1,2 por isso se acredita que quando Deus disse: “Façamos o homem”, era com Jesus Cristo que Ele estava falando “Unigênito”, quer dizer único gerado.O testemunho de João Batista “tem a primazia”, que está em primeiro lugar, ou que tem direito ao primeiro lugar. Jamais algum profeta falou assim em relação a outro.
 “batizaria com o Espírito Santo”, quem poderia ser o homem capaz de ordenar o Espírito Santo sobre a vida de alguém? Somente alguém participante da mesma natureza.. O testemunho dos apóstolos: “o apóstolo foi enfático”, o apóstolo Paulo era um excelente doutrinador e sabia a necessidade de se ensinar o conhecimento da preexistência de Cristo. “ainda antes da fundação do mundo”, quer dizer que antes da fundação do mundo o Senhor Jesus já estava atuando na Eternidade. Em Apocalipse encontramos esse texto: “E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” Ap 13.8
 As alegações do próprio Cristo: Essas passagens onde Jesus afirma a Sua preexistência no céu deram muitos problemas, pois isso quebrava totalmente o que se pensava sobre religião, dava um nó na cabeça dos ouvintes, porque se Jesus fosse maior do que Abraão então ele poderia livrar Israel dos romanos e não era isso que estava acontecendo. “Sua superioridade a Abraão”, quando Jesus falou isso e muitas outras coisas quase o apedrejaram Jo 8.59 “Ele pedia ao Pai que o glorificasse”, essa foi a oração sacerdotal que Jesus fez com seus discípulos. João 17 o capítulo inteiro é uma oração.

           NECESSIDADES DE SE ESTUDAR A BÍBLIA
         
Por que devemos estudar a Bíblia? Professor(a) o fariseu tinha um conhecimento amplo da Palavra, mas           não era profundo na revelação da vinda de Cristo, por arro gância eles não Creram em Jesus como o Cristo, porque só se preocupavam com a lei, e por inveja o entregaram para ser morto.         
   A Bíblia é o único manual para o cristão.Grande parte dos crentes preferem servir a Deus com o conhecimento            superficial de sua divindade, mas Deus quer se revelar muito mais ao  homem e essa revelação está expressa na sua Palavra. A Palavra alimenta nossa alma. Leia e explique se for o caso, se puder apresente algo a mais sobre essa analogia da Palavra como alimento.   A Bíblia é o instrumento usado pelo Espírito. Comente que é preciso ler a Bíblia diariamente.Não deixe de ler essa referência de João 14.26 e diga que o   Espírito Santo só nos faz lembrar daquilo que estudamos
   A Palavra enriquece a vida do Cristão. É interessante perguntar, se a Bíblia fala sobre tudo? Ouça as respostas dos alunos, depois digo a resposta certa. Obviamente não! Ex: A Bíblia não fala sobre pirataria, nem eutanásia,            nem redes sociais, e diversos outros problemas. O motivo é o seguinte: O tema central da Bíblia é Cristo e a obra de           salvação da humanidade, por isso ela não se ocupa de muitos temas que não interferem nisso.

          Considerações úteis sobre a leitura da Bíblia
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  Recomende cada uma dessas orientações, são excelentes,fazendo apontamentos: significa fazer pequenas anotações nas margens ou em folha separada, para estudo posterior ou ajudar a memória.                                          
          Formato original da Bíblia. Essa parte está muito simples de se explicar.prelo de tipos móveis - aparelho inventado no século XV para a impressão            de tipos (letras). estrutura da Bíblia: Apresente essa característica fundamental da Bíblia, ela mostra a unidade da Palavra de Deus. Foi o Espírito Santo que inspirou os homens de Deus a escreverem    sua santa Palavra.  A própria Bíblia reivindica inspiração.- Vimos aqui que muitas partes são registradas as próprias palavras da boca de Deus, como os Dez Mandamentos. A Bíblia é a Palavra de Deus. Deus não ditou no ouvido de cada escritor o que deveria escrever, mas inspirou suas mentes a registrar o que era importante, tanto que cada usou seu estilo próprio e linguajar da sua época.
 Diferença entre revelação e inspiração.Deus  deixa tanta revelação na Palavra e a maior de todas as revelações, Jesus o Filho de Deus. É estranho que as pessoas procurem revelações fora da  Palavra de Deus. Alguns exemplos de revelação da Bíblia. Interessantes esses exemplos de revelação dentro da Palavra de Deus.
    A PERFEITA UNIDADE E HARMONIA DA BÍBLIA

 Os escritores. Lembre que esses homens escreveram cada com seu estilo   próprio, os 66 livros da Bíblia e todos trataram do mesmo assunto            sem entrar em contradição um com o outro.            .2. Diferentes condições: Sem acréscimo. A Razão da humanidade. Sem acréscimo. O tema central da Bíblia.Interessante esse tópico, se houver tempo aborde a revelação   de Cristo em cada livro.

                      EFICÁCIA DO TESTEMUNHO CRISTÃO

 Jesus estava ensinando aos seus discípulos sobre a diferença daqueles que o seguiam, ou seja, os verdadeiros seguidores de Cristo sobre o mundo, dizendo que eles teriam que resplandecer diante dos homens. A palavra "resplandecer", quer dizer revelar-se, brilhar, sobressair em outras palavras Cristo estava ensinando que o cristão autêntico tem que ter uma conduta diferente do mundo, ele tem que andar na contramão com o mundo e seus maus costumes que afastam o cristão da comunhão com o Deus santo. E com base nesta importante comparação que Cristo fez do cristão com a luz quero aqui compartilhar com os leitores sobre o "Testemunho Cristão".
 "Resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está no céu." Mt 5.16. Verdade Prática = Uma vida inteiramente consagrada ao Senhor, representa uma mensagem que, qual uma carta, se torna lida e conhecida.  Jesus estava ensinando aos seus discípulos sobre a diferença daqueles que o seguiam, ou seja, os verdadeiros seguidores de Cristo sobre o mundo, dizendo que eles teriam que resplandecer diante dos homens.
 A palavra "resplandecer", quer dizer revelar-se, brilhar, sobressair em outras palavras Cristo estava ensinando que o cristão autêntico tem que ter uma conduta diferente do mundo, ele tem que andar na contramão com o mundo e seus maus costumes que afastam o cristão da comunhão com o Deus santo. E com base nesta importante comparação que Cristo fez do cristão com a luz quero aqui compartilhar com os leitores sobre o "Testemunho Cristão". 1 " Aprendemos na Bíblia Sagrada que o cristão foi chamado para testemunhar da obras de Cristo e uma das maneiras de isto fazer é com nossas atitudes diante dos homens, nosso testemunho. "Ser-me-eis testemunhas" At 1.8; a ordem do Mestre aos discípulos quando disse isto a eles era para que saíssem e compartilhasse com o povo das maravilhas de Jesus operada em vossas vidas e também aquilo que seus olhos presenciaram quando estavam ao lado de Jesus.
Temos que testificar para as pessoas o que Cristo tem feito em nossa vida e uma das maneiras de fazer está obra é com nossa maneira de viver, alguns dizem que a conduta de uma pessoa pode ser muito mais eficaz do que meras palavras (suas atitudes gritam tão alto que não consigo ouvir o que diz sobre você). Infelizmente existem muitos cristãos, sejam eles leigos ou líderes de igrejas, que o seu testemunho não condiz com o que ele prega para as pessoas, é o famoso exemplo: eu digo que te amo, mas, meu coração e minhas atitudes dizem outra coisa completamente diferente. 2 " A vida do Cristão exige testemunho pessoal. temos que ter nossa própria experiência com Deus para compartilhar com os outros e para isso é necessário ter uma vida completamente entregue ao Senhor.
Não basta dizer sou cristão e pronto, as pessoas não vão acreditar se não vivermos uma vida de santidade e humildade na presença de Deus. O salmo primeiro ilustra muito bem o padrão de conduta que deve nortear a vida do crente que experimentou o poder de transformação do Evangelho de Cristo em sua vida. Dar testemunho pessoal implica em demonstrar a nova vida recebida. A experiência transformadora do evangelho dá um novo sentido, onde as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo (2Co 5.17). O testemunho do cristão reflete-se no novo estilo de vida na sociedade, antes tinha uma vida obscurecida pelo poder do pecado, agora transformados por Cristo temos que brilhar.
 3 " O dever de Influenciar. Vivemos numa sociedade corrompida e precisamos influenciá-la com o testemunho de nossa própria experiência com Deus. Para que isto aconteça com eficácia é preciso uma vida guiada pelo Espírito Santo, que através do seu poder faz com que nossa vida seja uma chama viva para influenciar as pessoas. Não é novidade, mas muitos cristãos perderam esse brilho, pois deixaram de viver para Deus trocando suas vidas de santidade, para andar de mãos dadas com os costumes mundanos.
Desta forma não tem nenhum poder para testemunhar de Cristo, sua luz está apagada ofuscada pelo pecado, quando a bíblia nos ensina que o pecado não pode mais exercer domínio sobre nossas vidas (Rm 6.14). Quando estávamos sob a lei o pecado era o nosso senhor. Mas agora estamos ligados a Cristo, Ele é o nosso Mestre e nos da o poder de praticarmos o bem, e resplandecer no meio de uma geração presa nas trevas do pecado.
 4 " O Poder do Testemunho. Em muitos casos a experiência de vida do crente com Cristo é, muito mais eficaz do que um discurso bem elaborado, que na maioria das vezes é elaborado por alguém que não desfruta de uma experiência íntima com o Senhor e leva uma vida distante dos padrões bíblicos. Com isso seu discurso não tem poder para atingir a alma do ouvinte consegue até tocá-los, mas, de forma superficial produzindo efeitos momentâneos que com o tempo passam. O testemunho eficaz é completamente diferente atinge o profundo e faz com que as pessoas alcançadas por ele reflitam sobre vossas vidas, de forma que procuram viver da mesma maneira ou buscam provar da mesma fonte de quem deu o testemunho.
 Temos alguns casos na bíblia de testemunhos poderosos que influenciaram cidades como o da mulher Samaritana depois do encontro que teve com o Mestre (Jo 4.39-42) ver também (Lc 8.38-39).

      A IMPORTÂNCIA DA CEIA DO SENHOR
novo estudo.

Como fundamento primário da fé, os cristãos têm que ter as Escrituras Sagradas como verdade inegociável, pelo fato de ser ela inspirada por Deus. A Bíblia é fundamental para que a humanidade possa conhecer não somente o evangelho, mas todo o conselho de Deus. Suas palavras são vida, e tem o poder de transformar o pior dos homens em seres humanos socializados, vivendo de forma digna e honrosa. Ela é infalível, não contém erros e é necessária para todos.

QUEM PARTICIPA INDIGNAMENTE ESTÁ CRUCIFICANDO JESUS DE NOVO.Esse peca contra o Senhor e será culpado da crucificação e da morte de Jesus, do corpo dilacerado e do sangue derramado (1 Co 11.27). Não está discernindo o corpo do Senhor. É como uma criança brincar com arma de fogo: o fim será uma tragédia.
 Examine-se, pois o homem a si mesmo.Os insensatos pensam que podem ficar escondendo seus pecados. Quando perdemos o temor a Deus é porque a nossa consciência já está cauterizada e não nos acusa mais. Nessa situação, tudo é lícito e relativo, porque a insensibilidade espiritual já avançou muito. A falta de respeito às coisas sagradas e a de discernimento espiritual levam ministérios e vidas a um esfriamento sem precedente. Muitos crentes estão mais afiados para examinar o próximo do que para avaliar a si mesmos. Mas a recomendação bíblica é que cada um prove a si próprio, isto é, se já não estiver reprovado (1 Co 9.27; 11.28; 2 Co 13.5).
Se nós julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.Se isto acontecesse não precisaríamos ser julgados, mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo. Logo, o julgamento divino é por amor (1 Co 11.32-33). Antes que alguém nos julgue devemos corrigir nossos erros, falhas e pecados cometidos. Precisamos ter a consciência sadia, sem qualquer temor e acusação. Julgar os outros é muito fácil, mas antes de fazê-lo precisamos corrigir a nós mesmos. Jesus diz: “Hipócrita, tira primeiro a grande trave de madeira do teu olho, e então, verás claramente para tirar o pequeno cisco de palha do olho do teu irmão” (Mt 7.5).
Quem confessa alcança misericórdia.“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13). “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.9). A grande dificuldade neste item é não ver o próprio erro ou mesmo vendo não assumi-lo. Muitos acham que ao confessar as transgressões estarão sendo depreciados ou não serão mais os mesmo na opinião pública. Mas é melhor esta bem com Deus, ter a consciência em paz e ganhar a salvação do que viver mascarado de hipocrisia e sem a aprovação de Deus.
 QUEM PARTICIPA INDIGNAMENTE SE EQUIPARA A JUDAS, PILATOS E CAIFÁS
Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e não há verdade em nós (1 Jo 1.8). Se dissermos que não pecamos, faze-mo-lo mentiroso, e a sua Palavra não está em nós (1 Jo 1.10). Torna-se fácil fazer o que estes homens fizeram, não se comprometendo ou querendo passar por bonzinhos diante do povo. Porém nada pode tirar a culpa ou os pecados cometidos, a não ser pela confissão com pedido de perdão através do arrependimento e coração quebrantado diante de Deus.

Só jogar as moedas fora, não adianta, não tira o pecado.“Então, Judas, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar” (Mt 27.5). Não adianta jogar as moedas fora nem se enforcar. Para tirar o pecado precisa confessá-lo e deixá-lo. “Vai, e não peques mais”, disse Jesus à mulher adúltera, depois de perdoá-la (Jo 8.11b). “Não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior”, disse Jesus ao homem ex-paralítico, de Betesda (Jo 5.14b).
 Só lavar as mãos, não adianta, não se inocenta.“Então, Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo; considerai isso” (Mt 27.24). Não adianta lavar as mãos nem falar que não faz parte do processo. Para tirar o pecado e implantar a inocência não é tão fácil assim. Pilatos pensa que não tem participação, que pode ficar com a consciência tranquila diante das barbáries, que nunca se meteu em nada errado, que tudo é intriga da oposição, nunca assume a responsabilidade das coisas malfeitas ou erradas. O covarde é assim: não assume o erro que pratica e insiste em sua “inocência”. A este filme estamos assistindo todos os dias.
Só rasgar as vestes, não adianta, não tira a culpa.“Então, o sumo sacerdote (Mt 26.57) rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes, agora, a sua blasfêmia” (Mt 26.65). Não adianta rasgar as vestes nem dar sinal de tristeza; é melhor rasgar o próprio coração endurecido e tirar a pedra escondida nele. Culpar os outros não resolve nem tira o seu próprio pecado; nada justifica sua falha; você não pode acusar ninguém, pois cada um dará conta de si mesmo a Deus (Rm 14.12).
 QUEM PARTICIPA INDIGNAMENTE TRAZ CONSEQUÊNCIAS PARA SI MESMO.
O texto diz que o risco é por conta da pessoa. Por isso, cada um deve examinar a si próprio. Se você participar indignamente estará procurando sofrimento contra si mesmo. Há riscos que não compensa correr. È melhor procurar a porta do perdão enquanto a mesma ainda está aberta. A decisão é sua! Paulo estava muito atento a esta situação. Ele dizia que precisava conservar-se puro para que, pregando aos outros, não viesse de alguma maneira a ficar reprovado (1 Co 9.27).
 Fica sujeito a juízo e condenação.“Porque o que come e bebe indignamente come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor” (1 Co 11.29). “Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.21-23). Não podemos esperar pelo juízo de Deus para ser condenado com o mundo, é melhor nos corrigir antes (1 Co 11.32). Se você sabe que está errado, não espere ser chamada atenção, se antecipe e comece a fazer o certo.
Fica fraco, doente e precisa de UTI espiritual.Quantos irmãos estão enfermos espiritualmente dentro das igrejas?! Não sentem mais nada, vão aos cultos e voltam da mesma maneira, sem nenhuma mudança! A mensagem não arde mais nos seus corações (Lc 24.32); os hinos não fazem diferença; não exercitam os dons espirituais; não glorificam mais a Deus; não abrem a boca nem para cantar os hinos sacros. Alguns nem estão indo mais aos cultos, não tem força, porque ficaram fracos demais, outros são verdadeiros murmuradores e precisam de ajuda espiritual urgente.
Dorme espiritualmente.Quantos irmãos estão dormindo espiritualmente dentro e fora dos templos! Quem dorme não enxerga, não escuta, não come, não anda, não vive com Deus. Em algumas passagens bíblicas, dormir significa estar morto (1 Co 11.30; Ef 5.14). Quantas pessoas estão desviadas do Evangelho e nem se dão ao luxo de lembrar-se de seus erros! Frequentaram por um tempo as reuniões da igreja tomando a ceia regularmente estando em pecado e enfraqueceram-se. Atraíram consequências espirituais desagradáveis para suas vidas. Cuidado irmão! Indignamente nem pensar.

A Ceia do Senhor é algo sagrado de que não se pode participar com irreverência. É preciso ter cuidado para evitar sempre a indiferença, falta de conhecimento do seu real significado, de comunhão com os irmãos e de perdão dos pecados cometidos. Muitos descuidam e participam da ceia com exaltação espiritual como se fosse mais crente do que os outros. A comunhão envolve santidade e simplicidade diante de Deus e da igreja.