AVIVAMENTO

             QUANDO FUI BATIZADO COM ESPIRITO SANTO 
               TESTEMUNHO DE MAURICIO BERWALD                                                   

       Fui batizado com Espirito Santo apos 45 dias de conversão na segunda semana do més seguinte .Foi em uma vigília que participei das 11:30 a ate as 4 horas da manhã.Eu nunca havia participado de uma vigília na minha vida ;me lembro que o obreiro que estava dirigindo a vigília era um obreiro cheio do Espirito Santo;orando com muito fervor;o nome do obreiro não esqueço até hoje Normando.Era muito avivado e conhecido nas igrejas pentecostais de Mauá São Paulo.Ficamos orando todos de joelhos em frente o altar;por um tempo em frente o altar 1:40 minutos direto.DEPOIS todos ficaram de pé e disse que Jesus vai batizar com ESPIRITO SANTO e oramos todos em pé ;havia uns 30 irmãos na vigília;então oramos das 1:30 da manhã até 2:30 .Este período de tempo é que fui batizado com ESPIRITO SANTO.O poder de DEUS foi tão forte que vários irmãos saltavam no poder de DEUS;foi algo impressionante;um avivamento verdadeiro pela palavra de DEUS .Todos se moviam do seu lugar cheios do poder e profetizavam e falavam no idioma celeste.Poucas vezes na minha vida vi o que eu contemplei nessa vigília.
        O  poder de Deus encheu totalmente o salão onde estávamos ;de modo que eu não percebi quando fui batizado com ESPIRITO SANTO.As 2:30 nos paramos de orar ;o obreiro disse que Jesus me batizou com ESPIRITO SANTO.Alguns dias depois  uma irmã que estava no culto disse que realmente ouve confirmação do Batismo na minha vida conforme as Escrituras com manifestadão do dom de Línguas atos capitulo 2.v1 a4.
      Me lembro bem antes de ser batizado durante os cultos públicos sempre orávamos com as mãos dadas ;mas logo na minha conversão eu sentia forte a presença de Deus tão forte gloria DEUS.Sim foram dias de avivamento pentecostal que o Senhor proporcionou para 
mim.No ano em fui batizado  com Espirito Santo havia muita sede e preocupação em receber o promessa do batismo.os dons ;evangelizar também de dedicar ao Senhor com muito fervor e oração e vigilas e orar de madrugada e consagrar a vida e estudar a Palavra de Deus.
      Busquei  o batismo com perseverança ;crendo no que diz a 
bíblia.No primeiro mês de conversão ;muitas vezes nos cultos fui orar com irmãos junto ao altar ;la na frente.Por varias vezes orava em média de uma hora de oração direto ;realmente eu estava perseverando na busca do batismo no Espirito Santo ;pois se faz necessário bambem orar ;crer e estudar a bíblia sobre o batismo todas as referencias e estuda-las muito;pois aumenta nossa fé estudar seriamente sobre o assunto com profundidade.
       Escrevendo sobre o assunto e testemunhando ;neste momento estou lembrando da passagem de atos 10:4 4'''E DIZENDO PEDRO AINDA ESTAS PALAVRAS ;VEIO O ESPIRITO SANTO SOBRE TODOS OS QUE OUVIRAM A PALAVRA"".Quando o irmã orava nesta vigília a qual fui batizado cumpriu na minha vida o que esta registrado em atos 2 V.1"DERRE PENTE "A palavra derrepente significa 'MUITO RÁPIDO".o que a aconteceu comigo foi muito rápido que não sei explicar;2 .30   EU JÁ ESTAVA BATIZADO.Então se cumpre efésios 3.20'HORA AQUELE QUE É PODEROSO PARA FAZER MAIS TUDO MAIS ABUNDANTEMENTE ALEM DAQUILO QUE PEDIMOS OU PENSAMOS ;SEGUNDO O PODER QUE EM NOS OPERA''.A bíblia de estudo pentecostal nos traz um comentário da passagem de efésios"'Deus fará por nós ;não somente mais do que pedimos e desejamos em oração ;também  mais do que imaginamos e que podemos imaginar e possamos alcançar.Esta promessa é condicionada ao grau da presença do poder e graça do Espirito Santo em nossa vida.REFERENCIAS-ef 3.16;;3.16-19;is  65.24;jo 15..7;fp 2..13.Se faz necessário também citar aqui neste contexto do batismo outra nota da bíblia de estudo pentecostal ""Para o cristão progredir na graça ;vitórias sobre Satanás eo pecado ;dar testemunho eficaz de cristã e usufruir  a salvação final é necessário o poder de Deus operando no crente fiel("nota b.d.estudo pent 2008) .
       
           Precisamos de um despertamento e avivamento

 Nos dias de hoje em muitos lugares não se fala ou ensina ou da enfase sobre o batismo no Espirito Santo.Parece que outras coisas tem tomado o lugar na importância na vida cristã quando se diz em buscar o batismo no ESPIRITO Santo.Quase se não se fala mais sobre a doutrina do Batismo e nem se ensina mais por muitos obreiros nem conhece a doutrina direito por não se interessar pelo assunto.Esse assunto esta quase se extinguindo em varias igrejas evangélicas em vários estados do brasil.Mutos lideres estão enfatizando e dando atenção hã outras coisas;por estarem mornos e acomodados;mas o rebanho sofre com esse comodismo dos lideres.Exitem lideres que esqueceram do assunto totalmente nos púlpito.Orar por batismo esta cada vez mais raro.A importância do batismo já não é mais como antes  ;buscar renovação ;enfim o avivamento já ficou em 3° ou 4°  lugar na vida de muitos lideres e crentes;e até ficou em ultimo lugar a importância de ver uma igreja avivada.


           Essa situação atual que tenho visto bem de perto ;percebido e pesquisado   nestes últimos anos;a situação esta cada vez mais difícil com a vinda do comodismo;onde se da mais importância ao materialismo e a vida de comunhão com Deus fica sempre nos últimos lugares na vida de muitos crentes.Mas contudo ainda tem muitos irmãos que são zelosos ;fervorosos ;lideres que não são conformistas e estão orando por um avivamento no brasil.embora 
sejam poucos se desejam uma mudança ;mas estão orando por um despertamento no brasil. Em meu primeiro livro que editamos sobre a doutrina do Espirito Santo nas paginas 68;69;70;falam sobre a urgência de que precisamos de um avivamento urgente em nosso seculo21 .Desejo adiante mostrar a realidade de nosso tempo a necessidade de um avivamento.(aviva camboriu).
           Discorrendo sobre o reavivamento em meu livro que editamos ;na pagina 68 diz"AVIVAMENTO APROFUNDA A PIEDADE;INCITAM A ORAÇÃO;AVIVAM TODAS AS ÁREAS DA IGREJA;MAIS CRENTES PODEM TRABALHAR EM NOVAS CORRENTES DE INFLUENCIA DINA;SE ABREM ;E MAIS PESSOAS SÃO LEVANTADOS PARA O SERVIÇO DO senhor DE MODO ESPECIAL COM DONS ;TALENTOS SÃO DESPERTADOS  E MAIS CHEIOS DO ESPIRITO SANTO.DIFICULDADES SÃO SANADAS;DISCÓRDIAS SÃO ELIMINADAS;PREDOMINA O AMOR FRATERNAL TAMBÉM E A COMUNHÃO É FORTALECIDA;E ESTENDE-SE O CONHECIMENTO E AS EXPERIÊNCIAS DAS VERDADES''.
        Outras coisas que sucedem nos avivamentos "'OS AVIVAMENTOS TIRAM AS IGREJAS DA ROTINA DO FORMALISMO;DAS MODAS MUNDANAS E MAUS COSTUMES SÃO DEIXADOS DE LADO;E ASSIM INTRODUZINDO NOVA VIDA EM TUDO.ALIVIA AS GARGAS DO MINISTÉRIO;POIS É BEM MELHOR PREGAR E ORAR NA PRESENÇA DO ESPIRITO SANTO"'.NOS AVIVAMENTOS OS CAÍDOS SÃO LEVANTADOS E DÁ A IGREJA UM CAMPO MAIS LARGO ;NOVO FOLEGO E NOVA UTILIDADE".
        Em ocasiões de avivamento dão inicio a caminhada cristã missionaria ;ministros ;ensinadores;nascem nos avivamentos e por eles surgem sociedade cristã e que abençoam o mundo.O que estou discorrendo sobre essa realidade de hoje é puro ;é verdadeiro.Um pastor americano Thomas trask líder da ASSEMBLEIA DE DEUS disse o seguinte expressão em sua entrevista no jornal mensageiro da paz"""Reavivamento é a manifestadão de Deus em abundancia;o avivamento é preveniente de fatores como por exemplo ;leitura da bíblia;oração e fome espiritual;Deus se move em direção á nos ;e o resultado é palpável"".
          Precisamos de um urgente avivamento sobre o brasil;um despertamento espiritual de proporções nunca vista antes.Situação atual é muito séria se formos analgizar a luz da bíblia.Pergunto como pode pode um pentecostal esquecer da importância do batismo?respondo é o comodismo do lideres pentecostais;a mornidão chegou em muitos lugares;mas na realidade os mornos e acomodados não reconhecem isso por perderam a visão de aguia do real avivamento pentecostal.Prossegue o pastor Thomas trask dizendo""quando há reavivamento ;há evidencia de santidade;torna sensível a voz do Espirito Santo;que nos faz saber aquilo que não agrada a Deus;depois vem desejo de estudar a Palavra ;orar e ter uma vida consagrada ao Senhor ; ciente da responsabilidade da evangelização"".Deus tem mostrado  aos seus servos que esta levantando "uma nova geração "o reavivamento em nosso brasil vai começar ou pode esta já iniciando com a nova geração .
          Nós somos está nova geração ;pois estamos cansados de ver tanta frieza e mornidão em nosso tempo e seculo.Os acomodados são tantos que é possível ve-los visivelmente seu comodismo pelo tipo de vida anêmica espiritual e raquítica.Que nos que estamos vendo tanta frieza possamos continuar perseverando na oração;consagração;não seguindo o exemplo dos mornos ;indiferentes ao avivamento;mas Deus não vai permitir que esta situação continue por muito tempo.Os que Deus esta levantando estão passando por muitas lutas que nunca esperavam que iriam acontecer;mas se tu és um escolhido;tenha certeza que Deus levantará ai na sua cidade para uma obra extraordinaria;não desanime diante de coisas que as pessoas falam de você.Se és perseguido não desanime;eu já passei por muitas lutas de invejas por continuar vivendo no avivamento desde quando fui batizado;sirva Deus você ;não olha para os indiferentes que não se preocupam em buscar ao Senhor ;em viver um avivamento;sim tu deves conservar o teu avivamento;em buscar o revestimento;permanecer com a chama do batismo e não se apagar;se outros se esfriaram ;se acomodaram;se os sacerdotes perderam a visão da obra de acordo com as escrituras ;não se preocupe;Deus te escolheu e um dia você poderá estar no altar sendo abençoado ou abençoada com um ministério e com avivamento real e outras pessoas serão alcançadas com fogo do avivamento.AS vezes parece demorar que o Senhor vai te levantar ;mas ele não esqueceu do teu ministério.Mas quando o Senhor te levantar nessa nova geração com avivamento ;boce muito o glorificará e ele te exaltará.

    O LADO PRATICO DE UMA IMPORTANTE       DOUTRINA BÍBLICA QUE É A MARCA DO PENTECOSTALISMO

Estamos no seculo do centenário só pentecostalismo em solo brasileiro ,sem dúvida alguma o maior movimento de renovação da história da igreja.Nesses mais de cem anos de história é possível percebemos que o pentecostalismo se distingue dos demais movimentos de renovação da igreja graças a sua própria identidade-a doutrina do batismo no ESPRITO SANTO.Foi a  crença de que os crentes poderiam viver a mesma experiência dos primeiros anos do seculo 20 ,o movimento pentecostal.O pentecostalismo é uma prova inquestionavel de que as palavras de Jesus ,registradas nos evangelhos (jo14:16,26;15.26;16.7).(rev.manual do obreiro cpad).

 Aqui faremos uma exposição sobre o que consideramos ser o o principal fundamento pentecostal,isto é a doutrina do batismo .Mas diferente de uma anualize de natureza puramente subjetiva,desejo fazer uma reflexão sobre essa importante doutrina a partir do seu lado pratico e evidente.Posteriormente iremos anualizar alguns dos mais importantes pressupostos dessa identidade pentecostal.Como todo movimento que causou impacto na historia ,o pentecostalismo também possui seus atores e seus ícones.Sem dúvida os nomes de frank bartleman ,donald gee,para citar a primeira e segunda geração ,são verdadeiros icnes dessa história.Em um momento em que o pentecostalismo parece se afastar e até mesmo querer renunciar sua principal identidade ,faz -se necessário passarmos a nossa história em revista.
                              FRANK BARTLEMAM     

    Frank bartlemam (1871-1936)foi um importante evangelista do movimento de santidade norte americano que recebeu noticias do avivamento no pais de gales,ocorrido em 1904,,passando a dedicar a sua vida a orar e publicar livros e folhetos conclamando outros a orar e buscar um avivamento para cidade de los Angeles,califórnia.No seu livor Azuza:a historia do avivamento ,ele narra sua experiência pentecostal do batismo no Espirito santo."no dia 16 de agosto (1906),á tarde ,o Espirito Santo se manifestou atravez de mim,por meio das linguás .Estávamos em sete ,naquela ocasião.Era um dia de semana.Apos alguns testemunhos e louvor ,tudo ficou quieto,e eu andava silenciosamente de um lado parado ou ,louvando ao Senhor no meu espirito.De repente ,uma vos forte falando em uma língua que eu não conhecia.Mais tarde ,ouvi sobre uma experiencia semelhante na índia.Parecia arrebatar-me e satisfazer totalmente toda a tendencia ao louvor que estava presa dentro de mim.Em poucos instantes ,encontrei-me com algo que independia de minha vontade própria ,enuviando com minhas cordas vocais os mesmos sons que antes ouvira .Era a continuação exata do que eu ouvira alguns minutos.Parecia-me língua perfeita ,senti-me como um espectador.Entreguei -me inteiramente a Deus e fui com simplicidade carregado por SUA vontade,como por um riacho divino.Eu poderia ter me calado se quisesse ,mas não o faria por nada neste mundo.Uma sensação de consiencia celestial se seguiu.E impossível descrever a experiência com precisão .Deve ser expirimentada para ser apreciada.Não houve esforço de minha parte para falar ,e nem a menor luta contra este fluir espontâneo.A experiência era sagrada: O ESPIRITO SANTO  tocava nas minhas cordas vocais como uma harpa sendo tangida pelo vento.Tudo que foi dito foi completa surpresa para mim,pois nunca me esforçava para falar em línguas.PELO contrario ,porque eu não podia compreende-las com minha mente natural,tinha até medo da experiência.Este foi relato da experiência de Frank Bartlemam (1871-1936).(rev.manual do obreiro cpad)


              EXPERIÊNCIA DO PASTOR DONALD GEE



 Por outro lado ,Donald gee (1891-1966),foi pastor ,escritores um dos maires lideres renomados do pentecostalismo britânico.GEE se tornou-se um dos maires mestres dentro do movimento pentecostal,tendo escrito vários livros sobre os dons espirituais.GEE descreveu sua experiência pentecostal da seguinte forma:"numa noite de quarta feira em março de 1913,toquei orgão no culto de meio de semana na igreja congregacional(que terminava as 21h pontualmente),e depois corri para desfrutar do restante de reunião de highbury new park).Depois do termino da reunião (aproximadamente ás 22:30min),o irmão que vinha dirigindo o culto ,um respeitável pastor irlandês,colocou-me á prova numa espécie de catecismo .-Tem certeza da salvação?-sim-já é batizado?sim.-já é batizado com o ESPIRITO SANTO?-não-porque não?expliquei lhe a minha versão a "espera"que pareciam uma eternidade.Ele incentivou-me dizendo que isso não era necessário.E,abrindo a sua bilbia ,leu para mim lucas 11:13,e depois marcos 11:24.Então perguntou-me se eu acreditava nesses versículos.Garaebti-lhe que sim,e no momento em que demonstrei-lhe minha fé ,era como se Deus jorrasse do céu para o interior do meu coração ,uma certeza absoluta de que essas promessas esatavam sendo realmente cumpridas em mim.Não tive uma manifestação imediata,mas fui para casa tremendamente feliz,tendo já recebido o batismo com o ESPIRITO SANTO"pela fé",compreendi nitidamente ,entretanto ,fato de que nessa experiência eu havia crido na Palavra DE DEUS,porque tratava-se de manifestação bíblica do Espirito Santo,como no livro de atos e,assim,eu cri totalmente e não pensei em mais nada.Desde aquele instante ,minha alegria e satisfação foram intensas,até que aprendi ,com dificuldade como expressar_me na oração e louvor.Certeza de que Deus havia cumprido de fato sua promessa dava-me convicção.Expirimentei  uma nova plenitude acima das palavras,e descobri que tornava -me cada vez mais dicificil adequar minha voz todo o louvor existente em minha alma.Essa situação continuou duranta duas semanas aproximadamente,e então ,numa noite ,quando estava orando sozinho ao lado de minha cama antes de dormir ,,e quando novamente não encontrei nenhuma palavra em inglês adequada para expressar o transbordamento de minha alma ,descobri que estava começando a balbuciar palavras em uma nova língua .Eu estava numa de êxtase espiritual ,e lancei-me inteiramente no SENHOR .Pela primeira vez,eu ,pessoalmente senti a experiência registrada em 1 cor 14.2.Um louvor crescente afluía agora em minha alma também nas reuniões ,até que comecei a falar em outras línguas publicamente.Cantava muito em outras línguas também quando a pequena congregação era visitada pelo ESPIRITO SANTO a esse fim durante nossos momentos de oração e adoração.Toda minha experiência cristã foi evolucionada.Eu não procurava mais aqui e ali por benção espiritual-eu havia recebido.Todo meu prazer estava na oração,no estudo da bíblia e na comunhão dos irmãos  em Cristo."(rev.manual do obreiro cpad).

                                      STANLEY HORTON



    O que bartlemam  e gee foram para o pentecostalismo clássico nos seus primeiros anos ,Stanley Horton 1916 o é para atual geração .Horton é neto de Élmer Fischer ,um dos pioneiros do movimento pentecostal,e  é considerado um dos maiores teólogos das Assembleia de Deus norte americana.Em seu livro o avivamento pentecostal as origens e o futuro do maior movimento espiritual de todos os tempos ,relatou sua experiência pentecostal"quando eu tinha 14 anos ,Horton ,meu irmão mais novo e eu passamos o verão com minha tia Ruth ,irmã de minha mãe ,e seu marido ,Wesley r.steelberg ,,pastor da Assembleia de DEUS  em sacramento.Certa vez ,na convenção dos embaixadores pentecostais para cristo ,fui a frente orar com os outros jovens.A presença do Senhor tornou-se tão real que desliguei-me de tudo ,perdendo a noção do tempo.Finalmente um homem bateu no meu ombro e perguntou;você esta bem?As luzes estavam quase todas apagadas ,as pessoas já tinham ido embora,mas não recebi o batismo no Espirito Santo,talvez eu estivesse um pouco hesitante,devido a um fato ocorrido quando eu tinha oito

    Em resposta ,o Senhor faça-me-me lembrar de meu avo,Samuel Horton fez uma delicada operação .Ele tinha 75 anos de idade.No ano de 1936 recebi o batismo no Espirito Santo.O mesmo Espirito Santo tornou Jesus bem real para mim.Pude sentir o seu toque e a sua presença como nuca antes na minha vida.Porém ,com havia falado  apenas algumas palavras em línguas e ainda não totalmente estabelecido da experiência anterior ,comecei a peguntar-me se o que eu havia recebido era realmente o que buscava.Na noite seguinte ,prostei-me diante do altar em oração ,ninguém acercou-me de mim para orar em meu favor ,porque eu já era batizado.Aquilo poderia ter sido um equivoco.As pessoas batizadas precisavam ser encorajadas a prosseguir.Não obstante ,eu disse "Senhor;-se há  nisso ,então eu o desejo." imediatamente ,abri-me uma torneira.E as línguas jorraram.Por quase duas semanas não me foi possível  falar em inglês"(nota rev.manual do obreiro cpad). 


   REGISTROS DA HISTÓRIA DA IGREJA DEMONSTRAM O ATUALIDADE OU CONTINUIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS E O BATISMO NO ESPIRITO SANTO.
                          


   Emilio Conde justificou a escolha do título do livro lançado em 1951,O TESTEMUNHO DOS SECULO CPAD,asseverando que na história da igreja encontramos os seculos dando testemunho de que esta obra não sofreu solução de continuidade.Sempre houve cenas mais ou menos iguais as do dia de pentecostes.Quando  e onde  houve um ou mais crentes rendidos ao Senhor e desejos de se submeter inteiramente a ELE,foi lhe e é propicio o recebimento do batismo e os dons.O historiador  lucas registrou  que o apostolo pedro pregou para multidão atônica no dia de pentecostes ,atos 2:38.Mais adiante em seu livro atos dos apóstolos lucas descreve que os crentes que a acompanhavam pedro na casa de cornélio ,em Cesaréia   atos 10:45.O ESPIRITO SANTO e todas as suas obras maravilhosas são um dom,uma dadiva dos céus aos que que crêem.
   Atravez dos seculos ,o SENHOR NUNCA DEIXOU DE DERRAMAR O ESPIRITO SANTO SOBRE O SEU POVO,ORA MAIS ,ORA MENOS".Na verdade há fatos históricos que são verdadeiros elos que ligam o movimento pentecostal atual com os anteriores.Esse fenômenos seguem uma linha reta sob a liderança do ESPIRITO SANTO,não sendo obra  humana.jesus disse  em jo 3:8.Assim como o vento ,embora invisível ,é identificado por sua atividade e pelo seu sonido,assim também ó ESPIRITO SANTO é observado pela sua atividade sobre os nascidos de novo e pelo seu efeito sobre eles.Mas por que os historiadores não foram prodígios nos relatos dos avivamentos que se manifestaram no cristianismo a partir do segundo seculo?Emilio apontou algumas razões:Eles foram muitas vezes mal informado a respeito do caráter espiritual desse despertamentos períodos,e deixaram de registrar o que realmente aconteceu ,para informarem  de forma diversa.(rev.manual do obreiro cpad).
   Haviam INTERRESE EM ESCONDER a verdade sobre esses avivamentos,por parte dos que desejavam esmagar manifestações assim,apontadas como fanatismo e heresia .Muitos informaram coisas torpes a respeito .Os detentores dp poder não viam com bosn olhos as manifestações do ESPIRITO SANTO.Pois nelas havia sempre uma repreensão para os maus governadores.Os cléros ,igualmente ,temiam essas manifestações,porque elas falavam de um caminho mais excelente ,condenavam inovações que começavam a entrar na igreja,causticavam sem piedade os que se desviavam ,e os que buscavam de duas funções dentro da igreja"Conde concluiu:"ora ,é claro que diante de tanta pressão ,poucos historiadores se atreviam a contar os fatos tal qual aconteciam:não estavam dispostos a contrariar os poderosos ,publicando coisas palas quais pudessem ser tachados de hereges.Eis porque a historia não registra muitas cenas de avivamentos que ocorreram.
    Mas algumas dessas manifestações ficaram registradas aqui e ali,providencialmente ,a fim de sabermos algo a respeito dos avivamentos do ESPIRITO SANTO nos primeiros seculos.Entretanto ,o pouco que encontramos é mais que suficiente para provar que o pentecostes se tem repetido e se está repetido ainda",portanto ,o pentecostes foi o preludio ,o inicio de outros pentecostes que a historia registra.(rev.manual do obreiro cpad).

                          AVIVAMENTOS NA EUROPA

   Após a reforma a história da igreja evangélica  na Alemanha não é muito alegre.Foi um período sombrio marcado por disputas teológicas fúteis,de discórdias entre luteranos e reformados que somente veio a se encerrar com a chamada "formulada concórdia"em 1577.  


        OS PIETISTAS:Neste período floresceu na Alemanha um movimento que visava renovar a igreja ,este movimento foi chamado de 'PIETISMO".Seus lideres foram os pastores  Felipe Jacó espiner(1635-1705)juntamente augusto herman,pregavam sem rodeios sobre o pecado e seus efeitos e a necessidade de arrependimento.Entre os que foram atingidos pela palavra ungida dos pietistas estava o conde nicolau zizenford(1700-1760).
       
        OS MORÁVIOS:Oconde zizenfordorf reuniu em suas terras um grupo de pessoas remanecentes da obra de jhon huss ,estabelecendo -se em condado ,formação desta comunidade que tomou o nome de hermut.Em 21/8/1732 partiram para india os primeiros missionários morávios.Em 1832 ,após um seculo de atividade missionaria ,os morávios contavam com 41 estações missionários,40.000 convertidos batizados e 208 missionários.Cinquenta anos depois contavam com 700 estações missionarias 83.000 convertidos batizados 335 missionários.Até pouco tempo os moravios enviaram um missionario a cada 25 membros.não é um desafio para noś?

                        AVIVAMENTO EVANGÉLICO:

Na inglaterra a igreja anglicana estava em decadência espiritual.O unitarismo infectou as igrejas presbiterianas e as batistas de forma geral.Foi um período turbulente ,porem ,DEUS começou a soprar um vento de restauração a partir do pais de gales,atravez da pregação poderosa de griffith jones,dael rowlands e hwel harris.

          O METODISMO:Numa época em que a igreja anglicana caira num formalismo sem vida ,DEUS levantou jhon weslei e george withelfield para pregar a palavra de DEUS no poder do ESPIRITO SANTO .Jhon WESLEI CHARLES WESLEI ,WITHEFIELD e outros estudantes da universidade de OXFORD,fundaram em 1729  o CLUBE SANTO ,com objetivo de aprofundarem mais a piedade cristã.eram muito metódico em em afazeres.Por zombarem alguns de seus colegas ,os apelidarem de metodistas.Em 1735,withefield encontrou perdão para seus pecados ,sentiu como dizia "uma paz inexpremivel".Seu primeiro sermão era sobre pecado,que escandalizou a muitos ,porem ,quinze pessoas foram salvas.withefield rejeitava por completo a falsa doutrina da regeneração batismal que era pregado na igreja anglicana ,ele pregava a premente necessidade do novo nascimento como jesus ensinou.Orlando boyer nos diz que withefield pregava a 10 mil pessoas diariamente .Ele foi um dos mais poderosos pregadores de todos os tempos ,homem de jejum e oração.Conta-se que quando pregava sobre un cego caindo no abismo ,a descrição que fez foi tão vida que um dos ouvintes começou a gritar:ele caiu ,o cego caiu.Quando gorge withelfield visitou a América em 1738,na época colonia ,causou impacto profundo num jovem ministro chamado jonatas eduards.
      Estudiosos afirmam que o movimento liderado por wesley e withelfield salvou a Inglaterra de uma revolução igual a revolução dos francesa.Não podemos deixar de mencionar a grande contribuição musical para a igreja ,de Charles (1708-1788),o grande hinólogo do metodismo.

                            O MOVIMENTO EVANGÉLICO




       O metodismo fortaleceu posição evangélica no pais,levando operários e lavradores a uma experiência real ,com DEUS.Apenas no fim do seculo é que a classe alta da igreja anglicana foi atingida pelo avivamento.Os primeiros evangélicos eram pastores espalhados pela Inglaterra ,como jhon newton(1725-1807),um jovem devasso ,mercador de escravos que converteu-se a Cristo.Ele é autor do famoso hino "amazing grace".O movimento evangélico teve outros homens de valor como charles simeon de cambrigge,foi quem influenciou o famoso henri martin e otenar-se missionário .A seita clapham foi um núcleo evangélico que buccava um despertamento a ao mesmo tempo uma reforma social.William wilbeforce (1759-1833)DESTACOU-SE em seus esforços para a libertação dos escravos .ajahn houard (1726-1790)  e elizabeth fry (1780-1845)lutaram pela reforma da do desumano sistema prisional.
     ROBERT RAIKES em 1780 fundou a primeira escola dominical ,que dava as crianças tão desassistidas instrução bíblica e educação elementar ,caligrafia e matemática.Os evangélicos tinham profundo interesse pelo evangelismo atravez da literatura.Fundaram a sociedade de folhetos em 1799,e sociedade bíblica britânica e estrangeira em 1804.

            OS GRANDES AVIVAMENTOS NA AMÉRICA

     Com a colonização anglo-saxônica no norte continente americano ,criava-se uma esperança de encontrar a rota marítima para as riquezas da asia ,matérias primas ,bem como mercado para um comercio rentável ,poerem ,não obstante a isso,muitos cristãos viram uma possibilidade de fugir da perseguição na pátria mãe e outros ainda a possibilidade de falar de cristo a pessoas que jamais tinham ouvido o evangelho.

                       O GRANDE AVIVAMENTO /1703-1758/

      O inicio do seculo 18 foi marcado pelo declínio de fervor e moral nas colonias .A nova geração não sentia o zelo e a piedade dos primeiros puritanos peregrinos.Somente uma minoria inexpressiva frequentava as igrejas.Nesta época de frieza e desanimo ,DEUS levantou um dinâmico jovem pastor chamado jonatas edwars (1703-1738),homem de grande erudição e cheio do Espirito SANTO ,formo-se precocemente em haye,aos 13 ANOS JA DOMINAVA O GREGO E ,HEBRAICO E OLATIM.Aos 17 anos tornou-se pastor de igreja congregacional em NORTHAMPTON EM MASSACHUSSETS .Não obstante ler os seus sermões "pecadores nas mãos de um DEUS irado",ilustra  o poder com que pregava .James packer diz 'que ele era dotado de um dom unico de fazer as idéias adquirirem vida ,atravez da brilhante precisão com que as expunha .Podia fazer duas horas parecerem 20 minutos".As menssagens de jonathas desencadeavam um movimento espiritual poderoso na nação que ficou conhecido como"O grande avivamento".
   JONATHAS E. cria na nessecidade da conversão passoal e ele mesmo passara por ela ,perdeu o pulpito de sua igreja por exigir dos menbros da sua igreja  um testemunho passoal de salvação.Dai tornou-se missionario aos indios em STOKBRIDGE,e neste tempo escreveu seus livros mais importantes:a liberdade da vontade ,e o pecado original.em 1757 ,foi escolhido reitor da universidade de pricenton,e ao tomar vacina contra variula ,a propia inoculação lhe transmitiu uma febre muito alta e faleceu em 1758.Edwards foi o mais importante teológo pentecostal que já surgiu neste lado do atlantico.
      Em new jersey,gilbert tennant pastor da igreja presbiteriana de new brunscik em 1728,começou a pregar de uma forma tão ungida que despertou a sua igreja a as adjacencias.Em fim todas as populações da colonia foram sacudidas pelo grande avivamento e as igrejas congregacionais ,batista e presbiterianas cresceram em membresia e em poder.
      Os resultados do grande avivamento foram maravilhosos.Cerca de 30 a 40 mil pessoas foram salvas e mais 150 novas igrejas foram plantadas na nova inglaterra,numa população de 300 mil pessoas.As famílias foram moralmente fortalecidas.Universidades como PRINCETON,Colúmbia,hampden-sidney foram criadas para preparar os ministros para as igrejas que iam sendo fundadas.

                 SEGUNDO GRANDE AVIVAMENTO( 1787)




     EM em 1787 um novo reavivamento ocorreu na universidade hampden-sidney chamando atenção dos estudantes para o seu estado espiritual,chegando até as igrejas.O avivamento chegou em yale em 1802,sob a liderança de timothy dwight(1752-1817),neto de jonathas edwards ,cujas menssagens simples e profundas acabaram com a incredulidade dos alunos.O avivamento chegou ao oeste que viva um estado moral deploravel .O consumo de bebidas alcolicas era alto e o indice de imoralidade alarmante .O avivemento espiritual contribuiu para o fortalecimento da moral no oeste.A embriagues e a obscenidade deram lugar ao pudor e a modestia.Em dez anos ,mais de 10 mil pessoas uniram-se somente a igreja batista em kentuck ,neste periodo de oração e em 1786 foi implantada a escola dominical.O avivamento também ,o manifestou a preocupação com a obra missionaria ,foi fundada a junta americana de comissões para missões estrangeiras ,como resultados das reuniões de oração no monte feno,de samuel mille (1783-1818).
      Entretanto ,o mais conhecido nome do segundo avivamento foi CHARKLES G.FINEY(1792-1895),um advogado convertido em 1821, que trouxe inovações que tornaram -se eficientes,como cultos anunciados previamente,linguagem coloquial na pregação ,horários não padronizados para os cultos ,e citação de nomes em oração publicas e a criação do lugar dos aflitos"onde as pessoas com inquietações espirituais poderiam ir.
   Após a gerra civil ,destaca-se a figura de DWIGT L.MOODY,que conseguiu combinar o reaviamento com a evangelização de massas.Após excursões evangelisticas bem sucedidas na  inglaterra ,fundou a sociedade para a evangelização de chicago em 1886,de onde surgiu o instituto biblico moody.Seus sucessores neste novo tipo de evangelização mundial foram;Ruben Archer .torrey,gyspy,billy sunday,e desde 1949 ,Billy gran é o mais proeminente evangelista internacional.

      RESULTADOS DO SEGUNDO GRANDE AVIVAMENTO




      Alem dos milhões que se converteram-se á     Cristo,o aviamento promoveu profundas mudanças que incluíam até mesmo reformas sociais.O aviamento expôs a ignorância dos duelos á espada e revolver ,e atravez ,e atravez do avivamento foram abolidas a prisão por divida e feita uma reforma prisional.O avivamento despertou a conciencia das igrejas sobre a vergonha da escravidão .Charles finey foi incançavel em seus esforços abolicionistas.O livro de harriet beecher stowe"acabana do tomas "faz o movimento crescer".

                              O SÉCULO MISSIONÁRIO

   O seculo 18 foi sem  duvida um seculo de incertezas.O trabalho missionario dos protestantes até então tinha sodo tímido.Em lugar do cristinismo desaparecer diante dos ataques que sofreu no seculo 19,foi despertado e alastrou-se por todos os continentes ,este seculo é chamado "o grande seculo das missões evangélicas".Este despertamento fez com que os evangélicos exercessem uma grande influencia ,até mesmo nos altos escalões.Noa estados unidos a igreja cresceu de 10 para 40% durante os anos em curso do seculo.Os grandes avivamentos na Europa e na América liderados por WESLEY,WITHENFIELD;E JONATHAN no seculo 18 ,concientizaram os lideres evangelicos da sua responssabiblidade para com os perdidos .Esta verdade inaugurou o movimento missionario moderno com WILLIAM CAREY NA Inglaterra Samuel millis nos estados unidos.

                           SOCIEDADES MISSIONÁRIAS

    Para que os chamados para o campo missionario pudessem ir e realizar a tarefa,foram criadas sociedades ,primeira destas sociedades missionaria batista (1792)seguida pela sociedade de londres (1795)e da sociedade missionaria da igreja.No continente europeu surgiu a sociedade missionaria dos paises baixos(1797) e a missão de basiléia (1915);nos estados unidos  a junta americana de comissionados de missões estrangeiras (1810)e a junta americana missionaria batista em 1814(notas reflexão teológicas do movimento pentecostal ad/campinas /sp pp.14-16/).

                      EVANGELIZAÇÃO NO BRASIL




  A OBRA MISSIONARIA EM TERRAS BRASILEIRAS TEVE INCIO ainda no seculo 15 quando os missionarios franceses enviados por João calvino ,foram mortos pelos jesuítas na baia de Guanabara.Mais adiante ,com invasão holandesa em pernambuco em 1630,missionarios da igreja reformada holandesa chegaram junto com invasores e realizaram um pujante trabalho missionario.infelizmente com a expulsão dos holandeses a obra de evangelização entre os indios se perdeu.

                   PROTESTANTISMO DE IMIGRAÇÃO

  Após as malogradas tentativas dos franceses e holandeses ,o brasil no período colonial ,ficou sem testemunho evangélico .Luteranos alemães chegaram ao rio grande do sul em 1823 para trabalhar na terra.Os luteranos se estabeleceram mas não tinham proposito de evangelizar os brasileiros.Em 1868 ,rev. hermann borchard (chegou em 1864)e outros colegas fundaram o sínodo evangélico alemão da província do rio grande do sul,que foi extinto em 1875..Em 1886,rev.wilhelm rotermund(chegou em 1874),organizou o sínodo rio -grandense ,que tornou-se modelo para outras organizações similares.Até o final da segunda guerra mundial as igrejas luteranas permaneceram culturalmente isoladas da sociedade brasileira.

                    PROTESTANTISMO MISSIONARIO

O movimento missionario estava despertado por sucessivos avivamentos espirituais a América do norte.O que chamou atenção dos evangélicos para o brasil foi a leitura dos livros "reminiscencias de viagens e permanecias nas províncias do sul do brasil"e do missionario metodista Hans Daniel kidder ,bem como os livros do luterano jean de lery"viagem a terra do brasil' e do reformado Jean de lery"vagens a terra do brasil"despertaram vocações para o brasil.

                        MOVIMENTO PENTECOSTAL 

   O pentecostalismo é resultado de uma grande sede espiritual e em razão desta sede muitos grupos passaram a buscar a DEU intenssamente.Cristãos de varias denominações buscavam naqueles tempos de modernismo teológico e abandono da bíblia,um verdadeiro derramar do poder do alto.com a chegada dos dois grandes avivamentos nos estados unidos ,do pietismo ,do metodismo e do avivamento evangélico na Europa,pregadores calvinistas,luteranos e arminianos passaram a enfatizar o arrependimento e a piedade e a vida cristã.

     O PRINCIPIO DO AVIVAMENTO PENTECOSTAL SECULO 19.

  O final do seculo 19 e incio do 20 ,foi um tempo de incertezas,duvidas e uma época de imenssas sede espiritual .De um lado ,um decadente abandono das verdades bíblicas e de outro um dogmatismo frio e legalista ,tomaram conte das igrejas.Grupo de crentes criam e buscavam um poderoso avivamento vindo da parte de DEUS.Dentre estes crentes simples ,estavam os alunos do pequeno bethel bible college ,em topeka;estado americano do kansas.Esta escola foi fundada em 1900 por charles parhan,pastor metodista do movimento de santidade.Pouco antes do natal começaram a estudar atos dos apóstolos,e então ,ao estudar o capitulo 2 ,chegaram a conclusão que as línguas são evidencia inicial deste batismo de poder.

  Uma aluna chamada agnes ozman pediu aos colegas que impusessem as mãos sobre ela para que recebesse o batismo no ESPIRTO SANTO .115 PESSOAS estavam presente na véspera do ano de 1901 buscando a face do SENHOR,quando agnes receou o BATISMO NO ESPIRITO SANTO.Foi a primeira pessoa que temos noticia a ser batizadas no ESPIRITO SANTO no seculo 20 .

                      O AVIVAMENTO DA RUA AZUZA 1909

    Por cinco anos parhan e seus alunos pregaram o evangelho da fé apostólica por todo o sudoeste americano.Embora parhan fosse bem sucedido nalgumas reuniões,coube a um aluno seu,william seymor ,ser o difusor do movimento pentecostal.seymor ,era um pregador do movimento holiness..Em 1906 ,seymor foi pregar numa igreja de ascendencia africana do movimento hollines,é bom dizer que esta altura ,seymor ainda não ers batixado  no ESPIRITO SANTO ,porem ,sem ele o saber ,iria conduzir uma das maires reuniões avivalisticas da igreja,o chamando "avivamento da rua azuza"de 1909.Em pouco temop ,a igreja de seymor beirava 1.3 mim pessoas.Em todo o pais ,o avivamento da rua azuza se reproduziu ,e na cidade de chicago em particular,onde dois jovens imigrantes suecos receberam a promessa e posteriormente DEUS OS COMISSIONARIA PARA O BRASIL.

    A FORMAÇÃO DAS ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

                               
   DO dia para noite denominações inteiras iam se tornando pentecostais .E também centenas de grupos pentecostais estavam crescendo rapidamente .A maior parte destes grupos reuniram-se em littie rock,arkansas em 1914 e formaram as ASSEMBLEIA DE DEUS ,reconhecida como a denominação de mais crescimento nos ESTADOS UNIDOS.

         A EXPANSÃO DO MOVIMENTO PENTECOSTAL 





   O avivamento pentecostal teve incio em TOPEKA ,na escola bíblia ,mas foi em LOS ANGELES ,NA rua AZUZA que ele alcançou notoriedade mundial.jornalistas ,ministros e leigos cristãos de varias denominações e de diversas partes do mundo ,iam até a rua azuza para se inteirar dos fatos que ocorriam e boa parte      deles tornavam-se pentecostais .Da rua azuza  o fogo pentecostal alastrou-se rapidamente por todo  mundo. (notas reflexão teológica do movimento pentecostal ad campinas/sp pp.17-18).      





           O MOVIMENTO PENTECOSTAL NO BRASIL

                  A ORIGEM DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS
                          ou história da Assembléia de Deus

A vida do jovem  pastor GUNNAR VINGREN E DO operario DANEL BERG ,foram afetadas pelo derramamento do ESPIRITO SANTO  em chicago em 1909.O que  chamou a atenção de GUNAR VINGREN para as missões transculturais foi a palavra profética de um irmão na fé e patricio olo ukiin,que dizia ser o para ,o lugar onde deus os enviara.Procurando uma biblioteca ,viram os dois jovens ,que era no brasil.bordo do navio clement rumaram ao brasil.Quando daniel e gunar chegaram a cidade de belem ,no para ,ninguém os estava esperando ,não sabiam falar portugues e vieram sem recursos finaceiros.Chegaram em belem ,os missionarios foram recebidos pelo pr.eurico nelson,também pastor da igreja batista de belem por ele fundada em 1897.Em principio ,foram residir no porão da igreja batista em belem,la PERMANECERAM HORAS E HORAS EM ORAÇÃO E JEJUM.os missionarios não tinham intenção de fundar uma nova denominação. 

    Enquanto não falavam portugues não tiveram problemas ,mas quando aprenderam portugues começaram a evangelizar e a ensinar a doutrina do batismo no ESPIRITO SANTO enfrentaram grande luta.DEUS SE FAZIA PRESENTE e os dons do ESPIRITO SANTO fluiam atravez dos missionarios .Irmã celina alburquerque recebeu o batismo no ESPIRITO SANTO,mas antes foi curada de um cancer ,ela foi batizada em 1911,no outro dia ,sua irmã maria nazaré recebeu o batismo de poder.Na pequena igreja houve opsições e grande resistencia aos ensinos dos missionarios.Desta maneira ,acirrando -se os animos ,os missionarios e o grupo de 19 pessoas que aderiam a promessa foram expulsos da igreja batista de belem entre jose placido da costa (o dirigente da igreja)e manoel rodrigues ,1°secretario da igreja.Gunar tornou-se o pastor do pequeno grupo de irmãos e daniel ocupou-se do trabalho de colportagem .Daniel singrou os rios ,e falou do amor de JESUS as pessoas que viviam isoladas da sociedade em matas e lugares inóspitos ,a nestes lugares levantaram-se vibrantes igrejas .gunar focou pastoreando na capital.
     EM 18/6/1911,na residencia de henrique albuquerque ,organizou -se a "missão da fé apostólica"que em 1918 passou a chamar-se "ASSEMBLEIA DE DEUS"..a PRIMEIRA IGREJA PENTECOSTAL DO BRASIL" foi ferozmente perseguida ,difamada ,não apenas pelos católicos ,mas também pelos evangélicos '"o evangelista raimundo nobre e o pr.erik nelson escreviam folhetos em que compatibilizavam  com as igrejas protestantes os dois missionarios "entretanto estes folhetos serviram de propaganda para o trabalho ,pois ,aguçava e não poucos eram salvas pelo SENHOR.
                       
                                         VISÃO MISSIONARIA

 EM 1913 .a pequena igreja igreja ASSEMBLEIA DE DEUS com apenas dois anos de vida realizou uma incrivel façanha ,enviando o primeiro missionario José placido da costa a portugual .Oito anos após o envio de Jose,a igreja despediu de José de mattos também enviado a portugal.Desde então as ASSEMBLEIA DE DEUS tem sido uma das denominações de mais visão missionaria ampla no brasil.O Pr.Joanyr de oliveira ,registra em seu livro ,que cerca de 70% das Ads estão envolvidas com a obra missionaria .Segundo dados da website da CGADB"convenção geral das assembleia de deus no brasil",as ads no brasil mantem hoje cerca de mais de 1.900 missionarios ,que estão trabalhando em todos s continentes.Da pionera de belem ,o movimento pemtecostal se alastrou por todas as regiões do brasil.Gunar passa a liderança da ad em  belem para SAMUEL NYSTROM e segue para o rio de janeiro ,para la plantar a boa semente .Os primeros crentes da AD eram zelosos e pregavam sem contrangimento por todas  ADS as partes.Logo outras missionarios começaram a chegar dando um impulso maior ao trabalho de evangelização.Dentre as personalidades mais expressivas das ASSEMBLEIA DE DEUS no passado ,alem daqueles missionarios que mencionamos podemos citar os seguintes nomes:Samuel nistrom.otto nelson,nels j.nelson .joel carlson etc.                 
     
                               CRESCIMENTO  RÁPIDO  
  

    Elben Cesar  chama a atenção para o fato que nenhuma denominação evangélica cresceu tão rapidamente como a ADS.Nos primórdios anos (1911-1914),foram realizadas 384 batismos .No final da primeira década da existencia ,a AD estava estabelecida em sete estados da região  norte/nordeste (para,amazonas ,ceara ,rio grande do norte,paraiba,pernambuco e alagoas).Em apenas 33 anos de fundação (1911-1944),a AD já tinha ocupado todos os estados da federação.Na 8°  ASSEMBLEIA DA CGADB,realizada em SÃO PAULO ,em 1947 ,a AD já era a terceira maior igreja pentecostal do mundo,contando com mais de 100 mil fiéis.No congresso mundial das ASSEMBLEIA DE DEUS relizado em SÃO PAULO EM 1997,HAVIAM ENTRE 700 MIL A UM MILHÃO de assembleianos no campo de marte em São Paulo.
      A TRAJETÓRIA do movimento pentecostal dá novas configurações no atual quadro do critianismo no brasil,especialmente a igreja ASSEMBLEIA DE DEUS,que tem pautado suas ações na manutenção de uma teologia ortodóxa e em principios biblicos ,proporciomando aos seus menbros as condições neccessarias para viverem e testemunhando perante a sociedade.NESTE sentido ,max stackhouse diz"a religião ,mesmo teno uma dimenção privada,forma o caráter de uma pessoa é influencia a maneira como ela atuará na sociedade". (nota reflexão teoĺógica do movimento pentecostal ad campinas/sp).

                     MEMORIAS DO AVIVAMENTO AZUZA

RELATO DO PASTOR PIONEIRO EM AZUZA REFLETE COMO RELEVANTES PONTOS DOUTRINARIOS ERAM INTERPRETADOS.   
Depois de um periodo de um periodo de oração ,o Senhor me mostrou que deveria voltar á reunião que havia sido transferido da RUA BONNIE BRAE PARA A RUA AZUZA,312 diz frank bartleman."Haviam alugado uma casa antiga de madeira que fora antes uma igreja metodista ,no centro da cidade ,e que durante muito tempo não fora usada para reuniões.Tornam-se um depósito de madeira velha e cimento ,mas agora limparam a sujeira e o entulho retirado foi suficiente para dar lugar a umas tabuas no meio do salão ,em cima de barris velhos.desta forma,dá lugar para cerca de 30 pessoas,se me lembro corretamente.Sentavam-se formando um quadrado uns para os outros.Senti tremenda força interior para ir a reunião daquela noite".frank bartlemam"Era minha primeira visita á missão AZUZA.Mamãe  wheaton,que estava vivendo conosco naquela época,iria tambebém.Ele era tão vagarosa no andar que eu mal conseguiria espera-la.Chegamos lá finalmente e encontrei cerca de 12 irmãos ,os irmãos de SEYMOUR dirigindo os trabalhos.
       Frank b."arca  do SENHOR' começou a se mover vagarosamente ,mas com firmeza em AZUZA.No principio era carregada nos ombros dos sacerdotes indicados por ele mesmo.Não tinhamos nenhuma"carroça nova na naqueles dias para agradar as multidões mistas e carnais.Tinhamos de combater contra satanas,mas a 'arca"não era puxada por bois.Os sacerdotes estavam "vivos para Deus",atravez de muita preparação e oração.O dicernimento não era perfeito ,e o inimigo tirou algum proveito disto,e trouxe algumas criticas ao trabalho ,mas os irmãos logo aprenderam a apartar o precioso do vil.Todas as forças do inferno estavam combinadas contra nós ,no principio.Nem tudo era bençãos.Na realidade ,a luta foi terrivel.Satanas procurava  como sempre ,para destruir o trabalho ,se possivel .Mas o fogo não podia ser apagado.Irmãos fortes haviam se reunido com ajuda do SENHOR.Aos poucos se levantou uma onda de vitória.MAS TUDO ISTO VEIO DE UMA PEQUENINA CHAMA.
  Frank b."preguei uma menssagem na minha primeira reunião em AZUZA,e dois irmãos falaram em linguás.Muita bençãos pareciam acompanhar estas manifestações.Logo todos já sabiam que o SENHOR estava operando na RUA AZUZA e pessoas de todas as classes começaram a  as reuniões.Muitos estavam apenas curiosos e não acreditavam ,mas outros tinham fome da presença do SENHOR.Os jornais começaram a ridicularizar e a debochar das reuniões ,oferecendo -nos ,desta maneira muita publicidade gratuita ..Isto trouxe as multidões.O diabo superou-se a si mesmo outra vez.Perseguições extremas nunca fazem mal á obra.Tinhamos de nos preocupar mais com os espiritos malignos que trabalhava dentro da obra.Até mesmo espiritas e hipnotizadores vieram investigar o que fasiamos e tentavam nos influenciar.Apareceram então todos os descontentes religiosos e charlatões ,procurando um lugar para trabalhar.Estes são os que nos causavam mais temor ,porquanto constituem sempre perigo para todos os trabalhos que estão sendo inciados,e não encontram guarida noutros lugares.Esta situação lançou medo sobre muitas pessoas ,o que foi quase insuperavel e impediu muito ação do ESPIRITO SANTO.Varias pessoas temiam buscar a DEUS por pensar que o inimigo poderia pega-las.
      FRANK B."Descobrimos ,logo no inicio que ,quando tinhamos de segurar a arca (1cr13.9),o SENHOR parava de trabalhar .Não ousavamos chamar muito a atenção do povo para o que o maligno tenteva realizar ,pois o resultado seria medo.Só podiamos orar:então DEUS nos deu vitória .Havia a presença de DEUS conosco atrvez da oração ;podiamos contar com ela.Os lideres tinham uma experiência bastante limitada ,e a grande maravilha é que o trabalho tenha sobrevivido contra seus poderosos adversarios.Mas era de DEUS.era este o segredo.

      EXPERIENCIAS COM ESPIRITO SANTO EM AZUZA



   FRANK B."Nos primeiros dias da missão AZUZA,tanto o ceu e inferno pareciam ter chegado a cidade.Os homens estavam a ponto de 

estourar e havia uma poderosa convicção sobre o povo em geral.As pessoas pareciam cair aos pedaços até na rua ,sem nenhuma provocação.Havia como que uma cerca em volta da missão AZUZA feita pelo ESPIRITO SANTO .Quando  o povo atravessava ,a sois ou tres quarteirões de distancia ,era tomado pela convicção dos seus pecados.O trabalho era cada vez mais claro e forte em AZUZA.Deus operava poderosamente .PARECIA QUE TODOS TINHAM QUE IR A RUA AZUZA.Havia missionarios vindos da africa .india ,e ilhas oceanicas.   
       FRANK B."pregadores e obreiros atravessava o continente ,e vinham de ilhas distantes ,motivados por uma atração irresistivel por los angeles."congregai meus santos"sl 50.1-7).Haviam sido chamados para assistir ao PENTECOSTES,embora não soubessem.Era chamados de DEUS  O QUE ESTAVA OCORENDO LA.Reuniões indenpendentes ,em lonas e reuniões ,começaram a fechar por falta de gente.Seus membros estavam todos em AZUZA.O irmão e a irmã   garr fecharam o auditório "sarça ardente "e vieram a AZUZA para serem batizados no ESPIRITO SANTO,E LOGO FORAM PARA INDIA ESPALHAR A CHAMA.Houve muita perseguição ,principalmente por parte da imprenssa.Escreviam coisas incriveis ,mas isso só fazia que mais gente viesse.Muitos deram ao movimento seis meses de vida.Em pouco tempo havia reuniões noite e dia sem interrupção.Todas as noites a casa estava lotada.Todo o prédio em cima e embaixo havia sido esvaziado e estava sendo utilizado .
   O amor divino se manifestava maravilhosamente nestas reuniões.Não se permitia nem sequer uma palavra indelicada contra os inimigos ou outras igrajas.A menssagem era o amor de DEUS.Era e como se o primeiro amor da igreja primitiva houvesse retornado.O BATISMO NO ESPIRITO SANTO como o recebiamos no principio,não permitia que penssacemos o mal contra qualquer criatura.O ESPIRITO  SANTO era muito sensivel ,como uma pomba delicada.A pomba não fel,sabiamos ,imediatamente ,quando magoavamos o ESPIRITO SANTO POR MEIO de um penssamento ou de uma palavra.Pareciamos viver num mar de puro amor divino.O Senhor lutava por nós naqueles dias.Nós nos submetemos ao seu julgamento em todos os assuntos,nuca buscando defender o nosso trabalho ou a nossa pessoa.Viviamos em sua maravilhosa e real presença.E nada contrario ao seu puro espirito santo ERA PERMITIDO.
     O falso era separado do real pelo santo espirito de DEUS.A propia palavra de DEUS era que resolvia todos os assuntos.O coração do povo,tanto em ação como em motivação ,era descoberto até o cerne mais profundo .Não era nenhuma brincadeira tornar-se menbro do grupo (atos 5..13)a não ser que levasse as coisas a serio ,e quisesse ir até o fim.Naquele tempo,para receber o batismo era necessario passar pela morte e por um processo de purificação .Tinhamos uma sala especial em cima para aqueles que buscavam com mais fervor o batismo ,embora muitos fossem batizados no ESPIRITO SANTO também em plena reunião.Muitas vezes eram batizados enquanto estavam sentados .Na parede da sala especial estava escrito "é proibido falar"Não sabiamos nada de conquistar pelo barulho naquela época".

   FRANK B."O espirito santo operava profundamente.Uma pessoa inquieta ou que falasse sem pensar era logo reprendida pelo ESPIRITO SANTO.Estavamos sem terra santa.Esta atmosfera era insuportavel para os carnais .Geralmente passavam bem longe daquela sala,a não ser que já houvessem sido subjugados e esvaziados pelo ESPIRITO SANTO.SÓ IAM PARA OS QUE VERDADEIRAMENTE BUSCAVAM A DEUS OS QUE ESTAVAM SÉRIOS COM ELE.Este não era um lugar para manifestações emotivas nem para desmaios ou dar vazar a sentimentos negativos.Os homens não gritavam naquele tempo.Eles busvam a misericórdia do SENHOR,diante do seu trono.SUA atitude era de quem tirava os sapatos por estar em terra santa.

               AÇÃO DO ESPIRITO SANTO NA MUSICA      
     FRANK B."                  Sexta -feira 15 de junho ,em AZUZA ,o ESPIRITO DERRAMOU o coro celestial em minha alma.Encontrei -me de repente ,unindo -me aos demais que haviam recebido esse dom sobrenatural.Era uma manifestação espontanea  e de tal arrebatamento que nenhuma língua humana poderia descrever.No incio esta manifestação era maravilhosamente pura e poderosa.Ninguém poderia compreender esse dom de canticos em línguas espirituais além daqueles atravez dos quais se manifestava.Era realmente um novo cantico no ESPIRITO .Quando o ouvia pela primeira vez numa reunião ,um grande desejo entrou em minha alma por recebe-lo.Achava que expressaria muito bem todos os meus sentimentos reprimidos.Eu ainda não falara em linguas.A nova canção ,no entanto ,me conquistou.Era um dom de alto nivel e apareceu entre nós logo no começo do trabalho em AZUZA.Ninguem havia pregado sobre isso. O senhor havia derramado sobrenamentente o "restante do azeite"o batismo e chuva seródia.Manifestava-se á medida que o ESPIRITO SANTO impulsionava as pessoas que tinham o dom ,individualmente ou em grupo.As vezes era sem palavras ,outras vezes em linguas.O esfeito sobre o povo era maravilhoso.Havia uma atmosfera celestial ,como se os própios anjos estivessem presentes e houvesse se se unido a nós.Provavelmente isto ocorria mesmo parecia fazer cessar toda critica e oposição ,e era dificil até para os impios nega-lo ou ridiculariza-lo.
          FRANK B."  Alguns condenam esses canticos novos sem palavras.Mas não foi o som  dado antes de linguagem?E  não inteligencia sem linguagem?Quem compos a primeira música?Temos sempre se seguir a composição da algum homem que veio antes de nós?Somos por demais adoradores da tradição.O falar em linguas não esta de acordo com a sabedoria ou com conhecimento humano.E por que não um  dom de canticos espirituais?De fato ,estes são um desafio aos canticos religiosos de ritmo moderno que usamos hoje.E provavelmente foram dados com este proposito.Entretanto ,alguns do antigos hinos são muito bons da cantar também ,e não devem ser despezados.Alguem disse que cada novo avivamento traz sua própia hinologia.E isto realmente aconteceu conosco.No principio ,em azuza ,não tinhamos instrumentos musicais.Na realidade ,não sentiamos necessidade deles.Não havia lugar para ele sem nosso louvor.Tudo era esponteneo.Não cantavamos nem com hinarios.Todos os hinos antigos eram cantados de memória .vivificados pelo ESPIRITO SANTO"era provavelmente o mais cantado."veio o consolador".Cantavamos com coração cheios dessa experiência nova e poderosa.OH,como o poder de DEUS NOS ENCHIAe nos comovia.Os hinos sobre o sangue de jesus também eram muito populares."a vida esta no sangue".as experinecias do sinai ,calvario e pentecostes tinham seus lugares certos no trabalhos em azuza.Contudo ,as novas canções eram totalmente deferentes,pois não podiam ser falsificados com sucesso.O corvo não podia imitar a pomba.
    FRANK B."  Mais tarde começaram a desprezar esta dom o ser humano se impos outra vez.Colocaram-no para fora com o uso do hinario  e hinos selecionados pelos lideres.Os  ANTIGOS HINOS SÃO PROFANADOS pelas mudanças e procuram produzir novos estilos todos os anos para que haja as vezes mais lucro.Há muito pouca coisa espiritual neles.naqueles dias era sopro de DEUS tocando as cordas dos corações das pessoas ou nas cordas vocais .As notas eram maravilhosamente doces no volume como na duração.Eram as vezes impossiveis humanamente ,era o cantar no ESPIRITO.
                            A LIDERANÇA DA RUA AZUZA

         O irmão seymour foi aceito como lider nominal.Mas não havia papa ou hierarquia.Eramos todos irmãos.Não tinhamos progamas humanos.O SENHOR MESMO LIDERAVA .,não havia uma classe sacerdotal.Estas coisas surgiram depois ,a medida que o movimento se distanciou .No  principio não tinhamos nem plataforma ,nem pulpito.Todos estavam no mesmo nivel.Os ministros eram servos na verdade concepção da palavra.Não homenageavam os homens pelo que tinham a mais de recursos ou instrução ,mas pelos dons que DEUS lhes dera.O irmão Seymor geralmente ficava sentado atras de duas caixas vazias uma em cima da outra.Usualmente mantinha a cabeça dentro de uma delas,durante o culto em oração.Não havia orgulho aqui.OS cultos eram quase que continuos   .Almas sequiosas podiam ser encontradas sob o poder de DEUS quase a qualquer hora de dia ou de noite.Nunca o local estava fachado ou vazio.O povo vinha encontrar-se com DEUS,ele estava ali;por isso a reunião era continua e não carecia de liderança.

      FRANK B."                  A presença de DEUS tornava-se mais e mais maravilhosa.Naqueles antigo prédio de teto baixo e piso descoberto.O orgulho  e a auto afirmação  a auto importancia e a auto estima não podiam sobreviver ali .o ego religioso  pregava rapidamente seu pŕopio sermão de aniquilação.Nenhum, assunto ou pregação  era anunciado de antemão e nenhum pregador especialista para essa hora.Ninguem sabia o que queria acontecer e nem o que DEUS faria.Tudo era esponteneo ,comando pelo ESPIRITO.QUERIAMOS OUVIR DEUS ATRAVEZ DE QUEM ELE FALASSE.!Não faziamos acepção de pessoas .Os ricos e cultos eram iguais aos pobres ,ignorantes ,e eram  muito mais dificil para aqueles morrerem.Só reconheciamos a DEUS,todos eram iguais.Nenhuma pessoa poderia gloriar-se na sua presença,,e ele não podia usar quem tivesse opiniões própias.Eram reuniões do espirito santo ,guiadas pelo SENHOR.
       O  avivamento tinha de começar num ambiente humilde para o elemento egoista  e humano não encontrasse...Todos caiam a seus pés com humildade.todos  se assemelham e tinham tudo em comum ,neste sentido pelo menos. O teto era baixo e por isso as pessoas altas deviam dobrar-se.Ao chegarem a azuza já tinham se humilhado ,e estavam preparadas para  as bençãos .Aforegem estava preparada para ovelhas ,,todos podiam alcança-las.As reuniões começavam espontaneamente com testemunhos,louvor e adoração.Os testemunhos nunca eram apressados pela agitação do homem.Não tinhamos um progama preestabelecido que tinha de ser empurrado de qualquer maneira.Nosso tempo pertencia a DEUS,tinhamos verdadeiros testemunhos vindos com experiencias,se não for assim,,quando menores forem os testemunhos melhor é.Uma duzia de pessoas as vezes estavam de pé tremendo sob o poder DEUS.Não precisavamos que um lider nos indicasse o que fazer,mas também não havia desordem.Estavamos absorvidos em DEUS nas reuniões atravez da oração.As nossas mentes estavam voltadas exclusivamente para ele e todos lhe obedeciam com mansidão e humildade,em honra nos ..... uns aos outros (rm12:10).
      FRENK B."O senhor podia irromper atravez de qualquer de um.Oravamos por isso .Alguem finalmente ficava de pé ungindo com a menssagem .Todos reconheciam isso e permitiamos que acontecesse.Podia ser uma criança ,um homem ou mulher.Podia ser do banco da traz ou da frente,não fazia diferença.regozijavamos na obra  do SENHOR,ninguém  queria aparecer,só penssavamos em obedecer ao SENHOR.N a verdade havia uma tal atmosfera divina que só um tolo se colocaria de pé sem verdadeira unção.e mesmo assim açao duraria muito.As reuniões eram controladas pelo ESPIRITO diretamente do trono da graça.Verdadeiramente foram dias maravilhosos "..

     DEUS TRATA COM O BATISMO NO ESPIRITO SANTO

            FRANK .B.
      Homens presunçosos as vezes apareciam em nosso meio,especialmente pregadores que tentavam espalhar suas própias idéias,porem duravam pouco,ficavam sem folego ,suas mentes vagavam ,não podiam continuar,nunca vi ninguém que tivesse tido sucesso naqueles dias;lutando contra o pŕopio DEUS.Ninguem precisa interrompe=lo ,simplesmente ORAVAMOS SE O ESPIRITO SANTO FAZIA O RESTO"Queriamos que o ESPIRITO controlasse tudo,ele os confundia logo.Eram carregados para fora os mortos espiritualmente falando.Geralmente  se humilhavam até o pó ,passando o mesmo processo pelo qual passaremos.Em outras palavras .eram esvaziadas de si mesmo;depois se viam com todas as suas fraquezas e com humildade de criança confessava tudo;DEUS os  "ENTÃO  TRANBORDAVA -OS PODEROSAMENTE ATRAVEZ DO BATISMO NO ESPIRITO SANTO""O VELHO HOMEM MORRIA".COM TODO SEU ORGULHO E ARROGANCIA E  BOA OBRA".No meu começo diz frank b.passei não me suportar.,supliquei a DEUS que colocasse uma cortina entre mim e meu passado ,de tal forma que apagasse até mesmo as minhas derradeiras ações.O senhor mandou que esquecesse cada boa ação como se nunca tivesse realizada;e que prosseguisse adianta como se nunca tivesse feito nada para ELE para que as minhas obras não tornassem uma armadilha contra mim mesmo.Viviamos coisas maravilhosas naqueles dias .Até homens muito bons chegaram a desprezar-se quando viam a luz mais clara de Deus.OS pregadores é que custavam a se entregar,tinham muito para entregar a morte,tanta fama de boas obras ,quando entretanto ,DEUS finalizava sua obra neles com alegria viravam uma pagina e começavam outro capítulo.Portanto havia uma razão para ele lutarem tanto .a morte não é uma razão para eles lutarem tanto ,a morte não é uma experiência agradavel ,e os homens fortes custam a morrer.
       O irmão ansel post diz Frank b. um pregador batista estava sentado numa cadeira no meio da sala numa reunião a noite ,de repente veio sobre ele o ESPIRITO SANTO,deu salto e começou a louvar a DEU Sem linguas abraçando todos os irmãos que pode,estava cheio do amor  de DEUS,mais tarde foi para egito como missionario.

     O CUMPRIMENTO DA PROFECIA DO BATISMO NO ESPIRITO SANTO NO DIA DE PENTECOSTES/COMENTARIO DE ATOS 2 EXEGÉTICO E EXPOSITIVO PELO ESCRITOR E COMENTARISTA MAURICIO BERWALD

                        INTRODUÇÃO AO COMENTARIO
 No dia de pentecostes ocorreu um dos maires eventos da igreja cristã.Aos quase 120 pessoas que esperavam no cenaculo ,veio uma experiência que vidas .Não eram mais aqueles de antes.Experiencia que tem sido vivida por milhões de servos de DEUS durante os seculos do cristianismo ,chamamos  de BATISMO COM ESPIRITO SANTO.O EVENTO DO BATISMO NÃO SURPREENDEU NEM TROUXE CONFUSÃO AOS ESTUDANTES DO ANTIGO TESTAMENTO,AO CONTRARIO ;ERA UMA BENÇÃO JÁ PROMETIDA relacionada COM PLANO DIVINO da salvação em cristo e foi predita conforme mostrado nas referencias do antigo testamento(at2.16-18 ,is 44.3 ;;mt 3.11 jo 14.16-17 lc24.49 at 1.5-8.No batismo  o ESPIRTO SANTO outorga os seus varios ministérios de acordo com a sua vontade soberana ,dando ao crente poder para testemunhar de CRISTO,na proclamação do seu evangelho.Para isto ;é dotado pelo poder ungidos (at1.8 2.4 8.5-8 13.17).A evangelização mundial pelos pentecostais que aconteceu no seculo 20 é um testemunho da realidade da  experiência .infelizmente alguns historiadores e missiologistas da igreja moderna foram lentos ao conhecer a tremenda contribuição do movimento pentecostal com relação á pregação do evangelho por todo o mundo .

    Os pentecostais não podem  e não se atrevem a negar a obra maravilhosa e frequentemente sacrificial dos missionarios ao longo da história da igreja ,que não expirimentaram  o batismo no ESPIRITO SANTO como compreendido pelos pentecostais.Nós agradecemos á DEUS por todos os lideres  eclesiasticos e todas as agencias missionarias que contribuiram para a empreitada missionaria mundial  .E como outros assuntos previamente discutidos ,a diferença entre esse missionarios e os pentecostal se está no nivel da gradação..Seria irresponssavel os pentecostais dizerem que outros não sabem  nada sobre o poder do ESPIRITO SANTO.(notas o batismo no Espirito Santo com fogo cpad P.ANTHONI D. 2002).Podemos ver que os discipulos de JESUS antes do batismo eram timidos e bem temerosos ,mas após o revestimento de poder eles tornaram se ousados e corajosos.Eles saiam por toda parte anunciando a palavra .Precisamos do consolador permite que o ESPIRITO SANTO controle e guie a sua vida.Siga a orientação de PAULO"ser cheio do ESPIRITO SANTO"(EF 5.18),SEJA UM INSTRUMENTO NAS MÃOS DE DEUS.
 O dia de pentecostes inagurou uma nova fase ,esse acontecimento também demarcou o inicio da capacitação sobrenatural o 'REVESTIMENTO DE PODER"-para que a igreja cumpra eficazmente a grande comissão que nos confiou o Senhor Jesus (mt28.19-20). 
   Uma das principais necessidades de cada salvo é receber o batismo no Espirito Santo,Esta benção é para todos,porque a palavra não mudou.As promessas de DEUS não são para todos os tempos:salvação, perdão,resposta ás orações etc e também o batismo (ml 3.6).A necessidade de poder divino continua a mesma ,pois a força do maligno não mudou ,nem focou mais branda,pelo contrario a bíblia diz sobre isso em apoc 12.12b.Nós tempos do fim as doutrinas dos demonios teriam mais adeptos.(tm 4.1).Os discipulos na igreja primitiva resistiram e venceram as forças satanicas   com poder recebido atravez do batismo no espirito santo e dos dons espirituais que os acompanhavam (at 8.9-12 13.8-12 16.17-18 19.13-17).OS salvos hoje tem a mesma necessidade.A benção do batismo no espirito santo  precisa ser buscada ,jesus orientou os discipulos a permanecerem em jerusalem até que do alto fossem revertidos de poder(lc24.49).Busquemos com fé ,sabendo que esta oração que é segundo a vontade de DEUS,tem a garantia pela palavra (1°jo5:14-15).O batismo com o Espirito Santo é um tema atualissimo e imprecindivel á igreja de CRISTO.Muitos crentes ,até mesmo pentecostais ,não receberam ainda a gloriosa e necessaria promessa por não compreender o que ela representa na vida do cristão.Os que ainda não receberam a promessa pentecostal busque zelosamente sim busque com todo zelo. 
        
                      COMENTARIO   BIBLICO DE ATOS 2

        VERSO 1"E cumprindo o dia de pentecostes"-Em levitico  23 ,Deus estabelceu sete festas sagaradas para israel observar ,as quais prefiguravam da antemão todo o ceu da história da igreja.Essa feitas sagradas falam também do caraterizar igreja,festa presupõe alegria.lembremos que jesus sempre foi um homem alegre apesar de viver a sombra da cruz.Das sete festas da israel ;a quarta  era a de pentecostes (lv 23.-15-16),também chamada de festa das semanas (dt 16.10)e festa da colheita (ex23.16).A festa da pentecostes ocorria no terceiro més (sivã)e durante um dia ..DIA SEIS DE SIVÃ QUE CORRESPONDE MAIS OU MENOS AO MES DE JULHO.Afesta de pentecostes era seguida de tres outras festas :trombetas,expiação e tabernaculo.Pentecostes era festa central das sete que o SENHOR determinou para  israel observar em levitico 23.São 3+1+3.Essa centralidade fala da importancia do batismo no espirito santo para a igreja e do equilibrio espiritual  que dele resulta.     
 "REUNIDOS NO MESMO LUGAR"V.1-As palavras "todos "e todo"aparecem diversas vezes em atos especialmente no segundo capitulo (v.1,4,17,39,43,44,).Como a palavra "todos"é inclusiva ,cada salvo é candidato ap batismo .Observe ,contudo que a salvação não é o batismo no Espirito santo ,mas deve seguir á salvação (at1.13,14 ..,2.38-39).retrocedendo um pouco na leitura ,vemos a enfase "sobre meus servos e minhas servas.."leia at 19.2e jo 14.17).Em atos 2.1 ,esta escrito "cumprindo o dia de pentecostes  ,estavam ,todos reunidos no mesmo lugar"isso indica não somente UNIÃO mas UNIDADE no Espirito Santo v.4 acabaram se as discordancias ,as contendas ,as divergencias pessoais em torno das coisas de DEUS,todos estavam ali,juntos ,reunidos.No cenaculo eles buscavam unidos em oração 1°oração perseverante:at 1.14 O firme propósito daqueles 120 crentes reunidos no cenaculo era ficar até receberem a benção (is40.31 .,is 62.6-7 os 10.12) 2°oração unanime:at1.14 .É preciso haver união entre os que oram.Onde há união ,o Senhor ordena a benção SL 133,desunião e inimizade impedem a resposta ás orações (mt5.24 mc11.25)A concordancia na oração tem promessa especial (mt18.19).3°oração definida:O assunto daquela oração eram um só :o cumprimento da promessa do PAI conforme at 1.5,5,8.Pouco antes foram tentados a dispersar a atenção ,especulando acerca de tempos futuros at1.7).Todavia nada deve desviar a nossa mente do propósito da oração.4°oração com fé:não ficavam ocupados com discussões estereis sobre jesus realmente batizava ,ou não nem se  esta benção era realmente para aquele tempo ou se     ora um  pelo outro.A promessa de jesus ocupava suas mentes e corações.E enquanto oravam,a fé era fortalecida (rm 4.20-21)e é pela fé que se recebe o batismo  (gl3.14).
 "DE  REPENTE ,VEIO DO CÉU UM SOM ,COMO DE UM VENTO IMPETUOSO"-  No dia de pentecostes o ESPIRITO SANTO foi percebido como um vento.Estew simbolo foi empregado por jesus e contem ensinos sobre a forma de operar do .'SOM' observamos que o O ESPIRITO SANTO VEIO PRIMEIRAMENTE COMO UM SOM.UM som para alertar do sono espiritual ,para acordar ,um som para despertar.Um som para convocar para o trabalho ;para para reunir(1cor 14.8)Um som para igreja louvar a DEUS COM 'musica'  .(1cr16.42 e col 3.16).O som que veio do ceu era como de um vento.isto é não houve vento natural de fato ,e sim algo semelhante a seus efeitos sonoros ,circundantes e propulsores .O que é isso?   1°)ovento fala de força impulsoras como nas velas dos barcos2°)O vento separa-a palha do grão (sl 1.4 e mt 3.12);separa o leve do pesado.3°)O vento move e movimenta agua,arvores.4°)O vento fertiliza pólem ,a vida (col 4.16 e jo 3.5,8)5°)O vento limpa -arvores ,campos etc.6°)O vento não tem cor-favoritismo ,individualismo ,discriminação.7°)O vento não pertence a um clima é unico universal.8°)O vento se move continuamente (ec 1.6 e gn 1.2)9°)O vento ,tem cheiro ,mas espalha perfume -aqui é importante refletir sobre o papel do altar do incenso,no tabernaculo sentido ,notado.10°)O vento refresca e suavisa no calor.11°)O vento -ar-alimente e vivifica pulmões ,a vida organica.Em ezequiel 37.8-10,naquela visão que Deus deu ao profeta sobre um vale de ossos secos ,vemos nos corpos :ossos,nervos ,carne ,pele ,mas não vida ,até que o ESPIRITO  assoprou sobre eles.aleluia há muitos crentes por ai que tem só sobra ,porem falta-lhes vida abundante do ESPIRITO SANTO.12°)O vento é misterioso (jo 3.8)cabe aqui um avisos :devemos ter cuidado com as falsificações ,isto é ,os ventos nocivos ,que não provem de DEUS(mt7.25 e ef 4.14).13°)O vento é importante para a polinização e consequente fecundação das  flores,tendo como resultados a frutificação.Assim também o ESPIRITO SANTO vivifica(jo 6.63 ;gl 5.22). 
    V.2"....E ENCHEIO TODA A CASA EM ESTAVAM ASSENTADOS".O som de um vento veemente e impetuoso encheu toda a casa (at2.2)Aquele primeiro derramamento do ESPIRITO SANTO  ocorreu numa residencia ,numa casa de familia sobre o importante papel da familia cristã cheia do ESPIRITO SANTO,para a igreja .A familia ,como primeira instituição divina na terra,foi o meio pelo qual DEUS inicio o ciclo da história humana.Foi por meio dela ,ainda,que   ELE fundou a nação que traria o messias ao mundo e trouxe de fato.é devido a grande importancia que a familia tem para todos e para tudo na face da terra que o inimigo -com todas as suas hostes-luta para destrui-la ,inclusive dentro da igreja.Mas observarmos como DEUS cuida da familia:1°)Em atos 2.17,vemos que todos membros da familia estão incluidos na promessa pentecostal:"vossos filhos e vossas filhas ,vossos jovens e vossos velhos".2°)Antes de julgar o mundo com um diluvio ,DEUS promoveu salvação para noé e toda a sua familia(gn 6.18)3°)Em exodo 12.3-4 ,vemos que o SENHOR instruiu cada familia a tomar um cordeiro para si.Noite em que ELE julgou os egipcios ,os israelitas foram milagrosamente salvos pelo sangue do cordeiro.4°)na expressão "seras salvo tu e tua casa "(atos 16.31) vemos a promessa de DEUS.PARA OS LIDERES DE FAMILIA.
      V3  "E FORAM VISTAS POR  ELES LINGUAS REPARTIDAS" .O texto aqui mostra como que o fogo foram repartidas. O verdadeiro pentecostes tem algo para se ouvir do céu "veio se ver do céu "foram vistas por eles linguas"e para repartir ,também vindo do ceu "linguas repartidas"
V3."....E COMEÇARAM A FALAR NOUTRAS LINGUAS"varios dons do ESPIRITO SANTO  são exercidos atravez da língua como sinal externo do batismo no ESPRITO SANTO.As linguas são apresentadas ,também como um dos dons  do ESPIRITO SANTO (1°COR12.10,30).Quando comparamos as passagens  de at 2.17 e 19.6,vemos que os dons espirituais podem ser concedidos por DEUSno momento do batismo ,como foi ensinado  sobre essas coisas da bíblia?Essas linguas são "como de fogo",isto é de fogo sobrenatural,celestial e não fogo estranho.vejamos a aplicação espiritual desse "fogo do ceu":1°o fogo alastra ,comunica-se.2°o fogo purifica.contra a impureza espiritual força é o ESPIRITO SANTO.3°o fogo ilumina.é o saber ;o conhecimento das coisas de DEUS.4°o fogo aquece .a igreja é o corpo de cristo ,todo corpo vivo é quente.5°o fogo para queimar bem ,depende muito da madeira ;se é boa ou ruim.que tipo de "madeira"voce é eu tú?disso também depende  fogo divino em nós.6°o fogo estira o ferro duro ,como a roupa macia.7°quem nasce sob o fogo não esmoresse sob o sol "foi o fogo do céu que fez do templo de salomão a casa de DEUS(2cr 7.1 e 1cor 3.16).8° A palavra teológicamente ela tem variações no seu significado.Tenhamos o cuidado de encontrar os sentidos que uma expressão bíblica pode nos transmitir ;se é literal ou figurado ou positivo .Para descobrimos o significado de uma palavra em estudo devemos buscar em seu contexto gramatical ,histórico ,doutrinario ,etc .no texto em foco ,a palavra "fogo" são ricas em significados espirituais .Ambas possuem sentido negativo e positivo ,literais e figurados por isso devem ser interpreta á luz do contexto que as envolve.Em por exemplo mt 3.11-12 ,"..ele vos batizara com fogo "a expressão "com o ESPIRITO SANTO E COM FOGO"une a pessoa do ESPIRITO SANTOa sua obra purificadora ,atravez do fogo.Tanto o ESPIRITO SANTO como o fogo estão intimamente ligados ao propósito do batizador,jesus .A forma original no grego "em fogo"fortalece ainda mais a relação entre o espirito santo e o fogo."em fogo tem um sentido positivo na nova vida em CRISTO.O fogo está intimamente ligado á obra do ESPIRITO SANTO na vida do crente ,e não contra os pecadores.Note que o ESPIRITO SANTO e o fogo tem uma profunda relação ,assim como o  ESPIRITO SANTO e a agua (jo 3.5).O fogo em mateus 3.11 ,tem o sentido de "poder"que penetra e purifica os mais duros metais.O ouro ,por exemplo ,quando sai do crisol ,expele toda a impureza e torna-se o mais  valioso de todos.
    No dia de pentecostes ,esse fogo manifestou -se literalmente sobre os discipulos ,sem destrui-los  nem conde-los ao inferno.Mas os purificou das impurezas carnais.Lembremo-nos que no mesmo dia dois elemnentos da natureza ,o vento e o fogo ,manifestaram-se como simbolos da obra do ESPIRITO SANTO(at2.2,3).Deus se manifesta em fogo(ex 19.17 ,18  hb 12.29)Deus se manifestou a moises em uma chama de fogo no meio de uma sarça ,a qual ardia no fogo ,mas não se consumia(ex3.2).Daniel viu o trono de DEUS em chama de fogo(dn7.9,10).Malaquias o descreveu como o fogo do ourives ,o qual purificara os filhos de levi como ouro e como prata ;o fogo de DEUS queimando todas as escórias(ml 3.2-3).João viu a Jesus glorificado com olhos como chama de fogo(ap1.14-15) .O batismo com ESPIRITO SANTO é batismo de fogo (combustão que emite luz e calor).Os 120 crentes reunidos no cenaculo foram queimados pelo fogo de DEUS ;foram cheios do poder de DEUS;e foram transformados em testemunhas.E que  testemunhas,sairam do cenaculo para abalar o mundo ,somente no primeiro dia quase tres mil pessoas aceitaram a Jesus.O fogo tem caracteristica de propagar-se.O ESPIRITO SANTO nestes ultimos dias produziu um ardor bendito que se difundiu por toda parte ,irradiando-se pelo mundo.Perseguições não puderam deter a expansão desta chama.Quando o crente recebe o batismo de fogo ele se torna uma luz intensa(sl 104.4 hb 1.7).
     V.4 "E TODOS FORAM CHEIOS DO ESPIRITO "SANTO......"Os simbolos e figuras manifestos ali falam de poder ;como fogo e vento.Cheios usufruimos o poder  ,plenamente essas gloriosas manifestações  (jo3.8).Receberam a vida abundante de que Jesus havia falado (jo10.10)Foram cheios da gloria de DEUS.Assim como no passado aconteceu com o tabernaculo   ex 40.34 e com templo (2cr7.1-2),o tabernaculo terrestre (2cor 5.1)daqueles discipulos foi cheios da gloria de DEUS e da presença.A maior necessidade dos discipulos era o poder de DEUS:ERA ISTO QUE LHES FALTAVA ,e que foi a causa de serem fracassado.Todos fugiram quando Jesus foi preso(mt 26.56)Deixaram-no só.Pedro negou seu mestre (mt 26.96-75).Após a morte de jesus reuniram-se a portas fechadas,com medo dos judeus(jo 20.19)Com a experiência do batismo com o Espirito Santo  receberam o poder que necessitavam .Esta é a essencia do batismo.Este poder transforma o modo de viver .As portas cerradas abriram-se ,o medo acabou e foi substituido por uma ousadia invencivel (at4.13)Alegria e coragem dominavam os discipulos .Mas em si mesmo se entoram-se fracos e dependentes de DEUS,sabendo que o poder de DEUS se aperfeiçoa na fraqueza(2cor12.9-10).Cada discipulo podia testificar pessoalmente :"sua eficacia opera em mim poderosamente "(col 1.29).Os 120 crentes batizados glorificavam a DEUS em voz alta ,e em outras linguas ,falava das grandezas de DEUS(AT2.11).
    V.4 "....E COMEÇARAM A FALAR EM OUTRAS LINGUAS ,CONFORME O ESPIRITO SANTO LHES CONCEDIA QUE FALASSEM"As linguas  estranhas é uma fala dirigida a Deus :a língua estranha tem uma finalidade muito daquela que é ser um sinal do recebimento do batismo com o ESPIRITO SANTO,conforme 1cor 4.2 o que fala lingua estranha não fala aos homens ,se não a DEUS,e em espirito fala de mistérios .Assim ,embora aquele que fala não entenda o que está falando ,o seu espirito esta falando de mistérios com DEUS,isto é a língua estranha torna-se um modo de comunicação com DEUS.Orando em linguas ,o crente expressa a DEUS palavras que o ESPIRITO SANTO concede que ele fale.O ESPIRITO SANTO ajuda nas nossas fraquezas porque não sabemos o que havemos  de como convem (rm 8.26).O  que fala em linguas estanha edifica a si mesmo (1cor 14.4):em  linguas o crente batizado com o ESPIRITO SANTO ADORA ADEUS EM MISTÉŔIOS e é edificado.Que riqueza gloriosa DEUS coloca á disposição de seus filhos.
     O ESPIRITO SANTO é derramado sobre vidas verdadeiras regeneradas,purificadas pelo sangue de JESUS ,e é unicamente  jesus quem concede o batismo ,acompanhado de linguas estranhas ,aqueles que com coração sincero e quebrantado(sl51.17)buscam a promessa com fé 9HB6.12).(notas revista manual  do obreiro cpad 2008).



                         Historia do Avivamento nos Estados Unidos

                                                                    INTRODUÇÃO GERAL

Na América do Norte,o Segundo Grande avivamento (1880-1861)foi uma resposta ao racionalismo a industrialização.As pregações reavivalistas e a piedade pessoal grassavam no novo país.Quase todas as denominações se reuniram em campanhas e as conversões ocorriam aos milhares.Os acampamentos tornaram-se lugares  permanebtes de cultos e depois em centros de conferencias biblicas,alguns dos quais até hoje.Charles Finey foi o evangelista de maior destaque naqueles tempos.Ele mudou a forma de evangelização,adaptandoa ao ministério urbano.Mais tarde,no mesmo seculo,Dwight L. Moody empregaria as tecnicas de avivamento de Finey e acrescentaria a colportagem (distribuição de literatura de porta a porta)e a fundação de varias instituições educacionais,das quais a mais conhecidas é o (Instituto Biblico Moody em Chicago).(notas,manual biblico Halley,pp.795,2000).
Por volta de  1789,a influencia do grande avivamento tinha sensivelmente diminuido por causa do deismo levado ás colonias pelos oficiais do exércitos inglês na guerra Francesa e indiana,e por força da entrega da literatura deista e da influencia deixada pela revolução Francesa.A universidade de Yale ilustra a decadente desta época.Poucos estudantes eram regenerados,jogo,a irreverencia,o vicio e a embriagues eram comuns entre os estudantes,que se orgulhavam de serem incrédulos.O segundo avivamento ,que mergulhou este deprimente,quadro,foi o primeiro de muitos avivamentos do seculo 20.A partir da revolução Americana,até a primeira guerra mundial,os Estados Unidos foram moldados por um tipo de protestantismo rural,no qual o protestantismo era em maioria.Com o crescimento do catolicismo romano,devido á imigração após guerra civil,os Estados Unidos têm se tornado mais pluralista e,mesmo,seculares,em sua vida cristã.O protestantismo perdeu a força como era nos seculos passados.(notas,C.Carins,hist.da igreja,pp.397,1984).

                                                       
                               PRIMEIRA FASE DO AVIVAMENTO NOS ESTADOS UNIDOS
Em 1787,um movimento reavivacionista começou em Hamppen-Sidney,uma pequena universidade da Virginia.Este reavivamento,que despertou o interesse dos estudantes para sua condição espiritual,chegou ao Washinton College e,dai,a igreja Presbiteriana do sul.A fase congregacional do avivamento na nova inglaterra começou em Yale,em 1802,sob a liderança do seu reitor,Timothy Dwight(1752-1817),cujasmenssagens simples e profundas,pregadas na capela,sobre a incredulidade e a biblia acabaram com a propalada incredulidade dos alunos.Um terço do corpo discente converteu-se no periodo do reavivamento,que chegou á Dartmouth,á Williams e a outras universidades.Outro despertamento ocorreu mais tarde,em Yale.Assim,os reavivamentos leste começaram nas universidades.(notas,ibid,pp.397).
                                                                                




                                                                        Jonatas Eduards        

                          N(otas FonteHerois da fé,Orlando Boyer,cpad,1985,pp.51-59,cpad-bBrasil).

Há dois séculos que o mundo fala do famoso sermão: Pecadores nas mãos de um Deus irado e dos ouvintes que se agarravam aos bancos pensando que iam cair no fogo eterno. Esse fato foi, apenas, um dos muitos que acontece­ram nas reuniões em que o Espírito Santo desvendava os olhos dos presentes para eles contemplarem as glórias do Céu e a realidade do castigo que está bem perto daqueles que estão afastados de Deus.
Jônatas Edwards, entre os homens, era o vulto maior nesse avivamento, que se intitulava O grande desperta­mento. Sua vida é um exemplo destacado de consagração ao Senhor para o desenvolvimento maior do intelecto e, sem qualquer interesse próprio, de deixar o Espírito Santo usar o mesmo intelecto como instrumento nas suas mãos. Amava a Deus, não somente de coração e alma, mas tam­bém de todo o entendimento. "Sua mente prodigiosa apo­derava-se das verdades mais profundas". Contudo, "sua alma era, de fato, um santuário do Espírito Santo". Sob aparente calma exterior, ardia nele o fogo divino, como um vulcão.
Os crentes atuais devem a esse herói, graças à sua per­severança em orar e estudar sob a direção do Espírito, a volta às várias doutrinas e práticas da igreja primitiva. Grande é o fruto da dedicação do lar em que Edwards nas­ceu e se criou. Seu pai foi o amado pastor de uma só igreja durante um período de sessenta e quatro anos. Sua piedosa mãe era filha de um pregador que pastoreou uma igreja durante mais de cinqüenta anos.
Dez das irmãs de Jônatas, quatro eram mais velhas do que ele e seis mais novas. "Muitas foram as orações que os pais ofereceram a Deus, para que o único e amado filho fos­se cheio do Espírito Santo, e que se tornasse grande peran­te o Senhor. Não somente oravam assim, fervorosa e cons­tantemente, mas mostravam-se igualmente zelosos em criá-lo para Deus. As orações, à volta da lareira, os estimu­laram a se esforçarem, e seus esforços redobrados os moti­varam a orarem mais fervorosamente... O ensino religioso e permanente resultou em Jônatas conhecer intimamente a Deus, quando ainda criança".Quando Jônatas tinha sete ou oito anos, houve um despertamento na igreja de seu pai, e o menino acostumou-se a orar sozinho, cinco vezes, todos os dias, e a chamar ou­tros da sua idade para orarem com ele.
Citamos aqui as suas palavras sobre esse assunto: "A primeira experiência, de que me lembro, de sentir no ínti­mo a delícia de Deus e das coisas divinas, foi ao ler as pala­vras de 1 Timóteo 1.7: 'Ora, ao Rei dos séculos, imortal, in­visível; ao único Deus seja honra e glória para todo o sem­pre. Amém'. Sentia a presença de Deus até arder o coração e abrasar a alma de tal maneira, que não sei descrevê-la... Gostava de passar o tempo olhando para a lua e, de dia, a contemplar as nuvens e os céus. Passava muito tempo ob­servando a glória de Deus, revelada na natureza e cantan­do as minhas contemplações do Criador e Redentor... An­tes me sentia demasiado assombrado ao ver os relâmpagos e ouvir a troar do trovão. Porém mais tarde eu me regozija­va ao ouvir a majestosa e terrível voz de Deus na trovoada". Antes de completar treze anos, iniciou seu curso em Yale College, onde, no segundo ano, leu atentamente a fa­mosa obra de Locke: Ensaio sobre o entendimento huma­no. Vê-se, nas suas próprias palavras acerca dessa obra, o grande desenvolvimento intelectual do moço: "Achei mais gozo nisso do que o mais ávido avarento, em ajuntar gran­des quantidades de ouro e prata de tesouros recém-adquiridos".
Edwards, antes de completar dezessete anos, diplo­mou-se no Yale College com as maiores honras. Sempre es­tudava com esmero, mas também conseguia tempo para estudar a Bíblia, diariamente. Depois de. diplomar-se, con­tinuou seus estudos em Yale, durante dois. anos e foi então separado para o ministério.Foi nessa altura que seu biógrafo escreveu acerca de seu costume de dedicar certos dias para jejuar, orar e exami­nar-se a si mesmo.
Acerca da sua consagração, com idade de vinte anos, Edwards escreveu: "Dediquei-me solenemente a Deus e o fiz por escrito, entregando a mim mesmo e tudo que me pertencia ao Senhor, para não ser mais meu em qualquer sentido, para não me comportar como quem tivesse direi­tos de forma alguma... travando, assim, uma batalha com o mundo, a carne e Satanás até o fim da vida".
Alguém assim se referiu a Jônatas: "Sua constante e solene comunhão com Deus, em secreto, fazia com que o rosto dele brilhasse perante o próximo, e sua aparência, semblante, palavras e todo o seu comportamento eram acompanhados por seriedade, gravidade e solenidade".Aos vinte e quatro anos casou-se com Sara Pierrepont, filha de um pastor, e desse enlace nasceram, como na família do pai de Edwards, onze filhos.
Ao lado de Jônatas Edwards, no Grande Despertamento, estava o nome de Sara Edwards, sua fiel esposa e ajudadora em tudo. Como seu marido, ela nos serve como exemplo de rara intelectualidade. Profundamente estudio­sa, inteiramente entregue ao serviço de Deus, ela era co­nhecida por sua santa dedicação ao lar, pelo modo de criar seus filhos e pela economia que praticava, movida pelas palavras de Cristo: "Para que nada se perca". Mas antes de tudo, tanto ela como seu marido eram conhecidos por suas experiências em oração. Faz-se menção destacada es­pecialmente dum período de três anos, durante o qual, apesar de gozar de perfeita saúde, ficava repetidas vezes sem forças, por causa das revelações do Céu. A sua vida in­teira foi de intenso gozo no Senhor.
Jônatas Edwards costumava passar treze horas, todos os dias, estudando e orando. Sua esposa, também, diaria­mente o acompanhava na oração. Depois da última refei­ção, ele deixava toda a lida, a fim de passar uma hora com a família.- Mas, quais as doutrinas de que a igreja havia esqueci­do e quais as que Edwards começou a ensinar e a observar de novo, com manifestações tão sublimes?
Basta uma leitura superficial para descobrir que a dou­trina, à qual deu mais ênfase, foi a do novo nascimento, como sendo uma experiência certa e definida, em contras­te com a idéia da Igreja Romana e de várias denominações.
O evento que marcou o começo do Grande Despertamento foi uma série de sermões feitos por Edwards sobre a doutrina da justificação pela fé, que fez os ouvintes senti­rem a verdade das Escrituras, de que toda a boca ficará fe­chada no dia de juízo, e que "não há coisa alguma que, por um momento, evite que o pecador caia no Inferno, senão o bel prazer de Deus".
É impossível avaliar o grau do poder de Deus, derrama­do para despertar milhares de almas, para a salvação, sem primeiro nos lembrarmos das condições das igrejas da Nova Inglaterra, e do mundo inteiro, nessa época. Quem, até hoje, não se admira do heroísmo dos puritanos que co­lonizaram as florestas da Nova Inglaterra? Passara, po­rém, essa glória e a igreja, indiferente e cheia de pecado, se encontrava face com o maior desastre. Parecia que Deus não queria abençoar a obra dos puritanos, obra que existiu unicamente para sua glória. Por isso, no mesmo grau que havia coragem e ardor entre os pioneiros, houve entre seus filhos, perplexidade e confusão. Se não pudessem alcan­çar, de novo, a espiritualidade, só lhes restava esperar o juízo dos céus.O famoso sermão de Edwards, ''Pecadores nas mãos de um Deus irado", merece menção especial.
O povo, ao entrar para o culto, mostrava um espírito le­viano, e mesmo de desrespeito, diante dos cinco pregado­res que estavam presentes. Jônatas Edwards foi escolhido para pregar. Era homem de dois metros de altura; seu ros­to tinha aspecto quase feminino, e o corpo magro de jejuar e orar. Sem quaisquer gestos, encostado num braço sobre a tribuna, segurando o manuscrito na outra mão, falava em voz monótona. Discursou sobre o texto de Deuteronômio 32.35: "Ao tempo em que resvalar o seu pé".
Depois de explicar a passagem, acrescentou que nada evitava, por um momento, que os pecadores caíssem no In­ferno, a não ser a própria vontade de Deus; que Deus esta­va mais encolerizado com alguns dos ouvintes do que com muitas pessoas que já estavam no Inferno; que o pecado era como um fogo encerrado dentro do pecador e pronto, com a permissão de Deus, a transformar-se em fornalhas de fogo e enxofre, e que somente a vontade do Deus indig­nado os guardava da morte instantânea.
Prosseguiu, então, aplicando o texto ao auditório: "Aí está o Inferno com a boca aberta. Não existe coisa alguma sobre a qual vós vos possais firmar e segurar. Entre vós e o Inferno existe apenas a atmosfera... há, atualmente, nu­vens negras da ira de Deus pairando sobre vossas cabeças, predizendo tempestades espantosas, com grandes trovões. Se não existisse a vontade soberana de Deus, que é a única coisa para evitar o ímpeto do vento até agora, serieis des­truídos e vos tornaríeis como a palha da eira... O Deus que vos segura na mão, sobre o abismo do Inferno, mais ou me­nos como o homem segura uma aranha ou outro inseto no­jento sobre o fogo, durante um momento, para deixá-lo cair depois, está sendo provocado em extremo... Não há que admirar, se alguns de vós com saúde e calmamente sentados aí nos bancos, passarem para lá antes de ama­nhã..."
O resultado do sermão foi como se Deus arrancasse um véu dos olhos da multidão para contemplar a realidade e o horror da posição em que estavam. Nessa altura o sermão foi interrompido pelos gemidos dos homens e os gritos das mulheres; quase todos ficaram de pé, ou caídos no chão. Foi como se um furacão soprasse e destruísse uma floresta. Durante a noite inteira a cidade de Enfield ficou como uma fortaleza sitiada. Ouvia-se, em quase todas as casas, o clamor das almas que, até aquela hora, confiavam na sua própria justiça. Esperavam que, a qualquer momento, o Cristo descesse dos céus com os anjos e apóstolos ao lado, e que os túmulos entregassem os mortos que neles havia.
Tais vitórias, contra o reino das trevas, foram ganhas de joelhos. Edwards não abandonara, nem deixara de go­zar os privilégios das orações, costume que vinha desde a meninice. Continuou a freqüentar, também, os lugares so­litários na floresta onde podia ter comunhão com Deus. Como um exemplo citamos a sua experiência com a idade de trinta e quatro anos, quando entrou na floresta, a cava­lo. Lá, prostrado em terra, foi-lhe concedido ter uma visão tão preciosa da graça, amor e humilhação de Cristo como Mediador, que passou uma hora vencido por uma torrente de lágrimas e pranto.
Como era de esperar, o Maligno tentou anular a obra gloriosa do Espírito Santo no "Grande Despertamento", atribuindo tudo ao fanatismo. Em sua defesa Edwards es­creveu : "Deus, conforme as Escrituras, faz coisas extraor­dinárias. Há motivos para crer, pelas profecias da Bíblia, que sua obra mais maravilhosa seria feita nas últimas épo­cas do mundo. Nada se pode opor às manifestações físicas, como as lágrimas, gemidos, gritos, convulsões, falta de for­ças... De fato, é natural esperar, ao lembrarmo-nos da re­lação entre o corpo e o espírito, que tais coisas aconteçam. Assim falam as Escrituras: do carcereiro que caiu perante Paulo e Silas, angustiado e tremendo; do Salmista que ex­clamou, sob a convicção do pecado: 'Envelheceram os meus ossos pelo meu bramido durante o dia todo' (Salmo 32.3); dos discípulos, que, na tempestade do lago, clama­ram de medo; da Noiva, do Cântico dos Cânticos, que fi­cou vencida, pelo amor de Cristo, até desfalecer..."
Certo é que na Nova Inglaterra começou, em 1740, um dos maiores avivamentos dos tempos modernos. É igual­mente certo que este movimento se iniciou, não com os ser­mões célebres de Edwards, mas com a firme convicção deste, de que há uma "obra direta que o Espírito divino faz na alma humana". Note-se bem: Não foram seus sermões mo­nótonos, nem a eloqüência extraordinária de alguns, como Jorge Whitefield, mas, sim, a obra do Espírito Santo no co­ração dos mortos espiritualmente, que, "começando em Northampton, espalhou-se por toda a Nova Inglaterra e pelas colônias da América do Norte, chegando até a Escó­cia e a Inglaterra". De uma época de maior decadência, a Igreja de Cristo, entre a população escassa da Nova Ingla­terra, despertou e foram arrebatadas de trinta a cinqüenta mil almas do Inferno durante um período de dois a três anos.
No meio das suas lutas, sem ninguém esperar, a vida de Jônatas Edwards foi tirada da Terra. Apareceu a varíola em Princeton e um hábil médico foi chamado de Filadélfia para inocular os estudantes. O nosso pregador e duas de suas filhas foram também vacinados. Na febre que resul­tou, as forças de nosso herói diminuíram gradualmente até que, um mês depois, faleceu.
Assim diz um de seus biógrafos: "Em todo o mundo onde se falava o inglês, era considerado o maior erudito desde os dias do apóstolo Paulo ou de Agostinho".
Para nós, a vida de Jônatas Edwards é uma das muitas provas de que Deus não quer que desprezemos as faculda­des intelectuais que Ele nos concede, mas que as desenvol­vamos, sob a direção do Espírito Santo, e que as entregue­mos desinteressadamente para o seu uso.(breve vamos ampliar o artigo sobre o avivamento nos Estados Unidos)


                                         Carlos Finney (1792-1875)
                            (notas,Orlando Boyer,Herois da fé,pp.125-130,132-137,cpad-Brasil)

Perto da aldeia de New York Mills, no século dezenove, havia uma fábrica de tecidos movida pela força das águas do rio Oriskany. Certa manhã, os operários se achavam comovidos, conversando sobre o poderoso culto da noite anterior, no prédio da escola pública.Não muito depois de começar o ruído das máquinas, o pregador, um rapaz alto e atlético, entrou na fábrica. O poder do Espírito Santo ainda permanecia sobre ele; os operários, ao vê-lo, sentiram a culpa de seus pecados a ponto de terem de se esforçar para poderem continuar a trabalhar. Ao passar perto de duas moças que trabalhavam juntas, uma delas, no ato de emendar um fio, foi tomada de tão forte convicção, que caiu em terra, chorando. Segundos depois, quase todos em redor tinham lágrimas nos olhos e, em poucos minutos, o avivamento encheu todas as dependências da fábrica.O diretor, vendo que os operários não podiam trabalhar, achou que seria melhor cuidassem da salvação da al-ma, e mandou que parassem as máquinas. A comporta das águas foi fechada e os operários se ajuntaram em um salão do edifício. O Espírito Santo operou com grande poder e dentro de poucos dias quase todos se converteram.
Diz-se acerca deste pregador, que se chamava Carlos Finney, que, depois de ele pregar em Governeur, no Estado de New York, não houve baile nem representação de teatro na cidade durante seis anos. Calcula-se que, durante os anos de 1857 e 1858, mais de 100 mil pessoas foram ganhas para Cristo pela obra direta e indireta de Finney. A sua autobiografia é o mais maravilhoso relato de manifestação do Espírito Santo, excetuando o livro de Atos dos Apóstolos. Alguns consideram o seu livro, "Teologia Sistemática", a maior obra sobre teologia, a não ser as Sagradas Escrituras.
- Como se explica o seu êxito tão destacado nos anais dos servos da Igreja de Cristo? - Sem dúvida era, antes de tudo, o resultado da sua profunda conversão.Nasceu de uma família descrente e se criou em um lugar onde os membros da igreja conheciam, apenas, a formalidade fria dos cultos. Finney era advogado; ao encontrar, nos seus livros de jurisprudência, muitas citações da Bíblia comprou um exemplar com a intenção de conhecer as Escrituras. O resultado foi que, após a leitura, achou mais e mais interesse nos cultos dos crentes. Acerca da sua conversão ele relata, na sua autobiografia, o seguinte:
"Ao ler a Bíblia, ao assistir às reuniões de oração, e ouvir os sermões de senhor Gale, percebi que não me achava pronto a entrar nos céus... Fiquei impressionado especialmente com o fato de as orações dos crentes, semana após semana, não serem respondidas. Li na Bíblia: 'Pedi e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á'. Li, também, que Deus é mais pronto a dar o Espírito Santo aos que lho pedirem, do que os pais terrestres a darem boas coisas aos filhos. Ouvia os crentes pedirem um derramamento do Espírito Santo e confessarem, depois, que não o receberam.
"Exortavam uns aos outros a se despertarem para pedir, em oração, um derramamento do Espírito de Deus e afirmavam que assim haveria um avivamento com a conversão de pecadores... Mas ao ler mais a Bíblia, vi que as orações dos crentes não eram respondidas porque não tinham fé, isto é, não esperavam que Deus lhes daria o que pediam... Entretanto, com isso senti um alívio acerca da veracidade do Evangelho... e fiquei convicto de que a Bíblia, apesar de tudo, é a verdadeira Palavra de Deus."Foi num domingo de 1821 que assentei no coração resolver o problema sobre a salvação da minha alma e ter paz com Deus. Apesar das minhas grandes preocupações como advogado, resolvi seguir rigorosamente a determinação de ser salvo. Pela providência de Deus, não me achei muito ocupado nem segunda nem terça-feira, e consegui passar a maior parte do tempo lendo a Bíblia e orando."Mas ao encarar a situação resolutamente, achei-me sem coragem para orar sem tapar o buraco da fechadura. Antes deixava a Bíblia aberta na mesa com os outros livros e não me envergonhava de lê-la diante do próximo. Mas então, se entrasse alguém, eu colocaria um livro aberto sobre a Bíblia para escondê-la.
"Durante a segunda e a terça-feira, a minha convicção aumentou, mas parecia que o coração se havia endurecido: eu não podia chorar, nem orar... Terça-feira, à noite, senti-me muito nervoso e parecia-me estar perto da morte. Reconhecia que, se eu morresse, por certo iria para o Inferno.
"De manhã cedo, fui para o gabinete... Parecia que uma voz me perguntava: - 'Por que esperas? Não prometes-te dar o coração a Deus? O que experimentas fazer? - alcançar a justificação pelas obras?' Foi então que vi, claramente, como qualquer vez depois, a realidade e a plenitude da propiciação de Cristo. Vi que sua obra era completa e, em vez de eu necessitar duma justiça própria para Deus me aceitar, tinha de sujeitar-me à justiça de Deus por intermédio de Cristo... Sem o saber, fiquei imóvel, não sei por quanto tempo, no meio da rua, no lugar onde a voz de dentro se dirigiu a mim. Então me veio a pergunta: - 'Aceitá-lo-ás, agora, hoje?' Repliquei: - 'Aceita-lo-ei hoje ou me esforçarei para isso até morrer...' Em vez de ir ao gabinete, voltei para entrar na floresta, onde podia derramar a alma sem alguém me ver nem me ouvir."Porém, o meu orgulho continuava a se manifestar; passei por cima dum alto e andei furtivamente atrás duma cerca, para que ninguém me visse, e pensasse que ia orar. Penetrei dentro da mata cerca de meio quilômetro, onde achei um lugar mais escondido entre algumas árvores caídas. Ao entrar, disse a mim mesmo: 'Entregarei o coração a Deus, ou então não sairei daqui'.
"Mas ao tentar orar, o coração não queria. Pensara que, uma vez sozinho, onde ninguém pudesse ouvir-me, podia orar livremente. Porém, ao experimentar fazê-lo, achei-me sem coisa alguma a dizer a Delis. Toda a vez que tentava orar, parecia-me ouvir alguém chegando.
"Por fim, achei-me quase em desespero. O coração estava morto para com Deus e não queria orar. Então reprovei-me a mim mesmo por ter-me comprometido a entregar o coração a Deus antes de sair da mata. Comecei a pensar que Deus já me tivesse abandonado... Achei-me tomado de uma fraqueza demasiadamente grande para ficar de joelhos.
"Foi justamente nessa altura que pensei novamente que ouvia alguém se aproximando e abri os olhos para ver. Logo foi-me revelado que o orgulho do meu coração era a barreira entre mim e a minha salvação. Fui vencido pela convicção do grande pecado de eu envergonhar-me se alguém me encontrasse de joelhos perante Deus, e bradei em alta voz que não abandonaria o lugar, nem que todos os homens da terra e todos os demônios do Inferno me cercassem. Gritei: 'Ora, um vil pecador como eu, de joelhos perante o grande e santo Deus, e confessando-lhes os pecados, e me envergonho dele perante o próximo, pecador também, porque me encontro de joelhos para achar paz com o meu Deus ofendido!' O pecado parecia-me horrendo, infinito. Fiquei quebrantado até o pó perante o Senhor. Nessa altura, a seguinte passagem me iluminou: 'Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração...'
"Continuei a orar e a receber promessas e a apropriar-me delas, não sei por quanto tempo. Orei até que sem saber como, achei-me voltando para a estrada. Lembro-mede que disse a mim mesmo: 'Se eu me converter, pregarei o Evangelho'.
"Na estrada, voltando para a aldeia, certifiquei-me da preciosa paz e da gloriosa calma na minha mente. - 'Que é isso?' Perguntei-me a mim mesmo. - 'Entristecera eu o Espírito Santo até retirar-se de mim? Não sinto mais convicção...' Então lembrei-me de que dissera a Deus, que confiaria na sua Palavra... A calma de meu espírito era indescritível... Fui almoçar, mas não tinha vontade de comer. Fui ao gabinete, mas meu sócio não voltara do almoço. Comecei a tocar a música de um hino no rebecão, como de costume. Porém, ao começar a cantar as palavras sagradas, o coração parecia derreter-se e só podia chorar...
"Ao entrar e fechar a porta atrás de mim, parecia-me ter encontrado o Senhor Jesus Cristo face a face. Não me entrou na mente, na ocasião, nem por algum tempo depois, que era apenas uma concepção mental. Ao contrário, parecia-me que eu o encontrara como encontro qualquer pessoa. Ele não disse coisa alguma, mas olhou para mim de tal forma, que fiquei quebrantado e prostrado aos seus pés. Isso, para mim, foi, depois, uma experiência extraordinária, porque parecia-me uma realidade, como se Ele mesmo ficasse em pé perante mim, e eu me prostrasse aos seus pés e lhe derramasse a minha alma. Chorei alto e fiz tanta confissão quanto foi possível, entre soluços. Parecia-me que lavava os seus pés com as minhas lágrimas; contudo, sem sentir ter tocado na sua pessoa...
"Ao virar-me para me sentar, recebi o poderoso batismo com o Espírito Santo. Sem o esperar, sem mesmo saber que havia tal para mim, o Espírito Santo desceu de tal maneira, que parecia encher-me corpo e alma. Senti-o como uma onda elétrica que me traspassava repetidamente. De fato, parecia-me como ondas de amor liquefeito; porque não sei outra maneira de descrever isso. Parecia o próprio fôlego de Deus.
"Não existem palavras para descrever o maravilhoso amor derramado no meu coração. Chorei de tanto gozo e amor que senti; acho melhor dizer que exprimi, chorando em alta voz, as inundações indizíveis do meu coração. As ondas passaram sobre mim, uma após outra, até eu clamar: 'Morrerei, se estas ondas continuarem a passar sobre mim!.Senhor, não suporto mais!' Contudo, não receava a morte.
"Não sei por quanto tempo este batismo continuou a passar sobre mim e por todo o meu ser. Mas sei que era já noite quando o dirigente do coro veio ao gabinete para me visitar. Encontrou-me nesse estado de choro aos gritos e perguntou: - 'Sr. Finney, que tem?' Por algum tempo não pude responder-lhe. Então ele perguntou mais: - 'Está sentindo alguma dor?' Com dificuldade respondi: - Não, mas sinto-me demasiado feliz para viver.
"Saiu e, daí a pouco, voltou acompanhado por um dos anciãos da igreja. Esse ancião sempre foi um homem de espírito ponderado e quase nunca ria. Ele, ao entrar, encontrou-me no mesmo estado, mais ou menos, como quando o rapaz o foi chamar. Queria saber o que eu sentia e eu comecei a lhe explicar. Mas, em vez de responder-me, foi tomado de um riso espasmódico. Parecia impossível evitar o riso que procedia do fundo do seu coração."
Nessa altura, entrou certo rapaz que começara a freqüentar os cultos da igreja. Presenciou tudo por alguns momentos, até cair ao chão em grande angústia de alma, clamando: "Orem por mim!"
O ancião da igreja e o outro crente oraram e depois Finney também orou e logo após todos se retiraram deixando Finney sozinho.
Ao deitar-se para dormir, Finney adormeceu, mas logo se acordou, por causa do amor que lhe transbordava do coração. Isso aconteceu repetidas vezes durante a noite. Sobre isso ele escreveu depois:
"Quando me acordei, de manhã, a luz do sol penetrava no quarto. Faltam-me palavras para exprimir os meus sentimentos ao ver a luz do sol. No mesmo instante, o batismo do dia anterior voltou sobre mim. Ajoelhei-me ao lado da cama e chorei pelo gozo que sentia. Passei muito tempo sem poder fazer coisa alguma senão derramar a alma perante Deus".
Durante o dia, o povo se ocupava em falar na conversão do advogado. Ao anoitecer, sem qualquer anúncio do culto, ajuntou-se uma multidão no templo. Quando Finney relatou o que Deus fizera na sua alma, muitos foram profundamente comovidos; um, sentiu-se tão convicto que voltou a casa sem o chapéu. Certo advogado afirmou: "É claro que ele é sincero; mas que enlouqueceu, é evidente." Finney falou e orou com grande liberdade. Realizavam-se cultos todas as noites por algum tempo, aos quais assistiam pessoas de todas as classes. Esse grande avivamento espalhou-se para muitos lugares em redor.
Finney continuou:
"Por oito dias [depois da sua conversão) o meu coração permanecia tão cheio, que não sentia desejo de comer nem de dormir. Parecia-me que tinha um manjar para comer que o mundo não conhecia. Não sentia necessidade de alimentar-me nem de dormir... Por fim, cheguei a ver que devia comer como de costume e dormir quanto fosse possível.
"Grande poder acompanhava a Palavra de Deus; todos os dias admirava-me ao notar como poucas palavras, dirigidas a uma pessoa, traspassavam-lhe o coração como uma seta.
"Não demorei muito em ir visitar meu pai. Ele não era salvo; o único membro da família que fizera profissão de religião era meu irmão mais novo. Meu pai encontrou-me no portão e me perguntou: - 'Como tem passado, Carlos?' Respondi-lhe: - Bem, meu pai, tanto no corpo como na alma. Meu pai, o senhor já é idoso, todos os seus filhos estão crescidos e casados; e nunca ouvi alguém orar na sua casa. Ele baixou a cabeça e começou a chorar, dizendo: - 'É verdade, Carlos; entre, e você mesmo ore'.
"Entramos e oramos. Meus pais ficaram comovidos e, não muito depois, converteram-se. Se a minha mãe tinha qualquer esperança antes, ninguém o sabia".
Assim, esse advogado, Carlos G. Finney, perdeu todo o gosto pela sua profissão e se tornou um dos mais famosos pregadores do Evangelho. Acerca de seu método de trabalhar, ele escreveu:
"Dei grande ênfase à oração como indispensável, se realmente queríamos um avivamento. Esforçava-me por ensinar a propiciação de Jesus Cristo, sua divindade, sua missão divina, sua vida perfeita, sua morte vicária, sua ressurreição, a necessidade de arrependimento e de fé, a justificação pela fé, e outras doutrinas que se tornaram vivas pelo poder do Espírito Santo.
"Os meios empregados eram simplesmente pregação, cultos de oração, muita oração em secreto, intensivo evangelismo pessoal e cultos para a instrução dos interessados.
"Eu tinha o costume de passar muito tempo orando; acho que, às vezes, orava realmente sem cessar. Achei, também, grande proveito em observar freqüentemente dias inteiros de jejum em secreto. Em tais dias, para ficar inteiramente sozinho com Deus, eu entrava na mata, ou me fechava dentro do templo..."
Vê-se no seguinte, a maneira como Finney e seu companheiro de oração, o irmão Nash, "bombardeavam" os céus com as suas intercessões:
"Quase um quilômetro distante da residência do senhor S, morava certo adepto do universalismo. Nos seus preconceitos religiosos, recusava-se a assistir aos cultos. Certa vez o irmão Nash, que se hospedava comigo na casa do senhor S, retirou-se para dentro da mata para lutar em oração, sozinho, bem cedo de madrugada, conforme seu costume. A atmosfera era tal nessa ocasião que se ouvia qualquer som de longe. O universalista ao levantar-se, de madrugada, saiu de casa e ouviu a voz de quem orava, e, apesar de não compreender muitas das palavras, reconheceu quem orava. E isso traspassou-lhe o coração como uma flecha. Sentiu a realidade da religião como nunca. A flecha permanecia. E ele achou alívio somente crendo em Cristo".
Acerca do espírito de oração, Finney afirmou que "era coisa comum nesses avivamentos, os recém-convertidos se acharem tomados pelo desejo de orar noites inteiras até lhes faltarem as forças físicas. O Espírito Santo constrangia grandemente o coração dos crentes, e sentiam constantemente a responsabilidade pela salvação das almas imortais. A solenidade da mente se manifestava no cuidado com que falavam e se comportavam. Era muito comum encontrar crentes juntos caídos de joelhos em oração em vez de ocupados em palestras".
Em certo tempo, quando as nuvens de perseguição enegreciam cada vez mais, Finney, como era seu costume sob tais circunstâncias, sentia-se dirigido a dissipá-las, orando. Em vez de falar pública ou particularmente acerca das acusações, ele orava. Acerca da sua experiência escreveu: "Eu olhava para Deus com grande anelo, dia após dia, rogando que Ele me mostrasse o plano a seguir e a graça para suportar a borrasca... O Senhor mostrou-me, em uma visão, o que eu tinha de enfrentar. Ele chegou-se tão perto de mim, enquanto eu orava, que a minha carne literalmente estremecia sobre os ossos. Eu tremia da cabeça aos pés, sob o pleno conhecimento da presença de Deus".
Acrescentamos mais um exemplo, tirado da sua autobiografia, da maneira de o Espírito Santo operar na sua pregação:
"Ao chegar, na hora anunciada para iniciar o culto, achei o prédio da escola repleto e tinha de ficar em pé perto da entrada. Cantamos um hino, isto é, o povo pretendia cantar. Entretanto, eles não tinham o costume de cantar os hinos de Deus, e cada um desentoava à sua própria maneira. Não podia conter-me e lancei-me de joelhos e comecei a orar. O Senhor abriu as janelas dos céus, derramou o espírito de oração e entreguei-me de toda a alma a orar.
"Não escolhera um texto, mas logo ao levantar-me dos joelhos, eu disse: Levantai-vos, saí deste lugar, porque o Senhor há de destruir a cidade . Acrescentei que havia dois homens, um se chamava Abraão, e outro, Ló... Contei-lhes como Ló se mudara para Sodoma... O lugar era excessivamente corrupto... Deus resolveu destruir a cidade e Abraão orou por Sodoma. Mas os anjos acharam somente um justo lá, era Ló. Os anjos disseram: 'Tens alguém mais aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora deste lugar; porque nós vamos destruir este lugar, porque o seu clamor tem engrossado diante da face do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo'.
"Ao relatar estas coisas, os ouvintes se mostraram irados a ponto de me açoitarem. Nessa altura, deixei de pregar e lhes expliquei que compreendera que nunca se realizara culto ali e que eu tinha o direito de, assim, considerá-los corruptos. Salientei isso com mais e mais ênfase e, com o coração cheio de amor até não poder mais conter-me.
"Depois de eu assim falar cerca de quinze minutos, parecia cair sobre os ouvintes uma tremenda solenidade e começaram a cair ao chão, clamando e pedindo misericórdia. Se eu tivesse tido uma espada em cada mão, não os poderia derrubar tão depressa como caíram. De fato, dois minutos depois de os ouvintes sentirem o choque do Espírito vir sobre eles, quase todos estavam ou caídos de joelhos ou prostrados no chão. Todos os que podiam falar de qualquer maneira, oravam por si mesmos.
"Tive de deixar de pregar, porque os ouvintes não prestavam mais atenção. Vi o ancião que me convidara para pregar, sentado no meio do salão, olhando em redor, estupefato. Gritei bem alto para ele ouvir, apesar da balbúrdia, pedindo-lhe que orasse. Caiu de joelhos e começou a orar em voz retumbante; mas o povo não prestou atenção. Gritei: Vós não estais ainda no Inferno; quero dirigir-vos a Cristo. O coração transbordava de gozo ao presenciar tal cena. Quando pude dominar os meus sentimentos, virei-me para um rapaz que estava perto de mim, consegui atrair a sua atenção e preguei Cristo, em voz bem alta, ao seu ouvido. Logo, ao olhar para a 'cruz' de Cristo, ele acalmou-se por um pouco e então rompeu em oração pelos outros. Depois fiz o mesmo com um outro; depois com mais outro e continuei assim tratando com eles até a hora do culto da noite, na aldeia. Deixei o ancião que me convidara a pregar, para continuar a obra com os que oravam.
"Ao voltar, havia tantos clamando a Deus que não podemos encerrar a reunião, que continuou o resto da noite. Ao amanhecer o dia, alguns ainda permaneciam com a alma ferida. Não se podiam levantar e, para dar lugar às aulas, foi necessário levá-los a uma residência não muito distante. De tarde mandaram chamar-me porque ainda não findara o culto.
"Só nesta ocasião cheguei a saber a razão de o auditório agastar-se da mensagem. Aquele lugar cognominava-se 'Sodoma' e havia somente um homem piedoso lá a quem o povo tratava de 'Ló'. Era o ancião que me convidara a pregar."Depois de já velho, Finney escreveu acerca do que o Senhor fez em "Sodoma". "Embora esse avivamento caísse tão repentinamente sobre eles era tão empolgante que as conversões eram profundas e a obra permanente e genuína. Nunca ouvi falar em qualquer repercussão desfavorável."
Não foi só na América do Norte que Finney viu o Espírito Santo cair e abater os ouvintes em terra. Na Inglaterra, durante os nove meses de evangelização, que Finney promoveu lá, multidões também se prostraram enquanto ele pregava - em certa ocasião mais de dois mil, de uma vez.
Alguns pregadores confiam na instrução e ignoram a obra do Espírito Santo. Outros, com razão, rejeitam tal ministério infrutífero e sem graça; oram a Deus para o Espírito Santo tomar conta e alegram-se no grande progresso da obra de Deus. Mas, ainda outros, como Finney, dedicam-se a buscar o poder do Espírito Santo, sem desprezar a arma de instrução, e vêem resultados incrivelmente mais vastos.
Durante os anos de 1851 a 1866, Finney foi diretor do Colégio de Oberlin e ensinou a um total de 20 mil estudantes. Dava mais ênfase ao coração puro e ao batismo com o Espírito Santo do que à preparação do intelecto; de Oberlin saiu uma corrente contínua de alunos cheios do Espírito Santo. Assim, depois dos anos de uma campanha intensiva de evangelismo e no meio dos seus esforços no colégio, "em 1857, Finney via cerca de 50 mil, todas as semanas, converterem-se a Deus." (By My Spirit, Jônathan Goforth, p. 183.) Os diários de New York, às vezes quase não publicavam outras notícias, senão do avivamento.Suas lições aos crentes sobre avivamento foram publicadas, primeiro em um jornal e depois em um livro de 445 páginas e que se intitulava "Discursos Sobre Avivamentos". As primeiras duas edições, de 12 mil exemplares, foram vendidas logo ao saírem do prelo. Outras edições foram impressas em vários idiomas. Uma só editora em Londres publicou 80 mil. Entre suas outras obras de circulação mundial, contam-se as seguintes: sua "Autobiografia", "Discursos aos Crentes" e "Teologia Sistemática".
Os convertidos nos cultos de Finney eram pela graça constrangidos a andar de casa em casa para ganhar almas. Ele mesmo se esforçava para preparar o maior número de obreiros em Oberlin College. Mas o desejo que ardia sempre em tudo era o de transmitir a todos o espírito de oração. Pregadores como Abel Câry e Father Nash viajavam com ele e, enquanto ele pregava, eles continuavam prostrados em oração. Vejamos isso nas palavras de Finney:
"Se eu não tivesse o espírito de oração, não alcançaria coisa alguma. Se por um dia, ou por uma hora eu perdesse o espírito de graça e de súplica, não poderia pregar com poder e fruto, e nem ganhar almas pessoalmente."
Para que alguém não julgue que a obra era superficial, citamos outro escritor: "Descobriu-se, por pesquisa empolgante, que mais de 85 pessoas de cada 100 que se convertiam sob a pregação de Finney, permaneciam fiéis a Deus; enquanto 75 pessoas de cada cem, das que professaram conversão nos cultos de algum dos maiores pregadores, se desviavam. Parece que Finney tinha o poder de impressionar a consciência dos homens, sobre a necessidade de um viver santo, de tal maneira que produzia fruto mais permanente." (Deeper Experiences of Famous Christians, p. 243.)
Finney continuou a inspirar os estudantes de Oberlin College até a idade de 82 anos. Já no fim da vida, permanecia tão lúcido de mente como quando jovem e sua vida nunca foi tão rica no fruto do Espírito e na beleza da sua santidade do que nesses últimos anos. No domingo, 16 de agosto de 1875, pregou seu último sermão. Mas de noite não assistiu ao culto. Ao ouvir os crentes cantarem "Jesus lover of my soul, let me to Thy bosom fly", saiu até o portão na frente da casa, e com estes que tanto amava, foi a última vez que cantou na terra. Acordou-se à meia-noite, sofrendo dores lancinantes no coração. Sofrera assim muitas vezes durante a sua vida. Semeara as sementes de avivamento e as regara com lágrimas. Todas as vezes que recebeu o fogo da mão de Deus, foi com sofrimento. Finalmente, antes de amanhecer o dia, dormiu na terra para acordar na Glória, nos céus. Faltavam-lhe apenas treze dias para completar 83 anos de vida aqui na terra.

                             HISTORIA DO AVIVAMENTO NA INGLATERRA

                                                 INTRODUÇÃO

Após a reforma protestante Deus suscitou verdadeiros campeões da fé,os quais permitiram que suas vidas fossem instrumentos do Espirito santo,para a ministração de poderosos avivamentos para a igreja cristã.Não podemos ter a pretenção de precisar quem ou quando iniciou este periodo.Na realidade,podemos perceber que na igreja,durante e após a reforma,surgiram reavivamentos periodicos e locais,e que a soma destes foi a mola propulsora para a expanção do cristianismo pentecostal.(notas,Campos,bernardo,da reforma protestante á pentecostalismo 2002)
O pentecostalismo é uma manifestação histórica do"principio",que se fez presente em todos os avivamentos ao longo da história da igreja.Diferentemente do que alguns alegam,o Pentecostalismo não se trata de um movimento desvinculado do protestantismo histórico,antes diz respeito a uma forma histórica atual da ação do Espirito Santo que sempre se fez presente na igreja de Cristo.(notas,ibid,pp12)
Logo após o periodo de expanção das ideias protestantes,no seculo 18°,o protestantismo,na tentativa de ser coerente com o s penssamentos modernos,desenvolveu um sistema doutrinario para ser aceito intelectualmente.Isso não significa que não havia importancia em lançar as bases intelectuais do protestantismo,o problema resisdia no fato de não haver uma preocupação com uma doutrina pratica para a vida do individou.Esta falta de preocupação,ocorrida no seculo 17°,gerou um esfriamento espiritual e um formalismo em geral na Alemanha,Inglaterra,vindo a se expandir por toda a Europa e atingindo mais tarde,os Estados Unidos.(Nichols,Robert h.hist.da igreja,p,220).
Em nosso estudo do periodo moderno ou dos avivamentos,nossa atenção dirigir´se-a aos avivamento.Nosso propósito é descrever,de modo breve,certos movimentos de importancia,que por meio da reforma influenciaram países protestantes como Inglaterra,a alemanha e a América.Pouco depois da reforma apareceram tr~es grupos doferentes na igreja Inglesa:os elementos romanistas,que procuraram fazer amizade e nova união com Roma,O Anglicanismo,que estava satisfeito com as reformas moderadas estabelecidas nos reinados de Henrique 8°.,e da rainha Elisabete,e o grupo protestante radical que desejava uma igreja igual ás que se estabeleceram em Genebra e Escócia.Este ultimo grupo ficou conhecido,cerca do ano de 1654,como"os Puritanos",e opunha-se de modo firme ao sistema Anglicano no governo de Elisabete,e por essa razão muitos de seus dirigentes foram exilados.(notas,Jesse l.Hurlbut,pp.164,1999).
Os Puritanos também divididos entre si:uma parte radical,era favoravel á forma presbiteriana,a outra parte desejava a indenpendencia de cada grupo local,conhecidos como "indenpendentes"ou "congregacionais".Apesar dessa diferenças,continuavam como membros da igreja inglesa.Na luta entre Carlos 1° e o parlamento,os puritanos eram fortes defenssores dos direitos populares.No inicio o grupo presbiteriano predominava.Por ordem do Parlamento,um concilio de ministros reunido em Westminster,em 1643,preparou a"Confissão de Westminster"e os dois catecismos,considerados durante muito tempo como regra de fé por Presbiterianos e congregacionais.Durante o governo de Oliver Cromwell(1653-1658),triunfou o elemento independente,ou congregacional.No governo de Carlos 2°(1660-1685),os anglicanos assumiram  novamente o poder,e nessa época os puritanos foram perseguidos como não conformistas.Apos a revolução de 1688,os puritanos foram reconhecidos como dissidentes da igreja da Inglaterra e conseguiram o direito de organizar-se indenpendente.Do movimento iniciado pelos puritanos surgiram três igrejas,a Presbiteriana,a Congregacional,e a Batista.(notas,ibid,pp.164)
Nos primeiros 50 anos do seculo 18°,as igrejas da Inglaterra,a oficial e a dissidente,entraram em dacadencia.Os cultos eram formalistas,dominados por uma crença intelectual,mas sem poder moral sobre o povo.A inglaterra foi despertada dessa condição ,por um grupo de pregadores sinceros dirigidos pelos irmãos João Wesley e Jorge Whitefield.Dentre os três,Whitefeld era pregador mais avivado com grander poder,que comovia no poder de Deus milhares de pessoas,tanto na Inglaterra como na América do Norte.Carlos Wesley era poeta compositor sacro,cujos hinos enriqueceram a coleção hinológica a partir de seu tempo.João W. foi sem duvida alguma,o indispenssavel dirigente e estadista do movimento.(notas,ibid,pp.164)


                               INICIO DO AVIVAMENTO "OS QUAKERS"(1624-1691)

O fato do primeiro lider dizer aos fiéis para tremarem diante de Deus gerou o nome"quakres',Com a inexixtencia de sacramentos, os quakres permaneceram em silencio nos cultos,aguardando uma iluminação proveniente do Espirito Santo,a respeito do que dizer.Neste movimento há crenças na possibilidade de uma comunicação direta com Deus.George Fox foi o fundador desta organização evangelica na Inglaterra do seculo 18°.Nichols afirma""George Fox foi um dos mais avivdados lideres do seu tempo e fervoroso evangelista que alcançou grande numero de conversões.
De acordo com historiador Gaarner,os Quakers foram perseguidos na Inglaterra pela intolerancia religiosa,e acabaram emigrando para os Estados Unidos na época da colonização,onde William Pen conseguiu estabelecer uma colonia quakers.Este dispunha de uma grande porção e terra na América do Norte que mais tarde passou a ser conhecida como estado de Pensilvania.Neste lugar os quakers criaram comunidades regidas por principios de justiça,moralidade fraternidade nas relações humanas.Os quakers apesar de serem sinceros em sua fé eram extremamente radiacais,de tal modo que seguiam a orientação de Fox de considerar as instituições e autoridades locais.
Também violavam outras convenções sociais,por exemplo:não tiravam chapéu em respeito a ninguém,nem cumprimentavam quaisquer pessoa com "bom dia"ou"boa noite'.Evidentemente que isso resultou em grande antipatia por parte da sociedade.Talvez a crença na iminencia apocaliptica,explica excessos exajeros ou excessos.Entretanto com tempo esse carater escatologico perdeu-se e o fervor inicial deu lugar a uma religiosidade excessivamente mistica,sem o devido embasamento nas doutrinas biblicas e com uma visão da pessoa de Cristo um tanto equivocada.Segundo Gaarner"a maior parte dos 200 mil quakers do mundo mora nos Estados Unidos.(notas Gaarner,o livros da religiões,p.2000).
No periodo dos dias agitados anos de 1640 a 1650,na Inglaterra muntiplicam-se certos movimentos sectáricos .Alguns deles os Levellers e os Diggers,formaram seitas tanto religiosas como politicos.Outros fortemente demonstraram tendencia tanto religiosa como politica(relativismo ao milenio),especialemente  os homens da 5° monarquia.Ainda outros  revelaram  inclinações misticas,tais como os Seekers e os Finders.Mas destes movimentos ,o mais significativo e um dos mais notaveis da época das gerras civis foi a sociedade dos amigos Quekers Jorge Fox (1624-1691) foi um dos poucos genios da igreja da historia da Inglaterra.Filho de um tecelão,nasceu em Fenny Drayton.Cresceu fervoroso,aos 19 anos de idade foi convidado por alguns cristãos de nome apenas para participar de uma reunião para beber.Ficou tão escandalizado com o contraste entre a pratica  e as palavras,que se entregou á ansiosa procura  da realidade espiritual.Detestava toda sorte de falsidades.(notas,W.Walker,hist,da igreja,pp.160).
Sua experiencia transformadora e sempre central se deu em 1646.Dai lhe veio a firme convicção de que toda criatura recebe do Senhor uma porção de luz  e que se esta"luz interior'é seguida,ela seguramente a leva á luz da vida e á verdade espiritual.A revelação não está confiada ás Escrituras ainda sejam elas a verdadeira Palavra de Deus-ela ilumina todos quantos são discipulos verdadeiros.O Espirito Santo fala diretamente através desses discipulos,entrega-lhes sua menssagem e os estimula a servir.(notas,ibid,pp.160).
Fox começou seu tempestuoso ministério em 1647.Visto que Deus dá a luz interior onde quer,o verdadeiro ministério é o de qualquer homem ou mulher que ele queira chamar.Deve-se rejeitar o ministério simplesmente profissional e frio.A sinceridade  e o zelo espiritual das crenças de Fox sua aversão a todo aspecto de formalismo e sua ansia por intima experiencia espiritual,tiveram enorme força de atração.Ele obteve seguidores entre varios partidos puritanos e entre as seitas que haviam proliferado no solo puritano.Por volta de 1652,em Preston Patrick,no norte da Inglaterra ,se reuniu a primeira comunidade Quakers.Dois anos depois os Antigos se haviam expandido até Londres,Bristol e Norwich.Entre os primeiros conversos de Fox,Margarida Fell(1614-1702)foi a mais importante .Com ela contraiu matrimonio depois que ela ficou viuva,e a casa dela,Swartmore Hall,se converteu em quartel general para seus pregadores.(notas,ibid,w.walker,pp.161).
Por causa das  ciecunstancias da vida Inglesa,tal movimento encontrou extrema oposição.Antes de 1661 mais de 3 mil amigos ,incluindo Fox,haviam passado pela prisão.Cedo entre eles se manifestou tal zelo missionario que os Quakers foram levados a proclamar sua fé nos mais distantes lugares,como Jerusalém,ilhhas da Indias Ocidentais,Alemanha,Austria e Holanda.Em 1656 entraram em Massachusetts e em 1661 quatro foram enforcados.Para essa severidade há uma explicação,não justificação,quakers,comportamento que em qualquer época teria provocado a interferencia policial.(notas,ibid,pp161)
Tais extravagancia foram devido as á falta inicial de organização,assim como crença na imediata inspiração do Espirito.Fox persebeu a necessidade de ordem,a ao por 1666 as linhas principais da disciplina quacre estavam formuladas,ainda que enfrentando grande oposição.Foram estabelecidas!"reuniões todo mes" para vigiarem com rigor a vida e o comportamento dos membros.Antes da morte de Fox,em 1691,adquiriram os quakers as sóbrias carateristicas que desde então os distinguem. William Pen (16644-1718),filho do Almirante Sir William Pen,apos sua inclinação ao quacarismo desde 1661,abraçou totalmente suas crenças em 1666 e se tornou um dos mais eminentes pregadores e defensores literarios da fé.Resolveu achar na América a liberdade negada aos quakers na Inglaterra.Após auxiliar e enviar uns 800 a Nova Jersey em 1677-1678,Penn obteve de Carlos 2° a concessão da Pennylvania,em 1681,como cancelamento de uma divida da coroa para com seu pai.Em 1682 foi fundada Filadélfia estado americano e teve inicio um grande experimento colonial.O ato de tolerancia de 1689,deu alivio aos quakers,como a outros dissidentes quanto ás mais severas restrições,e lhes concedeu liberdade de culto.(ibid,pp.162)
Algo importante sobre Fox é que quando se sentia movido pelo Espirito Santo a falar e orar  em alguma igreja .Frequentemete,surgiam debates,em tais convenções,nos quais mostrava-lhes firme e convincente.Em certas ocasiões,suas palavras não eram bem aceitas ou não recebidas,e o golpeavam,atirando-lhe pedras.Mas isto não o afastava e logo encontrava-se em outra " com campanário",intemrrompendo o culto e proclamamando sua mensagem.O numero de seus seguidores cresceu rapidamente.No começo,davam-lhe a si mesmos o nome"filhos da luz".O própio Fox,preferia dar-lhes simplemente o titulo de "amigos"O povo,vendo que sua exaltação era tal que tremiam,deu-lhe o nome de "quakers". (notas,Justo l.Gonzalez,a era dos dogmas e das duvidas,pp.149).
As pregações de Fox e praticas  não eram do agrado de muitos.Os lideres religiosos não gostavam deles.Foz quando não estava preso,Fox passava parte do tempo em sua casa de Swarthmore,que veio a ser o quartel general dos quakers.No restante passava viajando pela Inglaterra e exterior,visitando assembleias de quakers e levando sua menssagem a novas regiões.Primeiro foi á escócia,onde o acusaram de sedição,depois a Irlanda,mais tarde passou 2 anos no Caribe e América do Norte e por ultimo,fez duas visitas ao continente Europeu(holanda e Alemanha.Em todos os lugares,o movimento se estende e na, morte de Fox,em 1691,seus seguidores atingiam dezenas de milhares.Esses seguidores foram perseguidos.Repetidamente,os eram presos,acusados de serem vadios,blasfemos,de iniciarem motins e não pagarem os dizimo.Quando em 1664,Carlos 2/,proibiu as assembleias ou reunião de culto,outros grupos comtinuavam reunindo em secreto.Mas os quakers resolveram faze-los o culto publico e milhares deles foram presos.Quando em 1689,Jaime  2° prolungou a tolerancia religiosa,os quakers contavam com centenas de martires,que haviam morrido na prisão.(notas,ibid,pp.152).

                                  AVIVAMENTO DE MISSÕES NA INGLATERRA
                                                   PAI DE MISSÕES MODERNAS 

                                                  GUILHERME CAREY(1761-1834)

                                    (Notas,Herois da fé,Orlando Boyer,pp.95-102,cpad,Brasil)


O menino Guilherme Carey, era apaixonado pelo estu­do da natureza. Enchia seu quarto de coleções de insetos, flores, pássaros, ovos, ninhos, etc. Certo dia, ao tentar al­cançar um ninho de passarinhos, caiu de uma árvore alta. Ao experimentar a segunda vez, caiu novamente. Insistiu a terceira vez: caiu e quebrou uma perna. Algumas semanas depois, antes de a perna sarar, Guilherme entrou em casa com o ninho na mão. - "Subiste à árvore novamente?!" -exclamou sua mãe. - "Não pude evitar, tinha de possuir o ninho, mamãe" - respondeu o menino.
Diz-se que Guilherme Carey, fundador das missões atuais, não era dotado de inteligência superior e nem de qualquer dom que deslumbrasse os homens. Entretanto, foi essa característica de persistir, com espírito indômito e inconquistável, até completar tudo quanto iniciara, que fez o segredo do maravilhoso êxito da sua vida.
Quando Deus o chamava a iniciar qualquer tarefa, per­manecia firme, dia após dia, mês após mês e ano após ano,até acabá-la. Deixou o Senhor utilizar-se de sua vida, não somente para evangelizar durante um período de quarenta e um anos no estrangeiro, mas também para executar a fa­çanha por incrível que pareça, de traduzir as Sagradas Es­crituras em mais que trinta línguas.
O avô e o pai do pequeno Guilherme eram sucessiva­mente professor e sacristão (Igreja Anglicana) da Paró­quia. Assim o filho aprendeu o pouco que o pai podia ensi­nar-lhe. Mas não satisfeito com isso, Guilherme continuou seus estudos sem mestre.
Aos doze anos adquiriu um exemplar do Vocabulário Latino, por Dyche,. o qual decorou. Aos quatorze anos ini­ciou a carreira como aprendiz de sapateiro. Na loja encon­trou alguns livros, dos quais se aproveitou para estudar. Assim iniciou o estudo do grego. Foi nesse tempo que che­gou a reconhecer que era um pecador perdido, e começou a examinar cuidadosamente as Escrituras.
Não muito depois da sua conversão, com 18 anos de idade, pregou o seu primeiro sermão. Ao reconhecer que o batismo por imersão é bíblico e apostólico, deixou a deno­minação a que pertencia. Tomava emprestados livros para estudar e, apesar de viver em pobreza, adquiria alguns li­vros usados. Um de seus métodos para aumentar o conhe­cimento de outras línguas, consistia em ler diariamente a Bíblia em latim, em grego e em hebraico.
Com a idade de vinte anos, casou-se. Porém os membros da igreja onde pregava eram pobres e Carey teve de continuar seu ofício de sapateiro para ganhar o pão coti­diano. O fato de o senhor Old, seu patrão, exibir na loja um par de sapatos fabricados por Guilherme, como amostra, era prova da habilidade do rapaz.
Foi durante o tempo que ensinava geografia em Moul­ton, que Carey leu o livro As Viagens do Capitão Cook e Deus falou à sua alma acerca do estado abjeto dos pagãos sem o Evangelho. Na sua tenda de sapateiro afixou na pa­rede um grande mapa-mundi, que ele mesmo desenhara cuidadosamente. Incluíra neste mapa todos os dizeres dis­poníveis: o número exato da população, a flora e a fauna, as características dos indígenas, etc., de todos os países.Enquanto consertava sapatos, levantava os olhos, de vez em quando, para o mapa e meditava sobre as condições dos vários povos e a maneira de os evangelizar. Foi assim que sentiu mais e mais a chamada de Deus para preparar a Bíblia, para os muitos milhões de indus, na própria língua deles.
A denominação a que Guilherme pertencia, depois de aceitar o batismo por imersão, achava-se em grande deca­dência espiritual. Isto foi reconhecido por alguns dos mi­nistros, os quais concordaram em passar "uma hora em oração na primeira segunda-feira de todos os meses" pe­dindo de Deus um grande avivamento da denominação. De fato esperavam um despertamento, mas, como aconte­ce muitas vezes, não pensaram na maneira em que Deus lhes responderia.
As igrejas de então não aceitavam a idéia, que conside­ravam absurda, de levar o Evangelho aos pagãos. Certa vez, numa reunião do ministério, Carey levantou-se e su­geriu que ventilassem este assunto: O dever dos crentes em promulgar o Evangelho às nações pagãs. O venerável pre­sidente da reunião, surpreendido, pôs-se em pé e gritou: "Jovem, sente-se! Quando agradar a Deus converter os pa­gãos, ele o fará sem o seu auxílio, nem o meu."
Porém o fogo continuou a arder na alma de Guilherme Carey. Durante os anos que se seguiram esforçou-se inin­terruptamente, orando, escrevendo e falando sobre o as­sunto de levar Cristo a todas as nações. Em maio de 1792, pregou seu memorável sermão sobre Isaías 54.2,3: "Amplia o lugar da tua tenda, e as cortinas das tuas habitações se estendam; não o impeças; alonga as tuas cordas, e firma bem as tuas estacas. Porque transbordarás à mão direita e à esquerda; e a tua posteridade possuirá as nações e fará que sejam habitadas as cidades assoladas."
Discursou sobre a importância de esperar grandes coi­sas de Deus e, em seguida, enfatizou a necessidade de ten­tar grandes coisas para Deus.
O auditório sentiu-se culpado de negar o Evangelho aos países pagãos, a ponto de "levantar as vozes em choro." Foi então organizada a primeira sociedade missionária na história das igrejas de Cristo para a pregação do Evangelho entre os povos nunca evangelizados. Alguns como Brainerd, Eliot e Schwartz já tinham ido pregar em lugares distantes, mas sem que as igrejas se unissem para susten­tá-los.
Apesar de a sociedade ser o resultado da persistência e esforços de Carey, ele mesmo não tomou parte na sua for­mação. O seguinte, porém, foi escrito acerca dele nesse tempo:"Aí está Carey, de estatura pequena, humilde , quieto e constante; tem transmitido o espírito missio­nário aos corações dos irmãos, e agora quer que saibam da sua prontidão em ir onde quer que eles desejem, e está bem contente que formulem todos os planos".
Nem mesmo com esta vitória, foi fácil para Guilherme Carey concretizar o sonho de levar Cristo aos países que ja­ziam nas trevas. Dedicava o seu espírito indômito a alcan­çar o alvo que Deus lhe marcara.
A igreja onde pregava não consentia que deixasse o pastorado: somente com a visita dos membros da sociedade a ela é que este problema foi resolvido. No relatório da igreja escreveram: "Apesar de concordar com ele, não achamos bom que nos deixe aquele a quem amamos mais que a nos­sa própria alma."Entretanto, o que mais sentiu foi quando a sua esposa recusou terminantemente deixar a Inglaterra com os fi­lhos. Carey estava tão certo de que Deus o chamava para trabalhar na Índia que nem por isso vacilou.
Havia outro problema que parecia insolúvel: Era proi­bida a entrada de qualquer missionário na Índia. Sob tais circunstâncias era inútil pedir licença para entrar. Nestas condições, conseguiram embarcar sem esse documento. In­felizmente o navio demorou algumas semanas e, pouco an­tes de partir, os missionários receberam ordem de desem­barcar.
A sociedade missionária, apesar de tantos contratem­pos, continuou a confiar em Deus; conseguiram granjear dinheiro e compraram passagem para a Índia em um navio dinamarquês. Uma vez mais Carey rogou à sua querida es­posa que o acompanhasse. Ela ainda persistia na recusa e nosso herói, ao despedir-se dela, disse: "Se eu possuísse o mundo inteiro, daria alegremente tudo pelo privilégio de levar-te e os nossos queridos filhos comigo; mas o sentido do meu dever sobrepuja todas as outras considerações. Não posso voltar para trás sem incorrer em culpa a minha alma."
Porém, antes de o navio partir, um dos missionários foi à casa de Carey. Grande foi a surpresa e o regozijo de todos ao saberem que esse missionário conseguiu induzir a espo­sa de Carey a acompanhar o seu marido. Deus comoveu o coração do comandante do navio a levá-la em companhia dos filhos, sem pagar passagem.
Certamente a viagem a vela não era tão cômoda como nos vapores modernos. Apesar dos temporais, Carey apro­veitou-se do ensejo para estudar o bengali e ajudar um dos missionários na obra de verter o livro de Gênesis para a língua bengaleza.
Guilherme Carey aprendeu suficiente o bengali, duran­te a viagem, para conversar com o povo. Pouco depois de desembarcar, começou a pregar e os ouvintes vinham para ouvir em número sempre crescente.Carey percebeu a necessidade imperiosa de o povo pos­suir a Bíblia na própria língua e, sem demora, entregou-se à tarefa de traduzi-la. A rapidez com que aprendeu as línguas da Índia é uma admiração para os maiores lingüis­tas.
Ninguém sabe quantas vezes o nosso herói se mostrou desanimadíssimo na Índia. A esposa não tinha interesse nos esforços de seu marido e enlouqueceu. A maior parte dos ingleses com quem Carey teve contato, o tinham como louco; durante quase dois anos nenhuma carta da Inglater­ra lhe chegou às mãos. Muitas vezes faltava aos seus di­nheiro e alimento. Para sustentar a família, o missionário tornou-se lavrador da terra e empregou-se em uma fábrica de anil.
Durante mais de trinta anos Carey foi professor de línguas orientais no colégio de Fort Williams. Fundou tam­bém, o Serampore College para ensinar os obreiros. Sob a sua direção, o colégio prosperou, preenchendo um grande vácuo na evangelização do país.
Ao chegar à Índia, Carey continuou os estudos que co­meçara quando menino. Não somente fundou a Sociedade de Agricultura e Horticultura, mas criou um dos melhores jardins botânicos, redigiu e publicou o "Hortus Bengalensis". O livro "Flora Índica", outra de suas obras, foi consi­derada obra-prima por muitos anos.
Não se deve concluir, contudo, que, para Guilherme Carey, a horticultura fosse mais do que um passatempo. Passou, também, muito tempo ensinando nas escolas de crianças pobres. Mas, acima de tudo, sempre lhe ardia no coração o desejo de se esforçar na obra de ganhar almas.
Quando um de seus filhos começou a pregar, Carey es­creveu: "Meu filho, Félix, respondeu à chamada para pre­gar o Evangelho". Anos depois, quando esse filho aceitou o cargo de embaixador da Grã Bretanha no Sião, o pai, desa­pontado e angustiado, escreveu para um amigo: "Félix en­colheu-se até tornar-se um embaixador!"
Durante o período de quarenta e um anos, que passou na Índia, não visitou a Inglaterra. Falava, embora com di­ficuldade, mais de trinta línguas da Índia, dirigia a tradu­ção das Escrituras em todas elas e foi apontado ao serviço árduo de tradutor oficial do governo. Escreveu várias gra­máticas indianas e compilou notáveis dicionários dos idio­mas bengali, marati e sânscrito. O dicionário do idioma bengali consta de três volumes e inclui todas as palavras da língua, traçadas até a sua origem e definidas em todos os seus sentidos.
Tudo isto era possível porque sempre economizava o tempo, segundo se deduz do que escreveu seu biógrafo:"Desempenhava estas tarefas hercúleas sem pôr em risco a sua saúde, aplicando-se metódica e rigorosamente ao seu programa de trabalho, ano após ano. Divertia-se, passando de uma tarefa para outra. Dizia que se perde mais tempo, trabalhando inconstante e indolentemente do que nas interrupções de visitas. Observava, portanto, a norma de entrar, sem vacilar, na obra marcada e de não deixar coisa alguma desviar a sua atenção para qualquer outra coisa durante aquele período."O seguinte escrito pedindo desculpas a um amigo pela demora em responder-lhe a carta, mostra como muitas das suas obras avançavam juntas:
"Levantei-me hoje às seis, li um capítulo da Bíblia hebraica; passei o resto do tempo, até às sete, em oração. Então assisti ao culto doméstico em bangali, com os cria­dos. Enquanto esperava o chá, li um pouco em persa com um munchi que me esperava; li também, antes de comer, uma porção das Escrituras em industani. Logo depois de comer sentei-me, com um pundite que me esperava, para continuar a tradução do sânscrito para o ramayuma. Tra­balhamos até as dez horas, quando então fui ao colégio para ensinar até quase as duas horas. Ao voltar para casa, li as provas da tradução de Jeremias em bengali, só findan­do em tempo para jantar. Depois do jantar, traduzi, ajuda­do pelo pundite chefe do colégio, a maior parte do capítulo oito de Mateus em sânscrito. Nisto fiquei ocupado até as seis. Depois das seis assentei-me com um pundite de Te­linga, para traduzir do sânscrito para a língua dele. Às sete comecei a meditar sobre a mensagem para um sermão e preguei em inglês, às sete e meia. Cerca de quarenta pes­soas assistiram ao culto, entre as quais, um juiz do Sudder Dewany'dawlut. Depois do culto, o juiz contribuiu com 500 rupias para a construção de um novo templo. Todos os que assistiram ao culto tinham saído às nove horas; sentei-me para traduzir o capítulo onze de Ezequiel para o bengali. Findei às onze, e agora estou escrevendo esta carta. De­pois, encerrei o dia com oração. Não há dia em que dispo­nha de mais tempo do que isto, mas o programa varia."
Com o avançar da idade, seus amigos insistiam em que diminuísse os seus esforços, mas a sua aversão à inatividade era tal, que continuava trabalhando mesmo quando a força física não dava para a necessária energia mental. Por fim, viu-se obrigado a ficar de cama, onde continuava a corrigir as provas das traduções.
Finalmente, em 9 de junho de 1834, com a idade de 73 anos, Guilherme Carey dormiu em Cristo.A humildade era uma das características mais destaca­das da sua vida. Conta-se que, no zênite da fama, ouviu certo oficial inglês perguntar cinicamente: - "O grande doutor Carey não era sapateiro?" Carey, ao ouvir casual­mente a pergunta, respondeu: "- Não, meu amigo, era apenas um remendão."
Quando Guilherme Carey chegou à Índia, os ingleses negaram-lhe permissão para desembarcar. Ao morrer, po­rém, o governo mandou içar as bandeiras a meia haste em honra de um herói que fizera mais para a Índia do que to­dos os generais britânicos.Calcula-se que traduziu a Bíblia para a terça parte dos habitantes do mundo. Assim escreveu um de seus sucesso­res, o missionário Wenger: "Não sei como Carey conseguiu fazer nem a quarta parte das suas traduções. Faz cerca de vinte anos (em 1855), que alguns missionários, ao apresen­tarem o Evangelho no Afeganistão (país da Ásia central), acharam que a única versão que esse povo entendia era o Pushtoo, feita em Sarampore por Carey."O corpo de Guilherme Carey descansa, mas a sua obra continua a servir de bênção a uma grande parte do mundo.
A pesar de Carey não ter recebido em sua mocidade ,Carey chegou a ser um dos homens mais eruditos do mundo.,no que diz respeito ao indioma sânscrito e a outras linguas orientais.Suas gramaticas e dicionarios são usados até hoje.De 1800 a 1830 foi professor de literatura oriental no colégio de Fort William em Calcuta.Carey,falecei como o pai de um grande movimento missionario na Inglaterra.O movimento missionario na América do Norte teve sua primeira inspiração na famosa"reunião de oração" que se realizou no Colégio Willians,em Massachustes,no ano de 1811.Um grupo de estudantes reuniu-se no campo para orar acerca de missões.Nessa ocasião desabou fortissíma tempestade.Os estudantes refugiaram-se em um depósito de feno,e ali consagraram suas vidas a obra de Cristo no mundo pagão.(notas,historia da igreja cristã,Jesse l.Hurlbut,pp.170).

Como resultado dessa reunião,fundou-se a junta Americana de Comissionados para missões Estrangeiras,a qual,no principio,era interdenominacional,mais tarde,,porém,outras igrejas fundaram suas própias sociedades e a junta Americana ficou pertencendo as igrejas congregacionais.Este grande despertamento de avivamento que surgiu na Inglaterra(e, até certo ponto,na Europa setentrional,bem como na América do norte.O reavivamento ligou-se ao imperialismo do século 19° para fomentar o grande entusiasmo pelas missões protestantes.Á enfase missionaria na Inglaterra,imediatamente antes de 1800.O primeiro misssionario enviado foi William Carey.Ele fundou a Sociedade Missionaria Batista da Inglaterra em 1792 e em 1793 partiu para a India,onde realizou um ministério notavel.Não demorou para que a Sociedade Missionaria de Londres e muitas outras enviassem a todas as partes da terra a fim de propagar o evangelho a milhões de pessoas que nunca tinham ouvido falar de Cristo.A partir de 1860,aproximadamente,até 1920,os americanos"tinham missões no coração",de modo que até mesmo os presidentes e outras pessoas de elevada autoridade as apoiavam.(notas,manual biblico Halley.pp.796)

O decimo nono seculo foi marcado por firme expanção e crescente proliferação do não-conformismo,para o que a influencia evangelica foi forte.Provavelmente no começo do ´seculo o numero de ativos não conformistas ultrapassava o de anglicanos praticantes.O metodismo,por exemplo,aumentou de 4 vezes de 1800 a 1860,ainda que tenha perdido gente com as facções cismáticas.Outros grandes e crescentes corpos não-comformistas foram os congregacionais e os batistas,enquanto quakers e unitarios permaneceram como pequenas minorias e o prebiterianismo foi reavivado principalmente pela imigração da Escócia.O esforço não-conformista se dirigiu ás classes médias.Ele produziu pregadores de grande ´poder e possuiu seus eruditos e trabalhadores sociais,mas em erudição e trabalho entre os sem igreja foram menos importantes que a igreja da Inglaterra.(notas W.Walker,hist.da ig.,pp.258-9).
dE grande importancia na vida inglesa foi a firme diminuição das inabilitações que pesavam sobre os nãos conformistas.Em 1813 os unitarios foram beneficiados pela abolição de atos penais contra os negadores da trindade.Os atos de Prova e coperação cairam em 1828.Em 1836 foi permitida realizar casamentos em lugares de culto dissidente.Os não conformistas livraram-se das taxas em beneficio do estabelicimento em 1868-1871.Em todas as provas religiósas,exeto para os cursos de teologia,foram abolidas nas universisdades de Oxford,Cambridge e Durham.Em 1880 foram permitidas encommendações não conformistas em prédios das igrejas.(notasW.Walker,hist.da ig,pp.259).
Na ultima metade do seculo aproveitaram-se os não conformistas do que ,por vezes,tem sido chamado"segundo grande despertamento evangélico"e cujo principal carateristico foi dado pelo evangelista americano Dwight L.Moody91837-1899).Os anglicanos evangélicos dele também se bebeficiaram,seus centros em Mildmay e Keswick os auxiliaram.Nesse seculo somente se expandiram como também huve entre eles o surgimento de novas organizações.Tres movimentos t~em interesse especial.Edward Irving(1792-1834),em Londres,era eloquente pregador dentro do presbiterianismo escoces.(ibid,W.Walker,pp.260).


                                                 (1703-1791)
                                  fonte(Orlando Boyer,Herois da fé,cpad,1985,pp.59-73)

O céu, à meia-noite, era iluminado pelo reflexo sombrio das chamas que devoravam vorazmente a casa do pastor Samuel Wesley. Na rua, ouviam-se os gritos: "Fogo! Fo­go!" Contudo, a família do pastor continuava a dormir tranqüilamente, até que os escombros ardentes caíram sobre a cama de uma filha, Hetty. A menina acordou sobressaltada e correu para o quarto do pai. Sem poder sal­var coisa alguma das chamas, a família foi obrigada a sair casa a fora, vestindo apenas as roupas de dormir, numa temperatura gélida.
A ama, ao ser despertada pelo alarme, arrebatou a criança menor, Carlos, do berço. Chamou os outros meni­nos, insistindo que a seguissem, desceu a escada; porém, João, que então contava cinco anos e meio, ficou dormin­do.
Três vezes a mãe, Susana Wesley, que se achava doen­te, tentou, debalde, subir a escada. Duas vezes o pai ten­tou, em vão, passar pelo meio das chamas, correndo. Sentindo o perigo, ajuntou a família no jardim, onde todos caí­ram de joelhos e suplicaram a favor da criança presa pelo fogo.
Enquanto a família orava, João acordou e, depois de tentar descer pela escada, subiu numa mala que estava em frente a uma janela, onde um vizinho o viu em pé. O vizi­nho chamou outras pessoas e conceberam o plano de um deles subir nos ombros de um primeiro enquanto um ter­ceiro subia nos ombros do segundo, e alcançaram a crian­ça. Dessa maneira, João foi salvo da casa em chamas, ape­nas instantes antes de o teto cair com grande fragor.
O menino foi levado, pelos intrépidos homens que o sal­varam, para os braços do pai. "Cheguem, amigos!", cla­mou Samuel Wesley, ao receber o filhinho, "ajoelhemo-nos e agradecemos a Deus! Ele me restituiu todos os meus fi­lhos; deixem a casa arder; os meus recursos são suficien­tes." Quinze minutos depois, casa, livros, documentos e mobiliários, não existiam mais.
Anos depois, em certa publicação, apareceu o retrato de João Wesley e embaixo a representação de uma casa ar­dendo, com as palavras: "Não é este um tição tirado do fo­go?" (Zacarias 3.2).
Encontra-se nos escritos de Wesley, a seguinte referên­cia interessante, desse histórico sinistro: "Em 9 de feverei­ro de 1750, durante um culto de vigília, cerca das onze ho­ras da noite, lembrei-me de que era esse o dia e a hora, ha­via quarenta anos, em que me tiraram das chamas. Apro­veitei-me do ensejo para relatar a maravilhosa providên­cia. Os louvores e as ações de graças subiram às alturas e grande foi o regozijo perante o Senhor". Tanto o povo, como João Wesley, já sabiam naquele tempo porque o Se­nhor o poupara do incêndio.
O historiador Lecky, nomeia o Grande Avivamento como sendo a influência que salvou a Inglaterra de uma re­volução, igual à que, na mesma época, deixou a França em ruínas. Dos quatro vultos que se destacaram no Grande Avivamento, João Wesley era o maior. Jônatas Edwards, que nasceu no mesmo ano de Wesley, faleceu trinta e três anos antes dele; Jorge Whitefield, nascido onze anos de­pois de Wesley, faleceu vinte anos antes dele; e Carlos Wesley continuou o seu itinerário efetivo somente dezoito anos, enquanto João continuou durante meio século.
Mas a biografia deste célebre pregador, para ser com­pleta, deve incluir a história de sua mãe, Susana. De fato, é como certo biógrafo escreveu: "Não se pode traçar a his­tória do Grande Avivamento do século passado (1700), na Inglaterra, sem dar uma grande parte da herança merecida à mãe de João e Carlos Wesley; isso não somente por causa da instrução que inculcou profundamente aos filhos, mas por causa da direção que deu ao avivamento."
A mãe de Susana era filha de um pregador. Esforçada na obra de Deus, casou-se com o eminente ministro, Sa­muel Annesley. Dos vinte e cinco filhos deste enlace, Susa­na era a vigésima quarta. Durante a vida, seguiu o exem­plo da sua mãe, passando uma hora de madrugada e outra à noite, orando e meditando sobre as Escrituras. Pelo que ela escreveu certo dia, vê-se como se dedicava à oração: "Que Deus seja louvado por todos os dias em que nos com­portamos bem. Mas estou ainda descontente, porque não desfruto muito de Deus; sei que me conservo demasiada­mente longe dele; anseio ter a alma mais intimamente li­gada a Ele pela fé e amor".
João era o décimo-quinto filho dos dezenove filhos de Samuel e Susana Wesley. O que vamos transcrever, escrito pela mãe de João, mostra como ela era fiel em "ordenar a seus filhos e a sua casa depois" dela (Gênesis 18.19): "Para formar a mente da criança, a primeira coisa é vencer-lhe a vontade. A obra de instruir o intelecto leva tempo e deve ser gradual, conforme a capacidade da criança. Mas o sub­jugar-lhe a vontade deve ser feito de uma vez, e quanto mais cedo tanto melhor... Depois, pode-se governar a criança pela razão e piedade dos pais, até chegar o tempo de a criança poder, também exercer o raciocínio."
Acerca de Samuel e Susana Wesley e seus filhos, o cé­lebre comentador da Bíblia, Adão Clark, escreveu: "nunca li nem ouvi falar duma família; não conheço e nem existe outra, desde os dias de Abraão e Sara, de José e Maria de Nazaré, à qual a raça humana deve tanto."Susana Wesley acreditava que "aquele que poupa a va­ra, aborrece a seu filho" (Provérbios 13.24), e não consentia que seus filhos chorassem em voz alta. Assim, apesar de a casa estar repleta de crianças, nunca havia tempos tristonhos nem balbúrdia no lar do pastor. Um filho jamais ganhou coisa alguma chorando, na casa de Susana Wesley.
Susana marcava o quinto aniversário de cada filho como o dia em que deviam aprender o alfabeto; e todos, a não ser dois, cumpriram a tarefa no tempo marcado. No dia seguinte, a criança que completava cinco anos e apren­dia o alfabeto, começava o estudo da leitura, iniciando-o com o primeiro versículo da Bíblia.
"Os meninos no lar de Samuel Wesley aprenderam o valor que há em observar fielmente os cultos. Não há em outras histórias fatos tão profundos e atraentes como o que consta acerca dos filhos de Samuel e Susana Wesley, pois antes de saberem ajoelhar-se ou falar, eram instruídos a dar graças pelo alimento, por meio de acenos apropriados. Logo que aprendiam a falar, repetiam a Oração Dominical de manhã e à noite; e eram ensinados, também, a acres­centar outros pedidos, conforme o seu desejo... Ao chega­rem à idade própria, um dia da semana era designado a cada filho, para conversar sobre as 'dúvidas e dificulda­des'. Na lista aparecem os nomes de João, para quarta-feira, e o de Carlos, para o sábado. E para os filhos, o dia de cada um tornou-se precioso e memorável... É comovente ler o que João Wesley, vinte anos depois de sair da casa pa­terna disse à sua mãe: "Em muitas coisas a senhora tem intercedido por mim e tem prevalecido. Quem sabe se ago­ra também, na intercessão para que eu renuncie inteira­mente o mundo, terá bom êxito?... Sem dúvida será tão eficaz para corrigir o meu coração, como era então para formar o meu caráter."
Depois do espetacular salvamento de João do incêndio, sua mãe, profundamente convencida de que Deus tinha grandes planos para seu filho, resolveu firmemente criá-lo para servir e ser útil na obra de Cristo. Susana escreveu es­tas palavras nas suas meditações particulares: "Senhor, esforçar-me-ei mais definitivamente em prol desta crian­ça, a qual salvaste tão misericordiosamente. Procurarei transmitir-lhe fielmente ao coração os princípios da tua re­ligião e virtude. Senhor, dá-me a graça necessária para fazer isso sincera e sabiamente, e abençoa os meus esforços com grande êxito!"
Ela era tão fiel, em cumprir sua resolução, que João foi admitido a participar da Ceia do Senhor, com a idade de oito anos.
Nunca se omitia o culto doméstico do programa do dia, no lar de Samuel Wesley. Fosse qual fosse a ocupação dos membros da família, ou dos criados, todos se reuniam para adorar a Deus. Na ausência do marido, Susana, com o co­ração aceso pelo fogo dos céus, dirigia os cultos. Conta-se que, certa vez, quando ele prolongou a ausência mais do que de costume, trinta e quarenta pessoas assistiram aos cultos no lar dos Wesley e a fome pela Palavra de Deus au­mentou, a ponto de a casa ficar repleta das pessoas da vizi­nhança que assistiam aos cultos.
A família do pastor Samuel Wesley vivia rodeada de pobreza, mas pela influência do Duque de Buckinghan, conseguiram um lugar para João na Charterhouse, em Londres. Assim, o menino, antes de completar onze anos, deixou a atmosfera fragrante de oração ardente, para en­frentar as porfias de uma escola pública. Contudo, não ce­deu ao ambiente de pecado de que estava rodeado. Conser­vava, também, as suas forças físicas, obedecendo fielmen­te o conselho de seu pai, que corresse três vezes, de madru­gada, em redor do grande jardim da Charterhouse. Tomou como regra da sua vida, dali em diante, manter o vigor do corpo. Aos 80 anos, apesar de seu físico franzino, conside­rava coisa insignificante andar de pé uma légua e meia, para pregar.
Conta-se um exemplo da influência que João exercia sobre seus colegas de Charterhouse. Certo dia o porteiro sentiu falta dos meninos no terraço de recreio e foi achá-los em uma das salas, congregados em redor de João. Este contava-lhes histórias instrutivas, as quais atraíam mais do que o recreio.
Acerca deste tempo, João Wesley escreveu: "Eu parti­cipava de várias coisas que reconhecia como sendo pecado, embora não fossem escandalosas aos olhos do mundo. Con­tudo, continuei a ler as Escrituras e a orar de manhã e à noite. Baseava a minha salvação sobre os seguintes pontos:1) Não me considerava tão perverso como o próximo. 2) Conservava a inclinação de ser religioso. 3) Lia a Bíblia, assistia aos cultos e fazia oração".
Depois de estudar seis anos na Charterhouse, Wesley cursou em Oxford, tornando-se proficiente no latim, grego, hebraico e francês. Mas seu interesse principal não era o intelecto. Sobre esse assunto ele escreveu: "Comecei a re­conhecer que a religião verdadeira tem a sua fonte no cora­ção... reservei duas horas, todos os dias, para ficar sozinho com Deus. Participava da Ceia do Senhor de oito em oito dias. Guardei-me de todo o pecado, quer de palavras, quer de atos. Assim, na base das boas obras que praticava, eu me considerava um bom crente".
João se esforçava para levantar-se todos os dias às qua­tro horas. Por meio de anotações que escrevia diariamente de tudo que fazia durante o dia, conseguia dar conta de seu tempo para não desperdiçar um momento. Continuou a observar esse costume até quase o último dia da sua vida.Certo dia, quando ainda jovem, assistiu a um enterro em companhia de um moço, e conseguiu levá-lo a Cristo, ganhando, assim, a primeira alma para seu Salvador. Al­guns meses depois, com a idade de 24 anos, e depois de um período de oração, foi separado para o diaconato.
Enquanto estudava em Oxford, ajuntava-se ali um pe­queno grupo dos estudantes para orar, estudar as Escritu­ras juntos diariamente, jejuar às quartas e sextas-feiras, visitar os doentes e encarcerados e confortar os criminosos na hora da execução. Todas as manhãs e todas as noites cada um passava uma hora orando sozinho em oculto. Nas orações paravam de vez em quando para observarem se oravam com o devido fervor. Sempre oravam ao entrar e ao sair dos cultos na igreja. Três dos membros desse grupo, mais tarde tornaram-se famosos entre os crentes: 1) João Wesley, que talvez tenha feito mais que qualquer outro para aprofundar a vida espiritual, não somente de então, mas também de nosso tempo; 2) Carlos Wesley, que che­gou a ser um dos mais espirituais e famosos escritores de hinos evangélicos; e 3) Jorge Whitefield, que se tornou o comovente pregador ao ar livre.
Naquele tempo, sentia-se a influência de João Wesleyem muitas partes das Américas, e hoje ainda é sentida. Contudo, passou menos que dois anos neste continente, e isto durante o período da sua vida, quando se achava per­turbado por causa de dúvidas. Aceitou a chamada para pregar o Evangelho aos silvícolas na colônia de Geórgia, desejoso de ganhar sua salvação por meio de boas obras. Pensou que vaidade e ostentação mundana não se encon­trariam nas matas da América.
Como era característico em sua vida, a bordo do navio em viagem à América do Norte, observava, com outros de seu grupo, um programa para não desperdiçar um momen­to durante o dia; levantava-se às quatro horas e deitava-se depois das vinte e uma. As primeiras três horas do dia eram dedicadas à oração e estudo das Escrituras. Depois de cumprir tudo que estava indicado no programa do dia, o cansaço era tanto que, não obstante o bramido do mar e o balanço do navio, dormiam sem perturbação, deitados sobre um cobertor estendido no convés.
Na Geórgia, a população inteira afluía à igreja para ou­vir a sua pregação. A influência de seus sermões foi tal que, depois de dez dias, uma sala de baile ficou quase inteira­mente abandonada, enquanto a igreja se enchia de pessoas que oravam e eram salvas.
Whitefield, que desembarcou na Geórgia alguns meses depois de Wesley voltar à Inglaterra, assim descreveu o que viu: "O êxito de João Wesley na América é indizível. Seu nome é precioso entre o povo, onde lançou os alicerces que nem os homens nem os demônios podem abalar. Oh! que eu possa segui-lo como ele seguiu a Cristo!" Contudo, a Wesley faltava uma coisa muito importante, conforme se vê pelos acontecimentos que o levaram a sair da Geórgia, como ele mesmo escreveu:"Faz dois anos e quase quatro meses que deixei a mi­nha terra natal para pregar Cristo aos índios da Geórgia; entretanto, o que cheguei eu â saber? Ora, vim a saber o que eu menos esperava: fui à América para converter ou­tros, mas nunca fora realmente convertido a Deus."
Depois de voltar à Inglaterra, João Wesley começou a servir a Deus com a fé de um filho e não mais com a fé dum simples servo. Acerca desse assunto, eis o que ele escreveu:"Não reconhecia que esta fé era dada instantaneamente, que o homem podia sair das trevas para a luz imediata­mente, do pecado e da miséria para a justiça e gozo do Espírito Santo. Examinei de novo as Escrituras sobre este ponto, especialmente Atos dos Apóstolos. Fiquei grande­mente surpreendido ao ver quase que somente conversões instantâneas; quase nenhuma tão demorada como a de Saulo de Tarso". Desde então começou a sentir mais e mais fome e sede de justiça, a justiça de Deus pela fé.
Fracassara na sua primeira tentativa de pregar o Evan­gelho na América, porque, apesar de seu zelo e bondade de caráter, o cristianismo que possuía era uma coisa que rece­bera por instrução. Mas a segunda etapa de seu ministério destacou-se por um êxito fenomenal. E porque o fogo de Deus ardia na sua alma, chegara a ter contato direto com Deus por uma experiência pessoal.
Relatamos aqui, com suas próprias palavras, a sua ex­periência na qual o Espírito testificou ao seu espírito que era filho de Deus. Essa experiência transformou completa­mente a sua vida.
"Eram quase cinco horas, hoje, quando abri o Novo Testamento e encontrei estas palavras: 'Ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas para que por elas fi­queis participantes da natureza divina" (2 Pedro 1.4). An­tes de sair, abri mais uma vez o Novo Testamento para ler estas outras palavras: 'Não estás longe do reino de Deus...' (Marcos 12.34). À noite, senti-me impelido a assistir em Aldersgate... Senti o coração abrasado; confiei em Cristo, somente em Cristo, para a salvação: foi-me dada a certeza de que Ele levara os meus pecados e de que me salvara da lei do pecado e da morte. Comecei a orar com todas as mi­nhas forças... e testifiquei a todos os presentes do que sen­tia no coração."
Depois dessa experiência em Aldersgate, Wesley aspi­rava a bênçãos ainda maiores do Senhor, conforme ele mesmo escreveu: "Eu suplicava a Deus que cumprisse to­das as suas promessas na minha alma. O Senhor honrou este anelo, em parte, não muito depois, enquanto eu orava com Carlos, Whitefield e cerca de sessenta outros crentes em Fetter Lane". São de João Wesley também estas palavras: "Cerca das três horas da madrugada, enquanto perseverávamos em oração (Romanos 12.12), o poder de Deus nos sobreveio de tal maneira, que bradamos impulsiona­dos de grande gozo e muitos caíram ao chão. A seguir, ao passar um pouco o temor e a surpresa que sentimos na pre­sença da majestade divina, rompemos em uma só voz: 'Louvamos-te, ó Deus, aceitamos-te como Senhor'".
Essa unção do Espírito Santo dilatou grandemente os horizontes espirituais de Wesley; o seu ministério tornou-se excepcionalmente frutuoso e ele trabalhou ininterrupta­mente durante 53 anos, com o coração abrasado pelo amor divino.
Um pastor prega, em média, cem vezes por ano, mas João Wesley pregou cerca de 780 Vezes por ano, durante 54 anos. Esse homenzinho, com a altura de apenas um metro e sessenta e seis centímetros e pesando menos de sessenta quilos, dirigia-se a grandes multidões e sob as maiores pro­vações. Quando as igrejas lhe fecharam as portas, levan­tou-se para pregar ao ar livre.
Apesar de enfrentar a apatia espiritual quase geral nos crentes, a par de uma onda de devassidão e crimes no país inteiro, multidões de 5 mil a 20 mil afluíam para ouvir seus sermões. Tornou-se comum, nesses cultos, os pecadores acharem-se tão angustiados, que gritavam e gemiam. Se célebres materialistas, tais como Voltaire e Tomaz Paine, gritaram de convicção ao se encontrarem com Deus no lei­to de morte, não é de admirar que centenas de pecadores gemessem, gritassem e caíssem ao chão, como mortos, quando o Espírito Santo os levava a sentir a presença de Deus. Multidões de perdidos, assim, tornavam-se novas criaturas em Cristo Jesus, nos cultos de João Wesley. Mui­tas vezes os ouvintes eram levados às alturas de amor, gozo e admiração; recebiam também visões da perfeição divina e das excelências de Cristo, até ficarem algumas horas como mortos. (Ver Apocalipse 1.17.)
Como todos que invadem o território de Satanás, os ir­mãos Carlos e João Wesley, tinham de sofrer terríveis per­seguições. Em Moorfield os inimigos do Evangelho acaba­ram com o culto, destruindo a mesa em que João subira para pregar e o insultaram e maltrataram. Em Sheffield, a casa foi demolida sobre a cabeça dos crentes. Em Wednesbury, destruíram as casas, roupas e móveis dos crentes, deixando-os desabrigados, expostos à neve e ao temporal. Diversas vezes João Wesley foi apedrejado e arrastado como morto, na rua. Certa vez foi espancado na boca, no rosto e na cabeça até ficar coberto de sangue.
Mas a perseguição da parte da igreja decadente era a sua maior cruz. Foram denunciados como "falsos profe­tas", "paroleiros", "impostores arrogantes", "homens des­tros na astúcia espiritual", "fanáticos", etc. Ao voltar para visitar Epworth, onde nascera e se criara, João assistiu, no domingo, ao culto da manhã e ao culto da tarde, na igreja onde seu pai fora fiel pastor durante muitos anos, mas não lhe foi concedida a oportunidade de falar ao povo. Às de­zoito horas, João, em pé, sobre o monumento, que marcava o lugar em que enterraram seu pai, ao lado da igreja, pre­gou ao maior auditório jamais visto em Epworth - e Deus salvou muitas almas.
- Qual a causa de tão grande oposição? Entre os crentes da igreja dormente , alegava-se que eram as suas pregações sobre a justificação pela fé, e a santificação. Os descrentes não gostavam dele porque "levou o povo a se levantar para cantar hinos às cinco da madrugada."
João Wesley não somente pregava mais que os outros pregadores, mas os excedia como pastor, exortando e con­fortando os crentes, e visitando de casa em casa.
Nas suas viagens, andava tanto a cavalo, como a pé, ora em dias ensolarados, ora sob chuvas, ora em temporais de neve. Durante os 54 anos do seu ministério, andou, em média, mais de 7 mil quilômetros por ano, para alcançar os pontos de pregação.
Esse homenzinho que andava 7 mil quilômetros por ano, ainda tinha tempo para a vida literária. Leu não me­nos de 1.200 tomos, a maior parte enquanto andava a cava­lo. Escreveu uma gramática hebraica, outra de latim, e ainda outras de francês e inglês. Serviu durante muitos anos como redator dum jornal de 56 páginas. O dicionário completo que compilou da língua inglesa era muito popu­lar, e seu comentário sobre o Novo Testamento ainda tem grande circulação. Revisou e republicou uma biblioteca de cinqüenta volumes, reduzindo-a para trinta volumes. O li­vro que escreveu sobre a filosofia natural teve grande acei­tação entre o ministério. Compilou uma obra de quatro vo­lumes sobre a história da Igreja. Escreveu e publicou um livro sobre a história de Roma e outro sobre a da Inglater­ra. Preparou e publicou três volumes sobre medicina e seis sobre música para os cultos. Depois da sua experiência em Fetter Lane, ele e seu irmão Carlos, escreveram e publica­ram 54 hinários. Diz-se que ao todo escreveu mais que 230 livros.
Esse homem de físico franzino, ao completar 88 anos, escreveu: "Durante mais de 86 anos não experimentei qualquer debilidade de velhice; os olhos nunca escurece­ram, nem perdi o meu vigor". Com a idade de 70 anos, pre­gou a um auditório de 30 mil pessoas, ao ar livre, e foi ouvi­do por todos. Aos 86 anos fez uma viagem à Irlanda, na qual, além de pregar seis vezes ao ar livre, pregou cem ve­zes em sessenta cidades. Certo ouvinte assim se referiu a Wesley: "Seu espírito era tão vivo como aos 53 anos, quan­do o encontrei pela primeira vez".
Atribuiu a sua saúde às seguintes regras: 1) Ao exercí­cio constante e ar fresco. 2) Ao fato de nunca, mesmo doen­te ou com saúde, em terra ou no mar, haver perdido uma noite de sono desde o seu nascimento. 3) À habilidade de dormir, de dia ou de noite, ao sentir-se cansado. 4) Ao fato de observar a regra por mais que sessenta anos de se levan­tar às 4 horas da manhã. 5) Ao costume de sempre orar às 5 da manhã, durante mais que cinqüenta anos. 6) Ao fato de quase nunca sofrer de dor, desânimo ou cuidado durante a vida inteira.
Não nos devemos esquecer da fonte desse vigor que João Wesley manifestava. Passava duas horas diariamente em oração, e muitas vezes mais. Iniciava o dia às quatro horas. Certo crente que o conhecia intimamente, assim es­creveu acerca dele: "Considerava a oração a coisa mais im­portante da sua vida e eu o tenho visto sair do quarto com a serenidade de alma visível no rosto até quase brilhar".
A qualquer história da vida de João Wesley faltará o ponto principal, se não se fizer menção dos cultos de vigília que se realizavam uma vez por mês entre os crentes. Esses cultos se iniciavam às 20 horas e continuavam até depois da meia-noite - ou até cair o Espírito Santo sobre eles. Ba­seavam tais cultos sobre as referências no Novo Testamen­to, de noites inteiras passadas em oração. Foi assim que al­guém se referiu ao sucesso: "Explica-se o poder de Wesley pelo fato de ele ser 'homo unius libri', isto é, um homem de um livro, e esse Livro é a Bíblia".
Pouco antes da sua morte, escreveu: "Hoje passamos o dia em jejum e oração para que Deus alargasse a sua obra. Só encerramos depois de uma noite de vigília, na qual o co­ração de muitos irmãos foi grandemente confortado".
No seu diário, João Wesley escreveu, entre outras coi­sas, sobre oração e jejum, o seguinte: "Enquanto cursava em Oxford... jejuávamos às quartas e às sextas-feiras, como faziam os crentes primitivos em todos os lugares. Es­creveu Epifânio (310-403): 'Quem não sabe que o jejum das quartas e das sextas-feiras é observado pelos crentes do mundo inteiro?"' Wesley continuou: "Não sei porque eles guardavam esses dois dias, mas é boa a regra; se lhes ser­via, também me serve. Contudo, não quero dar a entender que o único tempo de jejuar seja esses dois dias da semana, porque muitas vezes é necessário jejuar mais do que dois dias. É necessário permanecer sozinho e na presença de Deus, enquanto jejuamos e oramos, para que Deus possa mostrar-nos a sua vontade e dar-nos direção. Nos dias de jejum devemos afastar-nos, o mais possível, de todo servi­ço, de fazer visitas e das diversões, apesar dessas coisas se­rem lícitas em outras ocasiões".
Seu gozo em pregar ao ar livre não diminuiu na velhice: Em 7 de outubro de 1790, pregou pela última vez fora de casa, sobre o texto: "O reino de Deus está próximo, arrependei-vos, e crede no Evangelho". "A palavra manifes­tou-se com grande poder e as lágrimas do povo corriam em torrentes".
Um por um, seus fiéis companheiros de luta, inclusive sua esposa, foram chamados para o descanso, mas João Wesley continuava a trabalhar. Com a idade de 85 anos, seu irmão, Carlos, foi chamado pelo Senhor e João sentou-se perante a multidão, cobrindo o rosto com as mãos, para esconder as lágrimas que lhe corriam pelas faces. Seu ir-mão a quem amava tanto durante tão longo tempo, partira e ele, agora, tinha de trabalhar sozinho.
Em 2 de março de 1791, com a idade de quase 88 anos, completou a sua carreira terrestre. Durante toda a noite anterior, não cessaram em seus lábios o louvor e a adora­ção, pronunciando estas palavras: "As nuvens distilam a gordura". Sua alma saltou de alegria com a antecipação das glórias do lar eterno e exclamou: "O melhor de tudo é que Deus está conosco". Então, levantando a mão, como se fosse o sinal da vitória, novamente repetiu: "O melhor de tudo é que Deus está conosco". Às 10 horas da manhã, en­quanto os crentes rodeavam o leito, em oração, ele disse: "Adeus!", e assim passou para a presença do Senhor.
Um crente que assistiu à sua morte, assim relatou o ato: "A presença divina pairava sobre todos nós; não exis­tem palavras para descrever o que vimos no seu semblan­te! Quanto mais o fitávamos, tanto mais víamos parte dos indizíveis céus".
Calcula-se que dez mil pessoas em desfile passaram diante do ataúde para ver o rosto que ainda retinha um sorriso celestial. Por causa das grandes massas que afluí­ram para honrá-lo, foi necessário enterrá-lo às cinco horas da manhã.João Wesley nasceu e criou-se em um lar onde não ha­via abundância de pão. Com a venda dos livros da sua au­toria ganhou uma fortuna, com a qual contribuía para a causa de Cristo; ao falecer, deixou no mundo "duas colheres, uma chaleira de prata, um casaco velho" e dezenas de milhares de almas, salvas em épocas de grande decadência espiritual.
A tocha em Epworth foi arrebatada do fogo, em Aldersgate e Fetter Lane começou a arder intensamente, e conti­nua a iluminar milhões de almas no mundo inteiro.
                                    
                               Jorge  whitefield(1714-1770)
    (fonte,notas,Orlando boyer,Herois da fé,pp.73-84,cpad-Brasil)

Mais de 100 mil homens e mulheres rodeavam o prega­dor, há mais de duzentos anos, em Cambuslang, Escócia. As palavras do sermão, vivificadas pelo Espírito Santo, ou­viam-se distintamente em todas as partes que formavam esse mar humano. É-nos difícil fazer uma idéia do vulto da multidão de 10 mil penitentes que responderam ao apelo para se entregarem ao Salvador. Estes acontecimentos ser­vem-nos como um dos poucos exemplos do cumprimento das palavras de Jesus: "Na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fa­rá maiores do que estas, porque vou para meu Pai" (João 14.12).
Havia "como um fogo ardente encerrado nos ossos" deste pregador, que era Jorge Whitefield. Ardia nele um zelo santo de ver todas as pessoas libertas da escravidão do pecado. Durante um período de vinte e oito dias fez a incrí­vel façanha de pregar a 10 mil pessoas diariamente. Sua voz se ouvia perfeitamente a mais de um quilômetro de distância, apesar de fraco de físico e de sofrer dos pulmões.Não havia prédio no qual coubessem os auditórios e, nos países onde pregou, armava seu púlpito nos campos, fora das cidades. Whitefield merece o título de príncipe dos pregadores ao ar livre, porque pregava em média dez vezes por semana, e isso fez durante um período de trinta e qua­tro anos, em grande parte sob o teto construído por Deus -os céus.
A vida de Jorge Whitefield era um milagre. Nasceu em uma taberna de bebidas alcoólicas. Antes de completar três anos, seu pai faleceu. Sua mãe casou-se novamente, mas a Jorge foi permitido continuar os estudos na escola. Na pensão de sua mãe, fazia a limpeza dos quartos, lavava roupa e vendia bebidas no bar. Estranho que pareça e ape­sar de não ser salvo, interessava-se grandemente pela lei­tura das Escrituras, lendo a Bíblia até alta noite prepa­rando sermões. Na escola era conhecido como orador: Sua eloqüência era natural e espontânea, um dom extraordiná­rio de Deus, dom que possuía sem ele mesmo saber.
Custeou os próprios estudos em Pembroke College, Ox­ford, servindo como garçom em um hotel. Depois de estar algum tempo em Oxford, ajuntou-se ao grupo de estudan­tes a que pertenciam João e Carlos Wesley. Passou muito tempo, como os demais do grupo, jejuando e esforçando-se para mortificar a carne, a fim de alcançar a salvação, sem compreender que "a verdadeira religião é a união da alma com Deus e a formação de Cristo em nós."
Acerca da sua salvação, escreveu algum tempo antes de morrer: "Sei o lugar onde... Todas as vezes que vou a Ox­ford, sinto-me impelido a ir primeiro a este lugar onde Je­sus se revelou a mim, pela primeira vez, e me deu o novo nascimento".
Com a saúde abalada, talvez pelo excesso de estudo, Jorge voltou a casa para recuperá-la. Resolvido a não cair no indiferentismo, inaugurou uma classe bíblica para jo­vens que, como ele, desejavam orar e crescer na graça de Deus. Visitavam diariamente os doentes e os pobres e, fre­qüentemente, os prisioneiros nas cadeias, para orarem com eles e prestarem-lhes qualquer serviço manual que pudes­sem. Jorge tinha no coração um plano que consistia em pre­parar cem sermões e apresentar-se para ser separado para o ministério. Porém quando havia preparado apenas um sermão, seu zelo era tanto, que a igreja insistia em ordená-lo, tendo penas vinte e um anos apesar de ser regra não aceitar ninguém para tal cargo, com menos de 23 anos.
O dia antes da sua separação para o ministério, passou-o em jejum e oração. Acerca desse fato, ele escreveu: "À tarde, retirei-me para um alto, perto da cidade, onde orei com instância durante duas horas, pedindo a meu favor e também por aqueles que estavam para ser separados comi­go. No domingo, levantei-me de madrugada e orei sobre o assunto da epístola de Paulo a Timóteo, especialmente sobre o preceito: 'Ninguém despreze a tua mocidade'. Quando o ancião me impôs as suas mãos, se meu vil cora­ção não me engana, ofereci todo o meu espírito, alma e cor­po para o serviço no santuário de Deus... Posso testificar; perante os céus e a terra, que dei-me a mim mesmo, quan­do o ancião me impôs as mãos, para ser um mártir por aquele que foi pregado na cruz em meu lugar".
Os lábios de Whitefield foram tocados pelo fogo divino do Espírito Santo na ocasião da sua separação para o mi­nistério. No domingo seguinte, naquela época de gelo espi­ritual, pregou pela primeira vez. Alguns se queixaram de que quinze dos ouvintes enlouqueceram ao ouvirem o ser­mão. O ancião, porém, compreendendo o que se passava, respondeu que seria muito bom, se os quinze não se esque­cessem da sua "loucura" antes de chegar o outro domingo.
Whitefield nunca se esqueceu nem deixou de aplicar a si as seguintes palavras do Doutor Delaney: "Desejo, todas as vezes que subir ao púlpito, considerar essa oportunida­de como a última que me é dada de pregar, e a última dada ao povo de ouvir". Alguém assim escreveu sobre uma de suas pregações: "Quase nunca pregava sem chorar e sei que as suas lágrimas eram sinceras. Ouvi-o dizer: 'Vós me censurais porque choro. Mas, como posso conter-me, quando não chorais por vós mesmos, apesar das vossas al­mas mortais estarem a beira da destruição? Não sabeis se estais ouvindo o último sermão, ou não, ou se jamais tereis outra oportunidade de chegar a Cristo!" Chorava, às vezes, até parecer que estava morto e custava a recuperar as forças. Diz-se que os corações da maioria dos ouvintes eram derretidos pelo calor intenso de seu espírito, como prata na fornalha do refinador.
Quando estudante no colégio de Oxford, seu coração ar­dia de zelo e pequenos grupos de alunos se reuniam no seu quarto, diariamente; eles eram movidos, como os discípu­los logo depois do derramamento do Espírito Santo, no Pentecoste. O Espírito continuou a operar poderosamente nele e por ele durante o resto da sua vida, porque nunca abandonou o costume de buscar a presença de Deus. Divi­dia o dia em três partes: oito horas sozinho com Deus e em estudos, oito horas para dormir e as refeições, oito horas para o trabalho entre o povo. De joelhos, lia, e orava sobre as leituras das Escrituras e recebia luz, vida e poder. Le­mos que numa das suas visitas aos Estados Unidos, "pas­sou a maior parte da viagem a bordo, sozinho em oração". Alguém escreveu sobre ele: "Seu coração encheu-se tanto dos céus que anelava por um lugar onde pudesse agradecer a Deus; e sozinho, durante horas, chorava comovido pelo amor consumidor do seu Senhor". Suas experiências no ministério confirmavam a sua fé na doutrina do Espírito Santo, como o Consolador ainda vivo, o poder de Deus ope­rando atualmente entre nós.
A pregação de Jorge Whitefield era feita de forma tão vivida que parecia quase sobrenatural. Conta-se que, certa vez pregando a alguns marinheiros, descreveu um navio perdido num furacão. Tudo foi apresentado em manifesta­ções tão reais que, quando chegou ao ponto de descrever o barco afundando, alguns marinheiros pularam dos assen­tos, gritando: "Às baleeiras! Às baleeiras!". Em outro ser­mão falou acerca dum cego andando na direção dum pre­cipício desconhecido. A cena foi tão real que, quando o pre­gador chegou ao ponto de descrever a chegada do cego à beira do profundo abismo, o camareiro-mor, Chesterfield, que assistia, deu um pulo gritando: "Meu Deus! ele desa­pareceu!"
O segredo, porém, da grande colheita de almas salvas não era a sua maravilhosa voz nem a sua grande eloqüên­cia. Não era também porque o povo tivesse o coração aberto para receber o Evangelho, porque era tempo de grande decadência espiritual entre os crentes.
Também não foi porque lhe faltasse oposição. Repeti­das vezes Whitefield pregou nos campos, porque as igrejas fecharam-lhe as portas. Às vezes nem os hotéis queriam aceitá-lo como hóspede. Em Basingstoke foi agredido a pauladas. Em Staffordshire atiraram-lhe torrões de terra. Em Moorfield destruíram a mesa que lhe servia de púlpito e arremessaram contra ele o lixo da feira. Em Evesham, as autoridades, antes de seu sermão, ameaçaram prendê-lo, se pregasse. Em Exeter, enquanto pregava a dez mil pes­soas, foi apedrejado de tal forma que pensou haver chega­do para ele a hora, como o ensangüentado Estevão, de ser imediatamente chamado à presença do Mestre. Em outro lugar, apedrejaram-no novamente, até ficar coberto de sangue. Verdadeiramente levava no corpo, até a morte, as marcas de Jesus.
O segredo de tais frutos na sua pregação era o seu amor para com Deus. Quando ainda muito novo, passava noites inteiras lendo a Bíblia, que muito amava. Depois de se converter, teve a primeira daquelas experiências de sentir-se arrebatado, ficando a sua alma inteiramente aberta, cheia, purificada, iluminada da glória e levada a sacrifi­car-se, inteiramente, ao seu Salvador. Desde então nunca mais foi indiferente em servir a Deus, mas regozijava-se no alvo de trabalhar de toda a sua alma, e de todas as suas forças, e de todo seu entendimento. Só achava interesse nos cultos e escreveu para sua mãe que nunca mais volta­ria ao seu emprego. Consagrou a vida completamente a Cristo. E a manifestação exterior daquela vida nunca exce­dia a sua realidade interior, portanto, nunca mostrou can­saço nem diminuiu a marcha durante o resto de sua vida.
Apesar de tudo, ele escreveu: "A minha alma era seca como o deserto. Sentia-me como encerrado dentro duma armadura de ferro. Não podia ajoelhar-me sem estar toma­do de grandes soluços e orava até ficar molhado de suor... Só Deus sabe quantas noites fiquei prostrado, de cama, ge­mendo, por causa do que sentia, e ordenando, em nome de Jesus, que Satanás se apartasse de mim. Outras vezes pas­sei dias e semanas inteiros prostrado em terra, suplicando para ser liberto dos pensamentos diabólicos que me dis­traíam. Interesse próprio, rebelião, orgulho e inveja me atormentavam, um após outro, até que resolvi vencê-los ou morrer. Lutei até Deus me conceder vitória sobre eles".
Jorge Whitefield considerava-se um peregrino errante no mundo, procurando almas. Nasceu, criou-se e diplo­mou-se na Inglaterra. Atravessou o Atlântico treze vezes. Visitou a Escócia quatorze vezes. Foi ao País de Gales vá­rias vezes. Visitou uma vez a Holanda. Passou quatro me­ses em Portugal. Nas Bermudas, ganhou muitas almas para Cristo, como nos demais lugares onde trabalhou.
Acerca do que sentiu em uma das viagens à colônia da Geórgia, Whitefield escreveu: 'Foram-me concedidas ma­nifestações extraordinárias do alto. Cedo de manhã, ao meio-dia, ao anoitecer e à meia-noite, de fato durante o dia inteiro, o amado Jesus me visitava para renovar-me o cora­ção. Se certas árvores perto de Stonehourse pudessem fa­lar, contariam acerca da doce comunhão, que eu e algumas almas amadas desfrutamos ali com Deus, sempre bendito. Às vezes, quando de passeio, a minha alma fazia tais in­cursões pelas regiões celestes, que parecia pronta a aban­donar o corpo. Outras vezes sentia-me tão vencido pela grandeza da majestade infinita de Deus, que me prostrava em terra e entregava-lhe a alma, como um papel em bran­co, para Ele escrever nela o que desejasse. De uma noite nunca me esquecerei. Relampejava excessivamente. Eu pregara a muitas pessoas e algumas ficaram receosas de voltar a casa. Senti-me dirigido a acompanhá-las e apro­veitar o ensejo para as animar a se prepararem para a vin­da do Filho do homem. Oh! que gozo senti na minha alma! Depois de voltar, enquanto alguns se levantavam das suas camas, assombrados pelos relâmpagos que andavam pelo chão e brilhavam duma parte do céu até outra, eu com mais um irmão ficamos no campo adorando, orando, exul­tando ao nosso Deus e desejando a revelação de Jesus dos céus, uma chama de fogo!"
- Como se pode esperar outra coisa a não ser que as multidões, a quem Whitefield pregava, fossem levadas a bus­car a mesma Presença? Na sua biografia há um grande nú­mero de exemplos como os seguintes: "Oh! quantas lágrimas foram derramadas, com forte clamor, pelo amor do querido Senhor Jesus! Alguns desmaiavam e quando re­cobravam as forças, ouviam e desmaiavam de novo. Ou­tros gritavam como quem sente a ânsia da morte. E depois de eu findar o último discurso, eu mesmo senti-me tão ven­cido pelo amor de Deus que quase fiquei sem vida. Contu­do, por fim, revivi e, depois de me alimentar um pouco, es­tava fortalecido bastante para viajar cerca de trinta quilô­metros, até Nottingham. No caminho, a alma alegrou-se cantando hinos. Chegamos quase à meia-noite; depois de nos entregarmos a Deus em oração, deitamo-nos e descan­samos na proteção do querido Senhor Jesus. Oh! Senhor, jamais existiu amor como o teu!"
Então Whitefield continuou, sem cansar: "No dia se­guinte em Fog's Manor, a concorrência aos cultos foi tão grande como em Nottingham. O povo ficou tão quebrantado que, por todos os lados, vi pessoas banhadas em lágri­mas. A palavra era mais cortante que espada de dois gu­mes e os gritos e gemidos alcançavam o coração mais endu­recido. Alguns tinham semblantes pálidos como a palidez de morte; outros torciam as mãos, cheios de angústia; ain­da outros foram prostrados ao chão, ao passo que outros caíam e eram aparados nos braços de amigos. A maior par­te do povo levantava os olhos para os céus, clamando e pe­dindo a misericórdia de Deus. Eu, enquanto os contempla­va, só podia pensar em uma coisa: o grande dia. Pareciam pessoas acordadas pela última trombeta, saindo dos seus túmulos para o juízo."
"O poder da presença divina nos acompanhou até Baskinridge, onde os arrependidos choravam e os salvos ora­vam, lado a lado. O indiferentismo de muitos transformou-se em assombro, e o assombro, depois, em grande alegria. Alcançou todas as classes, idades e caracteres. A embria­guez foi abandonada por aqueles que eram dominados por esse vício. Os que haviam praticado qualquer ato de injus­tiça foram tomados de remorso. Os que tinham furtado fo­ram constrangidos a fazer restituição. Os vingativos pedi­ram perdão. Os pastores ficaram ligados ao seu povo por um vínculo mais forte de compaixão. O culto doméstico foi iniciado nos lares. Os homens foram levados a estudar a Palavra de Deus e a terem comunhão com o seu Pai, nos céus".
Mas não foi somente os países populosos que o povo afluiu para o ouvir. Nos estados Unidos, quando eram ain­da um país novo, ajuntaram-se grandes multidões dos que moravam longe um do outro, nas florestas. O famoso Ben­jamim Franklin, no seu jornal, assim noticiou essas reu­niões: "Quinta-feira o reverendo Whitefield partiu de nos­sa cidade, acompanhado de cento e cinqüenta pessoas a cavalo, com destino a Chester, onde pregou a sete mil ou­vintes, mais ou menos. Sexta-feira pregou duas vezes em Willings Town a quase cinco mil; no sábado, em Newcas­tle, pregou a cerca de duas mil e quinhentas, e na tarde do mesmo dia, em Cristiana Bridge, pregou a quase três mil; no domingo, em White Clay Creek, pregou duas vezes (descansando uma meia hora entre os sermões a oito mil pessoas, das quais, cerca de três mil, tinha vindo a cavalo. Choveu a maior parte do tempo, porém, todos se conserva­ram em pé, ao ar livre".
Como Deus estendeu a sua mão para operar prodígios por meio de seu servo, vê-se no seguinte: Num estrado pe­rante a multidão, depois de alguns momentos de oração em silêncio, Whitefield anunciou de maneira solene o tex­to: "É ordenado aos homens que morram uma só vez, e de­pois disto vem o juízo". Depois de curto silêncio, ouviu-se um grito de horror, vindo dum lugar entre a multidão. Um pregador presente foi até o local da ocorrência, para saber o que tinha acontecido. Logo voltou e disse: - "Irmão Whi­tefield, estamos entre os mortos e os que estão morrendo. Uma alma imortal foi chamada à eternidade. O anjo da destruição está passando sobre o auditório. Clame em alta voz e.não cesse". Então foi anunciado ao povo que um den­tre a multidão havia morrido. Então Whitefield leu a se­gunda vez o mesmo texto: "É ordenado aos homens que morram uma só vez". Do local onde a Senhora Huntington estava em pé, veio outro grito agudo. De novo, um tremor de horror passou por toda a multidão quando anunciaram que outra pessoa havia morrido. Whitefield, porém, em vez de ficar tomado de pânico, como os demais, suplicou graça ao Ajudador invisível e começou, com eloqüência tremenda, a prevenir os impenitentes do perigo. Não deve­mos concluir, contudo, que ele era ou sempre solene ou sempre veemente. Nunca houve quem experimentasse mais formas de pregar do que ele.
Apesar da sua grande obra, não se pode acusar White­field de procurar fama ou riquezas terrestres. Sentia fome e sede da simplicidade e sinceridade divina. Dominava to­dos os seus interesses e os transformava para glória do rei­no do seu Senhor. Não ajuntou ao redor de si os seus con­vertidos para formar outra denominação, como alguns es­peravam. Não, apenas dava todo o seu ser, mas queria "mais línguas, mais corpos, mais almas a usar para o Se­nhor Jesus".
A maior parte de suas viagens à América do Norte fo­ram feitas a favor do orfanato que fundara na colônia da Geórgia. Vivia na pobreza e esforçava-se para granjear o necessário para o orfanato. Amava os órfãos ternamente, escrevendo-lhes cartas e dirigindo-se a cada um pelo no­me. Para muitas dessas crianças, ele era o único pai, o úni­co meio de elas terem o sustento. Fez uma grande parte da sua obra evangelística entre os órfãos e quase todos perma­neceram crentes fiéis, sendo que um bom número deles se tornaram ministros do Evangelho.
Whitefield não era de físico robusto: desde a mocidade sofria quase constantemente, anelando, muitas vezes, par­tir e estar com Cristo. A maior parte dos pregadores acham impossível pregar quando estão enfermos como ele.
Assim foi que, aos 65 anos de idade, durante sua sétima viagem à América do Norte, findou a sua carreira na Ter­ra, uma vida escondida com Cristo em Deus e derramada num sacrifício de amor pelos homens. No dia antes de fale­cer, teve de esforçar-se para ficar em pé. Porém, ao levan­tar-se, em Exeter, perante um auditório demasiado grande para caber em qualquer prédio, o poder de Deus veio sobre ele e pregou, como de costume, durante duas horas. Um dos que assistiram disse que "seu rosto brilhava como o sol". O fogo aceso no seu coração no dia de oração e jejum, quando da sua separação para o ministério, ardeu até den­tro dos seus ossos e nunca se apagou (Jeremias 20.9).Certo homem eminente dissera a Whitefield: "Não es­pero que Deus chame o irmão, breve, para o lar eterno, mas quando isso acontecer, regozijar-me-ei ao ouvir o seu testemunho". O pregador respondeu: "Então ficará desa­pontado; morrerei calado. A vontade de Deus é dar-me tan­tos ensejos para testificar dele durante minha vida, que não me serão dados outros na hora da morte".
E sua morte ocorreu como predissera.Depois do sermão, em Exeter, foi a Newburyport para passar a noite na casa do pastor. Ao subir para o quarto de dormir, virou-se na escada e, com a vela na mão, proferiu uma curta mensagem aos amigos que ali estavam e insis­tiam em que pregasse.
Às duas horas da madrugada acordou. Faltava-lhe o fô­lego e pronunciou para o seu companheiro as suas últimas palavras na Terra: "Estou morrendo".
No seu enterro, os sinos das igrejas de Newburyport dobraram e as bandeiras ficaram a meia-haste. Ministros de toda a parte vieram assistir aos funerais; milhares de pessoas não conseguiram chegar perto da porta da igreja, por causa da imensa multidão. Conforme seu pedido, foi enterrado sob o púlpito da igreja.
Se quisermos os mesmos frutos de ver milhares salvos, como Jorge Whitefield os teve, temos de seguir o seu exem­plo de oração e dedicação.- Alguém pensa que é tarefa demais? Que diria Jorge Whitefield, junto, agora, com os que levou a Cristo, se lhe fizéssemos essa pergunta?


                                           Oração "a chave do avivamento"
                                     artigo Paul Yong Cho

 Paul Yong Cho"em 1983, o rol de membros da nossa igreja já se aproxima dos 400.000. Com o ritmo de crescimento que estamos experimentando, até o final de 1984 teremos ultrapassado 500.000 membros ativos.            Como é que uma igreja pôde crescer tanto?            Será que este avivamento pode ocorrer em outros países?            Creio firmemente que pode haver avivamento em qualquer lugar, desde que as pessoas se entreguem à oração.            E é exatamente por isso que escrevo este livro, porque creio no avivamento e na renovação espiritual. A história tem mostrado que o segredo de todos os avivamentos que ocorreram na igreja através dos tempos é a oração.      
  Antes mesmo do nascimento da igreja, que ocorreu no dia de Pentecostes, Lucas escrevia: “ E (os discípulos) estavam sempre no templo, louvando a Deus ”. ( Lc 24. 54. ). E ele mesmo explicita mais o que os discípulos estavam fazendo: ”Todos estes perseveravam unânimes em oração... “ ( At 1.14. ). Assim a igreja nasceu quando estavam concentrados em oração, e o Espírito desceu obre eles.
 A era missionária da Igreja iniciou-se quando o Espírito Santo revelou à liderança dela, reunida em Antioquia, que deveriam enviar a Bernabé e a Saulo. Mas ele só fez isso depois que o grupo já estava em oração e jejum havia algum tempo.
Martinho Lutero não estava satisfeito com a religiosidade de seu tempo. Sentia uma profunda necessidade de maior espiritualidade, e isso o levou a passar mais tempo em oração, quando era professor de Teologia na Universidade de Wittenberg. Certo dia, no final de 1512, ele se trancou numa sala da torre do Mosteiro  Negro e ficou a orar sobre as verdades que estava descobrindo na Bíblia. E foi após esse período de oração e estudo bíblico que surgiu a Reforma. E esse movimento recuperou para nós a verdade bíblica da justificação pela fé. O homem não podia mais realizar obras para se salvar; a salvação era um dom de Deus, mediante a fé.
Depois que o fogo do avivamento que varrera toda a Europa começou a estinguir-se, surgiu o Iluminismo. E assim que esse novo movimento teve início, nas esferas das artes, atingindo todos os setores da sociedade européia, houve também um ressurgimento do conceito pagão acerca do valor supremo do homem. A razão passou a ser o padrão de aferição da verdade e da realidade, e a fé pareceu perder sua importância. Precisava-se de uma nova operação do Espírito Santo.
John Wesley, filho de um pastor anglicano da cidade de Epworth, Inglaterra, sentia-se bastante insatisfeito com a condição espiritual da Igreja da Inglaterra. Comovia-se profundamente com a grande miséria dos poderes que havia acorrido para as grandes cidades, e ali viviam em condições deploráveis. Na noite de 24 de maio de 1738, às quinze para as nove, John Wesley teve uma genuína experiência de conversão, quando ouvia a leitura do comentário de Lutero sobre a Epístola aos Romanos. Naquele momento, ele nasceu de novo. Depois disso, começou uma período de oração e jejum junto com seu irmão Charles, e com George Whitfield. Mas a Igreja da Inglaterra  fechou suas portas para ele, e então passaram a pregar para as multidões, não apenas na Grã Bretanha, mas também na América. Milhares e milhares de pessoas acorriam para ouvir a pregação deles, uma ungida pregação da Palavra de Deus. Isso deu como resultado o avivamento metodista, que alcançou o mundo todo.
Mas no século XIX, a igreja protestante outra vez se desviou do curso traçado pelos primeiros reformadores, e mergulhou na onda da “alta crítica “. E as conseqüências foram que o povo começou a abandonar as igrejas tradicionais, mas não  para se transferirem para outras igrejas, não; eles simplesmente ficavam em casa. No final do século, Deus chamou evangelistas como Charles Funney, Dwight L.Moody e R. A. Torrey. Esses homens pregaram com grande unção do Espírito Santo, estimulados por período de constante oração e jejum.
Quando o século XX iniciou, a atmosfera espiritual estava novamente em ascensão. E o Espírito Santo desceu de novo, dessa vez em Los Angeles, em 1905. Alguns crentes das igrejas metodistas e Holiness estavam jejuando e orando, e o Espírito Santo veio sobre eles, como havia acontecido no segundo capítulo do livro de Atos. E os que ali estavam reunidos receberam do Espírito o dom de línguas. Esse avivamento, que mais tarde recebeu o nome de Pentecostalismo, espalhou-se pelo mundo todo.
Agora estamos no final do século XX. Muitos crentes pentecostais ou carismáticos (pessoas que são membros de igrejas tradicionais, mas que exercitam o dom de línguas) estão percebendo que o mesmo secularismo penetrou em muitas das igrejas. O que a Igreja precisa hoje é de um novo derramamento do Espírito Santo. O que poderá ocasionar um avivamento, que, por sua vez, poderá salvar o mundo de uma destruição e extermínio total? A reposta é um novo apelo à oração.
Em nenhum outro momento da história do mundo moderno houve a expansão da influência satânica como se observa hoje. O abismo do inferno está vomitado sobre a terra toda a sua imundície: assassinatos, estupros, pornografia, desordem, e etc. Assim como a pregação dos irmãos Wesley salvou a Inglaterra de mergulhar numa revolução como a que a França experimentou no século XVIII, assim também um novo avivamento poderá trazer as mudanças sociais e políticas de que o mundo precisa para evitar a destruição e a  calamidade universal.Por isso, este livro é muito importante para você, leitor, e para todos aqueles a quem você possa influenciar. Já que começou a lê-lo, suponho que está interassado em oração.
Estou certo de que a razão por que o Espírito Santo o levou a ler este livro é que você já sabe que precisa orar. Meu objetivo aqui é narrar algumas experiências de minha vida pessoal e de meu ministério, para que você se sinta motivado a orar.Gostaria de mostrar também por que devemos orar, como e quando orar. Para entendemos isso, precisamos conhecer os diversos tipos de oração existentes.
Qual é a relação entre oração e jejum? É importante orar em língua estranha?Acredito sinceramente que, depois de ler o livro, ninguém poderá ser o mesmo de antes. Suas orações terão mais poder! Haverá uma mudança visível em sua vida! Seu ministério cristão será bem mais eficiente!Baseio-me numa premissa muito simples. Essa premissa é a seguinte: “Deus não tem predileção por nenhum dos seus filhos. Uma coisa que foi benção para mim, também poderá ser para você.” Um fato que deu poder à vida de homens como Lutero, Wesley, Finney e Moody também pode dar poder a sua, quer seja você um pastor ordenado ou uma dona-de-casa. No que diz respeito à oração, nosso nível cultural e nossa posição na vida não fazem a menor diferença. Se Deus operou através de homens e mulheres no passado, pode operar hoje por seu intermédio.Uma das grandes mentiras de Satanás é a de que não temos tempo para orar. Entretanto, todos nós temos muito tempo para comer, dormir e respirar. Quando compreendermos que a oração é tão importante quanto dormir, comer e respirar, ficaremos admirados ao constatar quanto tempo dispomos para oração.
Ao ler este livro, por favor, procure orar acerca de cada um de seus capítulos. Os fatos que estão contidos nas páginas que se seguem não são mera informação; são mais que isso. Também procurei não apresentar simples fórmulas. O que tento transmitir está calcado em vinte e sete anos de experiência de oração vitoriosa, já que tenho visto a oração obter resultados definidos e específicos.Também tenho total e completa confiança no Espírito Santo, que foi quem levou você a pegar este livro. Por isso, peço que continue a ler sempre em espírito de oração.(notas,oração"a chave do avivamento Paul y. Chou,1985,prefacio de sua obra,ed.vida). 


                                  A Prática da Oração
Artigo do Prefacio oração "a chave do avivamento Paul Yong Cho".
 
Paul Yong Cho" cristianismo chegou à Coréia de uma forma bem significativa. Pela providencia de Deus, não veio como uma força imperialista, mas por intermédio de dois missionários americano, pessoas profundamente espirituais. Muitas vezes, parece que o inicio de um movimento influencia bastante o futuro desenvolvimento dele. Foi o que sucedeu com a introdução do evangelho nesse país.Em 1882, foi assinado um acordo entre a Coréia e os Estados Unidos que significou abertura de “ novas portas “ para o trabalho missionário, por onde as igrejas dos Estados Unidos desejavam muito penetrar. Paul Yung cho"em 1884, a Junta Presbiteriana do Norte transferiu seu missionário Dr. H. N. Allen, que estava na China, para a Coréia. No ano seguinte, foram apontados os dois primeiros missionários para este país, e o Ver. Horace G. Underwood, presbiteriano, e o Ver. H.. G. Applenzeller, metodista. Esses dois homens tiveram um importante impacto sobre o futuro e desenvolvimento do Cristianismo na Coréia do Sul.
Paul Yong Cho"desde o início, as igrejas coreanas foram eminentemente nacionais, já que era dirigidas, sustentadas e desenvolvidas por pastores do país. Ao descrever o sucesso desse método, o Dr. Underwood escreveu o seguinte: “ Desde o início do trabalho, Deus, em sua providência, nos orientou para que adotássemos métodos que tem sido considerados singulares por algumas pessoas. Mas, na verdade, são métodos que tem sido adotados por inúmeros missionário em diversas partes do mundo. A única característica peculiar aqui é que tem sido seguido por quase todos os missionários.
Paul Yong Cho"um dos aspectos mais importantes da igreja coreana no início, foi que os membros se reuniam para orar todos os dias, pela manhã. Em 1906, irrompeu um avivamento. Aqueles crentes se reuniam na Igreja Presbiteriana de Pyongyang, que hoje é a capital da Coréia do Norte. Quando oravam o Espírito Santo desceu sobre eles e puseram confessar seus pecados, pessoas se convertiam em toda a parte.
Paul Yong Cho"quando iniciei meu ministério pastoral em 1958, fui trabalhar em Dae Jo Dong, um lugarejo pobre nas extremidades de Seul. Armei ali uma barraca velha, que fora do exército dos Estados Unidos, e me pus a pregar. Lembro-me muito bem de que morava na própria barraca, e passava as noites em oração. Nas frias noites de inverno, eu me cobria com diversos cobertores , e ficava a orar durante muitas horas, deitado perto do púlpito. Pouco depois, outros membros de nossa pequena igreja passaram a orar comigo. Em pouco tempo, já havia mais de cinqüenta pessoas passando a noite toda em oração. Foi assim que iniciei o meu ministério.
Paul Yong Cho'e foi nessa fase de formação espiritual  que aprendi o que era o ministério de intercessão. Embora eu vá abordar aqui essa faceta especial da oração, é importante compreendermos que nossa intercessão  deve ser, em primeiro lugar, em favor do povo de Deus, em seguida por nossa nação, e, por último, por nós mesmos.Aprendemos não apenas a orar, mas também a viver em oração. Jesus ordenou que orássemos sem cessar. Mas é impossível para quem não está interessado em avivamento. Quem tem no coração aquele anseio de que almas sejam salvas e de que sua pátria se converta a Deus deve ter a oração como um imperativo.
Paul Yong Cho"nossa reunião de oração tem início às cinco horas da manhã, e isso não se dá apenas na nossa igreja, mas na maioria das igrejas coreanas. Geralmente oramos uma ou duas horas, e só depois desse período de oração é que começamos as tarefas da nossa vida, aprendemos também a nos deitar cedo. Às sextas-feiras, passamos noite toda em oração. Muitos dos que nos visitam ficam surpresos ao verem a igreja lotada para essas reuniões noturnas.
Paul Yong Cho"no domingo, temos um momento de oração antes de cada um de nossos sete cultos. Fico bastante chocado quando visto igrejas que promovem reuniões de cunhos sociais antes dos cultos de domingo. Quando cada crente vem para a igreja já com uma atitude de oração, e se põe a orar silenciosamente antes do culto do culto, os resultados são bem mais positivos. É por isso que temos a santa e poderosa presença Deus em nossas reuniões. E antes mesmo que eu me levante para pregar, os pecadores são convencidos de pecado pelo o Espírito Santo . E o espírito de oração que existe em nosso meio mantém o coração dos crentes aberto para as verdades da Palavra de Deus.
Paul Yong Cho"os crentes fazem reuniões de oração durante os cultos do domingo. E o rumor das orações de milhares de crentes coreanos me lembra o fragor trovejante de um a grandiosa cachoeira. “ Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão...”( Ap14.2 ).Pastores que nos visitam e pregam em nosso púlpito ficam admirados com o poder do Espírito Santo que sentem em nossos cultos. Certo pastor americano disse-me:- Dr. Cho, Deus está neste lugar. Estou sentindo sua presença.E com lagrimas a lhe escorrerem pelo rosto afirmou que nunca tinha experimentado a presença do Espírito Santo em tamanha intensidade.
Paul Yong Cho"originalmente, o nosso “ Monte da Oração “ fora comprado para ser o cemitério da igreja. Entretanto, na época da construção de nosso templo atual, na Ilha Yoido, estávamos passando por grandes provações, e alguns crentes começaram a ir até lá para jejuar e orar. Hoje, esse local é uma “ Cidade da Oração “, com um imenso auditório com capacidade para dez mil pessoas. Além dele existem outras capelas para oração. Na encosta do monte, temos “ grutas de oração “. São cavernas que cavamos diretamente na montanha, onde podemos ter total privacidade em oração. Eu tenho minha própria gruta, aonde vou freqüentemente. Muitos dos problemas que enfrentamos na nossa igreja foram solucionados naquele cantinho de oração, no “ Monte da Oração “.
Paul Yong Cho"houve uma ocasião em que havia cerca de vinte mil pessoas jejuando e orando no   “ Monte da Oração “. Mas normalmente são três mil pessoas nos dias de semana e dez mil nos finais de semana.Por que tantas pessoas vão ao “ Monte da Oração “para jejuar e orar ? Será que nossos crentes não têm coisa melhore para fazer?  Minha resposta para essa pergunta é simples e direta.
Paul Yong Cho"se você ou um membro de sua família estivesse com câncer, e soubesse que há cura, não faria o que fosse necessário para obter a cura? Pois há inúmeras pessoas sofrendo dos cânceres físicos e espirituais. Descobrimos que as riquezas materiais não nos proporcionam a felicidade e a satisfação que pensávamos que teríamos. A solução para os problemas físicos e espirituais é a cura. Já percebemos que as nossas necessidades pessoais são resolvidas em uma cidade totalmente dedicada à oração e ao jejum. É por isso que tantas pessoas vêm aqui.
Paul Yong Cho"as raízes espirituais dos crentes coreanos estão ligadas aos Estados Unidos. Nós também somos um povo muito leal. Reconhecemos que os Estados Unidos nos salvaram da grande opressão japoneses e nos salvaram de uma invasão comunista, ao norte. E portanto milhares de crentes coreanos vão ao “ Mote da Oração “ para orar por milhares de pedidos que nos vêm, procedentes do nossos escritórios em de Nova Yorque. Muitas pessoas assistem a nossos programas de televisão nos Estados Unidos e em outros lugares, e escrevem para nossa sucursal em Nova Yorque.  Nosso pessoal ali envia esses pedidos de oração para nós. Eu, pessoalmente, oro pelo maior número de pedidos possível, geralmente pelos mais graves. Depois, assim que são liberados de minha mesa, são levados para a plataforma do templo e colocados num local especial junto ao púlpito. E então, no domingo, mais de trezentas mil pessoas oram por estes pedidos. Eles são traduzidos em coreano e levados para o “ Mote da Oração “ . Cada um dos pedidos é entregue aos nossos experientes “guerreiros da oração “, que oram e jejuam até receberem o testemunho do Espírito Santo de que o pedido foi atendido.
Paul Yong Cho"recebi uma carta de uma senhora de Texas que dizia o seguinte: “ O senhor não sabe o quanto me ajudou. É maravilhoso poder apoiar-me na fé que Deus lhe deu. Sempre escrevo meus pedidos de oração com lágrimas de emoção pelo peso que Deus colocou em seu coração em favor da América. Por favor, continue a orar por nós. “ Outra pessoa escreveu-nos a respeito do momento exato em que estávamos orando por ela. “ A cura se deu na hora em que meu companheiro de oração, da Coréia, chegou ao trono de Deus em meu favor.” Os testemunhos são muitos, e não seria possível mencioná-los todos neste capítulo, mas a verdadeira extensão das bênçãos obtidas com as orações intercessórias do   “   Mote da Oração “ só será conhecida na eternidade.
Paul Yong Cho'não me é muito fácil falar de minha prática devocional pessoal. Geralmente isso fica entre me e o Senhor. Mas o objetivo de estimular o leitor à oração, mencionarei alguma coisa sobre minha comunhão com Deus e minhas orações.Em geral, acordo entre 4:30 e 5:00 horas da manhã. Antes eu me levantava mais  cedo, quando dirigia nossas reuniões de oração matutinas.
Paul Yong Cho"começo meu momento devocional louvando e agradecendo a Deus pela grande bênção que ele significa para mim. Também o louvo por tudo que tem feito por minha família, tenho tantas coisas para agradecer-lhe, que esse momento de louvor é bastante longo.Depois, ponho-me a interceder. Oro pelo nosso presidente e outras autoridades do governo. Oro pela nação, para que o Anjo do Senhor proteja nosso país das forças satânicas desejam destruí-lo. Lembro-me também dos meus colegas na obra do Senhor. Oro também pelos nossos diversos programas missionários, principalmente es do Japão e Estados Unidos. Em seguida, apresento a Deus em oração minha esposa e três filhos. E antes mesmo que me dê conta, já se passou muito tempo de minha hora de oração.
Paul Yong Cho"na maioria das vezes, não sei quais são as necessidades de cada pessoa por quem oro, o por isso tenho que confiar em que o Espírito Santo me oriente. É por isso que passo grande parte do tempo orando em língua espiritual. O Espírito Santo conhece a mente de Deus, e sabe discerni a vontade dele para cada indivíduo e situação. Portanto quando oro no Espírito, posso ter certeza de que estou orando exatamente em harmonia com a vontade dele.
Paul Yong Cho"antes que eu o perceba, já se esgotou a hora. Depois de orar, sinto-me capaz de enfrentas os desafios e oportunidades  que o dia me apresentará. Sendo pastor de uma igreja de quase 500.000 membros ( em 1983 ) e tendo um amplo ministério internacional, não seria capaz de fazer tudo que tenho de realizar se não passasse no mínimo uma hora em oração todas as manhãs.Se eu simplesmente me levantasse e já começasse as atividades diárias sem dedicar à oração o tempo que dedico, só poderia depender de meus recursos pessoais, entretanto, depois de passar algum tempo em oração, posso confiar nos ilimitados recursos de que Deus dispõe.
Paul Yong Cho"geralmente, tenho muitos problemas para resolver no decorrer de dia. E sempre oro antes de fazer ou dizer qualquer coisa. Essa é a diferença entre agir e reagir. Estudando a vida de Cristo, observo que ele sempre agia e nunca reagia. Reagir implica em permitir que as pessoas, situações e circunstâncias ganhem o controle de tudo. Agir implica em estar no controle da situação. Até mesmo quando Cristo estava sendo julgado perante Pilatos, o governador romano, era Ele quem estava no controle das circunstâncias.
Paul Yong Cho"o que faço para não reagir às situações, é procurar descobrir qual é a intenção de Deus para cada situação que se me apresenta. Vivendo constantemente em oração, sei que tenho a mente de Cristo. Assim, quando tomo uma decisão sei que ela é da vontade de Deus e fico firme, na certeza de que estou agido como Deus agiria.Na parte da tarde, fico a sós com meu querido Senhor e Salvador Jesus Cristo. E passo algum tempo em comunhão com Ele, parece-me que ultimamente Ele me tem afastado um pouco das atividades. Ele quer passar mais tempo a sós comigo. Sei que, se atender ao desejo dEle, Ele me dará tempo suficiente para atender às minhas responsabilidades como pastor da maior igreja do mundo. Às vezes ouço-o chamar-me no meio das atividades do dia, e tenho que atender. Nunca sei quando vou ser afastado momentaneamente do trabalho entre o seu povo, para me dedicar somente a Ele. Entretanto, sei o que tem a primazia para mim. A dedicação a Ele vem antes de meu trabalho para seu povo.
Paul Yong Cho"antes de subir ao púlpito para pregar, tenha que passar pelo menos duas horas em oração. Quando vou pregar no Japão, como faço todos os meses, tenho que passar pelo menos de três a cinco horas em oração. Como sempre prego em japonês, sinto com muita nitidez a grande oposição espiritual que tem impedido essa nação de experimentar um avivamento. Talvez muitos não saibam disso, mas nunca houve um avivamento no Japão. Numa população de cento e vinte milhões, existem apenas algumas centenas de milhares de crentes no país. Portanto, tenho que passar todo este tempo em oração, para conseguir impedir a ação das forças espirituais do mal, e preparar meu coração para o ministério da Palavra. Com uma comunhão tão intensa, não disponho de tempo para dedicar à convivência com outros crentes, como certamente gostaria de fazê-lo. Entretanto, tenho que atender ao meu chamado como servo de Cristo. E para exercer meu ministério com eficiência, tenho que dedicar minha vida à oração.
Paul Yong Cho"quando prego nos Estados Unidos. Não sinto a mesma oposição espiritual maligna que encontro no Japão. Assim sendo. Posso dedicar à oração apenas duas horas. Antes de pregar. Na Europa, passo apenas duas ou três horas em oração e meditação.Os pastores e evangelistas estão sempre me perguntado o que podemos fazer para obter em suas igrejas o mesmo crescimento que estamos acostumados a ter na Coréia. Contudo, logo após os cultos, eles saem para jantar fora e passam muitas horas na companhia de outras pessoas. Pela manhã estão por demais cansados para orar.    Espero que aqueles que amam a Deus passem a levar a sério à idéia de um avivamento, para que acertem com seriedade sua prática na oração.
Paul Yong Chou"em nossa igreja, a Igreja do Evangelho Pleno de Yoido, em Seul, instruímos os novos convertidos a respeito da oração. Contudo, se eu não orasse, eles não orariam também. Já que a maioria de nossos convertidos chega ao conhecimento de Cristo através dos vinte mil mini grupos ( grupo familiar ou células ), ali mesmo recebem ensinamentos com relação à suprema importância da oração.Há alguns anos atrás. Cheguei à conclusão de que não poderíamos encarar o avivamento que ora experimentamos em grande seriedade. Tendo estudado a história da Igreja, eu aprendera que um avivamento não somente é iniciado pela oração, mas também é mantido pela constância nela. Nos avivamentos que os crentes ocidentais experimentaram, depois de alguns anos, as pessoas começaram a encarar aquela bênção como uma coisa normal, corriqueira. O que acontece é que se esquece do próprio fator que deu origem ao avivamento, a oração. Assim que interrompem a oração ardorosa e contínua, o  despertamento perde seu ímpeto, e só resta o impulso do passado.
Paul Yong Cho"o que quero dizer quando falo em ímpeto e impulso num avivamento? Um automóvel é um exemplo perfeito da operação desses dois princípios. O ímpeto é a força gerada no carro quando pressionamos o acelerador. Quando essa força, o carro permanece em movimento. Contudo, quando retiramos o pé do acelerador o ímpeto, ou a força deixa de  operar, mas o veículo continua em movimento. O que faz o automóvel rodar sem a força? Esse movimento do carro é provocado pelo impulso. O movimento ocasionado ao veículo pelo impulso é diferente do que é provocado pelo ímpeto. O impulso do carro não mantém o movimento, assim, eventualmente, o carro irá parar.
Paul Yong Cho"quando o Espírito Santo opera um avivamento em resposta à oração, é preciso que o ímpeto do despertamento seja mantido para que ele continue. Se a oração for negligenciada, o avivamento deixará de ter o ímpeto, e será conduzido apenas pelo impulso. E por fim aquela visitação especial de Deus terminará, continuando apenas como um monumento ao passado.Em nossa igreja, estamos totalmente comprometidos com a busca do avivamento e o crescimento da igreja até a segunda vinda de Jesus Cristo.Em 1982, ganhamos para o Senhor 110 mil pessoas. Desses, só conseguimos absorver em nosso meio cerca de sessenta mil. Assim sendo, demos às outras igrejas evangélicas um total de cinqüenta mil novos membros.
Paul Yong Cho"em 1983, tivemos um total de cento e vinte mil novos convertidos. Porque tantas pessoas são salvas numa só igreja? É que já percebemos a importância de se cultivar e manter uma vida de oração. Se pararmos de orar, o avivamento desvanecerá. Se continuarmos a orar, acredito que toda a Coréia pode ser salva.Estou firmemente convencido de que esse mesmo tipo de avivamento pode ocorrer em sua igreja, leitor. Não existe campo difícil demais para o Espírito Santo. Não há igreja que esteja totalmente morta. Não existem países fechados para o Evangelho. O segredo de tudo é a oração.(notas,oração"a chave do avivamento,Paul Yong Cho,prefacio)

                                                                A  necessidade presente nesta ultima hora

                                                                             

Billy Gaham."Década de 1850 foi marcara por um acentuado declínio religioso nos Estados Unidos. A descoberta de ouro na Califórnia, além de outras coisas, tinha desviado a atenção das pessoas da religião para as coisas materiais. A instabilidade política por causa da escravidão e a desintegração que ameaçava a nação preocupavam a população. Um pânico financeiro no fim daquela década trouxe uma maior preocupação com as coisas materiais.(notas ,o poder do Espirito Santo,Billy Graham,pp.236,1989)
Em Setembro de 1857 um comerciante chamado Jeremiah Lanphier decidiu convidar outros comerciantes para orarem com ele uma vez por semana ao meio dia pela atuação renovadora do Espírito Santo. Ele distribuiu centenas de folhetos convidando para o encontro, mas no primeiro dia só meia dúzia apareceu, encontrando-se nos fundos de uma igreja na Fulton Street. Duas semanas depois já eram quarenta, e em seis meses uns dez mil se reuniam diariamente para orar, somente em Nova Iorque. Um avivamento passou pelo país, e em dois anos mais ou menos um milhão de pessoas tinha se decidido por Cristo.(ibi,pp236).
Os efeitos deste avivamento, em vidas particulares e na sociedade, foram profundos, mas tragicamente o avivamento veio tarde demais para evitar a Guerra Civil que ameaçou a própria existência da nação americana. Mas ele trouxe incontáveis benefícios, incluindo muitos movimentos evangelísticos e de melhoria social.

                        A Necessidade de Avivamento Espiritual 
Atualmente o mundo precisa de novo, desesperadamente, de um avivamento espiritual. Esta é a única esperança para a sobrevivência da raça humana.
Em meio aos problemas sem fim que o mundo enfrenta, os cristãos estão estranhamente silenciosos e impotentes, quase vencidos pelas ondas do secularismo. Mas os cristãos devem ser o "sal da terra" (Mat. 5:13), protegendo o mundo em decadência de mais podridão. Eles devem ser a "luz do mundo" (Mat. 5:14), iluminando a escuridão que o pecado produz, servindo de guia para um mundo que se perdeu do caminho. Nós devemos ser: "Filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo" (Filip. 2:15).(notas,ibid,237,)
Por que não somos "sal" e "luz", como deveríamos? Por que não estamos fazendo muito mais para levar o reino de Deus aos corações e às vidas das pessoas? Sem dúvida temos muitos exemplos de cristãos que foram tocados por Deus e estão, por sua vez, tocando a vida de outros para levá-los a Cristo. Mas para cada exemplo destes há muito mais cristãos que vivem derrotados e sem alegria. Não têm vitória sobre o pecado nem sucesso no testemunhar. Causam pouco impacto sobre os que vivem ao seu redor, quanto ao Evangelho.
Então, se a maior necessidade no nosso mundo é sentir os efeitos de um avivamento, a maior necessidade da Igreja de Cristo no mundo todo hoje é experimentar o toque do Espírito Santo, trazendo "reavivamento" e "renovação" verdadeiros à vida de incontáveis cristãos.
Há muitos séculos atrás Deus fez com que Ezequiel, o profeta, tivesse uma visão marcante, em que Israel como nação estava disperso entre os povos. Muitos ossos secos representavam Israel. Parecia que não havia mais esperança para o futuro. Pela palavra do profeta, Israel poderia ter sido enterrado quanto ao mundo secular. Mas Ezequiel ficou aturdido quando Deus lhe perguntou: "Estas ossos poderão reviver?" (Ezeq. 37:3). O profeta respondeu: "Tu o sabes." Então o homem de Deus recebeu a ordem de falar a palavra de Deus, e os ossos se levantaram, revestindo-se de carne: uma grande multidão. Mas eles ainda estavam estranhamente apáticos. Faltava-lhes sopro, ou espírito. Então o Espírito de Deus lhes deu sopro, e todos aqueles homens se transformaram num poderoso exército.(notas,ibid,pp.238).
Nós estamos novamente enfrentando uma época negra na história do povo de Deus. Apesar de alguns sinais encorajadores, as forças do mal parece que estão se agrupando para desfechar um ataque total à obra de Deus no mundo. Satanás está usando seu poder como talvez nunca antes na história da Igreja. Precisamos mais do que nunca de um reavivamento. Só Deus pode impedir a execução dos planos de Satanás com suas legiões, porque só Deus é Todo-Poderoso. Somente Seu Espírito Santo pode trazer avivamento espiritual que pare o curso do mal e inverta a tendência. Mesmo na hora mais escura Deus pode reavivar Seu povo, e soprar novo vigor e poder no corpo de Cristo através do Espírito Santo.(notas,pp.238)
Nosso mundo precisa ser temperado por cristãos que sejam cheios do Espírito, guiados pelo Espírito e revestidos de poder pelo Espírito. Você é um cristão assim? Ou você precisa de que o Espírito Santo toque novamente em sua vida? Você está precisando de um avivamento em sua própria vida? Pois saiba que Deus Espírito Santo quer lhe conceder isto agora mesmo.(notas,ibid,238)

                                      O Tempo é Agora

Billy G."agora é o tempo certo para o avivamento espiritual. Não devemos adiar mais esta hora. Dr. Samuel Johnson usava um relógio em que estavam inscritas as palavras de João 9:4: "A noite vem". Nós cristãos deveríamos ter inscrito em nossos corações a solene verdade de quão curta é nossa oportunidade de falar de Cristo e viver por Ele. Não sabemos – ninguém de nós – quanto tempo nos resta nesta terra. A morte pode pôr um fim à nossa vida a qualquer momento. Cristo pode vir a qualquer momento.(notas,ibid,239)
Eu li uma vez sobre um relógio de Sol que continha esta inscrição misteriosa: "É mais tarde do que você pensa." Quem viaja deve parar às vezes para refletir sobre o significado desta frase. Nós cristãos temos um relógio de Sol – a Palavra de Deus. Desde o Gênesis até o Apocalipse ela adverte: "É mais tarde do que você pensa." Escrevendo aos cristãos da sua época, Paulo disse: "Chegou a hora de vocês acordarem. Porque o momento de sermos salvos está mais perto agora do que quando começamos a crer. A noite está terminando, e o dia vem chegando. Por isso paremos de fazer o que pertence à escuridão, e peguemos as armas para lutar na luz" (Rom.13:11,12, BLH).(notas,ibid,240)
Billy Bray, um homem de Deus de outra geração, estava visitando um cristão que tinha sido muito tímido durante a sua vida quanto a falar de Cristo, e agora estava no leito de morte. O moribundo disse: "Se eu tivesse forças eu daria glória a Deus". Billy Bray respondeu: "É uma pena que você não deu glória a Deus enquanto tinha a força." Eu nem quero saber quantos de nós vão olhar para trás, para as oportunidades desperdiçadas da sua vida e seu testemunho ineficiente e chorar porque não deixaram que Deus os usasse como Ele queria. "A noite vem, quando ninguém pode trabalhar" (João 9:4).(notas,ibid,241)
Se quisermos estudar a Escritura, Se quisermos dedicar tempo à oração, se quisermos ganhar pessoas para Cristo, se quisermos investir nosso dinheiro no seu reino – tem de ser agora. (2 Ped. 3:11-14, ). 

                               Os Efeitos de um Avivamento 
           Billy Gaham sugere 8 principais  efeitos do Avivamento 
O que aconteceria se o avivamento irrompesse em nossa vida e em nossas igrejas hoje? Eu creio que há pelo menos oito características de tal derramamento do Espírito Santo.
1) Haverá uma nova maneira de ver a majestade de Deus. Temos de entender que o Senhor não é somente carinhoso e misericordioso e cheio de compaixão, mas Ele é também o Deus de justiça, santidade e ira. Muitos cristãos têm em sua mente uma caricatura de Deus. Não vêem Deus como Ele é, mas só uma parte. Nós citamos João 3:16 de cor, mas esquecemos do versículo que vem logo depois: "O que não crê já está julgado" (v. 18). A compaixão não é completa em si mesma, mas ela tem de ser acompanhada de justiça inflexível e ira contra o pecado, além de um desejo por santidade.
O que mais mexe com Deus não é sofrimento físico, mas pecado. Nós temos muito mais medo de dor física do que de males morais. A cruz é evidência duradoura de que a santidade é para Deus um princípio pelo qual Ele está disposto a morrer. Deus não pode apagar a culpa sem que alguém tenha pago por ela. Nós precisamos alcançar misericórdia, e a obtemos aos pés da cruz.(notas,ibid,242)
2) Haverá uma nova maneira de encarar a pecaminosidade do pecado. Isaías viu o Senhor sobre um trono alto e Sublime, e as abas das Suas vestes enchiam o templo, e os serafins se curvavam diante dEle, exclamando: "Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória" (Isa. 6:3). Então Isaías reconheceu sua própria insignificância e sua profunda dependência de Deus. Quando Simão Pedro, no lago da Galiléia, viu que o próprio Senhor estava com ele no barco, ele disse: "Retira-te de mim, Senhor, porque sou pecador!" (Lucas 5:8). A consciência de que Jesus era o próprio Deus lembrou Pedro do seu próprio estado pecaminoso. Jó, na presença de Deus, disse: "Eu me abomino" (Jó 42:6).(notas,ibid,243).
Tiago nos diz que quando alguém é tentado suas próprias paixões é que o atraem e seduzem (Tiago 1:14, 15). E seja qual for o seu desejo, ele dá à luz ao pecado, e o pecado quando praticado leva à morte. Precisamos ver o pecado como ele realmente é. A maior visão de pecado que alguém pode ter é olhar para a cruz. Se Jesus Cristo teve de morrer pelos pecados, então o pecado era de fato negro e terrível aos olhos de Deus.
3) Haverá ênfase na necessidade de arrependimento, fé e novo nascimento. Jesus veio, pregando o arrependimento e dizendo que quem não nasce de cima não pode ver o reino de Deus. Ele disse que os pecadores amam as trevas, e não querem vir para onde há luz porque têm medo de que seus pecados sejam expostos e condenados. Os que têm Seus corações mudados são novas criaturas. Eles vêm para onde há luz porque amam a verdade e a Deus. Se alguém está em Cristo é nova criação, as coisas antigas já passaram e tudo ficou novo.(notas,ibid,pp.244)
4) Haverá alegria na salvação. O salmista ora por avivamento, "para que em ti se regozije o teu povo" (Salmo 85:6). Davi desejava que a alegria da salvação fosse restaurada. O propósito declarado de Jesus era que "a alegria de vocês seja completa" (João 15:11, BLH). Quando Filipe foi a Samaria e provocou um grande avivamento, a Escritura diz que "houve grande alegria naquela cidade" (Atos 8:8). Jesus também nos diz que há alegria no céu, alegria dos anjos na presença de Deus por um pecador que se arrepende (Lucas 15:7). Uma revitalização verdadeira da Igreja traria consigo a salvação de dezenas de milhares de pecadores, o que por sua vez produziria alegria na terra tanto como no céu.(notas,ibid,244).
Mesmo se não houvesse céu e interno eu ainda quereria ser cristão, por causa do bem que isto traz ao nosso lar e à nossa família aqui nesta vida.
5) Haverá uma nova compreensão da nassa responsabilidade pela evangelização do mundo. João Batista mostrou aos Seus ouvintes o "Cordeiro de Deus", e dois dos Seus discípulos passaram a seguir a Jesus (João 1:36, 37). André achou primeiro o seu irmão Pedro e lhe disse que tinha achado o Cristo. Quando Filipe se decidiu por seguir a Jesus, ele foi procurar por Natanael (João 1:40-45). Os apóstolos deveriam ser testemunhas em qualquer lugar e em todos os lugares, mesmo nos confins da terra (Atos 1:8). E quando a perseguição dispersou os cristãos que moravam em Jerusalém eles foram por todos os lugares pregando Cristo e o evangelho glorioso (Atos 8:4). Uma das primeiras e mais seguras evidências de que alguém é um crente verdadeiro é a preocupação que sente por outras pessoas.(notas,ibid,pp.244).
6) Haverá uma profunda preocupação social. Jesus disse em Mateus 22:37-39: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o, teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. ... Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Nossa fé não é só vertical, é também horizontal. Nós começaremos a nos importar com os problemas dos que vivem ao nosso redor e dos que estão longe. Mas eu tenho de dizer que um mundo que realmente quer ser salvo das conseqüências do seu próprio pecado e da sua insensatez só pode receber uma mensagem de uma cristandade reavivada: "Arrependam-se". Muitas pessoas hoje em dia querem um mundo fraternal em que elas possam permanecer infraternas. Muitas pessoas querem segurança econômica sem segurança espiritual. Mas o avivamento que desejamos deve ser bíblico. Se for cristão, será bibliocêntrico. Se for verdadeiro, então seus líderes terão de ter a coragem de Amós para condenar "os que compram os pobres por dinheiro e os necessitados por um par de sandálias" (Amós 8:6).(notas,ibid,pp.244)
Devemos segurar bem alto os ensinos morais, éticos e sociais de Jesus, estando de acordo de que Ele oferece o único padrão para o caráter do indivíduo e da nação. O Sermão do Monte vale hoje e sempre. Não podemos edificar uma civilização nova sobre os fundamentos caóticos do ódio e da amargura.
7) Haverá cada vez mais manifestações dos dons e do fruto do Espírito. Quem traz o avivamento é o Espírito Santo, e quando Ele vem com todo Seu poder haverá claras evidências na Igreja dos Seus dons e do fruto do Espírito. Os crentes saberão o que significa  servir uns aos outros e edificar-se mutuamente através dos dons que o Espírito Santo concebeu. Todos eles receberão uma nova medida de amor uns pelos outros e por um mundo perdido e em decadência. O mundo não dirá mais que a Igreja é silenciosa e sem poder. As nossos vidas não parecerão mais normais e indistinguíveis do resto do mundo. Nossas vidas serão marcadas pelos dons que o Espírito Santo pode dar. Serão marcadas pelo fruto que somente Ele pode produzir.(notas,ibid,pp.245).
8) Haverá renovada dependência do Espírito Santo. Em diversos lugares no mundo já podemos ver isto acontecendo. Não pode haver revitalização espiritual sem Ele. O Espírito Santo repreende, convence, luta conosco, instrui, convida, incentiva, regenera, renova, fortalece e um. Ele não deve ser entristecido, tentado, receber resistência da nossa parte, ser apagado, insultado ou blasfemado. Ele dá liberdade ao cristão, objetivos ao que trabalha, discernimento ao que ensina, poder à Palavra e fruto para um trabalho fiel. Ele revela as coisas de Cristo. Ele nos ensina como usar a espada do Espírito que é a Palavra de Deus. Ele nos guia a toda a verdade. Ele nos orienta como podemos viver como Deus quer. Ele nos ensina como dar respostas aos inimigos de nosso Senhor. Ele possibilita o acesso ao Pai. Ele nos ajuda na oração.
Há coisas que o dinheiro não pode comprar, que a música não rode proporcionar, que nenhuma posição social pode garantir, que nenhuma influência pessoal pode conseguir e que nenhuma eloqüência pode ordenar. Por mais brilhante que seja um pastor, por mais eloqüente ou persuasivo que seja um evangelista, eles não podem trazer o avivamento de que precisamos. Só o Espírito Santo pode trazê-lo. Zacarias disse: "Não por força, nem por ceder, mas pelo meu Espírito" (Zac. 4:6).

                            Passos para um Avivamento
O evangelista Billy Graham sugere 3 passos iniciais para um Avivamento:
"Se muitos cristãos precisam de um avivamento hoje em dia, como fazer para consegui-lo? Que passos temos de dar em nossa vida, que passos os outros têm de dar para serem avivados? Eu creio que a Bíblia exige três passos da nossa parte".
Billy G."O primeiro passo é admitir nossa pobreza espiritual. Vezes demais nós nos parecemos com os cristãos de Laodicéia, que estavam cegos para as suas necessidades espirituais: "Dizes: Estou rico e abastado, e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu" (Apoc. 3:17).
Há algum pecado em nossa vida que está boqueando a atuação do Espírito Santo em e através de nós? Não devemos rapidamente dizer "não". Examinemo-nos à luz da Palavra de Deus, oremos para que o Espírito Santo nos revele todos os pecados que nos embaraçam. Talvez estejamos fazendo algo errado – um hábito, o relacionamento que temos com alguém, algum pensamento ou motivação má. Talvez estejamos negligenciando algo alguma responsabilidade de que estamos nos esquivando ou algum ato de amor que não praticamos. Seja o que for, deve ser reconhecida com honestidade e humildade diante de Deus.
Billy G."O segundo passo para o reavivamento espiritual é confissão e arrependimento. Podemos saber que pecamos e mesmo assim não fazer nada. Precisamos confessar nossos pecados a Deus e nos arrepender deles, não só reconhecê-los diante dEle mas voltar as costas ao pecado de verdade e tentar ser obedientes a Ele. Uma das grandes promessas da Bíblia está em 1 João 19: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça." O profeta Isaías disse: "Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo os seus pensamentos; converta-se ao Senhor" ( Isa. 55:6, 7).
Não é por acaso que alguns dos grandes reavivamentos da história começaram com oração. O primeiro movimenta missionário americano em grande escala começou em 1806, em uma reunião de oração debaixo de um monte de feno, no meio de uma tempestade. Em 1830 umas 30.000 pessoas se converteram em Rochester, estado de Nova Iorque, nas pregações de Charles Finney. Finney disse mais tarde que a causa foi a oração fiel de um homem que nunca vinha às reuniões, mas dedicava seu tempo à oração. Em 1872 o evangelista americano Dwight L. Moody iniciou uma campanha em Londres, na Inglaterra, que Deus usou para tocar vidas incontáveis. Moody mais tarde descobriu que uma menina humilde, presa à cama, estivera orando. Esta lista poderia ir longe.
Você está orando por reavivamento na sua vida e na de outros? Você está confessando seus pecados a Ele e procurando a Sua bênção para sua vida?
Billy G."O terceiro passo é um compromisso renovado de nossa parte de procurar e fazer a vontade de Deus. Talvez já estejamos convencidos de que pecamos – já oramos e confessamos nosso pecado – já nos arrependemos mas a prova mesmo é nossa disposição de obedecer. Não é por acaso que verdadeiro reavivamento sempre é acompanhado por fome e sede de fazer o bem. Uma vida que o Espírito Santo tocou não tolera mais o pecado.
O que está impedindo o reavivamento espiritual em sua vida? No fundo, sem dúvida, é pecado. Às vezes é doloroso encarar a verdade sobre nossa falta de zelo e dedicação espiritual. Deus quer nos dar do Seu poder e fazer de nós servos úteis a Ele. "Desembaracemo-nos de todo peso, e do pecado que tenazmente nos assedia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus" (Heb, 12:1, 2).James A. Stuart observou: "Uma igreja que precisa de reavivamento está vivendo abaixo do padrão do Novo Testamento. ... É trágico que a vasta maioria dos cristãos está vivendo uma vida cristã abaixo do normal ... a Igreja nunca voltará à normalidade enquanto não houver reavivamento."1
Você está vivendo uma vida cristã "abaixo do normal" – uma vida sem sucesso, indiferente, sem amor por Cristo e pelos outros? Deixe que o Espírito Santo o leve humildemente a Deus, confessando seus pecados e procurando a Sua face. Deixe que Ele ponha Sua mão sobre você enquanto você se entrega a Ele. O que o mundo mais precisa hoje em dia é de cristãos totalmente entregues a Cristo.
Há mais de 100 anos dois jovens estavam conversando, na Irlanda. Um deles disse: "O mundo ainda há de ver o que Deus pode fazer com alguém totalmente consagrado a Ele." O outro meditou sobre estas palavras durante semanas. Elas não o soltaram mais, até que um dia ele disse: "Pelo Espírito Santo eu serei este homem". Hoje os historiadores dizem que ele tocou dois continentes por Cristo. Seu nome: Dwight L. Moody.Isto pode acontecer de novo, se abrirmos as nossas vidas para o poder criador do Espírito Santo. Ninguém pode querer sinceramente ser purificado e abençoado pelo Espírito Santo, e permanecer o mesmo. Nenhuma nação pode experimentar o toque do reavivamento e permanecer a mesma.

Vimos neste livro que Pentecostes foi o dia do poder do Espírito Santo. Foi o dia em que nasceu a Igreja de Cristo. Nós não esperamos que Pentecostes se repita, da mesma forma que sabemos que a morte de Jesus na cruz não se repetirá. Mas nós esperamos bênçãos pentecostais quando as condições para a atuação de Deus são cumpridas, especialmente à medida que nos aproximamos dos "últimos dias". Nós cristãos devemos preparar o caminho. Devemos estar prontos para o Espírito Santo nos encher e usar.(notas,ibid,pp245).



O revestimento e avivamento na vida de Charles G.Finey
         Breve história do avivamento e em seu ministério
Os apóstolos e irmãos, no dia de pentecoste, receberam-no. Mas o que receberam? Que poder exerceram depois daquele acontecimento?
Receberam poderoso batismo do Espírito Santo, vasto incremento da iluminação divina. Esse batismo proporcionou grande diversidade de dons que foram usados para a realização da obra. Abrangia evidentemente os seguintes aspectos: o poder de uma vida santa; o poder de uma vida de abnegação (essas manifestações hão de ter tido grande influência sobre aqueles a quem proclamavam o evangelho); o poder da vida de quem leva a cruz; o poder de grande mansidão, que esse batismo os capacitou a evidenciar por toda parte; o poder do amor na proclamação do evangelho; o poder de ensinar: o poder de uma fé viva e cheia de amor; o dom de línguas; maior poder para operar milagres; o dom da inspiração, ou seja, a revelação de muitas verdades que antes não reconheciam; o poder da coragem moral para proclamar o evangelho e cumprir as recomendações de Cristo, custasse o que custasse.(uma vida de poder,Charles G. Finey.pp.5).
Nas circunstâncias em que os discípulos se achavam, todos esses poderes eram indispensáveis para seu sucesso. Contudo, nem separadamente nem todos em conjunto constituíam aquele poder do alto que Cristo prometera, e que eles evidentemente receberam. O que manifestamente lhes sobreveio, como meio supremo e de suprema importância para o sucesso, foi o poder para vencer e convencer, junto de Deus e dos homens: o poder de fixar impressões salvadoras na mente dos homens.(notas,ibidpp.5).
Esse último é que foi sem dúvida o que eles entenderam que Cristo Ihes prometera. Ele encarregara a Igreja da missão de converter o mundo à sua Pessoa. Tudo que acima citei foram apenas os meios que jamais poderiam colimar o fim em vista, a não ser que fossem vivificados e se tornassem eficientes pelo poder de Deus. Os apóstolos, sem dúvida, entendiam isso, e, depondo a si mesmos e a tudo que possuíam sobre o altar, puseram cerco ao trono da graça no espírito de inteira consagração à obra.Receberam, de fato, os dons acima citados; mas, principalmente, esse poder de impressionar os homens para a salvação. Ele manifestou-se logo em seguida: começaram a dirigir-se à multidão e --maravilha das maravilhas! -- três mil converteram-se na mesma hora. Note-se, porém, que não foi manifestado por eles nenhum novo poder nessa ocasião, exceto o dom de línguas. Não operaram dessa feita nenhum milagre, e mesmo as línguas, usaram-nas simplesmente como meio de se fazerem entender.
Note-se que ainda não tinham tido tempo para revelar dons do Espírito, além dos que mencionamos acima. Não tiveram naquela hora a oportunidade de mostrar uma vida santa, nem algumas das poderosas graças e dons do Espírito. O que foi dito na ocasião, conforme o registro bíblico, não podia ter causado a impressão que causou, se não fosse dito por eles com novo poder, a fim de produzir no povo uma impressão salvadora. Não se tratava do poder da inspiração, pois estavam apenas declarando certos fatos que eram de seu conhecimento. Não foi o poder da erudição e cultura humana, pois disso tinham muito pouco. Não foi o poder da eloqüência humana, pois disso também não parece ter havido muito.
Foi Deus falando neles e por meio deles. Foi o poder vindo do alto, sim, Deus neles, causando uma impressão salvadora naqueles a quem se dirigiam. Esse poder de impressionar os homens para a salvação permanecia com eles e sobre eles. Foi essa, sem dúvida, a promessa principal feita por Cristo e recebida pelos apóstolos e cristãos primitivos. Em maior ou menor medida, permanece na Igreja desde então. Trata-se de um fenômeno misterioso que muitas vezes se manifesta de modo surpreendente. Às vezes uma simples frase, uma palavra, um gesto, ou mesmo um olhar, transmite esse poder de maneira vitoriosa.
Para honra exclusiva de Deus, contarei um pouco da minha própria experiência no assunto. Fui poderosamente convertido na manhã do dia 10 de outubro. À noitinha do mesmo dia, e na manhã do dia seguinte, recebi batismos irresistíveis do Espírito Santo, que me traspassaram, segundo me pareceu, corpo e alma. Imediatamente me achei revestido de tal poder do alto, que umas poucas palavras ditas aqui e ali a indivíduos provocavam a sua conversão imediata.
Parecia que minhas palavras se fixavam como flechas farpadas na alma dos homens. Cortavam como espada; partiam como martelo os corações. Multidões podem confirmar isso. Muitas vezes uma palavra proferida, sem que disso eu me lembrasse, trazia convicção, resultando, em muitos casos, na conversão quase imediata. Algumas vezes me achava vazio desse poder: saía a fazer visitas e verificava que não causava nenhuma impressão salvadora. Exortava e orava, com o mesmo resultado. Separava então um dia para jejum e oração, temendo que o poder me houvesse deixado e indagando ansiosamente pela razão desse estado de vazio. Após ter-me humilhado e clamado por auxílio, o poder voltava sobre mim em todo o seu vigor. Tem sido essa a experiência da minha vida.
Poderia encher um volume com a história da minha própria experiência e observação com respeito a esse poder do alto. É um fato que se pode perceber e observar, mas é um grande mistério. Tenho dito que, às vezes, um olhar encerra em si o poder de Deus. Muitas vezes o tenho presenciado. O seguinte fato serve de ilustração.Pregava pela primeira vez em uma vila manufatureira. Na manhã seguinte entrei em uma das fábricas para vê-la funcionar. Ao entrar no departamento de tecelagem, vi um grande número de moças e notei que algumas me olhavam, depois umas às outras, de um modo que indicava espírito frívolo e que me conheciam. Eu, porém, não conhecia nenhuma delas. Ao aproximar-me mais das que me tinham reconhecido, parecia que aumentavam suas manifestações de mente leviana. Sua leviandade impressionou-me; senti-a no íntimo. Parei e olhei-as, não sei de que maneira, pois minha mente estava absorta com o senso da sua culpa e do perigo que representavam.
Ao firmar o olhar nas jovens, observei que uma delas se tornou muita agitada. Um fio partiu-se; ela tentou emendá-lo, porém suas mãos tremiam de tal forma que não pôde fazê-lo. Vi imediatamente que aquela sensação se espalhava, tornando-se geral entre aquele grupo. Olhei-as firmemente, até que uma após outras, entregavam-se e não davam mais atenção aos teares. Caíram de joelhos, e a influência se espalhou por todo o departamento. Eu não tinha proferido uma palavra sequer e, mesmo que o tivesse, o ruído dos teares não teria deixado que a ouvíssemos. Dentro de poucos minutos o trabalho ficou abandonado. Lágrimas e lamentações por todos os lados. Nesse instante entrou o dono da fábrica, que era incrédulo, acompanhado, creio, pelo superintendente, que professava a fé. Quando o dono viu o estado de cousas, disse ao superintendente: "Mande parar a fábrica".
"É mais importante", acrescentou rapidamente, "a salvação dessas almas do que o funcionamento da fábrica". Assim que cessou o troar das máquinas, o dono perguntou; "Como faremos? Precisamos de um lugar de reunião, onde possamos receber instrução". O superintendente respondeu: "O salão de fiação serve". Os fusos foram levantados para desocupar o lugar e toda a fábrica avisada para se reunir naquele salão. Tivemos uma reunião maravilhosa. Orei com eles e dei as instruções que na ocasião eram cabíveis. A palavra foi com poder. Muitos manifestaram esperança naquele mesmo dia, e dentro de poucos dias. segundo fui informado, quase todos os trabalhadores daquele grande estabelecimento, inclusive o dono, criam em Cristo.
Esse poder é uma grande maravilha! Muitas vezes já vi pessoas incapazes de suportar a palavra. As declarações mais simples e comuns cortavam os homens como espada, onde se achavam sentados, tirando-lhes a força física e tornando-os desamparados como mortos. Várias vezes já fiquei impossibilitado de levantar a voz, ou de falar em oração ou exortar a não ser de modo bem suave, sem dominar inteiramente os presentes. Não que eu pregasse de modo a aterrorizar o povo: os mais doces sons do evangelho os submergiam. Parece que às vezes esse poder permeia o ambiente das pessoas que o possuem. Muitas vezes em uma comunidade grande número de pessoas é revestido desse poder, e então toda a atmosfera do lugar parece ficar impregnada com a vida de Deus. Os estranhos que ali chegam de fora, de passagem pelo lugar, são, de repente, tomados de convicção de pecado e, em muitos casos, se convertem a Cristo.
Quando os cristãos se humilham e consagram novamente a Cristo tudo o que possuem, pedindo então esse poder, recebem muitas vezes esse batismo e se tornam instrumentos da conversão de mais almas em um dia do que em toda a sua vida até então. Enquanto os crentes permanecem humildes bastante para continuar de posse desse poder, a obra da conversão prossegue até que comunidades e mesmo regiões inteiras se convertem a Cristo. O mesmo acontece com pastores. Mas este artigo já está bastante longo. Se me permitirem. terei mais que dizer sobre o assunto.(notas ,uma vida cheia do Espirito Santo,Charles G. Finey,pp.5-7).

Brilho da igreja Primitiva-Emílio Conde 
Se confrontarmos os fatores que ilumi­navam e davam projeção à igreja primitiva com a mesma classificação de fatores de nossos dias, descobriremos a causa predo­minante do brilho inconfundível da igreja dos primeiros dias do cristianismo.Na igreja primitiva, os cristãos eram cuidadosamente instruídos acerca do ca­minho, em contraste com o abandono em que vivem os neo-convertidos nas igrejas de nosso tempo.
Naqueles dias, os neófitos aprendiam como dar razão de sua fé; um príncipe ou um nobre não conhecia melhor a doutrina cristã do que o homem do povo ou o maríti­mo que se convertera numa de suas viagens em um porto qualquer. O conheci­mento de uns era o conhecimento de todos.Na igreja primitiva, a admissão como membro era mais difícil do que hoje: o can­didato devia ser realmente convertido e ti­nha de demonstrar seu desejo de pertencer à igreja, através de uma série de fatos que faziam recuar os medrosos e todos os inca­pazes de fazerem brilhar a luz de Cristo. A admissão era precedida de exames que exi­giam renúncia à vida passada: requeriam provas de que a nova vida era vivida no Espírito de Cristo. Enquanto o pretenden­te não estivesse desligado dos laços que o prendiam ao mundo e seus aliados, quer dizer, ao Diabo e à carne, não estava apto para o Reino: sua luz não honraria a igreja, não podia ser membro do corpo de Cristo.
Na igreja primitiva o batismo nas águas só era concedido àqueles que o mundo considerava "mortos" para si, por terem sido achados por Cristo, e iluminados pela graça; enquanto o candidato ao batismo estivesse "vivo" para os homens, não con­seguiria descer às águas. O batismo era o testemunho público de renúncia e morte ao pecado e significava o desejo de viver em novidade de vida.Qualquer que fosse batizado, conhecia o significado desse ato, pois antes de o rea­lizar, passara pela experiência do novo nascimento; estava pronto a abdicar todas as vantagens, por amor a Cristo; estava disposto a brilhar por amor ao Evangelho.
Na igreja primitiva a admissão de obreiros não era obra de homens nem da vontade humana. O escolhido era aponta­do por Deus. Se alguém se apresentasse à igreja, a fim de ser eleito para algum cargo, certamente seria reprovado, senão houves­se provas de ter sido chamado pelo Espíri­to Santo (At 13.1).Quando olhamos para o passado e de­paramos com esse clarão inextinguível que foi o testemunho da Igreja de Cristo, senti­mos desejo de clamar, clamar, clamar até conseguir despertar as igrejas de nossos dias e dizer-lhes que voltem a viver nos passos de Jesus, que voltem a buscar o bri­lho e o testemunho inconfundível de povo adquirido.
Entre outros motivos que congregavam os cristãos da igreja primitiva, um havia que exercia grande influência na vida da comunidade: eles reuniam-se com o fim de partirem o pão, na celebração da Ceia do Senhor. Era esse um ato de alta reverência e um motivo de amor fraternal que envol­via a esperança da volta de Cristo. Na ce­lebração da Ceia, não faltava a exortação mútua, em que era mencionada a vinda de Jesus. A promessa dos anjos, quando Jesus subiu ao Céu, de que Ele voltaria para os seus, era tato recente: era um elo de espe­rança que unia todos os corações.Uma igreja cujo alvo tenha uma defini­ção e um motivo tão elevado como é o propósito de honrar a Deus, é uma igreja cujo brilho os inimigos não conseguem apagar, porque o testemunho da fé não se extingue com calúnias ou perseguições.
A igreja existiu e viveu nos dias distan­tes do primeiro século, porque a vida social de então reclamava esse organismo vivo, para manifestar sua gratidão a Deus e ao mesmo tempo receber o Pão do Céu; seus membros, como elementos vivos, reque­riam ambiente fraterno no qual pudessem cultivar a comunhão uns com os outros e participar da mesma revelação divina.A igreja era o lugar desejado pela alma sequiosa; ali podiam sentir com toda a in­tensidade a proclamação da revelação di­vina, e dos assuntos concernentes à salva­ção; ali a alma recebia o conforto e a inspi­ração das verdades eternas reveladas na Palavra de Deus.
Quem dava relevo e brilho à igreja não era a inteligência ou a cultura dos homens que Deus usava para anunciarem suas ver­dades; a capacidade intelectual desses ho­mens era quase nula; suas palavras não ti­nham o verbo fascinante dos oradores gre­gos. O fulgor da igreja brotava das verda­des recebidas de Deus e fielmente anunciadas aos homens, como sendo obra do Céu, e não trabalho humano. A única luz que brilhava na igreja era a luz do Espírito Santo, porque o combustível que ardia era tão-somente a revelação da graça a orien­tar todas as vontades.Em nossos dias há maior número de igrejas do que nos dias dos apóstolos; há igrejas maiores, templos mais vistosos e mais amplos. Entretanto, a grande ques­tão é saber se há, hoje, igrejas com o mes­mo reflexo da verdade e da revelação de Deus, como havia então.
Já demonstramos qual era o brilho da igreja primitiva; a luz que lhe deu tanto fulgor é a mesma luz prometida à Igreja e aos cristãos de todas as idades. Se as igre­jas e as comunidades cristãs de nossos dias vibrarem dos mesmos desejos e sentimen­tos que operavam na igreja e nos corações dos santos de então, é lógico que o mesmo clarão de fé despertará os homens do sécu­lo vinte a aceitarem a salvação.Se as igrejas, hoje, orarem com o mes­mo fervor do Pentecoste, a mesma revela­ção que atraiu as multidões a ouvirem a mensagem do Evangelho, atrairá também os famintos espirituais que vagueiam sem rumo. 
Se a igreja e os cristãos do tempo pre­sente aceitam o mesmo nome que distin­guiu a igreja e os cristãos primitivos, é claro que estão na obrigação de crer nas mes­mas verdades, observar os mesmos princí­pios e deixar que a mesma luz as ilumine e lhes dê vida.O brilho da igreja primitiva pode e deve ser a luz das igrejas atuais.(notas, a  igreja  sem brilho,Emilio Conde,pp.5-6,cpad,1985).

                  O Avivamento que Precisamos 
                   Por Charles Haddon Spurgeon
Com os abençoados quando nos aproximamos de Deus através da oração. Sentimos tristeza ao perceber que muitas igrejas demonstram tão pouca importância à oração coletiva. De que maneira receberemos alguma bênção, se nos mostramos negligentes em pedi-la? Podemos aguardar um,Pentecostes, se jamais nos reunimos uns com os outros, a fim de esperar no Senhor? Irmãos, nossas igrejas nunca serão melhores, enquanto os crentes não estimarem intensamente a reunião de oração. 
Mas, estando reunidos para oração, de que maneira devemos orar? Tenhamos cuidado para não cair no formalismo, pois estaremos mortos, imaginando que possuímos vida. Não duvidemos, motivados por incredulidade, ou estaremos orando em vão. Oh! que tenhamos fé imensa, para com ela apresentarmos a Deus grandes súplicas! Temos misturado o louvor e a oração como um precioso composto de especiarias, adequado para ser oferecido sobre o altar de incenso por intermédio de Cristo, nosso Senhor.Não poderíamos agora apresentar- Lhe uma súplica especial, de maior alcance? Parece a mim que deveríamos orar em favor de um verdadeiro e puro avivamento em todo o mundo.

            Um avivamento genuino e duradouro 
                     Charles Hasson Spurgeon
 Regozijo-me com quaisquer evidências de vida espiritual, ainda que seja mentusiásticas e temporárias, e não sou precipitado em condenar qualquer movimento bem-intencionado. Contudo, tenho bastante receio.Fé para Hoje 18 de que muitos dos chamados avivamentos, em última análise, causaram mais danos do que benefícios. Uma espécie de loteria religiosa tem fascinado muitos homens, trazendo-lhes repúdio pelo bom senso da verdadeira piedade. Não desejo menosprezar o ouro genuíno, ao desmascarar as falsificações. Longe disso. Acima de tudo, desejamos que oSenhor envie-nos um verdadeiro e duradouro avivamento espiritual.
Precisamos de uma obra sobrenatural da parte do Espírito Santo, trazendo poder à pregação da Palavra, motivando com vigor celestial todos oscrentes, afetando solenemente os corações dos indolentes, para que seconvertam a Deus e vivam. Se este avivamento acontecesse, não seríamo sem briagados pelo vinho do entusiasmo carnal, mas cheios do Espírito.
Contemplaríamos o fogo dos céus manifestando-se em resposta àsfervorosas orações de homens piedosos. Não podemos rogar que o Senhor,nosso Deus, revele seu poderoso braço aos olhos de todos os homens nestes dias de declínio e vaidade?

                              Antigas doutrinas
                      Charles Haddon Spurgeon  
Queremos um avivamento das antigas doutrinas. Não conhecemos uma doutrina bíblica que, no presente, não tenha sido cuidadosamente prejudicada por aqueles que deveriam defendê-la. Há muitas doutrinas preciosas às nossas almas que têm sido negadas por aqueles cujo ofício é proclamá-las. Para mim é evidente que necessitamos de um avivamento daantiga pregação do evangelho tal como a de Whitefield e de Wesley. As Escrituras têm de se tornar o infalível alicerce de todo o ensino da igreja; aqueda, a redenção e a regeneração dos homens precisam ser apresentada sem termos inconfundíveis.

                               Devoção pessoal
                         Charles Haddon Spurgeon
Necessitamos urgentemente de um avivamento da devoção pessoal. Este é,sem dúvida, o segredo do progresso da igreja. Se os crentes perdem a sua firmeza, a igreja é arremessada de um lado para o outro. Quando eles permanecem firmes na fé, a igreja continua fiel ao seu Senhor. O futuro da igreja, nas mãos de Deus, depende de pessoas que na realidade são espirituais e piedosas. Oh! que o Senhor levante mais homens genuinamente piedosos, vivificados pelo Espírito Santo, consagrados ao Senhor e santificados pela verdade! Irmãos, cada um de nós precisa viver, para que a igreja continue viva. Temos de viver para Deus, se desejamos ver a vontade do Senhor prosperar em nossas mãos. Homens consagrados tornam-se o sal da sociedade e os salvadores da raça humana.
                                 No lar avivamento
                            Charles Haddon Spurgeon
   Citamos profundamente do avivamento da espiritualidade no lar. A família cristã era o baluarte da piedade na época dos puritanos; mas, nesses dias maus, centenas de famílias chamadas cristãs não realizam adoração no lar, não estabelecem restrições, nem ministram qualquer disciplina e ensino aos seus filhos. Como podemos esperar que o reino de Deus prospere, quando os discípulos de Cristo não ensinam o evangelho a seus próprios filhos? Ó homens e mulheres crentes, sejam cuidadosos naquilo que fazem, sabem e ensinam! Suas famílias devem ser treinadas no temor do Senhor, e sejam vocês mesmos “santos ao Senhor”. Deste modo, permanecerão firmes como uma rocha no meio das ondas de terror que surgirão e da impiedade que nos assedia.

                         Intenso e consagrado poder
                          Charles Haddon Spurgeon
Desejamos um avivamento de intenso e consagrado poder. Tenho suplicado por verdadeira piedade; agora imploro por um de seus mais nobres resultados. Precisamos de santos. Precisamos de mentes graciosas, experimentadas em uma elevada qualidade de vida espiritual resultante de freqüente comunhão com Deus, na quietude. Os santos adquirem nobreza por meio de sua constante permanência no lugar onde se encontram com o Senhor. É aí que adquirem o poder na oração que tanto necessitamos. Oh! que o Senhor levante na igreja mais homens como John Knox, cujas orações causavam à rainha Maria mais terror do que 10.000 soldados! Oh! que tenhamos mais homens como Elias, que através de sua fé abriu e fechou as janelas dos céus! 
Esse poder não surge por meio de um esforço repentino; resulta de uma vida devotada ao Deus de Israel. Se toda a nossa vida for pública, teremos uma existência insignificante, transitória e ineficaz. Entretanto, se mantivermos intensa comunhão com Deus, em secreto, seremos poderosos em fazer o bem. Aquele que é um príncipe com
Deus ocupará uma posição nobre entre os homens, de acordo com a verdadeira avaliação de nobreza. Estejamos atentos para não sermos pessoas dependentes de outras; nos esforcemos para descansar em nossa verdadeira confiança no Senhor Jesus. Que nenhum de nós caia numa situação de infeliz e medíocre dependência dos homens! Desejamos ter entre nós crentes firmes e resistentes, assim como as grandes mansões que permanecem, de geração em geração, como pontos de referência de nosso país; não almejamos crentes semelhantes a casas de saibro, e sim a edifícios bem construídos, capazes de suportar todas as intempéries e desafiar o próprio tempo. Se na igreja tivermos um exército de homens inabaláveis, firmes, constantes e sempre abundantes na obra do Senhor, a glória da graça de Deus será claramente manifestada, não somente neles mesmos, mas também naqueles que vivem ao seu redor. Que o Senhor nos envie um avivamento de poder consagrado e celestial! Pregue por intermédio de suas mãos, se você não pode pregar por meio de seus lábios.
Quando os membros de nossas igrejas demonstrarem o fruto de verdadeira piedade, imediatamente encontraremos pessoas perguntando qual a árvore que produz esse fruto. A oração coletiva dos crentes é a primeira parte de um Pentecostes; a conversão dos pecadores, a outra.Começa somente com “uma reunião de oração”, mas termina com um grande batismo de milhares de convertidos. Oh! que as orações dos crentes se tornem como ímãs para os pecadores! E que o reunir-se de homens piedosos seja uma isca para atrair os homens a Cristo! Venham muitas pessoas a Jesus, porque vêem outros correrem em direção a Ele.
“Senhor, afastamos nosso olhar desses pobres e tolos procrastinadores e buscamos a Ti, rogando-Te que os abençoes com o teu onisciente e gracioso Espírito. Senhor, converte-os, e eles serão convertidos! Através de sua conversão, rogamos que um avivamento comece hoje mesmo. Que este avivamento se espalhe por todas as nossas casas e, depois, pela igreja, até que todos os crentes sejam inflamados pelo fogo que desce dos céus!”

                                          A necessidade da presente hora
                                  Artigo Billy Grahan


A  a de 1850 foi marcara por um acentuado declínio religioso nos Estados Unidos. A descoberta de ouro na Califórnia, além de outras coisas, tinha desviado a atenção das pessoas da religião para as coisas materiais. A instabilidade política por causa da escravidão e a desintegração que ameaçava a nação preocupavam a população. Um pânico financeiro no fim daquela década trouxe uma maior preocupação com as coisas materiais.
Em Setembro de 1857 um comerciante chamado Jeremiah Lanphier decidiu convidar outros comerciantes para orarem com ele uma vez por semana ao meio dia pela atuação renovadora do Espírito Santo. Ele distribuiu centenas de folhetos convidando para o encontro, mas no primeiro dia só meia dúzia apareceu, encontrando-se nos fundos de uma igreja na Fulton Street. Duas semanas depois já eram quarenta, e em seis meses uns dez mil se reuniam diariamente para orar, somente em Nova Iorque. Um avivamento passou pelo país, e em dois anos mais ou menos um milhão de pessoas tinha se decidido por Cristo.
Os efeitos deste avivamento, em vidas particulares e na sociedade, foram profundos, mas tragicamente o avivamento veio tarde demais para evitar a Guerra Civil que ameaçou a própria existência da nação americana. Mas ele trouxe incontáveis benefícios, incluindo muitos movimentos evangelísticos e de melhoria social.(notas,o Espirito Santo,Billy Grahan,pp.235,ed.vida nova,1985).

                 A Necessidade de Avivamento Espiritual
                              Artigo Billy Grahan
Atualmente o mundo precisa de novo, desesperadamente, de um avivamento espiritual. Esta é a única esperança para a sobrevivência da raça humana.
Em meio aos problemas sem fim que o mundo enfrenta, os cristãos estão estranhamente silenciosos e impotentes, quase vencidos pelas ondas do secularismo. Mas os cristãos devem ser o "sal da terra" (Mat. 5:13), protegendo o mundo em decadência de mais podridão. Eles devem ser a "luz do mundo" (Mat. 5:14), iluminando a escuridão que o pecado produz, servindo de guia para um mundo que se perdeu do caminho. Nós devemos ser: "Filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo" (Filip. 2:15).
Por que não somos "sal" e "luz", como deveríamos? Por que não estamos fazendo muito mais para levar o reino de Deus aos corações e às vidas das pessoas? Sem dúvida temos muitos exemplos de cristãos que foram tocados por Deus e estão, por sua vez, tocando a vida de outros para levá-los a Cristo. Mas para cada exemplo destes há muito mais cristãos que vivem derrotados e sem alegria. Não têm vitória sobre o pecado nem sucesso no testemunhar. Causam pouco impacto sobre os que vivem ao seu redor, quanto ao Evangelho.
Então, se a maior necessidade no nosso mundo é sentir os efeitos de um avivamento, a maior necessidade da Igreja de Cristo no mundo todo hoje é experimentar o toque do Espírito Santo, trazendo "reavivamento" e "renovação" verdadeiros à vida de incontáveis cristãos.
Há muitos séculos atrás Deus fez com que Ezequiel, o profeta, tivesse uma visão marcante, em que Israel como nação estava disperso entre os povos. Muitos ossos secos representavam Israel. Parecia que não havia mais esperança para o futuro. Pela palavra do profeta, Israel poderia ter sido enterrado quanto ao mundo secular. Mas Ezequiel ficou aturdido quando Deus lhe perguntou: "Estas ossos poderão reviver?" (Ezeq. 37:3). O profeta respondeu: "Tu o sabes." Então o homem de Deus recebeu a ordem de falar a palavra de Deus, e os ossos se levantaram, revestindo-se de carne: uma grande multidão. Mas eles ainda estavam estranhamente apáticos. Faltava-lhes sopro, ou espírito. Então o Espírito de Deus lhes deu sopro, e todos aqueles homens se transformaram num poderoso exército.
Nós estamos novamente enfrentando uma época negra na história do povo de Deus. Apesar de alguns sinais encorajadores, as forças do mal parece que estão se agrupando para desfechar um ataque total à obra de Deus no mundo. Satanás está usando seu poder como talvez nunca antes na história da Igreja. Precisamos mais do que nunca de um reavivamento. Só Deus pode impedir a execução dos planos de Satanás com suas legiões, porque só Deus é Todo-Poderoso. Somente Seu Espírito Santo pode trazer avivamento espiritual que pare o curso do mal e inverta a tendência. Mesmo na hora mais escura Deus pode reavivar Seu povo, e soprar novo vigor e poder no corpo de Cristo através do Espírito Santo.
Nosso mundo precisa ser temperado por cristãos que sejam cheios do Espírito, guiados pelo Espírito e revestidos de poder pelo Espírito. Você é um cristão assim? Ou você precisa de que o Espírito Santo toque novamente em sua vida? Você está precisando de um avivamento em sua própria vida? Pois saiba que Deus Espírito Santo quer lhe conceder isto agora mesmo.(notas, o Espirito Santo,Billy Grahan,pp.236-237,ed.vida nova,1985).

                             O Tempo é Agora
                               Artigo Billy Grahan
Agora é o tempo certo para o avivamento espiritual. Não devemos adiar mais esta hora. Dr. Samuel Johnson usava um relógio em que estavam inscritas as palavras de João 9:4: "A noite vem". Nós cristãos deveríamos ter inscrito em nossos corações a solene verdade de quão curta é nossa oportunidade de falar de Cristo e viver por Ele. Não sabemos – ninguém de nós – quanto tempo nos resta nesta terra. A morte pode pôr um fim à nossa vida a qualquer momento. Cristo pode vir a qualquer momento.
Eu li uma vez sobre um relógio de Sol que continha esta inscrição misteriosa: "É mais tarde do que você pensa." Quem viaja deve parar às vezes para refletir sobre o significado desta frase. Nós cristãos temos um relógio de Sol – a Palavra de Deus. Desde o Gênesis até o Apocalipse ela adverte: "É mais tarde do que você pensa." Escrevendo aos cristãos da sua época, Paulo disse: "Chegou a hora de vocês acordarem. Porque o momento de sermos salvos está mais perto agora do que quando começamos a crer. A noite está terminando, e o dia vem chegando. Por isso paremos de fazer o que pertence à escuridão, e peguemos as armas para lutar na luz" (Rom.13:11,12, BLH).
Billy Bray, um homem de Deus de outra geração, estava visitando um cristão que tinha sido muito tímido durante a sua vida quanto a falar de Cristo, e agora estava no leito de morte. O moribundo disse: "Se eu tivesse forças eu daria glória a Deus". Billy Bray respondeu: "É uma pena que você não deu glória a Deus enquanto tinha a força." Eu nem quero saber quantos de nós vão olhar para trás, para as oportunidades desperdiçadas da sua vida e seu testemunho ineficiente e chorar porque não deixaram que Deus os usasse como Ele queria. "A noite vem, quando ninguém pode trabalhar" (João 9:4).
Se quisermos estudar a Escritura, Se quisermos dedicar tempo à oração, se quisermos ganhar pessoas para Cristo, se quisermos investir nosso dinheiro no seu reino – tem de ser agora.(notas,ibid,pp.238).



A PROFECIA DO  DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO.

     O SIGNIFICADO DO DERRAMAR DO ESPÍRITO SANTO

A promessa do derramamento do Espírito Santo revelada ao profeta Joel, aponta para um duplo significado, ou seja, o seu cumprimento em duas fases. A primeira fase é a dispensação da graça que envolve a igreja e essa promessa teve seu início no dia de Pentecoste. Foi quando num cenáculo com cento e vinte pessoas que oravam e clamavam tiveram essa experiência ao receber esse derramar do Espírito Santo. O vento impetuoso e línguas repartidas como de fogo marcaram o início dessa dispensação da graça e esse derramar terminará no dia do arrebatamento da Igreja. A segunda fase desse derramar está prometido para Israel e aos povos que passarão pela grande tribulação e se forem aprovados entrarão na dispensação do reino milenar. Nessa dispensação todos sem exceção receberão esse derramar, pois só entrarão nesse reino os que professaram a sua fé em Cristo suportando todos os tormentos que enfrentarão na grande tribulação.

 DEUS CHAMOU UM VASO ESCOLHIDO PARA REVELAR O DERRAMAR DO ESPÍRITO.

 - Joel 1.1 PALAVRA do Senhor, que foi dirigida a Joel, filho de Petuel.Jeremias 28.9 O profeta que profetizar de paz, quando se cumprir a palavra desse profeta, será conhecido como aquele a quem o SENHOR na verdade enviou.
Joel foi um dos profetas menores, ou seja, daqueles que escreveram menos material como Isaias, Jeremias, Ezequiel e Daniel que são tidos como os profetas maiores. Ele foi escolhido para trazer estas revelações sobre o derramamento do Espírito que é uma maravilhosa dádiva de Deus tanto para a Igreja como para Israel no reino milenar. Deus falou pela boca de Jeremias a questão de identificar o verdadeiro profeta e isso é visto pelo cumprimento da profecia. Nesse caso a revelação dada a Joel é realmente um verdade que Deus falou, pois, esta revelação do derramamento do Espírito vem sendo cumprida desde o Pentecoste e prosseguira até o reino milenar.

 O DERRAMAR É PRELIMINAR À IGREJA QUE CRÊ E PLENO A ISRAEL NO MILÊNIO.

- Joel 2.28 E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.Atos 10.45 E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.
O fato dessa promessa do derramar do Espírito não ter atingido a sua plenitude sobre todos os cristãos envolve a questão de homens que tentam contê-lo através das suas restrições impostas pelos seus credos doutrinários. Se a igreja continuasse seguindo o modelo da Igreja primitiva e com fidelidade a sua base doutrinária, certamente todos estariam vivendo esse pleno derramar do Espírito. O problema é que essa visão do inicio da Igreja foi totalmente corrompida por homens que resolvera impor as suas próprias interpretações, defendendo a tese de que esse derramar foi só para o principio da Igreja primitiva e que para os nossos tempos isso não existe mais.
 É uma visão diabólica impor estas restrições para a Igreja, pois sem esse revestimento de poder o crente não está fortalecido espiritualmente para enfrentar esta grande batalha espiritual que no deparamos diariamente. As igrejas que vivem com essa restrição são igrejas frívolas e totalmente formalistas onde os seus cultos parecem mais com uma reunião social sem nenhum sentimento pentecostal. As noções equivocadas das coisas sagradas criam dificuldades para si mesmo e para os outros que deixam de desfrutar essa benção, pois não querem entender os métodos da providência e graça divina. Muitos líderes irão pagar muito caro por isso, pois estão restringindo os atos do Espírito santo.

 A IGREJA TEM A PROMESSA DO DERRAMAR NÃO EXITE EM SE APROPRIAR DELA 

Joel 2.29 E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito.Atos 2.39 Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.
Esse derramamento pleno do Espírito deve ultrapassar todo tipo de restrição imposta pelo homem, pois aquele que proíbe a igreja de receber esse poder do alto está totalmente desfocado espiritualmente e em desobediência a Palavra de Deus. O derramamento prometido tem uma generalidade sem limitações. Todas as pessoas de cada nação do mundo que Deus, nosso Senhor; chamar eficientemente a comunhão de Jesus Cristo. O chamado de Deus alcança a todos independente da distância e que estiverem.
Esses dons vêm a cada um de nós, se formos sinceros na fé e no arrependimento. Fora as igrejas que não aceitam este derramar, observa-se que mesmo em Igreja genuinamente pentecostais, nem todos vivem essa plenitude. Os motivos podem ser vários e entre eles a falta de doutrina nesse sentido, como também muitos crentes que não se preocupam ou perseveram em buscar esse dom, não querendo entender a importância que esse dom tem e o quanto ele é imprescindível para todos que professam a fé cristã.

 ANTES DO DERRAMAR PLENO A ISRAEL NO MILÊNIO, HAVERÁ GRANDE TRIBULAÇÃO

 - Joel 2.30 E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça.Zacarias 13.9 E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O SENHOR é o meu Deus.
A segunda fase do derramar do Espírito acontecerá após a grande tribulação quando Cristo irá reinar sobre Israel e as nações que passarem pelo crivo do julgamento e da ira divina que virá sobre toda a face da terra. No período milenar será provido um grande desenvolvimento e bem estar espiritual para todos os povos. Águas espirituais, ou seja, o pleno derramamento do Espírito jorrará em todas as direções, atendendo as necessidades espirituais de todos os povos.
O Senhor estará impondo um governo totalmente teocrático e será conhecido por todos como o único Deus verdadeiro, pois a idolatria será totalmente banida nesse reino. Satanás e todos os demônios estarão presos por mil anos e com isso o povo desse reino não irá sofrer qualquer tipo de tentação maligna. Nessas condições esse povo que viverá no milênio encontrará uma condição totalmente favorável para desenvolver altos graus de espiritualidade com sonhos, visões, profecias e muito mais.

 A TRIBULAÇÃO PROVARÁ ISRAEL E NAÇÕES, PARA VIVER O DERRAMAR DO ESPÍRITO

 - Joel 2.31 O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.Isaías 44.3 Porque derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes.
A condição para entrar no reino milenar exigirá aceitar Cristo como Salvador e manter a fé sob quaisquer circunstâncias em meio a todo tipo de adversidades que ocorrerão nos sete anos da grande tribulação. Deus testará a fidelidade individual permitindo que sofram tormentos e torturas de todo tipo que será imposto no governo do anticristo. Quem conseguir passar por estas provações sem negar a Cristo e não ter a marca da besta estará garantido para entrar como bendito do Pai para o reino que Jesus preparou para eles.  O Espírito Santo inaugurará uma nova dispensação em uma época áurea, pois o seu ministério poderá ser estendido em toda a sua plenitude para todos os povos sem qualquer tipo de restrições, sejam malignas ou humanas. Dessa maneira todos os povos do milênio viverão em completa efusão do Espírito.

 O DERRAMAR PARA ISRAEL E NAÇÕES EXIGIRÁ PROVA DE FÉ EM MEIO AO CAOS
 - 
Joel 2.32 E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar.Mateus 25.32 E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas.
Nesse período da grande tribulação quem for fiel e ter um coração disposto diante do caos com toda condição adversa e clamar invocando o nome do Senhor, serão libertados dos terríveis fenômenos e receberão pela misericórdia do Senhor a graça divina da redenção. Assim como no arrebatamento da Igreja Deus fará a separação de quem serve e de quem não serve a Ele. Essa separação dos bodes e das ovelhas que o Senhor fará no julgamento das nações para saber quem entrará no reino milenar é uma grande advertência para a Igreja.

Muitos pensam que por frequentarem uma Igreja tem a garantia da vida eterna e que vão subir com Cristo para a glória. Mas, a coisa não vai funcionar como muitos imaginam, pois quem não tiver uma vida transformada e totalmente aplicada, santificada e integrada ao reino de Deus, certamente ficará de fora.                            



BUSCANDO AVIVAMENTO NESTE SECULO  MORNIDÃO.

Muitos demonstram interesse na questão do avivamento, comentando sobre essa necessidade na Igreja. Mas precisamos saber que tipo de avivamento queremos. Há um grande número de ideias destoantes acerca deste assunto. Para muitos, avivamento: são decisões por Cristo; para outros, dons espirituais; para outros, entusiasmo; e ainda outros pensam que é puramente santidade. Se queremos orar e trabalhar em unidade, precisamos ter um ponto de vista definido, e para isso devemos examinar as Escrituras.  "

                      EXEMPLO  DE AVIVAMENTO

 Leiamos At 2:1-12 - Aqui encontramos o exemplo perfeito de um genuíno avivamento. Não pensamos que todo avivamento seja exatamente igual a esse, o que não é bíblico nem corresponde à realidade. Mas há princípios ou sinais que realmente são comuns aos outros avivamentos. Desse texto podemos extrair:

1) " AVIVAMENTO NÃO ESTÁ SOB NOSSO CONTROLE; ESTÁ SOB O CONTROLE DE DEUS " "... de repente..." - Não podemos "usar" o Espírito Santo. Não podemos "programar" um avivamento; não podemos datá-lo; ele é um ato soberano de Deus.

2) "  AVIVAMENTO NÃO É PRODUZIDO NA TERRA PELO HOMEM; É PRODUZIDO NO CÉU " "... veio do céu..." - Este é realmente o ponto fundamental. Muitos irmãos ficam preocupados com o evangelismo, com o estado de mornidão e o pequeno número de conversões. Esta é até uma justa preocupação. Porém, alguns servos de Deus ficam ansiosos por descobrir o que impede a edificação da Igreja e querem fazer algo a respeito.
Mas a grande pergunta é: O QUE É ESSE ALGO? Em geral, os crentes pensam que se certos métodos ou estratégias forem aplicados, então virá o avivamento. Uns pensam que precisamos orar mais alto; outros, que devemos chamar certos pregadores para a Igreja; outros, que devemos iniciar um culto de libertação ou fazer a reunião de oração de um outro jeito; há os que crêem que se tivermos certos dons espirituais, a Igreja será avivada; e há ainda os que pensam que uma série de estudos sobre avivamento é a chave correta! Ora, não há dúvidas de que cada uma dessas despertar e avivar a Igreja.
A grande falha, porém, está em não percebermos que Deus não está preso a nenhum método. Deus não depende da aplicação, por nossa parte, de certas técnicas espirituais. Por causa dessa visão errada, as pessoas são muitas vezes tentadas a produzir um avivamento. Imitar certas técnicas não traz o avivamento; ele vem diretamente do céu; é algo que está nas mãos de Deus e não pode ser produzido por nossos métodos.
Novos métodos podem até encher templos e deixar os crentes empolgados, mas isso não significa avivamento. Alguns podem estar pensando: - "Mas não podemos fazer nada?!" Podemos sim! Podemos interceder, podemos nos arrepender dos pecados, podemos ter vida de oração, podemos ser fiéis na obra de Deus, podemos parar de acusar os nossos irmãos e tirar a trave que está nos nossos olhos, podemos amar e servir nossos irmãos e podemos nos humilhar até o pó diante da soberania absoluta de Deus.
Se queremos um genuíno avivamento, temos de esperá-lo vir dos céus. Não temos que produzi-lo! Não adianta imitar avivamentos. Temos de ter fé e perseverança para buscar a Deus e crer que o avivamento descerá dos céus.

 3) "  AVIVAMENTO É UMA EXPERIÊNCIA COM DEUS
 " "... Todos ficaram cheios do Espírito" - Esse é o problema com os avivamentos que encontramos por aí. Os crentes não estão buscando uma experiência pessoal e profunda com o próprio Deus. Eles só querem ver, só querem assistir! Queremos assistir a estudos bíblicos excelentes, a milagres, a um grupo de louvor ungido, a um pregador que pula, grita e levita diante do púlpito. E assim as Igrejas se parecem com teatro: As pessoas não vão para participar; vão para assistir. É por isso que muitos "avivamentos" por aí são questionáveis.
Multidões são muitas vezes mobilizadas. Até acontecem milagres. Mas, as pessoas estão sendo levadas a Deus e realmente sendo cheias do Espírito? Estão entrando num relacionamento vivo e pessoal com o Pai? Estão sendo controladas pelo Espírito, estão perdendo suas vidas e vivendo para ele? Se não, então não temos avivamento. Temos um movimento religioso. Pode ser um importante esforço evangelístico, mas não é um derramamento do Espírito! Não adianta simplesmente imitarmos essas coisas. Se quisermos um avivamento genuíno, devemos esperá-lo vir diretamente dos céus!

4) "AVIVAMENTO É UMA EXPERIENCIA COMUNITARIA, OU DO CORPO DE CRISTO
 - As línguas de fogo pousaram "sobre cada um deles" e então "todos ficaram cheios" - Essas expressões, "cada um" e "todos" nos dizem muita coisa sobre a vontade de Deus. Deus não quer se expressar através de apenas alguns indivíduos; Deus quer o corpo. Ele quer usar toda a Igreja. Todos são sacerdotes. Não há lugar para estrelas na nova aliança.Essa é, no entanto, a tentação de muita gente. O que os crentes esperam, não raramente, é um derramamento do Espírito no modelo do A.T.. O que eles esperam é que Deus, de repente, irá levantar um "Moisés" ou um "Josué", um profeta que será cheio do Espírito para conduzi-los à terra prometida. Nesse modelo, não são todos cheios do Espírito. Só os líderes. Eles devem ser ungidos e santos.
Nós não. Nós somos os seguidores. Vamos atrás e recebemos as bênçãos. Sem dúvida, Deus pode levantar um líder assim, mas isso não é avivamento. Isso não cumpre o propósito de Deus! O propósito dEle é a Igreja, o corpo de Cristo. O avivamento pessoal, individual é possível e desejável, mas não é o que aconteceu em Atos capítulo 2! O avivamento da Igreja não é um punhado de líderes ungidos e um monte de seguidores. Não! O avivamento Bíblico da Igreja é todo o Corpo de Cristo cheio do Espírito Santo. Não poucos, mas cada um. Cada crente cheio, fortalecido e ungido com o Espírito. Não um profeta Moisés que anda com Deus enquanto os outros assistem, mas uma companhia de discípulos cheios do Espírito, tanto líderes como liderados.

5) "  AVIVAMENTO TRAZ A MANIFESTAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS

 "... Vossos Filhos Profetizarão!" - Como se pode verificar em At 2:3-4, no momento do derramamento do Espírito, ocorreu uma distribuição de graça. Sobre cada um repousou uma língua de fogo, e depois eles foram capacitados a falar em línguas. Mais à frente, Pedro cita o profeta Joel. No antigo testamento, a capacitação para a obra de Deus, e a concessão de dons espirituais se limitava a alguns homens escolhido: profetas, reis, sacerdotes e juízes. O povo, em geral, não experimentava o derramamento do Espírito. Mas a promessa de Deus para a nova aliança é que o Espírito seria dispensado a todos, e os dons espirituais também. O que Joel diz da nova aliança é que todos devem ter dons. É o que Paulo nos ensina em 1 Co 12:7-11 e 14:26. Os dons estão distribuídos entre todos, e não para algumas estrelas. A distribuição livre de dons e a manifestação do Espírito são um sinal de avivamento genuíno.

6) " O AVIVAMENTO TRAZ O ARDOR MISSIONÁRIO

 - Raramente nos damos conta disso, mas a distribuição de línguas em At 2 foi um milagre transcultural. O Dom de línguas não é, em geral, compreensível. O próprio Paulo ensina que só deve ser usado na Igreja com interpretação. Mas o que se observa em At 2 é que as línguas faladas eram a dos estrangeiros que estavam em Jerusalém (At 2:5-12). Isso mostra o desejo de Deus de alcançar as pessoas de outras nações. Jesus já havia dito a finalidade do poder do Espírito descer sobre nós: sermos transformados em testemunhas, capacitados para falar a Palavra. É o que aconteceu em At 2: depois da pregação de Pedro, converteram-se 3000. Mais à frente, vemos os crentes orando e sendo cheios do Espírito, e assim capacitados a pregar (At 4:31). Por todo o livro de Atos, o Espírito move a Igreja a evangelizar e fazer missões. O coração do Espírito Santo é missionário, e a Igreja dos primeiros tempos era marcada pelo ardor missionário.
Uma Igreja avivada é uma Igreja que tem sede de evangelizar e tem compaixão pelos que se perdem. Uma Igreja avivada não está preocupada com banalidades, mas com a missão. Muitos crentes querem o poder do Espírito para ver milagres, não para salvar almas. Querem receber bênçãos, mas não querem ser uma bênção. Tudo isso apaga o Espírito, porque seu propósito é salvar e edificar almas. Evangelismo e missões são uma marca indispensável do avivamento genuíno.
  CARACTERÍSTICAS BÁSICAS PARA REALIZAÇÃO DE UM AVIVAMENTO

 Leiamos Hc 3:1-2
                              1.)  ORAÇÃO PROFUNDA
 "Oração do profeta Habacuque" - Oração pessoal. Todos devemos orar muito por um avivamento poderoso, glorioso e soberano, enviado por Deus. Todos os avivamentos da Bíblia e da história da Igreja foram marcados e conservados na atmosfera da oração, jejum, arrependimento, confissão espontanea, quebrantamento de espírito, humilhação diante de Deus e santidade. Precisamos intensificar a nossa oração pessoal intercessória pela obra de Deus, como fez Habacuque.

                                 2)  LOUVOR
 - "Sobre sigionote" - Trata-se de um termo musical plural, cujo singular é "sigaiom". Significa CANTAR ANIMADAMENTE. Uma Igreja reavivada inclui abundante "música de Deus" (1 Cr 16.42). Em inúmeras Igrejas, a verdadeira música sacra morreu; seu espaço é preenchido com música e canto tipo passatempo, diversão, animação, sem peso, sem mensagem, sem vida, sem unção, sem melodia, sem graça, sem oração, sem endereço, sem nada. Devemos orar para que tenhamos outra vez no culto a música realmente sacra, santa, bíblica, espiritual.
Cânticos que brotam primeiro como fontes, do coração crente, da experiência vivida e encarnada na vida devocional da cada um de nós " Ef 5:19.
                       3)  A PALAVRA DE DEUS
- "Ouvi, Senhor, a tua Palavra" - A Palavra de Deus abundante, fluente, poderosa, revigorante e renovadora é o grande agente divino para o avivamento. Hoje a Palavra saiu dos púlpitos da maioria das Igrejas e foi substituída ardilosamente e quase sempre por músicas, festas e outros tipos de apresentações. Os caps. 8 e 10 de Neemias descrevem um dos maiores avivamentos do A. T. O avivamento teve início mediante um autêntico retorno à palavra de Deus e um esforço decisivo para a compreensão da sua mensagem (v. 8). Durante sete dias, seis horas por dia, Esdras leu o livro da lei (vv. 3, 18). Uma das principais evidências de um avivamento bíblico entre o povo de Deus é a grande fome de ouvir, ler e estudar a palavra do Senhor.

                        4)  TEMOR DE DEUS -
 "E temi" - Sem renovação espiritual constante na sua vida, o crente perde aos poucos o repúdio ao pecado, sua sensibilidade espiritual diminui e o temor de Deus também. Isso afeta seriamente as coisas de Deus, os valores espirituais, principalmente a santidade de vida e a retidão no viver cotidiano.

                  5)  RENOVAÇÃO ESPIRITUAL
 "Aviva, ó Senhor, a tua obra" - Precisamente falando, avivar, tem a ver com quem já morreu; reavivar, com quem ainda tem vida. Vários membros da Igreja de Sardes tinham nome no rol dos vivos, mas estavam mortos, espiritualmente falando (Ap 3.1). Que é avivar espiritualmente? É uma operação soberana, irresistível e sobrenatural do Espírito Santo na Igreja para trazê-la de volta ao real Cristianismo bíblico, como retratado no livro padrão da Igreja - Atos dos Apóstolos.
Ao avivar e reavivar a Igreja, Deus salva crentes inconversos, liberta os crentes carnais, realiza prodígios e milagres, levanta os caídos, salva multidões, os crentes buscam a vida santificada, os perdidos buscam a salvação e prevalece o espírito de unidade de alma entre os crentes " Jo 6:66-67.  Lv 6:13 - Avivamento é o estado constante da Igreja, abrasada pelo glorioso fogo do Espírito Santo. Na Bíblia, alguns símbolos do fogo são: (A) " A proteção de Deus " Ne 9:16; Zc 2:5 (B) - A palavra de Deus " Jr 5:14; 23:29 (C) - O Espírito de Deus " Is 4:4; At 2:4 Portanto, o avivamento que devemos buscar é aquele que reacenda o pavio fumegante e torne a Igreja numa grande e gigantesca obra amada por Deus, respeitada por satanás e temida pelos adversários. (NOTAS Estudo bíblico "Cinco sinais de um genuíno avivamento" " Prof. Guilherme Vilela Carvalho Estudo Bíblico "Ambiente para o avivamento" - Ashbell Simonton Rédua Bíblia de Estudo Vida Nova,Jornal dominical movimento Pentecostal)
NOVO ESTUDO
AVIVAMENTO SIGNIFICA O DERRAMAR SOBRE OS                                        SEDENTOS.

 Deus quer avivar quem deseja progresso na sua vida espiritual - Atos 19.1 E SUCEDEU que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos, Provérbios 25.25 Como água fresca para a alma cansada, tais são as boas novas vindas da terra distante. * Deus que avivar quem de alma pura carece dessa experiência - Atos 19.2 Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. Atos 2.41 De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas,  Deus quer avivar quem deseja sair do tradicionalismo religioso - Atos 19.3 Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João. Colossenses 2.8 Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;

2. AVIVAMENTO SIGNIFICA O DERRAMAR NA ARIDEZ ESPIRITUAL 
 É preciso Cristo se formar totalmente naquele que crê - Atos 19.4 Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. Gálatas 2.20 Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. * É preciso conversão real para o verdadeiro arrependimento - Atos 19.5 E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus.
Atos 3.19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor,  Receber o Espírito Santo é prova do autêntico discípulo - Atos 19.6 E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam. Atos 1.8 Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.

3. AVIVAMENTO SIGNIFICA O DERRAMAR CONTÍNUO COM BENÇÃO
 Deus prova que é vivo por todos as suas maravilhas - Atos 19.11 E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias. Hebreus 2.4 Testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade?  Deus prova o seu poder com suas operações milagrosas - Atos 19.12 De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam. Atos 5.15 De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e em camilhas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles.  Deus mostra com resultado os frutos do avivamento - Atos 19.18 E muitos dos que tinham crido vinham, confessando e publicando os seus feitos. Mateus 13.8 E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta
  Deus opera quando a fé se centraliza no seu poder - Atos 19.19 Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil peças de prata. Romanos 10.17 De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus O esboço é elaborado exclusivamente pelo texto bíblico da lição.NOTAS(JORNAL DOMINICAL.MOVIMENTO PENTECOSTAL Pr Adilson Guilhermel)