SEITAS E HERESIAS



ARTIGOS: APOLOGÉTICA CRISTÃ ARTIGOS DO APOLOGISTAESCRITOR , COMPOSITOR   MAURICIO BERWALD.

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                                SEITAS E HERESIAS

         AS INFLUENCIAS DEVASTADORAS DAS SEITAS

Jesus em mateus 13 ,falou -nos acerca do joio no meio do trigo (mt 13.25),ensinando acerca da influencia que o joio exerce no reino de DEUS(mt13.29),porem seu fim será no lago do fogo(mt13.30).O joio tornou-se nessa grande confusão de seitas que usam a BIBLIApara desviar o povo da verdade e o crente desavisado para essa influencia maliga 2jov.7,10).

1°)Atravez dos falsos mestres:No desejo de enganar o homem,satanas tem estimulado o surgimento de falsos mestres ,o que já havia sido predito pelos apóstolos (atos 20.29,30 2pd2.1).isto ele faz para restringir o crescimento do reino de DEUS,ensinando doutrinas erradas para confundir os incautos  (2cor 11.13).Somente impunhando a armadura de DEUS,conseguiremos vence-los (EF 6.14-17).
)Atravez   das falsas doutrinas:As sitas distinguem pelas falsas doutrinas ,que tão ardosamente ensinam (col 2.8).As falsas doutrinas vão contra as verdades biblicas(jdv.4)e escarnecem da palavra de DEUS(judasv.17-18),pois são oriundas de supostas revelações das mentes de seus fundadores ou lideres ,mas nós temos a mente de CRISTOpara rejeita-las (1cor 2.15-16).
3°)ATRAVEZ DO ERRO:POR atuarem de forma diabólica ,as seitas se utilizam do erro para convencer as pessoas (ef4.14).O erro leva os homens a se desviarem da verdade de DEUS(jo 8.32).Desde o antigo testamento ,o SENHOR já era contra os falsos profetas que induziam o povo ao erro (jr 23.32).Erramos quando desconhecemos as Escrituras e o poder de DEUS(mt22.29).

               A NECESSIDADE DE EXAMINAR AS SEITAS

As seitas distorcem as verdades acerca de DEUS e DE SUA PALAVRA,resultando em um outro evangelho(gl1.7-8).Portanto é necessario conhece-los e estuda-las ,principalmente neste inicio de seculo quando estão surgindo tantas heresias (2pd2.1)e falsos profetas para confundir o povo de DEUS MT 7.15).
1°)PARA SABER IDENTIFICA-LAS:O TERMO SEITA É ORIUNDO DO GREGO "HAIRESIS"cujo significado é "facção ,partido ,escolha ,seleção ,preferencia,etc.Do ponto de vista cristão ,significa o individuo ou grupo que se afastou da palavra de DEUS,AO ADOTAR e divulgar suas propias idéias ou de outro em matéria de religião.Em resumo ,é a perversão do evangelho (rm 16.17;1cor 11.19).Infelizmente ,as seitas surgem dentro da própia igreja .por um desvio doutrinario (2pd 2.1).
2°)PARA PRECAVER SE DAS FALSAS DOUTRINAS:A PALAVRA NO ORIGINAL" para outra doutrina "é "heterodidaskalei",que significa ensinar uma doutrina completamente deferente ,ou ensina uma doutrina falsa ou her-etica (1°cor 11.19).O apostolo Paulo nos ensina em sua carta a timótio (1tm 6.3-4).
3°)PARA DEFESA PRÓPIA:Varias seitas treinam seus membros para irem da casa em casa procurando ganhar adeptos para sua fé.Alguns se especializam em trabalhar entre os evangelicos ,especialmente entre os novos convertidos que são mais faceis de confundir (1pd 2.2).Oferecem para ajuda-lo a melhor compreender a biblia e lhes ensinarem o erro.O crente deve colocar-se a par daquilo que as varis seitas ensinam e conhecer a refutação biblica do erro(2tm 2.15).

                INDENTIFICANDO OS MALES DAS SEITAS

Não é muito dificil para o critão sincero identificar uma seita.Existem alguns aspectos basicos que observados mostrarão a moderna estratégia do diabo que é a conquista das mentes (2cor 4.4).A batelha existente no momento em todo o mundo é uma batalha mental,onde as falsas crenças subestimam a PALAVRA DE DEUS.(1TM 4.2;2PD3.17-18).
1°)CONHECENDO OS ARGUMENTOS BIBLICOS:N trato com as doutrinas da biblia ,podemos dividir os argumentos da seguite maneira:1)argumento biblico.2)argumento anti-biblico .O argumento biblico é aquele extraido da biblia em uma interpretação correta e lógica .Foi o argumento usado por JESUS ,em uma sinagoga da NAZARÉ ,acerca de sua missão (lc 4.16-22).O argumento extra biblico é aquele que não tem base na biblia, entretanto não se choca com os seus ensinamentos..O argumento anti-biblico é aquele que fere ,torce ,subtrai ,acrescenta ou  se choca com as verdades encontradas na PALAVRA DE DEUS(2pd2..1-3).

           CONHECENDO A CONTRADIÇÃO  DOS FATOS

AS seitas usam histórias e doutrinas baseados em fatos que não fornecem sustentação biblica (tito1.14).Usam partes isoladas das escrituras ,totalmente fora de seus contextos ,para defenderem doutrinas totalmente fora de seus contextos ,para defenderem doutrinas completamente anti-biblica(1tm 4..1).A maioria das seitas não resistem a um confronto lógico com a biblia (2pd1.21) e seus adeptos estão completamente cegos espiritualmente (2pd 1.9).São carentes de salvação e amor ,como disse jesus (jo5.42).

            CONHECENDO AS FONTES DOUTRINARIAS
Nas seitas ,jesus não é o centro das atenções.Elas subestimam o valor do nome de jesus(fp2.9).Esta é uma das principais caracteristicas de uma seita.Usam de falsa interpretação ,despresando os principios auxiliares da hermineutica(2pd1.20)E creem apenas em algumas partes da biblia ,pois dizem que já foram reveladas (gl1.8).

               ESTRATÉGIAS PARA REFUTAR AS SEITAS
RECONHEÇA que os argumentos são incapazes de mover o coração ao arrependimento ,pois somente o ESPIRITO SANTO pode faze-lo.Ore pelas pessoas que DEUS se o coração para a verdade.Toda pessoa sem sem CRISTO está completamnete perdida ,e, por incrivel que pareça ,e uma parte dos brasileiros estão envolvidos nas seitas e religião.Entretanto existem muitos sedentos  como o eunuco etiope ,que (at8.30-31).

1°)EVITE DISCUSSÕES ACALADORAS:Demonstre cortesia e o amor de CRISTO,falando com mansidão (2tm 2.25).Nunca critique a religião   da pessoa que voce esta evangelizando  ou os seus fundadores.Quando a atacamos ,ele sente-se na obrigação de defender  sua religião.O mais provavel será ficar ofendida ,não devendo aceitar nada de quem a insultou.Mostre amor e conhecimento biblico (jo 3...16,,13.34).
2°)APRESENTE A VERDADE POSITIVA DO EVANGELHO:Descubra um meio positivo para iniciar o dilogo ,assim a pessoa estará mais disposta a recebe-lo.Um pregador que começa sua menssagem condenando seus ouvintes ao inferno ,não vai conseguir muitos deles.Dai a nessessidade de se conhecer um pouco de penssamento herético de determinadas seitas(1ts5.21).TESTIFIQUE DE cristo E DO QUE ELE TEM FEITO por voce(MC5.21).
3°)APROVEITE OS PONTOS CONCORDANTES:Ao evangelizar um membro de uma seita,use os pontos concordantes ,em vez os pontos ,em vez de ir diretamente as diferenças.Por exemplo:pode se dsr graças a DEUS porque ele tem fé nestes temem os de tanta incredulidade.Procure que venha a cristo,arrenpendido de seus pecados ,e ponha sua fé nele(at2.38).CRISTO LHE ILUMINARA a mente para conhecer a verdade(2tm 2..25,26;jo8.32).


O imperio das Seitas

 Dr. Charles Braden, professor jubilado da Universidade Nor­thwestern (1954) e John G. Schaffer, conferencista (1955) e professor convidado da Faculdade Scripps (1954 a 1956), am­bas nos Estados Unidos, fazem diversas observações interes­santes, com as quais concordo plenamente. Com relação ao termo "seita", o Dr. Braden diz o seguinte:
"Ao empregar o termo "seita", não é minha intenção de­preciar nenhum grupo ao qual ele se aplique. Seita, no meu entender, é qualquer grupo religioso que, em doutrina ou prá­tica, difira, de forma significativa, dos grupos religiosos con­siderados a expressão normativa da religião em nossa cultura." (Prefácio, XII.) Gostaria de acrescentar que a palavra pode ser aplicada também a um grupo de indivíduos reunidos em torno de uma interpretação errônea da Bíblia, feita por uma ou mais pessoas. As Testemunhas de Jeová, por exemplo, em sua maioria, são seguidores das interpretações bíblicas de Char­les T. Russell e J. F. Rutherford, Nathan H. Knorr e Frederic Franz. Os atuais adeptos da Ciência Cristã são discípulos de Mary Baker Eddy, pois seguem sua interpretação pessoal das Escrituras. Os Mórmons, como eles próprios confessam, ado­tam a interpretação bíblica feita por Joseph Smith e Brigham Young, registrada nos escritos deles. Do ponto de vista teo­lógico, as seitas apresentam muitos desvios em relação ao cris­tianismo tradicional. Paradoxalmente, porém, continuam a afir­mar que têm o direito de ser consideradas religiões cristas. Não posso concordar em tudo com o Dr. Braden, que se con­fessa um "liberal convicto", nem afirmar como ele que "não defendo nenhuma dessas seitas... e não me oponho fortemente a nenhuma delas". Embora esteja de acordo com o fato de que "as seitas, de modo geral, representam uma busca sin­cera de milhões de pessoas que procuram respostas para as profundas e legítimas aspirações do espírito humano, que a maioria delas não encontrou nas igrejas estabelecidas", acre­dito também que haja muito mais para ser dito a esse respeito. Alguém já observou, aliás, com muita sabedoria, que "quem não toma posição em favor de uma idéia, poderá ser levado por qualquer idéia". Então resolvi posicionar-me dentro das fronteiras do cristianismo bíblico, ensinado pelos apóstolos, defendido pelos país da igreja, redescoberto pelos reforma­dores, e chamado por alguns de "doutrina dos reformadores".(notas,Walter Martin,império das seitas,vol 2°,2005,pp.8,)
Os teólogos liberais se preocupam mais com o modo de atuar das seitas do que com a razão de ser das suas doutrinas, e parece que adotaram como norma de conduta a afirmação de Gamaliel. Lembremos, porém, que Gamaliel estava acon­selhando os judeus a não se oporem aos cristãos dizendo que "se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá; mas, se é de Deus, não podereis destruí-los" (At 5.38,39).(notas ibid,pp.8).
Não devemos esquecer também que o conselho dele não constitui doutrina bíblica, e se fôssemos aceitá-lo na forma como é expresso, teríamos de crer que o Islamismo é "de Deus", pois experimentou um crescimento rápido e propagou-se vigorosamente por todo o mundo. , o que a maioria dos liberais não aceita, embora se digam tão liberais. Não quero dizer com isso que devemos examinar as seitas sob "microscópios ecle­siásticos", mas, sim, à luz da revelação divina que possuí­mos, a Palavra de Deus, a qual pode pesá-las "na balança de precisão da verdade absoluta". O Senhor mesmo disse: "Por­que se não crerdes que eu sou morrereis nos vossos pecados". O critério final para se julgar qualquer coisa relacionada a grupos, seitas, crenças, etc, sempre foi e sempre deve ser a pergunta: "Que pensais vós do Cristo? de quem é filho?"(notas,ibid,pp.9).
Sou obrigado a discordar também da idéia de que "todos os caminhos que nos levam a Deus são bons", pois creio na palavra do Senhor que diz: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim". (Jo 14.6.) Obser­vamos que Jesus não diz aí: "Eu sou um dos muitos cami­nhos bons" ou "Sou o melhor caminho, sou um aspecto da verdade, sou um fragmento da vida". Nada disso. Ele fez uma afirmação em termos absolutos, e a aceitação de que ele é o Salvador do mundo anula todas as afirmações semelhantes de outros homens ou religiões.
Quero deixar bem claro também que apesar de fazer al­gumas críticas a certas posições dos liberais nessa questão de seitas e crenças, não deixo de reconhecer as valiosas con­tribuições deles para esse estudo. Mas por mais completa que seja uma pesquisa, por mais longo que seja o tempo dedicado a um estudo, é impossível levantar todas as informações e ava­liar todos os fatos necessários a uma compreensão plena da origem e desenvolvimento das seitas. Meu tratamento do as­sunto segue uma orientação confessadamente teológica, com o objetivo de contrastá-las com o Cristianismo, confirmando-o como a verdadeira religião.
O Dr. Van Baalen está certo quando diz que "as seitas são as contas vencidas da Igreja" (O Caos das Seitas, p. 8). E elas o são de feto; mas são muito mais: constituem um de­safio para que a Igreja afirme mais uma vez os grandes prin­cípios e fundamentos do Evangelho de Cristo, tornando-os relevantes para a atual geração. Não há dúvida de que o rumo geral que as religiões estão tomando hoje em dia é o do sincretismo, isto é, de uma homogeneização das crenças, como já demonstrou mais de uma vez o grande historiador Arnold Toynbee.
Há pessoas que estão sempre tentando convencer-nos, por meio de livros, artigos de revistas e jornais, de pronuncia­mentos em concílios e congressos ecumênicos, que "devemos dar menos valor às questões que nos separam, e mais ênfase àquelas que temos em comum uns com os outros, e que atuam como elos de ligação entre nós e eles". Estamos de acordo com a sugestão desde que aquilo que nos une a outros seja uma firme base doutrinária, uma verdade moral e ética, e que essa unidade de que se rala seja a união verdadeira do corpo de Cristo. Mas, se como querem alguns, esse fator de ligação se ampliar mais, para incluir também aqueles que não se acham em harmonia com os princípios essenciais do Cris­tianismo, então temos de nos opor decisivamente à idéia.(notas,Walter Martin,vol 2°,2005,pp.8-10).

                   PORQUE AS SEITAS SÃO PERIGOSAS
AS seitas representam muito perigos tanto para a igreja como para as pessoas.Essea perigos são espirituais ,psicológicos e até fisicos.CONSIDERE O SEGUINTE:
1°)OS PERIGOS ESPIRITUAIS REPRESENTAM PELAS SEITAS:A SEITAS ESTÃO ENVOLVIDAS EM SERIOS ENGANOS ,e os enganos são sempre perigosos ,pois desencaminham as pessoas.A biblia declara que o diabo é pai da mentira :(jo8.44).Finalmente ,todo engano é inspirado no diabo.Conforme colocado pelo apostolo 1TM4.1).Aquele que dão crédito a mentiras já estão enganados.E se agirem conforme essas mentiras ,estão em perigo.Alguns exemplos do cotidiano esclerecem esse ponto.Se alguem acreditar que o sinal de alerta de uma ferrovia está piscando apenas por estar com defeito ,estará correndo um ´serio risco de alguem ser atropelado por um trem. Se uma pessoa acredita que o gelo que cobre um lago é grosso o bastente para que possa caminhar sobre ele ,e na realidade a camada de gelo for delgada ,estará correndo o risco de afogar-se.SE ALGUEM acreditar que esta correndo o risco de afogar-se.Se  alguem acreditar que está transitando por uma rua de mão unica ,quando na realidade trata-se de uma rua de mão dupla ,estará sob o risco de uma horrivel coalizão frontal.(notas resposta as seitas cpad p.22-23).

            A DETURPAÇÃO DAS ESCRITURAS E AS SEITAS

Tendo tendo em vista esse diluvio de falsificação ,os crentes tem uma necessidade impar de comprender profundamente o autentico critianismo.Isso porque é impossivel reconhecer uma fraude a menos que tenhamos o conhecimento do genuino.Os enganos só podem ser corretamente medidos quando contrastados com verdade da infalivel palavra de DEUS.O fato é que as seitas são notórias deturpadoras das escrituras .Quando se estiver lidando com as seitas ,deve-se ter em mente que elas são sempre edificadas não sobre aquilo que a biblia ensina ,mas que os fundadores ou lideres das respectivas seitas dizem que a biblia ensina.

            A SUTILEZA DE SATANAS NO FIM DOS TEMPOS

1°)SEUS DISFARCES:Desde a fundação da igreja,os mesmos vem disfarçando -se entre os filhos de DEUS para disseminar suas heresias.Jesus disse que os mestres do erro apresentam-se "vestidos como ovelhas ,mas interiormente são lobos devoradores"(mt 7.15).A biblia classifica os tais como "falsos apostolos "e "obreiros fraudolentos ",e identificando -os como agentes de Satanas que se transfiguram "em ministros de justiça "(2 cor 11.13-15).DEVEMOS ,POR ISSO ,ACAUTELAR-NOS DELES.
2°)SUAS ESTRATÉGIAS:Os expositores secterios preocupam -se com a aparencia,pois costumam apresentar o seu movimento como perfeito(2tm3.5).Infelizmente ,muitos são os que caem nessas armadilhas.Uma vez fisgados por e,eles,dificilmente conseguem libertar-se ,uns por causa da lavagem cerebral que recebem ,outros ,em rasão do terrorismo psicológico e da pressão que sofrem de seus lideres.Seus argumentos são recursos retóricos bem elaborados e persuasivos para convencer o povo a crer  num Jesus estranho ao novo testamento(2cor 11.3).

                          A PERICIA DOS HERESIARCAS

1°)"PALAVRAS PERSUASIVAS"V.4.Os falsos mestres .a quem o apostolo se refere ,estavam envolovidos com legalismo judaico :circunsisão (col 2.11),preceitos dietéticos e guarda de dias,(col 2.16).Ha tambem varias referencias ao gnostisismo (col 2.18 ,23).O verbo grego "enganar" "paralogizomi""enganar,seduzir com raciocinios capciosos",descreve com precisão a pericia dos falsos mestres na exposição de suas heresias.O nosso cuidado deve ser continuo para não nos tornarmos presas desses doutores do engano.

                      O JESUS QUE RECEBEMOS (V.6-7)

O apostolo insiste que devemos andar de acordo com o evangelho ,a fim de ficarmos arraigados,edificados e firme dos na palavra de DEUS.Entretanto ,a menssagem dos agentes de satanas é sempre contra  tudo que cremos ,pregamos e praticamos.As vezes ,há alguns entre nós e eles ,,e nisso reside o perigo ,visto  que é por onde tais ensinos se introduzem.


                           A SIMPLICIDADE DO EVANGELHO

A menssagem do evangelho é simples e qualquer ser humano ,indenpendentemente de seu preparo intelectual e origem ,é capaz de entender ;basta dar lugar ao ESPIRITO SANTO ,que convence o homem "do pecado ,da justiça e do juizo"(jo 16.8).A conversão ao cristianismo não é resultado de estratégia de marketing ,nem de tecnicas perssuasivas (1cor2.4).Não é necessario ,portanto ,um "curso de lógica"para alguem ser salvo ou entender os principios da fé cristã.

                                AS SUTILEZAS DO ERRO

1°)"NINGUEM VOS FAÇA PRESA SUA"(V.8A).O significado de "presa"revela o que acontece,ainda hoje ,com os adeptos das seitas.O verbo grego "sylagõgeõ",levar como despojo ,prisioneiro ,roubo ",descreve o estado espiritual dos que seguem os falsos mestres.Um dos objetivos dos promotores de heresias é escravizar as suas vitimas para terem dominio sobre elas(2.18;gl4.17).Hoje como verdadeiros escravos.

                        "POR MEIO DE FILOSOFIAS"9V.8B)

Não há indicios de que o apostolo esteja fazendo alusão ás escolas filosóficas da grécia.O estoicismo e o epicurismo eram as filosofias predominantes do mundo romano na era apostólica e são mencionados em o novo testemento (at17.18).As "filosofias"de que PAULO trata são conceitutos mundanos ,contrarios á doutrina e á etica cristã.Qualquer sistema de penssamento ou disciplina moral ,era naqueles dias ,chamado de "filosofia".

                                  "VÃS SUTILEZAS"V.8C.

Engano e sutileza ,nesse contexto ,significam a mesma coisa.A PALAVRA GREGA USADA PARA SUTILEZA É "APATE" isto é "engano"(ef4.22),"sedução"(mt13.22).E usada para referir-se a pessoas de conduta enganosa e embusteiara que levam outras ao engano.É mediante tais recursos que os metres do erro conduzem suas vitimas ao desvio.Tais sutilezas impedem as pessaos de verem a verdade e,como consequencia ,tornam-se cativas das astucias de satanas.

             "SEGUNDO A TRADIÇÃO DOS HOMENS"V.8D

Não é a tradição apostólica nem judaica ,mas um sincretismo de elementos cristãos,judaicos e pagãos:angeolatria e ascetismo ,por exemplo.Eram preticas que se opunham ao evangelho .Trata-se de tradição humana ao passo que o evangelho veio do céu (gl 1.11,12).

                              OS RUDIMENTOS DO MUNDO

1°)O significado de "rudimentos"(v.8).A expressão "rudimentos do mundo",literalmente é;"ELEMENTO DO UNIVERSO' ou "ou rudimento do mundo",em nossas versões.A palavra stoicheion,"fundamento ,elemento",parece na filosofia grega para os quatro elementos ",terra ,agua,ar e fogo que ,segundo ensinavam os fisicos gregos ,compoem a totalidade do mundo(2pd 3.10-12).Para outra escola filosófica da grecia significava"elementos espirituais"ou "espirto vivo"que se difundia por toda a natureza como força vivificante.
2°)   O APOSTOLO SE REFERE A QUE "RUDIMENTO"?

Essa palavra é usada ,tambem ,com o sentido de "principio basico"(hb 5.12)e de "elementos judaicos "ou"adoração cosmica" do sincretismo helenico(gl4.3-9).O termo deve ser analizado a luz do contexto e ,aqui ,mostra que são uma referencia aos poderes demoniaco que se opunham a CRISTO.Veja que o apostolo contrapõe os rudimentos a CRISTO:"segundo os rudimentos do mundo e não segundo CRISTO".
3°)O SIGNIFICADO DE "TODA A PLENITUDE DA DIVIDADE"V.9 

TEMOS ,neste contexto .o DEUS verdadeiro com toda a sua plenitude.O sentido de "divindade",no texto original é "deidade".UMconceituado dicionario de grego afirma":"deidade ,difere de divindade ,como a essencia difere da qualidade ou atributo".Na tradução do novo mundo ,diliuiram o v.9 traduzindo por "qualidade divina",para adptar á biblia as suas crençãs .atitude própia dos falsos mestres.

TEMOS ,neste  contexto,o DEUS verdadeiro com toda a sua plenitude.O sentido de "divindade",no texto original ,é deidade ".UM conceituado dicionario de grego afirma"deidade difere de divindade ,como a essencia difere da qualidade ou atributo".Na tradução do novo mundo  ,traduzindo-o por "qualidade divina",para adptar á biblia as suas crenças ,atitude própia dos falsos mestres.

                             O QUE SIGNIFICA SEITA?

)ETIMOLOGIA.O hitoriador flavio josefo e muitos outros escritores antigos usavam a palavra (hairesis) com sentido de 'ESCOLA" DE penssamento "doutrina"ou "religião",sem conotação pejorativa.O verbo grego "haireõ",de onde vem o substantivo em foco,significa "escolher".Na literatura classica tem o sentido de escolha filosófica ou politica.Todavia ,o novo testamento traz essa palavra com o sentido de "divisão",dissenção,pois lemos:(1cor 11.19).A versão almeida atualizada traduziu por "partido";a NVI ,por "divergenciaas";a tradução brasileira por "facção".A mesma palavra aparece em galartas 5.20 sendo traduzida por "dissenção".Convem salientar que a palavra grega para"heresias"em o novo testamento, é a mesma para seita" hairessis".O termo 'herege" ;que aparece em tito 3.10 "hairetikos"é adjetivo que vem do referido substantivo grego.O sentido de erro doutrina ,como "heresia",no campo teológico que nós conhecemos hoje aparece pela primeira vez em 2pedro 2.1.É nessa acepção que refutamos tais heresias.

2°)CONCEITUAÇÃO.Atualmente a palavra "seita" é usada para designar as religiões heterotodoxas ou espurias.É UMA PALAVRA JÁ DESGASTADA  trazendo em si muitas vezes um tom perjorativo .São grupos que surgiram de uma religião principal e seguem as normas de seus lideres ou fundadores e cujos ensinos diverjem da biblia nos principais pontos da fé cristã.São uma ameaça ao cristianismo histporico e um problema para as igrejas.
3°)PROBLEMAS.As heresias afetam os pontos principais da doutrina cristã,no que diz respeito a DEUS E O ESPIRITO SANTO ;O HOMEM :NATUREZA ,PECADO ,SALVAÇÃO,ORIGEM E DESTINO;ANJOS ,A IGREJA A AS ESCRITURAS SAGRADSA.O mais grave erro é quando diz respeito á DIVINDADE.Errar em outros pontos da e cristã   pode até não afetar a salvação ,mas a dotrina de DEUSé inviolavel .Negar "o SENHOR É TRAZER SOBRE SE REPENTINA DESTRUIÇÃO.OS novos movimentos internos como a confissão positiva e o g12 não não devem ser classificados como saitas ,pois alem de não afetarem os pontos salientes da fé ,seus ensino e praticas não são necesariamente heresias ,mas aberrações doutrinarias.O efeito destrutivo pode ser pior do que movimentos extremos ,pois satanas se utiliza ,muitas vezes da arrogancia ou da ignorancia dos mentores  dessas inovações para causar divisões nas igrejas"(notas SOARES EZEQUIAS ,MANUAL DE APOLOGÉTICA CPAD 2002,P.7-25).

NOVO ESTUDO


       I - AS PALAVRAS "SEITA"; "HERESIAS"; "ORTODOXIA",  "DOUTRINA" e "APOLOGIA":

SEITA - Um movimento que segue um líder humano e que deturpa ou despreza a palavra de Deus; um ensino falso, uma afirmação que se desvia das doutrinas cristãs (I Jo 5:8).HERESIAS " Falso ensino; uma exposição doutrinária que não condiz com a verdade bíblica; uma abordagem distorcida e pervertida do cristianismo bíblico.ORTODOXIA " Conjunto de doutrinas oriundas da Bíblia e tidas como verdadeiras, de conformidade com os cânones e Concílios da Igreja; são crença e ensino corretos.DOUTRINA - Conjunto coerente de ideias fundamentais a serem transmitidas, ensinadas. É um ensino, uma instrução que alguém que sabe (o sábio ou "doutor") transmite a alguém que não sabe (o aprendiz) " Dt 32:2.APOLOGIA " Estudos que visam à defesa da fé e da verdade cristã, confrontando esta última com outras "verdades" e declarando, de modo explícito, o que é o Evangelho, para que as falsas interpretações sejam removidas.

            III - AVISOS ACERCA DE FALSOS MESTRES:

                        Leiamos Tt 1:10-11, 13, 16 e observemos:

1) TRÊS CARACTERÍSTICAS DOS FALSOS MESTRES " Tt 1:10 - Insubordinados contra a autoridade; Faladores frívolos, cabeças vazias com discursos vãos; e Enganadores, vigaristas em matéria de religião2) AS BOCAS DOS FALSOS MESTRES DEVEM SER TAPADAS " Tt 1:11 - Tapar a boca significa NÃO TER MEDO DE RESISTIR, DE DEFENDER O REBANHO, MESMO QUE TENHA DE ENFRENTAR ALGUÉM - Mt 23; At 4:9-10, 20; 7:51-53; 13:9-11. 2.1) É o mesmo que AMORDAÇAR como se faz com um cão (Is 56:11). 2.2) O ensino falso desses homens foi e sempre é prejudicial porque visam tão-somente a lucros e vantagens materiais (Mt 23:14; II Tm 3:6-8 cf I Tm 6:9-10; Ex 23:8; Dt 16:19).

     3) OS FALSOS MESTRES DEVEM SER REPREENDIDOS

 " Tt 1:13 - Esta recomendação é dada a Tito, destinando-a aos crentes de Creta. O desejo de Paulo era edificar a Igreja na verdade (II Cor 13:10).
   4) OS FALSOS MESTRES SÃO REPROVADOS PARA TODA BOA BRA
 " Tt 1:16 - Esta é a atitude dos falsos obreiros, para os quais Paulo chama a atenção. Leiamos com cuidado Rm 1:21-25; II Pe 82:17-22; Jd 16, 19.

        IV " A FARINHA QUE TIROU A MORTE DA PANELA:

  Meditemos em II Rs 4:38-41 e analisemos:COLOQUÍNDIDA ou COLOCÍNTIDA " Pepino silvestre com propriedades purgativas. Assemelha-se ao pepino no cheiro e na aparência. No entanto, é um veneno irritante, com gosto amargo, que produz cólica e violento desarranjo intestinal.Logo, as melhores intenções podem ter consequencias drásticas, pois um pouco de veneno pode estragar toda a comida! Porém, o gosto amargo advertiu os filhos dos profetas!DEUS ENCARREGOU O MINISTÉRIO DE EXPOR SUA PALAVRA " Jo 21:15-17 cf At 20:28 cf I Tm 3:1-2 " A Bíblia mostra que uma das qualidades que se deve exigir de quem é separado para o ministério é APTIDÃO PARA ENSINAR.
Os Professores da Escola Dominical e Dirigentes do Círculo de Oração também SÃO COOPERADORES NO ENSINO. Todos devem PRESERVAR A SÃ DOUTRINA para que o ensino seja sempre aquele que já está sendo corretamente ensinado (I Cor 4:17 cf II Tm 2:1-2; 3:10, 14)Jesus Cristo, já glorificado, fez o anjo da Igreja em Pérgamo compreender que ele era responsável pela doutrina pregada na Igreja (Apc 2:14-15).
Muitos podem ser enganados pela aparência. Assim como aquele moço apanhando ervas que não conhecia trouxe veneno para a alimentação, assim também alguém pode trazer um ensino desconhecido e causar contaminação espiritual.Vejamos alguns dos tipos de ensino que contém veneno, embora algumas vezes pareçam certos e úteis:
1) Questões e contendas de palavras que se constituem numa parra brava (I Tm 6:4).2) A falsamente chamada ciência (I Tm 6:20-21).Quando aquele que ensina estiver contaminado, o seu ensino também se tornará intoxicante (II Tm 2:16-18; II Tm 4:14-15).

VI " A BÍBLIA REVELA PORQUE ALGUNS ENSINAM DOUTRINAS ERRADAS:

1) Alguns o fazem por inexperiência, assim como o moço que Eliseu mandou para o campo apanhar ervas (II Rs 4:39).2) O orgulho, às vezes, é a causa de ensinos errados. Alguns ensinadores são soberbos e nada sabem. Julgam-se importantes e querem ser "doutores" da lei (I Tm 1:7; 6:4).3) Os que vivem em impureza no seu coração e com a sua consciencia cauterizada, são corruptos de entendimento e não têm visão espiritual " Assim, tornam-se portadores de doutrinas erradas e contaminadas (I Tm 4:2; II Tm 3:6-8).

VII " PASSOS PARA TESTAR FALSOS MESTRES OU FALSOS PROFETAS:

Quatorze vezes nos Evangelhos, Jesus advertiu os discípulos a se precaverem dos líderes enganadores (Mt 7:15; 16:6, 11; 24:4, 24; Mc 4:24; 8:15; 12:38-40; 13:5; Lc 12:1; 17:23; 20:46; 21:8).Noutros lugares, o crente é exortado a por à prova mestres, pregadores e dirigentes da Igreja (I Ts 5:21; I Jo 4:1).Vejamos os passos a seguir:

   1) DEVEMOS DISCERNIR O CARÁTER DA PESSOA -1.1)

 Manifesta o fruto do espírito? (Gl 5:22-23);1.2) Ama os pecadores? (Jo 3:16); 1.3) Detesta o mal e ama a justiça? (Hb 1:9);1.4) Fala contra o pecado? (Mt 23; Lc 3:18-20).

   2) DEVEMOS DISCERNIR OS MOTIVOS DA PESSOA:

2.1) Deve honrar a Cristo (II Cor 8:23; Fp 1:20);2.2) Deve conduzir a Igreja à santificação (At 26:18; I Cor 6:18; II Cor 6:16-18);2.3) Deve procurar a salvação dos perdidos (I Cor 9:19-22);2.4) Deve proclamar e defender o Evangelho de Cristo e dos Seus apóstolos (Fp 1:16; Jd 3).

3) DEVEMOS OBSERVAR OS FRUTOS DA VIDA E DA MENSAGEM DA PESSOA:

3.1) Os frutos dos falsos pregadores comumente consistem em seguidores que não obedecem à Palavra de Deus (Mt 7:16).4) DEVEMOS DISCERNIR ATÉ QUE PONTO A PESSOA SE BASEIA NAS ESCRITURAS - Este é um ponto fundamental.4.1) Ela crê e ensina que os escritos originais do AT e NT são plenamente inspirados por Deus?4.2) Podemos observar todos os seus ensinos? Caso contrário, podemos estar certos de que tal pessoa e sua mensagem não provêm de Deus (II Jo 9-11).

5) DEVEMOS VERIFICAR A INTEGRIDADE DA PESSOA QUANTO AO DINHEIRO DO SENHOR:

5.1) Ela recusa grandes somas para si mesma?5.2) Administra todos os assuntos financeiros com integridade e responsabilidade?.3) Procura realizar a obra do Senhor conforme os padrões do NT para obreiros cristãos? (I Tm 3:3; 6:9-10).

VIII - O QUE FAZER QUANDO ALGUÉM FOR INTOXICADO POR DOUTRINAS CONTAMINADAS?

1) AVISE AO HOMEM DE DEUS - I Rs 4:40 " Qualquer coisa de estranho que acontecer no campo da Igreja deve ser imediatamente comunicado ao pastor da Igreja.2) LANCE "FARINHA" NA COMIDA INTOXICADA - Onde houver morte na panela, lance as "SESSENTA E SEIS SACAS COM FARINHA" QUE SÃO OS SESSENTA E SEIS LIVROS DA SANTA BÍBLIA!Mas, lembremos: Para se chegar à melhor farinha, é preciso esmagamento do trigo. A farinha é o grão de trigo triturado e moído, significando a PALAVRA DE DEUS BEM MOÍDA, ISTO É, BEM EXPLICADA. Só assim a saúde espiritual continuará reinando no meio do povo de Deus - Ne 8:8 cf I Tm 1:1-7; II Tm 4:1-4.falsos mestres... 1) Não devem ser tolerados - II Jo 10,  2) Devem ser evitados - Rm,16:17-18,  3) Trazem vergonha sobre a religião cristã e atraem a muitos - II Pe 2:1-2 .  4) Falam coisas perversas - At 20:30,   5) Enganam a muitos - Mt 24:5,  6) Serão numerosos nos últimos dias - I Tm 4:1  7) Pervertem o Evangelho de Cristo - Gl 1:6-7,  8) São cruéis - At 20:29  ,9) São enganadores - II Cor 11:13,  10) São avarentos - Tt 1:11; II Pe 2:3,   11) São ímpios - Jd 4, 8, 12) São orgulhosos e ignorantes - I Tm 6:3-4,  13) Devemos testá-los pelas Escrituras - Is 8:20; I Jo 4:1,  14) Maldição contra os que ensinam as falsas doutrinas - Gl 1:8-9,   15) Punição daqueles que ensinam as falsas doutrinas - Mq 3:6-7; II Pe 2:1-3 ,   16) Serão finalmente expostos - II Tm 3:9.(NOTAS jornal dominical.pentecotal)                                                                             

                            TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

O movimento da fé ou movimento da confissão positiva,como não é uma denominação ou seita ,mas um movimento introduzido sutilmente entre as igrejas pentecostais ,enfatizandovo poder do crente em adquirir tudo o que quiser.é conhecida tambem como "teologia da prosperidade'"palavra da fé" ou "movimento da fé".As crenças e praticas desse movimento são aberrações carregadas de perigos heresias.A teologia da prosperidade ,ou teologia da saude e prosperidade ,como também é chamada ,é um ensino que,netre tantas coisas,afirma que o crente não pode adoecer,passar por privação ,diciculdade financeiras ou outroas tipos de adversidades.Segundo este ensino,a presença dessas situações na vida do cristão é sinal de que ele fracassou na fé ou carrega consigo algum tipo de pecado.Conquanto seja uma mensagem atrativa,ele traz consigo muitos desvios doutrinarios.A igreja portanto ,precisa estar alerta.A busca de respostas aos nossos anseios tem que passar necessariamente pelo crivo da soberania de DEUS.Aprender a orar sabiamente é o grande desafio da vida cristã e só consegue essa façanha aqueles que apreenderam que a maior busca da vida deve ser busca da vontade divina.Não é a riqueza nem pobreza que definem a performance na vida espiritual ,mas a nossa capacidade de nos situar adequadamente dentro dos moldes divinos.

                                      HISTÓRICO                                                                                                                                              
SUA ORIGEM:A confissão positiva é uma adaptação ,com roupagem cristã,das idéias do hipnotismo e curandeiro Finéias parkhrst quimby(1802-1866).Os quimbistas criam no poder da mente ,negavam a existencia da matéria ,do sofrimento do pecado a da enfermidade.Deles surgiram varios movimentos ocultistas como o novo pensamento ,as seitas Ciência da mente e ciência cristã ,de mary backer eddy.Seus promotores procuram se passar por cristãos evangélicos.
PRINCIPAL FUNDADOR :ESSEK W.KENYON:O movimento surgiu de forma gradual por meio de essek william kenyon(1867-1948).Kenyon ,aproveitando-se dos conceitos de mary b.eddy ,empenhou-se em pregar a salvação e a cura em jesus cristo.Dava enfase aos textos que falam de saúde e properidade .alem de aplicar a tecnica do poder do pensamento positivo.Kenyon, que pastoreou varias igrajase fundou outras ,não era pentecostal.Ele foi influenciado pelas seitas ciencia cristã da mente,ea metafisica do novo penssamento.Hoje ,é reconhecida como o pai do movimento confissão positiva ,tendo exercido forte influencia sobre Kenneth Hagin.
PRINCIPAL DIVULGADOR:Era k.hagin.Nasceu em 1917 com problema de coração e ficou invalido durante 15 anos.Em 1933, converteu-se ao evangelho  e ,no ano seguinte ,o SENHOR JESUS o curou.Partir  dai então ,começou a pregar.Ele recebeu o batismo no ESPIRITO SANTO EM 1937.Estudando os escritos de kenyon ,divulgou os em seus livros,cassetes e seminários,dando sempre enfase a confissão positiva.Em 1974 ,fundou o centro rhema de adestramento biblico ,em Oklahoma.

FONTES DE AUTORIDADE:REVELAÇÃO OU INSPIRAÇÃO DE SEUS LIDERES.  
Hagin fazia diferença entre as palavras gregas (rhêma e logos),pois ambas significam "palavra".Ainda hoje os seguidores dessa crença afirmam que logos é a palavra de DEUS escrita ,a biblia ;rhema ,a palavra falada por DEUS em revelação ou inspiração a uma pessoa em qualquer época.Desse modo ,o crente pode repetir com fé qualquer promessa biblica,aplicando a sua necessidade pessoal e exigir o seu cumprimento.

                   CONFISSÃO POSITIVA DO CRENTE:
Os adeptos da confissão positiva creem ser a biblia a inerente e inspirada palavra de DEUS,mas não a unica,pois admitem que crente tem a mesma autoridade.Para eles as fontes da autoridade são:a biblia ,as revelações de seus lideres e a palavra da fé.O crente deve declarar qua já tem o que DEUS prometeu nos textos biblicos e ,tal confissão ,confirma-se-a.A confissão negativa é reconhecer a presença das condições da enfermidade e negar a exixtencia da enfermidade e ele simplesmente deixará de existir.É  doutrina de quimby ,da ciência cristã e do movimento da nova era.

        A      AUTORIDADE  PARA A VIDA DO CRISTÃO
Atribuir tanta autoridade assim ás palavras de uma pessoa extrapola os limites biblicos.a emoção também caiu com natureza humana e ,por isso,fé não pode ser fundamentada em experiências(jr 17.9).As experiências pessoais são marcas importantes na vida dos pentecostais.Cremos em DEUS que se comunica com os seus filhos (at 2.17-18),mas essas experiências são para edificação pessoal e não para estabelecer doutrinas.O cristianismo autentico não deve ir alem das ESCRITURAS sagradas(is 8.20 ;1/cor 4.6).A bíblia é única autiridade para a vida do cristão.

RHEMA E LOGOS:TERMOS DIFERENTES.O vocábulo rhema aparece 68 vezese , logos ,330 no texto grego do novo testamento .Como não existe sinonimo perfeitos,exatamente iguais,aqui também não é diferente.O termo rhema significa "palavra ,coisa";enquanto em logos ,os léxicos ,apresentam uma extensa variedades de significados como:"palavra,discurso,pregaçaõ;relato,etc.Mas ambos os termos coincidem (lc 9.44-450.).O conteúdo de rhema e de logos,inventados por hagin,não reside á exegese biblica.Na verdade que haja a tal diferença entre as referidas palavras.
TERMOS USADOS PARA DESIGNAR AS ESCRITURAS:Ambos os termos são igualmente usados para identificar as Escrituras Sagradas.Encontramos no texto grego do antigo testamento(septuginta)a expressão(rhema tou theou) ,"palavra de DEUS"em is 40.8.Nas paginas do novo testamento ,a mesma passagem é citada pelo apostolo pedro(1;pd 1.25).Mas ,encontramos tambem  ,logon tou theou,"palavra de DEUS",com o mesmo significado(mc 7.130.Esses exemlpos provam,por si ,só,que o conceito de hagin é falacioso,sem base biblica.
FALACIAS DA CONFISSÃO POSITIVA:O conceito da confissão positiva e negativa é falso;não se  confirma na biblia ou na pratica da vida cristã.Deus é soberano;Jeus ensinou(mt6.10).Basta tão somente esse verso para reduzir a cinzas a insolência dos promotores da confissão positiva.A biblia ensina ,ainda qual devemos confessar nossas culpas para sermos sarados (tg 5.16),e isso,não parece ser confissão positiva.
CRENÇAS E PRATICAS:TEOLOGIA.De maneira genérica ,os adeptos do confissão positiva seguem uma linha ortodoxa no que tange aos pontos cardeais da fé cristã.Não se trata de uma seita, mas de um movimento que permeia as igrejas ;dai a diversidade de ensinos entre seus adeptos.Sobre DEUS,uns são unicistas,,outros deificam o homem.Essa falta de padrão doutrinário existe;sobretudo ,a respeito do SENHOR JESUS de sua obra.Os ensinos da confissão por conseguinte ,são um desvio das doutrinas biblicas apesar de sua aparencia ortodoxa.
SUA MARCA:As marcas distintas do movimento são:a properidade e a pregação restrita aos pobres e enfermos.No endento ,deixa de lado o essencial:salvação.A menssagem dos profetas da properidade pode fazer sentido nos paises ricos onde as oportunidades são mais amplas,mas nas regiões pobers do planeta,são irrelevantes.Isso é mais uma prova de que se trata de um evangelho humano,contrario a bíblia,pois o evangelho de JESUS é para todos os seres humanos em todas as épocas(mt 28.19 ,tito 2.11).
A SALVAÇÃO:Em vez de trazer riquezas materiais aos pobres e saúde aos enfermos,o propósito principal da vinda da JESUS ao mundo foi salvar os pecadores(1°tm 1.15),muito embora o seu ministério tenha sido corado do exito no campo da cura divina a da libertação(at 10.38).O que asses pregadores fazem não passa de espetáculo ,contrariando o verdadeiro propósito do evangelho.Não foi essa a mensagem pregada pelos apóstolos .Paulo afirma haver se contentado com a abundancia e com a escassez(fp 4.11-13).(notas eb.2006/cpad).
AS INFLUENCIA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE NA IGREJA

fonte rev.manual cpad-brasil                                                                                                            

Não é de hoje que a igreja precisa tomar uma posição mais refletida sobre as influencias que estas outros ensinos ,de forma lisonjeira, tem sidi introduzidos no meio da igreja.A melhor posição diante desses desafios é adotar posição dos crentes de Beréia(at17.10-11).A valorização do ensino e o estimulo para a leitura da bilbia são os melhores instrumentos de defesa contra as influencias das falsas doutrinas(1tm 4.13-16).
1°)A INFLUENCIA SABRE A VISÃO DA IGREJA.Visão é o mesmo tempo capacidade de perceber a realidade como ele é ,bem como de projetar algo.A teologia da prosperidade tem influenciado a visão da igreja na medida em que ela absorve valores que alteram a sua forma de ser(2°cor 11.3-4;at5.42).
2°)A INFLUENCIA SOBRE A MENSSAGEM DA IGREJA.Quem muda a visão ,muda tambem o discurso.E ,a primeira baixa sofrida é no conteudo tológico da menssagem ,onde a fé passa a ter mais valor do que o própio DEUS,a benção é mais valorizada do que o abençoador e a ansia por bençãos materiais tomam conta dos cultos ,cuja liturgia perde o seu caráter contempla tivo e o resultado é a ausencia total de resultados de reflexão bíblica(2°tm 4.2-5).
3°)A INFLUENCIA SOBRE A TEOLOGIA DA IGREJA.A mudança na visão e menssagem cria uma igreja teológicamente vulnerável,abrindo espaço no meio ,para heresias(2°pd 2.1;col 2.18-19);foi a advertência que Paulo fez a igreja.Precisamos residir a toda mensagem que questione a suficiência de CRISTO e roube a nossa liberdade em servi-lo com uma conciencia pura e tranquila(gl 5.1).


 

                               SOBRE A FORMULA DA FÉ
Na teologia  da fé ,a fé é uma força.Ela é substancia da qual o universo foi feito e também a força que faz funcionar as leis do mundo espiritual.Mas como fazer que essas leis funcionem para voce?Por meio de formulas que ,segundo eles,não somente fazem funcionar as leis do mundo espiritual,mas também serve da causa a ação do ESPIRITO SANTO em favor do individuo.Isto significa que DEUS é deslocado para uma posição de mero mensageiro que responde cegamente ao aceno e á chamada de formulas proferidas pelos fiéis.
1°)AS FORMULAS DE FÉ. As formulas de fé são o nome do jogo.Esse é o motivo pelo qual o movimento de fé também tem sido de movimento da confissão positiva.A doutrina da fé ensina que as confissões servem para dar efeito á formula da fé fazendo com que a lei espiritual funcione em favor de quem as pronuncia.As confissões positivas ativam a lado positivo da força; e as confissões negativas ativam o seu lado negativo.Partir de uma perspetiva pretica,pode-se dizer   que a lei espiritual(que rege as coisas na esfera da eternidade)é a força derradeira do universo.No livro chamado two kinds of faith(os dois tiops de fé),e. w.kenyon insiste que é nossa confissão que nos governa".
2°FORMULA.A formula é simples:1)"diga a coisa.positiva ou negativa,tudo depende do individuo.De acordo com que ele recebá.2)"faça a coisa.Seus atos derrotam-no ou lhe dão vitória.3)"receba a coisa.Compete a nós a conexão com o "dinamo do céu".A fé é o primo da tmada -basta conecta-lo.4)"conte a coisa a fim de  que outros tambem possam crer.(notas hanegraaff,hank,cristianisno em crise cpad 2004 ,p.79-81).

         A PROSPERIDADE SOB PERSPECTIVA BÍBLICA
Uma perspetiva correta da prosperidade ,á luz da bilbia,pode nos levar a desfrutar o melhor  de DEUS para as nossas vidas (ef 1.3).Ao falar assim,evocamos sua soberania nas  nossas orações,idéia abominavel para aqueles que acham que DEUS é obrigado a atender os nossos pedidos(1;jo 5.14-15).
1°DEUS A AS NOSSAS NECESSIDADES:Deus e connhecido na sua palavra como JEOVA JIRE""O SENHOR proverá"9gn 22.8).O crente em Cristo já expirimmentou pessoalmente os cuidados de DEUS em sua vida.Quem já leu os confortantes salmos ,os conselhos de 1°pd 5.7),as palavras de JESUS aos seus discipulos(mt 6.25-34),a confiança expressa por habacuque(hc 3.17-18).Tudo isso revela que DEUS está atento ás nossas necessidades9jo 6.1-12).
2°)DEUS E OS NOSSOS DESEJOS:"Por isso ,vos digo que tudo o que pedirdes ,orando ,crede que o recebereis e telo-eis(mc 11.24).No entanto ,o contexto desta passagem deixa bem claro que há condições para  que os nossos desejos sejam satisfeitos ,é necessário o perdão(mc 11.26).Os nossos desejos,para serem prontamente atendidos ,precisam estar em consoância com vontade de DEUS(tg 4.3,jo 5.14).
3°)SER PROSPERO É UMA RESPONSSABILIDADE:DEUS não é contrario á properidade de ninguem,no entanto adverte serimente,em pelo menos  tres coisas em relação as riquezas(1°6.17-19).primeiro:que não se deva colocar nelas o coração,pois não podem proporcionar á vida a devida segurança(1tm 6.10.segundo ,não confiar nelas,pois toda riqueza é passageira(tg 1.10-11,e terceiro ,não administrar mal,pois quem muito é dado muito  será exigido(lc 12.48).

                                REGRESSÃO PSICOLÓGICA
A cura interior  é conhecida como cura das memórias ou cura para os traumas emocionais.Estranha á pratica evangélica ,tem intimo paralelismo com o ocultismo oriental.Seus expositores,questionando a suficiencia sa expiação do calvario para a cura de traumas a feridas emocionais buscam ,pretenciosamente ,"completar"a obra de CRISTO com tecnicas psicológicas e até ocultistas.É algo contrario ao novo testamento.A regressão psicológica ,tambem conhecida como hipnose -um estado mental semelhante ao sono ,induzido artificialmente-tem sido bastante difundida em nossos dias como opção no tratamento de doversos problemas.A hipnose permite que o hipnotizado obedeça o que é ordenado pelo hipnotizador ,como diversas vezes é demonstrado em progamas de auditório ,onde o artista e outros voluntarios se submentem a pequenas demonstrações do método.Essa é uma forma de tornar popular esse tipo de pratica.Em diversas igrejas evangélicas,essa pratica de hipnotismo-ou regressão psicológica-é apresentada por grupos que desejam desenvolver a chamada cura interior.Induzem as pessoas até mesmo a perdoarem a DEUS,como se este lhe fosse  mal,ou tenha lhes causado algum dano.Nessas sessões ,os lideres induzem as pessoas a confessarem ,quando pecados,e não raro ,tais informaçõespodem ser utilizadas contra as pessoas que as disserem,quando no estado de transe,como uma forma de controle.Por isso ,essa pratica não deve ser incentivada dentro de nossas igrejas,pois carece de respaldo biblico.(notas rev. emsinador cristão cpad).

                                     A CURA INTERIOR
1°)no plano biblico:a ferida interior é uma realidade incontestavel.é manifesta por magoas,ressentimento ,dores e tristezas.O SENHOR afirmou que  as feridas interiores somente serão curadas se houver perdão(mt 18.33-34).As coras em o novo testamento eram efetuadas em nome de JESUS, por imposição da mãos ,unção com azeite ,perdão mútuo e meditação biblica(mc 6..13;16.18,tg 5.14-16).É a terapia do ESPIRITO SANTO que deve ser aplicada nos dias atuais.
2°)no plano da psicanálise:o psicanalista austriaco ,sigismund freud,partir da premissa de que todos os problemas humanos são traumas provenientes de experiencias dolorósas.Freud era ateu,por isso negou a bilbia e a existencia do pecado.Apesar do reconhecimento do ceu trabalho no mundo cientifico,seus postulados ainda são questionados ,nem todos reconhecem ,na totalidade ,o resultado de suas pesqiuzas .É a terapia cientifica.
3/)no plano gedoziste:os promotores de encontros dos grupos conhecidos como G-12 ,negam a eficacia do poder de JEUS para curar feridas e traumas emocionais.Por isso ,seus expositores trabalham com tecnicas hidricas;misturando biblia ,psicologia e hipnose.É  a terapia pseudo -evangélicas e ocultista. 

                      O QUE É REGRESSÃO PSICOLÓGICA? 

1°)DEFINIÇÃO:É o mesmo que hipnose.A palvra vem do grego "hypnos",pois se pensava que o hipnotizado ficava  dormindo ,ao passo que sua condição é de elevado estado de concentração.Isso é chamdo de transe ou estado alterado da conciencia.Antes,era conhecido por mesmerismo,de franz mesmer(1734-1815),médico austriaco ,inventor do método de tratamento por hipnóse foi dada pelo médico  escococês james braid(1795-1860).
2°)OBJETIVO:com   isso ,alcança-se os regressos mais profundos do subconciente até visulizar uma imagem ,com  qual  entra-se em comunicação.O objetivo pode ser o regresso a supostas   vidas passadas,para os que acreditam na reencarnação ,ou á infancia ,para descobrir um evento traumatico responsavel pelo sofrimento ,bloqueio emocionais que moldam o comportamento.É PRATICA  PERIGOSA, pois se trata de um ataque á psique di individuo.
3°)O FRACASSO:freud usou os métodos do hipnotismo nos primeiros anos de suas pesqiusas no tratamento psicoterapeutico.Mas abandonou tal prtica,pois descobriu que muitos de seus pacientes tendiam a fantasiar-se ,buscando no passado acontecientos imaginarios.O  dr.ian stevenson,ex chefe do departamento de psiquiatria da faculdade de virginia,EUA,usou os métodos hipnóticos,mas com outro objetivo:buscar provas de reencarnação .Sem sucesso ,abandonou o método ,porque  trazia-lhe problemas maiores dos que ele procurava resolver.

                      G12 A REGRESÃO PSICOLÓGICA NO
1°)Terapia alternativa:muitos mestres dessa prtica afirmam ,ostensivamente para curar os traumas emocionais provocados.A regressão psicológica é colocado como recurso substititivo além do poder de JESUS.A biblia ,contudo ,ensina que JESUS veio para curar  os quebrantados de coração"(lc 4.18)e ainda ,a "consolar os tristes"(is 61.12).
2°)TERAPIA GEOZISTA.Modo de atuaçao da regressão psicológica descrita nos manuais de encontros do G-12  não é nada ortodoxo.O método funciona com música sugestiva e luzes apagdas.A ordem é para ps participantes visulizarem a fecundaçaõ ,a formação no utero materno,depois outros periodos da vida até o momento do evento.os participantes são instruidos a visualizar  cada fase e lembrar cada momento dificil e traumatizante.Nesse instante ,os lideres pedem que visualizam CRISTO com cada um deles,para libertar perdão ás pessoas envolvidas e até ao própio DEUS.
3°)PRATICA ESTRANHA.A regressão psicológica é a visualização da fé por meio da hipnose.Embora a biblia silencie sobre a pratica da hipnose,o modus operandi desta,bem como incompatibilidade com fé cristã.
4°)IMAGINAÇÃO DIRIGIDA.A auto-sugestão e a fanatasia são alguna elementos da hipnose.É um processo  de imaginação que ,nos encontros do G-12,é dirigida supostamente a JESUS.Como percebeu freud e outros psicanalistas,o que acontece,nesse processo anticientifico ,é imaginação e não relidade.Convem ,ainda,ressaltar a diferença entre visualização e visão.Avisão é bilbica ,real e não induzida(atos 9.3);ao passo qua a visualização é irreal e sequer aparece na bilbia.
5°) O PERDÃO BLIBICO.O texto da mulher adultera é um exemplo classico de perdão pleno sem precisar dessas praticas ocultistas.Ela não teva que passar pelo processo de hipnose e nem confessar comquem pecou ,mas recebeu perdão(jo8.11).A idéia geozista de o homem perdoar a DEUS é blafemia e inversão de valores,pois a biblia afirma que foi o homem quem ofedeu o criador transgredindo sua leis(rm 3.23;5.17).

                       A LINHA DE ORGANIZAÇÃO DO G-12
O  processo para a implatação do g-12 é segundo o seu fundador a "alma" do movimento.Todavia ,de acordo com pastor Paulo Romeiro,um dos problemas em relação ao g-12 é a "inserção de praticas,conceitos e ensinos antibiblicos ,tais como mapeamento espiritual,regressão ,cura interior,quebra de maldição,escrever os pecados em pedaços de papel e queima-los no fogueira ,revelações extrabiblica e outros.continua pr.paulo romeiro"O g-12 peca em pelo menos quator fundamentos:1°)dão  ao numero 12 sentido magico-espiritual quando se trata de um numero comum na bilbia biblia,2°)escravizam a doutrina biblica da regeneração e da justificação ,fazendo as pessoas confessarem pecados dos quais já foram perdoados pelo sacrificio do calvario.3°)deturpam o conceito biblico da igreja a ponto de uma das suas maiores propagadoras no brasil dizer"o diabo está induzindo os crentes a irem á igreja para faze-los abandonar as celulas.4°)dão enfase ás expressões "novo"e "nova" como nova unção e nova visão,na tentetiva de criar aversão na mente dos seus participantes em relação a tudo quanto aprenderam.
Estratégicamente ,o g-12 trablha com dois elementos que puxam todo o seu arcenal de heresias:1°)auto realização pessoal(sucesso)á custa de regressão ,quebra de vinculo,eliminaçaõ da legalidade dada aoa diabo ,o perdão dado a DEUS.2°)CRESCIMENTO RTAPIDO DA IGREJA.Como se pode ver ,a proposta do g-12 pega na a veia da necessidade de alguns lideres que preferem trilhar os atalhos da vida e 'transformar pedras em paes".Uma outra é sua estrategia de segurar o participante com a idéia de que ele precisa fechar o ciclo para que possa definitivamente chegra a "nova unção".Com isso ,o que participa de um pré-encontro é induzido a participar tambem do encontro ,dos -pos-encontro e do encontro.Apos passar por todas essas fases de lavagem cerebral,o incauto realmente nunca mais será o mesmo".(notas Paulo Cesar, o que está por traz do g 12,cpada ,2000,p.35--6).

      O QUE A BIBLIA DIZ SOBRE CAIR NO ESPIRITO?
Em tempos de  aberrações de aberrações teológicas,apologistas e lideres evangélicos demonstram perplexidade diante de desvios doutrinarios.

                                           INTRODUÇÃO
Outras manifestações nada convencionais sacudiram o segmento pentecostal de tempos em tempos.Uma delas era a denominada queda no ESPIRITO,quando o fiel ;durante a oração sofria uma espécie de arrebatamento ;caindo no chão e permanecendo como que em transe.Disseminada a partir do trabalho de pregadores americanos como Benny Hinn e Kathryn Kuhlman;a 'A queda no poder de DEUS' passou a ser largamente praticada como sinal de plenitude e chegou com força no Brasil.A coqueluche tambem passou ;mas ainda hoje diversos ministérios e pregadores fazem do chamado cair no poder elemento importante de sua liturgia.A moda logo foi substituida por outras ,ainda mais bizaras;como"unção do riso"e etc
É disseminada pela igraja comunhão cristã do aeroporto de toronto ;no canada ;a partir de 1993;tais praticas beiravam  a histeria coletiva-a certa altura do culto ;diversas pessoas caiam ap chão ;rindo descontroladamente ou emitindo sons estranhos de animais etc.Tudo era atribuido aoa poder do ESPIRITO SANTO.
A chamad "benção de toronto"logo ganhou mundo ;á semelhança das mais varias novidades.Parece que;quanto mais espetacular a manifestação ;mais ele tende a se  popularizar;atropelando até mesmo o bom senso.Mas  o que para muita gente é ato profético ou manifestação dp poder do SENHOR tambem é visto por teólogos moderados como simples modismo ou-mais sério ainda-desvios doutrinarios.Pior é quando a nova teologia é usada com fins fraudulentos;para arrancar uma oferta a mais ou exercer poder eclesiastico autoritario."a biblia diz claramente que haverá disseminação de heresias nos ultimos dias;e não um grande reavivamento;;como alguns estão anununciando".(fonte rev.cristianismo h.pp.43;junho-julho/2010).
Embora fervoroso pentecostal;Gunnar Vingren não se deixou embair pelo emocionalismo nem pelas aparencias.Ele sabia bem que nem tudo o que é mistico é espiritual ;pode brilhar ;mas não é avivamento.O misticismo manifesta-se tambem em rebeldias e mentiras.Haja vista as seitas proféticas.Teve nosso pioneiro ;como precativo condutor de ovelhas;suficiente dicernimento para não aceitar aquele arremedo de pentecostes.Fosse um desses telólogos que colocam a experiencia acima da biblia sagrada;o pentecostalismo autentico jamais teria saído do nascedouro. 
Entre as manifestações presenciais por GUNNAR VINCREN;achava-se o "cair no poder'que já naquela época ;era conhecido tambem como "arrebatamento de espirito".Á primeira vista;imprecionava;fazia espécie.Não resistia;contudo;ao minimo comfronto com as Escrituras;e nada tinha que ver com as experiencias semelhantes que se achavam nas paginas dabiblia.Irreverente e apócrifo ;esse mistissismo não se limitou á geração de Vincren.Continua a assaltar a igreja de Cristo com demonstrações cada vez mais peregrinas e contraditórias.O seu alvo?Levar a confusão ao povo de Deus.No combate a tais coisas;haveremos  deser energicos;sabios e convincentes;mas sempre equilibrados.Atravez da biblia;temos a obrigação de mostrar a pureza e a essencia da nossa crença;e a "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos".
Neste artigo ;detenhamos ao fenomeno do "cair no Espirito".Até que ponto há de ser aceito?Como lhe aferir a legitimidade é realmente indispenssavel ao crescimento da vida/Vejamos ;a seguir ;como esse movimento ganhou notoriedade em nossos dias. 

                               O QUE É O CAIR NO ESPIRITO?
Embora não seja alguma novidade ;o cair no espirito",como vem sendo caraterixado ;começo a ganhar notoriedade a partir de 1994 ,a   em uma determinada igreja  do aeroporto ,no Canada;passou a ser visitada por milhares de pessoas crentes ,todos á procura de uma  benção especial.Ao contrario das demais igrejas pentecostais;que buscam preservar ortodoxia doutrinaria,a igreja do aeroporto ;como hoje é conhecida ;grangeou surpreendentemente notoriedade em virtude das menifestações que acorriam em seus cultos.Dizendo-se cheios do Espirito Santo ;os frequentadores dessa igreja começaram a manifestar-se de maneira estrenha e até exotica.Em dado momento ;todos punham-se a rir de maneira incontrolavel ;alguns  chegaram a rolar pelo chão.Justa garaglhada;ou gargalhada santa/outros "caiam no Espirito no corredor tambem.A primeira vista manifestações impressionam apesar de não contarem com o respaldo bilbico.Entretanto;não devemos nos deixar arrastar pelas aparencias;nem pelo exotismo desses fenomenos.Temos de nos posicionar segundo a bilbia que;não obstante os modismos e ondas ;continua a ser a nossa unica regra de fé e conduta á bilbia.

                              CAIR NO ESPIRITO NA BILBIA
  Nas sagradas escrituras ,o cair no Espirito não chega a ser um fenomeno:é mais uma reação reverente diante  do sobrenatural.Registra -se apenas ,tanto no antigo testamento,11 casos de pessoas que cairam prostados ,com rosto em terra ,em sinal de adoração a Deus,tais casos não se constituem num histórico :são apisódios isolados .Não tem foro de doutrina ,nem argumentoo para alicerçar um costume ,nem para reinvidicar uma liturgia ;não podem sacramentaralguma pratica.Afinal ,reação é reação ,apesar de semelhantes,diferem entre si.Como hão de fundamentar dogmas de fé?Verefiquemos ,pois ,em que circunstancias deram -se os diversos casos de cair por terra nos relatos bilbicos.

                       A força de uma visão nitidamente celestial
As visões na bilbia ,tinham uma força imprecionante:agitavam ,enfraqueciam e até deixavam por terra homens  santos de DEUS.Que o diga DANIEL.Já encerrando o seu livro ,o profeta Daniel registra esta formidavel experiencia :"fiquei pois,eu só e vi esta grande visão ,e não retive força em mim ;e transmudou-se em mim a minha força alguma .Contudo ,ouvi a voz das suas palavras e ouvindo a voz das suas palavras ,eu cai com rosto em terra  ,profundamente adormecido"(dn 10.8-9).
Em sua primeira visão,Ezequiel tambem assusta com que ve(ez 1.28).sem liturgia,ou intervenção humana ,o profeta prosta-se todo ,e quem haveria de se prostar?Mesmo o mais forte dos homens ,não se aguenteria diante de tamanho poder e gloria.Recucurvar-se-ia ;lançar com o rosto em terra.Mais tarde ,encontraremos noutro caso de prostação(ez 3.23).Quem não cairia ante as singularidades da gloria de DEUS?quem a resistiria?.Já no final de seus anos Ezequiel ve-se conStragido a comportar-se de igual maneira(ez 43.3).Nesses casos ,as visões divinas foram tão fortes que levaram tanto Ezequiel como daniel a cairem por terra.Noutras ocasiões ,porem ,a ocorrencia de visãos ,igualmente  poderosas ,não provocou alguma prostação .Haja vista o caso de isaias.Embora se mostrasse aterorizado e compungido com a visão do trono divino ,não se menciona ter o profeta caido.Isto significa as experiencias ,embora semelhantemente ,possuem suas particularidades e idiossincrasias ,isto é,cada experiencia ,ou encontro com DEUS,é unica.Seria tolice pretender repiti-la para que sua repetição adquirice foros de doutrina.(notas defesa da fé rev.p.,9 1997 ibid)
  

                O IMPACTO DE UM ENCONTRO COM DEUS
Alem das visões ,certos encontros com Deus no antigo e novo testamento ,levaram á prostação .Menciona-se ,por exemplo ,o que aconteceu com Saulo no caminho de Damasco.O encontro com JESUS foi tão formidavel ,que forçou o implacavel perseguidor a cair por terra ,e a reconhecer a autoridade e a soberania de DEUS ,de JESUS (at 9.4).Como nos casos anteriores ,nada havia sido progamado .Saulo foi levado a curvar-se em virtude da sublimidade do Senhor JESUS.Noutras ocasiões ,porem ,os encontros com DEUS deram-se de maneira suave.A entrevista de Natanael com JESUS é um exemplo bastante tipico dessa suavidade tão divina.Que dizer tambem de gideão com o anjo do Senhor?ou de Jeremias?Este encontro veio na medida certa;veio de acordo com o carater suave e melancólico do profeta.Tivesse ,porem ,Jeremias o temperamento colérico de Paulo,certamente o Senhor teria agido com impacto,para que o vaso fosse quebrado e moldado conforme a sua vontade.Como se ve ,as experinecias variam de acordo com as circunstancias e a personalidade das pessoas envolvidas no plano de DEUS.(notas rev.defesa da fé,p.9,1997). 


              DIANTE DA AUTORIDADE DO NOME DE CRISTO
A autoridade do nome de CRISTO é mais que suficiente para dizer que todos os joelhos se dobrem diante dele;alias o momento dobrem todos os seres,quer no céu quer na terra,quer todos os seres ,hão de se encurvar diante da infinita grandeza do nome do SENHOR(fp 2.9-10).Na noite de sua paixão ,O SENHOR demonstrou quão grande é sua autoridade(jo 18.6).Ao contrario dos casos anteriores ,nessa passagem ,quem cai por terra são os impios .Recurvam-se estes não em sinal de reverencia a DEUS ,mas em razão da autoridade e soberania irresistivel de CRISTO.Caso semelhante ocorreu com Ananias e Safira.Ambos cairam por terra em decorrencia de sua iniquidade(at 5.3-5).(notas rev.defesa da fé p.10,19997).
Casos como esses não são raros.Em nossos dias ,muitos são os impios que ,por se levantarem contra os escolhidos de DEUS ,caem por,as vezes fulminados.Noutras ocasiões ,prostarem ,o Senhor revelou-se de maneira tão suave,que se fez homem diante dos homens.Que encontro mais suave do que aquele que se apresentou junto ao posso de Jacó?O Senhor revela-se de maneira surprendente afavel á mulher samaritana.E experiencia de nicodemos?ou de Zaqueu?(ibid p.10).

  NAS EFUSÕES DO ESPIRITO SANTO DE ATOS DOS APÓSTOLOS HOUVE CASOS DE PROSTRAÇÃO?
Na ansia de justificar o cair por terra que como já dissemos tem de ser visto como episódio e não como histórico ,muitos teólogos chegaram a colocar tal reação como se fora uma da evidencias da plenitude do ESPIRITO SANTO.Que pode haver prostação durante a efusão do ESPIRITO SANTO,não o negamos.Pode haver,mas precisa haver para que se configure o derramamento do ESPIRITO SANTO.A preostação não pode ser vista como evidencia ,mas como uma reação ocasional e esporadica.Nos diversos casos de efusão do ESPIRITO SANTO,nos atos dos apostolos,não se observa algum caso de prostação.No dia de Pentecostes,segundo no-lo notifica o minucioso evangelho Lucas ,estavam todos assentados no cenaculo(at2.2).Na casa de Conélio ,onde o ESPIRITO SANTO foi derramado pele primeira vez sobre os gentios,tambem não se observou o cair por terra(at10.44-47).Entre os discipulos de Efeso tambem não se registrou alguma prostação (19.6).( notas,ibid p.11).
Em todos esses casos ,porem ,a evidencia inicial e fisica do batismo fez-se presente.Conclui-se ,pois que não se deve confundir evidencia com reação.A evidencia é a mesma em todos os que recebem a plenitude do ESPIRITO SANTO.A reação ,todavia ,variade pessoa para pessoa.Mesmo quando o lugar santo tremeu,não se observou caso algum de prostação(at4.31).Poderia ter havido ?sim ,mas não necessariamente.

                                       CONCLUSÕES
Do que até agora vimos do "cair no ESPIRITO"podemos tirar as segiuntes conclusões tendo sempre como base as Sagradas Escrituras:
1°)Não se realçar a experinecia ,nem guindo-la a uma posição superior á Palavra de Deus.Aexperiemcia é importante ,mas varia de pessoa para pessoa ;cada experiencia é uma experiencia ,tem suas prioridade particular.Aexperiencia tem de estar submissa á doutrina ,e não há de modificar ,por mais extraordinaria que seja,nenhum atigo de fé.
2°)O cair por terra não deve ser visto como evidencia da plenitude do ESPIRITO SANTO,nem como sinal de uma vida consagrada.A evidencia do Batismo são as linguas ,e a vida consagrada tem como caracteristica o fruto do ESPIRITO SANTO.O cair por terra pode ser admitido ,no máximo como reação esporadica de alguma visitação dos céus .Se provocar ,ou repetido,deixa de ser reação para se tornar liturgia.
3°)Caso ocorra alguma prostração ,devem se fazer as seguintes perguntas: 1.qual a sua procedencia? 2.teve como objetivo promover o homem ou glorificar a DEUS 3.foi usada para catalisar a atenção dos outros presentes?4.foi provocar por SOPROS,toques ou por algum objeto lançado no auditório?5.houve sugestão coletiva?6.prejudicou a boa ordem e a decencia da igreja?7.conta com o respaldo bilbico suficiente?8.tornou-se o centro do culto?
4°)Devemos estar sempre atentos ,pois o adversario tambem opera sinais espetaculares com o objetivo de enganar os escolhidos(mt 24.24).
5°)Nos diversos exemplos de prostação que fomos buscar na bilbia ,observemos o seguinte:Os personagens que se prostam ;ou foram prostados ,em virtude de alguma experiencia sobrenatural ,cairam para frente ,e não para traz,como está ocorrendo hoje em algumas igrejas.Não era algo progamado ,nem ministro algum os induzia a cair,ou seja ,ninguem precisou soprar neles ou tocar para que caissem.Tais modismos tem levado a irreverencia e a bizarria ente o povo de DEUS.Há alguns que se tornam tão ousados que jogam paletos a fim de provocar prostações coletivas.Isto é um absurdo,é antibiblbico.(notas ibid rev.defesa da fé p.11).
6°)Os casos de prostação narrados no bilbia deram-se em virtude da reverencia e temor que os já personagens sentiram ao presenciar a gloria divina.No novo testamento ,o termo usado para prostação é (pesotes prosekinsam)  que no original significa :cair por terra em sinal de devoção.Em apocalipse 5.14,a expressão grega aparece para mostrar os anciões prostrados aos pés do Cristo glorificado.
7°)Voltemos á questão .Pode acontecer prostação numa reunião evangélica?pode ,mas não tem de acontecer necessariamente;pode ,mas não precisa acontecer .nem ser provocada.Caso aconteça ,deve ser encarada como reação e não como fato doutrinario.Jhon e Charles Weslei  ,por exemplo ,experimentaram um poderoso avivamento ,mas jamais elevaram suas experiencias á categoria de doutrina.As heresias nascem quando se supervaloriza a experiencia em detrimento da doutrina.Não devemos nos esquecer de que algumas das mais notaveis heresias do seculo passado presente nasceram nos avivamentos.
8°)De forma certa  forma ,todo o avivamento provoca extremismos.Cabe-nos ,porem ,buscar o equilibrio á igreja de CRISTO.Era o que ocorria em Corinto.Não resta dúvida de que  os irmãos daquela igreja cristã haviam recebido forte visitação dos céus.Tiverem ,todavia ,de ser doutrinados e disciplinados.A esses irmãos escreveu Paulo em (2 cor 14.32-33).
Finalmente ,jamais devemos abandonar a blibia.Enfases ,como o cair no ESPIRITO ,hão de surgir sempre .Não devemos nos impressionar ,vamos tratar com devido equilibrio.Pois o equilibrio biblico e teológico há de manter a igreja de Cristo em permanente avivamento e o verdadeiro avivamento não extingue o ESPIRITO SANTO ,mas sabe como evitar os excessos.(NOTAS IBID P.11)

              A FALSA DOUTRINA QUEBRA DE MALDIÇÃO
 Como todo ensino controverso da interpretação hereditaria foi concebida a partir da má da interpretação biblica ,e faz  parte de um pacote de novidades que surgem periodicamente em noss meio ,é como um novo produto no mescado.E, essas novidades acabam enraizando ,criando sérios´problemas para a vida da igreja.

    A MALDIÇÃO HEREDITÁRIA ,ENGANO DOUTRINÁRIO
Esse ensino diz que qualquer  pessoa mesmo aquelas já convertidas á Cristo ,que carregam consigo certos problemas,não conseguirão se libertar deles ,se não quebrar as maldições das gerações passadas(EZ18.20).Se acontecer na vida da pessoa ou de sua fámilia problemas ,porque os seus ancestrais deram lugar ao diabo,e agora a sua familia está sob"maldição""hereditaria",entretanto a biblia afirma ,que os que estão em Cristo Jesus ,são novas  criaturas as coisas velhas já passaram ficaram para traz .(2°Cor 5.17).

                  1°.A punição dos nosso pecados pais e filhos
Esse é um dos textos prediletos dos pregadores que ensinam sobre a crença na maldição hereditaria de EX20.5-6.No entanto ,no texto o que está em foco não são maldições herditaria e sim os efeitos do pecado.A biblia deixa bem claro que a responssabilidade pelos pecados é inidividual.(EZ18.1-4).
                      2°.Doenças como maldição hereditaria
Assim ,se uma pessoa é acometida de certa enfermidade,como câncer,por exemplo,é porque essa doença se fez presente em gerações passadas,é um maldição herdada que precisa ser quebrada.Jesus certa vez foi arguido pelos seus discipulos sobre um determinado cego de nascença ,respondeu veja(jo 9.2-3).
                      3°.Maldição de nomes própios
Outra crença desta teologia é de que há nomes própios cujos significados são carregados de uma carga negativa muito grande ,e uma vez que se dá um desses nomes a uma pessoa,o mesmo pode se constituir em fator de maldição de vida.Há inumeros nomes na biblia cujos significados não correspondem á quilo que as pessoas foram na prática:absalão-pai da paz-judas-louvor,apolo-nome de um deus da mitologia grega.O que faz o nome é o caráter da pessoa.Um dia,todos os salvos terão um novo nome(ap 2.17).

                             HÁ PODER EM SUAS PALAVRAS
Um chavão que se tornou comum no meio evangélico é que "há poder em suas palavras"(pv 18.21).Segundo este astuto ensino ,as palavras estã carregadas de poder,tanto para abençoar,como para amaldiçoar,basta que sejam pronunciadas e assim acontecerão.É  certo que todos nós temos que ter cuidado e responssabilidade com aquilo que pronunciamos,até mesmo em pronunciamos,até mesmo em função da nossa condição de filhos de Deus(pv 13.3,21.23),mas não há nenhum apoio biblico para a crençade que a palavra tem poder objetivo em si mesma.
                               1.O poder de abençoar e amaldiçoar 
As condições para as bençãos e as maldições estão fixadas pele palavra de Deus ,e se relacinam diretamente com a obediencia(DT28.1 DT 28.15).Nenhuma palavra tem poder em si mesma de abençoar ou amaldiçoar.
                               2.Palavras ,poder absoluto ou influencia? 
Não podemos ignorar a influencia relativa que a palavra pode exercer na vida das pessoas.Uma criança ,que vive em um ambiente de ódio,discórdia e mentiras tem maires possibilidades de desevolver um carater baseado nestes valores do que uma que vve em um lar cheio de amor ,concordia e verdade(1°co 15.33).
                              3.O que fazer com os inimigos
Jesus nos ensinou acerca dos nossos inimigos.(MT 5.43-44).As atitudes do cristão em relação ao seu próximo ,mesmo que ele o odeie está expresso nestas célebres palavras de Jesus ,registradas no texto acima.

                    A RESPONSABILIDADE É INDIVIDUAL
Que culpa tem a pessoa pelos seus pecados que os antepassados praticavam?Deveria ler a biblia,pois ele ensina que a responsabilidade é individual(EZ 18.20).Ao contrário,é preciso que ela creia no poder da salvação,que quebra todas as maldições(RM8.1).
                                     1.Mania de transferência
Em ezequiel 18.1-4,o profeta exorta o povo a tomar consiência da individulidade na responssabiblidade pelo pecado.Ele descreve nesta profecia três gerações para mostrar que cada uma sofreu pelos seus própios pecados.Entretanto,o homem sempre foi buscar fora da vida as razões e os motivos de seus erros(LM3.39).Adão culpou Eva ,que por sua vez culpou a serpente(GN3.12-13).Infelizmente ,a teologia das maldição hereditarias faz parte desta "mania milenar".
                                    2.O medo de assumir
O medo de assumir rsponssabiblidade é uma das atitudes mais desvastadoras da natureza humana(GN 4.9 JS7.10-11).Certamente aí reside a causa de tantas pesoas espirutualmente enfermas,que ao invez de crerem no poder da confissão como unido caminho capaz de quebrar  todas as maldições ,ficam adianatando a bençãos do perdão (HB4.14-16).

MALDIÇÃO HEREDITÁRIA  OU FALTA DE SANTICAÇÃO
Se  o cristão tem problemas que o afligem em sentido geral senteciando-o a viver uma vida de lamúria e sofrimento  ,não existe caminho melhor do que confiar em Deus ,em seu amor(HB4.16),chegando com confiança  diante do trono da graça e recebendo pela confissão,o perdão de seus pecados(FP 3.13-14).

                               1.As maldições das atitudes
A porta de entrada das bençãos de Deus em nossas vidas são as nossas atitudes ,principalmente a de abedece-lhe ,mesmo que nos custe algum preço ,assim como fez Moises HB11.24-26).Se o homem preferir uma de distanciamento e desobediância receberá o prêmio da condenação presente em forma de maldição e ,por fim,se não se arrepender ,a condenação eterna(MC 16.16).

                              2.Uma benção chamada conversão
Na parabola do filho pródigo ,Jesus exemplificou atravcés da vida do filho moço ,as duas condições em que o homem pode  se achar:estar em cristo ,ou estar fora dele,nunca nas duas condições ao mesmo tempo.Estar nele é de maior benção(LC 15.18).Estar  fora dele é a maior maldição.O que ele determina uma ou outra condição é que o homem toma em relação a Deus(TG 4.8).Assim sendo ,a única maneira de se quebrar a maior de todas as maldições é atravez de uma conversão genuinamente verdadeira(RM8.1).

                                3.Uma saída chamada santificação
A quebra de maldição herditaria induz o crente a viver irresponssavelmente a sua vida cristã,porque atribui  áquilo que ele faz de negativo ,como sendo o reflexo do que as suas gerações passadas praticaram ,ao passo que a biblia nos desafia a uma vida de renuncia ás obras da carne(gl 5.16-21) e o culto de uma vida de profunda devoção a Deus(col 3.1-3).

                                            Conclusão
Temos de ser cautelosos,pois vivemos em um tempo de inverdades em que as experiencias parecem estar mais valorizadas do que a própia Palavra .E para este tempo do fim nada melhor do que submetermos todas as dimenções do nosso viver ao crivo das Escrituras)(AP 2.29).

 Freqüentemente a Bíblia se refere aos filhos de Deus como ovelhas; os que pertencem a Deus são chamados seu rebanho. As ovelhas precisam de pastores. Um dos motivos é que as ovelhas estão classificadas entre as criaturas menos inteligentes. Uma vaca volta para casa, mas uma ovelha nunca o fará. As ovelhas parecem inclinadas a andar errantes e morreriam de fome se o pastor não as levasse às pastagens. Morreriam de sede se o pastor não as levasse às fontes para beber. Talvez tenha sido por isso que Deus nos comparou às ovelhas. Não somos independentes. Não somos auto-suficientes, Não podemos viver bem sem pastor. Se isto é verdadeiro em se tratando dos filhos de Deus, quanto mais verdadeiro é no tocante aos que nunca se tornaram rebanho de Deus, que nunca se voltaram para Aquele que podia dizer de si mesmo: "Eu sou o bom pastor" (João 10:1 1).  Os homens estão desesperadamente perdidos, alienados de Deus. Sozinhos não podem encontrar alimento espiritual e beber das águas da salvação. Precisam de alguém que os conduza à água da vida e ao pão do céu. Uma vez que isto é verdade, desde o mais antigo registro no Antigo Testamento, Deus enviou profetas aos homens. Os profetas foram pastores. A função de seu ofício era receber a verdade de Deus e transmiti-la ao povo, de sorte que os indivíduos pudessem alimentar-se dessa palavra. Os profetas foram em verdade pastores que conduziram as ovelhas aos pastos verdejantes e às águas tranqüilas.

  As multidões se congregavam em tomo de Jesus para ouvir dele uma palavra concernente ao caminho da vida. O Senhor Jesus tinha vindo como Rei de Israel, e em cumprimento das profecias do Antigo Testamento ele estabeleceria um reino sobre o qual governaria. Convidou o povo a entrar nesse reino. Porém as pessoas não encontraram o caminho. Proclamou-se a mensagem de que o Rei estava presente e oferecia o reino; mas o povo não conhecia o caminho para chegar a ele. Os fariseus consideravam-se pastores de Deus. Eram intérpretes da lei de Moisés, nomeados por si mesmos, mas reivindicavam a autoridade de Moisés. Alegavam ser porta-vozes divinos, mas indicavam aos homens um caminho que nunca poderia levá-los a Deus.

  O descontentamento com seus pastores e com o caminho por eles indicado trouxe a multidão ao Senhor Jesus Cristo em busca de uma resposta às indagações: Como pode a pessoa, estar em paz com Deus? Como pode Deus aceitá-la? Como pode alguém tornar-se membro da família do Messias e fazer parte do seu reino?
  Em Mateus 7:15-20 o Senhor proferiu uma severa advertência: "Acautelai-vos dos falsos profetas." Esta multidão era considerada como ovelhas sem pastor; se as ovelhas quisessem entrar no reino do Messias, tinham de seguir o pastor certo; tinham de entrar no caminho que o Messias determina, e para encontrar esse caminho precisavam de um guia. Se dessem atenção aos pastores de Israel, os dirigentes religiosos fariseus, perderiam o caminho. Nunca entrariam no reino do Messias.
  O verdadeiro profeta era uma voz que falava por Deus a fim de mostrar aos homens a verdade divina e guiá-los no caminho de Deus. O falso profeta declarava-se porta-voz divino, mas entregava uma mensagem diferente. Dizia conduzir os homens nos caminhos divinos, mas desviava-os de Deus. Eram falsos pastores.
  Os profetas do Antigo Testamento advertiram a Israel do perigo dos falsos pastores. Deus disse:Eis que suscitarei um pastor na terra, o qual não cuidará das que estão perecendo, não buscará a desgarrada, não curará a que foi ferida, nem apascentará a sã; mas comerá a carne das gordas, e lhes arrancará até as unhas. Ai do pastor inútil, que abandona o rebanho; a espada lhe cairá sobre o braço e sobre o olho direito; o braço completamente se lhe secará, e o olho direito de todo se escurecerá (Zacarias 1 1:16-17). 
  O profeta predisse que Israel ficaria sob o governo do que Deus chama de pastor "inútil" ou falso. O falso pastor não cuidará "das que estão perecendo", as ovelhas que se extraviaram do rebanho e estavam longe do cuidado e proteção do pastor. Este falso pastor não sairá pelos atalhos em busca da extraviada. Deixará que pereça. O pastor inútil não buscará a desgarrada, nem os cordeirinhos que estão a balir lastimosa-mente distantes da mãe. O pastor não se importará nem se comoverá com o balido triste da ovelha perdida. Ele a deixará morrer e não irá procurá-la. O pastor inútil não "curará a que foi ferida". Era freqüente a perna do animal se quebrar quando ele perambulava pelas colinas. O pastor precisava então carregar a ovelha quando o rebanho saía a pastar, até que o animal estivesse novamente em condições de andar. Para o pastor inútil, a assistência à ovelha ferida era trabalho demais, e ele não seria fiel às suas responsabilidades. Do mesmo modo, não apascentará a "sã". Quando o rebanho houver consumido toda a pastagem, o falso pastor irá descansar à sombra de uma árvore, em vez de conduzi-lo a outros pastos.
  Em vez de cuidar do rebanho, o falso pastor cuida de si mesmo. Ele engorda a ovelha para saborear a delícia de sua carne, mas não cuida do rebanho. O profeta pronunciou a condenação de Deus sobre o braço direito e sobre o olho direito deste tipo de pastor. O braço direito, no Antigo Testamento, significa vigor, e o olho, sabedoria. Uma vez que este pastor trabalhava com sua própria força e poder, e de acordo com sua própria sabedoria, ele seria enquadrado no grupo dos falsos pastores cuja força e sabedoria Deus disse que, no juízo divino, seria reduzida a zero. Assim, Israel fora advertido acerca dos falsos pastores que desviariam o rebanho.
  Jesus Cristo apresentou-se como o Bom Pastor (João 10:1 1). Advertiu a Israel da prevalência dos falsos mestres que competiriam com ele pelo rebanho. Os que não entram pela porta do aprisco, mas sobem por outra parte, são ladrões e salteadores (João 10:1). O Antigo Testamento havia predito que quando o Messias, o verdadeiro Pastor, viesse a Israel, ele nasceria de uma virgem. Os que não afirmavam ter vindo em cumprimento da profecia divina, reivindicavam, todavia, o direito de conduzir a Israel. O Senhor queria dizer que, se os pastores não vinham a Israel na forma predita pela profeta Isaías, eles eram ladrões e salteadores. Estavam usurpando a autoridade de Deus sobre o rebanho. Disse o Senhor: "Todos quantos vieram antes de mim, são ladrões e salteadores" (João 10:8).
  "O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir" (v. 10). De novo: "O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então o lobo as arrebata e dispersa" (v. 12). Nessas fortes denúncias, o Senhor descreveu a atitude dos dirigentes religiosos para com Israel. Eram profetas sem mensagem. Alegavam ser pastores mas não tinham pastos para as ovelhas, nem água com que dessedentá-las. Enriqueciam-se às expensas do rebanho.
  No Antigo Testamento, muitas vezes a palavra lobo refere-se àquilo que destrói. Ezequiel empregou esta figura, falando de Israel: "Os seus príncipes no meio dela são como lobos que arrebatam a presa para derramarem o sangue, para destruírem as almas, e ganharem lucro desonesto. Os seus profetas lhes passam caiação, tendo visões falsas, profetizando mentiras, e dizendo: Assim diz o Senhor Deus; sem que o Senhor tivesse falado" (Ezequiel 22:17-18). No tempo de Ezequiel príncipes e profetas eram as duas classes dominantes em Israel. Deus comparou esses líderes a lobos vorazes que procuravam destruir o rebanho, que faziam deste uma presa para se enriquecerem, que alegavam apresentar a mensagem de Deus quando na verdade não a tinham.
  Contra este pano de fundo, o Senhor adverte (Mateus 7:1 5): "Acautelai-vos dos falsos profetas", guias religiosos que professam conduzir o povo no caminho da verdade divina porém são profetas para sua própria honra e enriquecimento. Nenhum falso profeta apregoaria publicamente não ter mensagem de Deus e estar entregando uma mensagem do príncipe do inferno. Pelo contrário, ele se apresentaria como porta-voz de Deus oferecendo ao povo uma maneira fácil de encontrar a água da vida e o pão do céu. Quando os falsos profetas entram vestidos de ovelhas, o rebanho os aceita, porque enxerga somente a lã. Não vendo além da aparência externa, as ovelhas se contentam em aceitar lobos no seu meio. Em Israel havia dirigentes religiosos que se diziam pastores de Deus, mas tinham ânimo destruidor e tencionavam enriquecer-se alimentando-se do rebanho. Freqüentes vezes o Senhor falou que os fariseus tinham ganância de poder e lucro material. Desejavam o poder que pertencia ao pastor de Deus, o Messias; desejavam enriquecer-se à custa do rebanho.
  Uma coisa é ser advertido da presença de falsos pastores; outra muito diferente é descobrir o falso pastor no meio do rebanho. Assim, o Senhor indicou o teste pelo qual os homens poderiam determinar se os guias religiosos são pastores verdadeiros ou falsos (Mateus 7:16-18). O teste era muito simples ― examine os frutos. A pessoa com um coração mau, ganancioso, não poderia desempenhar as funções de pastor do rebanho. Aquele que tem coração egoísta nunca se interessaria pelas ovelhas. O indivíduo de íntimo perverso nunca manifestará justiça exterior. "Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?" Claro que não! Por quê? Porque a vida da raiz sempre se manifestará nos frutos que produz. Não é preciso cavar uma figueira e examinar sua raiz para ver se é figueira; veja o fruto. Não é preciso cavar uma videira para examinar a raiz e ver se dá uva. A raiz se evidencia pelo fruto. "Assim toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons" (vv. 17-18).
  Denunciando os fariseus, o Senhor revela que seus frutos exibem a natureza da raiz:Então falou Jesus às multidões e aos seus discípulos: Na cadeira de Moisés se assentaram os escribas e fariseus [dizendo serem intérpretes autorizados da lei]. Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem. Atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens, entretanto eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens; pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas. Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças, e o serem chamados mestres pelos homens (Mateus 23:1-7). 
  O que o Senhor dizia era.- "Quando os fariseus lêem a lei mosaica, façam o que eles dizem, mas não imitem o seu procedimento. Por quê? Porque seus corações estão longe da justiça da lei. Por suas obras vocês poderão conhecer a corrupção de seus corações."
  João apresentou o mesmo princípio: "Amados, não deis crédito a qualquer espírito: antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora" (1 João 4:1). O verdadeiro mestre é aquele que diz: "Assim diz o Senhor." O falso mestre é o que rejeita a revelação de Deus e a substitui pela racionalização de sua própria mente. O crente hoje tem a mesma responsabilidade dos que ouviram as palavras de Jesus: "Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas."
  Isaías deu-nos a prova do verdadeiro profeta de Deus: "À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva" (8:20). A Palavra de Deus é o teste que determina se a pessoa fala a verdade de Deus ou a falsidade. De um coração que nega a Palavra de Deus virá toda sorte de males que demonstram ser falsa sua interpretação da Palavra.
  Em Mateus 23 encontramos algumas das mais severas palavras da Bíblia. Jesus pronunciou juízo sobre os fariseus: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!" (v. 13). "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!" (v. 14). "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!" (v. 1 5). O Senhor pronunciou juízo sobre aquela geração (v. 36) em consonância com o que disse em Mateus 7:19: "Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo."
  Na presença de multidões de falsos profetas, precisamos reconhecer que há somente um Profeta verdadeiro. Numa multiplicidade de pastores, precisamos lembrar-nos de que há somente um Pastor verdadeiro. "Jesus, pois, lhes afirmou de novo: Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. ... Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e achará pastagem. ... Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. ... Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim" (João 10:7, 9, 11, 14). Jesus Cristo é o único Pastor, o verdadeiro Pastor, o Bom Pastor. Ele é o Pastor que conhece as suas ovelhas. Ele tem nomeado muitos subpastores, mas a autoridade não está neles. A autoridade está no Pastor. Não é a palavra do subpastor, mas a do Pastor, que é vida. O subpastor é fiel só até onde ele próprio segue o Pastor e conduz as ovelhas no caminho do Pastor. Multidões hoje procuram os homens para obter orientação, sabedoria, conhecimento, mas seguem falsos pastores, para perdição da vida.
  O juízo de Deus está sobre o erro e sobre os que o propagam. A responsabilidade do filho de Deus é acautelar-se dos falsos mestres. Por exemplo, seja cuidadoso quando você liga o rádio. Simplesmente porque ouve um programa religioso não quer dizer que você deva dar ouvidos a ele. Muito ensino falso vem pelo ar. Tome cuidado com aquele a quem você dispensa atenção, quer ouvindo sua pregação, quer lendo os seus escritos, porque muita falsa doutrina anda por aí procedente de falsos profetas que se dizem porta-vozes de Deus. Esses tais nunca podem conduzir a pastos verdejantes e a águas tranqüilas. Só há um Pastor. Ande com ele. Ouça a sua voz. Siga-o de perto, porque só ele pode satisfazer a sua alma.(notas ,o sermão da montanha,J.Dwight Pentecost,1984,ed.vida) 


                           Discos voadores existem?

"Os discos voadores existem?" O assunto é atual, embora seja inve­rossímil e incomprovada a sua existência. Esta expressão "discos voadores" foi cu­nhada há 31 anos pela imprensa ao noti­ciar a visão de nove objetos em forma de disco voando sobre Mount Kenneth Arnold, no dia 24 de junho de 1947. Mais tar­de criou-se uma expressão mais elástica -Objetos Voadores não Identificados ou OVNIs. Desde então várias pessoas come­çaram a ver estes objetos, sempre de forma misteriosa, nunca em lugares abertos ao grande público. No momento, de todas as partes do mundo, chegam inúmeros relatos da existência de objetos voadores não iden­tificados. Mas, 90 por cento destes relatos diários são imprestáveis por falta de con­sistência. Sobre este assunto é necessário considerar outros fatos de suma importân­cia.

                            1. Os simples enganos.
O relatório de 1969 (8.400 páginas) da Força Aérea dos EUA, que analisou 12.618 visões de OVNIs, afirma que 95 por cento dos relatos devem-se a "simples enganos de identifi­cação de uma variedade incrível de fenômenos". Os tais objetos voadores foram confundidos com meteoros, relâmpagos em forma de bola, reflexões de holofotes nas nuvens, balões meteorológicos, foguetes e até com insetos que apresentam órgãos fosforescentes localizados na parte inferior dos segmentos abdominais (os pirilampos, também chamados vaga-lumes, as moscas de fogo).

                                  2. Mistificações.
Para ganhar dinheiro e notoriedade, ou para distrair a atenção da massa, milhares de pessoas estão pron­tas a abusar da credulidade alheia, com exageros ou mentiras bem elaboradas. Re­ligiosos, políticos, vendedores e até cientis­tas estão sempre prontos a explorar esta mina que é a credulidade humana.

                                   3. Alucinações.
O indivíduo alucinado, isto é, privado temporariamente da razão, pode não estar mentindo quando afirma sem sombra de dúvida ter visto objetos voadores não identificados e seus tripulan­tes, mas isto não quer dizer obrigatoria­mente que a visão seja real. Segundo o psi­quiatra Jean Rosembaum, este é o caso do lenhador Travis Walton, que em 1975 teria sido levado para o interior de um OVNI, no Arizona, e visto "seres semelhantes a fetos desenvolvidos, de 1,50 m de altura mais ou menos, com cabeças carecas e ovais, e enormes olhos castanhos". Walton era fã de discos voadores e, pouco antes do inci­dente, dissera à mãe que, se algum dia fos­se raptado por um aparelho destes, ela não se preocupasse, pois tudo terminaria bem. As alucinações podem ser provocadas por enfermidades mentais e por outros meios, inclusive a ingestão de drogas alucinóge­nas.
                                           4. Projeções.
O psicólogo suíço Kal Jung, falecido em 1961, acreditava que os OVNIs eram produtos da inteligência e imaginação do homem, "projeções do sub­consciente coletivo, trazidos à tona em tempo de "stress" ou coisa parecida". Aquilo que sempre foi história de quadri­nhos e ficção científica tornou-se na mente do povo, estranha realidade.
No que diz respeito a fotografias de OVNIs, um artigo de Seleções informa que elas "têm sido identificadas como discos plásticos de brinquedo atirados ao ar, fotomontagens, objetos pendentes de fios, su­jeira na lente da máquina e manchas de re­velação". Ninguém ignora as possibilida­des atuais da arte fotográfica, especial­mente na fotomontagem.Finalmente, concluímos: se em cada 100 casos de visões de OVNIs 95 não passam de simples enganos de identificação de uma variedade incrível de fenômenos, seria razoável acreditar na existência de tais objetos?NÃO.(notas,edições cpad,1984).

                     O ensino bíblico a respeito da inspiração

Muitas objeções têm sido levantadas contra as várias teorias da inspiração, as quais partem de diferentes concepções, tendo variados graus de legitimidade, dependentemente do ângulo de observação da pessoa que as formula. Visto que o objetivo deste estudo é levar o leitor a compreender o caráter da Bíblia, o critério analítico que escolhemos visa a avaliar todas essas teorias, levando em consideração o que as Escrituras revelam a respeito de sua própria inspiração. Comecemos com o que a Bíblia ensina formalmente sobre essa questão e, depois, examinemos o que se acha logicamente implícito nesse ensino. 

        O que a própria Bíblia ensina a respeito de sua inspiração

No capítulo anterior examinamos de modo genérico o ensino de dois grandes textos do Novo Testamento a respeito da inspiração (2Tm 3.16 e 2Pe 1.21). A Bíblia declara ser um livro dotado de autoridade divina, resultante de um processo pelo qual homens movidos pelo Espírito Santo escreveram textos inspirados (soprados) por Deus. Vamos agora examinar em minúcias o que significa essa declaração. 
A inspiração é verbal. Independentemente de outras afirmações que possam ser formuladas a respeito da Bíblia, fica bem claro que esse livro reivindica para si mesmo esta qualidade: a inspiração verbal. O texto clássico de 2Timóteo 3.16 declara que as graphã, i.e., os textos, é que são inspiradas. "Moisés escreveu todas as palavras do Senhor..." (Êx 24.4). O Senhor ordenou a Isaías que escrevesse num livro a mensagem eterna de Deus (Is 30.8). Davi confessou: "O Espírito do Senhor fala por mim, e a sua palavra está na minha boca" (2Sm 23.2). Era a palavra do Senhor que chegava aos profetas nos tempos do Antigo Testamento. Jeremias recebeu esta ordem: "... não te esqueças de nenhuma palavra" (Jr 26.2).
No Novo Testamento, Jesus e seus apóstolos ressaltaram a revelação registrada ao usar repetidamente a expressão "está escrito" (v. Mt 4.4,7; Lc 24.27,44). O apóstolo Paulo testemunhou: "... falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina..." (1Co 2.13). João nos adverte quanto a não "tirar quaisquer palavras do livro desta profecia" (Ap 22.19). As Escrituras (i.e., os escritos) do Antigo Testamento são continuamente mencionadas como Palavra de Deus. No célebre sermão da montanha, Jesus declarou que não só as palavras, mas até mesmo os pequeninos sinais diacríticos de uma palavra hebraica vieram de Deus: "Em verdade vos digo que até que a terra e o céu passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido" (Mt 5.18). Portanto, o que quer que se diga como teoria a respeito da inspiração das Escrituras, fica bem claro que a Bíblia reivindica para si mesma toda a autoridade verbal ou escrita. Diz a Bíblia que suas palavras vieram da parte de Deus. 
A inspiração é plena. A Bíblia reivindica a inspiração divina de todas as suas partes. É inspiração plena, total, absoluta. "Toda Escritura é divinamente inspirada..." (2Tm 3.16). Nenhuma parte das Escrituras deixou de receber total autoridade doutrinária. A Escritura toda (i.e., o Antigo Testamento integralmente), escreveu Paulo, divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça" (2Tm 3.16). E foi além, ao escrever: "... tudo o que outrora foi escrito, para o nosso ensino foi escrito" (Rm 15.4). Jesus e todos os autores do Novo Testamento exemplificam amplamente sua crença firme na inspiração integral e completa do Antigo Testamento, citando trechos de todas as Escrituras que eram para eles de autoridade, até mesmo os que apresentam ensinos fortemente polêmicos. A criação de Adão e de Eva, a destruição do mundo pelo dilúvio, o milagre de Jonas e o grande peixe e muitos outros acontecimentos são mencionados por Jesus deixando bem clara a autoridade deles (v. cap. 3). Todo trecho das Sagradas Escrituras reivindica total e completa autoridade. A inspiração da Bíblia é plena.
É claro que a inspiração plena estende-se apenas aos ensinos dos autógrafos, como já afirmamos (cap. 1). Todavia, tudo quanto a Bíblia ensina, quer no Antigo, quer no Novo Testamento, é integralmente dotado de autoridade divina. Nenhum ensino das Escrituras deixou de ter origem divina. O próprio Deus inspirou as palavras usadas para exprimir os ensinos proféticos. Repitamos: a inspiração é plena, a saber, completa e integral, abrangendo todas as partes da Bíblia. 
A inspiração atribui autoridade. Fica, pois, saliente o fato de que a inspiração concede autoridade indiscutível ao texto ou documento escrito. Disse Jesus: "... a Escritura não pode ser anulada..." (Jo 10.35). Em numerosas ocasiões o Senhor recorreu à Palavra de Deus escrita, que ele considerava árbitro definitivo em questões de fé e de prática. O Senhor recorreu às Escrituras como a autoridade para ele purificar o templo (Mc 11.17), para pôr em cheque a tradição dos fariseus (Mt 15.3,4) e para resolver divergências doutrinárias (Mt 22.29). Até mesmo Satanás foi repreendido por Cristo mediante a autoridade da Palavra escrita de Deus: "Está escrito [...] Está escrito [...] Está escrito...". Jesus contra-atacou as tentações de Satanás com a Palavra de Deus escrita (Mt 4.4,7,10).
Algumas vezes, Jesus declarou o seguinte: "... era necessário que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos" (Lc 24.44). Todavia, é em outra declaração de Jesus que encontramos apoio ainda mais forte do Senhor à autoridade inquestionável das Escrituras: "É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da lei" (Lc 16.17). A Palavra de Deus não pode ser anulada. Provém de Deus e está envolta na autoridade divina que o próprio Deus lhe concedeu.(notas,introdução biblia,Normam Geisler e William Nix,1977,ed.vida).


                                                        TRIUNFALISMO

O Triunfalismo é um dos principais ramos dos ensinos da Teologia da Prosperidade. O fundamento teológico de tal ensino, portanto, encontra-se nas mesmas fontes do Movimento da Fé. Há duas realidades concernentes o triunfalismo que precisam ser destacadas. A primeira, de caráter sociológico, diz respeito ao atual contexto sócio-financeiro do povo brasileiro e ao espírito consumista alimentado pela mídia. Os líderes triunfalistas abusam dessa realidade social a ponto de não prometerem apenas o necessário, mais o luxo, o sobressalente, o espetacular. A segunda está relacionada à teologia e a falsa concepção de espiritualidade. Ensinam os homens a se aproximarem de Deus pelo que Ele concede e não pelo que Ele é. A bênção, para eles, é muito mais importante do que o Abençoador. Acrescente o fato de que é enfatizado ao crente o seu direito como filho

Dois termos extraídos da Teologia Exegética são mencionados: exegese e eisegese. É possível que seus alunos nunca tenham ouvido falar dessas duas palavras, por isso, usaremos a figura abaixo para ilustrar esses dois conceitos. Na exegese o leitor extrai da Bíblia o sentido pretendido pelo autor; na eisegese, o leitor injeta na Bíblia o sentido que ele considera ser o correto.  
O objetivo dos triunfalistas é basicamente mercadológico. Eles usam os mesmos recursos de marketing para persuadir o povo a receber suas crenças e práticas. Seus líderes inventam campanhas, usando como chamariz textos e personagens do Antigo Testamento. Afoitamente, empregam figuras e símbolos bíblicos completamente fora de contexto como ponto de contato para aproveitar-se da boa fé do povo de Deus e para arrecadar fundos. Alguns deles usam os meios de comunicação para criticar e atacar a teologia e o estudo sistemático da Palavra de Deus.

                                   OS MERCADORES DA PALAVRA DE DEUS

 Falsificadores e mercadores (2 Co 2.17). A palavra original usada para “falsificadores” é o verbo kapēleuō que, segundo os dicionários da língua grega, significa “traficar, comerciar, falsificar, adulterar, lucrar com um negócio”. No contexto do Novo Testamento, o apóstolo está referindo-se tanto aos mercadores, aqueles que usam a Palavra de Deus visando interesses pessoais, como aos falsificadores — os que adulteram a Palavra, a fim de agradar as pessoas e delas tirarem vantagens.
 Prática da simonia. A palavra “simonia” procede do nome de Simão, o mágico de Samaria, que intentou comprar o dom do Espírito (At 8.18-21). Hoje, é aplicada aos mercadores da fé, que oferecem as bênçãos divinas mediante o pagamento de certa quantia em dinheiro. O apóstolo Paulo via, com muita tristeza, o crescimento dessa tendência mercadológica; para combatê-la, usou uma palavra cujo sentido é “falsificar ou mercadejar a Palavra de Deus”. Isso envolve práticas de simonia e adulteração da Palavra de Deus; é transformar o cristianismo numa prática comercial, visando apenas interesses pessoais.
 Forma bíblica de levantar recursos financeiros. A obra de Deus faz-se com milagres e recursos financeiros. A Bíblia estabelece regras para se levantar tais recursos: dízimos e ofertas (Ml 3.10). No que tange a esse procedimento, o apóstolo Paulo baseava-se no sistema sacerdotal estabelecido na Lei de Moisés (1 Co 9.9,10) e nas palavras do próprio Senhor Jesus (1 Co 9.14). No entanto, muitos confundem a fé cristã com negócios e colocam a igreja nessa esfera, banalizando o sagrado e reduzindo as coisas de Deus à categoria de mero produto comercial. O tema do culto cristão é o Senhor Jesus, e não, as ofertas.

                                                           OS HERÓIS DA FÉ

 Os que fizeram proezas (vv.32-34). Encontramos na Bíblia muitos homens que fizeram proezas pelo poder de Deus: Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel entre outros. As conquistas foram para o povo de Deus; não para o seu deleite pessoal (Tg 4.3). É lastimável alguém usar essas passagens bíblicas para prometer ao povo carros importados, mansões e outras benesses materiais.
 Os mártires e perseguidos (vv.36-38). A lista dos heróis da fé, registrada em Hebreus 11, mostra, por si só, as falácias dos triunfalistas. Nela, encontramos os que fizeram sucesso em nome do Deus de Israel, mas também os que sofreram todas as espécies de perseguições e intempéries. Isso mostra que, para cada crente, Deus tem um propósito específico.
 A decepção. Outra prova das falácias triunfalistas é que muitos dos que acreditaram nessa mensagem estão decepcionados e, até revoltados, pois se sentem enganados. A decepção não é com Deus e nem com a Sua Palavra, mas com os promotores do triunfalismo.

                                                       EXEGESE X EISEGESE

 Etimologia de “exegese”. O vocábulo “exegese” significa “exposição, explicação”. O sentido de exegese é extrair, conduzir para fora como um comentário crítico que analisa o texto no contexto original e o seu significado na atualidade (Ne 8.8); não é simplesmente uma exposição textual. Os princípios da exegese são conhecidos como hermenêutica, a ciência da interpretação. A interpretação correta, por conseguinte, vem de dentro da Bíblia.
 A falsificação chamada eisegese. A interpretação peculiar e tendenciosa de um texto bíblico vem de fora para dentro. As seitas são especialistas nisso. A eisegese, portanto, é o inverso da exegese. A preposição grega eis, “para dentro”, indica movimento de “fora para dentro”. Trata-se de uma maneira de contrabandear para o texto das Escrituras Sagradas as crenças e práticas particulares do intérprete. A serpente, no Éden, argumentou com Eva algo que Deus não havia falado (Gn 2.16,17; 3.1). Satanás citou fora do contexto o salmo 91.11 (Mt 4.5,6). Isso é o que se denomina de eisegese. Da mesma forma, são os artifícios atuais dos triunfalistas.

                                          O ESTUDO DA PALAVRA DE DEUS

 Interesse pela ignorância. A Igreja Católica proibiu a leitura da Bíblia aos leigos no Concílio de Toulouse, França, em 1222. Isso facilitou ao clero romano a manipulação do rebanho durante séculos. Hoje, essa história parece repetir-se, pois há campanha sistemática de alguns desses triunfalistas contra o estudo da Palavra de Deus, pois querem ensinar algo que não está de acordo com a Bíblia. A vontade de Deus, com relação à Bíblia, é que seus filhos leiam, meditem e examinem as Escrituras Sagradas (Js 1.8; Sl 1.2; At 17.11).
 O cuidado com o formalismo. Nossos pioneiros jamais manifestaram ojeriza pelo estudo da Palavra de Deus. Pelo contrário: eram os maiores incentivadores do conhecimento bíblico. Eles criaram as nossas conhecidas escolas bíblicas de obreiros para oferecer, a todos os interessados, o conhecimento das Escrituras Sagradas (2 Tm 2.15). No entanto, preocupavam-se eles com o formalismo e a ordenação de ministros pelos simples fato de estes possuírem um diploma de teologia, pois o ministério quem dá é Deus (Ef 4.11).
 O poder da Palavra de Deus. Muitos estão nesses movimentos com o propósito de servir a Deus. É verdade que se converteram a Cristo mediante o trabalho dos triunfalistas; isso ninguém pode negar. A Palavra é a semente (Mt 13.19), e a mão enferma ou infeccionada que a semeia não compromete a germinação nem o seu nascimento. Mas a verdade é que muitos lá estão por haverem recebido a promessa de ficar ricos e de ter seus problemas resolvidos, e não como resultado do novo nascimento em Cristo Jesus. Quem segue um evangelho errado pode também terminar num céu errado. 
Os triunfalistas proferem seus ataques contra todos os que amam e estudam a Palavra de Deus. Isto porque se sentem ameaçados; pois sabem que, dificilmente, ficarão entre eles os que descobrirem a verdade na leitura e no estudo da Bíblia.
“Formas pela quais o Intérprete pratica a Eisegese.1) Quando força o texto a dizer o que não diz. O intérprete está cônscio de que a interpretação por ele asseverada não está condizente com o texto, ou então está inconsciente quanto aos objetivos do autor ou do propósito da obra. Entretanto, voluntária ou involuntariamente, manipula o texto a fim de que sua loquacidade possa ser aceita como princípio escriturístico.
2) Quando ignora o contexto, sob pretexto ideológico. Ignorar o contexto é rejeitar deliberadamente o processo histórico e lingüístico que deu margem ao texto. O intérprete, neste caso, não examina com a devida atenção os parágrafos pré e pós-texto, e não vincula um versículo ou passagem a um contexto remoto ou imediato. Uma interpretação que ignora e contraria o contexto não deve ser admitida como exegese confiável.
3) Quando não esclarece um texto a luz de outro. Os textos obscuros devem ser entendidos à luz de outros e segundo o propósito e a mensagem do livro. Recorrer a outros textos é reconhecer a unidade das Escrituras na correlação de idéias. Por vezes, pratica-se eisegese por ignorar a capacidade que as Escrituras têm de interpretar a si mesma.
4) Quando põe a ‘revelação’ acima da mensagem revelada. Muitos intérpretes colocam a pseudo-revelação acima da mensagem revelada. Quando assim asseveram, procuram afirmar infalibilidade à sua interpretação, pois Deus, que ‘revelou’, autor principal das Escrituras, não pode errar. Devemos ter o cuidado de não associar o nome de Deus a mentira.
5) Quando está comprometido com um sistema ou ideologia. Não são poucos os obstáculos que o exegeta encontra quando a interpretação das Escrituras afeta os cânones doutrinários e as tradições de sua denominação. Por outro lado, até as ímpias religiões e seitas encontram falsas justificativas bíblicas para ratificar as suas heresias. Kardec citava a Bíblia para defender a reencarnação! Muitos movimentos sectários torcem as Escrituras. Utilizar as Escrituras para apologizar um sistema ou ideologia pode passar de uma eisegese para uma heresia aplicada” (BENTHO, E. C. Hermenêutica fácil e descomplicada. 3.ed., RJ: CPAD, 2005, pp.69-72).




                    O discernimento espiritual do crente

A necessidade do discernimento espiritual e do conhecimento das doutrinas bíblicas tem aumentado nesses dias devido ao crescimento das sutilezas de Satanás. Mas por outro lado, estamos advertidos por Jesus que disse: “porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito.” (Mt 24.24). Hoje, faz-se necessário o dom de discernir os espíritos que estão camuflados com doutrinas que parecem cristãs. 
Como seus alunos reagiram durante este trimestre? O tema das lições foi cativante? Nesta última lição, propomos um recurso que visa despertar seus alunos quanto as doutrinas que invadem nossas igrejas através das músicas que, cheias de sensacionalismos e emoções, arrebanham vidas. As músicas sempre defendem uma visão doutrinária, por isso, escreva trechos de músicas sacras e outras com teor duvidoso (músicas que colocam o arcanjo Miguel como maestro do coral de Deus, ou outras que incitam pessoas a mergulharem numa aventura de fé, como alguns hinos denominados de guerra ou de adoração), em folhas de papel e dê aos alunos para eles analisarem a letra à luz da Bíblia. Conceda-lhes alguns minutos para debaterem entre si e depois conclua corrigindo as letras dos hinos e valorizando as músicas com letras doutrinárias. 
Durante este trimestre aprendemos a precavermo-nos das sutilezas de Satanás e dos perigos à nossa volta. Há heresias, aberrações teológicas e doutrinas que parecem cristãs. Por meio do ensino dos falsos mestres é possível o cristão reconhecer a fonte, mas, às vezes, tais doutrinas são apresentadas de maneira sutil, tornando-se impossível o seu discernimento sem a ajuda do Espírito Santo.

 DEFININDO OS TERMOS

 Sinais e prodígios (v.1). A palavra hebraica ’ôth, traduzida no texto, por “sinal” é termo genérico que significa: “marca, insígnia, indício, milagre, sinal miraculoso”. Quando o sentido é de sinais miraculosos, ’ôth vem acompanhado do termo hebraicomophēth, “maravilha, milagre, sinal, feito” (Êx 7.3; Dt 4.34; 6.22). O Novo Testamento usa o termo grego sēmeion para descrever os milagres operados por Jesus (At 2.22). À luz do texto sagrado, é perfeitamente possível alguém manifestar tais sinais e maravilhas sem ser enviado por Deus.
 Espírito de adivinhação (v.16). A palavra grega usada para “adivinhação” é python, nome de um dragão que, segundo a mitologia clássica, era guardião do templo de Apolo e do oráculo de Delfos. Acreditava-se que Apolo se encarnava nessa serpente para inspirar as pitonisas. Os gregos chamavam de python, portanto, ao adivinho que previa o futuro.
Adivinhação consiste na revelação de segredos do passado, do presente e do futuro. Essa prática associa-se à feitiçaria, cujo intento é usar poderes do mundo espiritual para influenciar as pessoas ou até eventos.
 Discernimento. A palavra grega para “discernimento” é diakrisis. O termo aparece três vezes com o sentido de contenda (Rm 14.1). Discernimento, pois, é a capacidade de escolher entre o bem e o mal em virtude do crescimento espiritual (Hb 5.14). É a capacidade sobrenatural para se distinguir a fonte da manifestação espiritual, se é de fato do Espírito Santo, de um espírito demoníaco ou meramente humano (1 Co 12.10).

 AS ARMAS ESPIRITUAIS

 O dom do Espírito Santo. O dom de discernir os espíritos aparece logo após o dom de profecia (1 Co 12.10). Por essa razão, muitos vêem no referido dom o recurso para se “julgar” as profecias (1 Co 14.29). Entretanto, o contexto neotestamentário mostra que o dom não se limita a essa função; é também útil para identificar a origem das várias manifestações de profecias, línguas, visões e curas. O discernimento de espíritos manifesta-se em situações em que não é possível, pelos recursos humanos, identificar a origem da atuação sobrenatural.
 O discernimento apostólico (v.18). Há duas maneiras para se discernir a fonte da mensagem ou dos milagres: pelo conteúdo doutrinário (Hb 5.14; 1 Jo 4.1) ou pela revelação do Espírito Santo (At 5.1-5). O apóstolo Pedro não teria como saber o propósito de Ananias e Safira sem a intervenção do Espírito de Deus. Em Filipos, diz o texto sagrado que a jovem com poderes de adivinhação “isto fez por muitos dias” (v.18): “Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo” (v.17). Isso parece mostrar que o discernimento foi tanto pelo conteúdo doutrinário como também pela revelação do Espírito Santo.

 AS ASTÚCIAS MALIGNAS

 Uma mensagem embaraçosa (v.17). A jovem estava possessa, tomada pelo espírito das trevas, logo, a mensagem não vinha de si mesma, mas do espírito que a oprimia. Satanás é o pai da mentira (Jo 8.44) e o principal opositor da obra de Deus (At 13.10). Por que, então, o espírito adivinho elogiou os dois mensageiros de Deus, dizendo a todos que eles eram anunciadores do caminho da salvação e “servos do Deus Altíssimo”? Porque era uma estratégia demoníaca para confundir o povo.
 O termo “salvação” (v.17). O texto não esclarece a que salvação o espírito imundo referia-se, considerando ser um termo comum entre os pagãos. Essa técnica é usada, ainda hoje, pelas seitas. A salvação dos mórmons, por exemplo, apresenta sentido diferente daquela pregada pelo cristianismo bíblico: como libertação dos pecados (Mt 1.21), livramento da condenação eterna (Rm 8.1) e transformação pelo poder do Espírito Santo (Tt 3.5).
. Qual a intenção do espírito de adivinhação? O propósito diabólico era dizer a todos que a mensagem que Paulo e Silas pregavam seria a mesma da jovem adivinhadora. Ainda hoje, Satanás usa essa estratégia para fazer o povo acreditar na falsa idéia de que todas as religiões levam a Deus. Essa mensagem é absolutamente oposta à Bíblia; Jesus é singular, o cristianismo é exclusivo; somente Jesus conduz o homem a Deus (Jo 14.6; At 4.12).

 DISCERNIMENTO

 O falso e o verdadeiro (v.2). Deus deu a Israel profetas legítimos, os quais falaram inspirados pelo Espírito Santo. Mesmo no reino dos profetas, Deus permitiu o surgimento de falsos profetas (2 Pe 1.19-21; 2.1). Como distinguir o falso do verdadeiro? O texto sagrado diz: “profeta ou sonhador... te der um sinal ou prodígio” (v.1). Isso fala de sinais grandiosos que podem impressionar os imprudentes. O termo: “Vamos após outros deuses” (v.2), trata-se de milagres estranhos. Qualquer um, portanto, mesmo com o mínimo de discernimento, tem condições de discernir a fonte desses aparentes milagres.
. A necessidade do discernimento. Já vimos em lições anteriores a possibilidade de manifestações sobrenaturais por meio de homens não comprometidos com a verdade. Jesus disse que o Anticristo virá fazendo sinais, prodígios e maravilhas de maneira tal que, se possível fora, enganaria até os escolhidos (Mt 24.24). Os agentes de Satanás transformam-se em anjo de luz, e seus mensageiros em ministros de justiça (2 Co 11.13-15). O crente depende da ajuda do Espírito Santo para discernir a verdade, e, para isso, é necessário estar em comunhão com Ele.


É dever do cristão não se levar pela manifestação de sinais sobrenaturais sem antes ter certeza de sua origem. Há quem defenda a ortodoxia cristã, mas não tem qualidade ética, não vive o que prega e nem prega o que vive. Por outro lado, há quem viva uma vida exemplar, mas cuja doutrina é heresia. Que Deus abençoe e ajude-nos! Fiquemos sempre na Palavra de Deus. 
“O momento é de alerta.O momento atual da Igreja de Jesus Cristo impõe urgência ao tratar as doutrinas fundamentais da Bíblia Sagrada como prioridade inegociável. É preciso escrevê-las, discuti-las, ensiná-las com mais profundidade e dedicação para que possam ser aprendidas, lembradas, divulgadas como tarefa sine qua non da igreja.
No passado, gastávamos muito tempo falando mais de costumes do que de doutrina. Hoje, infelizmente, não falamos nem de uma coisa nem de outra. Muitos de nossos púlpitos estão indefinidos porque cederam à tentação dos avivamentos coreográficos, da exibição dos grandes números e da cultura imediatista, as quais flagelam os que procuram seriedade no servir a Deus.
Algumas igrejas, por causa disso, tornaram-se patrocinadoras de espetáculos e locais onde o ego humano é ‘massageado’, com o nítido objetivo de crescimento rápido e vantajoso. Resultado: vulnerabilidade doutrinária e frenesi pelas novidades (At 17.21).
Com a falta de ensino bíblico em muitos de nossos púlpitos, criou-se no povo um fascínio desesperadamente ambicioso pela experiência, que acabou se tornando a pedra de toque da vida da esmagadora maioria dos crentes pentecostais. As profecias, sem nenhum ensino, acabaram tomando o primeiro lugar na preferência da maioria dos nossos cultos, valendo, para muitos, mais uma profecia do que um ensino bíblico.
Não esqueçamos que o nascedouro de heresias é sempre a ausência de estudo bíblico sistemático. Ademais, o povo de Deus precisa ter conhecimento das doutrinas cardeais das Sagradas Escrituras para poder se defender das heresias.
Precisamos, portanto, e com muita urgência, fazer uma nova leitura das necessidades reais do nosso povo e da sociedade ao nosso redor e pensar num meio de tornar as Boas Novas do Evangelho mais convincentes para o homem atual” (LIMA, P. C. O que esta por trás do G-12. RJ: CPAD, 2000, pp.30-31).



                                             APOLOGÉTICA
                                                Desafios da educação materialista

Materialismo: Designa um conjunto de doutrinas filosóficas que, ao rejeitar a existência de um princípio espiritual, relaciona toda a existência à matéria e a suas modificações.Um dos maiores desafios da Igreja, nestes dias trabalhosos e difíceis, é a educação materialista, secularizada e relativista que vai, desde o ensino fundamental até à universidade. As crianças, adolescentes e os jovens são alvos dessa educação permeada de falsas filosofias e enunciados contrários às Sagradas Escrituras.

              O ENSINO OFICIAL EM NOSSO PAÍS TENDE AO MATERIALISMO

 A educação sexual. A maioria dos pais desconhece o que os seus filhos aprendem sobre sexualidade nas escolas. Trata-se, via de regra, de um ensino antibíblico e pecaminoso. A educação sexual, com base na pureza das Sagradas Escrituras, é dever da família e dos educadores realmente cristãos que, na Bíblia, têm a única regra de fé e prática.
 A Nova Era nas escolas. A Nova Era é a religião do Anticristo. Esse movimento vem entrando sorrateiramente nas escolas, onde as crianças são levadas a praticar ritos pagãos e técnicas de relaxamento, que muitos males psicológicos, emocionais e espirituais causam aos nossos filhos, levando-os a perder a capacidade de discernir entre o certo e o errado.

 AS CRIANÇAS SÃO ALVOS PREFERENCIAIS DA EDUCAÇÃO MATERIALISTA

 O ateísmo incutido na mente infantil. Quando o comunismo estava no auge, principalmente no leste europeu, sua doutrina era ensinada sistematicamente a partir das crianças. Em nosso país, o ensino materialista vem predominando, especialmente nas áreas de Ciências e História, incutindo na mente das crianças a descrença em Deus por meio da falsa teoria do evolucionismo.
Crianças ameaçadas pelo materialismo. As crianças são alvos fáceis do materialismo ateu. Existe um plano diabólico orquestrado contra elas. Há países em que as crianças não podem sequer agradecer a Deus pelo lanche na hora do recreio.
Os pais cristãos precisam estar mais atentos e orar constantemente por seus filhos. Com sabedoria, verifique quem são os seus professores, qual a linha pedagógica da escola e o que estão aprendendo, pois é grande a influência do materialismo por toda parte. É por isso que a Bíblia adverte-nos a ensinar as crianças no caminho em que devem andar (Pv 22.6; Jz 13.8,12).
 O que a Bíblia ensina sobre a educação das crianças?
a) No Antigo Testamento as crianças eram valorizadas. Elas participavam do louvor a Deus ao lado dos adultos. No Salmo 148, os velhos, os rapazes, as donzelas e as crianças são exortados a louvar a Deus. As mulheres e os meninos alegravam-se durante os eventos sagrados (Ne 12.43).
b) No Novo Testamento as crianças foram apresentadas como exemplo. Jesus foi extremamente cuidadoso com as crianças. Certa vez, o Mestre indignou-se e repreendeu seus discípulos por afastarem-nas de sua presença. Asseverou-lhes: “Deixai vir os pequeninos a mim e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus” (Mc 10.14). Os pais cristãos devem, com graça e conhecimento bíblico, fazer tudo o que estiver ao seu alcance, a fim de que seus filhos sigam a Jesus.
c) As crianças devem ser ensinadas a caminhar com Cristo. Muitos cristãos não cumprem a ordenança do Senhor em relação às crianças. É preciso cuidar delas (Jo 21.15), e remover qualquer obstáculo que as impeça de caminhar com Cristo (Lc 18.16). Ver também Pv 22.6; Ef 6.4.

                                        ADOLESCENTES E JOVENS AMEAÇADOS

 A adolescência. É a idade que vai do final da infância à juventude. A maior parte dos crentes que se desviam do evangelho de Cristo está nessa faixa etária, pois são atraídos irresistivelmente pelo mundo. De acordo com as amizades que eles cultivam, podem ter sua personalidade bem formada, ou deformada. Ler 1 Co 15.33; Rm 16.17; 2 Co 6.14-17. Muitos deles têm como ícones pessoas destituídas do Reino de Deus.
 A juventude. Em certas escolas e faculdades, o ensino materialista visa incutir na mente dos jovens idéias ateístas e anticristãs. Entretanto, o jovem cristão, mais do que os outros, tem a seu dispor recursos valiosos para suas decisões. Ele tem a Palavra de Deus e a comunhão da Igreja de Cristo para que o orientem em todos os seus caminhos (Sl 119.9,105).
Os “pontos de apoio”. A família, a igreja e os amigos crentes servem como sustentação para os adolescentes e jovens. Esses "pontos de apoio" são muito importantes e podem marcar toda a sua trajetória na busca de um futuro promissor. Quando os adolescentes cristãos encontram, na igreja, pessoas de sua idade que temem a Deus, tudo começa a caminhar no rumo certo (Sl 119.63). É a promessa divina.
Perigos na formação espiritual. A formação espiritual começa no lar. Se o adolescente e o jovem tiverem uma firme base espiritual na família, poderão encarar, sem medo, a onda de materialismo que varre as escolas seculares. A igreja local pode muito ajudar nesse particular. É nas escolas seculares que se ensina a “teoria da evolução”, negando o criacionismo bíblico. Ao mesmo tempo, fazem apologias ao homossexualismo e a outros comportamentos condenados pela Bíblia Sagrada. Daí a importância do ensino religioso no lar. A Bíblia diz: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra; e luz para o meu caminho” (Sl 119.105).
Amizades perigosas, jovens e adolescentes cristãos correm o risco de ser envolvidos por amizades ímpias. Muitos caem em armadilhas, envolvendo-se com drogas, sexo ilícito e violência. É preciso saber escolher os amigos. Diz o salmista: “Companheiro sou de todos os que te temem e dos que guardam os teus preceitos” (Sl 119.63). Por incrível que pareça, até nas igrejas, há amizades perigosas. Há pessoas que não se converteram verdadeiramente, influenciando os simples ao pecado. Pais e pastores, estejamos alertas.
Perigos dentro de casa, na internet, nos filmes e novelas condenáveis. Há muitos adolescentes, jovens (e até adultos) que se tornam viciados e escravos da internet. Não oram, não lêem a Bíblia, não frequentam a Escola Dominical, pois deixaram-se escravizar por cenas e imagens geradas no próprio inferno. Cuidado com as visitas aos chats, blogs e flogs. Use ainternet com discernimento e temor a Deus.

que vençam os ataques ateístas.

                                                     UMA PERSPECTIVA DE VITÓRIA

As portas do inferno não prevalecerão. Respondendo aos discípulos sobre a sua identidade messiânica, Jesus afirmou: Eu “edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Ao longo dos séculos, “as portas do inferno” têm combatido fortemente os arraiais dos cristãos, mas não têm prevalecido, nem haverão de prevalecer. Aleluia!
Temos uma poderosa armadura para vencer. Com a armadura espiritual, a criança, o adolescente, o jovem e o adulto podem vencer os desafios do materialismo nas escolas e onde quer que ele se apresente (Ef 6.10-17). Com o poder de Deus, “somos mais do que vencedores” (Rm 8.37-39).Esperamos que essas reflexões despertem os servos de Deus contra os terríveis perigos que rondam e assaltam especialmente as crianças, adolescentes e jovens, através dos ensinos materialistas e ateus ministrados nas escolas seculares. 
 “A Ciência como Apologética.Nós ouvimos, por todos os lados, que a ciência desaprovou o cristianismo, mas hoje em dia a evidência histórica nos dá uma resposta clara: ao contrário, foi o cristianismo que possibilitou a ciência. Ao invés de nos sentirmos intimidados por ataques feitos em nome da ciência, podemos mostrar que a própria existência do método científico, e tudo o que alcançou, é um grande argumento de defesa da verdade do cristianismo.
Historicamente, muitos cristãos fizeram exatamente isso. Isaac Newton, com freqüência considerado o maior dos primeiros cientistas, era um cristão devoto, cuja procura pela ciência era fortemente motivada pelo seu desejo de defender a fé. Ele acreditava de modo convicto que o estudo científico do mundo precisaria levar diretamente ao Deus que criou o mundo. A ciência nos mostra ‘qual é a primeira causa, qual poder Ele tem sobre nós e quais benefícios nós recebemos dEle’, escreveu Newton, para que ‘o nosso dever em relação a Ele, assim como em relação aos outros, apareça em nós pela luz da natureza’. E por que a ciência nos mostra tudo isso? Porque o assunto da ciência é ‘deduzir as causas a partir dos efeitos, até que cheguemos à primeira causa, que certamente não é mecânica’. Em outras palavras, o mundo pode operar por causas mecânicas, mas quando procuramos as suas origens, deduzimos que a primeira causa deve ser um Ser inteligente e racional”.(COLSON, C.; PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. RJ: CPAD, 2006, p.237-8.) 
O cristão é desafiado constantemente a responder a razão de sua fé concernente aos dilemas suscitados pela ciência (1 Pe 3.15; Jd v.3). A ciência moderna costuma distinguir e conceder pesos diferentes entre as afirmações que ela própria faz e as que o cristianismo defende. Para os cientistas, o criacionismo é um assunto que diz respeito à fé e à consciência individual e um problema da religião. E para você? A Bíblia só é digna de crédito se a ciência, a história ou a arqueologia comprovarem as doutrinas bíblicas? Lamentavelmente muitos crentes buscam comprovações científicas para os relatos bíblicos; são servos dos cientistas, não de Cristo; escravos da ciência, não das Escrituras.



                                                    A origem do Universo

De acordo com Nancy Pearcey, o “senso de que o Universo foi projetado é encontrado em praticamente todas as culturas”. Devido à filosofia amoral do naturalismo, as pessoas creditam a origem do Universo ao acaso. Nós precisamos entender que um dos propósitos da visão naturalista não é simplesmente elucidar a origem do Universo, mas retirar toda ordem moral que existe. Quando se afirma que procedemos do acaso, assevera-se também que surgimos sem qualquer propósito. Portanto, não precisamos prestar contas de nossos atos. Porém, se fomos criados por Deus, como mostram as evidências, devemos viver segundo seus princípios. Com base nesta explicação, reproduza o quadro antitético abaico e esclareça o que realmente está em jogo em toda a questão da origem do Universo.

Ao meditarmos sobre a grandeza do Universo, vemos quão magnífico é Deus sobre todas as coisas criadas. A Igreja de Cristo tem por obrigação mostrar a verdade sobre a criação dos céus e da terra através das Sagradas Escrituras. O assunto é de especial importância para todos os crentes, pois visa capacitá-los a combater os argumentos e hipóteses materialistas que se opõem à fé cristã.

                                                    A GRANDEZA DO UNIVERSO

 A grandeza do Universo revela o Criador. “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19.1). O Universo, onde está situado o pequeníssimo planeta Terra, possui cerca de 100 bilhões de estrelas, além do Sol; sendo apenas um entre um bilhão de outros universos conhecidos! Todavia, Deus a todos conhece pois todos eles foram criados e são mantidos por Ele.
 A diminuta dimensão da Terra em relação ao Universo. A Terra faz parte do sistema solar, que inclui o Sol e os planetas que, por sua vez, fazem parte de uma galáxia situada num conjunto de 200 bilhões de estrelas. A Terra se desloca nesse sistema à velocidade de 218 quilômetros por segundo! O Sol é 1.500.000 vezes maior do que a Terra, sendo considerado uma estrela de quinta grandeza. A Bíblia afirma: “... não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar...” (Jr 33.22). O Universo é tão grande que Deus considera as nações “como a gota de um balde e como o pó miúdo das balanças”... “São como nada perante ele” (Is 40.15,17).
A origem do Universo, segundo a falsa ciência. A falsa ciência ensina, nas escolas seculares, que o Universo “surgiu por acaso” há cerca de 20 bilhões de anos, a partir de uma “Grande Explosão”. Para os materialistas, o Universo não foi feito por um Criador onipotente e soberano. Crianças, adolescentes e jovens são enganados com esse tipo de ensino anti-cristão. Todavia, a falsa ciência não consegue explicar o que existiu antes do aparecimento do Universo. Nós, porém, sabemos que somente um eterno Criador infinitamente sábio e poderoso é capaz de explicar a grandeza, a ordem e o funcionamento do macrocosmo (Gn 1.1; Jó 38).


                                 O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE A ORIGEM DO UNIVERSO

 Deus criou o Universo. As Escrituras Sagradas mostram claramente a origem do Universo do seguinte modo: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). “E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus... e fez as estrelas” (Gn 1.14,16). Esta é a verdade sobre a origem do mundo de acordo com a Palavra de Deus. As teorias cosmológicas alheias à Bíblia são fraudulentas e enganosas. Do Gênesis a Apocalipse a Bíblia reafirma que Deus, de fato, criou o Universo (Ap 4.11; 10.6; 14.7).
 O Universo foi criado de modo organizado, e não caótico.
a) No primeiro dia, Deus criou a luz cósmica; fez separação entre a luz e as trevas, e criou o “Dia” e a “Noite” (Gn 1.1-5); não era ainda a luz solar, mas a luz cósmica, que está presente em todo o espaço sideral;
b) No segundo dia, Deus fez “uma expansão no meio das águas”, provavelmente águas em estado gasoso, acima e abaixo da “expansão”, e criou os “céus” (Gn 1.6-8);
c) No terceiro dia, Deus criou a Terra, os mares e a vegetação (Gn 1.9-13);
d) No quarto dia, Deus criou o Sol, a lua e as estrelas (Gn 1.14-19);
e) No quinto dia, Deus determinou que as águas produzissem “répteis”, “aves” e “grandes animais aquáticos” (Gn 1.20-23);
f) No sexto dia, Deus criou os animais terrestres e o homem (Gn 1.24,26). O ser humano não “evoluiu” dos seres irracionais, como a falsa ciência ensina (1 Tm 6.20), mas é um ser especial, criado por Deus, como afirma a Bíblia (Gn 1.26-29; 2.7-22; 5.1,2).
 Deus fez todas as coisas. João, em seu evangelho, afirma a respeito de Jesus na criação do Universo: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.1-3; Sl 33.6). Por outro lado, a Bíblia registra que os escarnecedores ignoram que os céus e a terra foram criados pela Palavra de Deus (2 Pe 3.5).


                                                      O QUE DIZ A VERDADEIRA CIÊNCIA

 A verdadeira ciência confirma a Bíblia. A ciência constata que o Universo veio a existir exatamente como a Bíblia no-lo descreve. Embora não tenhamos suficiente espaço para explorar exaustivamente o assunto, basta citarmos o que escreveu o autor da Epístola aos Hebreus: “Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hb 11.3).
 O “deus” dos materialistas. Eles acreditam no “deus” acaso. Crêem que o Universo, com bilhões de corpos celestes, incluindo a Terra, surgiu mediante uma “grande explosão”. Essa “fé” no acaso é cega, privada de reflexão e equivale a um fanatismo religioso radical. A Bíblia prevê esse tipo de mentalidade e, por isso, assegura que Deus tornou louca a sabedoria deste mundo (1 Co 3.19).
Exaltemos a Deus por conhecermos a origem do Universo, por meio das Escrituras, que assevera com segurança e certeza: “No princípio, criou Deus os céus e a terra”(Gn 1.1). 
Somente as Escrituras, a inerrante e completa Palavra de Deus, têm a única e mais lógica explicação para a origem do Universo. Negar a existência de um plano elaborado e executado por um Criador onisciente, onipotente e onipresente é negar a própria lógica do Universo, estudada pela Astronomia, pela Física, pela Química e por outras ciências correlatas. Cumpre-se o que assegura, de modo eloqüente, a Palavra de Deus: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19.1). Ver também Pv 3.19; Is 42.5; 45.12,18. 
“A ordem do Universo.Os cosmólogos descobriram que forças fundamentais do universo estão intricadamente equilibradas, como se estivessem no fio de uma faca. Por exemplo, consideremos a força da gravidade. Se fosse um pouco mais forte, todas as estrelas seriam anãs vermelhas, muito frias para sustentar a vida. Mas se fosse mais fraca, todas as estrelas seriam gigantes azuis, queimando em muito pouco tempo para que a vida se desenvolvesse. Os cosmólogos falam de ‘coincidências cósmicas’, querendo dizer que as forças fundamentais do universo têm por coincidência o valor numérico exato necessário para tornar a vida possível. A mais leve mudança tornaria o universo inóspito para a vida.
Como estes valores numéricos não se mostraram nem muito alto nem muito baixo, mas exatamente os certos?
O que torna a questão tão intrigante é que não há causa física que explique por que estes valores estão tão bem afinados para sustentar a vida. ‘Nada em toda a física explica por que seus princípios fundamentais deveriam se amoldar com tanta precisão às exigências da vida’, diz o astrônomo George Greenstein. E considerando que não há causa física conhecida, parece suspeitosamente que são produto da intenção, como se alguém os tivesse projetado desse modo”.(PEARCEY, N. Verdade Absoluta. RJ: CPAD, 2006, p.212) 
A vida seria muito ruim se não houvesse imaginação. A capacidade de imaginar é exclusividade dos seres humanos. Somente nós podemos olhar para as nuvens do céu e imaginar nas suas formas objetos, animais e até pessoas. Contudo, seria ingenuidade olhar para o céu, vislumbrar uma nuvem com os dizeres “Feliz dia do Trabalhador” e acreditar que isso é produto da imaginação ou de alguma ação da natureza, pois facilmente concluímos que se trata de algo planejado e produzido por uma ação humana. Se algo tão simples, mas tão lógico, nos faz prescindir da imaginação, como podemos conceber que o Universo com toda sua complexidade seja resultado de uma involuntária explosão? Bem mais simples, lógico e exeqüível, é abrir a mente e os olhos, reconhecendo, ante as evidências, o Criador e a necessidade urgente de nos relacionarmos com Ele.


                                                            A TEORIA DA EVOLUÇÃO

Você sabe diferençar fato, teoria, leis científicas e processo científico? Conhecer a distinção entre esses termos desmistifica muitos conceitos - cientificamente obsoletos - que são ensinados como verdades inquestionáveis nas escolas. Grosso modo, o fato é a realidade, o Universo e, particularmente, a vida. A teoria, segundo o astrofísico Stephen Hawking, “não passa de uma hipótese”. Já as Leis Científicas são princípios que favorecem o funcionamento do Universo e o desenvolvimento da vida. Finalmente, o Processo Científico parte da observação de um fato (realidade), seguido da formulação de uma hipótese (teoria), a fim de explicar essa realidade. Portanto, tem a função de demonstrar, através das leis naturais, se a teoria é ou não verdadeira. A hipótese evolucionista não sobrevive a esse exame minucioso. 
O evolucionismo tem levado grande parte da humanidade à descrença no Criador. Esta teoria, fraudulenta e diabólica, continua desafiando a Bíblia, o bom senso e a verdadeira ciência.

                                                                                   A ORIGEM DA VIDA

 O que diz a "falsa ciência". O materialismo científico explica que, além de a matéria ter surgido de uma “Grande Explosão”, a vida teve origem ao acaso. Isso é tão absurdo quanto acreditar que um monte de alumínio, ferro, plástico e fios possam se unir, aleatoriamente, para formar um avião; ou que tijolos, cimento, ferro e telhas se juntem, também aleatoriamente, para formar um edifício.
É por isso que a Bíblia assevera a respeito dos ímpios: “Por causa do seu orgulho, o ímpio não investiga; todas as suas cogitações são: Não há Deus” (Sl 10.4; 14.1). A explicação do materialismo quanto à existência do Universo é um atentado contra a Palavra de Deus, mas contra esta não prevalece.
 O que nos garante a Bíblia. A vida é um milagre produzido diretamente por Deus. Ele criou o tempo, o mundo físico, os vegetais, os animais e o homem à sua imagem, conforme a sua semelhança (Gn 1.26,27). A Bíblia sustenta esta verdade: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” (Ap 4.11).

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                                                        ORIGEM DOS SERES VIVOS

 O que diz a falsa teoria da evolução. De acordo com o naturalista inglês Charles Robert Darwin (1809-1882), a vida surgiu ao acaso. Segundo ele, o primeiro organismo vivo teria aparecido por uma casualidade há cerca de 3,5 bilhões de anos! Para que esse processo evolutivo se tornasse crível, Darwin elaborou algumas hipóteses estúpidas e absurdas.
a) A seleção natural. De acordo com esse princípio, a natureza seleciona os que têm condições de sobreviver e os que devem ser extintos através de uma competição pela sobrevivência. Ou seja: os mais fortes sobrevivem e os mais fracos são eliminados. É de pasmar como certos cientistas podem crer nas mentiras de Darwin.
b) As novas espécies. Os evolucionistas crêem que os seres vivos passam por constantes mutações, transmitindo novas características a seus descendentes, dando origem a novas espécies.
O que a Bíblia assegura. “E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê frutosegundo a sua espécie... Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus. E Deus criou as grandes baleias, e todo réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies, e toda ave de asas conforme a sua espécie... Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis, e bestas-feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi...” Tudo conforme a sua espécie (Gn 1.11,12,21,24).
Esta é a lei estabelecida pelo Criador. Todos os animais vieram a existir conforme a sua espécie, não cabendo, aqui, nenhum lugar para o evolucionismo: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito da sua boca” (Sl 33.6; ver 2 Rs 19.15; Is 37.16; Ap 14.7). Isto significa que o homem não evoluiu de animal algum, mas foi criado diretamente por Deus.


                                                      O QUE DIZ A VERDADEIRA CIÊNCIA

 Sobre a seleção natural. A biologia moderna prova que as variações verificadas no ser humano ocorrem no DNA, e não apresentam qualquer evidência que sugira ter o homem se originado de organismos diferentes ou inferiores a si mesmo. Ou seja: a estrutura biológica do ser humano continua a mesma desde o dia em que Deus criou Adão e Eva.
Sobre novas espécies. Não há qualquer evidência que comprove, ou indique, que novas espécies surgiram, ou estão surgindo. A família dos cães permanece a mesma, quer estejam esses animais vivos quer fossilizados. Uma espécie de planta jamais se transforma em outra. Uma ameba permanece sempre ameba, um gato sempre será gato; uma mosca será sempre mosca.
 Não há elos perdidos. Não há qualquer evidência que comprove a existência de formas transitórias entre as espécies nem dos chamados elos perdidos. Todas as evidências confirmam a fixidez e constância das espécies, conforme o relato do Gênesis: “E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis, e bestas-feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi” (Gn 1.24 - grifo nosso).


                                                     A ORIGEM DO HOMEM

. O que diz a falsa ciência. Os cientistas ateus dizem que o homem surgiu através de uma seqüência evolutiva que, partindo de seres inferiores, resultou no macaco, do qual teria vindo o ser humano.
 O que a Bíblia assegura. “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;... E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou..” (Gn 1.26,27). Deus criou os demais seres vivos mediante uma palavra (produza). Todavia, chamou o homem à existência de um modo bem diferente: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (v.26). Eis a verdadeira, definitiva e lógica explicação da origem do ser humano. A falsa ciência é de inspiração diabólica e tem por objetivo afastar as pessoas de Deus e de sua Palavra, que é a verdade eterna (Sl 119.160; Jo 17.17). Por conseguinte, não houve qualquer processo evolutivo no aparecimento do homem; este veio a existir através de um ato criativo e imediato do próprio Deus. 
Charles Darwin, em 1860, confessou ao naturalista Asa Gray que o olho lhe provocava arrepios. Em A Origem das Espécies, Darwin afirma: “Parece impossível ou até mesmo absurdo, reconheço-o, supor que o olho, com todos os seus inimitáveis aperfeiçoamentos que permitem o ajuste do foco às diferentes distâncias, à adaptação a diferentes quantidades de luz recebidas e à correção das aberrações esféricas e cromáticas, seja um órgão formado pela seleção natural” (p.244-5).
Por que você acha que Darwin sentia arrepios ao pensar a respeito do olho? Pelo simples fato de que a complexidade do sistema biológico ocular não pode ter surgido de forma gradual, pois se tirarmos uma de suas partes, o todo não funciona mais - é o que se nomeia de complexidade irredutível. O sistema de complexidade irredutível comprova que existem sistemas biológicos que são considerados irredutivelmente complexos, dentre os quais está o olho. Isso significa que esses sistemas dependem da interação com várias partes para poder funcionar. É impossível que essas partes tenham se desenvolvido de forma gradual, pois, se tirarmos uma delas o todo não funciona. Como o evolucionismo defende que a evolução de sistemas complexos deu-se através de numerosas, sucessivas e ligeiras modificações, é impossível que um ser vivo tenha se desenvolvido ou evoluído sem a presença do todo.
Para nós cristãos, é uma honra sermos filhos de Deus, pois sentimo-nos deslumbrados com a nossa filiação real (Rm 8.16). O texto de João 1.12,13 incentiva-nos a avançar na vida cristã e a querer cada vez mais se identificar com o nosso Pai.
Soa-nos estranho o fato de as pessoas admitirem que são produtos do acaso ou a versão moderna de um ser irracional. A negação da origem divina do homem procede da falta de temor a Deus e, além disso, de uma escolha ultrajante, pois abre mão do “poder de ser filho de Deus” para abraçar uma crença absurda. Essa crença, que só gera um sentimento depreciativo do homem, e nega a origem e o propósito pelo qual a humanidade foi criada, deve ser rejeitada e combatida tenazmente pelo cristão. É preciso mais “fé para se acreditar no evolucionismo do que para crer que Deus criou o homem à sua imagem” (Gn 1.27).


                                   Integridade no mundo relativista 


. A Verdade do evangelho, agora mais do que nunca, deve ser ensinada e proclamada, a fim de que esta geração de crentes possa não somente resistir ao relativismo, mas também estar preparada pararesponder com mansidão e convicção a razão de sua fé. Tenha cuidado, porém, em restringir-se à Verdade de Cristo, para que suas opiniões não se misturem a única Verdade, pela qual devemos batalhar.



Num mundo relativista e pragmático, ser fiel e santificado a Deus, conforme exige a Bíblia Sagrada, é um grande desafiopara o seguidor de Cristo.

                 OS DESAFIOS DO RELATIVISMO MORAL E DO PRAGMATISMO

 O Relativismo Moral. No mundo pós-moderno, os conceitos morais não se baseiam nos valores absolutos das Sagradas Escrituras. Para a sociedade relativista, as verdades e valores da Bíblia são relativos e parciais. Ou seja, a prática da moral e da ética depende da experiência de cada pessoa.
Ensina-se que não existem leis e verdades absolutas e universais. A fim de enfrentar este terrível mal, o cristão tem de tomar algumas atitudes extremamente importantes. Vejamos:
a) Não se conformar com o mundanismo (Rm 12.2). Há muitos cristãos que estão acomodados ao mundanismo, cujo mentor é o Diabo. Essa conformação é ruinosa para a moral cristã. Temos de amar o pecador, mas combater energicamente o pecado e suas estruturas, pois levam o ser humano à perdição.
b) Ser transformado pela renovação do entendimento. A “visão de mundo” do cristão, cujo entendimento é renovado pelo Espírito Santo, tem de ser contrária aos conceitos materialistas e relativistas (1 Jo 5.19). A maneira de o crente ver o mundo deve passar pela ótica da revelação de Deus. Somente assim, poderá experimentar “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.1,2).
 O Pragmatismo. Para o pragmatismo, tudo que resulta em satisfação imediata é verdade. Mas para o crente, a verdade é a expressão absoluta e universal da vontade divina conforme a encontramos na Bíblia Sagrada. Os israelitas, por exemplo, foram pragmáticos quando tentaram levar a Arca do Senhor num carro de bois, ao invés de conduzi-la sobre os ombros dos levitas, conforme determinava a lei (Nm 4.15; Js 3.3; 1 Cr 15.2,15). Deus não aceitou tão descabido e profano pragmatismo. O resultado foi uma severa punição divina (2 Sm 6.6-9). Hoje, o pragmatismo é apresentado de maneira sutil e enganosa.


                                                              O DESAFIO DO SECULARISMO

 Conceito. O termo secularismo origina-se de uma palavra que significa “profano”, “mundano”, “humanista”, “deste século”. Secular é o oposto do sagrado, religioso, espiritual. Sob a ótica cristã, é a corrupção doutrinária que ignora os princípios espirituais para a igreja, tornando o sagrado fútil e comum. O secularismo tenta destronar a Deus e exaltar o homem, pois, segundo esta filosofia, o homem é a medida de todas as coisas.
 O desafio para a igreja de Jesus. Muitas igrejas, infelizmente, têm sido influenciadas pelo secularismo, especialmente em seu aspecto organizacional e litúrgico. Como reconhecer uma igreja presa pelos tentáculos da secularização?
a) Profanação do sagrado. Quando uma igreja se torna secular, tende a desprezar os valores espirituais e a exaltar os humanos, materiais. Há igrejas, cujos santuários e púlpitos transformaram-se em locais de entretenimentos e demonstrações de cultura popular. A Bíblia, porém, afirma: “Mui fiéis são os teus testemunhos; a santidade convém à tua casa, SENHOR, para sempre” (Sl 93.5).
b) Perda da identidade bíblica e cristã. Ser cristão é identificar-se com Cristo e não com o mundo (At 11.26). Nos dias atuais, há situações em que um visitante não sabe mais se está numa igreja ou num clube. Não é exagero! O crente precisa consagrar-se a Deus, a fim de não se conformar com as coisas da carne (1 Pe 1.14; Jd v.23). É urgente viver em santidade (1 Pe 1.15,16).
c) Perda da ética cristã. Sem zelo pela ética cristã é impossível manter-se em comunhão com Jesus Cristo. Ser cristão não é apenas pertencer a uma igreja local ou denominação. É ser cidadão dos céus; é viver a ética do reino de Deus, conforme estabelece a Bíblia.

.                                               OS PRINCÍPIOS DA INTEGRIDADE CRISTÃ

Vejamos alguns princípios que norteiam a integridade na vida cristã, de acordo com os ensinos da Palavra de Deus.
 Lealdade incondicional a Cristo. Jesus disse: “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha” (Mt 12.30). Não se pode atender aos apelos do mundo e, ao mesmo tempo, fazer a vontade de Deus. É impossível! Ou se é totalmente de Cristo, ou contra Ele (Jo 15.14; Mt 12.30; 6.24).
 Fé. A Bíblia afirma que “... tudo o que não é de fé é pecado” (Rm 14.22,23). O crente não precisa recorrer a padrões humanos para posicionar-se quanto aos seus atos e palavras. Se tem dúvida, não deve fazer. E se não tem dúvida, pode fazer tudo o que aprova? Depende. É preciso que sua atitude ou pensamento esteja de acordo com a Palavra de Deus (1 Co 6.1 2). A Bíblia é o nosso padrão ético.
 Licitude, conveniência e edificação. Nem tudo o que é lícito convém (1 Co 6.12; 10.23). Esse critério orienta o cristão a não praticar as coisas apenas porque são lícitas; além de lícitas, têm de estar em absoluta conformidade com o referencial ético da Palavra de Deus.
O cristão precisa lembrar-se de que nem tudo o que é lícito é edificante (1 Co 10.23b). A ênfase, aqui, é a edificação espiritual de quem se posiciona ante o que fazer ou não. Neste contexto, se enquadram os sites de relacionamento na internet e outros casos similares. É fundamental que cada um avalie diante de Deus se o conteúdo que está diante de si é edificante, alienante ou pecaminoso. Se é pecado, evite.Com o intuito de vencer o relativismo e o materialismo, precisamos, antes de tudo, dedicar-nos à oração, a fim de sabermos usar as armas que Deus tem colocado à nossa disposição (Ef 6.10-18). Devemos, portanto, continuar a proclamar as verdades absolutas e universais de Deus. 
 “Integridade.Integridade procede do verbo ‘integrar’, que significa ‘tornar unido para formar um todo completo ou perfeito’. As Escrituras nos ensinam que o espírito, a mente e o corpo todos vêm da mão de Deus e, portanto, devem estar unidos, funcionando juntos, como um todo. Os nossos atos devem ser coerentes com os nossos pensamentos. Precisamos ser a mesma pessoa, pública e privadamente. Apenas a visão de mundo cristã pode nos dar a base para este tipo de integridade.
Além disso, o cristianismo nos dá uma lei moral absoluta que nos permite julgar entre o certo e o errado. Tente perguntar aos seus amigos seculares como decidem o que devem fazer, quais princípios éticos seguir. Como sabem que esses princípios são corretos? Em que autoridade eles confiam? Sem uma moral absoluta, não existe uma base real para a ética.Um lei moral absoluta não confina as pessoas em uma camisa de força de puritanismo vitoriano. As pessoas sempre irão debater as fronteiras da lei moral e as suas variadas aplicações. Mas a própria idéia do certo e do errado só faz sentido se houver um padrão final, uma medida de referência, pela qual poderemos fazer julgamentos morais”.(COLSON, C.; PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. RJ: CPAD, 2006, p.161-2.) 
Só conseguiremos resistir ao espírito mundano que predomina em nossa sociedade, se conhecermos suas raízes, seus ensinos, fundamentos e atuação. Caso contrário, estaremos propensos a assimilá-los ainda que de modo inconsciente. A igreja possui duas opções: ignorar que seus membros estão a todo momento sendo bombardeados por ensinos relativos, profanos e hedonistas, ou confrontá-los com a Verdade de Deus, a fim de esclarecer e fortalecer a convicção de cada crente.
A sociedade atual convive com a falsidade, a mentira, a bajulação, as informações distorcidas, e com a imoralidade. Portanto, há um clamor desesperado por autenticidade, integridade e verdade. Nós, como Igreja, portadora e defensora desses valores e princípios cristãos, devemos exibir o caráter de Deus em nossas relações internas e externas, tendo o amor como principal fundamento. Como pregaremos a Verdade, se ela não puder ser percebida em nossas relações? Nossa sociedade carece de uma igreja autêntica, verdadeira e fidedigna.


                          Inovações e modismos religiosos

 Os modismos e desvios doutrinários constituem grandes desafios para a igreja destes últimos dias, por contrariarem os princípios doutrinários esposados nas Sagradas Escrituras. É dever de todo crente sincero e temente a Deus, preservar a sã doutrina.
Nesta lição, estudaremos algumas dessas inovações nas áreas doutrinárias, ministeriais e litúrgicas.

 INOVAÇÕES DOUTRINÁRIAS

 O restauracionismo. Trata-se de uma inovação teológica que procura adaptar, aos dias atuais, os ensinos, ritos e costumes do antigo concerto entre Deus e Israel. É o velho fermento dos fariseus e judaizantes (Mt 16.11; 1 Co 5.6,7; Cl 5.9). Eis os seus principais ensinos:
a) A guarda do sábado. Certos “mestres” ensinam que os cristãos devem guardar o sábado. Essa prática é uma forma de retorno ao judaísmo. A guarda do sábado é um “concerto perpétuo” somente para Israel (Êx 31.14-17; Lv 23.31,32; Ez 20.12,13,20). Lembremos que Paulo exortou os crentes da Galácia sobre o perigo das práticas judaizantes na igreja (Gl 1.6-9; 3.1-3).
b) O ritual da circuncisão. Em Atos dos Apóstolos, lemos que os cristãos judeus tentaram coagir os cristãos gentios a circuncidarem-se, conforme a lei de Moisés. Segundo diziam, a salvação dependia, exclusivamente, desse ato litúrgico (At 15.1). Condicionavam a salvação em Cristo à observação dos rituais mosaicos, considerados nulos pelo Novo Testamento (Hb 8.13; 9.15-17; cf. Mt 9.16,17).
Na Nova Aliança, não há nenhuma necessidade de os crentes circuncidarem-se para serem salvos. A salvação é dada aos homens gratuitamente, por meio da fé na graça redentora de Jesus Cristo. Vejamos o que a Bíblia ensina sobre a circuncisão em Rm 2.28,29; 1 Co 7.18,19; Cl 5.6; 6.15.
c) Festas de Israel. Certas igrejas são ensinadas a celebrar as festas dos Tabernáculos (Lv 23.34; Dt 16.13), da Colheita (Êx 23.16; 34.22) e da Páscoa. Tais celebrações, juntamente com outras quatro mencionadas na Bíblia, eram consideradas sagradas e específicas do povo judeu.
A igreja não precisa festejar a páscoa judaica, uma vez que Cristo é a nossa páscoa (1 Co 5.7). Ela deve, sim, celebrar a Ceia do Senhor, que é uma festa genuinamente cristã, e que comemora o Novo Pacto inaugurado com o sangue de Jesus (1 Co 11.20,25; At 2.42).
 O evangelho da prosperidade material. Os adeptos deste ensino acreditam que todo crente deve ser rico e jamais adoecer. Caso contrário, o cristão está em pecado ou não tem fé. Vejamos alguns desses ensinos:
a) Autoridade espiritual. Essa falsa doutrina afirma que o crente tem autoridade espiritual porque é a própria encarnação de Deus, assim como Jesus o foi. Os proponentes desse ensino chegam ao absurdo de dizer que o cristão não tem um “deus” dentro dele, mas ele mesmo é “um Deus”. Todavia, aprendemos com a Bíblia que a autoridade que Deus concede a seus servos deriva-se de sua Palavra, e não daquilo que os homens ensinam à parte dela.
b) “Pobreza é maldição”. Assim como a riqueza nem sempre é uma bênção (Mc 19.23; Pv 30.9), pobreza não é maldição (Mt 26.11; Mc 14.7; Dt 15.11; Jo 12.8). Segundo as Escrituras, os que desejam ser ricos caem em tentação, laço e muitas concupiscências (1 Tm 6.6-10). Todavia, devemos ser ricos de boas obras (1 Tm 6.18,19), pois Deus escolheu os pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino (Tg 2.5).
c) Confissão positiva. Segundo os teólogos da prosperidade, se um crente disser que no prazo de um mês conseguirá um carro zero, isso terá de acontecer. Afirmam que para ser curado é só dizer que não aceita a doença. De acordo com essa falsa doutrina, o cristão nunca deve orar pedindo que se faça a vontade de Deus. No entanto, devemos seguir o exemplo de Jesus (Lc 22.42).
 A verdadeira prosperidade. Não há problema em ser próspero. Na Bíblia, há várias promessas de prosperidade e saúde. Além disso, precisamos ter muito cuidado para não trocarmos a teologia da prosperidade pela teologia da pobreza. Ambas são nocivas à vida espiritual. Vejamos algumas formas de prosperidade mencionadas na Bíblia:
a) A prosperidade espiritual. A prosperidade espiritual deve vir em primeiro lugar (Sl 112.3; Sl 73.23-28). Entre outras preciosas bênçãos, inclui: a salvação em Cristo; o batismo no Espírito Santo; o nome escrito no Livro da Vida e a herança com Cristo (Rm 8.17; Ef 1.3).
b) Prosperidade em tudo. As bênçãos materiais prometidas a Israel no Antigo Testamento estavam condicionadas à obediência a Palavra de Deus (Dt 28.1-14), e não à “confissão positiva”. Da mesma forma, o Senhor tem prometido muitas bênçãos à Igreja, porém, todas elas dependem de nossa submissão às Sagradas Escrituras (Sl 1.1-3; Dt 29.29). Isso não significa, necessariamente, que o cristão enfermo e que passe por necessidades materiais seja infiel a Deus, pois a prosperidade não se restringe aos valores terrestres e passageiros, mas contempla principalmente os valores eternos (Sl 37.5; Pv 30.7-9).

 INOVAÇÕES E MODISMOS MINISTERIAIS

 A síndrome do “carro novo” (2 Sm 6.1-3). Ao trazer a Arca do Senhor para Jerusalém, Davi não atentou para um detalhe importante: nada poderia ser modificado ou inovado em relação ao modo de lidar com aquele objeto sagrado. A despeito disso, a Arca foi colocada sobre um carro de bois em vez de ser conduzida nos ombros dos sacerdotes. Por que essa atitude, aparentemente normal, não teve a aprovação de Deus?
a) A Arca fora conduzida por pessoas não autorizadas. Os que transportavam a Arca do Senhor não eram divinamente chamados para esse ofício (Nm 1.47-52; 4.1-49). Eleazar, filho de Abinadabe, é que havia sido separado para esse ministério (1 Sm 7.1b).
b) A Arca fora conduzida de forma errada. De acordo com a orientação divina, a Arca deveria ser transportada pelos levitas (Êx 25.14; Dt 31.25; Js 3.3), e não por meio de carros puxados por bois. Aquele carro de bois não deveria fazer parte do cortejo sagrado (2 Sm 6.6,7).
O ministério modernizado. Hoje, em muitos lugares, há aqueles que pregam o evangelho, utilizando-se de “carros de bois”, inserindo inovações e modismos contrários aos ensinos da Palavra de Deus. Tais pessoas têm até boas intenções. Todavia, o que elas realmente desejam é adequar o evangelho à cultura secular. Às vezes, não percebem que estão misturando o sagrado com o profano.
Devemos obedecer aos mandamentos das Escrituras de modo irrestrito, sem as muletas da inovação e dos modismos.

 INOVAÇÕES LITÚRGICAS

O evangelho do entretenimento. O evangelho de Cristo não é entretenimento carnal, mas o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16). O “evangelho do entretenimento” exalta o homem e não a Deus. Prega-se o evangelho, mas sem as suas exigências; ensina a graça, mas sem a cruz de Cristo (Sl 93.5).
 A liturgia no culto a Deus. Através dos salmos de adoração a Deus aprendemos que a liturgia deve ser reverente e santa. Assevera-nos o salmista: "Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele todos os moradores da terra" (Sl 96.9; 1 Cr 16.29; Sl 29.2).  É necessário discernir em que direção estamos caminhando. A Bíblia fala de dois caminhos, o da bênção e o da maldição (Dt 11.26), e de duas portas, a estreita e a larga (Mt 7.13). Cuidado com as inovações, pois o que a Igreja de Cristo realmente necessita é de uma constante renovação no poder do Espírito Santo. 
 “Vento de Doutrinas.Muitas doutrinas e práticas, em nossos dias, têm surgido depois de ‘divinas’ visões e revelações, supostos arrebatamentos ao céu ou ao inferno - individuais ou em grupo -, ‘quedas de poder’, contatos com anjos ou espíritos, além de outras experiências no mínimo estranhas.
Há crentes hoje sendo ‘levados em roda por todo vento de doutrina’, porque não aprenderam a guardar a Palavra de Deus acima de tudo (Ef 4.14). Em Marcos 16.17, está escrito: ‘E estes sinais seguirão aos que crerem’. Porém, muitos têm agido como se Jesus tivesse dito: ‘E estes que crerem seguirão aos sinais’. Mas Paulo ensinou, em suas epístolas, que não devemos ir além do que está escrito (1 Co 4.6)”.(ZIBORDI, C. S. Evangelhos que Paulo jamais pregaria. RJ: CPAD, 2006. p.25.) 
O ser humano tem a propensão de aceitar toda e qualquer inovação. Tudo que foge a normalidade - uma vez que não nos tire de nossa zona de conforto parece exercer atração irrestrita. Infelizmente, até mesmo a Palavra de Deus é vilipendiada pela comunidade cristã que, ávida por mudanças, acaba reproduzindo a dinâmica da sociedade consumista, anticristã e ateísta.
Sejamos, porém, como os crentes de Beréia, recebendo a Palavra de Deus de boa vontade, mas sem deixar de ser criteriosos (At 17.11). Pois, alguns sem conhecimento e outros de forma premeditada a torcem, reservando para si a perdição (2 Pe 3.16).



                  Neopaganismo, um mal a ser combatido


 Você sabe o que é? O neopaganismo é um termo que descreve uma variedade de credos e religiosidades que, com roupagem moderna, cultuam a natureza, valorizam os mitos e as divindades pagãs da Antiguidade e da Idade Média. É o antigo paganismo destituído de seus rituais ofensivos ao homem pós-moderno. Para ilustrar esse conceito de forma simples, diga aos seus alunos que a diferença entre o neopaganismo e o paganismo tradicional pode ser visto na imagem da bruxa popular. Antes, feia, nariguda, velha, enrugada e verrugosa. Agora bela, educada e jovem - como aparece na mídia e na indústria de entretenimento. O neopaganismo é conhecido nos meios de comunicação pelo nome de Wicca. São politeístas, praticam a feitiçaria, valorizam o horóscopo, cultuam a natureza e as pretensas divindades femininas. Atualmente, as idéias neopagãs são difundidas através dos desenhos animados, dos filmes e das revistas como a Witch (bruxa, em inglês - esta revista é destinada a crianças de 8 a 13 anos). Alerte os pais e os alunos a respeito desse perigo. 
Nesses últimos dias, a Igreja precisa estar alerta quanto ao perigo do retorno às práticas religiosas pagãs da antiguidade, isto é, o neopaganismo, que sorrateiramente tenta macular a Igreja do Senhor. Nesta lição, apresentaremos alguns enganos desta sutil estratégia de Satanás.

 O RESSURGIMENTO DO PAGANISMO

A sutileza do paganismo. A Igreja Primitiva passou por um período sombrio, obscuro, onde o paganismo e a idolatria imperavam. Hoje, enfrentamos os mesmos desafios. O mundo está impregnado do misticismo oriental e de outras seitas pagãs. O paganismo na pós-modernidade não persegue nem mata os crentes, mas os seduz por meio de propostas hedonistas, repletas de entretenimentos, respostas rápidas e sexo promíscuo. Tudo com muita sutileza.
A Nova Era. Sua influência está presente em vários setores da sociedade moderna. Em todo mundo, há milhões de profissionais e pessoas influentes que estão, de alguma forma, ligados à prática e aos ensinamentos da Nova Era, por meio de livros, DVDs, televisão, sites, etc.
Uma cultura pagã. O paganismo impregnou o mundo. Vejamos como ele atua em algumas áreas:
a) Indústria cinematográfica. O ocultismo e o espiritismo têm tomado conta de Hollywood. Filmes como Harry Potter, têm feito sucesso nos cinemas do mundo inteiro. George Lucas, diretor do filme Guerra nas Estrelas, declara que o cinema e a televisão suplantaram a igreja como grandes comunicadores de valores e crença. A Palavra de Deus nos adverte: “Não porei coisas má diante dos meus olhos...” (Sl 101.3). A única maneira de ensinarmos às crianças, aos adolescentes e jovens a discernir entre o bem e o mal é colocarmos à disposição deles literatura que ensinem os preceitos divinos (Pv 22.6).
b) Jogos de vídeo-game e desenhos animados. Esses “inofensivos” entretenimentos contêm mensagens subliminares repletas de referências à bruxaria e ao satanismo. Os valores promovidos pela televisão, com pretexto de cultura popular, nada têm a ver com os princípios da fé cristã. O que se propaga é o egoísmo, a cobiça, a vingança, a luxúria, o orgulho, etc. Tudo isso, em detrimento do fruto do Espírito, recomendado pela Palavra de Deus (Gl 5.22).
Culto aos anjos. No início da cristandade muitos falsos mestres ensinavam que para se ter comunhão com Deus era preciso reverenciar e adorar os anjos como mediadores. A Bíblia diz que os anjos são servos de Cristo e daqueles que mantém o “testemunho de Jesus”, portanto, não devem ser adorados (Cl 2.18; Ap 19.10; 22.9).

A IGREJA E O NEOPAGANISMO

 O perigo das insinuações heréticas na Igreja. Vários textos bíblicos nos alertam contra essas ameaças. Vejamos:
a) Atos 20.28-30 fala de “lobos cruéis” que entrariam no meio do povo de Deus.
b) Gálatas 1.6-10 menciona pessoas que experimentam a graça de Deus e, facilmente, abandonam a “fé recebida”, trocando-a por “outro evangelho”. Todavia, em 2 Pedro 1.1,2 o apóstolo se refere "aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa". Essa fé preciosa deve ser vivida e ensinada a todas as pessoas.
. Apostasia na igreja. À medida que se aproxima a vinda de Jesus, o número de apóstatas aumenta assustadoramente. O evangelho da cruz, com o desafio de sofrer por Cristo (Fp 1.29), de renunciar ao pecado (Rm 8.13), de sacrificar-se pelo Reino de Deus e de renunciar a si mesmo, vem sofrendo constantes e impiedosos ataques (Mt 24.12; 2 Tm 3.1-5; 4.3). A Bíblia afirma que, nos dias que antecedem a manifestação do Anticristo, ocorrerá uma grande onda de apostasias (2 Ts 2.3,4). É hora de redobrarmos a vigilância!


 COMBATENDO O NEOPAGANISMO

 Combatendo pela defesa da fé. Como a Igreja pôde combater o neopaganismo nos primeiros séculos de sua existência? Certamente, pela defesa da fé que “uma vez foi dada aos santos” (Jd v.3). Do lado humano, foram os apologistas que garantiram a vitória da Igreja em meio às ferozes perseguições do Império Romano. Eles se utilizaram de fortes e seguros argumentos baseados nas Escrituras. De igual modo, hoje a Igreja precisa de homens que se dediquem ao confronto de todo tipo de heresias que se infiltram sorrateiramente no meio do povo de Deus (2 Pe 2.1). Assim como o apóstolo Paulo, devemos nos considerar convocados para a defesa do evangelho (Fp 1.16).
Combatendo pelo não conformismo. O posicionamento anterior exige, também, uma atitude de não-conformismo (Rm 12.2). Elias acreditava estar sozinho quando fora perseguido por Jezabel. Ele não imaginava que havia outros sete mil fiéis tão corajosos quanto ele (1 Rs 19.8-18). Ainda hoje, Deus continua levantando milhares de servos inconformados com o sistema mundano do neopaganismo.
 Combatendo pelo conhecimento. A Bíblia nos diz que todo crente deve estar bem informado e alerta quanto aos ataques de Satanás (1 Pe 5.8). Para derrotar um inimigo é preciso saber o máximo sobre ele, inclusive sua tática. O apóstolo Paulo afirma que não devemos ignorar “seus ardis” (2 Co 2.10,11). Na Palavra de Deus encontramos todo conhecimento de que precisamos para derrotarmos o Inimigo. 
É necessário que a Igreja de Cristo se mantenha vigilante e precavida contra as heresias que contestam as verdades fundamentais da fé cristã. Precisamos orar mais e vigiar com mais seriedade, para que não sejamos tragados pela onda do paganismo que assola a sociedade moderna. 
 “A Sedução da Cultura.[...] Simulacros, ou imagens virtualmente reais, podem facilmente nos seduzir. Começamos com um movimento lento e descuidado no ciberespaço, um mundo artificial e aparentemente infinito, onde os humanos viajam nas auto-estradas da informação e interagem digitalmente em vez de estarem face a face [...] A sedução pela mídia pode ocorrer nos âmbitos teológicos, éticos ou até estéticos. O cinema e a televisão nos tentam com visões do mundo que são niilistas, utópicas e neopagãs. Provocam-nos com histórias que dizem que nossas ações não têm conseqüência moral, que podemos escapar do salário do orgulho, da vingança, da luxúria, do roubo e de outros pecados. Ou procuram nos hipnotizar com imagens que sejam excessivamente românticas ou asquerosas”.(PALMER, M. D. (org.) Panorama do pensamento cristão. RJ: CPAD, 2001, pp. 401, 403.) 
“A cultura da Babilônia acentuava a beleza, a excelência, a inovação, a vaidade e a intemperança. Facilmente poderia ter seduzido um jovem religioso que caísse em seu regaço de luxúria. Contudo, Daniel criou uma contracultura consistente, que transcendeu a opulência babilônica. Num país de paganismo subjugante e atraente, o jovem israelita recusou firmemente a comida e os favores reais. Sua recusa era algo mais que o ascetismo de um purista. Era uma afirmação clara sobre coisas que realmente importavam - sua fé e herança hebraica”.(Panorama do pensamento cristão. RJ: CPAD, 2001, p. 404.)



                                           APOLOGETICA E ETICA CRISTà                        

Entender o que é certo e o que é errado, num mundo em que estão invertidos os valores moraisgravados por Deus na consciência do ser humano e ao mesmo tempo exarados no Livro do Senhor, não é tarefa fácil. Graças a Deus, temos o maior e melhor referencial ético que o mundo já conheceu: a Palavra de Deus. Ela é lâmpada e luz divinas, tanto para nosso ser interior como para nosso viver exterior. Neste trimestre, apresentaremos uma visão panorâmica da Ética partindo do ponto de vistabíblico sobre o qual o cristianismo fundamenta seus valores. Esperamos contribuir para o entendimento do assunto, tecendo considerações sobre alguns casos éticos típicos, considerando o limitado espaço dos comentários que não permite uma abordagem mais ampla.

                                         CONCEITUAÇÃO E DEFINIÇÕES

 Ética como ciência secular. A Ética é um aspecto da filosofia. A Filosofia está segmentada em seis sistemas tradicionais: Política, Lógica, Gnosiologia, Estética, Metafísica e Ética que é o objeto de estudo de Lições Bíblicas neste trimestre.Para compreendermos melhor o sentido de Ética, vejamos, de forma sintética, em que se constituem os outros aspectos aos quais ela está agregada no contexto filosófico.Dentre suas muitas acepções, filosofia é o saber a respeito das coisas, a direção ou orientação para o mundo e para a vida e, finalmente, consiste em especulações acerca da forma ideal de vida. Em suma, é a história das ideias. Tudo isto sob a ética humana. Precisamos aferir o pensamento humano com os ditames da Palavra de Deus que são terminantes, peremptórias, finais. O homem, seja ele quem for, é criatura, mas Deus é o Criador (Os 11.9; Nm 23.19; Rm 1.25; Jó 38.4).
Todos os campos de pensamento e de atividades têm suas respectivas filosofias. Há uma filosofia da biologia, da educação, da religião, da sociologia, da medicina, da história, da ciência etc. Consideremos entretanto, os seis sistemas acima mencionados que foram sistematizados por três antigos pensadores: Sócrates, Platão e Aristóteles.
a) Política — Este vocábulo vem do grego polis e significa “cidade”. A política procura determinar a conduta ideal do Estado, pelo que seria uma ética social. Ela procura definir quais são o caráter, a natureza e os alvos do governo. Trata-se do estudo do governo ideal.
b) Lógica — É um sistema que aborda os princípios do raciocínio, suas capacidades, seus erros e suas maneiras exatas de expressão. Trata-se de uma ciência normativa, que investiga os princípios do raciocínio válido e das inferências corretas quer seja partindo da lógica dedutiva quer seja da indutiva.
c) Gnosiologia — É a disciplina que estuda o conhecimento em sua natureza, origem, limites, possibilidades, métodos, objetos e objetivos.
d) Estética — É empregada para designar a filosofia das belas-artes: a música, a escultura e a pintura. Esse sistema procura definir qual seja o propósito ou ideal orientador das artes, apresentando descrições da atividade que apontam para certos alvos.
e) Metafísica — Refere-se a considerações e especulações concernentes a entidades, agências e causas não materiais. Aborda assuntos como Deus, a alma, o livre arbítrio, o destino, a liberdade, a imortalidade, o problema do mal etc.
f) Ética — É a investigação no campo da conduta ideal, bem como sobre as regras e teorias que a governam. A ética, o homem distanciado de Deus por sua incredulidade e seus pecados, a estuda, entende e até se propõe a observá-la, mas não consegue, por estar subjugado pelo seu eu, pelos vícios, pelo mundo, pelo pecado (Rm 2.15-19). Já os servos de Deus, pelo Espírito Santo que neles habita, triunfam sobre o pecado (Rm 8.2).
Existem inúmeros argumentos e considerações acerca deste tema, que será tratado aqui do ponto de vista da ética bíblica a qual expõe Deus como fundamento e alvo da conduta ideal.

                                                           Origem da palavra

. Ética vem do grego, ethos, que significa “costume”, “disposição”, “hábito”. No latim, vem de mos(mores), com o sentido de vontade, costume, uso, regra.
 Definição. Ética é, na prática, a conduta ideal e reta esperada de cada indivíduo. Na teoria, é o estudo dos deveres do indivíduo, isolado ou em grupo, visando a exata conceituação do que é certo e do que é errado. Reiterando, Ética Cristã é o conjunto de regras de conduta, para o cristão, tendo por fundamento a Palavra de Deus. Para nós, crentes em Jesus, o certo e o errado devem ter como base a Bíblia Sagrada, a nossa “regra de fé e prática”.
O termo ética, ethos, aparece várias vezes no Novo Testamento, significando conduta, comportamento, porte e compostura (habituais).
A ética cristã deve ser fundamentada no conhecimento de Deus como revelado na Bíblia, principalmente nos ensinos de Cristo, de modo que “...ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.15; Ef 2.10).

            VISÃO GERAL DA ÉTICA SECULAR E DA ÉTICA CRISTÃ

                                                           Antinomismo

 Esse ensino errôneo é humanista e secular. Tudo depende das pessoas, e das circunstâncias. O filósofo incrédulo e existencialista Jean Paul Sartre, um dos seus promotores, afirma que o homem é plenamente livre. Num dos seus textos, ele escreve: “Eu sou minha liberdade; eu sou minha própria lei”.
a) Posicionamento cristão. Esta teoria não serve para o cristão. Nela, o homem se faz seu próprio deus. A Bíblia diz: “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Pv 14.12). “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem” (Ec 12.13). O antinomismo é relativista, isto é, cada um age como quiser. É o que ocorria com o povo de Israel quando estava desviado, sem líder e sem pastor (Jz 17.6 e 21.25).

                                                    Generalismo

 Essa falsa doutrina prega que devem haver normas gerais de conduta, mas não universais. A conduta de alguém para ser chamada de certa ou errada depende de seus resultados. É o que ensinava, no século XV, o descrente, político e filósofo italiano Nicolau Maquiavel: “Os fins justificam os meios”.
a) Posicionamento cristão. O generalismo não se coaduna com a ética cristã, pois, para o crente em Jesus, não são os fins, nem os meios, que indicam se uma conduta ou ação é certa ou errada. A Palavra de Deus é que é a regra absoluta que define se um ato é certo ou errado. Ela tem aplicação universal. O dever de todo homem é temer a Deus e guardar seus mandamentos (Ec 12.13). A Palavra de Deus não muda de acordo com as circunstâncias, os meios ou os resultados. Deus vela para a cumprir (Jr 1.12b; Mc 13.31).
Há outras modalidades, formas e expressões da ética secularista, como o situacionismo, o absolutismo e o hierarquismo, mas nada disso se coaduna ou se enquadra na ética bíblica, tanto a declarativa, como a tipológica e a ilustrativa. Estamos mencionando estas formas aqui porque o mundo fala muito nelas, mas não as cumpre.
O cristão ortodoxo na sua fé, e fiel ao seu Senhor, terá sempre no manancial da Palavra de Deus tudo o que carece sobre a ética, na sua expressão prática em forma de conduta, compostura, costumes, usos, hábitos e práticas diuturnas da nossa vida para agradar a Deus e dar bom testemunho dEle diante dos homens.As abordagens éticas humanas são todas contraditórias. Como seus autores, humanos e falhos. Uma, como vimos, procura suprir as deficiências das outras. As abordagens éticas conflitam entre si, deixando um rastro de dúvida e confusão em sua aplicação. Por isso, devemos ficar com a Palavra de Deus, que não confunde o crente, nem pode ser deixada de lado ao sabor dos meios, dos fins ou das situações. A Palavra de Deus satisfaz plenamente. 
Princípios morais, que são os mais abrangentes e importantes conceitos éticos, não se aplicam a algumas atividades, mas a todas.São, portanto, princípios sem exceção, que não cedem a qualquer tipo de conveniência. ‘Que é o que o Senhor pede de ti... senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?’ (Mq 6.8). Nunca estamos dispensados de agir em justiça e amor.
Observe esses dois princípios neste contexto. Ambos se referem a pessoas, à maneira justa de tratá-las, e interesse em seu bem (bem mais elevado, e não apenas alegria ou sucesso na vida). ‘O Senhor faz... justiça a todos os oprimidos’ (Sl 103.6) e devemos fazê-lo também. Leis justas, governo justo, economia justa, preços justos, salários justos, relações equânimes entre marido e mulher fiéis um ao outro, relação pacífica equânime também entre as nações deste mundo. Devem ser esses os nossos conceitos, pois procedem de Deus (Is 9.2-7; 11.1-5). A justiça é um princípio distributivo que trata igualmente as pessoas” (Ética:As Decisões Morais à Luz da Bíblia. CPAD, pág.60).

“A relevância do sal e da luz pode ser notada pelos efeitos que exercem. Se o sal for insípido, perderá totalmente o seu valor. Se a luz estiver apagada ou escondida, nenhum benefício trará ao ambiente. Partindo desse pressuposto, há três aspectos em que se espera a valorização da relevância cristã.
O primeiro é pelo exemplo. Atitudes falam mais alto do que mil palavras. Quando o nosso comportamento não condiz com o que falamos, de nada adianta eloquência e verbosidade, porque o que fica é a marca do que fazemos. As palavras vão ao vento, mas os traços do nosso exemplo, bom ou ruim, permanecem. A falta de lisura e nitidez em nossas ações leva-nos à perda da credibilidade naquilo que propomos e à consequente ausência de relevância do ponto de vista da fé. Foi o testemunho de Eliseu que permitiu à sunamita identificá-lo como homem de Deus.
Nossos atos podem ser positivos ou negativos e sempre terão influência para o bem ou para o mal. Quanto mais a nossa vida é exposta ao público, os rastros de nossas ações terão número cada vez mais considerável de seguidores, que, em muitos casos, não questionarão o que fazemos, mas simplesmente copiarão o nosso modelo tal é a força.


                             JESUS VALORIZOU OS DEZ MANDAMENTOS

 Uma questão fundamental. Um jovem judeu aproximou-se de Jesus e lhe perguntou: “Bom Mestre, que farei para conseguir a vida eterna?” (Mt 19.16). A pergunta do rapaz reflete o desejo consciente ou inconsciente de todas as pessoas. O jovem pensava que podia fazer por si mesmo alguma coisa, alguma boa obra, para assim, ser salvo. E entendia que a salvação dependia de seu esforço pessoal.
 A resposta inquietadora de Jesus. Deixando de lado o lisonjeiro tratamento do jovem, Jesus lhe respondeu: “Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mt 19.17). Jesus sabia que estava diante de um moço educado sob as regras éticas do judaísmo, em que a prática de atos exteriores era mais importante do que o ser e o sentir espiritual; o formal era mais valioso do que o real; o exterior era mais valioso do que o interior.
 A guarda dos mandamentos. Indagado pelo jovem sobre quais mandamentos para se entrar na vida, Jesus disse: “Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 19.18,19). O moço disse que cumpria tudo desde a sua mocidade. Jesus, conhecendo seu coração, lhe ordenou que vendesse o que tinha para dar aos pobres. Diante desse mandato, o jovem saiu triste e decepcionado. O moço não era um tão terrível pecador, mas não estava disposto a abrir mão da sua fortuna para cumprir o “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Jesus começou por Êxodo 20.13 e terminou com Levítico 19.18. À luz da ética cristã, o que importa não é só o não fazer, mas o praticar o que é justo e reto, movido pelo amor e de acordo com a vontade de Deus.
O cumprimento da lei. No Sermão da Montanha, Jesus foi categórico, ao afirmar que não veio para revogar a lei, mas para cumpri-la (Mt 5.17-19). Com tal expressão, Jesus quis mostrar que, não obstante ter Ele instaurado uma nova aliança, o essencial do decálogo não estava ab-rogado. Tão somente, Ele trouxe uma nova maneira de cumprir a Lei, valorizando o interior, muito mais do que o exterior. Tal entendimento é fundamental para a consistência e solidez da ética cristã.

                                        UM NOVO SENTIDO PARA O DECÁLOGO

 “Não matarás” (Êx 20.13).
a) No Antigo Testamento. O sexto mandamento da Lei de Moisés proibia tirar a vida de uma pessoa. Em Mateus 5.21, Jesus disse: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo”. O matar em Êxodo 20.13 refere-se, no original, a matar de modo premeditado, deliberado e doloso.
b) Na ética de Cristo. “Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão de raca será réu do Sinédrio! e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno” (Mt 5.21,22). Na ética de Cristo, a prevenção é mais importante que a correção. Ele condena, não apenas o ato de matar, mas as causas que levaram ao crime: a ira, a cólera e a agressão verbal, entre outras. No Antigo Testamento, só era condenado quem matasse. No Novo, é condenado quem se encoleriza ou maltrata seu irmão. Veremos outras implicações éticas em lições posteriores. A reconciliação é o remédio para a ira (vv.22-26).
“Não adulterarás” (Êx 20.14; Dt 5.18). O sétimo mandamento visava valorizar e proteger a família e o casamento, livrando-o dos males funestos e destruidores da infidelidade conjugal, bem como defender a pureza sexual.
a) No Antigo Testamento. “Ouviste o que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério” (Mt 5.27). O adultério só era realmente condenado se ocorresse a conjunção carnal.
b) Na ética de Cristo. “Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mt 5.28). A exigência agora é muito maior, porque parte dos motivos, e não apenas do ato. Cristo não apenas condena o ato, mas os pensamentos impuros, as fantasias sexuais, envolvendo uma pessoa que não é o cônjuge do transgressor. É condenado o “adultério mental”. O décimo mandamento abrange esse pecado (Êx 20.17 e Dt 5.21).
O divórcio (Dt 24.1). O homem podia desquitar-se ou divorciar-se de sua esposa por motivos os mais diversos, mesmo que não houvesse infidelidade.
a) No Antigo Testamento. “Também foi dito: qualquer que deixar sua mulher, que lhe dê carta de desquite” (Mt 5.31). O marido podia repudiar sua mulher, caso não achasse “graça em seus olhos”, ou por “achar nela coisa feia”, e a mandava embora de casa.
b) Na ética de Cristo. “Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério; e qualquer que casar com a repudiada comete adultério” (Mt 5.32). Na vigência da Lei, o homem podia deixar sua mulher “por qualquer motivo” (Mt 19.3); a partir de Cristo, só a infidelidade (em suas diversas formas) justifica a separação, caso não haja perdão do cônjuge ofendido. Em nossos tempos, tal caso piora em relação à mulher como transgressora, como se o homem não fosse igualmente transgressor.
Não tomar o nome do Senhor em vão (Êx 20.7 e Lv 19.12). Era o terceiro mandamento, que proibia o homem jurar falsamente em nome do Senhor.
a) No Antigo Testamento. “Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás teus juramentos ao Senhor” (Mt 5.33).
b) Na ética de Cristo. “Eu, porém, vos digo que, de maneira nenhuma, jureis nem pelo céu, porque é o trono de Deus, nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés, nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei, nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna” (Mt 5.34-37). Com Cristo, a integridade no falar é mais importante do que fazer juramentos formais.
Olho por olho, e dente por dente (Êx 21.24). A “pena de Talião” funcionava no Antigo Testamento.
a) No Antigo Testamento. “Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente” (Mt 5.38).
b) Ética de Cristo. “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quiser pleitear contigo e tirar-te a vestimenta, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mt 5.39-41). A conduta cristã é, no Novo Testamento, mais exigente do que era no Antigo. Dar a outra face a quem lhe bater, mesmo no sentido figurado, não é comportamento comum ou fácil de praticar, mesmo pelo mais santo dos crentes. Só com a graça de Deus e o poder do Espírito Santo é possível cumprir esse preceito ético. Isso ocorre com frequência em tempos de perseguição à Igreja. Numa época como a atual em que há um endeusamento dos direitos humanos, um crente precisa ter um acurado discernimento espiritual se vier a perseguição.
O amor ao próximo. A Lei mandava amar o próximo (Lv 19.18b). Mas os religiosos acrescentavam à Lei: “Aborrecerás o teu inimigo”; algo que Deus nunca ordenou.
a) No Antigo Testamento. “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo” (Mt 5.43). O “próximo” eram só os judeus, suas famílias e suas autoridades; o “inimigo”, os gentios.
b) Na ética de Cristo. “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem para que sejais filhos do Pai que está nos céus; porque faz que o sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mt 5.44,45). Esta visão engrandece o conceito do amor, sendo também um verdadeiro teste para o cristão em todos os tempos. O Mestre não admite o sentimento do ódio, nem mesmo a um inimigo. Deus ama a todos (Jo 3.16); devemos fazê-lo também para sermos seus filhos. Ver 1 Pe 2.23. 
Vemos que os princípios espirituais e morais do Decálogo integram-se às leis do reino de Cristo, expostas no Sermão do Monte. Os antigos cumpriam os mandamentos e estatutos, em Israel, de modo formal e frio; se, para os homicidas havia condenação, os que odiavam ficavam impunes. Contudo, Jesus deu aos mandamentos um sentido muito mais elevado, aprofundando e ampliando o seu entendimento, tornando-os instrumentos da justiça, bondade e amor de Deus.
servilmente, adulador, bajulador.
 Assim, todas as normas cerimoniais, morais ou cívicas da lei mosaica, apesar do seu caráter local e transitório, não cabendo à igreja observá-las na realidade cultural contemporânea, foram embasadas nos princípios de caráter explicitamente moral e espiritual que aparecem na mesma lei, cuja universalidade está clara nas Escrituras. São válidas para ‘todas as pessoas, em todas as épocas e em todos os lugares’. São esses princípios que o Senhor reitera no Sermão do Monte e declara de maneira contundente a sua importância como marco distintivo do Reino de Deus. São referenciais permanentes e imutáveis que se aplicam em qualquer cultura e expressam não só o padrão de santidade exigido por Deus, mas também o tipo de reação que se espera do crente diante das diferentes circunstâncias da vida” (A Transparência da Vida Cristã. CPad)


                                                           O  CRISTÃO E GERRA

Hoje, na Dispensação da Graça, Cristo nos ordena a amar os próprios inimigos (Mt 5.44). O cristão na condição de autoridade (inclusive como militar) e, nessa condição, seus deveres e missões legais, inclusive na guerra, suscitam da parte dos que não conhecem a Palavra de Deus, discussões e opiniões divergentes, pró e contra. No campo secular, humano e temporal, a mídia e a literatura comuns e irmanadas não devem ser o guia do cristão, e sim a Palavra de Deus quando corretamente interpretada. Uma simples lição de Escola Dominical não cobre o assunto, mas sua abordagem mesmo sucinta, será proveitosa. As dúvidas em relação a esse ponto passam pela seguinte questão: A participação na guerra, levará o cristão a contrariar o sexto mandamento que diz “Não matarás”? (Êx 20.13).

                                                            A GUERRA NA BÍBLIA

 A causa das guerras. A multiplicação do pecado, da iniquidade, da rebeldia e da desobediência afrontosas para com Deus e suas santas leis propiciam o desentendimento e o confronto bélico entre os homens. Esse desentendimento se processa de tal forma que evolui de simples hostilidades a grandes e dolorosos confrontos, de longa duração e repletos de todo tipo de sofrimento (Tg 4.1; Mc 7.21,22; Gl 5.19,20; Lv 26.25,33; Dt 28.25; Is 48.22 e Sl 120.7). Em Gênesis 6, vemos os passos que conduzem ao conflito entre nações. Os homens, corrompidos, multiplicaram-se na face da Terra (Gn 6.1); a maldade se multiplicou grandemente (Gn 6.5); a Terra encheu-se de violência (Gn 6.11), a ponto de o Senhor promover o juízo, enviando o Dilúvio. No tempo de Abraão, quatro reis fizeram guerra contra cinco; e Ló, seu sobrinho, foi levado cativo, o que obrigou o patriarca a armar-se com seus criados e promover uma expedição militar contra os agressores (ver Gn 14.1,2; 12-17).
 Deus é o Senhor dos Exércitos. Jeová Shallom (“O Senhor é Paz”) é o mesmo Jeová Sabaote, “O Senhor dos Exércitos” (Êx 12.41 e Sl 46.10); Jeová é “Homem de Guerra” (Êx 15.3; Is 42.13). É óbvio que não se trata de guerra no sentido popular, humano, terreno; esta, Deus aborrece (Sl 68.30 e Ap 13.10).
 Guerras ordenadas por Deus. Uma infinidade de conflitos bélicos resultaram da determinação do Todo-Poderoso, de abater os inimigos do seu povo, Israel. Dentre essas campanhas, destacamos as seguintes: contra os amalequitas (Êx 17.8-16); contra Jericó (Js 6.2ss); contra Ai (Js 8.1ss); contra os filisteus (1 Sm 7.1-14); contra os amonitas (1 Sm 11.1-11) e contra os cananeus (Js 11.19,20). Eram as chamadas “guerras do Senhor”, de cujo registro se ocupa o “livro das Guerras do Senhor” (cf. Nm 21.14; Js 10.40,42; Dt 20.16,17). Examinando-se com cuidado a Bíblia no seu todo, vê-se claramente que aqueles povos e nações eram manipulados e mobilizados pelo Inimigo no sentido de impedir que o Messias Redentor da humanidade viesse ao mundo. O mundo contemporâneo, no século passado em particular, conheceu diversos conflitos armados, como o provocado pelo ditador alemão, Adolf Hitler, que queria subjugar o mundo (de 1939 a 1945), impondo sua paranóica ideia de conseguir uma “raça pura”, leia-se: a supremacia germânica sobre todo o planeta, o que levou à morte milhões de pessoas (destas, mais de 6 milhões foram judeus). Dos seus inflamados e odientos discursos, destacamos este: “Hoje a Alemanha é nossa; amanhã, o mundo inteiro”. Nesse caso, a guerra promovida contra o tirano assassino foi justa. Foi Deus que separou as nações (Dt 32.8), inclusive através dos oceanos, e só Ele pode reuni-las outra vez.

                  O POSICIONAMENTO DO CRISTÃO PERANTE A GUERRA

 O cristão e a guerra. Não podemos aceitar os argumentos filosóficos de certos ativistas pelos seguintes motivos:
a) Violência. Mesmo ordenadas por governos legitimamente constituídos, na guerra, devido à maldade inerente à natureza humana, há injustiça, traições, atrocidades, vingança, ganância e perversidade (Rm 12.18,20).
b) Estado absoluto. Há o perigo de se ver o Estado, ou o Governo como ente absoluto ou até de idolatrá-lo. A Bíblia diz que devemos examinar tudo, mas ficar com o bem (1 Ts 5.21); devemos fazer tudo “de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens” (Cl 3.23).
 O Seletivismo. Diferente de outras abordagens, o argumento seletivista afirma que é necessário fazer uma distinção entre “guerras justas” e “guerras injustas”, e que o cristão deve engajar-se nelas, quando justas, visto que agir de forma diferente, seria recusar-se a fazer o bem maior, ordenado pelo Senhor dos Exércitos. Segundo essa linha de pensamento, uma campanha militar, ou seja, a “guerra justa”, constituir-se-á num esforço válido para evitar que uma nação, ou mesmo o mundo, fique à mercê de tiranos, como Adolf Hitler.
O posicionamento cristão. Mesmo que o governo legalmente constituído promova uma “guerra injusta”, dela não podemos participar, por motivo de consciência. Na Bíblia, encontramos exemplos de desobediência ao poder constituído quando este age contra os princípios divinos:
a) Os jovens hebreus na Babilônia. Hananias, Misael e Azarias desobedeceram a ordem de se curvarem diante da estátua de Nabucodonosor (Dn 3).
b) Daniel e o decreto real. O filho de Judá, exilado na corrupta Babilônia, negou-se a cumprir uma lei arbitrária que feria os princípios religiosos e morais estabelecidos pelo Eterno ao seu povo: o decreto determinava expressamente que toda e qualquer oração e petição deveriam ser endereçadas ao rei de Babilônia. Daniel, embora cumpridor de suas obrigações no reino, recusou-se a obedecer o decreto, e continuou dirigindo suas oração ao Senhor de Israel.
c) Os apóstolos e as leis proibitivas. Os apóstolos continuaram a pregar o Evangelho embora as autoridades da época o proibissem e castigassem a primeira geração da igreja cristã com açoites e prisão (At 4 e 5).
d) As parteiras e a lei homicida. Faraó, embora governasse sob a permissão divina, decretou o extermínio de criancinhas hebraicas (sexo masculino). As parteiras, porém, não lhe obedeceram e foram abençoadas como está escrito: “As parteiras temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes dissera; antes, conservavam os meninos com vida. Então, o rei do Egito chamou as parteiras e disse-lhes: Por que fizestes isto, que guardastes os meninos com vida? E as parteiras disseram a Faraó: É que as mulheres hebreias são vivas e já têm dado à luz os filhos antes que a parteira venha a elas. Portanto, Deus fez bem às parteiras. E o povo aumentou e se fortaleceu muito. E aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, estabeleceu-lhes casas” (Êx 1.17-21).
O que fazer. Nesse caso, mesmo podendo sofrer as consequências, o cristão não está moralmente obrigado a participar de uma guerra injusta, conforme defendem os ativistas (que são irmãos dos terroristas). Por outro lado, há guerras que podem ser consideradas justas. No Antigo Testamento o Senhor deu ordens aos israelitas para guerrear e destruir todos os seus inimigos (Js 10.40). Hoje, podemos entender que é legítima a participação do cristão em guerras; por exemplo, contra o narcotráfico, contra o crime organizado, ou, ainda, contra uma potência agressora, dirigida por um governo tirano, fratricida e genocida. 
Em nosso país, por vezes, atendendo compromissos com organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), veem-se contingentes militares brasileiros embarcarem para o exterior, em missão de paz, podendo até empreender campanhas contra milícias estrangeiras e rivais. Na guerra contra o tráfico de drogas, ou contra o “crime organizado”, que se alastra e grassa em nossa pátria, os militares crentes e autoridades civis são convocados e devem participar. Assim, em termos bíblicos, não há argumento que proíba a participação numa guerra, considerada justa e regular. 
 “Matar na guerra justa para se defender do agressor (Gn 14.14-15) e o caso de homicídio acidental (Dt 19.4-5) podem até não ser considerados como assassinato, e como tal não se enquadram no sexto mandamento do Decálogo. Do contrário, Deus estaria proibindo e permitindo uma mesma coisa na lei (Êx 17.8-16). Já vimos que o verbo hebraico usado para ‘não matarás’ nunca é usado na guerra. Um dos nomes de Deus é ‘Senhor’ ou ‘Jeová dos Exércitos’ (1 Sm 17.5) e ‘Varão de Guerra’ (Êx 15.3 e Is 42.13). O Senhor liderava essas guerras e dava vitória a seu povo (2 Cr 13.12; 20.17,22).
É verdade que estamos na Dispensação da Graça e o cristianismo é pacifista. Jesus disse: ‘Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus’, Mt 5.9. Mas, como cristãos, somos cidadãos do céu (Fp 3.20) e também da Terra (Mt 22.21). Temos compromisso com o governo (Rm 13.1-7; 1 Tm 2.2; Tt 3.1 e 1 Pe 2.13-14). Os direitos de César terminam onde começam os de Deus. Quando as normas bancadas pelo Estado se confrontarem com os princípios cristãos, nesse caso, a Palavra de Deus prevalece. Ela está acima de qualquer constituição (Dt 17.18-20 e At 4.19-20). Há guerras justas e injustas, e todo o mundo tem o direito de defender o que é seu. Nesse caso, o cristão não está pecando. Da mesma forma, também não peca se recusar ir a uma guerra injusta”.



               O ABORTO E VISÃO BIBLICA 

O índice de abortos no século passado foi revoltante e virulento. Só no Brasil, a Organização Mundial de Saúde calcula que houve 5 milhões de abortos. O Instituto Gallup concluiu que 58% dos brasileiros são favoráveis a ele. Em Tiago 2.13, a Bíblia diz que “o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia”. O movimento feminista, antibíblico e anticristão, alardeia o direito de a mulher usar seu corpo como ela quiser, sem levar em conta a vida do feto indefeso. E o cristão? Como deve se posicionar? Ora, nós não somos donos de nada; Deus é que é. É o que procuraremos demonstrar nesta lição.

                                           O TERMO ABORTO E A VISÃO BÍBLICA

 Significado. A palavra aborto vem do latim, abortum, do verbo abortare, com o significado de “pôr-se o sol, desaparecer no horizonte e, daí, morrer, perecer”. Na Bíblia, o referido termo e seus cognatos aparecem em Jó 3.16; Sl 58.8; Ec 6.3 etc. Segundo o Grande Dicionário de Medicina, aborto “é a expulsão espontânea ou provocada do feto antes do sexto mês de gestação, isto é, antes que o feto possa sobreviver fora do organismo materno...”.
 O aborto na Bíblia. Não são muitas as referências sobre o tema. No Pentateuco, vemos uma referência sucinta sobre o caso de aborto acidental, em que uma mãe fosse ferida por alguém e viesse a morrer (Êx 21.22). Nesse caso, não haveria pena de morte, mas o causador teria que pagar uma indenização. Jó, lamentando o dia de seu nascimento, diz que preferia que não houvesse acontecido, pois seria como as crianças abortadas, que nunca viram a luz (Jó 3.16). Não há qualquer referência bíblica que dê margem ao ato do aborto provocado pois trata-se de um ato em que a vida de um ser indefeso é ceifada.

                                O FETO EM SEU COMEÇO É UMA PESSOA

 A infusão da alma no ser gerado. Entendemos que a alma e o espírito são colocados por Deus no embrião, com a concepção. É oportuno dizer aqui que a vida humana, do seu início ao fim, está em grande parte encoberta por um véu de mistério que só o próprio Criador e Sustentador conhece. “Peso da Palavra do Senhor sobre Israel. Fala o Senhor, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele” (Zacarias 12.1); e mais, “Porque para sempre não contenderei, nem continuamente me indignarei; porque o espírito perante mim se enfraqueceria, e as almas que eu fiz” (Isaías 57.16).
 O exemplo de João Batista e de Jesus. Ao que tudo indica, Maria, a mãe de Jesus, já o tinha no ventre há um mês (quatro semanas), quando foi visitar Isabel, sua prima. Esta já estava com seis meses de grávida de João Batista (Lc 1.36), tendo, nela, um feto de vinte e quatro semanas. A Bíblia nos mostra que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, “a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo” (Lc 1.41). No ventre de Maria, não estava “uma coisa”, mas o Salvador do Mundo; no ventre de Isabel não estava um ser desprovido de alma, mas uma “criancinha” que pulou de alegria ao ouvir a bendita saudação. O Espírito Santo agiu ali através de uma “criancinha” ainda em formação (v.41).
 O embrião é uma pessoa. Mesmo sem ser uma pessoa completa, não é subumano. É uma pessoa em formação, em potencial. Da primeira à oitava semana (2 meses), completam-se todos os órgãos, apresentando inclusive as impressões digitais. Aos três meses, no útero, o bebê já está formado esperando crescer para vir à luz. Mesmo como ovo, ou feto, desde a concepção, cremos que o bebê não só tem vida, mas possui alma e espírito dentro dele (ver Zc 12.1b).

             TIPOS DE ABORTO E SUAS IMPLICAÇÕES ÉTICAS PARA O                                                                CRISTÃO

 Aborto natural. Ocorre por motivos ou circunstâncias naturais, implicando na morte do feto. Segundo a Medicina, pode haver aborto por várias causas. Dentre elas, destacam-se as seguintes: “Insuficiente vitalidade do espermatozóide; afecções da placenta; infecções sanguíneas; inflamações uterinas; grave exaustão, diabetes e algumas desconhecidas” (Reifler, p.131). Não há incriminação bíblica quanto a esse caso, pois, não havendo pecado, não há condenação. Em Deuteronômio 24.16b, diz-se que “cada qual morrerá pelo seu pecado”.
 Aborto acidental. É resultado de um problema alheio à vontade da gestante. Uma queda, ou um susto acidental, inesperado e intenso podem provocar abortamento. Não há implicação ética quanto a isso. A referência de Deuteronômio 24.16b aplica-se a esse caso.
 Aborto por razões eugênicas. É o aborto por eugenia, isto é, para evitar o nascimento de crianças deformadas ou retardadas. Nós cristãos, segundo os princípios bíblicos, não acatamos tal conceituação, puramente humanista. Pessoas retardadas ou deformadas, ao nascerem, têm personalidade e características verdadeiramente humanas. E, por conseguinte, têm direito à vida. Abortá-las é assassinato. A Bíblia diz: “...e não matarás o inocente...” (Êx 23.7).
 “Mataram” Beethoven! Já é conhecido um texto em que um professor, desejando mostrar aos alunos como é falha a lógica humana, propõe o seguinte caso: “Baseados nas circunstâncias que mencionarei a seguir, que conselho dariam a uma certa senhora, grávida do quinto filho? O marido sofre de sífilis; ela, de tuberculose. Seu primeiro filho nasceu cego. O segundo, morreu. O terceiro nasceu surdo, e o quarto é tuberculoso. Ela está pensando seriamente em abortar a quinta gravidez. Que caminho vocês lhe aconselhariam?”. Os alunos pensaram e, diante das circunstâncias, sugeriram que o aborto seria aconselhável para que não nascesse mais um filho defeituoso. O professor, então, lhe respondeu: “Se vocês disseram sim à ideia do aborto, acabaram de matar o grande compositor Ludwig van Beethoven”. 
Há ainda outros casos em que a sociedade alega razões para a prática do aborto, mas sem qualquer respaldo bíblico. O cristão tem a ver com Cristo e a Bíblia, e não com o mundo e o seu modo de viver e agir. Com exceção do caso em que a vida não totalmente desenvolvida do bebê constituísse uma ameaça de morte para a vida plenamente desenvolvida da mãe, não há motivo justificável à luz da Bíblia para a realização do abortamento. Todavia, lembremo-nos de uma coisa: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal” (2 Coríntios 5.10). Por isto, devemos agir de acordo com a ética cristã, levando-se em consideração, sempre, a santidade da vida. 
 “A guerra à vida no ventre materno provoca aproximadamente 40 milhões de abortos a cada ano, número deveras impressionante, comparável mesmo ao total dos que tombaram durante toda a Segunda Guerra. Mas há, contudo, diferenças fundamentais: enquanto nos campos de batalha os soldados abrigam-se e lutam por ideal, no aborto as vítimas inocentes não têm a mínima chance de se defenderem e são assassinadas por quem deveria dedicar-lhes o mais perfeito amor conhecido entre os humanos — o amor de mãe!(...)
Em 1977, de cada 100 nascimentos na Alemanha Ocidental, ocorria 10 abortos. No Uruguai, em 1978, verificaram-se 150 mil abortos, reforçando a luta pró-legalização dessa prática naquele país, por sinal o primeiro da América do Sul a legalizar o divórcio.
Na Finlândia, país com menos de cinco milhões de habitantes, o número de abortos já chegava, em 1971, a perto de 20 mil por ano. Em protesto realizado em fins daquele ano, 150 evangélicos desfilaram pelas ruas de Helsinque carregando nos braços pequenos caixões brancos, ao som de uma marcha fúnebre. Em frente ao Parlamento, onde terminou a manifestação, um dos caixões foi colocado na escadaria de acesso ao mesmo, com uma coroa de flores e os seguintes dizeres: ‘A esperança da Finlândia. Cidadão de luto!’.
Na Itália, sede do Papado, o Parlamento aprovou, em 19 de maio de 1978, um texto legislativo que facultava a qualquer mulher maior de dezoito anos o direito de submeter-se ao aborto intencionalmente provocado, até o final dos primeiros noventa dias de gravidez. A mesma lei instituiu consultórios mantidos pelo Estado, onde também as menores de dezoito anos podem, sem prévia autorização paterna, requerer o direito de abortar, passando a decisão sobre o assunto a foro judicial.
De acordo com essa lei, o aborto é feito gratuitamente nos hospitais do governo ou por clínicas privadas que mantenham convênios com órgãos assistenciais do Estado (...).Na França, segundo o Instituto Nacional de Estudos Demográficos, ocorrem anualmente de 250 a 300 mil abortos, dos quais apenas 140 mil são recenseados pelo Ministério da Saúde. A diferença entre as duas cifras corresponde às intervenções ‘ilegais’. O arcebispo de Strasburgo, Monsenhor Eichinger, afirmou que somente na Alsácia o aborto fazia um número anual de vítimas equivalente as cidadezinhas que os alemães destruíram em 1870 e nas duas últimas guerras mundiais” (Desafios da Nossa Época. CPAD, pp.186,187). 

                                                        CONTROLE DE NATALIDADE

Há opiniões radicais dos que se opõem tenazmente a qualquer método ou tipo de limitação de filhos por um casal crente. De outro lado, há os liberalistas temerários, que não veem qualquer restrição ética concernente ao dito assunto. Os moderados procuram com humildade e temor de Deus aprender a discernir o certo e o errado sobre o assunto pela Bíblia e a busca da vontade específica do Senhor. Com muito respeito, santo temor e sinceridade, desejamos abordar o tema, esperando contribuir para o alargamento da visão sobre esse tão necessário e pouco estudado tema da ética cristã.



                                                         CONCEITOS FUNDAMENTAIS

Controle da natalidade. “É o conjunto de medidas limitadoras, de emergência, incluindo legislações específicas, que o governo de um determinado país adota para atingir metas demográficas restritivas, (isto é, populacionais) consideradas indispensáveis ao desenvolvimento socioeconômico. Isso ocorre por exemplo, na China e na Índia, onde a população é excessiva em relação aos recursos econômicos”.
 Planejamento familiar. É o exercício da paternidade responsável, e a utilização voluntária e consciente por parte do casal, do instrumento necessário ao planejamento do número de filhos e espaçamento entre uma gestação e outra.

                                                 VISÃO GERAL À LUZ DA BÍBLIA

 Determinação divina (Gn 1.28). Deus criou o homem de modo especial dizendo: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...” (Gn 1.26,27). “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a” (Gn 1.27,28). Este foi o primeiro mandamento dado ao homem pelo Criador após criar o ser humano, masculino e feminino. Entretanto, Deus não deu um multiplicador. Logo, ter um filho ou dois já é multiplicação. No Antigo Testamento, não ter filhos era constrangedor (1 Sm 20).
 A natalidade no Antigo Testamento.
a) Filhos, uma bênção de Deus. No Antigo Testamento, ter filhos era algo sagrado, uma bênção de Deus. Sara, esposa do patriarca Abraão, sendo estéril, sentiu-se frustrada, recorreu a um ato desesperado oferecendo sua serva ao marido para que este tivesse um filho com ela, como sendo esse filho do casal. Isso resultou em sérias e perpétuas complicações, quando se considera que em Abraão e Sara estava implícita a linhagem do futuro Messias (Mt 1.1). Abraão, sentindo-se infrutífero quanto à sua descendência, disse ao Senhor: “Senhor Jeová, o que me hás de dar, pois ando sem filhos...” (Gn 15.2). Em resposta, o Senhor mandou que ele olhasse para as estrelas e lhe disse: “Assim será a tua semente...” (Gn 15.5; Ler Gn 17.15,16).
b) Não ter filhos era sinal de infelicidade. Sendo Raquel estéril, disse a seu marido: “Dá-me filhos, senão morro” (Gn 30.1). Quando Deus abriu sua madre, ela exclamou: “Tirou-me Deus a minha vergonha” (Gn 30.23). Ana, mulher de Elcana, também é exemplo do sofrimento e amargura de uma mulher estéril (Ler 1 Sm 1.7,10,11,20).
c) Ter família numerosa era sinal de bênção. Ana teve Samuel e mais cinco filhos (1 Sm 2.21). Os filhos eram considerados presentes ou prêmios da parte do Senhor, como diz o salmista: “Eis que os filhos são herança do Senhor e o fruto do ventre o seu galardão” (Sl 127.3).
 A natalidade no Novo Testamento.
a) A natalidade enaltecida. “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher...”. Maria ouviu do anjo: “Salve, agraciada! O Senhor é contigo! Bendita és tu entre as mulheres” (Lc 1.28); “Eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filha, e por-lhe-ás o nome de Jesus” (Lc 1.31). Que mistério tão grande! “O plano da salvação, previsto antes da fundação do mundo, incluía uma mulher, uma mãe, um ventre, um seio materno” (Lima, p.158).
b) Ter filhos, uma bênção de Deus. Zacarias, esposo de Isabel, não tinha filhos, pois sua mulher era estéril. Deus enviou o anjo Gabriel para informar a este sacerdote de avançada idade que ele seria pai: “Terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento” (Lc 1.14). As crianças foram abençoadas por Jesus. Ele colocou um menino no meio das atenções (Mt 18.2,4); recebeu crianças trazidas pelos pais, toucou-lhes brandamente, abençoando-as (Lc 18.15-17).

.                        UMA ABORDAGEM ÉTICA DA LIMITAÇÃO DE FILHOS

 O cristão e o controle da natalidade. Há países que punem os pais, se nascer mais de um filho. Faraó, após a morte de José, decretou um controle da natalidade para que não nascessem filhos homens entre o povo de Israel no Egito: “E o rei do Egito falou às parteiras hebreias (das quais o nome de uma era Sifrá, e o nome da outra, Puá) e disse: Quando ajudardes no parto as hebreias e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas, se for filha, então viva” (Êxodo 1.15,16). E Deus invalidou aquela medida cruel.
 O cristão e o planejamento familiar. No Novo Testamento, não há referência expressa a ter ou não muitos filhos. Mas os filhos são galardão do Senhor. “Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre, o seu galardão. Como flechas nas mãos do valente, assim são os filhos da mocidade” (Salmo 127.3). Para ter filhos, cremos que o casal deve orar muito, para que nasçam debaixo da bênção de Deus. E, para não tê-los, deve orar muito mais, para não contrariar a vontade de Deus. Devem ser considerados os fatores de saúde, alimentação e educação (espiritual e secular), pois não é justo que se tragam filhos ao mundo para vê-los subnutridos, mal-educados e malcuidados. Isso não é amor.
Orientação quanto à natalidade. Aspectos a serem considerados:
a) A vontade de Deus. De uma maneira geral, o casal, pela união sexual, poderá gerar filhos. É a vontade permissiva do Senhor. Como filhos de Deus, no entanto, devemos estar, acima de tudo, sujeitos à vontade diretiva do Senhor. Ele nos guia pelo seu Espírito (cf. Rm 8.14). “Para ter filhos, o cristão deve buscar, por fé, a direção de Deus e não apenas depender do instinto sexual”.
b) Alimentação, saúde e educação digna. Da concepção ao parto, o novo ser precisa ser bem alimentado, de modo a não desenvolver-se com deficiências orgânicas que ocasionam danos por toda a vida. Se um casal gera um filho doente, por subnutrição, ou doença da mãe, vai fazê-lo sofrer. Filhos mal educados tendem a se converter em pessoas prejudiciais à sociedade e, em escândalo para a igreja do Senhor. Isso não glorifica a Deus. Em 1 Timóteo 5.8, lemos: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel” (1 Tm 5.8). Esse cuidado tem seu começo na gestação.
c) A abstenção permitida. A Bíblia admite a abstenção sexual do casal, “por mútuo consentimento”, para que ambos se dediquem melhor à oração, num período de tempo (1 Co 7.4,5).
 O posicionamento cristão.
a) A limitação de filhos. A decisão de não ter filhos precisa ser submetida à soberana vontade de Deus. Não gerar filhos só porque a mãe não quer perder a esbelteza do corpo (por vaidade), porque a vida está difícil ou porque o casal não quer ter muito trabalho... Quem pensa em casar, deve antes preparar-se para isso, em todo o sentido.
b) O planejamento possível. Isto pressupõe uma paternidade responsável diante da lei de Deus, cujos preceitos, ética e moral devem ser conhecidos e observados. Tudo isso, pela fé, pois o que não é de fé é pecado (ver Rm 14.23). Ter filho, um após o outro, seguidamente, sem levar em conta suas implicações, pode não ser amor; e, sim, carnalidade desenfreada aliada à ignorância. O Livro Sagrado afirma que “tudo tem seu tempo determinado” (Ec 3.1). Além disso, nos é oportuna a seguinte ordem: “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Ts 5.21). Para ter, ou não, filhos, o casal deve, acima de tudo, orar ao Senhor. 
Os filhos são bênçãos do Senhor (Sl 127.3-5; 128.3,4) e não devem ser evitados por razões egoísticas e utilitaristas. A limitação de filhos por vaidade é pecado, mas por necessidade, como no caso de doença da mãe, e que lhe cause risco de vida, cremos ser moralmente justificável; mas isso depende da consciência de cada um diante de Deus, pois, como já foi dito, o que não é de fé é pecado (Rm 14.23). 

                                    A PENA DE MORTE NO ANTIGO TESTAMENTO

 Pacto com Noé. Na aliança firmada entre Deus e Noé (e sua descendência), a pena de morte já aparece de modo claro e direto: “Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem” (Gn 9.6). Certamente, o Senhor teve em mente dissuadir os que quisessem continuar com a maldade e a violência perpetrada contra seus semelhantes, como na civilização antediluviana, quando a maldade do homem se multiplicara (Gn 6.5), e perpetraram-se assassinatos por coisas banais. “E disse Lameque a suas mulheres: Ada e Zilá, ouvi a minha voz; vós, mulheres de Lameque, escutai o meu dito: Porque eu matei um varão, por me ferir, e um jovem, por me pisar” (Gênesis 4.23).
 Lei de Moisés. A pena de morte não só era praticada, como também foi ampliada para muitos delitos: homicídio doloso— “Quem ferir alguém, que morra, ele também morrerá; porém, se lhe não armou ciladas, mas Deus o fez encontrar na suas mãos, ordenar-te-ei um lugar para onde ele fugirá. Mas, se alguém se ensoberbecer contra seu próximo, matando-o com engano, tirá-lo-ás do meu altar para que morra” (Êxodo 21.12-14); adultério — “Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher de seu próximo, certamente morrerão o adúltero e a adúltera...” (Levíticos 20.10-21);sequestro (Êx 21.16; Dt 24.7); homossexualismo (Lv 18.22; 20.13); sexo com animais  bestialidade (Êx 22.19); falsas profecias(Dt 13.1-10); blasfêmia (Lv 24.11-14); sacrifícios a deuses estranhos (Êx 22.20); profanação do dia de descanso (Êx 35.2; Nm 15.32-36); desobediência contumaz aos pais (Dt 17.12; 21.18-21). “Mas, se houver morte, então, darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé” (Êx 21.23,24).
 O caso de Acã. Após a conquista de Jericó, Josué determinou uma interdição, sob anátema, segundo a qual nenhum israelita poderia tocar e se apropriar dos despojos daquela cidade maldita. Entretanto, a cobiça, às vezes, fala mais alto. Assim, “prevaricaram os filhos de Israel no anátema; porque Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá, tomou do anátema, e a ira do SENHOR se acendeu contra os filhos de Israel” (Js 7.1): Israel foi derrotado diante de um pequeno exército da Cidade de Aí. Mais ainda: a pena de morte foi o castigo não só para o desobediente Acã; toda sua família, de igual modo, pereceu (Js 7.15). “...E disse Josué: Por que nos turbaste? O SENHOR te turbará a ti este dia. E todo o Israel o apedrejou com pedras, e os queimaram a fogo e os apedrejaram com pedras” (Js 7.24,25).

                                          A PENA DE MORTE NO NOVO TESTAMENTO

 Nos Evangelhos.
a) Cumprindo a lei. Passa despercebido o fato de que, em todo o decurso do ministério de Cristo na Terra, Ele trouxe uma nova aliança de Deus com o homem. Uma nova doutrina de amor e graça salvadora, ao mesmo tempo em que cumpria a lei de Moisés. Assim, Ele deu respaldo à pena imposta pelo Sinédrio, quando diz: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão raca será réu do Sinédrio; e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno” (Mt 5.21,22).
b) Pena mais rigorosa. Sem dúvida, ser “réu de juízo” (v.21), para o homicida, era ser morto também (Êx 21.12-14). Na lei de Cristo, para ser “réu de juízo” não precisava ser um assassino, mas até quem se encolerizasse contra seu irmão. Jesus deu respaldo à pena capital, ao mesmo tempo em que mandou amar os inimigos (Mt 5.44) e, dar a outra face a quem bater numa? (Lc 6.29). Tudo deve ser entendido à luz dos respectivos contextos. Jesus ministrava ensinos de amor, justiça e paz, como regra geral para seus seguidores. Entretanto, Ele admitia a punibilidade e o castigo através da autoridade legalmente constituída, contra os transgressores da lei. Jesus não doutrinou contra a pena de morte. Ele mesmo submeteu-se a ela, cumprindo toda a lei (ver Mt 5.17; Gl 3.13). Além disso, em Êxodo 20.13, o verbo matar (“Não matarás”), no original, corresponde a matar dolosamente.
c) O episódio da mulher adúltera (Jo 8.1-11). Desse episódio têm se apropriado os críticos da pena de morte, argumentando que Jesus, ao invés de apoiar os acusadores, antes, perdoou a mulher, livrando-a, consequentemente, do apedrejamento previsto em lei. É necessária uma leitura mais demorada do texto. Primeiro, foram os fariseus que trouxeram a mulher. Eram acusadores. Mas, onde estavam as testemunhas, exigida pela lei? “Todo aquele que ferir a alguma pessoa, conforme o dito das testemunhas, matarão o homicida; mas uma só testemunha não testemunhará contra alguém para que morra” (Nm 35.30). Segundo, a lei dizia que deveriam ser condenados à morte o adúltero e a adúltera (Lv 20.10), mas só trouxeram a mulher. Se Jesus houvesse aprovado o apedrejamento, seria acusado de parcialidade e descumprimento da lei. Logo, o Mestre cumpriu formalmente a lei, não aceitando a acusação ilegítima, e aplicou soberanamente a lei da graça e do seu sublime amor, não condenando a pecadora, mas exortando-a a deixar o pecado.
 Em Atos dos Apóstolos. No capítulo 5, vemos o caso de Ananias e Safira, sua esposa: ambos fulminados um após o outro, por terem mentido, usando de falsidade ideológica, num ato indigno, de apropriação indébita do dinheiro que não lhes pertencia (Caso isso voltasse a acontecer, só Deus sabe quantos seriam destruídos). Notemos que Deus aplicou a pena capital através dos apóstolos, fato que não voltou a ocorrer na Igreja Primitiva. Certamente isso aconteceu para mostrar que os praticantes de pecados desta natureza são passíveis de juízo, caso não se arrependam.
Nas epístolas. Doutrinando sobre as relações entre o cristão e o Estado, o apóstolo Paulo escreveu: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus. Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus e vingador para castigar o que faz o mal” (Rm 13.1-4). “Aí, vemos que a autoridade constituída (o princípio da autoridade) emana de Deus; e os magistrados, quando atuam legitimamente, com integridade e parcialidade totais, estão agindo legitimados pela autoridade do Todo-Poderoso, trazendo a espada” (pena de morte). 
Há respaldo bíblico para a pena de morte, não como regra, mas como exceção. Devido às suas falhas, erros, fraquezas e também leniência (por opção, por decisão nacional, por consenso, etc.), o sistema judicial de várias nações evita a pena capital e, arbitra então pela perda da liberdade do delinquente — a prisão temporária, ou mesmo a prisão perpétua. “Visto como não se executa logo juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal” (Eclesiastes 8.11). Confira ainda, Isaías 26.9,10.
“Em princípio não existe argumento bíblico contra a pena de morte, pois a ‘espada’ foi confiada ao governante, e o sistema mosaico adotava a pena capital em pelo menos dez tipos de crimes”. Crimes violentos, sexuais e barbárie. Mas, ao aplicar-se o mesmo princípio, não se encontra precedente bíblico em favor da pena capital como hoje se adota, pois o precedente bíblico condenava à morte não só o homicida, mas também o adúltero e o que amaldiçoasse pai e mãe. Lembremo-nos de como Jesus tratou a mulher apanhada em adultério (Jo 8.3-11). Não se pode argumentar que na antiguidade não existiam as penas alternativas. Além da verdadeira restituição, o código mosaico previa o açoite e o exílio (...).A lei, os profetas e o Evangelho trabalham juntos para vencer o mal e fazer brotar a fome e sede de justiça, que o reino de Cristo saciará.
Assim também acontece em relação à pena capital. Em casos extremos ela pode ser moralmente permitida — mas não é um ideal. A lei de talião permite castigo proporcional ao crime de tirar a vida de alguém. Mas é possível perder-se o direito de viver, sem receber a pena de morte, e o amor sempre buscará um castigo remidor. De igual modo, no atual sistema de leis onde existem tantas injustiças com as minorias e os pobres, o acesso aos recursos legais, por exemplo, ainda é negado a muitos. Reflitamos, portanto, se a pena de morte é justa. Devemos sempre buscar justiça, sim, mas uma justiça temperada de amor” (Ética: As Decisões Morais à Luz da Bíblia. CPAD, pp.114,115). 


                                                                   A EUTANASIA 

Um crente em Jesus está na UTI, e os médicos concluem que não há mais solução para sua doença. Todos os esforços serão inúteis. O que fazer? Continuar com o tratamento custoso? Desligar os aparelhos? Muitos têm recorrido ao suicídio, como se fosse uma porta de emergência para escapar da dor. O que podemos dizer como cristãos acerca disso? 
 O que significa? A palavra “eutanásia” vem de dois termos gregos: eu, com significado de “boa” e thánatos, que significa “morte”. Do que resulta o termo eutanásia, sugerindo a ideia de “boa morte”. Tal conceito é aplicado aos casos em que o médico, usando meios a seu dispor, leva o paciente à “morte misericordiosa”, pondo fim ao seu sofrimento.
 A eutanásia ativa. É aquela em que o médico, a pedido do paciente, ou de familiares, através da aplicação de algum tipo de agente (substância, medicamento, etc.) leva o doente à morte, evitando o seu sofrimento. Há quem defenda essa prática, sob o argumento de que “não se deve manter artificialmente a vida subumana ou pós-humana vegetativa”, e que se deve evitar o sofrimento dos pacientes desenganados, com moléstias prolongadas tais como câncer, AIDS e outras.
 O posicionamento bíblico.
a) “Não matarás”. A Bíblia diz: “Não matarás...” (Êx 20.13). Daí, a ação do médico, tirando a vida do paciente, equiparar-se a um assassinato, a um homicídio. “Tradicionalmente, se reconhece que a eutanásia é um crime contra a vontade de Deus, expressa no decálogo, e contra o direito de vida de todos os seres humanos”. Lemos em 1 Sm 2.6: “O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela”. A vida do homem não lhe pertence. Recebeu-a para administrar e deve fazê-lo como bom administrador ou mordomo, a fim de, no futuro, prestar contas ao seu legítimo dono, Deus.
b) Há a possibilidade do milagre. E se Deus quiser realizar um milagre? A fé passa por cima de todas as impossibilidades. “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem. Porque, por ela, os antigos alcançaram testemunho” (Hebreus 11.1,2). Certamente, o Juramento de Hipócrates, proclamado pelos médicos, deve ser considerado, prescrevendo que os mesmos não devem “dar remédio letal a quem quer que o peça, tampouco... fazer alguma alusão a respeito”.
O argumento em favor da eutanásia, alegando que deixar alguém sofrendo sem a mínima perspectiva de sobrevivência é menos moral do que acelerar a morte para tal pessoa, é humano e não tem base bíblica. “Matar por misericórdia”, mesmo com consentimento de quem está sofrendo, não é moralmente correto, e tal pedido equivale ao suicídio. Assim, quem pratica esse tipo de eutanásia é cúmplice de suicídio. A vida é santa em si e em sua finalidade. Somente Deus pode e tem o direito de dar a vida e de tornar a tirá-la. O nosso dever é aliviar o sofrimento das pessoas por outros métodos e não tirando-lhes a vida.
Ao contrário, devemos envidar todo esforço na tentativa de sua cura, seja por medicamentos, seja pela oração da fé “...e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5.15,16).

                                                       O CRISTÃO E O SUICÍDIO

O suicídio na Bíblia. Nas Escrituras, encontramos o registro de alguns casos de suicídio. Em todos eles, vemos que seus protagonistas foram pessoas que deixaram de lado a voz do Senhor, e desobedeceram à sua Palavra:
a) O exemplo de Saul. Foi um rei fracassado, que deixou o Senhor, e foi em busca de uma médium espírita (cf. 1 Sm 28.1-19; 31.1-4; 1 Cr 10.13,14).
b) O exemplo de Aitofel. Foi um conselheiro de Absalão, orgulhoso, que se matou por ver que sua palavra fora suplantada por outro. (2 Sm 17.23).
c) O exemplo de Zinri. Um rei sem qualquer temor de Deus, que usurpou o trono por traição e matança, e que por fim se matou, quando se viu derrotado pelo exército inimigo (1 Rs 16.18,19).
d) O exemplo de Judas Iscariotes. Após trair Jesus, foi dominado por um profundo remorso, e, ao invés de pedir perdão ao Senhor, foi-se enforcar.
 O caso de Sansão. Ele caiu nos braços de uma prostituta, chamada Dalila (Jz 14.3; 16.11). Traído por ela, foi levado ao cárcere. Numa festa ao deus Dagon, foi apresentado como troféu, e fez o templo desmoronar sobre ele e seus inimigos.
Há quem cite o caso de Sansão (Jz 16.30) como exemplo de suicídio aprovado por Deus. Quem pensa assim desconhece toda a história de Sansão e sua era teocrática. Há casos em que uma pessoa morre, sacrificando-se por outra ou por outras. Um bombeiro entra no fogo e salva várias pessoas, mas ele morre; um soldado lança-se sobre uma granada, impedindo que muitos companheiros pereçam. Isso não é suicídio. É sacrifício. Ver o caso da rainha Ester (Ef 4.11-15).
Sugestão de uma esposa sem fé. A mulher de Jó sugeriu, diante de seu sofrimento, que ele amaldiçoasse a Deus e morresse (se suicidasse). Ele, porém, não aceitou tal ideia, e de modo resignado, confiou integralmente no Senhor.
O posicionamento cristão. A vida é sagrada e somente Deus pode dar e tirar a vida. Moisés pediu a Deus que tirasse a sua vida (Nm 11.15). O profeta Elias também fez o mesmo pedido (1 Rs 19.4) e da mesma forma o profeta Jonas (Jn 4.3). Deus não atendeu a nenhum desses pedidos. Isso mostra que a vida pertence a Deus e não a nós mesmos. Deus sabe a hora em que a vida humana deve cessar, e Ele é o soberano de toda a existência.
As Sagradas Escrituras condenam o suicídio pelos seguintes motivos:
a) É assassinato de um ser feito à imagem de Deus (Gn 1.17; Êx 20.13; Jo 10.10);
b) Devemos amar a nós mesmos (Mt 22.39; Ef 5.29);
c) É falta de confiança no Deus, visto que Ele pode nos ajudar (Rm 8.38,39);
d) Devemos lançar as nossas ansiedades sobre o Senhor, e não na morte (1 Jo 1.7; 1 Pe 5.7).
O ser humano deve respeitar seu corpo como propriedade de Deus. Por isso, não compete ao homem tirar a sua vida. Ao contrário, tudo ele deverá fazer para protegê-la.Esperamos que estes subsídios contribuam para uma reflexão mais aprofundada dos assuntos estudados, na busca de respostas mais consistentes em relação aos problemas éticos que são verdadeiros desafios à igreja do Senhor, principalmente no início de um novo milênio, quando os mais diversos e inusitados questionamentos inquietam os servos de Deus. 
“O compromisso cristão com a vida não pode ser tratado como um ‘caso amoroso com o feto’, segundo a acusação de alguns críticos, ou como um desejo de impor a moralidade repressiva vitoriana. Ao invés disso, o crente é dirigido por uma convicção, baseada na revelação bíblica, sobre a natureza das origens do homem e o valor da vida humana. Por isso, diante de um soldado mutilado brigando pela vida, o Dr. Kenneth Swan não consultou nenhum livro de ética ou discussão de princípios abstratos. Tendo sido criado numa cultura saturada pela tradição judaico-cristã de que a vida humana tem valor intrínseco, porque foi criada à imagem e semelhança de Deus, ele simplesmente fez o que naturalmente lhe ocorreu. O médico salvou a vida do soldado.
Porém, o que antes fora a cultura de vida, está sendo hoje tomado pelo que um grande líder cristão chamou de ‘cultura de morte’ construída sobre a ética naturalista que está afetando grandemente toda a sociedade, desde o não nascido ao velho e enfermo, desde o deformado e incapacitado ao fraco e indefeso. De forma insensata buscando sua própria lógica, essa cultura de morte nega que a espécie humana é superior a todas as outras espécies biológicas, e termina com a ameaça à vida em cada estágio. Tal conceito tanto progrediu que a eutanásia é hoje um direito protegido pela constituição de um estado americano, financiada pelo programa de assistência médica, e o infanticídio está sendo defendido por respeitados acadêmicos e cientistas, tudo sem quase nenhum murmúrio de indignação pública ou discordância” (E Agora, Como Viveremos? CPAD, p.152).
“Os direitos pertencem somente às pessoas; assim, se alguém pode ser reduzido a uma não pessoa, então não tem direito nenhum. Peter Singer, recentemente indicado como professor de Bioética, em Princenton, defende de forma aberta a permissão dos pais matarem bebês deficientes, com base de que estes não são ‘pessoas’ até que sejam racionais e autoconscientes. Como não pessoas, diz ele, são ‘substituíveis’, à semelhança de galinhas ou de outra criação. Singer não para por aí. Ele continua a defender a morte de pessoas incapazes, de qualquer idade, se seus familiares decidirem que suas vidas ‘não valem a pena ser vividas’ — Este é o tipo indizivelmente desumano de ética que alunos em algumas das mais privilegiadas escolas dos EUA estão aprendendo hoje. E o que acontecerá quando essa elite de estudantes chegar a posição de poder?” (E Agora, Como Viveremos? CPAD, p.157).

                                                   O CRISTÃO E AS FINANÇAS
A vida cristã deve ser pautada pelo equilíbrio. O que somos, a forma como vivemos, o tratamento que dispensamos ao próximo e a nós mesmos, nada escapa às regras estabelecidas por Deus em sua Palavra para nosso bem-estar. Neste conjunto de normas, está incluída a forma como gastamos nosso dinheiro. Devemos ganhá-lo com trabalho honesto e fugindo das práticas ilícitas. Somos filhos de Deus e dEle recebemos todas as boas dádivas, inclusive bens materiais. É lícito desfrutarmos dos benefícios que o dinheiro traz. Não é lícito nos apegarmos a ele transformando-o em objeto de cobiça e tentando consegui-lo a qualquer custo. Deus recomendou ao homem, no Éden, que buscasse sustento, sacrificando o suor de seu rosto, não a sua dignidade. 
O dinheiro pode ser bênção ou maldição, dependendo do uso que dele fazemos. Se o fizermos de modo judicioso e para glória de Deus e expansão do seu reino, com gratidão pelos bens adquiridos, seremos recompensados pelo Senhor. Que possamos utilizar nossos recursos financeiros de modo honesto, como verdadeiros mordomos de nosso Senhor Jesus Cristo. Saiba-se que a avareza é uma forma de idolatria (Cl 3.5).

                                      TUDO O QUE SOMOS E TEMOS VEM DE DEUS

 Somos seus filhos. Todas as pessoas pertencem a Deus, por direito de criação (cf. Sl 24.1). Nós cristãos, temos algo a mais, pois somos filhos de Deus por criação, mas também por redenção e ainda por direito de, através da nossa fé em Jesus: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome” (Jo 1.12).
 Deus nos dá todas as coisas. Na condição de filhos, Deus nos concede todas as bênçãos espirituais de que necessitamos (Ef 1.3; Fp 4.19; Tg 1.17) e também nos confere as bênçãos materiais. No Pai Nosso, lemos: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 6.11). Nos salmos, está escrito: “quem enche a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a águia” (Sl 103.5). Os não crentes têm as coisas por permissão de Deus, sejam ricos ou pobres. Nós, seus filhos, temos as coisas, incluindo o dinheiro, como dádivas de sua mão. Davi tinha essa visão, quando disse: “Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos” (1Cr 29.14).
      
                         COMO DEVEMOS GANHAR O “NOSSO” DINHEIRO?

 Com trabalho honesto. A ética bíblica nos orienta que devemos trabalhar com afinco para fazermos jus ao que percebemos. Desde o Gênesis, vemos que o homem deve empregar esforço para obter os bens de que necessita. Disse Deus: “No suor do teu rosto, comerás o teu pão...” (Gn 3.19a). O apóstolo Paulo escreveu, dizendo: “Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus” (1Ts 2.9); “e procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vô-lo temos mandado” (1Ts 4.11). “Se alguém não quiser trabalhar, não coma também”(2Ts 3.10). Daí, o preguiçoso que recebe salário está usando de má fé, roubando e insultando os que trabalham.
 Fugindo de práticas ilícitas. O cristão não dever recorrer a meios ou práticas ilícitas para ganhar dinheiro, como o jogo, o bingo, a rifa, loterias, e outras formas “fáceis” de buscar riquezas. Em Provérbios, lemos: “O homem fiel abundará em bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não ficará sem castigo” (Pv 28.20). O cristão também não deve frequentar casas de jogos, como cassinos e assemelhados. Esses ambientes estão sempre associados a outros tipos de práticas desonestas, como prostituição e drogas.
 Fugindo da avareza. Avareza é o amor ao dinheiro. É uma escravidão ao vil metal. Diz a Bíblia: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1Tm 6.9,10). Deus não condena a riqueza em si, mas a ambição, a cobiça, a exploração, a usura e a avareza. Abraão era homem muito rico; Jó era riquíssimo, antes e depois de sua provação (Jó 1.3,10); Davi, Salomão e outros reis acumularem muitas riquezas, e nenhum deles foi condenado por isso. O que Deus condena é a ganância, a ambição desenfreada por riquezas (cf. Pv 28.20).
 Fugindo da preguiça. O trabalho diuturno deve ser normal para o cristão. A preguiça não condiz com a condição de quem é nascido de novo. Jesus deu o exemplo, dizendo: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo 5.17). O livro de Provérbios é rico em exortações contra a preguiça e o preguiçoso (Pv 6.9-11).

                                  COMO O CRISTÃO DEVE UTILIZAR O DINHEIRO

 Na igreja do Senhor. Um velho pastor dizia: “O dinheiro de Deus está no bolso dos crentes”. De fato, Deus mantém sua igreja, no que tange à parte material, através dos recursos que Ele mesmo concede a seus servos.
a) Pagando os dízimos do Senhor. Em primeiro lugar, os crentes devem pagar os dízimos devidos para a manutenção da Obra do Senhor (cf. Ml 3.10; Mt 23.23). A obediência a essa determinação bíblica redunda em bênçãos abundantes da parte de Deus (Ml 3.10,11). É bom lembrar que devemos dizimar do total bruto da nossa renda, e não do líquido; deve ser das “primícias da renda” (Pv 3.9,10). Os dízimos devem ser levados “à casa do tesouro”, ou seja, à tesouraria, por meio da entrega na igreja local. É errado o próprio crente administrar o dízimo, repartindo com hospitais, construções, campanhas, obras assistenciais, creches ou pessoas carentes. Deus disse: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa...” (Ml 3.10a). Cabe à igreja sua devida e íntegra administração.
b) Contribuindo com ofertas. Em segundo lugar, o crente fiel deve contribuir com ofertas alçadas (levantadas), de modo voluntário, como prova de sua gratidão a Deus pelas bênçãos recebidas. Com esses recursos (dízimos e ofertas), a igreja mantém a evangelização, as missões, o sustento de obreiros, o socorro aos necessitados (viúvas, órfãos, carentes, etc), bem como o patrimônio físico da obra do Senhor, e outras necessidades que podem surgir.
c) Os recursos da igreja local. Não provêm de governos ou de organismos financeiros. Toda vez que algum obreiro resolveu conseguir dinheiro para a igreja, em fontes estranhas ao que a Bíblia recomenda foi malsucedido, acarretou problemas para seu ministério e para os irmãos. Deus nos guarde de vermos igrejas envolvidas com práticas financeiras corruptas, abomináveis aos olhos de Deus. É de todo detestável que algum obreiro, usando o dinheiro dos dízimos e ofertas, se locuplete, adquirindo bens em seu próprio nome, exceto com aquilo que a igreja lhe gratifica.
 No lar, no trabalho e o fisco. Se existe disciplina no trabalho, que regula os procedimentos para a aquisição do pão de cada dia, há, também, a disciplina no gasto, no emprego da renda ou do salário:
a) Evitar dívidas fora do seu alcance. Muitos têm ficado em situação difícil, por causa do uso irracional do cartão de crédito — na verdade, cartão de débito. As dívidas podem provocar muitos males, tais como falta de tranquilidade (causando doenças); desavenças no lar; perda de autoridade e independência. Devemos lembrar: “O rico domina sobre os pobres, e o que toma emprestado é servo do que empresta” (Pv 22.7). Outro problema é o mau testemunho caloteiro perante os ímpios, quando o crente compra e não paga.
b) Evitar extremos. De um lado, há os avarentos, que se apegam demasiadamente à poupança, em detrimento do bem-estar dos familiares. São os “pães-duros”. De outro lado, há os que gastam tudo o que ganham, e compram o que não podem, às vezes para satisfazer o exibicionismo a insensatez da concorrência com os vizinhos e conhecidos, à mania de esbanjar, a inveja de outros, ou por mera vaidade. Isso é obra do Diabo.
c) Comprar à vista, se possível. Faz bem quem só compra à vista. Se comprar a prazo, é necessário, que o crente avalie sua renda e, quanto vai se comprometer com a prestação assumida, incluindo os juros. É importante que se faça um orçamento familiar em que se observe quanto ganha, o que vai gastar (após pagar o dízimo do Senhor), e sempre procurar ficar com alguma reserva para imprevistos.
d) Não ficar por fiador. Outro cuidado importante, é não ficar por fiador. A Bíblia desaconselha isso (Pv 11.15; 17.18; 20.16; 22.26; 27.13). Outro perigo é fornecer cheque para alguém utilizar em seu nome. Conheço casos de irmãos que ficaram em aperto por isso. É importante fugir do agiota. É verdadeira maldição quem cai na não dessas pessoas, que cobram “usura” ou juros extorsivos (Êx 22.25; Lv 25.36).
e) Pagar os impostos. Em Romanos 13.7, lemos: “Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra” (Rm 13.7). A sonegação de impostos acarreta prejuízo para toda a nação. O cristão não deve ser contrabandista pois isso não glorifica a Deus.
f) Pagar o salário do trabalhador. Se o cristão tem pessoas a seu serviço, crentes ou não, tem o dever de pagar corretamente e em dia o salário que lhe é devido. A Bíblia diz: “Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça e os seus aposentos sem direito; que se serve do serviço do seu próximo, sem paga, e não lhe dá o salário do seu trabalho” (Jr 22.13; ver Tg 5.1-5). 
O dinheiro é um meio de troca importante para as transações entre pessoas e empresas. O que a Bíblia condena não é o dinheiro em si, mas o amor ao dinheiro (avareza). Isso equivale a idolatrar o dinheiro, a riqueza. Esta, também não é condenada por Deus, desde que obtida por meios lícitos e trabalho honesto. Que o Senhor nos ensine a usar da melhor maneira possível os recursos financeiros ao nosso dispor, como bênçãos de sua parte. 
“Mt 23.23. A oferta financeira deve ser ligada a um compromisso com o amor, a vida e os valores divinos; caso contrario, a vida murcha quando se trata de doar. Quando a alegria e o amor estão ausentes no ato da entrega, o poder se evapora.
Não são poucos os cristãos que pensam estar isentos das outras obrigações com relação a Deus e ao próximo por darem o dízimo. Pagam o dízimo na igreja, mas demonstram ódio em casa. É como se alguém dissesse a Deus: ‘Já cumpri com o meu dever na igreja, e não julgo necessário andar no Espírito no lar, no escritório ou em qualquer outro lugar’.
Formalismo desse tipo, como a desculpa ‘já dei o dízimo’, pode sutilmente impedir Deus de continuar a purificar e a aperfeiçoar a pessoa na prática do amor. Pode igualmente bloquear a sua disponibilidade para uma contribuição financeira maior! Veja como isso parece ter acontecido com os fariseus.
É interessante notar que, embora Jesus tivesse elogiado os dízimos dos fariseus, não fez menção de suas ofertas. Existe algo a ser aprendido aqui? Estamos olhando para pessoas que aderiram religiosamente ao ‘dever’ de dar o dízimo, mas só obedeciam por uma imposição legal. E as ofertas, que revelam amor e generosidade ampliados, não eram praticadas?” (A Chave de Tudo.CPAD, pp.73,74). 
“A economia doméstica deve ser considerada antes do casamento e posta em prática no seio da família, através das gerações. Os conflitos oriundos da situação financeira, com frequência, envolvem o casamento e podem arruiná-lo; por isso, convém que seja estudada a maneira correta de usar o dinheiro.Não há liberdade moral e espiritual sem responsabilidade; por isso, a ciência das finanças é importante para os lares que desejam ter êxito e alcançar vitória. E por falar sobre a maneira correta usar o dinheiro, diz um sábio americano:
Um dólar gasto para adquirir feijão, batatas, pão, saladas, queijos, maçãs, cebolas, ameixas, cereais e café maltado compra não uma refeição, mas três — sendo ainda possível que o alimento seja mais puro que o do restaurante. Comemos estilo, luxo ou alimento?
Trata-se, portanto, de um quadro simples que demonstra como a refeição pode tornar-se três vezes mais cara, podendo resultar em a família viver sempre endividada, envolta em problemas que podem quebrar a harmonia do lar. Porém, quando a economia funciona adequadamente, além da tranquilidade possível, resultará em os filhos adquirirem fartos sentimentos de integridade e honestidade. Isso convém à família e agrada a Deus. Aprenda essa lição!” (...E Fez Deus a Família. CPAD, p.87). 


                                                      O CRISTÃO OS VICIOS E OS JOGOS

Os vícios, inclusive os morais, destroem vidas e famílias. Eles também prejudicam lares cristãos. Na época em que vivemos, há uma onda de liberalismo que não vê pecado em quase nada, e favorece práticas perigosas, que podem levar à destruição espiritual, disfarçadas de “coisas que não têm nada a ver”. O verdadeiro cristão não se deixa levar por esta degeneração do mundo. O crente precisa saber que tais coisas vêm do Príncipe deste mundo — o Diabo. 
 Doença ou pecado? A Bíblia — O Livro do Senhor, vê o alcoolismo de modo diferente do mundo. Nela, verificamos que o alcoolismo, a bebedeira e outros vícios, são vistos como atos pecaminosos. Em Isaías 28.1, vemos a condenação de Efraim (Israel) pela soberba de seus embriagados. No mesmo capítulo, vemos que “até o sacerdote e o profeta erram por causa da bebida forte; são absorvidos do vinho” (Is 28.7). A primeira embriaguez foi experimentada por Noé logo após o Dilúvio e causou um grande mal à sua família, resultando em maldição para seu filho Canaã (Gn 9.21-25).
 Condenação à bebedice. Diz a Palavra: “Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice! E se demoram até à noite, até que o vinho os esquenta! Harpas, e alaúdes, e tamboris e pífaros, e vinho há nos seus banquetes; e não olham para a obra do SENHOR, nem consideram as obras das suas mãos” (Is 5.11,12). Aí, vemos um tipo de festa, no Antigo Testamento, semelhante ao que se passa nos jogos, nos bares, nos clubes, e shows mundanos, em que a bebida alcoólica é fator indispensável para sua motivação.
 O sofrimento dos viciados. O escritor de Provérbios anotou que os viciados são vítimas de sofrimento, pesares, violência, queixas, adultério, prostituição, linguagem perversa, desequilíbrio mental (“delirium tremens”), câimbras, vômito, derrame, hipertensão, que são apenas algumas das danosas consequências do alcoolismo (Ler Pv 29.29,30,33-35).
 O alcoolismo no Novo Testamento. Advertindo sobre sua vinda, Jesus proferiu uma parábola sobre a vigilância, condenou o servo infiel, comedor, espancador, e beberrão dizendo que sua parte seria com os infiéis (Lc 12.45,46). O apóstolo Paulo colocou no mesmo nível de condenação os bêbados, os devassos, os idólatras, os homossexuais, e os ladrões, os quais não herdarão o reino de Deus (1Co 6.9,10). Ver Rm 13.13; 1Pe 4.3-5.

                                                             POSICIONAMENTO CRISTÃO

 Condenação ao vício. Segundo o ensino das Escrituras, o cristão não tem outra alternativa a não ser reprovar de modo claro e direto o uso de bebidas alcoólicas. Grande parte dos acidentes de trânsito são provocados por motoristas alcoolizados; cerca de 80% das agressões têm na bebida sua motivação; a ausência ao trabalho por causa do vício causa enormes prejuízos.
 O vinho que Jesus bebeu. Jesus transformou água em vinho numa respeitável festa de casamento (Jo 2.1-11). Há quem use esse texto para dizer que não há nada errado em se beber vinho. Sim! Mas o vinho que Jesus faz! Do vinho embriagante para as demais bebidas alcoólicas pode ser apenas um passo. É melhor não tomar o primeiro gole. Na Santa Ceia (Mt 26.29), Jesus não tomou vinho embriagante. No texto original, Ele tomou “do fruto da vide” (do gr. guenematos tês ampèlou), indicando tratar-se do suco fresco da uva. Se fosse vinho fermentado a palavra seria oinos. Anotemos o que diz a Bíblia: “Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente” (Pv 23.31ss).
 Nenhuma concessão. O cristão não deve tomar vinho, cerveja, champanhe ou qualquer outra bebida, considerada leve, tendo em vista os males físicos, sociais, morais e espirituais que envolve tal prática. Lembremo-nos de que “o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

                                                               O CRISTÃO E O FUMO

 O fumo é uma droga. No cigarro existem inúmeras substâncias prejudiciais ao organismo humano. Metais tóxicos, como cádmio, manganês, cromo, zinco, ao lado do alcatrão e da nicotina acabam matando os viciados.
Mata mais do que muitas guerras. A cada 10 minutos, morre um brasileiro de câncer no pulmão, de enfisema pulmonar, ou de doença cardiovascular, por causa do fumo. A cada ano estima-se que morrem mais de cem mil pessoas, no Brasil, por causa desse vício, que é um suicídio lento. Mais de dois milhões e quinhentas mil pessoas morrem por ano, no mundo, vitimadas pela epidemia do cigarro.
A Bíblia tem razão quando afirma: “Mas os homens maus e enganadores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2Tm 3.13).
Posicionamento cristão. O vício é pecado, e fumar é um vício. Logo o fumante não tem como escapar: está pecando. O fumo destrói o corpo, que é templo do Espírito Santo (1Co 3.17). Graças a Deus, são inúmeros os casos de pessoas que aceitam a Cristo e ficam libertas do vício do fumo. Na conversão do pecador, efetuada por Jesus, os vícios, como coisas da velha vida, ficam para trás (cf. 2 Co 5.17).

                                                           O CRISTÃO E AS DROGAS

 Agentes do diabo. As drogas são agentes utilizados pelo Diabo para a destruição de vidas, principalmente de adolescentes e jovens.
Motivos que levam às drogas. Além da ação demoníaca velada, concorre para isso a curiosidade, imitação do grupo, aventura, mas, principalmente, o desajuste familiar. O melhor preventivo: o andar com Deus, o amor cristão entre pais e filhos, o diálogo, o bom relacionamento, o Culto Doméstico desde cedo como está escrito, “Instrui o menino no caminho em que deve andar e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6).

                                                    O CRISTÃO E OS JOGOS DE AZAR

 A ilusão do jogo. A propaganda das loterias, dos bingos e outros meios da jogatina, ilude os incautos, prometendo-lhes riqueza fácil. Contudo, nenhum desses jogos é de sorte, mas de azar. Milhares de pessoas jogam, mas só uma ou poucas ganham “a bolada”. E o restante? Fica no azar. Perde dinheiro e energias, esperando o ganho fantástico! Quanto mais pessoas jogam, menos chances cada uma tem de ser sorteada.
 O amor ao dinheiro. O jogador põe o coração no dinheiro. Torna-se escravo da ideia de ganhar de qualquer maneira. Deus condena a avareza (1Tm 6.10). Em Provérbios 28.22, lemos: “Aquele que tem um olho mau corre atrás das riquezas, mas não sabe que há de vir sobre ele a pobreza” (Pv 28.22).
 O desprezo ao trabalho. Se o crente resolve jogar pensando em deixar de trabalhar, isso não é correto. Em Efésios 4.8, lemos: “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom para que tenha o que repartir com quem tiver necessidade” (Ef 4.28).
 O problema do vício. O vício do jogo leva a pessoa a uma compulsão, que a obriga a jogar cada vez mais, na esperança de superar as perdas. O indivíduo torna-se um escravo do jogo. Começa com dinheiro, depois entrega a roupa, os sapatos, o relógio, os bens, e por fim, a honra, a dignidade.
 A ilusão da contribuição social. O argumento de que parte do dinheiro vai para as obras sociais não justifica a jogatina. O correto seria o governo proporcionar oportunidade de emprego honesto, e não de incentivo ao jogo. Muita gente, principalmente das classes mais humildes, é explorada pela jogatina. 
Os jogos de azar, oficializados ou não, são instrumentos prejudiciais à vida moral e social, pois levam as pessoas a confiarem na sorte, em lugar de se dedicarem com mais afinco ao trabalho honesto. Os vícios são meios destrutivos que o Diabo usa para ceifar vidas preciosas, principalmente entre os jovens, e empobrecer as famílias. Que Deus guarde a Igreja, e de modo especial a juventude para que não enverede pelos tortuosos caminhos dos jogos e dos vícios. Até o futebol de clubes e campos, que no passado era primeiro esporte e depois jogo, hoje é apenas jogo e não mais esporte como arte. Além de jogo, o futebol é, hoje, também campo de batalha entre torcidas fanáticas e a força policial. 
“O primeiro pecado registrado após a inundação está ligado à nudez, e a causa disso foi a bebedeira. Este é o único evento negativo registrado nas Escrituras sobre Noé, um momento de fraqueza em que ele decidiu beber vinho e deitar-se nu em sua tenda.
Perante toda a honestidade de Noé, não sabemos com certeza se ele imaginava que ficaria bêbado, tomando o fruto da vide. Após a inundação, a terra tornou-se um lugar diferente do que era antes, e é possível, acreditam alguns sábios, que esta foi a primeira fermentação do vinho. Também não sabemos exatamente que pecado Cam cometeu. O texto mostra, porém, que ambos os outros irmãos tomaram cuidado para não olhar a nudez de Noé, até mesmo andaram de costas para evitar vê-lo. Onde estava a esposa de Noé durante este episódio da embriaguez? Ela também estava nua com ele? Muitas perguntas 


                                              O CRISTÃO E A POLITICA

De todas as áreas da vida do cidadão, a política tem sido uma em que muitos cristãos não têm sido bem sucedidos, por não se conduzirem de modo digno diante de Deus, diante da pátria, da consciência e de seus pares, como o fizeram Daniel e seus companheiros no reino babilônico. Na realidade, porém, a política é atividade necessária ao bom ordenamento e desenvolvimento da vida de uma nação, na qual a Igreja está inserida.

                                                          CONCEITO DE POLÍTICA

 Política. O vocábulo política vem do grego, polis, “cidade”. A política, pois, procura determinar a conduta ideal do Estado, pelo que seria uma ética social.

                                     O CRISTÃO COMO CIDADÃO DOS CÉUS

Nascidos de novo. Quando nos convertemos a Cristo, imediatamente somos registrados no “cartório do céu”. Nos registros divinos, nosso nome passa a fazer parte do Livro da Vida (Fp 4.3; Ap 13.8). Tornamo-nos seus filhos e cidadãos do céu “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem em seu nome” (Jo 1.12). Já somos eleitos e temos um representante divino que é o Espírito Santo: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo, em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” (Ef 1.3,13).
Nossa pátria está nos céus. A filiação divina nos dá o direito de sermos herdeiros de Deus, como diz a Bíblia em Romanos 8.17. Por isso, nossa pátria (ou cidade), é celestial: “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20).
 Não temos permanência aqui. “Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura” (Hb 13.14). Essa é uma realidade da qual muitos crentes não têm consciência. Vivem neste mundo, tão arraigados com ele, que perdem a visão da cidadania celestial. Na verdade, nem somos deste mundo! (cf. Jo 15.18,19). Somos peregrinos e forasteiros (Hb 11.13). Aqui, a corrupção “destrói grandemente” (Mq 2.10). Se há uma atividade em que há corrupção, esta é a política aqui na terra.

                                               O CRISTÃO COMO CIDADÃO NA TERRA

Os direitos políticos. O cristão, como cidadão brasileiro, tanto pode votar, como candidatar-se a cargos eletivos.
 O cristão como eleitor. É de grande importância que o servo ou serva de Deus saiba exercer o seu direito, quando do momento das eleições municipais, estaduais ou federais. É hora de mostrar que é cidadão do céu, exercendo um direito de cidadão da terra. Como tal, lembrar-se de que é sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13,14).
a) Antes de votar. Antes de qualquer decisão, o crente em Jesus deve orar a Deus, pedindo sua direção pois um voto errado pode ser motivo de tristeza, frustração e arrependimento tardio. É votar por fé, pois “tudo o que não é de fé é pecado” (Rm 14.23). Conheço casos de crentes que votaram em alguém, e depois choraram de amargura pelos prejuízos que sofreram.
b) Jamais vender seu voto. Ele é arma de grande valor. Diante dos candidatos, o cristão jamais deve aceitar vender seu voto. Isso é anti-ético para um cidadão do céu e revela um profundo subdesenvolvimento cultural.
c) Preferência por candidato cristão. Havendo um cristão que tenha um perfil claramente identificado com Cristo, sério, comprometido com o Reino de Deus, de bom testemunho na igreja, que seja honesto, cumpridor de seus deveres como pai e esposo, que tenha vocação para a vida pública, o eleitor crente deve dar preferência à sua candidatura, em lugar de eleger um descrente, que não tem qualquer compromisso com a igreja do Senhor. A Palavra de Deus recomenda: “Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gl 6.10). Não convém (1Co 6.12; 10.23), o envolvimento de pastores na política, se têm chamada divina para o ministério. Que isso fique para os membros que têm vocação terrena para tal.
d) Exemplos de políticos sábios. É bom lembrar o que diz a Bíblia: “Não havendo sábia direção, o povo cai, mas, na multidão de conselheiros, há segurança” (Pv 11.14). Ninguém melhor que um servo de Deus, para ter “sábia direção” na condução de cargos públicos, administrativos ou políticos. Exemplo disso, temos na Bíblia, com José, que foi governador do Egito (Gn 41.14-44); no reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, Esdras destacou-se como líder sobre seu povo (Ed 7 a 10); Neemias, um copeiro de confiança do rei, foi designado para reconstruir Jerusalém, tornando-se governador exemplar (Ler Neemias); Daniel, na Babilônia, foi o principal dos príncipes, nomeado pelo rei Dario, e trabalhou tão bem que estava cotado para ser o governante sobre todo o reino (Dn 6.1-3).
e) Quando os justos são eleitos. “Quando os justos triunfam, há grande alegria; mas, quando os ímpios sobem, os homens escondem-se” (Pv 28.12). Os cidadãos cristãos precisam orar a Deus para que levante candidatos que honrem seu nome ao serem eleitos, pois “quando os justos triunfam, há grande alegria”.
f) Quando os ímpios são eleitos. A Bíblia é realista: “Quando os ímpios sobem, os homens se escondem, mas, quando eles perecem, os justos se multiplicam” (Pv 28.28). É verdade. Quando são eleitos ímpios, homens carnais, materialistas, muitos ateus, macumbeiros, adoradores de demônios, infiéis aos compromissos, soberbos, corruptos, ingratos, insolentes e insensíveis, os quais, se eleitos, não querem servir e sim serem servidos. Não temem a Deus, nem respeitam o próximo (Lc 18.2). Quando os tais são eleitos, os verdadeiros homens de bem desaparecem de cena. É bom os crentes pensarem bem, em oração, e não usarem seus votos para elegerem ímpios. Aqui, cabe um esclarecimento. Nem todo descrente é ímpio no sentido em que estamos usando o termo. Todo ímpio é incrédulo, mas nem todo incrédulo é ímpio. Há não evangélicos que são homens de bem. E há evangélicos que não são honestos. Se não houver um candidato com perfil cristão, o crente pode sufragar o nome de um cidadão de boa reputação. A Bíblia diz que devemos examinar tudo e ficar com o bem (1Ts 5.21).
g) O que a igreja pode sofrer com os maus políticos. No novo milênio, a Igreja poderá sofrer grandemente, com a ação de homens ímpios. Já há, no Congresso, projeto de lei, propondo a “união civil entre pessoas do mesmo sexo”, que nada mais é que a legalização pura e simples do homossexualismo, que é na Bíblia, um pecado gravíssimo, “uma abominação ao Senhor” (cf. Lv 18.22,23; Rm 2.24-28). Projeto, legalizando o aborto já foi apresentado. Em breve, poderão vir projetos, legalizando a eutanásia, a clonagem de seres vivos (inclusive humanos), o jogo do bicho, os cassinos, e a maconha, além de outros, que destroem a dignidade da raça humana, conforme os princípios do Criador. A Nova Era já está nas ruas e na mídia apregoando “a paz”, iludente e absurda. Em muitas escolas, é utilizada “meditação transcendental”. Quem faz as leis? Os pastores? Evangelistas? Missionários? Não! São aqueles que são eleitos, inclusive com o voto dos cristãos. Portanto, é tempo de despertar; de agir com santidade mas sem ingenuidade.
h) O perigo do envolvimento da igreja local. Os crentes, como cidadãos, podem votar e ser votados. Mas a igreja, como instituição de Cristo, não deve ser envolvida com a política, mediante a troca de favores de quaisquer espécie. O prejuízo pode ser irreparável. É de bom alvitre que os pastores não declarem sua preferência. Estes foram chamados para unir o rebanho. A política divide as pessoas, pela própria natureza partidária (Ler 1Co 1.10). O púlpito, de igual modo, não é lugar para os políticos. A eles, deve ser dada honra, mas o uso do púlpito é para os homens santos, consagrados a Deus.
O cristão não pode ser contrário a uma atividade que busca a “conduta ideal do Estado”. Como cidadãos da terra, precisamos viver num determinado local físico e social, que faz parte de um Estado, que faz parte de um País. Esses precisam ser administrados por homens de bem. Melhor seria que fossem cristãos. Que Deus nos dé sabedoria e visão. “A vida social envolve, por um lado, harmonia e cooperação e, por outro, conflito e colisão de interesses. O modo como trabalhamos por harmonia e resolvemos os conflitos políticos implica em política. No centro da política está o poder (...).
Os cristãos hesitam em admitir que usam o poder, mas todas as relações humanas envolvem questões de poder. Os cristãos podem se sentir mais à vontade falando sobre virtude e justiça, mas mesmo que evitemos discutir sobre o poder, não podemos fugir dele. Nem devemos, porque o poder é usado para o mal ou para o bem. O poder é a capacidade de usar ou influenciar outros a comportarem-se como você deseja (...). Precisamos de poder defensivo para nos proteger daqueles que nos fariam mal. Usamos o poder interveniente até para proteger alguém do prejuízo ou da injustiça. Necessitamos de poder econômico para cuidar de nossas famílias e nos preparar para a velhice. As nações têm necessidade de poder militar para se protegerem de agressores. Todos nadamos num mar de poder. Não chamar poder por seu verdadeiro nome e não reconhecer sua importância nas relações humanas é estar cego à realidade do poder usado contra nós e como o usamos nos outros” (Panorama do Pensamento Cristão. CPAD, pp.443,444).



                       HERESIAS PRIMITIVAS

“O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos antes de nós” (Ec 1.10)

Você sabia que o batismo pelos mortos foi uma heresia apregoada cerca de 1600 anos antes da “revelação” atribuída pelos mórmons a Joseph Smith Jr.? Esse é apenas um dos muitos desvios doutrinários que atravessaram séculos e foram incorporados pelas seitas pseudocristãs.

A “revelação”, baseada na necessidade de restaurar a igreja, e a rejeição ao Antigo Testamento surgiram na mesma época e fluíram dos ensinamentos de Márcion. Montano pregou que o fim do mundo ocorreria em sua geração e atribuiu a si o fato de iniciar e findar o ministério do Espírito Santo. Sabélio, com seu modalismo, foi outra fonte de distorções bíblicas que até hoje é disseminada entre os evangélicos. Ainda fazem parte desse grupo Mani, com sua doutrina reencarnacionista; Ário, que deturpou a natureza de Jesus ao apresentá-lo como um ser criado (gravíssimo engano sustentado pelas testemunhas de Jeová); Apolinário, que, ao contrário do antecedente, negou a humanidade de Cristo; Nestório, que ensinava a existência de duas pessoas distintas em Cristo; Pelágio, que, como os islâmicos e outros grupos religiosos, negava a doutrina do pecado original; e Eutíquio, que afirmava que a natureza humana de Cristo havia sido absorvida pela divina.

Como podemos inferir, as heresias combatidas pela igreja contemporânea foram enfrentadas pela igreja primitiva que, com muito esforço e com a ajuda de concílios e credos, conseguiu defender a fé que “de uma vez por todas foi entregue aos santos”. Continuemos a defendê-la!

Márcion (95 - 165)
Informações indicam que Márcion nasceu em Sinope, no Ponto, Ásia Menor. Foi proprietário de navios, portanto, muito próspero. Aplicou sua vida à fé religiosa, primeiramente como cristão e, finalmente, ao desenvolvimento de congregações marcionitas.

Influente líder cristão, suas idéias o conduziram à exclusão, em 144 d.C. Então, formou uma escola gnóstica. Tendo uma mente prolífera, desenvolveu muitas idéias, as quais foram lançadas em uma obra apologética alvo de combate de apologistas, especialmente Tertuliano e Epifânio.

Procurou ter uma perspectiva paulina, contudo, incluiu muitas idéias próprias e conjecturas sem respaldo bíblico. Era convicto de uma missão pessoal: restaurar o puro evangelho. Antes, rejeitou o Antigo Testamento por achá-lo inútil e ultrapassado, além de afirmar que foi produzido por um deus inferior ao Deus do evangelho. Para Márcion, o cristianismo era totalmente independente do judaísmo; era uma nova revelação. Segundo ele, Cristo pegou o deus do Antigo Testamento de surpresa e este teve de entregar as chaves do inferno Àquele. Além disso, Cristo não era Deus, apenas uma emanação do filho de Deus. O único apóstolo fiel ao evangelho, segundo Márcion, fora Paulo, em detrimento dos demais apóstolos e evangelistas. Conseqüentemente, a Igreja primitiva havia desviado e, por isso, necessitava de uma restauração. Ainda segundo ele, o homem devia levar uma vida asceta, o casamento, embora legal, era aviltador.

Entre seus muitos ensinos, encontramos o batismo pelos mortos.

O cânon de Márcion restringia-se as dez epístolas de Paulo e a uma versão modificada do Evangelho de Lucas.

Gnosticismo

Nome derivado do termo grego gnosis, que significa “conhecimento”. Os gnósticos se transformaram em uma seita que defendia a posse de conhecimentos secretos. Segundo eles, esses conhecimentos tornavam-nos superiores aos cristãos comuns, que não tinham o mesmo privilégio. O movimento surgiu a partir das filosofias pagãs anteriores ao cristianismo que floresciam na Babilônia, Egito, Síria e Grécia (Macedônia). Ao combinar filosofia pagã, alguns elementos da astrologia e mistérios das religiões gregas com as doutrinas apostólicas do cristianismo, o gnosticismo tornou-se uma forte influência na igreja.

A premissa básica do gnosticismo é uma cosmovisão dualista. O supremo Deus Pai emanava do mundo espiritual “bom”. A partir dele, surgiram sucessivos seres finitos (éons) até que um deles, Sofia, deu à luz a Demiurgo (Deus criador), que criou o mundo material “mau”, juntamente com todos os elementos orgânicos e inorgânicos que o constituem.

Cristãos gnósticos, como Márcion e Valentim, ensinavam que a salvação vem por meio desses éons, Cristo, que se esgueirou através dos poderes das trevas para transmitir o conhecimento secreto (gnosis) e libertar os espíritos da luz, cativos no mundo material terreno, para conduzi-los ao mundo material mais elevado. Cristo, embora parecesse ser homem, nunca assumiu um corpo; portanto, não foi sujeito às fraquezas e às emoções humanas.

Algumas evidências sugerem que uma forma incipiente de gnosticismo surgiu na era apostólica e foi o tema de várias epístolas do Novo Testamento (1João, uma das epístolas pastorais). A maior polêmica contra os gnósticos apareceu, entretanto, no período patrístico, com os escritos apologéticos de Irineu, Tertuliano e Hipólito. O gnosticismo foi considerado um movimento herético pelos cristãos ortodoxos. Atualmente, é submetido a muitas pesquisas, devido às descobertas dos textos de Nag Hammadi, em 1945/46, no Egito. Muitas seitas e grupos ocultistas demonstram alguma influência do antigo gnosticismo (“Dicionário de religiões, crenças e ocultismo”. George A. Mather & Larry A Nichols. Vida, 2000, pp 175-6).

Montano (120 - 180)
Por volta do ano 150 d.C., surgiu na Frígia um profeta chamado Montano que, junto com Prisca e Maximilia, se anunciou portador de uma nova revelação. Inicialmente, esse novo movimento reagiu contra o gnosticismo, contudo, ele mesmo se caracterizou por tendências inovadoras. As profecias e revelações de Montano giravam em torno da segunda vinda e incentivavam o ascetismo.

Salientavam fortemente que o fim do mundo estava próximo, e esperavam esse acontecimento para a sua própria geração. Insistiam sobre estritas exigências morais, como, por exemplo, o celibato, o jejum e uma rígida disciplina moral. Exaltavam o martírio e proibiam que seus seguidores fugissem das perseguições. Alguns pecados eram imperdoáveis, independente do arrependimento demonstrado.

Finalmente Montano afirmou ser o Paracleto, pois nele iniciaria e findaria o ministério do Espírito Santo. Prisca e Maximilia abandonaram seus respectivos maridos para se dedicarem à obra profética de Montano. Algumas vezes, Montano procurava esclarecer que ele era um agente do Espírito Santo, mas sempre retornava à sua primeira posição e afirmava ser o Consolador prometido. Sua palavra deveria ser observada acima das Escrituras, porque era a palavra para aquele tempo do fim.

Esse movimento desvaneceu-se no terceiro século no Ocidente e no sexto, no Oriente.

Ascetismo

Autonegação, visão de que a matéria e o espírito estão em oposição um ao outro. O corpo físico, com suas necessidades e desejos inerentes, é incompatível com o espírito e sua natureza divina. O ascetismo defende a idéia de que uma pessoa só alcança uma condição espiritual mais elevada se renunciar à carne e ao mundo.

O ascetismo foi amplamente aceito nas religiões antigas e ainda hoje é uma filosofia proeminente, sobretudo nas seitas e religiões orientais. Platão idealizou-o. As seitas judaicas, como os essênios, praticavam-no fervorosamente e o cristianismo institucionalizou-o, com o desenvolvimento de várias ordens monásticas. O gnosticismo foi o maior defensor dessa filosofia (“Dicionário de religiões, crenças e ocultismo”. George A. Mather & Larry A Nichols. Vida, 2000, p. 23).

Sabélio (180 – 250)
Nasceu na Líbia, África do Norte, no terceiro século depois de Cristo. Depois, mudou-se para a Itália, passando a viver em Roma. Ao conhecer o evangelho, logo se tornou um pensador respeitado em suas considerações teológicas. Recebeu influência do Modalismo que já estava sendo divulgado na África.

O Modalismo ocorreu, no início, como um movimento asiático, com Noeto de Esmirna. Os principais expoentes do movimento: Noeto, Epógono, Cleômenes e Calixto. Na África, foi ensinado por Práxeas e na Líbia, defendido por Sabélio. Hoje, o Modalismo é muito conhecido pelo nome sabelianismo, devido à influência intelectual fornecida por Sabélio. O objetivo de Sabélio era preservar o monoteísmo a qualquer custo. Tinha um objetivo em vista que, pensava, justificava os meios.

Ensinava que havia uma única essência na divindade, contudo, rejeitava o conceito de três Pessoas em uma só essência. Afirmava que isso designaria um culto triteísta, isto é, de três deuses. A questão poderia ser resolvida, afirmava, pelo conceito de que Deus se apresentaria com diversas faces ou manifestações. Primeiramente, Deus se apresentou como Deus Pai, gerando, criando e administrando. Em seguida, como Deus Filho, mediando, redimindo, executando a justiça. E finalmente e sucessivamente, como Deus Espírito Santo, fazendo a manutenção das obras anteriores, sustentando e guardando. Uma só Pessoa e três manifestações temporárias e sucessivas.

Mani (216 - 277)
Nasceu por volta de 216 d.C. na Babilônia. Foi considerado por alguns como o último dos gnósticos. Diferente dos demais hereges, desenvolveu-se fora do cristianismo. Todavia, era um rival do evangelho.

Seus ensinos buscavam respaldo no cristianismo. Afirmava, por exemplo, ser o Paracleto, o profeta final. Em seus ensinos enfatizava a purificação pelos rituais. Em 243 d.C., o profeta Mani teve seus ensinamentos reconhecidos por Ardashir, rei sassânida (Índia). Então, a nova fé teve o seu “pentecostes”, analogia traçada pelos maniqueístas.

Durante 34 anos, Mani e seus discípulos intensificaram seu trabalho missidevo aponário pelo leste da Ásia, Sul e Oeste da África do Norte e Europa.

A base do maniqueísmo engloba um Deus teísta que se revela ao homem. Deus usou diversos servos, como Buda, Zoroastro, Jesus e, finalmente, Mani. Deveriam seus discípulos praticar o ascetismo e evitar a participação em alguma morte, mesmo de animais ou plantas. Deveriam evitar o casamento, antes, abraçarem o celibato. O universo é dualista, existem duas linhas morais em existência, distintas, eternas e invictas: a luz e as trevas.

A remissão ocorre pela gnosis, conhecimento especial que os iniciados conquistavam. Entre os remidos há duas classes, os eleitos e os ouvintes. Os eleitos não podiam nem mesmo matar uma planta, por isso eram servidos pelos ouvintes, que podiam matar plantas, mas nunca animais ou até mesmo comê-los. Os eleitos subiriam, após a morte, para a glória, enquanto os ouvintes passariam por um longo processo de purificação. Quanto aos ímpios, continuariam reencarnando na terra. Recebeu grande influência de Márcion.

Ário (256-336)
Presbítero de Alexandria entre o fim do terceiro século e o início do quarto depois de Cristo. Foi excluído em 313, quando diácono, por apoiar, com suas atitudes, o cisma da Igreja no Egito. Após a morte do patriarca da Igreja em Alexandria, foi recebido novamente como diácono. Depois, nomeado presbítero, quando então começou a ensinar que Jesus Cristo era um ser criado, sem nenhum dos atributos incomunicáveis de Deus, por exemplo, eternidade, onisciência, onipotência etc, pelo que foi censurado, em 318, e excluído, em 321. Mas, infelizmente, sua influência já havia sido propagada e diversos bispos da Igreja no Oriente aceitaram o novo ensino.

Em 325, ocorreu o concílio de Nicéia e Ário, apesar de excluído, pôde recorrer de sua exclusão, sendo banido. Ário preparou uma resposta ao Credo Niceno, o que impressionou muito o imperador Constantino. Atanásio resistiu à ordem de Constantino de receber Ário em comunhão. Então Ário foi deposto e exilado em Gália, falecendo no dia em que entraria em comunhão em Constantinopla.

A base de seu ensino era estabelecer a razão natural como meios de entender a relação entre Deus e Cristo. Haveria uma só Pessoa na divindade. O logos não foi apenas gerado, mas literalmente criado. Seria tão-somente um intermediário entre Deus e os homens e, devido à sua elevada posição, receberia adoração e glória.

Apolinário (310-390)
Foi bispo de Laodicéia da Síria no final do quarto século. Cooperou na reprodução das Escrituras. Fez oposição à afirmação de Ário quanto à criação e à mutabilidade de Cristo.

Por outro lado, se opôs ao conceito da completa união entre as naturezas divina e humana em Jesus. Afirmava que Jesus não tinha um espírito humano. Segundo ele, o espírito de Cristo manipulava o corpo humano. Sua posição inicial era contra o arianismo, que negava a divindade de Cristo. Em sua opinião, seria mais fácil manter a unidade da Pessoa de Cristo, contanto que o logos fosse conceituado apenas como substituto do mais elevado princípio racional do homem. Contrapondo-se a Ário, ele advogava a autêntica divindade de Cristo, e tentava proteger sua impecabilidade substituindo o pneuma (espírito) humano pelo logos, pois julgava aquele sede do pecado.

Conseqüentemente, Apolinário negava a própria e autêntica humanidade de Jesus Cristo.

Em 381, o sínodo de Constantinopla declarou contundentemente, entre outros sínodos, herética a cristologia de Apolinário.

Apolinário formou um grupo de discípulos que manteve seus ensinos. Mas não demorou muito e o movimento se desfez.

Nestório (375-451)
Patriarca da Igreja em Constantinopla na metade do quinto século depois de Cristo. Seu objetivo de expurgar as heresias na região de seu controle encontrou problemas quando expressou sua cristologia. Encontrava-se em seu tempo idéias divergentes sobre a natureza de Cristo. Alguns, aparentemente, negavam a existência de duas naturezas em Cristo, postulando uma única natureza. Outros, como Teodoro de Mopsuéstia, afirmavam que o entendimento deveria partir da completa humanidade de Cristo. Teodoro negava a residência essencial do logos em Cristo, concedendo somente a residência moral. Essa posição realmente substituía a encarnação pela residência moral do logos no homem Jesus. Contudo, Teodoro declinava das implicações de seu ensino que, inevitavelmente, levaria à dupla personalidade em Cristo, duas pessoas entre as quais haveria uma união moral. Nestório foi fortemente influenciado pelo seu mestre, Teodoro de Mopsuéstia.

O nestorianismo é deficiente, não em relação à doutrina das duas naturezas de Cristo, mas, sim, quanto à Pessoa de cada uma delas. Concorda com a autêntica e própria deidade e a autêntica e própria humanidade, mas não são elas concebidas de forma a comporem uma verdadeira unidade, nem a constituírem uma única pessoa. As duas naturezas seriam igualmente duas pessoas. Ao invés de mesclar as duas naturezas em uma única autoconsciência, o nestorianismo as situava lado a lado, sem outra ligação além de mera união moral e simpática entre elas. Jesus seria um hospedeiro de Cristo.

Nestor foi vigorosamente atacado por Cirilo, patriarca de Alexandria, e condenado pelo Terceiro Concílio de Éfeso, em 431.

O movimento nestoriano sobreviveu até o século quatorze. Adotaram o nome de cristãos caldeus. A Igreja persa aceitou claramente a cristologia nestoriana. Atingiu expressão culminante no décimo terceiro século, quando dispunha de vinte e cinco arcebispos e cerca de duzentos bispos. Nos séculos doze e treze, formou-se a Igreja Nestoriana Unida e, atualmente, seus membros são conhecidos como Caldeus Uniatos. Na Índia, são conhecidos como cristãos de São Tomé. Hoje, esse movimento está em declínio.

Pelágio (360-420)
Teólogo britânico. Teve uma vida piedosa e exemplar. Baseado exatamente nessa questão, desenvolveu conceitos sobre a hamartiologia (doutrina que estuda o pecado). Sofreu resistência e, finalmente, foi excluído por diversos sínodos (Mileve e Catargo), sendo, ainda, condenado no Concílio de Éfeso, em 431 d.C.

Seus ensinos afirmavam que o homem poderia viver isento do pecado. Que o homem fora criado a imagem de Deus e, apesar da queda, essa imagem é real e viva. Do contrário, o homem não seria aquele homem criado por Deus. No pelagianismo a morte é uma companheira do homem, querendo dizer que, pecando ou não, Adão finalmente morreria, ainda que não pecasse. O ideal do homem é viver obedecendo.

O pecado original é uma impossibilidade, pois o pecado depende de uma ação voluntária do pecador. Afirma ainda que, por uma vida digna, os homens podem atingir o céu, mesmo desconhecendo o evangelho. Todos serão julgados segundo o que conheciam e o que praticavam. O livre-arbítrio era enfatizado em todas as suas afirmações, excluindo a eleição. Um século depois, desenvolveu-se o semipelagianismo, que amortecia alguns ensinos extravagantes de Pelágio.

Eutíquio (410-470)
Viveu em um mosteiro fora de Constantinopla durante a primeira metade do quinto século. Discípulo de Cirilo de Alexandria, teve grande influência e chefiava mosteiros na Igreja oriental. Oponente do nestorianismo, afirmava que, por ocasião da encarnação, a natureza humana de Cristo foi totalmente absorvida pela natureza divina.

Era de opinião de que os atributos humanos em Cristo haviam sido assimilados pelo divino, pelo que seu corpo não seria consubstancial como o nosso, que Cristo não seria humano no sentido restrito da palavra.

Esse extremo doutrinário contou com o apoio temporário do chamado Sínodo dos Ladrões (em 449 d.C.). Essa decisão foi anulada mais tarde pelo Concílio de Calcedônia, em 451 depois de Cristo.

O Sínodo dos Ladrões recebeu esse nome porque seus participantes roubavam características da doutrina cristocêntrica. Por esse motivo, Eutíquio foi afastado de suas atividades eclesiásticas. Mas a Igreja egípcia continuou apoiando a doutrina de Eutíquio e manteve seus ensinos por algum tempo. Então, o eutiquianismo surge novamente no movimento monofisista.

 

CRER NA TRINDADE É RECEBER A MARCA DA BESTA?         SEITAS UNICISTAS


Tomando as palavras de Tertuliano (160-240 d.C.), que diz: “O demônio tem lutado contra a verdade de muitas maneiras, inclusive defendendo-a para melhor destruí-la. Ele defende a unidade de Deus, o onipotente criador do universo, com o fim exclusivo de torná-la herética”.
 

È justamente isto que o Tabernáculo da Fé, além de confundir as pessoas da unidade divina, faz uma declaração incorreta sobre a doutrina da Trindade. Os trinitarianos, por sua vez, não afirmam que a Trindade é composta por três deuses, mas por três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo; ou seja, há um só Deus subsistente em três pessoas distintas. E isso é diferente do que declara o Tabernáculo da Fé: “Se qualquer trinitariano aqui somente se soltasse um minuto, você poderia ver que Pai, Filho e Espírito Santo não são três deuses. São três atributos do mesmo Deus... Deus expresso em Jesus Cristo, que eram ambos Pai, Filho e Espírito Santo, ‘a plenitude da Divindade corporizada’. Ora, como vimos, os trinitarianos em nenhum momento afirmam que são três deuses.

William Marrion Branham repudia como antibíblia a doutrina da Trindade, chegando ao cúmulo de ensinar que “La marca em la frente significa que tendrán que aceptar la doctrina Del sistema mundial de Iglesias, o qual es trinitarianismo, etc., y la marca em la mano, significa cumplir com la voluntad de lá iglesia”. Deus precisa de homens que queiram sofrer pelo seu nome, não pelo nome ‘Trindade’. O que tem Roma de Deus? E, no entanto, os protestantes estão unidos com ela através da doutrina da Trindade”.
 

Com isso declara que a marca da Besta é aceitar a doutrina da Trindade. E conclui, dizendo: “Mas – dirá você – em São João 14.23 está escrito: ‘Se alguém me ama guardará a minha Palavra e o meu Pai o amará e viremos e faremos nele morada’. Não pense em três pessoas, mas em três ofícios”.
 

Perguntas que incomodam os unicistas

 

Mateus 3.17

Imitou Jesus a voz do Pai?

Mateus 17.5

Onde estava o Filho quando o Pai disse: “Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo”;

 

João 17.4

Onde estava o Pai quando Jesus disse: “Eu te glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer”. A mera existência dos pronomes Eu e Tu nas palavras de Jesus indicam personalidades distintas entre o Deus Pai e o Deus Filho.

 

Atos 13.2

Imitou Jesus a voz do espírito Santo na ordem de sair para evangelizar?

 

Lucas 23.34

“Jesus disse: Pai, perdoa-lhes...”

 

Lucas 23.46

“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. Seria uma fraude se não houvesse uma pessoa chamada Pai distinta de uma pessoa chamada Filho.



1 – Manifestações simultâneas dos distintos membros de Trindade:

a) No relato da encarnação temos a participação de toda a Trindade (Lc 1.35);

b) No batismo de Jesus houve a manifestação simultânea das três Pessoas. Jesus, o Filho, que subia da água; o Espírito Santo, que descia em forma de uma pomba; e a voz do Pai, que falava desde os céus (Mt 3.16-17);

c) As orações de Jesus demonstram sua existência á parte do pai (Mc 1.35; Lc 5.16; 6.12; 9.28; 11.1; 22.39-44; Jo 11.41).



4 – A personalidade e divindade do Espírito Santo:

Os adeptos do Tabernáculo da Fé afirmam que o Espírito Santo não é uma pessoa. Perguntam e respondem sobre o Espírito Santo: “Perguntamos: o Espírito é uma pessoa? A Bíblia diz que não... Espírito não é pessoa”. Na verdade, O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade. Os membros dessa religião procuram tirar a personalidade do Espírito Santo quando a própria Bíblia emprega pronomes pessoais e oblíquos ao referir-se a Ele. Em Atos 10.19-20, está escrito: “E, pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Eis que três homens te buscam. Levanta-te, pois, desce, e vai com eles, não duvidando; porque eu os enviei”. “Mas quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai, ele testificará de mim” (Jo 15.26). “E servindo eles ao Senhor, jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado” (At 13.2).

Os três atributos da personalidade do Espírito Santo

• Inteligência, que é a capacidade de conhecimento “... porque o Espírito penetras todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” (1Co 2.10);
• Vontade própria ou volição, que é a capacidade de escolher, desejar:
• “Mas um só e mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (1Co 12.11);
• Sensibilidade ou emoção, que é a capacidade de amar, entristecer-se, alegrar-se: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção” (Ef 4.30).

5 – Atividades pessoais atribuídas ao Espírito Santo

 

a) Fala

 

Ap 2.7

 

d) Ensina

Jo 14.26

      b) Testifica

 

JO 15.26

 

e) Ordena

At 13.2

      b) Testifica

 

JO 15.26

 

f) Guia

Rm 8.14



6 – Devemos ter muito cuidado com a maneira que tratamos o Espírito Santo

 

a) é possível entristece-lo

Is 63.10; Ef 4.30

e) Blasfemar

Mt 12.31-32

b) Rebelar-se contra ele

Is 63.10

f) Resistir

Gn 6.3

c) Fazer-lhe agravo

Hb 10.29

g) Apagar

At 5.19

d) Mentir

At 5.3-4

 

 



7 – A deidade do Espírito Santo

As Escrituras ensinam que o Espírito Santo é Deus. Os atributos naturais da deidade encontram-se nele:

a) Eternidade (Hb 9.14);
b) Onipotência (Gn 1.2; Lc 1.35; Rm 8.11);
c) Onipresença (Sl 139.7);
d) Onisciência (1 Co 2.10);
e) Obras da criação (Jó 33.4; Sl 104.30).


BATISMO APENAS NO NOME DE JESUS

O Tabernáculo da Fé, por negar a doutrina bíblica da Trindade, diz que a declaração de Mateus 28.19 apóia os três nomes de Cristo, que é designado por Pai, Filho e Espírito Santo. Assim, estabelecem que a fórmula correta do batismo é registrada em Atos 2.38. Ainda citam as seguintes passagens para provar que a Igreja Primitiva batiza apenas no nome de Jesus: “Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus (At 8.16);” “E mandou que fossem batizados em do Senhor Jesus” (At 19.5).

1- Análise das passagens em referência

At 2.38 “... seja batizado em nome de Jesus Cristo...”
At 8.16 “... sido batizados em nome do Senhor Jesus...”
At 10.48 “... batizados em nome do Senhor”.
At 19.5 “... batizados em nome do Senhor Jesus”.

O que se observa da leitura atenta dos versículos citados? Que eles não são uma fórmula batismal, pois suas expressões não são uniformes. Ao contrário, elas variam. Ora dizem em nome de Jesus Cristo (At 2.38), ora em nome do Senhor Jesus (At 8.16) e em nome do Senhor (At 10.48). É muito mais razoável afirmar estão que a narrativa de Atos 2.38 (indicada pelos membros do Tabernáculo da Fé como sendo a fórmula correta para o batismo em nome de Jesus Cristo), esteja se referindo à autoridade de Jesus, como se lê em Atos 3.16; 16.18, onde a autoridade de Jesus é invocada.

De maneira nenhuma essas referências tratam de uma fórmula para o batismo no nome de Jesus, visto que em Atos 19.13 a invocação do nome de Jesus, visto que em Atos 19.13 a invocação do nome de Jesus por exorcistas nada significasse, pois aqueles que agiam dessa forma não tinham de fato a autoridade do Filho de Deus em suas vidas. Em outras palavras, o batismo foi ordenado e levado a efeito sob a divina autoridade do Filho, empregando-se a fórmula de Mateus 28.19.

Não bastasse o apoio irrestrito da Bíblia Sagrada, que torna irrebatível o nosso entendimento, devemos observar ainda o costume da Igreja Primitiva, encontrado no livro “Os ensinos dos doze apóstolos”, que diz: “Agora, concernente ao batismo, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

Em outra parte desse livro, é dito o seguinte: “O bispo ou presbítero deve batizar desta maneira, conforme aos que nos ordenou o Senhor, dizendo: ‘Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

Cipriano (c. 200 A.D.), falando de Atos 2.38, diz: “Arrependei-vos, cada um de vos seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e receberei o dom do Espírito Santo”. E prossegue: “Pedro menciona aqui o nome de Jesus Cristo, não para omitir com o Pai, mas para que o Filho não deixe de ser unido com o Pai. Finalmente, depois da ressurreição, os apóstolos são enviados pelo Senhor às nações, a fim de batizarem os gentios em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

Diante dos fatos concretos da Palavra de Deus, que nos mostram perfeitamente a deidade do Espírito Santo e seus atributos pessoais, caem por terra os argumentos do Tabernáculo da Fé e de todos os grupos unicistas que tentam, desesperadamente, arranjar controvérsias para provar que a Trindade não existe. Tais pessoas chegaram ao extremo ao dizer que a Trindade é receber a marca da besta. Aqui caem bem as palavras de Pedro: “Em todas as suas cartas ele escreve da mesma forma, falando acerca destas coisas. Suas cartas contêm pontos difíceis de entender, os quais os indoutos e inconstantes torcem, como fazem também com as outras Escrituras, para sua própria perdição” (2Pe 3.16).

Notas:
1 Documentos da Igreja Cristã, H. Bettenson, Aste, 3º edição, p.81
2 A Palavra Falada, vol. 3 n. 11, por W.N.B., Gravações “A Voz de Deus”, pp.24 # 157 e 25 # 160.
3 Las Siete Edades de La Iglesia, p.428.
4 De Volta à Palavra Original, p.27, Goiânia, GO
5 De Volta à Palavra Original, p.26, Goiânia, GO
6 De Volta à Palavra Original, p. 25, Goiânia, GO
    

7 Natanael Rinaldi(ICP)



                              A IMPORTÂNCIA DA TEOLOGIA NA APOLOGÉTICA

Já há algum tempo, o renomado apologista Jan Karel Van Baalen, em sua importante obra, O caos das seitas, nos alertou acerca de um problema que a igreja evangélica no mundo vem enfrentando. Notadamente, Van Baalen ressalta o desconhecimento das doutrinas bíblicas fundamentais por parte dos cristãos em contraposição ao empenho incansável dos adeptos das seitas no estudo metódico de suas doutrinas e também das doutrinas daqueles a quem pretendem convencer. Todo aquele que já teve a experiência de dialogar com um sectário pôde perceber que ele domina os fundamentos de sua crença, e também a doutrina dos divergentes. Raramente esse quadro é pintado de outra forma.

Confirmando os apontamentos de Van Baalen, verificamos que muitos membros de nossas igrejas se esquivam da abordagem aos adeptos de seitas pela admitida incompetência de dialogar com eles, a fim de ganhá-los para Cristo. Paulo, entretanto, observou a importância do estudo bíblico quando recomendou: “Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes”(Tt 1.9; grifo do autor).

A expressão “a fiel palavra, que é conforme a doutrina” pode ser interpretada como um fruto gerado pelo conhecimento teológico. E a expressão “convencer os contradizentes”, pode ser interpretada como um ato de evangelizar pessoas que professam uma fé distinta do genuíno cristianismo.

Será que somos hábeis em conduzir um sectário a Jesus por meio da Bíblia? Qual é a importância da teologia na apologética? Vejamos:

A relação entre a teologia e a apologética

A apologética cristã é uma disciplina da teologia cuja finalidade é defender os princípios bíblicos por ela (teologia) expressos. Assim, a apologética visa combater os desvios doutrinários identificados nas diversas disciplinas teológicas, especialmente nas doutrinas essenciais, como a natureza divina (Pai, Filho e Espírito Santo) e a encarnação, morte e ressurreição de Cristo, entre outras.

Observando esta relação, podemos concluir que a apologética atua em função da teologia. É porque os princípios doutrinários existem e são distorcidos que a apologética é necessária. Logo, todos os elementos da apologética dependem e convergem para a teologia. Com isso em mente, entendemos que a apologética será conduzida de acordo com a teologia que quer defender. Portanto, se alguém possuir algumas doutrinas distorcidas como base, sua apologética seguirá a mesma tendência. Diante destes pressupostos, vejamos algumas categorias da apologética e como essas categorias se relacionam com as doutrinas teológicas:

Apologética clássica

Este tipo de abordagem trabalha com o principal pressuposto teológico, isto é, a existência de Deus. É essa linha apologética que vai explorar os argumentos comprobatórios da existência divina. Os principais argumentos são:

a.) Cosmológico: uma vez que cada coisa existente no Universo, deve ter uma causa, deve haver um Deus, que é a última causa de tudo.

b.) Teleológico: existe um objetivo, um propósito para a criação do Universo e do ser humano.

c.) Ontológico: Deus é maior do que todos os seres concebidos porque existe na mente do homem um conhecimento básico da existência de Deus.

Os teólogos que se destacaram como apologistas clássicos foram: Agostinho, Anselmo de Cantuária e Tomás de Aquino.

Apologética evidencial

Como já podemos inferir do próprio nome, esta linha apologética procura defender as doutrinas teológicas ressaltando as evidências que as envolvem, tais como: a infalibilidade da Bíblia, a veracidade da divindade de Cristo e sua ressurreição, entre outras. Um teólogo que representa bem esta classe de apologistas em nossos dias é Josh McDowell, autor do livro (um best seller) Evidências que exigem um veredicto.

Apologética histórica

Esta classe de apologética enfatiza as evidências históricas. Seus representantes acreditam que a existência de Deus pode ser provada com base apenas na evidência histórica, porém, isso não significa que não lancem mão de outros artifícios. Geralmente, o fundamento deste tipo de abordagem são os documentos do Novo Testamento e a confiabilidade de suas testemunhas. Podemos encontrar teólogos expoentes da apologética histórica nos primórdios da igreja, como Justino Mártir e Tertuliano.

Apologética experimental

Este tipo de apologética, geralmente, é apresentada por fiéis que arrogam para si experiências religiosas pessoais e, às vezes, exclusivas. Assim, alguns apologistas rejeitam este tipo de abordagem por seu caráter excessivamente místico e alegam que tais experiências são comprobatórias apenas para os que nelas crêem ou delas compartilham. Em suma, a apologética experimental se apóia na experiência cristã como evidência do cristianismo e está relacionada à teologia do leigo; ou seja, à teologia que não é acadêmica, mas popular.

Um ponto negativo desta abordagem é que ela se apresenta de forma um tanto quanto subjetiva. Ou seja, é difícil sentenciá-la como verdade ou fraude. O seu ponto positivo, porém, é que a nossa crença precisa, de fato, ser vivida, experimentada, do contrário não passará de teoria.

Apologética pressuposicional

Esta abordagem é chamada assim porque parte de uma pressuposição para construir sua defesa... O “pressuposicionalismo” pode ser assim classificado:

a.) Revelacional: todo o entendimento da verdade parte da pressuposição da revelação de Deus e da legitimidade da Bíblia em expor esta revelação.

b.) Racional: a pressuposição básica gira em torno da coerência do argumento. Se o cristianismo arroga para si a posição de única verdade, então isso implica em dizer e provar que todos os demais sistemas são falsos.

c.) Prático: a pressuposição aqui é a de que somente as verdades cristãs podem ser vividas.

Os teólogos que se destacaram como apologistas “pressuposicionalistas” foram: Cornelius Van Till e John Carnell.

A teologia como um baluarte contra o erro

Como podemos confirmar, independente do tipo de apologética que esteja sendo exercido, o fato é que todas se relacionam com os fundamentos da teologia.

Sabemos que a grande ocorrência da apostasia em nosso meio envolve seitas pseudocristãs, ou seja, aquelas que mais se assemelham com o cristianismo. Isto se deve ao emprego distorcido dos fundamentos teológicos facilmente aceitos entre os crentes incautos. É como se fosse um disfarce do cristianismo, uma maquiagem para a verdade cristã.

Quando um crente encontra-se desabilitado para defender sua fé, ele fatalmente está propenso ao engano. Disse Charles Hodge: “Que ninguém creia que o erro doutrinário seja um mal de pouca importância. Nenhum caminho para a perdição jamais se encheu de tanta gente como o da falsa doutrina”. A tragédia espiritual de inúmeros crentes é que eles não atentam para isso!

O apologista Walter Martin também alertou que é conhecendo a verdadeira nota que conseguimos identificar a falsa. É possível ser um teólogo e não ser apologista, embora isso não seja plausível. Entretanto, é impossível ser um apologista sem ser um teólogo! O conhecimento das doutrinas fundamentais da Bíblia é o maior baluarte contra o erro. Todo o engodo está na deturpação das Escrituras, na distorção da doutrina. Uma teologia voltada para a apologia certamente evitaria os modismos que têm causado escândalo entre os evangélicos em nosso país. Vejamos o que o apóstolo Paulo orientou a Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1Tm 4.16; grifo do autor). A Tito, ele declarou: “Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade” (Tt 2.7; grifo do autor).

O nosso desejo e oração é para que, assim como Paulo, os líderes de nossas igrejas também se dediquem em orientar e conscientizar seus colaboradores sobre a importância da teologia na defesa da fé de seus membros. Somente assim, e com o auxílio do Espírito Santo, conseguiremos manter singelas as verdades eternas da Palavra de Deus.(Notas Natanael Rinaldi(ICP).