sexta-feira, 27 de março de 2015

O QUÉ É AVIVAMENTO

            

               Avivamentos que Marcaram a História

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ARGENTINA
Já era bem mais de meia-noite. A natureza inteira estava tranqüila e em expectativa. Até mesmo os céus, repletos de estrelas cintilantes, pareciam se aproximar da terra. E àquela hora, procedendo das profundezas do coração de um jovem polonês, um intenso clamor, produzido pelo próprio Deus, subiu ao céu. Deus o ouviu. E sua resposta chegou.
Poderia ser apenas imaginação – esta sensação estranha – que as estrelas do céu estavam descendo sobre ele? Brilhavam com fulgor cada vez maior, até parecerem grandes bolas de fogo. Depois, na sua luz intensa, um brilho maior ainda apareceu. Um ser do mundo celestial foi se aproximando até envolvê-lo completamente. O rapaz, um jovem com menos de 20 anos, se achou na própria presença de Deus, presença santa, majestosa e terrível.
Um grande temor veio sobre ele. Levantando-se com um salto do lugar onde estava ajoelhado, Alexandre fugiu aterrorizado para o refúgio do instituto bíblico, pouco imaginando o papel que estava destinado a desempenhar no grande mover de Deus na Argentina, e pouco entendendo por que ele tivera um peso de oração profundo e ardente por tantos meses, e que lhe roubara tantas noites de sono. Lá nos campos e matas da sua terra natal no Chaco, e agora nas horas da madrugada nos prados perfumados que cercavam o instituto bíblico, Alexandre continuava orando. E finalmente Deus chegou para ele.
Dentro dos prédios do instituto bíblico, localizado em City Bell, uma cidadezinha perto da grande metrópole, Buenos Aires, todos dormiam sossegadamente, desapercebidos do drama que estava para se desenrolar diante deles. Lá fora, Alexandre dava murros na porta desesperadamente, pois para o seu terror, ela se encontrava trancada. Ele gritou para alguém abri-la. Finalmente um dos alunos acordou, reconheceu sua voz e levantou-se para atendê-lo. Pensando assim escapar da presença atemorizadora que o acompanhava, Alexandre entrou correndo, mas o visitante celestial entrou junto.
Dentro de poucos momentos todos os alunos estavam acordados. Ao sentirem a presença santa, o temor de Deus caiu sobre eles. Começaram a se arrepender, clamando a Deus por perdão. O Espírito do Senhor, santo e poderoso, tratou com todos eles. Nenhum dos que estavam presentes pôde escapar ao fogo santo da sua presença. Uma moça, indisposta a revelar o seu pecado, a arrepender-se e abandoná-lo, arrumou apressadamente a sua mala e desapareceu…
REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO (ZAIRE)
Depois que a maioria das pessoas tinha saído do salão, após o término de um culto no domingo de manhã, um jovem professor da escola voltou e sentou-se no banco da frente. Seu semblante era um pouco atemorizado e começou a estremecer.
Uma menina paralítica estava sentada no primeiro banco do lado das mulheres. Não lhe demos atenção, pois ela sempre ficava sentada ali até que quase todos tivessem se dispersado. Mas logo que o professor Yoane começou a falar, a menina Biboko se derramou em pranto. Seu choro passou a um grito, e depois a um uivo ruidoso. Não sei que outro nome dar ao que ela fazia. Oh, a agonia daquele uivo! ela cobria seu rosto com suas mãos, mas as lágrimas jorravam através de seus dedos. Quando finalmente ela conseguiu articular algumas palavras, ela clamou: “Que posso fazer? Que farei?” repetindo isto mais de cem vezes. Nesse ínterim toda a congregação havia voltado. Biboko estava derramando seu coração em lágrimas e Yoane estava confessando seus pecados.
Ele disse depois que tinha saído do prédio com seus amigos. Depois de dar uns cinco passos, suas pernas endureceram e ele não podia mais andar. Ele ouviu uma voz no seu coração advertindo-lhe que se ele deixasse a igreja sem consertar a sua vida com Deus, ele seria uma alma perdida. Ele ficou ali mesmo, travando uma batalha consigo mesmo. Depois ele confessou muitas desobediências e no fim da sua confissão ficou transbordante de alegria pelo seu perdão. Ele foi o primeiro caso de “embriaguez” no Espírito que presenciamos. Ele cambaleava, cantava e ria. Mais tarde ele compôs muitos hinos.
Naquele dia à noite, depois de terminada a reunião de oração dos missionários, fui chamado para ir ao alojamento dos operários, pois Deus estava operando ali. Que espetáculo! Nunca poderei esquecer-me dele! A pequena construção estava abarrotada de homens (as mulheres estavam do lado de fora) que estavam sentados, em pé, ou nos braços de alguém, chorando, confessando e agonizando. Um dos homens, que se achava nos braços de um outro, sem forças para se mover, clamava incessantemente: “Meu coração é perverso, meu coração é perverso. Oh, o que farei?
Quem pode dar-me um coração limpo? Não posso comparecer diante de Deus com este coração malvado!”
Depois dele proceder desta forma por algum tempo, aproximei-me dele e disse-lhe: “Você nunca encontrará alívio por dizer que seu coração é perverso. Nomeie os seus pecados e saiba que o Senhor perdoará cada pecado que você confessar.” Ele abriu seu coração e confessou falsidade, adultério, bebedice etc. Qual não foi a sua intensa sinceridade e remorso nesta confissão! Não posso transmitir isto por meio de palavras. Mas assim que ele terminou, encheu-se de alegria e louvor, e então se dispôs a ajudar seus amigos que ainda estavam angustiados.
Um missionário descreveu o que Deus estava fazendo naqueles dias da seguinte maneira: primeiro, prostrar-se pela horrível convicção de pecado; segundo, louvor a Deus pelo sangue de Jesus; terceiro, oração, agonizando-se em favor das almas; quarto, pregação, saindo para testemunhar e levar outros a um conhecimento salvador de Jesus; e finalmente, purificação, quando um ou outro se levantava e mostrava por revelação do Espírito, alguém que ainda não estava certo com Deus, e implorava-lhe que consertasse sua vida antes que fosse tarde demais.
ÍNDIA
Em janeiro de 1905, Pandita Ramabai falou com as jovens de Mukti a respeito da necessidade de um avivamento e pediu voluntárias para se reunirem com ela diariamente para orar nesse sentido. Setenta pessoas responderam e periodicamente outras mais se ajuntaram, até formar um grupo de 550 pessoas que se reuniam duas vezes por dia no início do avivamento.
No dia 29 de junho, às 3h00 da madrugada, o Espírito foi derramado sobre uma das voluntárias. A jovem que dormia ao seu lado acordou-se quando isto aconteceu e vendo o fogo que envolvia completamente o seu corpo, correu para o outro lado do dormitório, buscou um balde cheio de água, e estava quase arremetendo o conteúdo sobre sua companheira quando percebeu que ela realmente não estava incendiada por fogo natural.
Dentro de uma hora, quase todas as jovens estavam reunidas, chorando, orando e confessando seus pecados a Deus. A jovem recém- batizada pelo Espírito estava sentada no meio delas, relatando o que Deus fizera por ela e exortando as outras ao arrependimento.
Após um forte arrependimento, confissão de pecados e certeza de salvação, muitas voltavam depois de um ou dois dias dizendo: “Somos salvas, e nossos pecados foram perdoados. Agora queremos o batismo de fogo”.
Num domingo, o texto usado foi: “Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3.11). Claramente, o Espírito Santo ensinou as jovens através desta passagem, e de Atos 2.1 – 4, e através da própria experiência da primeira mulher que foi batizada, a esperarem uma experiência literal de fogo, e Deus as respondia na sua expectativa.
Muitas das jovens foram revestidas por um fogo estranho, belo e sobrenatural. Elas gritavam quando o ardor lhes penetrava e revestia. Algumas caíam prostradas ao verem uma grande luz passar diante delas, enquanto o fogo de Deus consumia os membros do corpo do pecado: o orgulho, a ira, o amor ao mundo, o egoísmo e a impureza.
Finalmente uma segurança e um gozo completo tomavam o lugar do arrependimento. Algumas que estiveram estremecendo violentamente sob o poder da convicção de pecados, agora cantavam, louvavam e dançavam de alegria, às vezes saltando por horas a fio sem sentir cansaço.
EUA
“Ao chegar, encontrei a multidão reunida na beira de um prado onde continuou acampada durante muitos dias e noites consecutivos, durante os quais havia a todo o momento adoração a Deus em algum lugar do acampamento. Muitas vezes havia pregação em vários pontos simultaneamente. As cenas eram para mim sobremodo estranhas. Desafiavam qualquer tentativa de descrevê-las. Grandes números de pessoas caíam como homens mortos na guerra, e continuavam por horas num estado relativamente imóvel e sem respiração. Às vezes, por alguns momentos, reavivavam e demonstravam sintomas de vida por um profundo gemido ou um grito agudo e penetrante, ou ainda por uma oração por misericórdia fervorosamente pronunciada. Depois de permanecer assim por horas, obtinham libertação. A nuvem tenebrosa que cobrira os seus rostos parecia desvanecer progressiva e visivelmente, e a esperança em sorrisos clareava até se transformar em alegria. Levantavam-se, então, para bradar sua libertação, e dirigiam-se à multidão em redor numa linguagem genuinamente eloqüente e impressionante. Atônito, eu ouvia mulheres e crianças declarando as maravilhosas obras de Deus e os gloriosos mistérios do evangelho. Seus apelos eram solenes, comoventes, ousados e livres. Sob o efeito de tais apelos muitos outros caíam no mesmo estado do qual estes acabaram de ser libertos.”
HÉBRIDAS
Deus usou Donald Smith, como usou Finney, para produzir profunda convicção de pecado nos corações dos pecadores, enquanto ele testificava a eles. Suas palavras eram como dardos inflamados de convicção. Logo que ele se converteu, ficou tão cheio do Espírito de Deus que quando entrou na sala de aula, a professora estremeceu com convicção e deixou os papéis caírem no chão. Foi preciso sair da sala.
Na primeira noite depois da chegada de Donald e dos outros irmãos em Berneray, o inferno todo parecia estar em guerra contra o pregador. Não havia reação alguma. Foi uma reunião fria e morta. O texto da mensagem de Duncan Campbell foi: “Tu, Cafarnaum, ele- var-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até o inferno” (Lc 10.15).
De repente, Duncan Campbell parou no meio da sua pregação e pediu que Donald Smith orasse. O rapaz derramou o seu coração diante do trono da graça numa súplica sincera e fervorosa. Ele orou por uma meia hora com oração agonizante em favor das pessoas daquela ilha. Clamou a Deus, firmando-se nas promessas da aliança de Deus, e louvando a ele por ser um Deus que respondia as orações.
Então os céus se rasgaram e o Espírito de Deus foi derramado sobre o povo como no dia de Pentecoste. Houve a mesma manifestação do poder do Espírito de Deus que acontecera na ilha de Lewis nos meses anteriores. Houve as mesmas manifestações físicas dos dias de Wesley e do avivamento no país de Gales. Muitos ficavam em estado de êxtase. Outros foram prostrados diante do Senhor, caídos sobre os bancos. Aindas outros recebiam visões.
A característica notável deste vento do Espírito era que simultaneamente Deus movia na igreja pelo derramamento do seu Espírito e sobre as casas e redondezas da aldeia. Em todos os lugares as pessoas sentiam convicção de pecado – ateus, bêbados, e indiferentes comerciantes. Homens de negócios nas suas firmas, professores corrigindo suas provas, donas de casa nos seus lares, e até os pescadores na baía – todos eram dominados pela profunda convicção de pecado.
Sentiam uma estranha compulsão interior de ir ao salão de reuniões, onde por certo algo aconteceria, e onde pudessem encontrar alento. Sentiam ao mesmo tempo angústia e admiração. Os caminhos nas ladeiras logo se escureciam com as pessoas que afluíam para o salão de todas as direções.
CORÉIA
“Depois de orarmos por mais ou menos um mês, um irmão propôs que parássemos com as reuniões de oração, dizendo: ‘Já oramos por um mês, e nada de incomum resultou. Vamos orar cada um em casa, conforme achar conveniente.’ Porém a maioria decidiu continuar a reunião de oração, crendo que o Senhor não deixaria de conceder a Ping Yang o que já dera a Kassia.”
Resolveram dar mais tempo à oração ao invés de menos. Com este propósito, mudaram o horário do meio-dia para quatro horas da tarde; assim poderiam orar até a hora do jantar se quisessem. Não houve quase nada além de oração durante os quatro meses seguintes, e segundo seu próprio testemunho, o resultado foi que se esqueceram que eram metodistas ou presbiterianos; só reconheciam que eram todos um no Senhor Jesus Cristo. Esta era verdadeira união na igreja; foi produzida nos joelhos; duraria; e glorificaria o Altíssimo.
Era agora a primeira semana de 1907. Todos esperavam que Deus abençoaria de modo especial durante a Semana de Oração Universal. Mas chegaram ao último dia e ainda não houvera nenhuma manifestação especial do poder de Deus. Naquele sábado à noite quase mil e quinhentas pessoas estavam reunidas na Igreja Presbiteriana Central. Os céus acima deles pareciam ser de bronze. Seria possível que Deus lhes negaria o derramamento pelo qual oravam?
Então todos ficaram espantados quando o presbítero Keel, o dirigente da igreja, ficou em pé e disse: “Sou um Acã. Deus não pode abençoar por minha causa. Um amigo me chamou à sua casa e me disse: ‘Presbítero, estou para morrer; quero que você administre meus negócios, pois minha esposa é incapaz de fazê- lo.’ Realmente administrei o patrimônio daquela viúva, mas consegui embolsar cem dólares do seu dinheiro. Estou impedindo a obra de Deus. Vou devolver este dinheiro à viúva amanhã de manhã.”
Naquele momento, reconheceu-se que as barreiras haviam caído, e que Deus, o Santo, havia chegado. Convicção de pecados passou por toda aquela congregação. O culto começou às sete horas naquele domingo à noite, e só terminou as duas horas da manhã. Durante todo esse tempo, dezenas de pessoas estavam em pé, chorando e esperando sua vez de confessar.
Como o Sr. Swallen disse: “Valeu bem a pena ter passado vários meses em oração, pois quando Deus o Espírito Santo veio, realizou mais em metade de um dia do que todos nós, missionários, poderíamos fazer em metade de um ano. Em menos de dois meses, mais de duas mil pessoas pagãs se converteram.” Até meados de 1907, houve 30.000 conversões ligadas ao centro de Ping Yang. Até 1910, o avivamento claramente não havia esfriado, pois em outubro daquele ano, 4.000 pessoas foram batizadas em uma semana, e outras milhares haviam enviado seus nomes, dizendo que fizeram a decisão de se tornar cristãos.
E O BRASIL?
Ricardo Brunet – pastor na equipe do ministério da Comunidade Internacional da Zona Sul – RJ e professor do Instituto Bíblico Internacional na área de aconselhamento. Autor de vários livros.
Nestes tempos do fim confesso que meu coração tem andado um pouco angustiado pela situação atual da igreja de nosso Senhor Jesus Cristo na terra, e mui especialmente em nosso tão querido Brasil. Sinto-me compelido pelo Espírito Santo a trazer à luz algumas considerações a respeito dessa hora da igreja e o faço com muito temor e tremor, pois quem já tocou na igreja de Jesus inadvertidamente e tenha ficado impune? “Ai daquele que tocar a menina dos meus olhos!” Dt 32.10;Zc 2.8.
Esse é um tempo de muito cuidado e muito temor, e é tempo também de prestarmos atenção em tudo aquilo que está vindo da parte de Deus e não confundirmos com o que vem da parte dos homens e até mesmo, algumas vezes, da parte do diabo.
O Brasil passa por um momento de transição em todos os sentidos: politicamente, socialmente, economicamente e principalmente espiritualmente. O Espírito Santo, que é Santo, está para visitar a nossa nação e com certeza isso acontecerá em nossa geração, mas é necessário que prestemos atenção à maneira como isso irá acontecer, e não nos confundamos com qualquer outro movimento, mesmo que tenha um nome religioso. É tempo de nossos espíritos e corações estarem abertos e sensíveis à voz de Deus e à sua vontade para podermos conhecer seu coração em relação à nossa nação e de maneira alguma confundirmos AVIVAMENTO COM MOVIMENTO, COM RELIGIOSIDADE OU QUALQUER OUTRA COISA!
Percebo um alvoroço muito grande no meio do povo de Deus. Será que é alarido de guerra, segundo Josué, ou alarido dos que cantam, segundo Moisés?(Êx 32.17-18). Não! Infelizmente ainda é alarido de confusão, de idolatria, de rebelião, de corrupção e de doutrinas heréticas. Por algum tempo muitos de nós temos ouvido esses alaridos e temos saído por aí cantando, pulando, profetizando, compondo, arrecadando ofertas, proclamando que é alarido de visitação de Deus e até mesmo que é alarido de AVIVAMENTO. Muito barulho tem soado em nosso meio, muito movimento, muitas pessoas têm chegado até a igreja, até pessoas do mundo artístico, esportivo e político. Muitas igrejas têm estado cheias, e por tudo isso temos muitas vezes proclamado como Josué e Moisés precipitadamente declararam: É guerra, é festa, é alegria, é avivamento!
Quando Moisés desceu do monte, já próximo ao arraial, pode constatar aquilo que o Senhor já havia lhe falado no cume do monte, e o que foi que ele viu, senão pecado, idolatria, distanciamento de Deus e prostituição? Só nesse momento, então, foi que ele sentiu o pulsar do coração de Deus e cheio de ira, destruiu as tábuas da lei recebidas no Sinai e mandou que matassem todos os que se prostituíram diante de outros deuses!
Ó, Deus! Que o Senhor nos ajude nesse tempo do fim e coloque um novo colírio em nossos olhos para entendermos a urgente necessidade de um AVIVAMENTO, nos moldes bíblicos, para trazer sua glória de volta para o nosso meio (1 Sm 4.17-22; 2 Sm 6.1 -11; 2 Sm 7.15- 17), para que todo o povo saiba que o braço de Deus é forte, e que os montes e as nações tremam diante, da sua presença! (Is 64.1-2)
Meu propósito nesse momento, com muito temor e respeito, é tentar trazer alguns de nós de volta à palavra de Deus para que possamos compreender que o Senhor tem meios próprios e phncípios bem claros para trazer sua visitação a uma nação. Algo de muito mais sério e profundo do que aquilo que estamos presenciando nesse momento da história da igreja precisa acontecer em nossa nação.
Quando buscamos orientação histórica através dos tempos e olhamos um pouco para trás, e estudamos a vida de homens que moveram os braços de Deus e que através de suas vidas cidades inteiras e até mesmo nações foram impactadas pelo poder de Deus, culminando com poderosos avivamentos envolvendo toda uma sociedade, vidas como John Wesley, George Whitefield, Jonathan Edwards, Martinho Lutero, Conde Zinzendorf, Savonarola, George Muller, John Huss, David Brainerd e tantos outros, então entendemos que algo muito mais que um bom evangelho precisa ser pregado em nossa geração.
Estamos vivendo dias muito interessantes em nossa nação. A igreja está crescendo, vidas em todos os segmentos da sociedade estão sendo salvas, nos esportes, nas artes, no teatro, na TV, no congresso, profissionais liberais e até nas periferias. Graças a Deus por isso! É muito bom saber que muitas almas estão sendo alcançadas pelo evangelho, embora, creio com tristeza, que muitas dessas pessoas não têm passado por uma profunda transformação de arrependimento. Ainda assim, aleluia, pois pode ser o primeiro passo para tudo aquilo que o Espírito Santo deseja fazer! Entretanto, mesmo com todos estes acontecimentos, permanece ainda no meu coração um clamor que não foi atendido.
Gosto de ver as igrejas crescendo, ver muitas pessoas chegando à casa de Deus, muitas igrejas novas nascendo, muitos outros trabalhos para- eclesiásticos surgindo, graças a Deus por isso.
Mas a minha pergunta é a seguinte: o quanto temos, como cristãos, “sacudido” nossa sociedade? O que temos transformado? De que maneira o sal está salgando? Quais instituições foram transformadas pelo poder de Deus? Quais cidades foram transformadas pelo evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo?
O peso do meu coração é por essa nova safra de crentes que tem chegado para a casa de Deus nesses últimos dias, em todas as partes do país.
Moisés foi tremendamente usado por Deus e transformou sua geração, libertando seu povo, pelo poder de Deus, do cativeiro egípcio, levando-o para Canaã. José foi outro homem tremendamente usado por Deus. Por sua obediência ao Senhor, todo o Egito daquela época e as nações vizinhas foram poupados de morrer de fome. José, para dar continuidade a visão profética de Deus e ao seu propósito, foi transformado no segundo homem do Egito, assumindo a posição de vice-go- vernador. Davi, o pequeno rei, marcou a sua geração segundo a vontade do Pai e depois pôde morrer em paz (At 13.36). Elias, o profeta de Deus, tocou na estrutura de um povo, quando solicitado por Deus para profetizar ausência de chuva, e por sua causa um reinado iníquo perdeu seu trono. Poderíamos falar de Josué, Calebe, Samuel, Asa, Isaías, Ezequiel, Daniel, Paulo, Pedro, João e muitos outros, que com suas vidas, seus testemunhos, sua fé, moveram os braços de Deus em favor de si, de suas cidades, seus povos, suas gerações.
Cem anos de evangelho em nosso país: qual tem sido o resultado? quais as colheitas? quais os frutos? quantos avivamentos? quantas transformações sociais? quantas reformas? quantas perseguições? É tempo de parar e refletir um pouco a respeito daquilo que faremos com o evangelho para o próximo milênio.
Não devemos deixar nossa geração passar sem que ela experimente um poderoso avivamento, que tocará profundamente nas estruturas da igreja e na sociedade tão libertina e pecaminosa.
O que será que nos falta para termos avivamento nesse final de século XX, que irá irromper para o próximo século? O que poderemos fazer para que isso venha a acontecer?
Creio que, em primeiro lugar, precisamos reconhecer a necessidade de um avivamento em nossa nação, começando com nossas vidas pois lamentavelmente muitos se encontram tão leves e dispersos que acham que estão experimentando pleno avivamento, ou então nem sabem exatamente o que é avivamento.
Em segundo lugar precisamos entender o que é avivamento, pois temos corrido o risco de confundir avivamento com bênçãos, com prosperidade, com milagres, com igrejas cheias, com muitas músicas, muito barulho, com reuniões avivalistas, com grandes campanhas de evangelização, e tantas outras coisas; mas é urgentemente necessário que compreendamos avivamento segundo a ótica de Deus e de sua palavra.
Em terceiro lugar, precisamos desejar de todo o nosso coração que tanto a nossa vida quanto a nossa nação sejam sacudidas com esse poderoso avivamento.
Em quarto lugar, é necessário, agora, buscarmos da forma correta este avivamento.
Em quinto e último lugar, para termos esse avivamento em nosso país é preciso saber que o nosso amado Deus anseia demasiadamente mais do que nós derramar esse poderoso avivamento em nossa tão amada nação.
Antes de qualquer outra consideração é muito importante que os queridos leitores tenham em suas mentes a seguinte afirmativa de nosso amado Deus, dada ao profeta Isaías: “Lembrai- vos das coisas passadas da antigüidade; que eu sou Deus e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam, que digo: o meu conselho permanecerá de pé; farei toda a minha vontade!” Aleluia! (Is 46.8-10).
Que coisa tremenda! Independentemente do que o diabo e os homens estão tentando fazer com a igreja de Jesus hoje em dia, ela vai prosperar. O propósito de Deus não será frustrado e as portas do inferno não prevalecerão. Uma igreja linda, forte e gloriosa será levantada em cada cidade alta, em cada lugar estratégico, em cada cidade das nações, e cumprirá todo o querer de Deus na terra, detonará o inferno com o diabo e seus demônios e levantará o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, e todo o joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor.
O diabo por muito tempo tem mentido e enganado o povo de Deus. Agora é hora da igreja se levantar com sabedoria e debaixo da autoridade de Deus expulsá-lo desse perímetro e fazer o reino de Deus se manifestar na terra.
Deus nunca permitirá que seu propósito seja frustrado. Sua igreja nunca será perdedora. Ela será gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante!
Ainda que as coisas por um tempo pareçam caminhar mal, ele prevalecerá. Ele cumprirá seu eterno propósito!


Avivamento e Convicção de Pecados

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2.       05/12/2011 |
3.       Autor:
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Por: Charles Finney
Um avivamento consiste no retorno da igreja da sua apostasia, e na conversão de pecadores. Sempre inclui convicção de pecados, por parte da igreja. Pessoas que são cristãos apenas de nome, e são frias ou desviadas, não podem simplesmente acordar e começar a participar do serviço de Deus sem passar antes por profundas sondagens de coração. As fontes e raízes do pecado precisam ser quebradas. Num verdadeiro avivamento, as pessoas sempre são expostas a essa convicção; começam a ver seus pecados em tal perspectiva que freqüentemente acham impossível manter a esperança de serem aceitas por Deus.
Um avivamento nada mais é do que o início de uma nova obediência a Deus. Os cristãos terão sua fé renovada. Enquanto estiverem no estado de apostasia ou frieza, ficam cegos quanto ao seu estado de pecadores. Seus corações são como mármore. As verdades da Bíblia parecem não passar de sonhos. Admitem que tudo seja verdade; mas sua fé não o vê como algo real, em todas as cores ardentes e vivas da eternidade. Mas quando entram num avivamento, enxergam as coisas nessa luz forte, que renova o amor de Deus em seus corações.
Ficam cheios de um amor sensível e ardente pelas almas. Terão um profundo anseio pela salvação do mundo inteiro. Estarão em agonia em favor dos indivíduos que desejam ver salvos. Não só os exortarão a dar seus corações a Deus, mas os carregarão a ele nos braços da fé, e com forte clamor e lágrimas suplicarão a Deus que salve suas almas do fogo que jamais cessará.
Um avivamento quebra o poder do mundo e do pecado sobre os cristãos. Leva-os a uma posição onde terão um novo impulso em direção ao reino de Deus, e um novo desejo de se unirem a ele. Quando os cristãos ficam desta forma despertados e avivados, a salvação de pecadores será uma  conseqüência.
Tenho observado durante os últimos dez anos que os avivamentos estão se tornando gradativamente mais e mais superficiais. Os cristãos ficam muito menos espirituais, perseveram muito menos na oração, não são tão radicalmente quebrantados e vivificados, nem tão inteiramente batizados no Espírito Santo, como eram antes. Tenho ouvido muitos dizerem, tanto pregadores quanto membros comuns: “Ansiámos tanto voltar a ter avivamentos como tivemos alguns anos atrás”.
Há muito menos sondagem de coração através da manifestação profunda e completa da depravação humana, do que anteriormente. Da minha própria experiência e observação, como também da Palavra de Deus, estou plenamente convencido que a natureza dos avivamentos depende em grande parte da ênfase que é colocada na depravação do coração. Seu orgulho, inimizade, devaneios, enganos, e tudo mais que é detestável diante de Deus, precisam ser expostos à luz da sua lei perfeita.
Não se coloca suficiente ênfase sobre a terrível culpa da depravação do homem. Os pregadores não se dão ao trabalho de mostrar ao pecador, através de uma série de discursos cortantes e diretos, a total maldade e culpa do seu coração perverso, e a total falta de qualquer desculpa justificável para isso. Nenhum avivamento poderá ser completo até que pecadores e cristãos frios sejam tão expostos e humilhados, que não consigam mais levantar suas cabeças.
É um ponto conclusivo para mim que, enquanto pecadores e cristãos meramente nominais puderem entrar numa reunião sincera, e levantar suas cabeças, e encarar a você e aos outros nos olhos, sem acanhamento ou vergonha, isto significa que a obra de sondar o interior não foi de forma alguma realizada, e estas pessoas não estão prontas para serem inteiramente derrubadas e convertidas a Deus.
Quero chamar a atenção de meus irmãos especialmente para esse fato. Quando pecadores e cristãos frios são profundamente tocados pelo Espírito Santo, ficam tremendamente envergonhados de si mesmos. Até que demonstrem esta profunda vergonha, deve ser reconhecido que a sonda não foi suficientemente usada, e por isso ainda não se vêem como deveriam.
Quando entro numa reunião de candidatos para conversão, e olhando para as pessoas, vejo que estão com as cabeças erguidas, olhando para mim e umas às outras, já sei o que preciso fazer. Ao invés de insistir para que venham logo a Jesus, preciso dedicar-me ao trabalho de convencê-las do pecado. Geralmente, só de olhar pela sala, um pregador pode discernir, não só quem sente convicção de pecados, e quem não sente, mas quem está tão profundamente convencido que já está pronto para receber Cristo.
Alguns olham ao redor, sem demonstrar qualquer constrangimento ou vergonha; outros não conseguem olhar direto nos seus olhos, mas ficam de cabeça erguida; ainda outros não ficam de cabeça levantada, mas estão calados; e outros, através dos seus soluços, suspiros, e angústia, revelam imediatamente o fato de que a Espada do Espírito já lhes feriu até ao próprio coração.
Tenho aprendido também que um avivamento nunca assume um caráter desejável ou saudável a menos que a pregação e outros meios de formar o ambiente sejam direcionados de tal forma e com tal eficiência que se produza aquela espécie de genuína e profunda convicção que quebranta o pecador e o cristão indiferente, e os torna irremediavelmente envergonhados e confundidos diante do Senhor, despidos de qualquer desculpa, e impulsionados a fazer qualquer coisa para justificar a Deus e condenar a si mesmos.
Tenho pensado que, pelo menos em muitas ocasiões, não foi dada ênfase suficiente na necessidade da influência divina sobre os corações de cristãos e pecadores. Isto entristece o Espírito de Deus. Por sua obra não ser honrada nem suficientemente valorizada, e não podendo trazer glória a si mesmo, ele retém sua influência divina.
Outra vez, é algo perigoso em avivamentos focalizar demais as esperanças e temores dos homens; a razão simples disso sendo que o homem, por ser tão egoísta, tende a criar em si mesmo uma submissão a Deus que é inerentemente egoísta – uma religião egocêntrica em que o homem é movido, por um lado, pelo temor de castigo, e por outro, pela esperança de galardão.
É verdade que Deus leva em conta as esperanças e temores do homem, ameaçando-o com castigo se desobedecer, e oferecendo recompensas se o obedecer; mas ainda assim, não há nenhuma virtude quando o coração é movido meramente por esperança de recompensa ou medo de castigo.
Se os pecadores se arrependerem e virarem de seus pecados, e sem interesses pessoais se consagrarem ao bem do universo e à glória de Deus, ele promete, através da expiação de Cristo, perdoar seus pecados. Mas esta promessa não é válida quando se deixa o pecado por motivos interesseiros. O pecado exterior pode ser abandonado por motivos egoístas, mas o pecado do coração nunca o pode ser; pois este pecado consiste de egoísmo, e seria totalmente absurdo falar de abandonar o egoísmo por motivos egoístas.
Não pode haver dúvida de que quando os pecadores são acomodados e despreocupados, focalizar nos seus temores e esperanças será a forma mais rápida, e talvez a única forma de despertá-los, e prender sua atenção ao assunto da salvação; mas sempre deve-se lembrar que depois de se obter sua atenção, devem ser levados no máximo possível a não enfrentar o assunto de uma perspectiva egoísta.
PASTORES E O AVIVAMENTO
D.L. Moody
Tenho pouca simpatia para com aqueles pastores que, quando Deus está avivando as igrejas, começam a pregar contra avivamentos. Não existe uma denominação em todo o cristianismo hoje que não tenha nascido de um avivamento. Os episcopais afirmam que têm origem apostólica; se tiverem, são fruto do vivamento em Pentecoste. Os metodistas saíram dos avivamentos com John Wesley e George Whitefield.
A Igreja Luterana não veio do grande despertamento que varreu a Alemanha nos dias de Lutero? A Escócia não foi sacudida pela pregação de John Knox? De onde vieram os Quakers, senão da obra de Deus com George Fox? Entretanto, as pessoas ficam tão receosas que se vai alterar a rotina regular das coisas.
Lembro que fomos a um lugar onde o pastor descobriu que sua igreja era contra sua participação nos cultos. Ele pegou os registros da igreja, e descobriu que oitenta por cento dos membros da igreja haviam se convertido em tempos de avivamento, entre eles o superintendente da Escola Dominical, e todos os oficiais da igreja, e quase todos os membros ativos.
No domingo seguinte, ele foi para a igreja e pregou um sermão sobre avivamentos, lembrando os ouvintes do que havia acontecido na história daquela congregação. E assim descobrimos que muitos daqueles que falam contra o avivamento foram eles próprios convertidos numa época de avivamento.
AVIVAMENTO AFETA A SOCIEDADE
Duncan Campbell
O que quero dizer quando falo de avivamento? Uma campanha evangelística ou série de reuniões especiais não é avivamento. Numa campanha evangelística ou cruzada, pode haver centenas ou até mesmo milhares de pessoas tomando decisões para Jesus Cristo, e no entanto, a comunidade permanecer inalterada, e as igrejas também continuarem basicamente iguais. Em um avivamento, Deus age no distrito. De repente, a comunidade torna-se sensível a Deus. O Espírito de Deus toma conta dos homens e das mulheres de tal forma que abandonem até o trabalho para se dedicar a esperar em Deus.
No meio do avivamento Lewis, o pastor da paróquia de Barvas escreveu: “O Espírito de Deus pousava de forma maravilhosa nos diversos municípios da região. Sua presença estava nos lares das pessoas, nos campos e pantanais, e até nas estradas públicas.” A presença de Deus é uma característica suprema de um avivamento enviado por Deus.
Das centenas de pessoas que encontraram com Jesus Cristo durante este tempo, nada menos que 75% se converteram antes de chegar perto de uma reunião, ou ouvir um sermão. O poder de Deus, o Espírito de Deus, estava agindo e o temor de Deus agarrava as almas das pessoas. Isto é avivamento, como diferenciado de esforços especiais no campo de evangelismo.

 

 

 

O Que é Avivamento?

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2.       05/12/2011 |
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Por: Richard Lovelace
Jonathan Edwards, o teólogo puritano que é considerado por alguns como a mente mais brilhante surgida nos Estados Unidos, foi também o maior teólogo de avivamento. Quando falamos sobre avivamento na igreja contemporânea, os escritos de Edwards nos fornecem os melhores padrões disponíveis para avaliar o que é genuíno, o que é espúrio, e o que é mistura aguardando a purificação.
Logo no começo da sua carreira pastoral, Edwards teve que enfrentar as implicações da sua congregação passar por um avivamento. Apesar de ser uma igreja solidamente ortodoxa que já passara por diversas colheitas de conversões sob o ministério do avô de Edwards, Solomon Stoddard, nesta década de 1730, a sua ortodoxia era meramente “teórica”, como diriam os puritanos. Os paroquianos conheciam seu catecismo, e podiam citar de cor os elementos da fé cristã, mas poucos se importavam profundamente com Cristo.
Eram absortos e fascinados pelos negócios e pela vida cotidiana, e davam pouca atenção para Deus. Em 1734, Edwards pregou “Uma Luz Divina e Sobrenatural”, propondo uma nova maneira de definir esta situação da igreja. Cristãos nominais que já passaram por sucessivas etapas de doutrinação ou É ensinamento são capazes de falar convincentemente mesmo quando estão totalmente sem contato com a realidade sobrenatural. Conseguem jogar com peças  teológicas como se fossem marcadores no mapa de um território que nunca visitaram. O verdadeiro cristianismo requer encontros com a verdade, mas esta verdade precisa ser iluminada pela presença do Espírito Santo. Somente isto produzirá “um verdadeiro senso da excelência divina das coisas reveladas na palavra de Deus”.
Um dos efeitos deste encontro seria o prazer experimentado na presença de Deus. O convertido “não apenas acredita racionalmente que Deus é glorioso, mas tem um senso da gloriosidade de Deus no seu coração… há um senso da beleza da santidade de Deus.” O cristianismo bíblico, portanto, é ortodoxia iluminada pelo Espírito que transforma o coração e reorienta a vida inteira para focalizar em Deus e buscar a sua vontade.
Esta descrição acima na verdade foi da própria experiência pessoal de Edwards, como se pode ver em “Personal Narrative” (Narrativa Pessoal). Quando primeiro viu as Escrituras sob a iluminação do Espírito Santo, sua vida começou a mudar:
Minha mente foi grandemente estimulada a passar o tempo lendo e meditando sobre Cristo, sobre a beleza e excelência da sua pessoa, e sobre o belíssimo caminho de salvação por graça total nele… Saí andando sozinho, num lugar solitário no pasto, para contemplar… Entrou, então, na minha mente um senso tão doce da gloriosa majestade e graça de Deus, a ponto que não saberia como exprimir… Parecia veras duas coisas em santa conjunção: majestade e mansidão ligadas uma à outra; era uma majestade doce, meiga, e santa; e também era uma mansidão majestosa; uma doçura temível; uma mansidão elevada, grandiosa, e santa.
Como parte desta nova preocupação, gerada pelo Espírito, no jovem Edwards, havia um interesse fervoroso em avivamento e na extensão do reino de Cristo. Ele pode não ter suspeitado que sua própria congregação seria um dos principais focos do avivamento pelo qual orava. Ele era um intelectual introvertido, que havia devorado os escritos de John Locke com 14 anos, e que agora não conseguia participar das conversas banais necessárias nas visitas pastorais. Passava 14 horas por dia no seu escritório. No domingo de manhã, a pregação era feita através da leitura do manuscrito que escrevera durante a semana, olhando intermitentemente não para o povo, mas para a corda do sino. Com certeza, era a última pessoa que saberia “Como Promover e Conduzir um Avivamento”, para usar a expressão de R. A. Torrey.
Mas em 1734, o avivamento irrompeu na sua congregação de Northampton, Massachusetts. Começou entre os jovens, que antes estavam se distanciando cada vez mais da igreja, mas agora queriam reunir-se com Edwards para discutir seus sermões. A maioria dos pastores hoje já se dariam por satisfeitos, considerando isto um avivamento em si; mas como muitas vezes acontece, o despertamento alcançou os adultos. Edwards disse depois que as coisas espirituais tornaram-se tão urgentemente reais a eles que sua dependência das coisas do mundo foi quebrada:
Uma grande e sincera preocupação sobre as coisas de Deus, e do mundo eterno, tornou-se universal em todas as partes da cidade… Todos os demais assuntos, além de coisas espirituais e eternas, foram descartados… Um assunto que não fosse sobre as coisas religiosas praticamente não seria tolerado em qualquer tipo de grupo. As mentes das pessoas eram maravilhosamente desligadas do mundo, pois este passou a ser tratado entre nós como algo de muito pouca conseqüência. Pareciam cumprir suas obrigações seculares mais como parte do seu dever, do que por uma disposição que tinham para fazê-las; o perigo agora estava no outro lado, de negligenciar demais as tarefas seculares, e passar tempo demais no exercício imediato da religião.
Intensa convicção de pecados era quase universal entre aqueles que corresponderam ao avivamento de Northampton. Pecados mais profundos como orgulho e inveja eram os focos principais. Alguns ficaram preocupados por ainda não sentirem convicção de pecados.
Embora o treinamento catequético que os membros tinham era mais que suficiente para saber como sair das masmorras de desespero causado pela convicção do Espírito Santo, a maioria teve que procurar a Edwards no seu escritório para ser guiada ao Mestre. Ele, que muitas vezes não sabia como visitar seus membros, agora era visitado por eles!
Dois outros aspectos do avivamento de Northampton devem ser notados. Primeiro, a adoração na congregação foi vivificada. Os paroquianos não estavam mais jogando em cima de mapas teológicos, estavam em contato com o território da realidade divina:
Nossas assembléias públicas ficaram mais bonitas; a congregação estava viva no serviço a Deus, cada um genuinamente concentrado na adoração coletiva, cada ouvinte ansioso para beber cada palavra do pregador, à medida que saía da sua boca; a congregação em geral ficava em lágrimas de poucos em poucos minutos, durante a pregação da palavra; alguns choravam de tristeza e angústia, outros com alegria e amor, e ainda outros com compaixão e preocupação pelas almas dos seus próximos.
Segundo, o.evangelismo pessoal aumentou numa escala sem precedentes entre os puritanos. Evangelismo por parte de leigos cresceu a um novo patamar. Compartilhar o evangelho, que antes era direcionado principalmente do clero para o leigo, agora fluía em canais novos – de esposas para maridos, e até de crianças para pais: “A cidade parecia estar cheia da presença de Deus; nunca ficou tão cheia de amor, nem de alegria, nem de angústia, como estava naqueles dias… Era um tempo de alegria nas famílias por causa da salvação que lhes era trazida; pais se regozijavam por seus filhos como se tivessem acabado de nascer, e maridos por suas esposas.”
Ondas de Avivamento
Edwards não considerava o avivamento de Northampton como algo diferente do alvo de Deus em relação à igreja como um todo. Nos seus sermões de 1739 sobre a História da Redenção, ele propõe que a história sagrada alterna entre períodos de declínio espiritual, tão implacáveis quanto a gravidade do pecado, e eras de graça, nas quais o Espírito Santo é derramado sobre o povo de Deus, capacitando-o para os combates espirituais que tomarão território da carne, do mundo e do diabo. Esta força espiritual foi manifesta na geração que conquistou Canaã, no Pentecoste e na evangelização subseqüente do Império Romano, e na Reforma Protestante. Edwards projetou uma alternação futura de declínios e despertamentos que levariam finalmente à glória milenar da igreja.
O fluxo e refluxo de guerra espiritual explica a típica curva senoidal na história dos avivamentos. Se fizermos um gráfico da história militar da Segunda Guerra Mundial, veremos que terreno era conquistado, depois perdido, e depois reconquistado e ampliado. A invasão da Normandia corresponde a um grande despertamento espiritual, que eleva a igreja a um novo nível de pureza e influência. A história do reino de Deus começa como um ponto de luz sobre um planeta caído, e depois aumenta, contrai, e aumenta novamente, liberando território até toda a terra ficar cheia de luz, cheia da glória de Deus, como as águas cobrem o mar.
Assim o modelo de Edwards de avivamento e declínio, baseado no fluxo e refluxo da guerra espiritual, indicava que um despertamento poderia ser mais semelhante a um combate de rua do que a um amanhecer de primavera. Um mover de avivamento pode ser diluído, desfigurado, ou até invadido pelas forças contrárias do pecado e de Satanás.
Edwards viu isso acontecer pela primeira vez em 1735 quando um dos seus paroquianos ouviu uma voz persistente ordenando-lhe a cortar sua própria garganta, à qual no fim ele acabou obedecendo. Edwards comentou que durante o auge do avivamento “Satanás parecia estar excepcionalmente refreado” pela libertação de pessoas aflitas por depressão e tentações; mas que depois desse suicídio, “ele começou a se soltar mais, e esbravejava de uma forma pavorosa”.
Edwards aparentemente cria que injetar elementos espúrios para descaracterizar o avivamento claramente era a estratégia principal dos demônios. Ele certamente concordaria com J. Edwin Orr que em todo despertamento, o primeiro a acordar é o Diabo.
Edwards logo presenciou mais disto, no período explosivo de avivamento na Nova Inglaterra de 1739 a 1742. As grandes campanhas evangelísticas em que George Whitefield pregava eram poderosamente eficazes para trazer conversões, mas foram desfiguradas por ele ter sugerido impensadamente que seus oponentes não eram verdadeiros cristãos. Outro pregador, Gilbert Tennant, falou sobre “O Perigo de um Obreiro Não Convertido”, e rachou a Igreja Presbiteriana durante 17 anos, e ainda outro (James Davenport) orou de púlpito, para que pastores locais, citados por nome, fossem convertidos, trazendo caos a igrejas em Boston. (Posteriormente, Tennant curou a brecha na sua igreja, admitindo que o Presbitério de Filadélfia provavelmente só estava dormindo, e não morto. Davenport também confessou que não sabia que espírito o moveu a orar daquela forma.)
Elementos Primordiais e Aspectos Secundários de Avivamento
De repente, então, surgiu uma tempestade de críticas, que freqüentemente focavam verdadeiros problemas existentes no avivamento. A primeira resposta de Edwards foi puramente defensiva. “Marcas Distintas de uma Obra do Espírito de Deus” (1741) começa afirmando que há muitos elementos num avivamento que não são marcas definitivas do Espírito, nem sinais da operação da carne ou do diabo, mas são simplesmente indiferentes – uma espécie de pacote acidental que envolve o verdadeiro cerne do despertamento espiritual.
Não prova nada o fato do avivamento ser fruto de reuniões prolongadas, ou produzir estranhos efeitos corporais. Uma forte preocupação com religião ou visões imaginativas também não prova nada nem a favor, nem contra. Se fenômenos de avivamento parecem se espalhar por contágio ou imitação, outra vez não dá para concluir nada. Imprudência e irregularidade, enganos satânicos, e até a apostasia subseqüente de alguns convertidos não contestam a genuína atividade do Espírito num avivamento.
De forma mais positiva, Edwards encontrou cinco marcas bíblicas de um avivamento autêntico: exalta Jesus; ataca as forças das trevas; exalta as Escrituras Sagradas; promove a sã doutrina; e traz amor a Deus e ao próximo.
Edwards estava convencido de que poderia haver muita imaturidade mesmo num avivamento autêntico. “Na primavera, inúmeras flores e novos frutos aparecem com vigor, prometendo florescer, e depois caem e dão em nada… Da mesma forma, uma chuva faz brotar os cogumelos, que aparecem de repente, assim como dá crescimento às plantas úteis…. (Na primavera, quando os pássaros cantam, as rãs e os sapos também coaxam.)”
Orgulho Espiritual – Arma de Satanás para Contaminar o Avivamento
Nos seus escritos posteriores, Edwards deixa cada vez mais a defesa do avivamento e começa a criticar seus defeitos. Em “Pensamentos sobre o Avivamento na Nova Inglaterra” (1742), depois de começar com uma forte descrição do poder do avivamento, ele oferece uma crítica profunda da religiosidade carnal. Sua preocupação é que os líderes do avivamento tenham começado a confundir suas próprias intuições, impulsos e palpites com a direção de Deus. Acima de tudo, ele lamenta a prevalência do orgulho espiritual, “a porta principal por onde o diabo entra nos corações daqueles que têm zelo pelo avanço da religião… e também a chave principal que ele usa para controlar pessoas religiosas… para contaminar e impedir uma obra de Deus.” O orgulho é um impedimento tão sério porque desvia os cristãos do arrependimento e os torna críticos:
O orgulho espiritual torna a pessoa muito suscetível a suspeitar dos outros, enquanto que um cristão humilde se preocupa mais consigo mesmo, e assim suspeita mais do seu coração do que qualquer outra coisa no mundo… O cristão verdadeiramente humilde tem tanto para fazer em casa, que não tem muita possibilidade de se ocupar com o coração dos outros… Terá sempre a tendência de considerar os outros melhores do que a si mesmo, e espera que ninguém tenha maior amor e gratidão a Deus do que ele.
Cristãos com orgulho espiritual, por outro lado, são rápidos para censurar os outros e logo se separam deles também, se suas crenças ou comportamentos não atingem seu padrão. Sua carnalidade espiritual geralmente irrita profundamente os que estão por perto com sua autoconfiança, ousadia humana e inflexibilidade dogmática, que ou discute continuamente, ou nem mesmo aceita diálogo. O orgulho espiritual “muitas vezes predispõe a pessoa a assumir uma forma singular de falar”. Sempre “é extremamente sensível à oposição e às injúrias recebidas de outrem”. Alisa muito a si mesmo, enquanto negligencia aos outros.
No início da década de 1740, Edwards ansiava por líderes de avivamento que não fossem pomposos ou contenciosos, que fossem apenas cristãos humildes:
Cristãos que são apenas co-vermes uns dos outros, deviam no mínimo tratar os outros com a mesma humildade e mansidão com que Cristo… os trata. O cristão verdadeiramente humilde se reveste de mansidão, brandura, modéstia, bondade de espírito e comportamento… A pura humildade cristã não possui nenhum elemento de aspereza, desprezo, fúria, ou amargura na sua natureza; torna a pessoa como uma criança… ou como um cordeiro, destituída de qualquer amargura, ira, raiva, ou gritaria.
As Características de um Verdadeiro Avivamento
Na sua obra “Tratado sobre Afeições Religiosas” (1744), Edwards mostra sua preocupação de que a pura espiritualidade cristã estivesse sendo submersa por falsificações. “É pela mistura da religião falsificada junto com a verdadeira, quando não discernida e não distinguida, que o diabo tem sua maior vantagem contra a causa e o reino de Cristo.”
Como em “Marcas Distintas”, Edwards começa fazendo uma lista de “sinais insuficientes” que nem desacreditam nem validam um avivamento: intensas emoções religiosas, efeitos involuntários no corpo, propensão para falar mais, formas humanamente orientadas para amar, um temor servil de Deus, intensa religiosidade, louvor a Deus que de fato é focado em si mesmo, certeza de salvação (ou falta dela), e até a preocupação em agradar outras pessoas consagradas.
Se estes não são sinais de renovação espiritual, então o que é? Edwards responde que o coração (o centro mais interior da personalidade) precisa ser tocado pelo Espírito Santo. Este toque de cura gera afeições (motivações motrizes que informam e dirigem a mente e a vontade), que procedem de amor pelo próprio Deus, não apenas de gratidão pelas suas dádivas. Estas afeições são respostas à própria beleza de Deus, não apenas ao seu poder ou grandeza.
Não são sentimentos que anulam a mente, mas que a iluminam e transformam. Dão mais segurança e certeza à fé, mas também geram humildade. Transformam nossa natureza, produzindo um espírito manso e bondoso, e uma grande sensibilidade em relação ao pecado. Não promovem emotividade centrada em si mesmo, mas antes uma vigorosa consciência social que cuida tanto do corpo como da alma das pessoas. Levam inevitavelmente à prática de caridade cristã.
Quando o “Tratado sobre Afeições” foi publicado em 1746, Edwards já estava desanimado com o avivamento. Em 1742, ele havia advertido sobre a estratégia do diabo de semear joio no meio do trigo a fim de desacreditar a lavoura inteira:
Podemos observar que é uma tática comum do diabo levar um avivamento de religião a extremos; quando percebe que não dá mais para segurar as pessoas e mantê-las quietas, então os instiga a excessos e extravagâncias… Embora tente com a máxima diligência levantar inimigos declarados de religião para fazer oposição, ao mesmo tempo sabe que numa época de avivamento, sua maior força será através dos amigos do movimento; e seu esforço maior será no sentido de enganar e desviá-los do verdadeiro alvo. Uma pessoa genuinamente zelosa pode fazer mais para impedir a obra, do que cem oponentes fortes e declarados.
Em 1747, Edwards auxiliou um projeto da Igreja Presbiteriana da Escócia, pedindo campanhas trimestrais de oração intensa em favor de despertamento espiritual, numa obra intitulada “Uma Tentativa Humilde de Promover Concordância Explícita em Oração Unida pelo Avanço do Reino de Cristo”. Nesta época, ele sentiu que os erros dos líderes do avivamento haviam temporariamente desencarrilhado o movimento. Entretanto, ainda estava confiante de que oração unida em favor do tipo de despertamento espiritual que descreveu nos seus escritos poderia prevalecer. Argumentou que quando a igreja está no seu pior e mais fraco estado, pode estar mais próxima ao avivamento, por ser atraída a Deus em dependência maior:
O limite extremo de fraqueza da igreja freqüentemente tem sido a oportunidade de Deus para ampliar seu poder, misericórdia e fidelidade para com ela. O interesse e preocupação de pessoas consagradas há muito tempo está em torno da decadência geral, e no avanço do erro e da maldade; parece que agora a doença chegou a uma crise total… Quando a igreja, neste estado tão baixo, e oprimida por seus inimigos, começa a clamar a Deus, ele rapidamente correrá ao seu socorro, como pássaros voam ao ouvir seus filhotes.
O Que Edwards Pensaria Sobre as Visitações Atuais?
Se Edwards estivesse vivo hoje, o que ele diria sobre a “Bênção de Toronto”, o “Avivamento de Pensacola”, o ministério de Rodney Howard Browne, Benny Hinn, e tantos outros ministérios e igrejas que apresentam fenômenos sobrenaturais nos dias atuais?
Edwards, Wesley, e outros avivalistas também testemunharam pessoas desmaiando ou caindo quando tocadas pelo Espírito Santo. A preocupação de Edwards nestes casos era verificar se a experiência incluía verdadeira iluminação e transformação do coração, com frutos duradouros na fé cristã e na vida, e não apenas efeitos passageiros no corpo.
Alguns componentes das experiências em Toronto e em outros lugares o fariam parar para pensar. É verdade que durante os avivamentos no sertão dos EUA, os convertidos eram tomados por um comportamento contagioso, repuxando voluntariamente e latindo como cachorros. Peter Cartwright encorajava os fenômenos como um auxílio à humildade, mas outros sentiam que o avivamento estava sendo desfigurado por estes elementos.
Um historiador comenta: “Aqueles que se opunham às manifestações logo reconheciam que a atitude do pregador tinha grande influência sobre a natureza das reuniões. Uma ordem clara da parte dele logo no início da primeira manifestação exagerada geralmente era suficiente para acalmar os que eram afetados, e evitar o contágio. Um pastor batista que estava pregando lá quando alguém começou a sacudir e repuxar, parou a sua preleção, e num tom alto e solene disse: ‘No nome do Senhor, ordeno que todo espírito imundo saia deste lugar’. Na mesma hora, a pessoa ficou quieta.”
Alguns líderes nestes movimentos atuais estão tentando diminuir a importância destes fenômenos. Mas outros defendem as imitações de animais como auxílios à humildade, e que não poderiam ser demoníacas por causa da atmosfera santa nas reuniões. Mas Edwards e os outros líderes de avivamento sabiam que em despertamentos estavam sempre num cabo-de-guerra com o Diabo. Os puritanos diziam: “Quando o sol brilha sobre o brejo, sobe uma névoa”. Às vezes a conversão produz exorcismo na vida da pessoa, e os agentes deslocados podem não sair caladinhos.
Incapazes de vencer o avivamento, podem tentar se ajuntar a ele, como a moça em Filipos que fazia propaganda grátis dos apóstolos, mas foi prontamente exorcizada por Paulo (Atos 16.16).
Um avivamento que começa a reproduzir risos compulsivos, bebedice espiritual, piando como aves ou rugindo como leões, considerando-os como aspectos que se espera do despertamento espiritual pode estar se abrindo para entrar no jogo do inimigo. É do interesse do diabo fazer os cristãos parecerem esquisitos. Ele não precisa possuí-los para realizar isso; ele o consegue por sugestionamento. O alvo da sua estratégia é criar uma igreja tão estranha nas suas práticas que os não convertidos nem cheguem perto dela. O alvo do avivamento é conformidade à imagem de Cristo, não imitação de animais.
De qualquer forma, Edwards acharia muitos aspectos do cristianismo evangélico moderno mais estranhos ainda do que as manifestações de Toronto, cheio de fraquezas teológicas, conformidade cultural, e os efeitos desfiguradores de orgulho espiritual; casas estéreis e desconfortáveis onde há pouco para nutrir a vida espiritual. Ele ficaria contente com a tendência de crítica profética que aponta estas necessidades, mas não ficaria desanimado. Sua própria atitude final em relação ao Grande Despertamento da sua época foi, por um lado, sujeitá-lo ao mais rigoroso exame crítico, e por outro, solicitar oração extraordinária para seu avanço. Estas são as estratégias que precisamos seguir hoje.
Os dois artigos acima foram extraídos da revista Christianity Today de 11/09/1995 e escritos por Richard F. Lovelace, professor de história da igreja no Seminário Teológico Gordon-Conwell em South Hamilton, Massachusetts, e autor do livro “Dynamics of Spiritual Life”.
AVIVAMENTO E ORAÇÃO NAS PALAVRAS DE LUTERO
Oração, que é aquele ato interior do coração, indiscutivelmente sempre será um dos pontos em que uma reforma verdadeira e vital começará.

Lutero disse: “Quando orar, sejam poucas as suas palavras, mas muitos os seus pensamento e sentimentos. Quanto menos falar, melhor será sua oração. Poucas palavras e muitos pensamentos é a essência da oração cristã; muitas palavras e poucos pensamentos é característica da oração pagã. Oração exterior é como um zumbido que vem dos lábios que impressiona os olhos e ouvidos dos homens; mas oração em espírito e verdade procede de desejos interiores, dos movimentos e suspiros que saem das profundezas do coração. Esta é a oração dos filhos de Deus, que andam no seu temor.”

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