quarta-feira, 18 de março de 2015

CRIACIONISMO X EVOLUCIONISMO E RELATIVISMO


         Leitura de Impacto: Criacionismo X Evolucionismo?


Há uns anos, na fila do bandejão da faculdade, conversava com dois amigos, quando, de repente, fui abordado com a pergunta: “Como você, um homem inteligente, acredita em todas as bobagens sobre a ori­gem da vida escritas na Bíblia?” Um deles, que fazia parte da teologia da libertação, explicou que todas as his­tórias de Gênesis não aconteceram realmente. Eram fábulas que expres­savam princípios espirituais (sic). E eu afirmei simplesmente que acreditava literalmente, mas fiquei sem nenhum argumento para continuar a conver­sa. Porém, será que Deus quer que nossa fé seja tão simples assim – creio porque creio?
Nas escolas aprendemos sobre a Teoria da Evolução das Espécies, pro­posta por Charles Darwin, e sobre a Origem do Universo a partir de uma grande explosão conhecida como o Big Bang. Entretanto, nenhuma das duas teorias até hoje pode ser con­siderada científica, pois não existe a mínima possibilidade de compro­vação de suas suposições. Por que, então, devemos considerá-las como um fato absoluto? É justamente por esse motivo que são chamadas de “teoria” e não “Lei da Evolução” e “Lei da Origem da Vida”.
Uma outra idéia no campo da ciência que vem ganhando destaque é a “Teoria do Planejamento Inteligente (ou Desenho Inteligente)”, que afirma que a vida não poderia ter surgido por acaso, pois sua complexidade e perfeição implicam que houve um Ser Inteligente e pré-existente que plane­jou todas as coisas. Esta teoria não afirma quem é esse Ser (e não diz que esse Criador é o Deus da Bíblia), pois assim deixaria de fazer parte da ciên­cia e entraria no campo da religião. Cientistas sérios (e a maioria deles são ateus, da Rússia e da China) de vários países têm estudado sobre o tema e lançado por terra, a partir de infor­mações arqueológicas, da biologia, química, geologia e outras ciências, tudo aquilo proposto pelos evolucionistas, que tivemos que simplesmente engolir durante nossa vida acadêmica.
Este importante assunto veio novamente à tona quando a gover­nadora Rosinha Mateus, do Estado do Rio de Janeiro, declarou-se criacionista e exigiu a “criação” como tema anual para as aulas de religião na rede pública. O fato foi amplamente documentado pela imprensa nacional, em especial pela Revista Época, edição 314, de 24 de maio de 2004.
“Um dos fatores que muito con­tribuiu para a ascensão evolucionista foi a ignorância dos criacionistas da época (de Darwin) em assun­tos científicos. Muitos criacionistas, hoje, padecem do mesmo mal: eles não desejam ver seus filhos engoli­dos pelo sistema, mas pouco fazem no sentido de estarem preparados para esse desafio. E quem não ajunta, espalha: uma débil resistência só tende a piorar a situação, fortalecen­do ainda mais o avanço do evolu­cionismo” (Prof. Christiano P. da Silva Neto – presidente da Associação Brasi­leira de Pesquisa da Criação).

A Bíblia e os Criacionistas não são contra a ciência e nem contes­tam os métodos científicos. São con­tra as teorias de Darwin e seu livro “A Origem das Espécies”, que pode fascinar pelo estilo, mas que é mais relacionado com Filosofia (devido às especulações, suposições e extra­polações) do que com Ciência (pois parte de pressupostos impossíveis de demonstração). Por isso “o sucesso de Darwin não está na força de sua argumentação científica, mas no res­ponder perfeitamente às exigências de seus compatriotas, então cheios de si e desejosos de uma liberdade que os desvinculasse dos ditames bíblicos” (Fernando de Angelis, escritor e professor de Ciências Naturais e Geografia na Itália).

A versão apresentada pela Ciência e ensinada nas escolas em todos os níveis, sobre a origem do Universo, do planeta Terra e da vida sobre a Terra, entra em choque direto com a narrativa da Bíblia, tal como está nos primeiros capítulos de Gênesis. Há duas posições extremas nesse assunto: os que fazem uma interpretação literal do texto bíblico e defendem que só o que a Bíblia afirma pode ser verdade. E os que acham que tudo que a Bíblia diz está errado, já que a Ciência “provou”, através da teoria da evolução, que os fatos ali registrados não ocorreram, e que o surgimento da vida, do homem e dos animais se deveu a fatores físicos e naturais.
No meio desses extremos, há os que buscam conciliar a ciência e as Escrituras, afirmando que a Bíblia diz O QUE ocorreu e a ciência explica COMO ocorreu. Assim, a teoria do big-bang, que explica o surgimento do Universo a partir de uma imensa explosão, mostraria como ocorreu a criação do mundo por Deus.
Na verdade, sobre essa “divinização” da ciência, caberia perguntar: os cientistas são mesmo pessoas objetivas, dedicadas à busca sincera da verdade, isentas das táticas enganosas de torcer conclusões, omitir evidências e fechar os olhos para fatos que poderiam desmentir suas teorias favoritas? As teorias científicas são necessariamente isentas de erro e inquestionáveis? Ou existe algo de falso permeando as mentes dos grandes pesquisadores e pensadores do passado e do presente?
O cientista brasileiro Adauto J. B. Lourenço, com mestrado em Física, na área de matéria condensada, pela Clemson University, na Carolina do Sul, EUA, e pesquisador da FAPESP, é membro da American Physics Society e da Sigma-Pi-Sigma Society of Physics. Há cinco anos, realiza seminários, palestras e cursos sobre Criacionismo, Desenho Inteligente, Ensino de Criacionismo nas Escolas Públicas, Clonagem e outros assuntos para universitários, igrejas, professores de ensino fundamental e secundário e outros. Eis sua opinião sobre a controvérsia, nesta entrevista exclusiva para Impacto.
Muitas pessoas acreditam que Charles Darwin utilizou o método científico para apresentar a Teoria Evolucionista e que, por essa razão, os cientistas, educadores e intelectuais em geral não devem considerar a história da criação do homem conforme está na Bíblia. Há mesmo uma base científica sólida para o evolucionismo?
Esta percepção errônea precisa ser esclarecida. Darwin, embora fosse meticuloso no seu trabalho, não utilizou um método científico para apresentar a Teoria da Evolução. O método científico apóia-se na observação, isto é, procura duplicar os processos da natureza através de experimentos que, uma vez demonstrados, podem ser repetidos por qualquer pesquisador. É o oposto do método dogmático, em que uma crença prevalece sempre, por definição. Em seu livro A Origem das Espécies, Darwin desenvolveu uma hipótese com o intuito de fornecer uma explicação plausível para a origem da biodiversidade do nosso planeta. E baseou essa hipótese em sete postulados que não podem ser comprovados experimentalmente, não sendo, portanto, comprováveis pelo método científico.
O Dr. Michael Denton, biólogo molecular, afirma em seu livro Evolução, uma Teoria em Crise (Evolution: A Theory in Crisis), que desde o lançamento da Teoria da Evolução, em 1859, até hoje, não houve uma única descoberta empírica ou avanço científico que validasse as duas premissas em que a mesma se fundamenta:  (1) existe uma seqüência contínua entre todas as formas de vida, da mais simples até a mais complexa, que demonstra como tudo evoluiu a partir de um único ser vivo primordial; e (2) a vida e toda sua diversidade resultaram de processos cegos e aleatórios sem qualquer planejamento ou inteligência superior. Assim sendo, a Teoria da Evolução é questionável justamente na sua base. Aceitá-la como provada implica dizer que hipóteses sem evidências concretas podem ser consideradas verdades indiscutíveis. Ensiná-la como a única alternativa é propor um dogma, o que se opõe frontalmente ao caráter científico.
A teoria do Desenho Inteligente, ou Design Inteligente (Intelligent Design, em inglês), também conhecida como Criacionismo, apresenta-se como uma alternativa à Teoria da Evolução. É uma teoria que merece ser considerada?
Essa teoria tem como premissa básica que certas características do universo e dos seres vivos encontram melhor explicação em uma causa inteligente do que em um processo aleatório, como no caso da seleção natural. É defendida por muitos cientistas renomados, mas vem sendo muito mal interpretada pela falta de conhecimento dos que se opõem a ela. Muitos julgam que o Criacionismo é uma proposta religiosa ingênua, que tenta dar uma resposta simplista a um problema complexo. Mas, ao contrário, o Criacionismo tem uma proposta clara e explicitamente científica. De acordo com Michael Denton, a inferência do planejamento (Teoria da Criação) é uma indução a posteriori, baseada numa aplicação inexoravelmente consistente da lógica e da analogia. Para ele, a conclusão pode ter implicações religiosas, mas não depende de pressuposições religiosas. Essa última frase esclarece toda a questão.
Na verdade, tanto criacionistas quanto evolucionistas reconhecem a existência de um desenho (design, ou planejamento) na natureza. Francis Crick, em seu livro What Mad Pursuit, afirma que: “os biólogos devem constantemente ter em mente que o que eles vêem não tem design intencional, mas evoluiu”. E Richard Dawkins, em O Relojoeiro Cego, mostra que “a Biologia é o estudo de coisas complexas que dão a impressão de ter um design intencional”. A questão não é se o design existe ou não, mas se foi ou não intencional.
O que se pode concluir dessa afirmativa?
Este é o ponto da discussão científica. Aqui se encontra a fraqueza e a incoerência do Evolucionismo contra a força e a coerência do Criacionismo.
A proposta de que todo o universo, a vida e tudo o que existe são resultados da criação por uma inteligência superior é tão evidente que o matemático e astrônomo inglês Dr. Fred Hoyle, que juntamente com a Dra. Chandra Wickramasinghe, do Centro de Astrobiologia do País de Gales, elaborou a teoria do steady-state do universo, comentando sobre a teoria do Criacionismo, afirmou: “… tal teoria é tão óbvia que ficamos imaginando por que não é largamente aceita como auto-evidente. As razões são mais psicológicas do que científicas”
O Criacionismo, portanto, é a ciência que estuda a origem do universo e da vida e, baseado na grande quantidade de evidências, propõe que tudo foi criado. Como ciência, não está interessado em estudar o Criador, mas somente a criação. A ciência criacionista conta com muitos adeptos no mundo todo. Só nos Estados Unidos, mais de 300 pesquisadores com Ph.D. estão envolvidos com o Criacionismo. Sem dúvida, o número é expressivo. É importante deixar claro que a grande maioria dos criacionistas não é evangélica, não crê na Bíblia e não está afiliada a nenhum grupo religioso.
Discute-se essa questão nos meios científicos brasileiros?
Aqui no Brasil, temos vários grupos envolvidos com o Criacionismo. Um deles é a Sociedade Criacionista Brasileira, com sede em Brasília. Dr. Ruy Vieira, ex-professor da USP e fundador da Academia de Ciências de São Paulo, é o atual presidente. Também existem sociedades criacionistas em países como Austrália, Alemanha, Espanha, Turquia, Itália, Canadá e Estados Unidos.
O que os criacionistas conseguiram desenvolver até o presente?
Os criacionistas trabalham e desenvolvem pesquisas em muitas áreas para confirmar o posicionamento e a validade da Teoria da Criação. Podemos citar, entre outros, os estudos sobre a datação dos fósseis com carbono-14 por meio da espectrometria de aceleração de massa. Esses estudos comprovam uma terra jovem e a realidade de um cataclismo mundial que deu origem aos fósseis. Também os estudos do mtDNA (DNA mitocondrial) comprovam a origem da raça humana a partir de uma única mulher. E os estudos dos três estágios de formação de supernovas comprovam que a nossa galáxia não possui nem ao menos cem mil anos.
Hoje em dia fala-se muito em Código Genético. Há estudos dos criacionistas nessa área também?
Há vários, e um dos mais fascinantes é o que mostra, a partir de pesquisas com o DNA (ácido desoxirribonucléico), como o código genético é uma das evidências mais marcantes da necessidade de uma inteligência superior. Dentro da ciência da informação, um dos teoremas principais afirma que: “um sistema de códigos é sempre o resultado de um processo mental, isto é, requer uma origem inteligente ou um inventor”. Outro teorema afirma que: “não existe nenhuma lei da natureza e nenhuma seqüência de eventos conhecidos que possa fazer com que informação possa originar-se por si mesma da matéria”.
O nosso material genético está altamente codificado. A complexidade é tanta que mesmo após dez anos de pesquisas, a ciência teve que reconhecer a sua humilde posição diante de tamanha engenhosidade. Como explicar tal complexidade? O que se evidencia é que sistemas deixados por conta própria tendem a perder complexidade utilizável, e não a ganhá-la. Somente uma criação complexa, completa e diversificada poderia explicar a enorme complexidade do código genético e as suas muitas diferenças exemplificadas nas várias formas de vida.
Por falar em complexidade, veja como o código do pequeno pássaro conhecido como East Siberian golden plover (tarambola-dourada), apresenta um desafio imenso. Como explicar o conhecimento desse pássaro, que migra do Alasca até o Havaí, voando 88 horas sobre o oceano Pacífico, numa formação em delta para economia de “combustível” e refazendo os cálculos de orientação GPS (por não possuir referências visuais para sua orientação), devido a ventos laterais? Como ele sabe o quanto de gordura precisaria ter no seu corpo antes de começar a viagem para ter “combustível” suficiente para chegar lá? Como poderia toda essa complexa informação ter sido fruto apenas de processos cegos e aleatórios? Uma crença em tais processos implicaria uma fé imensamente maior que a própria fé que a Bíblia descreve!
Essa inteligência superior é o Deus de que fala a Bíblia?
Não vejo por que não associar essa Inteligência Superior com o Deus da Bíblia. Creio que a descrição se encaixa muito bem. Quando menciono Deus, falo por mim e não pelos criacionistas de forma geral. Cada um tem a sua fé. Até mesmo o ateu possui uma fé, já que não pode provar empiricamente que Deus não existe. Sendo assim, quando falo para grupos religiosos, procuro mostrar como o Criacionismo é totalmente coerente com o relato bíblico.
Um exemplo é o próprio dilúvio de Gênesis. Esse evento vem sendo estudado e esclarecido pelas pesquisas da equipe do Dr. Walt Brown, e seus resultados podem ser conhecidos pelo site: www.creationscience.com
Toda uma grande quantidade de informação relevante e relacionada com o dilúvio foi trabalhada cientificamente.
Levantaram-se questões como: De onde veio toda a água? Para onde ela teria ido? Que aspectos resultaram de um cataclismo mundial dessa ordem, formando fósseis, produzindo a deriva continental, a crista (dorsal) oceânica, cadeias de montanhas, formações rochosas, estratigrafia, etc.?
O senhor lê muitos livros científicos. Lê também a Bíblia?
Além de pesquisar dentro do Criacionismo, gosto muito do estudo da Bíblia. Acho que é o livro mais fascinante. Não tenho a menor sombra de dúvida de que ela é o que diz ser: a Palavra de Deus, o Criador de todas as coisas. Ela é coerente, consistente e atual. Muitos, por não a conhecerem, fazem um julgamento totalmente errado sobre a sua autenticidade. Um deles, por exemplo, é sobre a afirmação de que a Bíblia fala de uma Terra plana, não esférica. Como o texto bíblico usa expressões como “os quatro cantos da terra” ou “o sol parado”, esses críticos confundem essa linguagem simbólica com erros, o que não é verdade. Para ficar nesses dois exemplos, nós até hoje usamos os quatro pontos cardeais para direcionamento, mas não queremos dizer com isso que a Terra seja quadrada. E quando dizemos que o Sol nasce e que o Sol se põe, não estamos afirmando que o Sol gira em torno da Terra. Assim também, a Bíblia não disse que a Terra é quadrada nem que o Sol gira em torno da Terra.
Quer dizer que as afirmações bíblicas sobre nosso planeta estão corretas?
A Bíblia é coerente ao utilizar como plano de referência o planeta Terra. Há muitas referências bíblicas à redondeza da Terra. Jó, por exemplo, viveu cerca de 2000 anos antes de Cristo, e falava da redondeza da Terra (Jó 26.10). Isaías viveu 700 anos antes de Cristo e também já havia dito a mesma coisa (Is 40.22). O que tenho procurado mostrar é que a Bíblia afirmou isso muito antes de qualquer outra fonte de informação mostrar que a Terra é redonda. Ela também afirmou que a Terra paira sobre o nada (Jó 26.7). Uma proposta de que a Terra seria redonda foi feita pelos gregos Pitágoras, por volta de 530 a.C., e Eratóstenes (que calculou o diâmetro da Terra), em 200 a.C.  Procuro também aqui, nesta questão de Bíblia e ciência, lembrar que existe uma grande diferença entre um fenômeno e um milagre. Os dois podem, até certo ponto, ser explicados cientificamente. Mas com os milagres, geralmente, podemos apenas dizer quais leis da natureza foram quebradas. No caso da evolução, a quantidade de leis que teriam de ser violadas para que tal processo acontecesse é tão grande que se classificaria não como um milagre, mas quase como uma sucessão de milagres.
O Criacionismo é, portanto, uma teoria científica, e não religiosa?
O Criacionismo ou, mais especificamente, a Teoria do Desenho Inteligente, não precisa da Bíblia ou de algum outro livro religioso para se manter em pé. A teoria depende única e exclusivamente da ciência. Entretanto, o que observamos nesse debate Criação versus Evolução é um interesse não saudável, claramente tendencioso, em preservar a Teoria da Evolução a todo o custo. Recentemente, a National Geographic Brasil (novembro de 2004) publicou o seguinte artigo: “Darwin estava errado?”. Este artigo representa, no sentido mais claro, um exemplo de “propaganda” evolucionista. O autor do artigo, David Quammen, estudou na Yale University, mas não tem formação em Biologia. Esse é um fato interessante porque, quando há críticos de Darwin sem formação acadêmica da área, eles são imediatamente desconsiderados pelos editores científicos. Essa é uma atitude encontrada constantemente na literatura de divulgação, sendo muito tendenciosa para o evolucionismo. Mais uma vez, Richard Dawkins, em seu livro O Relojoeiro Cego, afirma: “Se eu estou correto, isso significa que mesmo que não exista qualquer prova factual para a teoria de Darwin, é certamente justificável aceitá-la acima de todas as outras teorias”.
Nota-se, portanto, uma inclinação tendenciosa por parte dos darwinistas?
Uma das coisas que tenho procurado mostrar em palestras e seminários é que o ensino da Teoria da Evolução tem sido “compartimentado”, isto é, ensina-se a origem da vida (Biologia, Genética, Paleontologia) sem verificar se as demais áreas (Geologia, Astronomia, Astrofísica) de conhecimento humano concordam com as propostas feitas, e sem a preocupação se elas entrarão em confronto umas com as outras.
Deixe-me exemplificar. Somos informados que, numa suposta atmosfera ou oceano primitivo, formaram-se aminoácidos que deram origem às primeiras formas básicas de vida no planeta. De aminoácidos para as tais formas básicas de vida, é necessário ocorrerem por vários processos que precisam ser claramente provados como válidos e possíveis. Um deles é justamente a formação de proteínas a partir de aminoácidos. Logo nesse estágio, a evolução encontra dois problemas que não são tratados nos livros. Fala-se do trabalho de Oparin e do modelo pré-biótico de Miller, mas não são mencionados esses dois problemas cruciais, relacionados com a seqüência aminoácido-proteína.
O primeiro é que proteínas, em processos naturais e espontâneos, desfazem-se em aminoácidos, e não o contrário (aminoácidos formando proteínas). Essa informação vem da Bioquímica nos estudos da Biologia molecular. Essa “caixa” geralmente não é aberta na aula de Biologia. O segundo é que aminoácidos não se recombinam na presença de oxigênio para formar proteínas. Nesse ponto, os alunos são informados que a atmosfera primitiva do planeta não possuía oxigênio, contrário ao que a Geologia nos mostra. As rochas do período pré-cambriano (aquelas que, segundo a evolução, precederam o aparecimento da vida) possuem óxido de ferro na sua estrutura, o que implica diretamente em oxigênio na atmosfera. Essa caixa também não é aberta nas aulas de Biologia. É o que eu chamo de “caixinhas fechadas”. Fala-se apenas o que é favorável.
Esse tipo de comportamento é altamente prejudicial para o avanço da ciência. Para se ensinar uma afirmação que algo aconteceu, primeiramente tem-se que demonstrar que o tal processo é possível e que não existem evidências apontando na direção contrária.
Por que muitos cristãos evitam essa discussão, como se tivessem medo de ser contestados?
Muitos cristãos, consciente ou inconscientemente, adotam uma atitude de inferioridade diante dos intelectuais que zombam dos relatos bíblicos, como sendo fábulas, histórias infundadas, sem qualquer relevância para as pessoas instruídas e desenvolvidas da nossa geração. Não precisamos pensar assim. A Teoria da Evolução possui muito mais incoerência e requer muito mais “fé” diante da ausência de provas verdadeiras do que a história bíblica da criação. Precisamos entender a “operação do erro” e a verdadeira razão que está por trás do predomínio da mentira nas mentes da humanidade. Procuro sempre pensar que, na minha vida, como pesquisador na ciência e estudioso da Palavra de Deus, existe uma grande coerência e consistência.
Não estou sozinho nesse pensamento. O próprio James P. Joule, um dos fundadores da ciência da Termodinâmica, disse: “O próximo passo, após o conhecimento e a obediência à vontade de Deus, deve ser conhecer algo sobre os seus atributos de sabedoria, poder e bondade manifestos nas obras das suas mãos”.
Adauto Lourenço reside em Limeira,SP, junto com sua esposa e três filhas, onde participam ativamente da Igreja Presbiteriana.
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VERDADES SOBRE A MENTIRA
 “Por meio de uma mentira, o homem anula sua dignidade como homem”
(Immanuel Kant, 1724-1804, filósofo alemão).
“O maior inimigo da verdade, muitas vezes, não é a mentira, deliberada, tramada e desonesta, mas o mito, persistente, persuasivo e fantasioso”
(John F. Kennedy, 1917-1963, presidente dos Estados Unidos de 1961 a1963).
“Não é porque a verdade é difícil de ser percebida que cometemos erros… Cometemos erros porque o caminho mais fácil e confortável para nós é procurar percepção no lugar onde ela se harmoniza com nossas emoções – especialmente as emoções egoístas” (Aleksander Solzhenitsyn, autor e pensador russo).
“Hipocrisia em qualquer coisa que seja pode enganar a pessoa mais esperta e apercebida, mas a criança menos atenta consegue reconhecê-la e se revoltar com ela, por mais engenhoso que seja seu disfarce”
(Leon Tolstoy, 1828-1910, autor russo).
“Contamos mentiras quando estamos com medo… medo do que não sabemos, medo do que os outros vão pensar, medo do que será descoberto a nosso respeito. Mas cada vez que mentimos, aquilo que tememos se torna mais forte”
(Tad Williams, autor norte-americano).

“Não diga: ‘Achei a verdade’, mas antes: ‘Achei uma verdade”
(Kahlil Gibran, 1883-1931, artista e poeta libanês).
Fonte revista impacto



RELATIVISMO

Nenhuma Verdade Significa que Tudo é Verdade, não é mesmo?
Para alguns de nós, pode parecer ridículo dizer que verdade não existe, porque temos simplesmente suposto a realidade e existência da ‘verdade’ desde que éramos muito pequenos. Mas outros por ai têm lutado com a ideia de que possa haver verdade singular e exclusiva em todas as áreas da vida e, se você pedir a seus amigos para conversar sobre questões de fé, você descobrirá rapidamente que poucos deles são capazes de concordar em uma verdade singular e absoluta. De fato, muitos de nós chegamos à conclusão de que não há uma só verdade sobre qualquer coisa. E se dissermos que nada é absolutamente ‘certo’ ou ‘verdade’, na verdade estamos dizendo que TUDO é ‘certo’ e ‘verdade’! Se nenhuma ideia particular ou realidade for verdade à exclusão das demais que NÃO forem verdade, então temos que admitir que toda ideia, noção ou realidade é igualmente válida e ‘verdadeira’.
Agora, podemos discordar acerca da natureza da verdade no nível espiritual, mas é difícil negar verdades absolutas no nível físico. Ao passo que eu sair para a rua, ou é verdade ou não verdade que há carros indo e vindo à minha frente. Tomo a decisão de ir para fora baseado na verdade que eu observo e reconheço. Se a rua estiver ocupado com carros indo e vindo rapidamente, não é ambos verdade e não verdade que eu posso ir ao trânsito com segurança. Se eu for para fora, não estarei ambos morto e ‘não-morto’ como resultado da verdade da situação. A rua ou está cheia de carros ou não está. Ou é seguro atravessar ou não é. AMBAS realidades não podem existir ao mesmo tempo. Uma verdade deve existir com a exclusão da outra.
Vamos ver isso de outra forma. Ao passo que sair do restaurante hoje à noite e entrar no estacionamento, precisarei encontrar o meu carro. Embora possa haver outros veículos semelhantes no estacionamento, somente um deles é o meu; somente um deles pertence a mim. A minha chave só encaixará em uma porta. Se eu for pego tentando abrir um carro semelhante, não poderei dizer à polícia que este outro veículo é ambos meu e não meu. Há uma verdade singular exclusiva sobre o carro envolvido aqui. Ou é meu, ou não é!
Esta Exclusividade se Aplica às Coisas de Deus?
Mas enquanto a verdade exclusiva pareça racional e aceitável no mundo material, algumas pessoas têm muito mais dificuldade em aceitar a possibilidade da verdade objetiva e exclusiva em relação a assuntos espirituais. Para estás pessoas, existe qualquer número de verdades diversas e divergentes sobre Deus e ainda mais caminhos possíveis á este Deus, dos quais é dito ser verdade ao mesmo tempo! Mas é importante para nós olharmos profundamente a esta afirmação de diversidade e pluralismo religioso. Precisamos lembrar de que as religiões maiores (e até as não tão grandes) não fazem as mesmas afirmações sobre Deus e a natureza da realidade espiritual. E não é uma questão de cada religião adicionar alguma coisa à questão maior. Cada um dos sistemas religiosos do mundo fazem afirmações sobre a natureza de Deus (e vida após a morte) que são diametricamente OPOSTAS  As religiões do mundo simplesmente não concordam entre si! O budismo afirma que não há Deus pessoal, enquanto o Cristianismo argumenta que há um Deus pessoal. O judaísmo afirma que Jesus foi simplesmente um homem, enquanto o Cristianismo afirma que ele foi o próprio Deus! O Islã encoraja os seus seguidores a eliminarem e destruírem todos os infiéis, enquanto o Cristianismo bíblico encoraja os seus seguidores a amarem os seus inimigos. Essas noções são muito diferentes e muito opostas e estas são somente alguns exemplos dos literalmente milhares de pontos em que as religiões do mundo discordam. É justo dizer que TODAS estas religiões do mundo podem estar erradas acerca do que acreditam (cada sistema deve apresentar o seu próprio caso), mas é simplesmente loucura dizer que todas as religiões do mundo estão corretas ao mesmo tempo; suas afirmações sobre a verdade são opostas umas das outras! A pesar deste conflito óbvio sobre verdades espirituais (ou talvez por causa deste conflito), o mundo ao nosso redor está fazendo algumas afirmações sobre a natureza da verdade.
·        A Verdade Não Existe: Primeiro, o mundo tenta nos dizer que a verdade objetiva e absoluta simplesmente não existe. Isto é uma questão ‘ontológica’. ‘Ontologia’ está relacionada à natureza ou essência do ‘ser’. A afirmação aqui é que TODA verdade é, por natureza, uma ‘perspectiva’. Em outras palavras, toda verdade depende da sua perspectiva! O que possa ser verdade para uma pessoa pode não ser verdade para outra; isto realmente e simplesmente depende do seu ponto de vista.
·        A Verdade Não Pode Ser Conhecida: Segundo, o mundo ao nosso redor também está fazendo a afirmação de que mesmo se a verdade objetiva e absoluta não existir, nunca poderemos saber com certeza o que esta verdade é. Isto é uma questão ‘epistemológica’. Epistemologia está relacionada com a natureza de ‘saber’ ou poder saber sobre qualquer coisa. A afirmação aqui é que não podemos simplesmente confiar nas nossas faculdades mentais humanas para nos dizer o que precisamos saber para chegar a uma conclusão acerca de qualquer verdade que estamos examinando.
Para muitos grandes pensadores filosóficos na história, entender a verdade é um objetivo elusivo baseado em ambos sua natureza e nossa habilidade de compreendê-lo em primeiro lugar. Mas vamos examinar de perto ambas estas questões sobre a verdade. Dizer que a verdade não existe é simplesmente fazer ainda outra afirmação verdadeira e isto nulifica qualquer afirmação contra a existência da verdade, não é mesmo? E afirmar que toda verdade por natureza é uma ‘perspectiva’, é novamente fazer uma afirmação que você quer que os outros acreditem NÃO está simplesmente vindo de sua própria perspectiva. Quando alguém diz que toda verdade depende do seu ponto de vista, eles querem que acreditemos que está afirmação é verdade e não simplesmente o ponto de vista deles! Viu o problema? E dizer que nós simplesmente não podemos conhecer a verdade, mesmo se está existir objetivamente, é novamente fazer uma afirmação auto-refutante. Como podemos saber que não podemos saber? Se a certeza for impossível, então como podemos estar certos de que a certeza és impossível? Você está começando a entender a bobagem de tudo isto?
A verdade é bruta na maneira que impõe-se em nossas vidas. É como um cofre caindo de um edifício de dez andares; ou saiamos de baixo ou seremos esmagados. Enquanto venhamos não saber tudo que pode ser conhecido sobre algo, e enquanto podemos todos ter uma perspectiva distinta sobre uma questão, negar a existência da verdade ou a suficiência de nosso próprio conhecimento da verdade é começar uma série de experimentos mentais bobos. No final do dia, se olharmos para cima e vermos o cofre caindo, provavelmente encontraremos a nós mesmos saindo do caminho deste.
Agora, nem todos entendem esta abordagem do senso comum como verdade. Grandes filósofos através dos tempos têm, em certos momentos, sido grandes céticos:
Andre Gide
“Acredite naqueles que estão buscando a verdade; duvidem daqueles que a encontrarem”.
Molly Ivins
“Acredito que a ignorância é a raiz de todo mal. E que ninguém conhece a verdade”.
Albert Einstein
“A verdade é aquilo que sobrevive o teste da experiência”.
Buddha
“Não acredite só porque uma pessoa chamada de sábia disse-o. Não acredite só porque uma crença é geralmente aceita. Não acredite só porque é dito em livros antigos. Não acredite só porque é dito ser de origem divina. Não acredite só porque outra pessoa acredita. Acredite só o que você mesmo testar e julgar ser verdade”.
Como chegamos aqui?
Então como que chegamos neste lugar em nosso mundo onde tantos grandes pensadores desconfiam qualquer coisa que seja afirmada como sendo verdade? Como que chegamos ao ponto onde não confiamos em nada e, ao mesmo tempo, abraçamos tudo? Deixe-me falar-lhe sobre a minha avó. Ela nunca teve qualquer dúvida de que houvesse uma verdade singular. Ela cresceu em Nápoles, Itália, e viveu sua juventude em um mundo de sonhos comuns, valores comuns, fé comum, inimigos comuns, feriados comuns, e vidas comuns. Em um lugar como este, todos concordam acerca do que é verdade e o que é mentira, pelo menos em relação às principais questões de cosmovisão. Mas a minha avó eventualmente migrou para o maior experimento do mundo em multiculturalismo: os Estados Unidos. Não há outro país na história da humanidade que tem tentado misturar tantas pessoas diferentes com tantas origens diferentes. Aqui, a minha avó que confrontar a realização de que há mais de um caminho para considerar o mundo. Ela encontrou-se em um lugar onde poucas pessoas concordaram sobre QUALQUER COISA. Mas ela aprendeu rapidamente que discordar sobre a verdade não é a mesma coisa que acreditar que simplesmente não há verdade a ser discutida; discordar da verdade não significa que a verdade não pode ser conhecida.
Então, Como Sabemos Se Algo É Verdade?
Como podemos, como indivíduos, ter certeza de que o conhecimento que temos é realmente verdade? O que é ‘conhecimento’ em primeiro lugar e como o ‘conhecimento’ é relacionado à ‘crença’? Bem, os filósofos têm pensado sobre isso por algum tempo e a análise tradicional do conhecimento é geralmente descrito da seguinte forma:
Conhecimento = Crença de Verdade Justificada Propriamente
Agora, o que exatamente isso significa? É importante para você e eu conhecer esta pequena simples equação porque o nosso conhecimento de TODAS as coisas (incluindo nosso conhecimento de questões espirituais) se resumem em se ou não nós asseguramos crenças verdadeiras justificadas propriamente. Portanto, vamos examinar a definição mais precisamente, começando de trás para frente[1] com ‘Crenças’ à definição de ‘Conhecimento’:
‘Crença’
Vamos encarar; você não pode ‘conhecer’ algo a menos que você ‘creia’ nisto. Não posso ‘saber’ que há um Deus a menos que eu creia que Deus existe. Mas a minha crença simplesmente não é o suficiente; este é insuficiente. Você e eu podemos ambos crer em coisas que simplesmente não são verdadeiras. É impossível para nós termos falsas crenças. E pessoas que acreditam em algo que seja falso frequentemente pensam que SABEM disto. Mas há uma diferença entre ‘crer’ e ‘saber[ou conhecer]’ neste contexto. Você pode ‘crer’ em algo que seja falso, mas você não pode ‘conhecer’ genuinamente algo que seja falso. Agora, pense sobre isto por um minuto. Podemos ‘saber’ DE algo que seja falso, mas o que ‘sabemos’ é que isto É falso. Para realmente ‘saber’ algo significa ‘saber’ que isto é VERDADE. E você e eu não podemos ‘saber’ de que algo seja verdade a menos que isto realmente É verdade. Em outras palavras, não podemos ‘conhecer’ algo a menos que isto NÃO seja falso.
‘Verdade’
A maioria de nós gostamos de pensar que temos a verdade, mas quando alguém nos pressiona para definir o que verdade é, poderemos ter dificuldade em tentar defini-lo. Como podemos determinar quando algo é verdade? Ao longo dos séculos muitas teorias surgiram relacionadas à avaliação, apreendimento e entendimento da verdade:
·        A Teoria Pragmática da Verdade: Um conceito da verdade é chamado de a teoria pragmática da verdade. Este argumenta que a verdade é simplesmente aquilo que ‘funciona’. Quantas vezes você já escutou alguém dizer: “O seu Cristianismo poderá funcionar muito bem para você, mas não funciona para mim”? Esta abordagem à verdade é bastante prática, para não dizer mais! Se uma afirmação não funcionar, esta simplesmente não é verdade. Mas o que dizer sobre realidades como a ‘morte’? A morte não é prática (esta não ‘funciona’ para mim), mas inda é definitivamente verdade! E o que dizer das coisas que definitivamente não são verdade, mas são práticas e úteis como, por exemplo, uma ‘mentira bem-sucedida’? Enquanto uma mentirinha possa ‘funcionar’ para mim e me salvar de um problema, esta não faz da mentira uma VERDADE, ou faz? Embora a Teoria Pragmática possa ser prática e útil certas vezes, esta não nos levará à verdade.
·        A Teoria Empirista da Verdade: A teoria empirista da verdade afirma que a verdade é qualquer coisa que possa ser sentida usando-se os cinco sentidos. A experiência é o principal fator em entender e apreender a verdade. Quantas vezes você escutou alguém dizer: “Eu sei que é verdade porque eu mesmo experimentei isto!”? Embora isto possa parecer convincente em princípio, esta teoria da verdade também fica aquém do objetivo. Penso acerca disto: alguns de nós provaremos uma laranja e diremos que está doce, enquanto outros provarão a mesma laranja e dirão que está amarga. Quem está dizendo a verdade? A experiência sensorial é muito subjetiva para ser confiável!
·        A Teoria Emotivista da Verdade: A teoria emotivista da verdade afirma que a verdade está baseada naquilo em que sentimos! Quantas vezes você se inclinou em sentimentos para descobrir se algo era verdade? Ao mesmo tempo, entretanto, quantas vezes você lutou para convencer a si mesmo de que o que você está sentido não é realmente verdade, somente a maneira que você se sente naquele dia em particular?  Todos nós conhecemos pessoas que têm medos irracionais, e estes sentimentos não são o melhor indicador do que é verdade! E se eu te mostrar uma mão cheia de clips de papel e fizer a afirmação: “Isto é uma mão cheia de clips de papel”? Como os seus sentimentos te ajudarão em determinar se a minha afirmação é verdade? Você não se sentirá de uma forma ou de outra em relação aos clips de papel, mas ainda será verdade que eu estarei segurando os clips de papel! E as pessoas têm contado com as suas emoções para seguir Jim Jones, para dormir com um parceiro sexual que mais tarde abandonou-as, fazer uma compra impulsiva. Em cada e todo caso, os sentimentos falham em providenciar uma medida objetiva para a verdade! Como as duas primeiras teorias, esta teoria não é uma boa forma de avaliar afirmações sobre a verdade!
·        A Teoria de Correspondência da Verdade: Essa definição clássica da verdade é a teoria que você e eu usamos diariamente, quer saibamos ou não. Deixe-me descrevê-lo em idioma Aristotélico: Se você disser “Algo é”, e isto for, ou “Não é”, e isto não for, então você fala a verdade. Se você disser “Isto é”, e isto não for, ou “Não é”, e isto for, então você não fala a verdade. Isto é chamado de correspondência, em outras palavras, alguma coisa é verdade se, e somente se, realmente corresponder àquilo que realmente está lá. Por exemplo, se eu afirmar que há uma cadeira no quarto ao lado, esta afirmação é verdadeira se, e somente se, eu entrar no quarto e encontrar a cadeira no quarto! A afirmação corresponde à realidade da situação.
Assim como a crença somente é insuficiente para determinar se o que eu creio é verdade, crença e verdade são insuficientes em determinar quer ou não eu verdadeiramente ‘conheço’ algo. Em outras palavras, posso crer em algo e a minha crença ser verdade, mas ainda posso não ‘conhecer’ a coisa acreditada. Você está coçando a sua cabeça? Deixe-me explicar. Vamos dizer que eu estou imaginando agora que a Paris Hilton está jogando golfe. Tento arduamente convencer a mim mesmo que isto, de fato, é o caso, e como resultado, agora eu ‘creio’ nisto. Agora imagine que por pura coincidência a Paris Hilton está realmente jogando golfe nesse exato minuto. Tenho uma crença, não tenho? E a minha crença por acaso é verdade, não é? Mas há um problema; Não tenho EVIDÊNCIA de que a minha crença seja verdade. Não tenho confirmação da minha crença seja fisicamente ou até mesmo psiquicamente, quanto a isto! Fui sortudo; isto foi totalmente coincidência.
A partir de uma perspectiva filosófica clássica, eu não possuo ‘conhecimento’ real. Os filósofos requerem mais do que sorte ou coincidência aqui. De acordo com os filósofos, o conhecimento real requer que haja uma conexão evidencial entre a minha ‘afirmação’ de que algo seja verdade, e a ‘realidade’ de se isto realmente É verdade. Isto faz sentido? Conhecimento não é somente crença verdadeira; isto é uma crença de verdade ‘justificada propriamente’. Se eu estivesse assistindo a Paris Hilton jogar golfe ao vivo na televisão, minhas crenças sobre ela estariam justificadas propriamente. Entendeu?
‘Justificado propriamente’
OK, então que tipo de justificação é suficiente para estabelecer uma verdade como ‘justificado propriamente’? O que exatamente precisamos? Todos nós queremos ser pessoas razoáveis e racionais que possuem crenças razoáveis e racionais. E todos nós reconhecemos que a razão pode nos levar e nos ligar à verdade. Então, a questão real é: “O que é necessário para termos ‘justificação razoável’”? Bem, a nossa vida diária e a nossa experiência com o sistema tribunal criminal no nosso país pode nos ajudar a entender a resposta aqui. É algo que eu chamo de “suficiência evidencial”:
Suficiência Evidencial
Comece por entender que toda vez que você aceitar uma nova crença, você terá que abandonar quaisquer velhas crenças que contradizem a nova posição. Então aqui está o padrão de “suficiência evidencial” em poucas palavras:
·        Somente aceite uma nova crença se a evidência para apoiar esta verdade supera em muito a evidência que existe para apoiar a crença anterior.
É realmente simples assim. Este é o padrão que existe no tribunal. Começamos com a suposição de que o acusado é INOCENTE. Esta é a primeira crença que devemos assegurar até que haja evidência suficiente para descartar aquela crença e julgar o acusado CULPADO do crime.
A suficiência da evidência não tem realmente muito a ver com a QUANTIDADE da evidência oferecida, mas ao invés está mais preocupada com a QUALIDADE da evidência. Então, por exemplo, posso assegurar a crença de verdade justificada propriamente (‘PJTB’) que a Paris Hilton jogou golfe hoje baseado em um único pedaço de evidência: Eu joguei golfe com ela! Este único pedaço de evidência (minha experiência como testemunha ocular) seria o suficiente para assegurar o PJTB. Por outro lado, eu ainda posso assegurar o PJTB mesmo se eu não vi com os meus próprios olhos. Se ela saísse por três horas, voltasse carregando um conjunto de tacos de golfe, recebesse um telefonema do clube dizendo que ela esqueceu os óculos de sol dela no buraco número quatro, e me apresentasse com o cartão de pontuação dela, eu teria evidência circunstancial e suficiente para assegurar que o PJTB que ela estava jogando golfe hoje. Às vezes, uma pedaço de evidência física direta é suficiente (como a minha observação ocular) e às vezes um caso circunstancial cumulativo é necessário.
Então, agora que definimos os elementos da nossa equação, vamos visitá-los uma última vez. O conhecimento é crença de verdade justificada propriamente. Em outras palavras, o conhecimento é a crença que corresponde à realidade de uma maneira que seja evidencialmente suficiente. Com base na nossa discussão até agora, deveria ser claro que (1) a verdade existe, e (2) a verdade pode ser conhecida suficientemente.
A Verdade Bíblica Sobre a Verdade
Lembre-se de que ao menos que a verdade exista e possa ser conhecida, nenhuma afirmação sobre a verdade tem algum valor. Fizemos um bom caso filosófico da verdade, e acontece que o próprio Jesus afirmou que a verdade existe e que a verdade pode ser encontrada. Vamos dar uma olhada em alguns exemplos da escritura:
João 17:15-19
Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou.
Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade.
Deus quer que você reconheça que pessoas estão inclinadas a questionar a verdade, e até mesmo a verdade sobre a verdade! Deus não está surpreso que fazemos isto, mas ele se regozija quando finalmente entendemos que há uma verdade absoluta sobre todas as coisas, incluindo as questões espirituais:
2 Timóteo 4:2-5
Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.
3 João 1-4
O presbítero ao amado Gaio, a quem em verdade eu amo. Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma. Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram, e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade. Não tenho maior gozo do que este, o de ouvir que os meus filhos andam na verdade.
Como Devemos Nós Enfrentar Um Mundo Que Nega A Verdade?
Eu posso lembrar-me de quando estava na faculdade e observei um professor desafiar um Cristão solzinho na nossa sala de aula. A discussão sobre filosofia e sistemas de fé voltou-se para a questão do Cristianismo e verdade absoluta e o professor começou a questionar o Cristão sobre as crenças dele. Ele acusou o jovem de ser um intolerante arrogante que julga. Como pode este jovem afirmar que a verdade DELE era a única verdade? O professor afirmou que a verdade era pessoal e muda de acordo com a pessoa que a possui.
Mas é claro que fazer esta afirmação é uma completa contradição. Quando você diz não haver uma verdade absoluta singular, você está fazendo uma afirmação de verdade absoluta. Você está, em essência, dizendo “Eu afirmo absolutamente que não existe verdade absoluta!” É óbvio que este professor está vivendo em um mundo de verdades absolutas, quer ele queira admitir ou não! Ele requereu de nós para estarmos lá, sentados na sala dele, no horário todo dia! Para ele, havia definitivamente uma verdade absoluta sobre o horário de início, e se você estivesse somente um pouco atrasado, você pagaria por isto!  E este mesmo professor requeria de nós a leitura de um livro. Não qualquer livro, mas o livro de verdade que ele verdadeiramente designou! E tínhamos que fazer provas. Muitos destes eram provas de marcar verdadeiro ou falso! Como que você pode fazer estas provas se não há resposta absolutamente verdadeira? Finalmente, a própria existência deste professor foi o resultado de uma série de verdades absolutas que podem ser encontradas na cadeia de DNA dele! A cor dos olhos dele, a cor do cabelo dele, o sexo [masculino] dele e um número incrível de outras verdades absolutas eram (e ainda são) baseadas em verdades absolutas sobre o sequenciamento do DNA dele! Se você fosse perguntar este sujeito se ele já cometeu um erro durante toda a vida dele, aposto que ele diria: “é claro!”. Mas isto presume que há uma vara de medida verdadeira que pode ser comparada ao comportamento dele! Não há verdade, então ninguém pode errar!
Este professor nos diria que era impossível encontrar e conhecer a verdade, mas isso foi só porque ele realmente não queria se aprofundar tão duramente. Veja, a verdade nem sempre é tão fácil quanto 2 +2 = 4. Às vezes, tem que ser desvendado e considerado e descobertos como o e=mc2. Isto leva tempo. É preciso vontade, mas acima de tudo, é preciso um entendimento de que há uma verdade e esta pode ser encontrada. Se Einstein não acreditou verdadeiramente nisto, ele teria parado de pensar sobre a teoria da relatividade muito antes de jamais ter começado.
A Importância de Fazer as Perguntas Certas
Às vezes, o problema real é que estamos fazendo a pergunta errada para começar. É por isso que não somos capazes de perceber e demonstrar a verdade absoluta. Um velho professor meu me contou sobre uma disputa que ele foi chamado para resolver entre um amigo professor e um aluno. Em um exame, o professor fez uma pergunta simples. “Se eu te levasse a uma alta torre, e pedisse-lhe para levar um barómetro ao o topo da torre, como você usaria o barómetro para me dizer a altura da torre?” O professor estava procurando por uma resposta específica que utilizaria o barómetro para medir a pressão atmosférica ao nível do solo e a parte superior da torre e, então, medir a distância entre estes dois pontos. Mas o estudante foi um pouco criativo (e obstinado) e ele deu uma variedade de respostas que não utilizou o barômetro como ele esperava. Em cada solução, o aluno usou o barômetro criativamente como um pêndulo, e objeto para medir a gravidade, como uma ferramenta para comparar proporções de sombra, e como um suborno simples para alguém que realmente conhece a altura do prédio! Todas estas formas levaram à verdade da altura do prédio, mas ninguém descobriu a verdade que o professor estava procurando. Por quê? Primeiramente porque o professor estava fazendo a pergunta certa da maneira errada! Ele não foi suficientemente ESPECÍFICO na sua busca pela verdade de seu aluno, e, como resultado, ele recebeu um número de respostas à questão, sem nunca obter a resposta que ele estava procurando.
De forma semelhante, às vezes somos não específicos em nossa busca por respostas; às vezes fazemos as perguntas espirituais erradas! Se a questão for simplesmente como eu posso encontrar a felicidade, ou satisfação, ou propósito, bem, há uma série de maneiras que eu posso fazer isto (embora a maioria destas são muito temporárias). Pode haver muitas maneiras (muitos caminhos espirituais) que eu posso tomar na tentativa de ser feliz ou satisfeito, mas estes objetivos não são específicos o suficiente. Estou fazendo algumas perguntas boas (assim como o professor), mas estas não são específicas o suficiente. Felicidade e satisfação são questões secundárias a uma questão muito mais importante; o que é a verdade sobre a existência e a natureza de Deus? Pessoalmente, eu não estou interessado em simples felicidade e satisfação. Estou interessado na verdade absoluta e objetiva sobre Deus, porque só esta verdade tem significado a longo prazo.
Um amigo meu recentemente comprou um novo telescópio em preparação para a localização recente de Marte no hemisfério norte. Houve uma quarta-feira específica quando Marte estava mais perto da Terra do que tinha sido (ou será mais uma vez) por outros 550 anos. Naquele dia único de oportunidade, ele armou o telescópio dele, mas descobriu que NÃO podia ver Marte mais de perto do que ele podia um mês atrás com o telescópio velho dele! Por quê? Porque ele estava errado sobre a data de avistar e estava incorreto por exatamente um ANO! Assegurando a verdade à informação errada com sinceridade, ele se esforçou sinceramente para ver o planeta vermelho, mas estava sinceramente errado sobre o tempo. Todas as verdades não são iguais. Somente uma quarta-feira verdadeira poderia revelar Marte em sua proximidade mais próxima. De forma semelhante, a natureza da verdade é tal que somente uma verdadeira noção de Deus irá revelá-lo a você e a mim hoje.
Pode Haver Realmente Somente Um Caminho de VERDADE?
A realidade é que a verdade não é uma questão de escolha pessoal, e é confortante saber que o que você descobre que é verdade hoje, ainda será verdade amanhã. Mas, há uma razão pela qual as pessoas querem negar que há uma verdade absoluta…
João 3:19-21
E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.
Jesus teve que lidar com pessoas que não acreditavam que havia uma verdade absoluta. Esses tipos de pessoas têm existido desde o início dos tempos, embora haja definitivamente mais de nós que adotam o relativismo hoje do que em gerações passadas! Como devemos responder aqueles entre nós que estão questionando a natureza amorosa de Deus? Como ele pode ser amoroso e ao mesmo tempo ter a mente tão fechada ao ponto de nos limitar à somente um caminho de conhecê-lo? Não é isto desamor e injustiça?
Mas se você olhar para a história do nosso relacionamento com Deus, você verá que ele realmente tem nos dado um grande número de oportunidades! Apenas relembre da história. Rejeitamos a Sua graciosa oferta no Jardim, o seu Pacto de acordo através de Abraão, sua orientação através das leis de Moisés, suas mensagens conforme entregues pelos profetas e, finalmente, o seu próprio filho. À luz de todas as maneiras que o rejeitamos, a pergunta não deveria ser: “Por que há somente um caminho?”, mas ao invés, “Por que há QUALQUER forma?”.
Muitos de vocês ainda estão lutando com a ideia de que somente pode haver um Deus verdadeiro e um caminho para chegar até ele. Por que você pense que é assim? É porque não é justo para nós, apesar da verdade da nossa história com Deus? Ou é porque ainda queremos controle? Vamos orar sobre estas coisas e pedir a Deus que nos ajudo a entender a misericórdia dEle e o fato de que Ele é tão paciente conosco, e pedir a Deus para nos ajudar a aprender a confiar nEle para a verdade.
Vivendo Acima das Mentiras
Agora, vamos sair e viver nossas vidas diferentemente. Vamos aceitar a realidade de que HÁ uma verdade singular sobre a natureza de Deus, para que possamos começar verdadeiramente a procurar por isto. Então, vamos seriamente começar a busca. Se estivermos indispostos a até mesmo começar a aceitar a premissa de que HÁ uma verdade absoluta, nunca começaremos a busca que irá eventualmente nos levar a Deus. Vamos viver acima das mentiras de que a verdade não existe ou não pode ser conhecida.


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