terça-feira, 28 de outubro de 2014

TEORIA DO ARREBATAMENTO PARCIAL

                              

                          TEORIA DO ARREBATAMENTO PARCIAL 
  
                 NOS NÃO ADOTAMOS ESTA TEORIA.

Esta teoria ensina que o arrebatamento ocorre antes da Tribulação, mas apenas os que estiverem totalmente preparados, vigiando e esperando a vinda do Senhor, e tiverem alcançado um certo nível de espiritualidade que os torne dignos de ser incluídos no arrebatamento. Os outros cristãos permanecerão na Terra durante a Tribulação para serem provados e purificados mediante grandes sofrimentos, sendo arrebatados posteriormente. Esta posição tem sido pouco adotada devido a sua semelhança com a doutrina católica do purgatório, segundo a qual o sofrimento pode purgar pecados. 

Apresente era, em relação à verdadeira igreja, termina com a translação da igreja à presença do Senhor. A doutrina da translação da igreja é uma das considerações mais importantes da escatologia do Novo Tes¬tamento (Jo 14.1-3; 2Ts 2.1; l Ts 4.13-18; 1 Co 1.8; 15.51,52; Fp 3.20,21; 2 Co 5.1-9). É uma das questões em que os estudiosos da Bíblia mais discor¬dam atualmente. Intérpretes da escola pré-milenarista estão divididos em campos como o parcialista, que levanta a questão de quem partici¬pará do arrebatamento, e os pré-tribulacionista, mesotribulacionista e pós-tribulacionista, que levantam a questão da ocasião do arrebatamento em relação ao período tribulacional.

A teoria do arrebatamento parcial, uma opinião minoritária entre pretribulationistAs, afirma que o arrebatamento-ressurreição dos crentes é para aqueles que estão apenas "observando e esperando" para o retorno de Cristo.   Nem todos os crentes serão arrebatados; somente aqueles que têm algum grau de realização espiritual que os torna dignos do arrebatamento.   Assim, os sujeitos, não com o momento, do arrebatamento está em questão.   e genuíno, não apenas professam, os cristãos são seus súditos.   o Arrebatamento é visto como uma recompensa, não um privilégio. 
      Após o êxtase inicial de todos "preparado" crentes no retorno de Cristo no ar, diversos grupos serão arrebatados durante a tribulação -. Quanto eles estão preparados espiritualmente   A tribulação "expurgo" dos crentes que tenham ficado de seu pecado e carnalidade (com base em Rev. 7: 9-14, 12:. 5; 16:15)   No entanto, se tais crentes não muda em nada durante a tribulação, eles até mesmo perder a segunda vinda e do milênio - a ser ressuscitado no final do o milênio (Ap 20, 5). 
     Um grande propósito da tribulação é o teste de mornas e rasas, os cristãos de Laodicéia, passando pela tribulação.   Assim como as virgens loucas, que foram deixados para trás, porque eles não estavam atentos. 
     Esta visão restritiva do arrebatamento foi articulada pela primeira vez em meados do século 19 por um pequeno grupo de pretribulationists na Inglaterra.   Sua publicação principal era The Dawn.  o primeiro proponente da moderna teoria do arrebatamento parcial foi Robert Govett (1853), mas sua mais hábil defensor foi GH Lang.  Líderes, como DM Panton (editor de The Dawn ), R. Govett, DMPanton, GHPember, JASeiss, Austin Faísca, e alguns outros, sinceramente ensinou e escreveu.   Mas eles foram em sua maioria considerada heterodoxa pela sua companheiros pretribulationists. 
     Alguns "textos de prova" dos rapturists parciais são: (1) Matt. 24: 41-42 "Duas mulheres estarão moendo ... um será tomado"; (2) Lucas 21:36 "Vigiai ... para que sejais considerados dignos de escapar ..."; (3) I Coríntios. 15:23 "Todo homem, na sua ordem", mostrando uma divisão nas fileiras dos crentes; (4) Phil. 3:11, onde até mesmo Paul estava em dúvida sobre a sua própria ressurreição; (5) 2 Tm. 4: 8 "a todos os que amam a sua vinda"; (6) Heb. 09:28 "para eles, olhar para ele é que ele aparecerá segunda vez ..."; (7) Rev. 03:10 "Porque guardaste a palavra ... Eu também irá manter a partir da hora ...")
              
     A maioria dos evangélicos rejeitam a teoria do arrebatamento parcial, pelas seguintes razões: 

     (1) A maioria dos "textos de prova" acima são erroneamente interpretados como lidar com o Arrebatamento (em vez de a Segunda Vinda); outros textos simplesmente descreveu a santificação posicional de cada crente; ea passagem Filipenses descreve o desejo de Paulo para se destacar (e não apenas para estar presente) no arrebatamento. 
     (2) A teoria do arrebatamento parcial, com base em um princípio obras,   afeta negativamente a doutrina da soteriologia.   Evangélica geralmente carrega a experiência de êxtase a forte crença de "salvação somente pela graça." 
     (3) A Bíblia retrata o Corpo de Cristo como uma unidade.   E se a divisão é indicado, geralmente é entre a verdadeira ou professar (false) crente.   Mas rapturists parciais dividido o antigo em crentes dignos e indignos.   Isto divide o Corpo de Cristo. 
     (4) As passagens do Arrebatamento imagens de uma cobertura all-inclusive: 1 Cor. 15:51 ("nós todos ..."); 1 Tes. 4:14 ("se cremos que Jesus morreu e ressuscitou": a crença de cardinal); versículo 16 ("mortos em Cristo"); 1 Tes. 1: 9-10; 02:19; 5: 4-11) 
     (5) 1 Tes. 5: ". Quer assistir ou são unwatchful" 9-10 ("Quer acordar ou dormir") poderiam ser contextualmente traduzidas como 
     (6) Se os crentes que vivem despreparados devem passar pela tribulação, mortos crentes então logicamente despreparados também deve estar em algum tipo de "purgatório".   E em nenhum lugar que a Bíblia ensina um purgatório.


                           DEFINIÇÃO DOS TERMOS
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Seria bom, neste momento, apresentar as várias palavras usadas no Novo Testamento em relação ao segundo advento de Cristo: parousia, apokahipsis e epiphaneia. Embora essas palavras sejam muitas vezes consi¬deradas técnicas, com designações específicas, Walvoord escreve:
É a opinião do escritor que todos esses três termos são usados em sentido geral e não técnico, e referem-se tanto ao arrebatamento quanto ao retor¬no glorioso de Cristo à terra [...]

I. PAROUSIA
A palavra mais freqüentemente usada nas Escrituras em referência ao retorno de Cristo é [parousia] [...] ela ocorre 24 vezes no Novo Testa¬mento numa variedade de conexões. Como a sua etimologia indica, a palavra significa estar perto ou ao lado [...] Ela envolve tudo o que a pala¬vra portuguesa presença denota [...] Passou a significar não só presença, mas o ato pelo qual a presença é realizada, i.e., a vinda do indivíduo.
Um breve resumo de seu uso no Novo Testamento inclui [...] l Coríntios 16.17 [...] 2Coríntios 7.6,7 [...] Filipenses 1.26 [...] 2Tessalonicenses 2.9... 2Pedro 3.12. Todos são forçados a concordar que esses casos são gerais e não técnicos.
[...] O fato de que é usada freqüentemente com relação ao arrebata¬mento da igreja é claro nas seguintes referências (1 Co 15.23; l Ts 2.19; 4.15; 5.23; 2Ts 2.1 [?]; Tg 5.7,8; 2 Pe 3.4 [?]; l Jo 2.29) [...]
No entanto, a palavra também é usada com relação ao retorno de Cristo à terra com a igreja em várias passagens (Mt 24.3,27,37,39; l Ts 3.13; 2Ts 2.8; 2Pe 1.16) [...]
É inevitável concluir que a mesma palavra é usada em todas essas passagens em sentido geral e não específico. Sua contribuição à doutrina é realçar a presença corporal de Cristo [...]

II. APOKALUPSIS
A segunda palavra importante para a vinda de Cristo [...] [apokalupsis] ocorre [...] 18 vezes na forma de substantivo, 26 vezes na forma de verbo. Ela é obviamente derivada de [...] [apo] e... [kaluptõ], a última significando cobrir, ou esconder, e com o prefixo, descobrir ou desvendar, e assim, revelar [...]
Uma pesquisa daquelas passagens em que a palavra é usada em relação a Cristo demonstra que em várias ocorrências ela é usada para descrever a segunda vinda de Cristo (l Pe 4.13; 2Ts 1.7; Lc 17.30) [...]
Em outras passagens, todavia, ela é claramente usada com referência à vinda de Cristo nos ares para buscar a igreja (1 Co 1.7; Cl 3.4; l Pe 1.7,13)
A doutrina em jogo no uso da palavra em relação a Cristo é uma ênfase na manifestação futura da glória de Cristo [...]

III. EPIPHANEIA
A terceira palavra usada para o retorno de Cristo é [...] [epiphaneia] [...] [epi] e [phanês]. O significado de trazer a luz, jazer brilhar, mostrar, é encontrado de Homero em diante (Thayer). A adição da preposição dá a ela um significado intensivo [...] ela é usada para a primeira vinda de Cristo à terra em Sua encarnação (Lc 1.79; 2Tm 1.10) [...]
Quando empregada em referência ao retorno do Senhor, em dois casos ela se refere ao arrebatamento da igreja, e em dois casos parece refe¬rir-se à segunda vinda de Cristo [...] parece sã exegese classificar l Timóteo 6.14 e 2 Timóteo 4.8 como referências ao arrebatamento [...]
Em 2Timóteo 4.1 e Tito 2.13, no entanto, parece haver referência à Sua segunda vinda [...]
A ênfase dada à verdade no uso de [...] [epiphaneia] serve para asse¬gurar que Cristo realmente aparecerá, será reconhecido e manifesto de maneira visível. (John F. WALVOORD, New Testament words for the Lord's coming, Bibliotheca Sacra, 101:284-9, July 1944.)
Essas palavras, então, ressaltam três grandes fatos em relação ao se¬gundo advento: Cristo estará visivelmente presente, Sua glória, por conse¬guinte, será de todo revelada, e Ele mesmo será totalmente manifesto.

A Teoria do Arrebatamento Parcial

A primeira teoria associada à translação da igreja não está relacio¬nada ao período tribulacional, mas sim aos indivíduos que sofrerão a translação. Argumenta-se que nem todos os crentes serão levados na translação da igreja, mas apenas os que estiverem "vigiando" e "espe¬rando" por esse acontecimento, que tenham atingido certo nível de espiritualidade que os torne dignos de ser incluídos. Essa teoria foi de¬fendida por homens como R. Govett, G. H. Lang, D. M. Panton, G. H. Pember, J. A. Seiss e Austin Sparks, entre outros. Essa teoria é defini¬da por Waugh, que diz:
Há, todavia, não poucos homens —alguns deles profundos e devotos estu¬diosos das Escrituras— que crêem que apenas uma parte preparada e es¬perançosa dos crentes será então transladada. Eles crêem que uma conclu¬são clara de Lucas 21.36 é que os crentes que não "vigiarem" não vão "esca¬par de todas estas cousas que têm de suceder", e não serão dignos de "estar em pé na presença do Filho do Homem". Eles extraem de passagens como Filipenses 3.20, Tito 2.13, 2 Timóteo 4.8 e Hebreus 9.28 o conceito de que somente serão levados os que "aguardarem" e "amarem a sua vinda" (Thomas WAUGH, When Jesus comes, p. 108)

A. As dificuldades doutrinárias da teoria do arrebatamento parcial. A posição do arrebatamento parcial baseia-se em certos mal-entendidos com relação às doutrinas da Palavra.
1. A posição do arrebatamento parcial está baseada numa inter¬pretação errônea do valor da morte de Cristo para libertar o pecador da condenação e torná-lo aceitável a Deus. Essa doutrina está ligada a três palavras do Novo Testamento: propiciação, reconciliação e redenção.
Com respeito à propiciação, Chafer escreve:
Cristo, ao derramar Seu próprio sangue, como se aspergido, sobre o Seu corpo no Gólgota, torna-se na realidade o Propiciatório. Ele é o Propiciador e fez propiciação ao suprir dessa maneira as justas exigências da santida¬de de Deus contra o pecado, de tal maneira que o céu se tornou propício. O fato de a propiciação existir deve ser aceito [...]
A propiciação é o lado divino do trabalho de Cristo na cruz. A morte de Cristo pelo pecado no mundo alterou toda a posição da humanidade no seu relacionamento com Deus, pois Ele reconhece o que Cristo fez pelo mundo, quer o homem aceite isso, quer não. Nunca se afirma que Deus foi reconciliado, mas Sua atitude em relação ao mundo foi mudada quan¬do a relação do mundo para com Ele se tornou radicalmente diferente por meio da morte de Cristo. (Lewis Sperry CHAFER, Systematic theology, VII, p. 259)

Com respeito à reconciliação, o mesmo autor diz:
Reconciliação significa que alguém ou algo é totalmente mudado e ajus¬tado a algo que é um padrão, como um relógio pode ser ajustado a um cronômetro [...] Por meio da morte de Cristo em nosso lugar, o mundo inteiro está totalmente mudado no seu relacionamento com Deus [...] O mundo está tão alterado na sua posição com respeito aos santos julga¬mentos de Deus por meio da cruz de Cristo que Deus não está mais atri¬buindo-lhes seu pecado. O mundo então é declarado redimível [...]
Já que a posição do mundo diante de Deus está completamente muda¬da pela morte de Cristo, a própria atitude de Deus com relação ao homem não pode mais ser a mesma. Ele está disposto a lidar com as almas agora à luz daquilo que Cristo fez [...] Deus [...] acredita completamente naquilo que Cristo fez e o aceita, de forma que continua justo apesar de capaz de justificar qualquer pecador que aceite o Salvador como sua reconciliação. (Ibid., VII, p. 262-3.)

Com respeito à redenção, ele escreve:
A redenção é um ato de Deus pelo qual Ele mesmo paga como um resgate o preço do pecado humano que insultou a santidade e o governo que Deus exige. A redenção oferece a solução ao problema do pecado, como a reconciliação oferece a solução ao problema do pecador, a propiciação oferece a solução ao problema de um Deus ofendido [...]
A redenção proporcionada e oferecida ao pecador é uma redenção do pecado [...] Redenção divina é pelo sangue — o preço do resgate— e pelo poder. (Ibid., III, p. 88)

O resultado desse tríplice trabalho é uma salvação perfeita, por meio da qual o pecador é justificado, torna-se aceitável a Deus, é colocado em Cristo posicionalmente para ser recebido por Deus como se fosse o próprio Filho. O indivíduo que tem essa posição com Cristo jamais pode ser algo menos que completamente aceitável a Deus. O parcialista, que insiste em que apenas os que estão "aguardando" e "vigiando" serão transladados, subestima a posição perfeita do filho de Deus em Cristo e o apresenta diante do Pai na sua própria justiça experimental. O pecador então deve ser menos que justificado, menos que perfeito em Cristo.

2. O parcialista precisa negar o ensinamento do Novo Testamento sobre a unidade do corpo de Cristo. De acordo com l Coríntios 12.12,13, todos os crentes estão unidos ao corpo do qual Cristo é o Cabeça (Ef 5.30). Essa experiência de batismo está presente em todo indivíduo re¬generado. Se o arrebatamento inclui apenas parte dos redimidos, então o corpo, do qual Cristo é o cabeça, será um corpo desmembrado e des¬figurado quando levado a Ele. A construção, da qual Ele é a pedra prin¬cipal, estará incompleta. O sacerdócio, do qual Ele é o Sumo Sacerdote, estará sem uma parte de seu complemento. A noiva, da qual Ele é o Noivo, será desfigurada. A nova criação, da qual Ele é o cabeça, será incompleta. Isso é impossível de imaginar.

3. O parcialista precisa negar a totalidade da ressurreição dos cren¬tes na translação. Já que nem todos os santos poderiam ser arrebatados, logicamente nem todos os mortos em Cristo poderiam ser ressurretos, visto que muitos deles morreram em imaturidade espiritual. Mas, já que Paulo ensina que "transformados seremos todos", e que todos "os que dormem" Deus trará (1 Co 15.51,52; l Ts 4.14), é impossível admitir uma ressurreição parcial.

4. O parcialista confunde o ensinamento bíblico sobre os galardões. Os galardões são dados gratuitamente por Deus como recompensa pelo serviço fiel. O Novo Testamento deixa bem claro o ensinamento sobre os galardões (Ap 2.10; Tg 1.12; l Ts 2.19; Fp 4.1; 1 Co 9.25; l Pe 5.4; 2 Tm 4.8). Em nenhum lugar no ensinamento sobre os galardões o arrebata¬mento é incluído como recompensa pela vigilância.
Tal ensinamento faria dos galardões obrigação legal por parte de Deus, em vez de pre¬sente de misericórdia.

5. O parcialista confunde a distinção entre lei e graça. Se essa posi¬ção estivesse correta, a posição do crente diante de Deus dependeria das suas obras, pois o que ele fez e as atitudes que ele desenvolveu seriam então a base de sua aceitação. Não é preciso dizer que a aceita¬ção por Deus estará somente na base da posição do indivíduo em Cris¬to, não na sua preparação para a translação.

6. O parcialista deve negar a distinção entre Israel e a igreja. Será observado na discussão de passagens problemáticas a seguir que ele usa as passagens aplicadas ao plano de Deus para Israel e as aplica à igreja.

7. O parcialista precisa colocar parte da igreja crente no período tribulacional. Isso é impossível. Um dos propósitos do período tribulacional é julgar o mundo em preparação para o reino a seguir. A igreja não precisa de tal julgamento, a não ser que a morte de Cristo seja ineficaz. A partir dessas considerações, acredita-se então que a teo¬ria do arrebatamento parcial não possa ser sustentada.

B. Passagens problemáticas. Há certas passagens que o parcialista usa para apoiar sua posição, as quais, à primeira vista, parecem apoiar essa teoria.
1. Lucas 21.36: "Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas cousas que têm de suceder e estar em pé na pre¬sença do Filho do Homem" (Cf. G. H. LANG, Revelation, p. 88-9). Observaremos que a referência principal nesse capítulo é à nação de Israel, que já está no período tribulacional, e portanto isso não se aplica à igreja. As coisas das quais é preciso esca¬par são os julgamentos associados "àquele dia" (v. 34), isto é, o Dia do Senhor. A igreja tem ordens de estar vigilante (l Ts 5.6; Tt 2.13) sem que isso implique ser digna de participar da translação.

2. Mateus 24.41,42: "Duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor" (Cf. R. GOVETT, One taken and one left. The Dawn, 22:515-8, Feb. 15,1936). Essa passagem também está no discurso em que o Senhor descreve Seu plano para Israel, que já está no período tribulacional. A levada vai ao julgamento e a deixada fica para a bênção milenar. Essa não é a perspectiva futura da igreja.

3. Hebreus 9.28: "... aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação". A expressão "aos que o aguardam" é usa¬da aqui como sinônimo de "crentes" ou a "igreja", já que essa atitude constitui a atitude normal dos redimidos de Deus. Os crentes são os que "aguardam o Salvador" (Fp 3.20) ou esperam a "bendita esperan¬ça" (Tt 2.13). Os que esperam por Ele não são comparados aos que não o esperam. Essa passagem simplesmente ensina que, da mesma forma que Ele apareceu uma vez para tirar o pecado (v. 26) e agora se encontra no céu intercedendo por nós (v. 24), aparecerá novamente (v. 28) para completar o trabalho de redenção. A conclusão é que o mesmo grupo a quem Ele apareceu, e por quem Ele agora intercede, será aquele a quem Ele aparecerá.

4. Filipenses 3.11: "Para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos" (Cf. R. GOVETT, Entrance into the kingdom, p. 35). Alguns acreditam que Paulo duvidava de seu pró¬prio arrebatamento. O contexto não apóia essa teoria. O v. 11 retoma o v. 8, no qual Paulo revela que, por causa do valor superior do conhecimen¬to de Cristo Jesus, ele abriu mão de tudo aquilo em que confiava para "ganhar a Cristo", e, tendo achado Cristo, "alcançar a ressurreição den¬tre os mortos". A ressurreição, então, é demonstrada como resultado de "ganhar a Cristo", não como resultado de se preparar para a translação. Ele revelou o segredo mais profundo de Seu serviço, uma devoção completa a Cristo desde que O encontrou na estrada para Damasco.

5. 1 Coríntios 15.23: "Cada um [...] por sua própria ordem". Isto é usado pelo parcialista para ensinar a divisão em níveis para o crente na ressurreição da igreja. No entanto, devemos lembrar, Paulo não está instruindo sobre a ordem da ressurreição da igreja, mas sim sobre as divisões ou os "grupos" dentro de todo o plano de ressurreição, que incluirá não só os santos da igreja, mas também os santos do Antigo Testamento e os santos da tribulação.

6. 2 Timóteo 4.8: "... mas também a todos quantos amam a sua vin¬da". Isto é usado pelos defensores dessa posição para mostrar que o arrebatamento deve ser parcial. No entanto, devemos notar que não se tem em mente nessa passagem o sujeito da translação, mas sim a ques¬tão da recompensa. O segundo advento foi criado por Deus para ser uma esperança purificadora (l Jo 3.3). Por causa de tal purificação, uma nova vida é produzida em vista da expectativa do retorno do Senhor. Portanto, os que realmente "amam a sua vinda" experimentarão novo tipo de vida que lhes trará um galardão.

7. 1 Tessalonicenses 1.10: "E para aguardardes dos céus o seu Filho [...] que nos livra da ira vindoura" e 1 Tessalonicenses 4.13-18, junta¬mente com 1 Coríntios 15.51,52, são usados pelo parcialista para ensinar que a igreja que não estava preparada para o arrebatamento encon¬trará o Senhor nas nuvens em Seu retorno à terra no segundo advento (Cf. G. H. LANG, op. cit., p. 236-7). Tal posição coincide com a interpretação do pós-tribulacionista, que demonstraremos ser contrária ao ensinamento das Escrituras.
Um exame das passagens bíblicas usadas pelos parcialistas para apoiar sua posição mostra que sua interpretação não é coerente com a verdadeira exegese. Já que essa teoria não está em harmonia com a ver¬dadeira doutrina e a verdadeira exegese, deve ser rejeitada.


FONTE JAMREIS.BLOGSPOT.COM


As dificuldades doutrinárias da teoria do arrebatamento parcial.

As seguintes considerações argumentam contra a teoria do arrebatamento parcial. 

1)    1 Tessalonicenses 4.16 diz: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Se todos que morreram em Cristo vão ser ressuscitados, certamente todos os que estão vivos “em Cristo” serão arrebatados.

2)    Além disso, em 1 Coríntios 15.51, Paulo diz: “Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos”. Todos os que estão em Cristo serão transformados no arrebatamento. Isto não inclui naturalmente os que são cristãos apenas de nome. 
3)    Se apenas os “dignos” serão arrebatados, quem subirá? Quem pode afirmar que é digno por si mesmo? Nossa posição diante de Deus baseia-se na justiça que há em Cristo, e não na nossa justiça, que não passa de “trapo de imundícia” (Is 64.6). 
4)    Os proponentes da teoria do arrebatamento parcial, assim como os que crêem que a Igreja deve atravessar parte da Tribulação ou toda ela, sustentam que a Tribulação é necessária para purificar a Igreja e prepará-la para o Noivo. Esse conceito defende uma espécie de purgatório. Se os santos vivos no fim dos tempos tiverem necessidades de ser purgados pela Tribulação, parece que o Senhor também teria de ressuscitar os santos mortos anteriormente para um período de tribulação antes do seu arrebatamento, já que para Deus não há acepção de pessoas. Um pensamento naturalmente absurdo. 

O parcialista precisa colocar parte da Igreja no período tribulacional. Isso é impossível, porque a Igreja representa o corpo de Cristo. Então o corpo subiria incompleto? 

Um dos propósitos da Tribulação é julgar o mundo em preparação para o reino a seguir. A Igreja não precisa de tal julgamento, a não ser que a morte de Cristo tenha sido ineficaz. A partir dessas considerações, acredita-se então, que a teoria do arrebatamento parcial não tem como se sustentar. 

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