terça-feira, 28 de outubro de 2014

OS UNICISTAS E TRINDADE



                                        EM DEFESA DA TRINDADE
                     A TRINDADE NAS ESCRITURAS


Já que estamos iniciando esta pesquisa sobre uma religião que, mesmo se dizendo cristã, nega a Transcendência e Santidade Eterna de Deus, o Pai, a divindade de Jesus Cristo, o Filho de Deus, a existência do Espírito Santo como Deus e, portanto, a Trindade, achamos por bem colocar este trabalho na abertura desta Apostila, a fim de que os Cristãos evangélicos possam verificar as heresias do Mormonismo referentes à verdadeira Teologia Cristã. Trata-se da tese de um teólogo americano, cujo nome não conseguimos identificar, mas cujo trabalho achamos por bem traduzir e apresentar aos irmãos em Cristo, embora nos pareça que alguns trechos estejam em falta. Vejamos o que ele escreveu, sem dúvida alguma, com um maravilhoso respaldo bíblico:


Antes de aceitar as declarações das seitas de que a Trindade é uma idéia impingida à Igreja por falsos teólogos, centenas de anos após os fatos terem acontecido no Novo Testamento, devemos pesquisar o claro testemunho das Escrituras. Elas realmente silenciam sobre o assunto, conforme dizem as seitas?
O argumento do silêncio é sempre apresentado a favor daqueles que procuram apenas a palavra Trindade numa concordância e acham que, de fato, ela não aparece na Bíblia. Essa é, todavia, uma evidência meramente artificial, como quando se afirma que não existe uma Rainha no Palácio de Buckingham simplesmente porque o seu nome não aparece na caixa do correio.
Um estudo das Escrituras revela muitas passagens referindo-se a cada um dos três membros da Trindade. Diz o “Interpreter’s Dictionary of the Bible” (Dicionário do Intérprete da Bíblia) que “mesmo não sendo um termo bíblico, a Trindade representa a cristalização do ensino do Novo Testamento”. (1)
A fim de analisar a evidência da Trindade na Escritura e concluir se a Bíblia apresenta ou não bastante evidência para fazer da Trindade uma doutrina da Igreja, devemos responder três perguntas:
1 – Ensina a Escritura que existe um Deus Pessoal e Transcendente?
2 – Ensina a Escritura que existe, por natureza, um único Deus em vez de muitos?
3 – Apresenta e Escritura três Pessoas que, por sua natureza, são um único Deus?
Se a Escritura dá realmente um testemunho da Trindade, esta doutrina deve fazer parte do ensino ortodoxo cristão e todo cristão fica obrigado a defendê-la, vigorosamente. (Judas 3)
Ensina a Escritura que existe um Deus Pessoal e Transcendente?
“No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1:1).
“Disse ainda o Senhor: Certamente vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento” (Êxodo 3:7).
A existência de um Ser Pessoal e Transcendente que criou o universo, e dele cuida, raramente é ponto de discórdia entre os cristãos e as seitas – as falsas seitas que se dizem cristãs – porque ambas concordam em que a Bíblia é, até certo ponto, inspirada por Deus. Essa visão não é, entretanto, apoiada pelas seitas embasadas no pensamento das religiões orientais, tais como a Meditação Transcendental, o Movimento Nova Era, a Eckankar, a Hare Krishna e a Teosofia. Algumas seitas de origem ocidental, como a Cientologia, o Espiritismo e a Ciência da Mente também não reconhecem a inspiração divina da Escritura. Então devemos nos dirigir a estas usando as técnicas da Apologética Cristã, a fim de convencê-las da autoridade da Bíblia. (Grande quantidade de livros excelentes sobre Apologética está à venda nas livrarias evangélicas).
Ensina a Escritura que, por natureza, existe apenas um Deus e não muitos?
“Ouve, Israel, o nosso Deus é o único Senhor” Deuteronômio 6:4.
“Vós sois minhas testemunhas, diz o Senhor, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e me entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá” Isaías 43:10.
Deus não é obscuro quando revela a sua natureza e estas passagens afirmam claramente que Ele é o único Deus de Israel; nunca houve nem haverá outro Deus. Ele não reparte a sua glória com nenhum outro.
“Eu sou o Senhor e não há outro, além de mim não há Deus…” Isaías 45:5.
Em discussões com muitos adeptos de seitas um crente ortodoxo não deveria se surpreender ao receber total concordância nas respostas sobre as questões acima. A existência e a singularidade de Deus não se constituem em embaraço para a maior parte dos sistemas sectaristas. Mas a pergunta seguinte será motivo de divisão porque ela afeta o ponto de discórdia: Quem é Jesus Cristo? As seitas precisam negar a Trindade a fim de poderem negar a divindade de Jesus Cristo. [Qualquer religião ou seita que negue a divindade de Cristo seja anátema!]
A Escritura mostra que existem três Pessoas que, por sua natureza, são um único Deus?
No Velho Testamento Deus fala de Si mesmo como sendo o único Deus verdadeiro. Contudo, em várias ocasiões a palavra ou frase que a Ele se refere no plural, tais como Eloim (Deus) e Adonai (Senhor). (2) segundo os eruditos Judeus, “ribui hakochot” (ou majestade) deixa claro não apenas da grandeza de um objeto, mas também está explicando e intensificando os atributos desse objeto. O atributo de Deus de “Pessoa” pode ser ampliado. (Mesmo que a validade deste conceito na língua hebraica não seja aceita por todos os eruditos da Bíblia).
Embora os hebreus adorassem um único Deus, o seu uso de nomes no plural para se referir a Ele confundiu os vizinhos politeístas. Por exemplo, quando os Israelitas levaram a Arca do Concerto ao acampamento preparado para enfrentar os filisteus: “E se atemorizaram os filisteus, à voz de júbilo, e disseram: os deuses vieram ao arraial. E diziam mais: Ai de nós! Que tal jamais sucedeu antes. Ai de nós! Quem nos livrará destes grandiosos deuses? São deuses que feriram os egípcios com toda sorte de pragas no deserto” (1 Samuel 4:7-8.)
Os Hebreus poderiam facilmente ter evitado a confusão, usando a forma singular, porém não o fizeram. Aparentemente, a pluralidade do seu Deus singular era muito importante para eles. Quando Moisés declarou ao povo escolhido: “Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor (Deuteronômio 6:4), ele especificou um Deus com a palavra “echad”, um termo generalizado que não implicava coisa alguma no singular ou em solidão. “Uachid” é que teria implicado em tal singularidade. (3) Isso é algumas vezes conhecido como “unidade composta”. (Ver Gênesis 2:24; Números 13:23; Juizes 20:8).
O Velho Testamento dá a tal conceito uma exposição mínima, obscurecendo a total revelação da Trindade, que se expande, gradualmente, desde a primeira página da Bíblia até à sua completa revelação no Novo Testamento.
Referências à Trindade no Velho Testamento
Falando de Deus como mais de um – Gênesis 1:26; 3:22; 11:7 e Isaías 6:8.
Falando de Deus como sendo mais de um Jeová ou Eloim- Gênesis 19:24; Salmos 45:7; Daniel 9:17; Zacarias 12:8; 9:10-12.
Falando de Deus como três – Números 6:24-26; Isaías 48:16.
Falando de Deus como Criador, no plural – Isaías 54:5. (Aqui, também, marido no plural).
O Novo Testamento segue o tema monoteísta do Velho Testamento. Por exemplo, o apóstolo Paulo escreve: “No tocante à comida sacrificada a ídolos, sabemos que o ídolo, de si mesmo, nada é no mundo e que não há senão um só Deus. Porque ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores, todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele (1 Coríntios 4:6).
A observação de Paulo sobre “muitos deuses e muitos senhores “, conforme os eruditos do Novo Testamento, igualmente se refere aos governadores humanos com grande poder (muitos dos quais eram adorados como deuses), bem como aos deuses pagãos. Em nenhum caso Paulo os estava igualando ao Deus Criador. O que afirma em sua carta aos Gálatas é: “Ora, o mediador não e de um, mas Deus é um” (Gálatas 3:20).
Outras passagens do Novo Testamento que atestam a unidade de Deus são: João 5:44; 17:3; 1 Timóteo 1:17; 6:15 e Judas 25.
A Escritura nomeia três Pessoas da Divindade?
Deus o Pai – O Velho Testamento contém muito poucas referências a Deus Pai. Mas essa pequena quantidade não deveria ser entendida como silêncio sobre o assunto. Isaías, por exemplo, escreve: “Mas tu és o nosso Pai, ainda que Abraão não nos conhece; Ó Senhor, és nosso Pai; nosso Redentor é o teu nome desde a antigüidade” (Isaías 67:16). Outras passagens incluem Isaías 64:8 e Jeremias 3:19. Até que Jesus Cristo viesse à terra como o Filho, para revelar o Pai, esta Pessoa da Divindade não era extensivamente discutida.
Logo que Jesus iniciou o seu ministério na terra, o Pai tornou-se objeto freqüente de suas discussões. Em seu Sermão do Monte ele menciona freqüentemente o Pai (Mateus 5:7) e, quando ensina os seus discípulos a orar, ele os instrui a se dirigirem a Deus Pai (6:9), deixando claro que Jesus Cristo não considerava Deus apenas como o Pai dos discípulos, porém também como o Seu Pai.
Paulo também menciona o Pai muitas vezes em cada uma de suas cartas.
“…Glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 15:6).
“… Há um só Deus e Pai…” (1 Coríntios 8:6).
“… E por Deus Pai, que o ressuscitou dos mortos” (Gálatas 1:1).
“Graça a vós outros e paz da parte de Deus, nosso Pai…” (Efésios 1:2).
“… Da parte de Deus, nosso Pai…” (Filipenses 1:2)
“E toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai” (Filipenses 2:11).
Ver ainda 2 Coríntios 1:2; Colossenses 1:2; 1 Tessalonicenses 1:1-2; 2 Tessalonicenses 1:2; 1 Timóteo 1:2-2; 2 Timóteo 1:2; Tito 1:4; Filemom 9.
“Eu lhe serei Pai e ele me será Filho” (Hebreus 1:5).
“Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai” (Tiago 3:9).
“… Ao pleno conhecimento de Deus e de Jesus” (1 Pedro 1:2).
Ver ainda 2 Pedro 1:17; 1 João 2:22; 2 João 3; Judas 1; Apocalipse 1:6.
Um exame das referências do Novo Testamento sobre Deus Pai parece mostrar que, mesmo que as Pessoas da Divindade sejam iguais, o Pai recebe maior honra e glória e exerce a autoridade final (Mateus 5:16; 11:25-27; 1 Coríntios 15:28; Filipenses 2:9-11). Isto sem dúvida causa algumas vezes perplexidade, se não houver uma visão completa da natureza da Trindade.
Deus Filho – Em seu inigualável estilo, C.S. Lewis dirige aos cépticos que tratam Jesus apenas como um mestre moral, mas não como Deus:
“Um homem que era apenas homem e dizia o tipo de coisas que Jesus dizia jamais poderia ser um mestre moral. Seria de preferência um lunático – do mesmo nível de um homem que diz que é um ovo frito – ou poderia até mesmo ser o diabo do inferno…Você pode rotular Jesus como um tolo, pode cuspir nele, ou matá-lo, como sendo um demônio, ou então cair de joelhos aos seus pés chamando- Senhor e Deus. Mas não me venha com qualquer tipo de bobagem protetora, sobre ser Ele um grande mestre humano”. (5)
Lewis não permite meio termo aqui. A questão mais importante da humanidade “Quem é Jesus Cristo?” exige uma resposta inequívoca.
A menção mais clara do Novo Testamento sobre Deus Filho vem de Isaías, o qual teve o único e divino “insight” da Trindade, visto como seus escritos falam de todos os membros da Trindade.
“Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal; eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel (Deus conosco) . Isaías 7:14.
O nome Emanuel nessa sentença não precisa significar a Encarnação (Deus se fazendo homem através de Cristo), exceto que ele antecipa claramente a declaração do capítulo 9:6, que diz: “Um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da paz”.
E. W. Hengstenberg amplifica a descrição de Isaías da criança que iria nascer como “um herói que está infinitamente acima dos heróis humanos, pela simples circunstância de que ele é Deus e nos trouxe a ciência da Majestade Divina (7) Porque a Pessoa é descrita como um Filho dado, inferimos que Ele já possuía a relação de Filho. Por conseguinte, Ele é o Filho de Deus, o Deus Filho, a Segunda Pessoa da Trindade.
A natureza divina de Jesus Cristo tornou-se, então, infinitamente mais clara no Novo Testamento. João, cujo Evangelho foi escrito com este propósito, estabelece o fato em linguagem simples e direta: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
As seitas se reviram em contorções fantásticas, tentando mostrar que este verso diz outra coisa, além do que pretendia dizer. João 3:16 é o texto de prova das seitas para mostrar que Jesus foi um ser criado, o qual, portanto, é único em natureza com Deus Pai.
Uma exegese completa nos dá a significação da palavra “unigênito”. A palavra grega é monogenes, sobre a qual J. H. Thyer escreveria: “…usada para Cristo denota ser Ele o único Filho de Deus, no mesmo sentido em que Ele é o Filho de Deus e não tem irmãos” (8)
Mesmo sendo um Unitarista que negava a divindade de Cristo, Thyer colocou a integridade erudita acima da parcialidade religiosa e assim traduziu a frase honestamente, mesmo que esta contradissesse as suas crenças.
A “Whyclif Bible Encyclopedia” explica o que significa monogenes
“Única em sua espécie” – “única”- “unigênito”. Este termo é usado a respeito de uma criança no Novo Testamento (Lucas 7:14; 8:42; 9:38; Hebreus 11:17) . É usada para Cristo no sentido de que Ele é o único Filho de Deus (João 1:14; 3:16, 18; 1 João 4:9). A raiz da palavra grega – os cuidadosos eruditos em lexicografia vêem agora que não é gennao “nascer, ou gerar”, mas genos e, portanto, sua significação é “o único em sua espécie”, em vez de “o único nascido”. (9)
Então o que significa toda essa discussão sobre uma palavrinha grega? Como o único Filho de Deus, Cristo é único; Como Deus Pai é Divino, assim também é o Seu Filho. Do mesmo modo como um ser humano só pode gerar outro ser humano, ou um peixe só pode gerar outro peixe, então Deus Pai só poderia designar como Filho aquele que com Ele divide Sua natureza.. (Dai por que o termo bíblico “Filho de Deus” equivale a Deus Filho. Portanto, Deus, ao mesmo tempo em que cria seres inferiores a Ele, gera um Ser igual a Si mesmo – o Seu Filho.
A comparação de uma passagem dos Evangelhos (Lucas 4:8) com uma da Carta aos Hebreus (Hebreus 1;6) nos dá outra potente confirmação da divindade de Cristo. Lucas registra a réplica de Jesus a Satanás: “Está escrito: ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele darás culto” (Lucas 4:8) . Como todo judeu naquele tempo sabia, adorar qualquer pessoa ou coisa, além de Deus, seria idolatria. Se isso é verdade, então a ordem em Hebreus de adorar o Filho não seria um deslize na linguagem de Deus. Porque Deus jamais comete erros!
Esses testemunhos da divindade de Cisto são poderosos. Mas o que disse Jesus sobre Si mesmo? Basta dizer que quando ele proclamou sua divindade o povo ficou furioso.
“Vosso pai Abraão alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se. Perguntaram-lhe, pois, os judeus: ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão existisse, eu sou. Então pegaram em pedras para atirarem nele; mas Jesus se ocultou e saiu do templo” (João 8:56-59).
Ao se proclamar a Si mesmo como o “Eu Sou”, Jesus aplicou a Si o nome que era usado exclusivamente para Deus. (Êxodo 3:14). Os líderes judeus a quem Jesus falou ficaram horrorizados com o significado desta afirmativa. Em resposta, eles teriam se prostrado em adoração. Mas, ao invés disso, tentaram apedrejá-lo por blasfêmia.
Embora as seitas modernas literalmente não atirem pedras, elas se esforçam no sentido de desacreditar a divindade de Cristo, pois, como os fariseus, elas não têm outra escolha que não seja deixar de rejeitar Jesus e adorá-Lo.
Algum tempo depois, Jesus fez uma declaração de maneira semelhante e obteve resposta idêntica:
“Eu e o Pai somos um. Novamente pegaram os judeus em pedras para lhe atirar. Disse-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai; por qual delas me apedrejais? Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e, sim, por causa da blasfêmia, pois sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10:30-33). Se Jesus apenas tivesse dito que era um em propósito com Deus, ou que estava realizando a obra do Pai, quando afirmou: “Eu e o Pai somos um”, os brios dos judeus não teriam sido atingidos. Além do mais, eles também criam estar fazendo a vontade do Pai.
 Mas Ele estava declarando ser Jeová, o Criador do universo, e havia ampla razão para todas as pedras que eles pudessem apanhar e jogar contra Ele. O último livro da Escritura – o Livro de Apocalipse – deixa de lado qualquer dúvida sobre a posição de Jesus Cristo na Divindade. Se aceitarmos a premissa de que a significação de um verso é determinada pelo seu contexto (10). Nos versos de abertura João registra: “Eu sou o Alfa e o Ômega…Todo Poderoso” (Apocalipse 1:8). Alfa e Ômega, a primeira e última letras do alfabeto grego, significam que Deus existe antes de todas as coisas e existirá para sempre. Com essa única feitura de Deus em mente, consideremos a passagem que vem depois, no mesmo capítulo:
“Quando o vi, cai a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a sua mão direita, dizendo: não temas; eu sou o primeiro e o último. Aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1:17-18).
Somente uma Pessoa poderia declarar ter estado morta e agora viva, para sempre, Jesus Cristo. Também Ele proclamou Sua existência eterna, feitura que somente Deus pode proclamar. No final do livro Jesus faz novamente esta declaração:
“E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim” (Apocalipse 22:12-13).
Através de toda a Escritura, Cristo é aquele que julgará “os vivos e os mortos”, conforme Ele fala de si mesmo, no verso 12. Ele também afirma ter não apenas autoridade para julgar, mas também existência eterna. Ele não nos deixa escolha alguma, pois não podem existir dois primeiros nem dois últimos. Ele tem que ser Deus!
(Nota: Livros inteiros têm sido escritos sobre a divindade de Cristo, então esta discussão tem de ser breve).
(Para maiores estudos, recomendamos: Miquéias 5:2; Marcos 2:5-10 com João 43:25; João 1:1; 14:6, 8; Romanos 9:5; Colossenses 1:15-18; 1 Pedro 2:4-8; 2 Pedro 1:1; 1 João 1:2 com Apocalipse 5:20; Apocalipse 2:23 com 1 Reis 8:39 e Jeremias 17:10).
Deus Espírito Santo – Ao negar a divindade do Espírito Santo, muitas seitas O retratam como uma força impessoal que Deus usa para fazer as coisas acontecerem na terra. Por que?
Primeiro, elas são forçadas a essa definição porque na Escritura, mesmo no Velho Testamento, Deus e o Espírito Santo são justapostos tão freqüentemente (por ex., em Isaías 63:14), que admitir a personalidade do Espírito Santo seria o mesmo que admitir a Sua divindade.
Segundo, as seitas pecam por falta de erudição bíblica, de modo que as interpretações de passagens da Escritura sobre o Espírito Santo são poucas.
Finalmente, porque as coisas de Deus “se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2:14). Os sectários não podem sequer entender os ensinos básicos do Cristianismo porque “o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos” (2 Coríntios 4:4).
Três versos no Velho Testamento usam o termo Espírito Santo – Salmos 51:11; Isaías 69:10 – O segundo verso Lhe concede personalidade: “Pois eles se rebelaram e contristaram o seu Espírito Santo, pelo que se lhes tornou em inimigo e ele mesmo pelejou contra eles” . Isso não oferece um forte testemunho à divindade do Espírito Santo, porém um estudante honesto deve admitir que somente um ser cognitivo – uma personalidade – pode ter sentimento de tristeza. O Espírito Santo é, portanto, mais do que uma força ativa.
A palavra hebraica “ruach kadsho” (seu Santo Espírito) indica que esta é uma Pessoa, além de Deus Pai, porque não é Ele chamado por nomes comuns como Adonai, Eloim, El Shaddai. A Bíblia, além de tudo, não foi escrita descuidadamente. Cada palavra tem significação.
No Novo Testamento, com os demais membros da Trindade, a divindade do Espírito Santo se torna mais que evidente. Jesus, por exemplo, admoestou: “Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” Marcos 3:28-29. [N.T. A blasfêmia contra o Espírito Santo, segundo o teólogo Dr. Peter Ruckman, foi a dos judeus, quando eles disseram que Jesus estava possuído do Diabo]
Todos eles, obviamente, sabiam que Deus não podia ser blasfemado. Mas… o Espírito Santo? Objetos sagrados podiam ser retirados do uso sagrado, mas não blasfemados. Mesmo assim Cristo não foi apedrejado por heresia. Ninguém obviamente se ofendeu, pois os judeus não discutiam a personalidade nem a divindade do Espírito Santo.
Em outra ocasião, Jesus deu claro reconhecimento da personalidade do Espírito Santo: “Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (João 14:26). Jesus se refere ao Espírito Santo com um pronome pessoal, não como uma força, tipo a gravidade ou o vento. (Quando foi a última vez que a gravidade trouxe à sua mente um verso da Bíblia?)
Após o Pentecostes, o apóstolo Pedro menciona, entrelaçadamente, o Espírito Santo e Deus:
“Entretanto, certo homem chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade, mas de acordo com sua mulher, reteve parte do preço e, levando o restante, depositou aos pés dos apóstolos. Então disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (Atos 5:1-4).
Verificando esta menção do Espírito Santo no contexto (o que os sectários têm grande dificuldade de fazer), a conclusão parece inescapável: o Espírito Santo é Deus! Porque a Ele se pode mentir, ele tem personalidade. E porque Pedro fala de Deus (verso 4) sem se referir ao Pai nem ao Filho, o Espírito Santo é igualado a Deus. Albert Barnes comenta esta passagem:
“O pecado não pode ser cometido contra um atributo ou uma influência de Deus. Não se pode mentir a um atributo ou contra a sabedoria, ou poder, ou bondade; Nem podemos mentir a uma influência meramente do Altíssimo. O pecado é cometido contra um Ser, não contra um atributo. E como um pecado é aqui atribuído a Ananias contra o Espírito Santo, conclui-se que o Espírito Santo tem existência pessoal; ou existe tal distinção na Essência Divina, como sendo próprio especificar um pecado cometido peculiarmente contra ela.
 Do mesmo modo, o pecado deve ser apresentado como cometido peculiarmente contra o Pai, quando o Seu nome é blasfemado, quando o seu domínio é negado, quando sua misericórdia em enviar o Seu Filho está em questão. O pecado deve ser representado como cometido contra o Filho, quando sua Reparação é negada, sua Divindade rebatida, seu Caráter maculado ou os Seus convites desprezados.
E assim o pecado deve ser representado como cometido contra o Espírito Santo, quando o Seu trabalho de renovação do coração, ou a Sua santificação da alma é posta em questão. Quando o Seu trabalho é descrito como o de uma influência maligna e outros …” O Espírito Santo é divino!” (Divindade) (11).
Outra passagem em Atos também fala do Senhor e do Espírito Santo, imutavelmente:
“E servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me agora a Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado” (Atos 13:2).
No meio de sua adoração, o Espírito Santo dá instruções aos líderes da Igreja. Se Ele fosse apenas uma força subserviente ao Pai, teria Ele interrompido a adoração ao mesmo? É obvio que não! Em seguida Ele dá ordens a Paulo e Barnabé para serem comissionados “por mim” para o seu próprio interesse. Este não é o ato de uma força subserviente a Deus, mas de um membro da Divindade.
Evidentemente, ninguém precisa revirar a Bíblia inteira, a fim de encontrar suporte para a divindade do Espírito Santo. Entretanto evidências adicionais podem ser encontradas nas seguintes passagens: João 16:13-14; Atos 5:32; 13:4; 16:6-7; Romanos 1:4; 1 Coríntios 12:11; Efésios 4:30; 1 Tessalonicenses 5:19; 1 Timóteo 4:1; Hebreus 3:7 e 1 Pedro 3:18.
Alguma vez a Escritura justapõe as três Pessoas da Divindade?
Em muitas passagens da Escritura podemos encontrar evidência da divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. E freqüentemente duas delas são mencionadas na mesma passagem. Mas também há lugares em que todas três aparecem juntas. A primeira tem lugar no batismo de Jesus: “Batizado Jesus, saiu da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu filho amado em quem me comprazo” (Mateus 3:16-17).
Este incidente também é recontado em Lucas 3:21-22; então fica difícil refutar como cópia ou “erro” de tradução. Em sua grande comissão Jesus apresenta a fórmula trinitariana no contexto batismal: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” Mateus 28:19
Nessa diretriz Cristo coloca as três Pessoas sob um “nome”, o qual só poderia ser o nome que os judeus reverenciavam: Jeová! Negar aqui a Trindade seria o mesmo que negar o ensino de Jesus.
Obviamente, os apóstolos tomaram esta fórmula trinitariana a sério, já que ela foi incluída no Didaquê, suas instruções à Igreja, as quais consideraremos depois, no capítulo 12 deste livro.
Porque as epístolas de Paulo provêem muito mais material para a doutrina cristã, a inclusão da Trindade em seus escritos acrescenta anda mais peso ao já grande corpo de evidência. No fecho de uma Carta aos Coríntios, ele declara: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós”.
(2 Coríntios 13:13).
Paulo parece ter apanhado a fórmula trinitariana para o batismo, simplesmente expandindo-a para o propósito da bênção. Em sua introdução da Epistola aos Romanos, Paulo escreve: “E foi designado Filho de Deus com poder, segundo o Espírito de Santidade, pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor” Romanos 1:4.
Aos Gálatas, ele afirma: “E porque vós sois filhos, enviou Deus aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (Gálatas 4:6).
O apóstolo Pedro dirigiu-se aos destinatários de suas cartas como povo escolhido “eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue…” (1 Pedro 1:2).
O apóstolo João dá instruções em sua carta:
“Nisto reconhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus” (1 João 4:2).
O argumento das seitas de que a Trindade foi uma fabricação da Igreja, a partir do Século IV, empalidece diante destas declarações dos apóstolos. Certamente a idéia da Divindade plural foi estabelecida ao correr da Igreja em formação. (Outras passagens que aludem à formula trinitariana são: Romanos 15:30; 1 Coríntios 6:11; 12:3 e Hebreus 10:29-30).
“Porque os caminhos de Deus são mais altos que os nossos” (Isaías 55:8), o conceito de três Pessoas como um Deus é difícil de entender, mas a existência de vários elementos em uma entidade não é única. Considerem a água que existe em todos os 3 estados: líquido, sólido e vapor. Este “equilíbrio de 3 fases” é comum a todas as substâncias quimicamente puras e estáveis. (12)
Outras triplas “unidades” incluem a Música, a qual é composta de melodia, harmonia e ritmo. E o fogo, que exige oxigênio, combustível e calor. Como exemplo de uma entidade que contém muito mais pessoas, mesmo sendo uma, considerem a Orquestra. Pode ter dúzias de músicos, mas cada um tem uma parte crítica na performance singular.


Nenhum desses exemplos terrenos pode verdadeiramente ilustrar a composição da Trindade Divina mas pode demonstrar que ela é passível de crédito. Creiamos nisso, mesmo que a resposta do sectário à Trindade seja uma trindade de palavras. “Não é verdade!” Por que responde ele dessa maneira, sem levar em contra que tanto a Escritura quanto a História da Igreja atestam a verdade? É que a existência de uma seita tem pouco a ver com a VERDADE e tudo a ver com a NEGAÇÃO DA VERDADE. Por isso, através da escolaridade bíblica deficiente e da necessidade de provar o erro ortodoxo bíblico do Cristianismo, os sectários perpetuam o debate. A negação da Trindade, portanto, se apresenta faltosa ou prejudicial – e usualmente ambas.

FONTE CACP



O PROFETA DO TABERNÁCULO DA FÉ



Somos advertidos de que há muitos homens se intitulando profetas de Deus e dizendo que falam em seu nome. Será que Deus nos dá algum sinal para que possamos distinguir um falso profeta do verdadeiro?

O líder dessa seita, William Marrion Branham, nasceu em Kentuchy (EUA), em 6 de abril de 1909, numa cabana muito humilde, sendo o primogênito de um casal muito pobre. Dez dias depois do seu nascimento, uma coluna de luz penetrou pela janela e posou sobre sua cabeça. Seus pais ficaram assustados, sem saber como interpretar tal fenômeno. Os seguidores de Branham acreditam que foi um sinal de que Deus tinha sua mão sobre ele desde o seu nascimento. A auréola supostamente apareceu novamente em Houston, Texas, em 1950, quando Branham pregava numa campanha. Uma foto do fenômeno foi enviada para George Lacy, investigador de documentos duvidosos, de uma agência do Governo Federal (F.B.I), o qual, depois de ver a foto, fez a seguinte declaração para Branham, seus seguidores e a imprensa: “Reverendo Branham, você morrerá como todos os outros mortais, mas, enquanto existir uma civilização cristã, sua foto permanecerá viva”. A famosa foto encontra-se em muitas publicações, dentre elas o “Dicionário de movimentos carismáticos e pentecostais”, publicado em 1988, pela Zondervan (p.69).1

Branham afirma que Deus falou com ele, pela primeira vez, aos sete anos de idade. Ele estava carregando água para a destilaria ilegal de seu pai e, ao parar para descansar debaixo de uma árvore, ouviu, vinda do vento que assobiava entre as folhagens do arbusto, uma voz que dizia: “Nunca beba, fume ou profane seu corpo com qualquer meio, pois eu tenho uma obra para você realizar, quando estiver mais velho”.

A conversão de Branham ao cristianismo aconteceu através da pregação de um pastor batista. Logo depois, sentiu chamada para pregar e começou a fazer planos para dirigir seu primeiro culto na igreja. Em 1933, sob uma tenda em Jeffersonsville, Indiana, Branham pregou para aproximadamente três mil pessoas. A morte de sua esposa Hope Brumback, e de sua filha ainda bebê, em 1937, foi uma fatalidade interpretada por Branham como juízo de Deus, por ele não ter dado atenção ao chamado para ministrar aos pentecostais unicistas.

Em 1946, Branham alegou ter conversado com um anjo numa caverna secreta, onde recebeu o poder de discernir a enfermidade das pessoas. Daí para frente, os cultos de cura e reavivamento dirigidos pelo pregador místico de Indiana passaram a ser freqüentados por milhares de pessoas. As reuniões ocorriam em auditórios e estádios, por todo o mundo. De outubro a dezembro de 1951, Branham viajou pela África do Sul e dirigiu o que foi chamado de “a maior de todas as reuniões religiosas”.

Branham morreu em 1965, atropelado por um motorista bêbado. Alguns de seus seguidores esperavam sua ressurreição, enquanto outros edificaram um santuário (uma pirâmide) em sua memória, no seu túmulo em Jeffersonville.2

O profeta mensageiro da última Era

O endeusamento de Branham por parte de seus seguidores não tem limite. Tanto é assim que o situam como cumprimento de Apocalipse 10.7, que diz: “Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas seus servos”. E explicam o texto da seguinte forma: “Esta é uma profecia cumprida, pois os mistérios de Deus têm sido consumados através do ministério do irmão William Marrion Branham. Este profeta foi enviado por Deus para esta era e tem pregado a mensagem que Deus lhe ordenou: a palavra pura de Deus tal qual saiu da boca dos profetas e apóstolos... O irmão Branham desafiou a muitos líderes religiosos em diferentes ocasiões para mostrar ao povo o supérfluo de suas religiões”.3

Branham engrandeceu seu nome de tal maneira que chegou a ser considerado o “profeta mensageiro da última era da história do mundo”. E dividiu a história em sete dispensações ou idades. Cada uma dessas dispensações tem um profeta mensageiro; portanto há sete profetas mensageiros. Tal idéia foi baseada em Apocalipse capítulos 2 e 3. (Veja a lista das eras estabelecidas por Branham e suas datas no quadro da próxima página).

Esta última dispensação teve o seu tempo de duração interrompido em face da morte de Branham, em 1965. Pela exposição acima, os adeptos desse movimento ensinam que a igreja cristã de hoje está na mesma situação espiritual da igreja de Laodicéia. Dizem: “O que vemos é a Escritura se repetindo. A filha de Herodias, representada pelo sistema denomincional dançando frente ao rei, procurando agradá-lo e tomando conselho com sua mãe, contra o profeta” (que é Branham).4

Um dos seus adeptos, T.L. Osborn, no folheto intitulado “Um homem chamado William Branham”, escreveu o seguinte: “Esta geração está incumbida: uma geração na qual Deus tem caminhado em carne humana na forma de um PROFETA. Deus tem visitado seu povo. Porque UM GRANDE PROFETA TEM-SE LEVANTADO ENTRE NÓS”.

Osborn trata a pessoa de Branham como se fosse o próprio Deus. Em outro lugar, no mesmo folheto, diz: “Deus tem enviado o irmão Branham no século XX e tem feito a mesma coisa. Deus em carne, novamente passando por nossos caminhos, e muitos não o conheceram. Eles tão pouco haviam conhecido se tivessem vivido no tempo em que Deus cruzou seus caminhos no corpo chamado Jesus, o Cristo”.

Branham, comparado com o profeta bíblico

Em diversos grupos religiosos vemos seus líderes tentando roubar a glória que pertence única e exclusivamente a Deus. Para tanto, se intitulam como messias, senhores, vigário de Cristo, profetas etc. No caso de Branham, como vimos acima, não é diferente. Haja vista as declarações de Osborn e do próprio Branham.

William M. Branham é comparado a Deus ou Jesus por T.L.

Osborn. Entretanto, Isaías 42.8 declara: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura”. O apóstolo Paulo preveniu-nos contra outro evangelho trazido mesmo que fosse por um anjo do céu (Gl 1.6-9; 2Co 11.4). Se Paulo vivesse hoje, qual seria sua reação face às visões de William Branham e suas próprias reivindicações de ser o anjo de Apocalipse 10.7? “E porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo” (2Co 11.13).

Distorcendo as verdades bíblicas, os seguidores de Branham citam passagens em que João Batista é colocado como precursor de Cristo como se as mesmas estivessem se referindo à pessoa de Branham. Um exemplo de sua distorção é quando citam a passagem de Mateus 17.11-12, que diz: “Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas; mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram” (grifo do autor). Dizem os seguidores de Branham: “Vemos nesta porção das Escrituras que o Senhor Jesus Cristo fala em dois tempos gramaticais em relação com Elias: Um já veio – passado – que foi João Batista; e o outro tinha de vir – futuro – para restaurar todas as coisas”.6

Concordamos que os tempos gramaticais, tanto no presente quanto no passado, estão corretos, mas discordamos que são empregados a duas pessoas distintas. A passagem de Mateus não nos aponta dois profetas, mas apenas um, João Batista. Quando Jesus disse “Elias virá primeiro”, ele estava respondendo à pergunta de seus discípulos, que queriam saber se era “mister que Elias viesse primeiro”. E ao falar que “Elias já veio”, Cristo estava novamente se dirigindo a João Batista. Chegamos, então, à conclusão de que, nessa passagem, os dois personagens em foco não são duas pessoas, mas, sim, uma. Ao que nos parece, somente Branham e seus seguidores encontram dificuldades em entender essa questão. Os discípulos de Jesus, na ocasião, entenderam perfeitamente a explicação de Jesus: “Então entenderam os discípulos que lhe falara de João Batista” (Mt 17.13).

Somos advertidos de que há muitos homens se intitulando profetas de Deus e dizendo que falam em seu nome. Será que Deus nos dá algum sinal para que possamos distinguir um falso profeta do verdadeiro? A resposta a essa pergunta está em Deuteronômio 18.21-22: “E, se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor não falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele”. Como vemos, um dos meios mais eficazes para que possamos identificar um verdadeiro profeta é verificar se as profecias por ele vaticinadas se cumprem. Do contrário, não devemos temê-lo, nem seguir os seus ensinos (Dt 18.20-22). Em conexão com os ensinos de Moisés, Jesus também nos advertiu contra os falsos profetas (Mt 7.15-20). Os frutos da árvore são as profecias entregues pelos profetas. Como vivemos dias que precedem a volta de Cristo, o surgimento de falsos profetas cresce diariamente, como dizem as Escrituras (Mt 24.5,11,23-24; 2Pe 2.1-3; 1Jo 4.1-3).

Uma das doutrinas mais importantes da Bíblia é a que se refere à segunda vinda de Jesus. A vinda de Jesus é certa (Jo 14.2; At 1.9-11), mas o dia e a hora são desconhecidos (Mt 24.36). Não obstante, existem pessoas que ousam ir além do que está escrito, fixando uma data para esse acontecimento, caindo, assim, no erro de serem tidas como falsos profetas. É o caso de WILLIAM MARRION BRANHAM, que, em seu livro LAS SIETE EDADES DE LA IGLESIA (As sete eras da Igreja, p. 361), interpreta, de forma extremamente equivocada, as palavras de Jesus em Marcos 13.32:

Y, aunque muchas personas juzgam que esto es um pronóstico irresponsable, em vista de que Jesús dijo que empero de aquel dia y de la hora, nadie sabe (Marcos 13.32), y todavia me mantengo firme em mi crencia despues de treinta años, porque Jesús no dijo que nadie podia conocer al año, mês o semana en que Su venida habria de ser completada. Asi que repito, yo sinceramente creo y mantengo como um estudiante particular de la Palavra, juntamente com la inspiración Divina, que el año de 1977 debe poner fim a los sistemas mundiales e introducir el milenio (grifo do autor).

O que aconteceu em 1977? Não ocorreu o fim dos sistemas mundiais e muito menos o início do milênio. Com essas falsas palavras proféticas, William Marrion Branham identificou-se como falso profeta, insurgindo-se contra as palavras de Jesus: “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai. Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis” (Mt 24.36,42,44). “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir” (Mt 25.13). Aos seus discípulos disse: “Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder” (At 1.7). Na lei de Moisés, qualquer cidadão que usasse o nome do Senhor em vão era morto a pedradas (Dt 18.20-22; Êx 20.7).

O Las siete edades de la Iglesia (p. 360), contém uma infinidade de registros de visões ocorridas em 1933 7, culminando com a fixação da data para a vinda de Jesus em 1977. Uma visão importante, segundo Branham, aconteceu enquanto batizava seus convertidos num rio. Ele ouviu a voz de Deus, que dizia: “Como João Batista foi enviado como precursor da minha primeira vinda, assim também você e sua mensagem têm sido enviados para preparar minha segunda vinda”. 8

Para os crentes em Cristo, a revelação de Deus, registrada na Bíblia, é suficiente, por isso não precisam de revelações adicionais e contradizentes. O Senhor disse ao profeta Ezequiel: “Filho do homem, profetiza contra os profetas de Israel que profetizam, e dize aos que só profetizam de seu coração: Ouvi a palavra do Senhor; Assim diz o Senhor Deus: Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito e que nada viram! Os teus profetas, ó Israel, são como raposas nos desertos. Viram vaidade e adivinhação mentirosa os que dizem: O Senhor disse; quando o Senhor não os enviou; e fazem que se espere o cumprimento da palavra. Porventura não tiveste visão de vaidade, e não falaste adivinhação mentirosa, quando dissestes: O Senhor diz, sendo que tal não falei?” (Ez 13.2-4,6-7). O texto se refere também a alguém que se diz profeta e especifica uma data para a segunda vinda de Cristo e sua profecia não se cumpre.

Seus sucessores e adeptos, além das falsas profecias, rejeitam várias doutrinas bíblicas da Igreja Cristã, como, por exemplo, a doutrina da Trindade, a fórmula bíblica do batismo, conforme Mateus 28.19, e a existência real do inferno. Diante de tais negações das doutrinas bíblicas, fica impossível aceitar que os ensinamentos dessa seita estejam em completa harmonia com as Escrituras. Vejamos o que dizem: “Todos os que têm conhecido a vida e o ministério do irmão William Marrion Branham sabem que Deus o vindicou como o profeta mensageiro desta era; e mesmo sua mensagem o assinala como tal, porque está em completa harmonia com as Escrituras”. 9

William Marrion Branham nada mais é do que um falso profeta, pois alega ser um “novo Elias” que veio preparar a volta de Cristo. E suas falsas profecias também nos ajuda a entender esse fato: Branham é um falso profeta. Vejamos o que disse o Senhor a Jeremias: “Os profetas profetizam falsamente no meu nome; nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, e adivinhação, e vaidade, e o engano do seu coração é o que eles vos profetizam” (Jr 14.14).

FONTE ICP




   10 boas razões bíblicas porque sou Trinitariano

“Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.” (1João 5:7-8)²
1. Porque a Bíblia, AT e NT, apresenta nosso Deus como sendo absoluto, único, sem sócios e nem rivais (Dt 6:4; Êx 20:3; Is 44:6; 1Co 8:4; Tg 2:19 etc). O monoteísmo judaico-cristão é sinal distintivo da religião verdadeira, em condenação veemente ao politeísmo, seja ele pagão ou mesmo cristão. Qualquer outra entidade que se autodenomine divina é falsa e demoníaca (1Co 8:1-6).
2. Porque existe nas Escrituras hebraicas (AT) o conceito de unidade composta, encontrados nos vocábulos “echad” versus “yachid” , aplicados a Deus e outras coisas (Gn 41:25; Êx 24:3; 26:6,11; Nm 13:23; Dt 6:4 etc). O exemplo mais claro desse mistério lógico de unidade composta é o matrimônio, onde duas pessoas pelos votos do casamento, são unidas por Deus de forma a serem misteriosamente UMA SÓ CARNE (Gn 2:24). Curiosamente, esse é o melhor exemplo bíblico para lançar luz sobre a natureza triúna de Deus, principalmente por referir-se a seres humanos criados à imagem e semelhante do Deus Triúno.
3. Porque ainda nas Escrituras hebraicas, esse Deus verdadeiro também fala em termos de pluralidade em seus atos exclusivamente divinos, pelos pronomes “façamos”, “desçamos”, “nós”, “nossa”, na criação (Gn 1:27; 3:22; 11:3) e o plano redentivo (Is 6:8; Zc 12:10; Jo 19:37). Isso fica mais interessante se considerarmos em conjunto os vocábulos “Elohim” forma plural de “Eloah” e “Adonai”, forma plural de “adon”. Apesar de grandes esforços dos eruditos judeus e sectários, em diminuir a importância desses termos, nada ficou provado que impeça a aplicação desses fenômenos linguísticos à luz da revelação trinitária do Novo Testamento. Vale muito a pena reproduzirmos aqui as palavras de um dos maiores rabinos de Israel, Simeon Ben Yohai, pronunciou a respeito da palavra Elohim, o seguinte: “Observai o mistério da palavra Eloim; encerra três graus, três partes; cada uma destas partes é distinta, e é uma por si mesma, e não obstante são inseparáveis uma da outra; estão unidas juntamente e formam um só todo ”
4. Porque nas Escrituras gregas (NT), essa revelação ainda implícita no AT é agora ampliada nos mostrando claramente essa pluralidade de pessoas na divindade³. Se no Velho Testamento Jeová é apresentado como o Redentor e Salvador do Seu povo, Jó 19.25; Sl 19.14; 78.35; 106.21; Is 41.14; 43.3, 11, 14; 47.4; 49.7, 26; 60.16; Jr 14.3; 50.14; Os 13.3, no Novo Testamento e o Filho de Deus distingue-se nessa capacidade, Mt 1.21; Lc 1.76-79; 2.17; Jo 4,42; At 5.3; Gl 3.13; 4.5; Fl 3.30; Tt 2.13, 14. E se no Velho Testamento é Jeová que habita em Israel e nos corações dos que O temem, Sl 74.2; 135.21; Is 8.18; 57.15; Ez 43.7-9; Jl 3.17, 21; Zc 2.10, 11, no Novo testamento é o Espírito Santo que habita na igreja, At 2.4; Rm 8.9, 11; 1 Co 3.16; Gl 4.6; Ef 2.22; Tg 4.5 O Novo Testamento oferece clara revelação de Deus enviando Seu filho ao mundo, Jo 3.16; Gl 4.4; Hb 1.6; 1 Jo 4.9; e do pai e Filho enviando o Espírito, Jo 14.26; 15.26; 16.7; Gl 4.6. Vemos o pai dirigindo-se ao Filho, Mc 1.11; Lc 3.22, o Filho comunicando-se com o Pai, Mt 11.25, 26; 26.39; Jo 11.41; 12.27, 28, e o Espírito Santo orando a Deus nos corações dos crentes, Rm 8.26. Assim, as pessoas da Trindade, separadas, são expostas com clareza às nossas mentes. No batismo do Filho, o pai fala, ouvindo-se do céu a Sua voz, e o Espírito Santo desce na forma de pomba, Mt 3.16, 17. Na grande comissão Jesus menciona as três pessoas: “batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”, Mt 28.19. Na benção apostólica (2Co 13:14). Também são mencionadas juntamente em 1 Co 12. 4-6; 2 Co 13.13; e 1 Pe 1.2.
5. Porque no Novo Testamento, Jesus é referido como “Filho” mais de 200 vezes e nunca é chamado de “Pai”. Por outro lado, Jesus e os Apóstolos referiram-se ao “Pai” mais de 200 vezes como alguém distinto de Jesus, ou do “Filho”, e nunca Ele é chamado de “Espírito Santo”. Também em mais de 50 versículos podemos observar o Pai e a Jesus, o Filho, lado a lado, as vezes incluindo o Espírito Santo, mas sempre como personagens diferentes e distintos. (Mt 3:16,17; 28:19; Jo 17; Rm 15:6; 2Jo 3; 2Co 13:14 compare com Nm 6:24-26).
6. Porque não existe um único bom argumento do lado unicista, sem sacrificar o contexto textual imediato e amplo, sem atropelar as línguas originais e provocar uma distorção exegética das Escrituras. Todas as melhores passagens citadas pelos unicistas, ou são mal interpretadas ou são todas apenas base do monoteísmo bíblico, nunca serão provas contra a diversidade de pessoas nesse Deus verdadeiro e único. Eles confundem as pessoas, misturam personalidade com natureza, pensam na Trindade em termos de Tríade, formulam pegadinhas teológicas, fazem perguntas e afirmações infantis, coisas do tipo: “a palavra Trindade não está na Bíblia”; “O deus trino é um deus com 3 cabeças ou 1 cabeça com 3 corpos?”; “A Trindade foi criada pela Igreja católica”, enfim.
7. Porque do lado trinitário, estão todos os maiores eruditos, os maiores teólogos da história antiga e moderna da igreja, tais como: Origenes, Tertuliano, Atanásio, Justino, Irineu, Agostinho, João Damasceno, Tomás de Aquino, Calvino, Lutero, Theodore Beza, Jaco Arminio, John Owen, Jonatas Edwards, John Wesley, Charles Finney, Louis Berkhof, Karl Barth, F. F. Bruce, C. S. Lewis, L. S. Chafer, J. I. Packer, Paul Tillich , Gleason L. Archer, Wayne Grudem, R. C. Sproul, R. L. Harris; Bruce M. Metzger, D. A. Carson; entre tantos outros não mencionados, aqui estão algumas das mentes mais ilustres da teologia, que embora divirjam em alguns detalhes, nunca confessaram como plausível o unitarismo, unicismo, modalismo, monarquianismo, etc, seja lá qualquer outra teoria teológica espúria e heterodoxa. Todos são teólogos trinitarianos!
8. Os únicos a concordarem com os meus amigos unicistas e unitaristas são os heresiarcas do passado e os hereges do presente, homens que falharam ao tentar acomodar as verdades profundas e eternas das Escrituras ao limite da sabedoria humana, a saber: Noeto de Esmirna, Calisto, Sabélio, Práxeas, Apolinário, Ário, Pelágio, Michael Servetus, Emanuel Swedenborg, Joseph Smith, C. Taze Russell, Witness Lee , William S. Santiago, Miguel Ângelo etc. Sendo os primeiros todos condenados pelas suas heresias e desvios doutrinários nos principais concílios, e os últimos rejeitados por todas as principais escolas teológicas e principais denominações cristãs.
9. Porque os unicistas não possuem nenhuma bibliografia de respeito. Normalmente falam em nome de sua própria autoridade, mesmo sendo pessoas com alfabetização rasteira, tanto linguística como teologicamente.
Quer uma prova? Peça para um unicista um livro de referência de peso acadêmico. Peça para um unicista o nome do seu grande teólogo, erudito, exegeta. Peça para um unicista sua referência histórica, na tradição, nos documentos. Peça para um unicista onde seus mestres foram formados academicamente, qual a universidade.
10. Porque à luz dessas evidências bíblicas, linguísticas, exegéticas, textuais, teológicas, lógicas, histórica; DEUS É UMA TRINDADE (Uma só essência divina, uma só natureza, indivisível, e três personalidade distintas, co-eternas, co-iguais, co-existentes) e nenhuma outra tentativa de explica-la foi mais feliz. Por mais difícil que seja de entendê-la, seria um grave erro buscar acomodá-la dentro da nossa mente limitada, como acontece com a fórmula sabeliana modalista. É como um grande quebra-cabeça, uma única peça colocada errada, fica impossível, montá-lo corretamente.


EVIDÊNCIAS CIRCUNSTANCIAIS PODEROSAS DA TRINDADE NO AT E NT


• No encontro que Abraão teve, registrado no livro de Gênesis 18, o pai da fé, enquanto descasava debaixo do carvalho de Manre, e conforme o vers. 1, recebeu a visita de YAHWEH, mas o curioso que eram 3 personagens. Mesmo que a cena fosse misteriosa para o patriarca, que via ora anjos, ora homens, o fato é que ele sabia que estava na presença de Deus, o Senhor. Esse fenômeno, é conhecido nas Escrituras como teofania, ou cristofania, na figura do “Anjo do Senhor” como sendo o próprio YAHWEH (Gn 16:7-13; 32:24-32; Ex 3:2-6; Jz 6:11-22)
• Na visão que Isaías teve e registrou em seu livro, capítulo 6:1-0, ele diz que “…viu YAHWEH..”. Mas João 12:42 diz que Isaías viu a glória de Jesus. E Paulo em Atos 28:25 diz que o personagem da visão era o Espírito Santo. Agora some a esse cenário, o fato dos serafins (anjos) adorarem a YAHWEH ali apresentado, dizendo: “…Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos…”; e o fato de YAHWEH dizer no plural: “…A quem enviarei, e quem há de ir por nós?…”
E a conclusão obvia à luz das evidências, tanto textuais como circunstanciais, nos leva a entender que Isaías teve uma visão trinitária de Deus, na pessoa do Pai eterno, do Filho eterno e do Paracleto eterno.
• No fato histórico do batismo de Jesus nas águas por João Batista, Mateus 3. No cenário que se desenrolou, a Pessoa do Filho encarnado está às margens do Jordão, o Espírito Santo sobre Jesus na forma aparente de pomba e o Pai que fala do céu.
Apenas um Deus Triúno se manifestaria de forma tríplice como esta. Sem forçar a narrativa, sem rodeios teológicos, sem necessidade exegética, podemos ver clara e explicitamente 3 pessoas interagindo de forma graciosa e poderosa.
• Na grande comissão, Mateus 28:19, onde Jesus ordena que os convertidos sejam batizados em Nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.
Um Deus monopessoal falando dessa forma, só complicou para seus discípulos unicistas, quando poderia ter dito: “…batizando-os em MEU NOME”, ou “…batizando-os no nome do Espírito Santo”, já que essa seria a próxima manifestação, ou ainda “..batizando-os em nome do Senhor”. Não, Ele fala em termos tripessoais ou trinitários.
• Na eternidade futura, assim como na eternidade passada, veremos o papel das 3 pessoas divinas interagindo em harmonia. No livro do Apocalipse de João, são muitas as referencias trinitárias (1:6-10; 4:8; 22:16-18), das quais destaco:
“João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte dAquele que é, e que era, e que há de vir (Pai), e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono (Espírito Santo); E da parte de Jesus Cristo (Filho), que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,” (Ap 1:4,5).
FONTE CACP





Dentro da unidade do único Deus existem três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estes três compartilham da mesma natureza e atributos; então, com efeito, estes três são o único Deus.

Há muitos cristãos evangélicos que consideram o movimento Pentecostal Unicista (também conhecido como “Só Jesus”) como um movimento cristão evangélico. A realidade é que este movimento está muito longe de ser considerado como cristão; está mais para uma seita. Uma das definições teológicas de seita é: Qualquer grupo que se desvia das doutrinas fundamentais do cristianismo, como a Trindade, a divindade de Jesus Cristo e a salvação pela graça, através da fé em Jesus Cristo somente.
Os maiores grupos o melhores conhecidos que compõem o movimento Pentecostal Unicista são:

• Igreja Apostólica da Fé em Cristo Jesus
• Igreja Pentecostal Unida
• Igreja Pentecostal da Fé Apostólica
• Igreja Evangélica Cristo Vive (Miguel Angelo)
• Outros grupos independentes que também crêem na unicidade de Deus, como por exemplo, a Igreja Voz da Verdade, Pentecostal Unida do Brasil, Tabernáculo da Fé, Igreja de Deus do Sétimo Dia etc.

Os pentecostais unicistas negam uma doutrina fundamental do Cristianismo: a doutrina da Trindade.
Este artigo foi escrito exclusivamente para alertar ao corpo de Cristo acerca deste movimento sectário e demonstrar à luz das Escrituras como os Unicistas estão equivocados sobre a verdadeira natureza de Deus. Seguimos a orientação de Judas 3, que nos exorta a lutar ardentemente pela fé que uma vez por todas foi dada aos santos.


O ARGUMENTO UNICISTA
A doutrina unicista está baseada no entendimento de duas verdades bíblicas. Estas bases bíblicas são usadas como fundamentos sobre o ponto de vista que tem de Deus e Jesus Cristo. A primeira verdade bíblica é que há somente um Deus e que Jesus é Deus. Destas duas verdades, os Unicistas deduzem que Jesus Cristo é Deus em sua totalidade, sendo assim, Jesus tem que ser o Pai, o Filho e o Espírito Santo, rechaçando a doutrina da Trindade.

O ARGUMENTO TRINITÁRIO

A Igreja, através dos séculos, sempre ensinou que dentro da unidade do único Deus existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estás três pessoas compartilham da mesma natureza e atributos; então, com efeito, estas três são o único Deus.
A teologia unicista ensina que Jesus Cristo é o Pai encarnado, e que o Espírito Santo é Jesus Cristo também. Estes ensinamentos são o pilar da teologia unicista. Vejamos se esta noção está em harmonia com as Escrituras.

É JESUS O PAI?

Versículos que os Unicistas usam para provar que Jesus é o Pai.
Isaías 9:6 – o “Pai Eterno”

Este versículo não ensina que Jesus é o Pai. O título “Pai eterno”, refere-se ao fato de que Jesus é o Pai da eternidade; em outras palavras, Jesus sempre existiu (João 1:1); Ele não foi criado, não teve princípio (João 17:5).
O termo “Pai” não era o título que se costumava usar para dirigir-se a Deus no Antigo Testamento. Assim, este versículo não ensina que Jesus é o “Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (1ª Pedro 1:3); em outras palavras, Jesus não é seu próprio Pai.

João 10:30 – “Eu o Pai somos um”
Se Jesus houvesse querido dizer que ele é o Pai, haveria dito: “Eu e o Pai sou um” ou “Eu sou o Pai”, que seria a expressão gramatical correta. Jesus não pode ser acusado de ter sido um mal comunicador.
“Somos” (gr. esmen), a primeira pessoa do plural. Jesus e o Pai são um em natureza e em essência, porque Jesus é Deus, como o Pai, mas não é o Pai.

João 14:8, 9 – “Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Jesus respondeu: “Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê ao Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’?”

Jesus NÃO disse a Filipe que era o Pai.
Jesus veio como representante do Pai; veio demonstrar-nos o caminho ao Pai (v.6). Em João 5:43, Jesus disse: “Eu vim em nome de meu Pai [na autoridade do Pai, com as credenciais do Pai], e vós não me recebeis; se outro viesse em seu próprio nome [em sua própria autoridade, com suas próprias credenciais; como o anticristo], a esse receberíeis”.
Quantas vezes temos orado: “Pai, ajuda-me para que as pessoas te vejam em mim”. Acaso isso quer dizer que quando as pessoas virem você, estarão vendo literalmente ao Pai? Certamente que não, nem tampouco você estaria realmente pensando nisso, mas sim, estaria pedindo que Deus o ajude a representá-lo corretamente diante das pessoas para que possam ver a Deus através de sua vida. Por isso Jesus disse a Felipe: “O que me viu, viu ao Pai”, porque ver a Jesus, quem representou ao Pai foi como se estivesse vendo ao Pai. Mas Jesus NÃO estava dizendo que ele era o Pai.



QUE DIZ A BÍBLIA ACERCA DE JESUS E O PAI?

Jesus é referido como “Filho” mais de 200 vezes no Novo Testamento e nunca é chamado de “Pai”.
Jesus referiu-se ao Pai mais de 200 vezes como alguém distinto dele.
Em mais de 50 versículos podemos observar o Pai e a Jesus, o Filho, lado a lado.
No Novo Testamento repetidamente encontramos expressões como estas:

Romanos 15:5-6 — “O Deus que concede perseverança e ânimo lhes dê um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus, para que com um só coração e uma só boca vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”.
2ª Coríntios 1:3 — “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação…”
Filipenses 2:10-11 — “…Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai”.
1ª João 1:3b — “Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo”.
1ª João 2:1 — “Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”.
2ª João 3 — Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, estarão conosco em verdade e amor”.

No Evangelho de João, Jesus refere-se a si mesmo como enviado pelo Pai, mas nunca referiu-se a si mesmo como o Pai que enviou ao Filho.
O Pai enviou a alguém separado dele, chamado Filho.

1ª João 4:9-10,14 — “Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação por nossos pecados. (…) E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo”.



É JESUS O ESPÍRITO SANTO?


Versículos que os Unicistas usam para provar que Jesus é o Espírito Santo.

2ª Coríntios 3:17 — “Ora, o Senhor é o Espírito e, onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade”.

O texto não diz que “Jesus é o Espírito”. Se a passagem dissesse isto, talvez os Unicistas tivessem um ponto forte, mas como não diz isto, eles assumem que a palavra “Senhor” se refere a Jesus Cristo.
O “Espírito” aqui é chamado de Senhor no sentido de identificá-lo com Javé (Jeová) ou Deus, e NÃO com Jesus, já que o versículo 16 diz: “Mas quando alguém se converte ao Senhor, o véu é retirado”. Trata-se de uma referência a Êxodo 34:34: “Porém, vindo Moisés perante o SENHOR [Javé] para falar-lhe, removia o véu até sair; e, saindo, dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado”.
O contexto sempre é que determina a quem se está referindo quando a palavra “Senhor” é usada. No versículo 17 a palavra “Senhor” está referindo-se a Javé e não a Jesus, já que o versículo 16 e todo o contexto assim demonstra.
Se os Unicistas estivessem sempre corretos ao interpretar “Senhor” como “Jesus”, como ficaria Filipenses 2:11? O texto diz: “E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai”. Seguindo a linha de raciocínio dos Unicistas, teríamos de concluir erroneamente que: “E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Jesus…”. Isto não é o que este versículo está dizendo, mas o que está ensinando é que: “E toda língua confesse que Jesus Cristo é Deus. Porém, não Deus, o Pai, porque no mesmo versículo diz que isso será feito “para a glória de Deus Pai”.

Romanos 8:9 — “Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo”.

Este versículo NÃO mostra que Jesus é o Espírito Santo. A única coisa que está dizendo é que se alguém não tem o Espírito que produz fé em Cristo e demonstra o caráter de Cristo ou seja “o Espírito de Cristo”, ele não é parte do corpo daquele que morreu por nossos pecados. Ele é todavia controlado pela “natureza pecaminosa”.
O versículo 11 faz distinção bem clara entre o Pai que levantou a Jesus dos mortos, o Espírito pelo qual Jesus foi levantado e Jesus, quem foi levantado. Não se pode ignorar a distinção de pessoas apresentada neste versículo.



QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE JESUS E O ESPÍRITO SANTO?


Mateus 12:31-32 — O texto fala da blasfêmia contra o Espírito Santo. A conclusão lógica que é extraída deste texto é que se a blasfêmia contra o Espírito Santo não vai ser perdoada, mas a blasfêmia contra o Filho vai ser perdoada, então o Filho NÃO é o Espírito Santo.
João 14:16 — O Espírito Santo é o “outro Consolador”.
João 15:26 — Jesus enviou o Espírito Santo.
João 16:13 — O Espírito Santo demonstra humildade e busca glorificar a Jesus.
Depois de termos visto que Jesus não é o Pai nem tampouco o Espírito Santo, podemos nos dar conta de que os Unicistas têm um conceito equivocado da verdadeira natureza de Deus.
Se Jesus não é o Pai, mas é Deus, e o Pai não é Jesus e é Deus, e o Espírito Santo não é Jesus e é Deus e a Bíblia diz que somente há um Deus, então isto significa que dentro da unidade do único Deus existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estas três compartilham a mesma natureza e atributos; então, com efeito, estas três são o único Deus.
Uma coisa é dizer “Eu não entende a doutrina da Trindade” e outra coisa é dizer que “a doutrina da Trindade é falsa”, “pagã”, “diabólica”, “antibíblica”. A Bíblia faz uma advertência muito forte para esta classe de pessoas quando nos diz: “…Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho. Todo o que nega o Filho também não tem o Pai; quem confessa publicamente o Filho tem também o Pai” (1ª João 2:22b-23).

Colaboração: Por Ricardo Becerra  /FONTE CACP





               O EVANGELHO DE MÁRCION
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O escritor do livro de Eclesiastes declara que não existe nada de novo debaixo do sol. “O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós” (Ec 1.9-10)

Infelizmente, doutrina que no passado foram condenadas como heréticas estão ressurgindo, em certas igrejas que se dizem evangélicas, como revelações dadas por Deus para os nossos dias. É o caso do reaparecimento do marcionismo, um outro evangelho de que fala Paulo em Gálatas 1.8-9. O “Evangelho de Márcion” era uma forma modificada do evangelho de Lucas com cortes do que ele (Márcion) não aceitava e acréscimos do que ele bem quis.

Márcion de Sinope

Nascido em Sinope, no Porto, Ásia Menor, Márcion foi um influente mestre cristão fundador de uma escola gnostica Rival do cristianismo. Foi excluído em 144 A.D. Seu movimento desapareceu, no Ocidente, no século IV A. D., aproximadamente. Mas, no Ocidente persistiu até o século VII A.D. Embora a data do seu nascimento seja desconhecida, a de seu falecimento não: cerca do ano 165 A.D.

A seguir algumas idéias heréticas pregadas por Márcion que hoje são aceitas como novas revelações:

a) Márcion rejeitava o Antigo Testamento como se o mesmo tivesse sido produzido pelo “demiurgo”, um deus justo e iracundo que pos o seu povo sob o império da lei. Esse demiurgo, em nenhuma hipótese, seria o poder divino mais alto, somente o Deus do Antigo Testamento. E este mundo, como sua criação, naturalmente tinha seus problemas, porquanto não fora criado pelo poder divino maior. O Deus do Antigo Testamento, segundo Márcion, precisa ser distinguido do Deus mais alto e desconhecido da revelação neotestamentaria.
b) O Deus mais alto do Novo Testamento, ao observar a miserabilidade do homem, enviou seu Filho para redimir a raça humana. Mas o “demiurgo”, o Deus do Antigo Testamento, irado, cuidou para que Cristo fosse crucificado.
c) Paulo seria o único verdadeiro apostolo de Cristo; e sobre Paulo repousa toda a autoridade escriturística. Paulo pregou o verdadeiro evangelho, fazendo contraste com a versão judaizante dos outros pseudo-apóstolos. Márcion autonomeou-se representante de Paulo para levar avante a sua obra.
d) Márcion pregava que a salvação vem mediante a renuncia quanto ao demiurgo e seu tipo de mensagem contida na ira e na lei mosaica. O Deus bom do Novo Testamento agiu de modo inteiramente diferente. Ele opera através da graça, por meio de seu Filho. A vida cristã sincera é mais bem cumprida quando o individuo segue o ascetismo. É recomendável não só que o homem evite a sensualidade, mas também o casamento que, inevitavelmente é corruptor.
e) O cânon marcionista consistia em dez epistolas paulinas e em uma forma modificada do evangelho de Lucas. Nesse evangelho, Cristo simplesmente teria aparecido, e não nascido. De fato, esse foi o mais primitivo cânon cristão do Novo Testamento.
f) o batismo pelos mortos foi feito praticamente pela primeira vez, entre os marcionitas.

O Deus irado do Antigo Testamento

Esse ensino de Márcion repete-se hoje entre os espíritas. O codificador do espiritismo, Alan Kardec, escreve o seguinte:

“A parte mais importante da revelação do Cristo, por ser a fonte primitiva, a pedra angular de toda a sua doutrina, é o ponto de vista inteiramente novo sob o qual ele faz encarar a divindade. Não é mais o deus terrível, ciumento, vingativo, de Moises; o deus cruel e implacável, que rega a terra com o sangue humano, que ordena a tortura e os extermínio dos povos, sem excetuar as mulheres, as crianças e os velhos, e que castiga aqueles que poupam suas vitimas; o Deus que Jesus nos revela não é mais o deus injusto, que pune um povo inteiro pela falta do seu chefe, que se vinga do culpado na pessoa do inocente, que fere os filhos pelas faltas dos pais; mas um Deus clemente, soberanamente justo e bom, cheio de mansidão e misericórdia, que perdoa ao pecador arrependido e da a cada um segundo as suas obras; não é mais o Deus de um povo privilegiado, o Deus dos exércitos, presidindo aos combates para sustentar a sua própria causa contra o Deus dos outros povos; mas o Pai comum do gênero humano, que estende a sua proteção por sobre todos os seus filhos e os chama a todos a si...” ...”Mas era possível amar o Deus de Moises? Não. Só se podia temê-lo” (A gêneses, p. 908, Allan Kardec, Obras Completas, 2 ª edição, 1985, Opus Editora Ltda).

O espiritismo de Kardec se coloca na mesma posição de Márcion quanto a existência de dois deuses: Um dos deuses é o “Deus terrível, ciumento, vingativo, de Moises”; “o deus cruel e implacável que rega a terra com o sangue humano, que ordena a tortura e os extermínio dos povos, sem excetuar as mulheres, as crianças e os velhos, e que castiga aqueles que poupam suas vitimas...”. Esse “Deus de Moises” jamais era possível amar, pois só podia ser temido.

Já o Deus que Jesus revela “não é maiôs o deus injusto”. Antes, é “o Pai comum do gênero humano, que estende a sua proteção por sobre todos os seus filhos e os chama a todos a si...”

Essas duas representações de Deus são incompatíveis. O caráter de Deus revelado na Bíblia é coerente do principio ao fim. O Antigo Testamento não descreve um deus injusto, terrível, iracundo, que tem prazer em destruir o seu povo. O Novo Testamento também não apresenta um Deus de amor que se recusa a julgar o pecado. O livro de Hebreus 10.31, declara:” Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. Quando lemos o livro de Mateus, encontramos o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a gloria do seu poder” (2 Ts 1.7-9).

Tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos fazem uma descrição coerente de Deus. Seu amor e compaixão, bem como seu julgamento, podem ser encontrados no Antigo Testamento, enquanto o julgamento do pecado, a compaixão de Deus e o seu amor são claramente evidenciados no Novo Testamento (103 perguntas que as pessoas mais fazem sobre Deus, pp. 117-118, 5ª edição, Juerp).

Jeová, falso Deus?

Seguindo a mesma linha de Márcion, surge um livro controvertido que tem escandalizado os meios evangélicos brasileiros. Trata-se da obra intitulada “Jeová, falso Deus?”. Não é uma afirmação, certamente. Mas lendo-a, ficamos espantados com a arrogância de seus autores ao responderem a pergunta do titulo com a enfática afirmação de que realmente existem dois deuses: o do Antigo Testamento, identificado como um deus falso e cruel com o nome de Jeová, e o do Novo Testamento, conhecido como o Pai de Jesus.

Consideraremos, em primeiro lugar as declarações do autor ou autores anônimos do citado livro. No texto da contracapa, eles afirmam: “Durante 40 anos de leituras, pesquisas e debates fomos estudando cada trecho das Sagradas Escrituras, o que resultou neste livro que escrevemos sob o titulo “Jeová, falso Deus?”... “Este livro é o resultado de uma minuciosa e demorada pesquisa dos textos bíblicos do Velho e do Novo Testamentos. Pesquisa esta feita por estudiosos associados a ABIP e fornecida a Editora Códice para publicação”.

Declarações comprometedoras do livro

As Testemunhas de Jeová tratam o senhor Jesus como um segundo deus, inferior ao Pai, cujo nome, para elas, é Jeová. Segundo as Testemunhas de Jeová, o nome Jeová aparece quase sete mil vezes nas Escrituras hebraicas; ou seja, no nosso Antigo Testamento: “6.827 o tetragrama foi vertido para Jeová; 146 vezes de restabelecimentos adicionais, num total de 6.827 vezes”.

As Testemunhas de Jeová preocupam-se tanto com o nome Jeová que o transferiram nada menos do que 237 vezes para a “Tradução do Novo Mundo”, versão da Bíblia usada por essa seita. E fizeram isto onde aparecem as palavras gregas Kurios e Theos quando relacionadas com o texto do Antigo Testamento que traz o tetragrama JHVH. Esse grupo religioso, a fim de rebaixar o Senhor Jesus Cristo, interpreta erradamente os nomes Apolion e Abadon (citados em Ap 9.11 como o anjo do abismo, com aplicação curtíssima a Satanás) como sendo aplicados ao Senhor Jesus. Tal interpretação é encontrada no livro Revelação, seu grandioso clímax esta próximo!, p. 148 (STV) que diz: “Jesus como ‘anjo do abismo’ e ‘destruidor’, deveras soltara um aí atormentador sobre a cristandade”.

A luz da Bíblia, identificamos Satanás como sendo esse anjo do abismo e não Cristo, porque Apolion ou Abadon significam destruidor, aquele que veio para matar, roubar e destruir. O Senhor Jesus Cristo não, Ele veio para dar vida, e vida com abundancia (Jô 10.10). Jesus veio para desfazer as obras do diabo (1 Jo 3.8-10). Alem disso, Apocalipse 9.1 declara: “vi uma estrela que do céu caiu na terra...”. Essa estrela que caiu do céu foi Lúcifer (Is 14.12-14; Ez 28.14-16).

O livro Jeová, falso Deus? Identifica Apolion ou Abadon como sendo o Jeová do Antigo Testamento. Vejamos o que afirma nas paginas 96 e 97:

“O apostolo João conta que uma estrela caiu do céu na terra e foi-lhe dada a chave do pó;o do abismo. Aberto esse poço do abismo, subiu fumo, como de uma grande fornalha, de tal maneira que escureceu o ar e o sol. Do fumo vieram gafanhotos atormentadores, cujo poder era como o dos escorpiões para atormentar os homens de tal forma que eles busquem a morte. Esses gafanhotos tinham coroas nas cabeças e rostos como de homens, e cabelos como mulheres, e tinham poder para atormentar os homens por cinco meses. O pior de tudo é que tinham sobre si um rei, cujo nome é Abadon, em hebraico, e, em grego, Apoliom, que se traduz por perdição. Pois é fantástico e inconcebível que Jeová se declare Rei neste abismo de perdição. O que complica a mente de quem estuda as Escrituras é o fato de Jeová proclamar-se Deus e reinar sobre uma terra assolada pelo diabo. Jesus afirma que o Pai só vai reinar após o Juízo final... “ “Entendemos que o Pai não é Jeová.

Quando lemos tais declarações nos lembramos da expressão de Apocalipse 16.12: “:blasfemaram do Deus do céu”.

O livro não para por aí. Na pagina 99, prossegue em seus absurdos: ”E o escritor aos Hebreus nos alerta dizendo que nos, os cristãos, nada temos a ver com aquele negocio de Jeová”. Essa declaração é leviana e sem fundamento bíblico. Na verdade, encontramos no livro de Hebreus constantes declarações sobre o Antigo Testamento atribuídas a Jeová como sendo o mesmo Deus revelado no Novo Testamento. Algumas dessas referencias de Hebreus são transferidas pelos escritores do Novo Testamento ao Senhor Jesus Cristo, identificando-o como sendo o Deus Jeová.

Primeiro exemplo

Hebreus 1.5 é uma repetição do Salmo 2.7, que diz: “Proclamarei o decreto: o SENHOR (JHVH) me disse: Tu es meu Filho, eu hoje te gerei”. “... eu hoje de te gerei” é uma expressão de Jeová, pois no teto aparece o tetragrama onde em nossa Bíblia temos a palavra SENHOR. E ele, o SENHOR, é o Pai de Jesus Cristo.

Segundo exemplo

Em Hebreus 1.6, lemos:”E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem”. Esse texto é uma citação do Salmo 97.7, que declara: “Confundidos sejam todos os que servem imagens de escultura, que se gloriam de ídolos; prostrai-vos diante dele todos os deuses”. Aqui a adoração se aplica a Jeová Deus, como afirma o primeiro versículo: “O SENHOR (JHVH) reina; regozije-se a terra; alegrem-se as muitas ilhas:. Em Hebreus 1.6 esta adoração é aplicada a Jesus. O Pai de Jesus é Jeová, e ambos merecem adoração.

Terceiro exemplo

Em Hebreus 1.8, lemos: “Mas, do Filho, diz: O Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; cetro de equidade é o cetro do teu reino”, que nada mais é do que uma citação do Salmo 45.6, que diz: “O teu trono, o Deus, é eterno e perpetuo; o cetro do teu reino é um cetro de equidade”. Esse texto é aplicado a Jesus. O Deus Jeová do Antigo Testamento chama o seu Filho Jesus de “O Deus”! O Pai de Jesus é Jeová. Jesus e Jeová são Deus, mas duas pessoas distintas: “... e o Verbo estava com Deus (Jô 1.1). “Eu e o Pai somos um” (Jô 10.30-33).

Quarto exemplo

“Tu, Senhor, no principio fundaste a terra. E os céus são obra de suas mãos. Eles perecerão, mas tu permaneceras; e todos eles, como roupa, envelhecerão, e como um manto os enrolaras, e serão mudados. Mas tu es o mesmo, e os teus anos não se acabarão” (Hb 1.10-12). Essas palavras são uma citação do Salmo 102.25-27, que afirma: “Desde a antiguidade fundaste a terra, e os céus são obras das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permaneceras; todos eles se envelhecerão como um vestido; como roupa os mudaras, e ficarão mudados. Porem tu es o mesmo, e os teus anos nunca terão fim”.

Quinto exemplo

“Mas este com juramento por aquele que lhe disse: “Jurou o Senhor, e não se arrependera; tu es sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb 7.21). Vemos aqui mais uma citação dos Salmos, desta feita o 110.4, que diz: “Jurou o SENHOR (JHVH), e não se arrependera: tu es um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque”. O senhor que jurou nesse Salmo é o Deus Jeová que indica seu Filho Jesus como sacerdote eterno da ordem de Melquisedeque. Como vimos, Jeová é o Pai de Jesus. Os dois são o mesmo Deus, embora sejam pessoas distintas. Como afirmar então que “nos, os cristãos, nada temos a ver com aquele negocio de Jeová”?

Exemplos fora do livro de Hebreus

Primeiro exemplo

Como Deus Jeová pode ser um falso Deus se Jesus ensinou que o maior de todos os mandamentos é amá-lo: “Amaras o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37). E cita Deuteronômio 6.4-5: “Ouve, Israel, o SENHOR (JHVH) nosso Deus é o único SENHOR (Jeová). Amaras, pois, o SENHOR (JHVH) teu Deus de todo o teu coração e da toda a tua alma e de todas as tuas forcas”. Não podemos admitir que Jesus nos ensinasse a amar um deus falso chamado Jeová.

Segundo exemplo

“Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do SENHOR (JHVH); endireitar no ermo vereda a nosso Deus” (Is 40.3). O mesmo texto foi citado por João Batista ao apresentar Jesus ao publico: “Porque este é o anunciado pelo profeta Isaias, que disse: Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” (Mt 3.3). Jesus era apresentado como Deus Jeová.

Terceiro exemplo

“Anunciai e chegai-vos, e tomai conselho todos juntos; quem fez ouvir isto desde a antiguidade? Porventura não sou eu, o SENHOR (JHVH)? Pois não há outro Deus senão eu; Deus justo e Salvador não há alem de mim. Olhai para mim e sereis salvos, vos, todos os termos da terra; porque eu sou Deus e não há outro. Por mim mesmo tenho jurado, já saiu da minha a palavra justiça, e não tornara atrás; que diante de mim se dobrara todo o joelho, e por mim jurara toda a língua” (Is 45.21-23). Esse mesmo texto foi aplicado ao Senhor Jesus pelo Apostolo Paulo: “Por isso, também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; par que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a gloria de Deus Pai” (Fp 2.9-11).

Características atribuídas a Jeová

O Deus Jeová do Antigo Testamento é o mesmo Deus Jesus do Novo Testamento. Ninguém que fala pelo Espírito de Deus pode negar essa verdade. Entendemos, pois, que os escritores do livro Jeová, falso Deus? Não foram guiados pelo Espírito Santo ao produzirem tal obra. Na pagina 60, declaram: “concluímos que Jeová também não é Jesus”.

Declarações Blasfemas

Primeira: “A serpente não aparece no capitulo 1, o que da a entender que da união entre Jeová e Elohim surgiu a serpente” (p. 28).

Observação: Jeová e Elohim são dois nomes do mesmo Deus, que também é conhecido por outros nomes, como por exemplo, El Shaday, Adonay, El Elion, El Olam. Entretanto, para os escritores de Jeová, falso Deus? Esses nomes são atribuídos ao outras divindades.

Segunda: “No Valho Testamento, a primeira vista, em hebraico, parece haver muitos deuses, cujos nomes são: Elohim, El Shaday, Adonay, El Elion e Jeová” (p. 103).

Observação: E decepcionante alguém alegar que possui quarenta anos de estudo da Bíblia e afirmar que existem muitos deuses e dar a esses supostos deuses nomes que pertencem exclusivamente ao Deus verdadeiro. Para nos, os cristãos, existe um só Deus, o pai, de quem é tudo e para quem nos vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nos por ele (1 Co 8.6). Os três nomes básicos de Deus no Antigo Testamento hebraico são Elohim, Adonai e Jeová, sendo duvidosa a pronuncia Jeová, na qual aparece o tetragrama JHVH.

Jeová Deus é chamado Pai

É inadmissível a alguém que pesquisa a Bíblia por anos e anos desconhecer que Jeová Deus é chamado de ai no Antigo Testamento. Tal pesquisa só pode ter sido superficial.

Alguns exemplos bíblicos nos quais Jeová Deus é chamado de Pai:

1. “Cantai a Deus... pois o seu nome é SENHOR (JHVH), E EULTAI DIANTE DELE. Pai de órfãos e juiz das viúvas é Deus, no seu lugar santo” (Sl 68.5).
2. “Ele me chamara, dizendo: Tu es meu pai, meu Deus e a rocha da minha salvação” (Sl 89.26)
3. “Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR (JHVH) se compadece daqueles que o temem” (Sl 103.13).
4. “Mas tu es Nosso Pai, ainda que Abraão não nos conhece, e Israel não nos reconhece; tu o SENHOR (JHVH) es nosso Pai; nosso Redentor desde a antiguidade é o teu nome” (Is 63.16)
5. “Ao menos desde agora não chamaras por mim, dizendo: Pai meu, tu es o guia da minha mocidade?” (Jr 3.4).

6. “Porque sou um pai para Israel, e Efraim é o meu primogênito” (Jr 31.9). É interessante observar que esse texto é citado por Paulo e 2 Co 6.18: “E eu serei para vos Pai, e vos sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso”.

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