segunda-feira, 27 de outubro de 2014

CARTAS DE PEDRO JUDAS JOÃO N.1 2 3



 

           

 

 

       N.4 CARTAS Pedro 1 e 2 Judas João 1 2 3 Apocalipse 

  
                                                               CARTA DE PEDRO N.1                                                                                                                                                                                                                                                                            Antecedentes históricos
 Esta epístola afirma que o Apóstolo Pedro escreveu (1:1). Uma vez que existe apenas um Pedro que era um apóstolo, podemos ter a certeza da identidade do escritor. Existe apenas um Pedro que todo o Novo Testamento mencionados. Para paralelos entre 1 Pedro e os sermões de Pedro em Atos, compare 1 Pedro 1:20 com Atos 2:23; (. Cf. Mt 21, 42) 1 Pedro 2:7-8 com Atos 4:10-11; e 1 Pedro 4:05 com Atos 10:42. Os estudiosos não questionaram a autoria de Pedro até o século XIX, quando a crítica bíblica destrutivo se tornou popular. [1]

"A epístola tem sido bem conhecido e consistentemente reconhecida como petrino do segundo século bem em tempos modernos. . . .

"Além dos quatro Evangelhos e as cartas de Paulo, o atestado externo para 1 Pedro é tão forte ou mais forte, do que para qualquer livro NT. Não há evidência de qualquer controvérsia sobre a sua autoria ou a autoridade "[2]

Por outro lado, tem havido muita controvérsia sobre a autoria de 2 Pedro.

Peter primeiro enviou esta carta aos crentes que vivem nas regiões do norte da Ásia Menor (1:1). Os locais destes cristãos, bem como alusões na epístola indicar que eles eram principalmente gentios, mas também judeus (por exemplo, 1:14; 2:10).

Peter morreu na década de 60 e passou a última década de sua vida em Roma, segundo a tradição confiável. A data exata do martírio de Pedro é uma questão de debate entre os estudiosos. Um deles escreveu que a data tradicional da morte de Pedro foi de 64 AD. [3] Outro alegou que era 67 dC. [4] Muitos intérpretes têm considerado referência de Pedro a Babilônia (5:13) como uma referência a Roma que Pedro descrito como Babilônia para destacar seu paganismo. Tendo em vista todas essas informações, parece provável que Pedro escreveu esta epístola de Roma cerca de 64 dC. [5] para suporte adicional para esta conclusão.


Características especiais


Teologicamente esta epístola é escatológico (lidando com o fim dos tempos). Junto com seu foco escatológico há muita ênfase em santidade (pessoal, social e comunitário), esperança, salvação, comunidade, relação com o mundo, a Trindade, e especialmente o sofrimento. [6]

"Em nenhum lugar do Novo Testamento. . . são os elementos sacerdotais e proféticas no cristianismo tão intimamente fundido como em I Pedro ". [7]

". . . muito do material em 1 Pedro é o material de ensino cristão básico em vez de instrução avançada, que assume o domínio (e talvez a perversão) das noções básicas, como nas cartas paulinas ". [8]

". . . apesar de sua brevidade, apenas 105 versos em todo-é um microcosmo da fé cristã e dever, o modelo de um encargo pastoral, composto por materiais de mergulhadores e de muitos temas ". [9]

"Em muitos. . . aspectos, 1 Pedro e Tiago formam um par combinado dentro do cânon NT. Eles são letras cristãs da diáspora aproximadamente semelhantes de comprimento, um dirigidas (provavelmente de Jerusalém) para espalhadas judeus messiânicos (ou seja, os cristãos), que são os verdadeiros judeus, eo outro dirigido a partir de 'Babilônia' para espalhadas 'judeus' que são, de facto, os cristãos gentios . "[10]

propósito

Pedro declarou a sua razão para a escrita, ou seja, para encorajar seus leitores, que estavam enfrentando perseguição por sua fé, para se manter firme (5:12). Evidentemente, esta perseguição foi generalizada entre os seus leitores. Inimigos locais do evangelho não eram as únicas pessoas responsáveis ​​por isso. Quando Paulo viajou por todo o Império Romano, pregando o evangelho, algumas igrejas que ele plantou perseguição experiente dos não salvos em suas comunidades, mas outros não. Porém 1 Pedro reflete a perseguição dos cristãos no norte da Ásia Menor. Esta condição prevaleceu após Nero culpou os cristãos para a queima de Roma, em julho de 64 dC. Enquanto a perseguição parece ter sido generalizada, não pode ter sido oficial ainda. [11]


                                                                            PEDRO, O AUTOR



1. Seu nome. O nome original de Pedro provém do hebraico: Simão. Não era incomum aos judeus o uso de nomes gregos, especialmente na Galiléia. De acordo com Jo 1.42, Jesus deu a Simão o nome "Pedro", quando o encontrou pela primeira vez. Tanto na versão grega (Pedro) quanto na aramaica (Cefas) este nome significa "rocha", "pedra".



2. Sua vida. Pedro e seu irmão André eram pescadores, sócios de Tiago e João, filhos de Zebedeu (Lc 5.10). Pedro é citado em primeiro lugar em todas as listas dos apóstolos. Ele agia como porta-voz deles (Mt 16.15,16). Simão era da Galiléia e ali, mais do que em Jerusalém, as pessoas apegavam-se às profecias que prometiam a reversão dos destinos de Israel e o estabelecimento do Reino de Deus. Simão provavelmente acalentava tais anseios do povo hebreu. Não é de admirar, pois, que ele e seus amigos fossem à procura de João Batista, alguém que eles talvez esperassem ser o libertador mencionado nas profecias. Mas João, com muita fé e certeza, apontou para outro: Jesus. André, ao falar de Jesus para seu irmão Pedro, declarou-lhe: "Achamos o Messias!" (Jo 1.41). Esta foi a primeira mensagem que Simão ouviu concernente Àquele que se tornou o objeto de todas as suas esperanças.



A partir de então, Pedro prontamente seguiu a Jesus. Como seu discípulo, ele em várias oportunidades demonstrou o seu temperamento impetuoso:



a) Quando Jesus começou a explicar aos discípulos "que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitascoisas ... e ser morto" (Mt 16.21), Pedro respondeu: "... de modo nenhum te acontecerá isso" (Mt 16.22). Ele não conseguia compreender que o caminho para o trono passava pelo Calvário. Jesus deveria sofrer antes de entrar em sua glória. Esta foi uma lição extremamente difícil para Simão assimilar.



b) No cenáculo, onde Jesus celebrou sua última páscoa, Pedro a princípio não queria permitir que seu Senhor fizesse o trabalho de escravo e lavasse seus pés e os dos demais discípulos (Jo 13.6-8).



c) No Jardim do Getsêmani, ele resistiu à prisão de Jesus e cortou a orelha de Malco, servo do sumo sacerdote (Jo 18.10).



Certamente muitas dúvidas devem tê-lo afligido enquanto seguia Jesus "de longe" (Mc 14.54) em direção ao local de julgamento. 



Chegou, então, o teste final: ele haveria de negar o Filho de Deus por três vezes. Cumprindo o que Jesus profetizara, lá estava o impetuoso discípulo, afogado num rio de lágrimas, remorso e desilusão. O Messias fora preso. No dia seguinte, Ele foi crucificado e expirou na cruz.



Mas três dias depois, o Mestre amado ressuscitou poderoso, triunfante e apareceu a Pedro (Lc 24.34;1Co 15.5). Suas esperanças renasceram (1 Pe 1.31); ele mesmo renasceu! Enfim, Pedro aprendeu a lição. Mais tarde, após a descida do Espírito Santo, o mesmo apóstolo que primeiro defendeu e depois negou o Senhor, foi submetido a um interrogatório, açoitado, aprisionado e passou uma noite sob a perspectiva de ser executado (At 12.6). Tudo isso fez com que seu antigo espírito inflamado desse lugar a uma nova e viva esperança. Essa transformação pode ser claramente notada no teor dos seus sermões (nos primeiros capítulos de Atos) e também no conteúdo de suas cartas.Cenáculo. Aposento de uma casa, onde as famílias faziam suas refeições regulares (At 1.13; Lc 22.11,12; At 20.7,8).



                                     OS DESTINATÁRIOS



No primeiro versículo da primeira epístola, Pedro declara que sua mensagem destinava-se aos "estrangeiros dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia". Esses são nomes antigos de algumas províncias que os romanos organizaram no seu império. Os lugares citados localizam-se na região norte da atual Turquia. Havia igrejas estabelecidas em toda aquela área, pelo esforço dos denodados missionários daqueles dias, cheios de fé e de poder pentecostal. A maioria dos habitantes daquela região era de origem gentílica, mas isto não exclui o fato de que parte deles era de judeus. Porém, como podemos perceber, a ênfase na epístola recai sobre o que eles passaram a ser, e não sobre o que originariamente eram.



1. Situação social e econômica. A leitura da Primeira Epístola de Pedro mostra claramente a preocupação do autor com a condição social de seus leitores. Pelo tom geral desta carta parece que os crentes faziam parte das classes menos favorecidas [a epístola menciona servos, mas não os patrões, 2.18-21; os súditos, mas não as autoridades, 2.13-17]. 



2. Circunstâncias históricas. A primeira carta faz-nos imaginar que os cristãos estavam sofrendo muito naquela ocasião (1 Pe 1.6; 2.11,12; 3.14,16,17). Não se sabe ao certo a natureza desse sofrimento. Talvez não fosse uma perseguição oficial ao cristianismo, mas sim alguns tipos de hostilidades comuns, e localizadas, contra aqueles crentes. Em 1 Pe 5.9, vê-se que tais sofrimentos também são experimentados pelos demais cristãos espalhados pelo mundo. 

A segunda carta é dirigida aos mesmos leitores (2 Pe 3.1). Entre uma carta e outra ocorreu uma mudança de circunstância quanto aqueles cristãos. A primeira carta serviu para prepará-los para o sofrimento (1Pe 1.7; 2.12-15; 3.14-17; 4.3,4,12,16; 5.8-10); a segunda, para preveni-los contra os falsos mestres (2 Pe 2.1-3, 10-15, 19, 22; 3.3-7, 15-17). Estes pseudo-líderes no meio da igreja se assemelhavam aos falsos profetas do Antigo Testamento, cujos ensinos se caracterizavam pelo engano, arrogância e mentalidade carnal, alienada de Deus.



                                A PRIMEIRA CARTA



1. Propósito. Esta epístola visa, principalmente, orientar o crente nas suas tribulações nesta vida. O tema do sofrimento do cristão neste mundo é patente em toda a carta. Mas, como todo o livro da Bíblia, também tem seus propósitos didáticos para o povo de Deus. A epístola ensina o crente a buscar a santidade em toda a sua maneira de viver (1 Pe 1.15). Usufruímos de uma poderosa e sobreexcelente salvação e devemos viver neste mundo de modo a honrar, pela santidade, o nome do nosso Salvador em meio a uma sociedade corrompida, na presença das autoridades, no nosso próprio lar e na igreja.



2. Resumo. Depois da saudação inicial, o apóstolo Pedro louva a Deus pela esperança eterna e salvação que Ele nos concedeu, mediante a expiação pelo sangue de Cristo. Esta é a base para uma exortação à vida santa e obediente, motivada pelo amor a Cristo. O cristão deve viver submisso às autoridades devidamente constituídas. Há exortações aos servos, às esposas e aos maridos. A comunidade cristã deve seguir o exemplo de Cristo, que nos indica como devemos nos comportar até no sofrimento, se necessário for. O crente já abandonou o estilo pecaminoso de viver do mundo. Agora deve viver de maneira que resulte em louvor ao Todo-Poderoso. Há também na epístola exortações aos presbíteros, aos jovens e aos demais crentes.



 A SEGUNDA CARTA



1. Propósito. A segunda carta objetiva relembrar às igrejas as verdades fundamentais do cristianismo, a fim de preveni-las contra as heresias dos falsos mestres.



2. Resumo. A epístola declara com firmeza que a mensagem sobre Jesus Cristo não consiste em "fábulas engenhosamente inventadas"; ele pessoalmente ouviu os ensinos do Senhor. Pedro alerta sobre falsos mestres e os assemelha aos falsos profetas do passado. Mostra que assim como Deus julgou anjos e pessoas ímpias, estes falsos mestres serão seguramente castigados por seu comportamento mau. O apóstolo lembra a seus leitores aquilo que escreveu em carta anterior e mostra seu desejo de fazê-los lembrar dos ensinos dos profetas e de Jesus, transmitidos através dos apóstolos. 



A vinda do Senhor é certa, embora ela ocorra na cronologia do próprio Senhor e não na nossa. Essa vinda constitui a base de uma exortação ao viver piedoso.





Depois de conhecermos um pouco do autor, sua origem, sua personalidade e as intercorrências de sua fase de aprendizado, não podemos desconsiderar a intrepidez, a convicção, a determinação, o zelo e a visão futurística que completam o seu profícuo apostolado.


esboço

I. Introdução 1:1-2

II. A identidade dos cristãos 01:03 - 02:10

A. Nosso grande salvação 1:3-12

1. A esperança da nossa salvação 1:3-5

2. A alegria de nossa salvação 1:6-9

3. As testemunhas da nossa salvação 1:10-12

B. Nosso novo modo de vida 1:13-25

1. Uma vida de santidade 1:13-16

2. Uma vida de reverência 1:17-21

3. Uma vida de amor 1:22-25

C. Nosso sacerdotal chamando 2:1-10

1. Ouvindo Deus 2:1-3

2. Crescendo em Deus 2:4-5

3. Edifício em Cristo 2:6-8

4. Resumo afirmação da nossa identidade 2:9-10

III. As responsabilidades dos cristãos individualmente 2:11-04:11

A. Nossa missão no mundo 2:11-12

B. Respeito pelos outros 02:13-03:12

1. Respeito para todos 2:13-17

2. Respeito Escravos 'para seus mestres 2:18-25

Respeito 3. Wives 'para seus maridos 3:1-6

4. Respeito dos maridos para suas esposas 03:07

5. A importância de amarmos os inimigos 3:8-12

C. vindicação eventual 03:13-04:06

1. Sofrimento para fazer o bem 3:13-17

2. A reivindicação de Cristo 3:18-22

3. Viver com a promessa em vista 4:1-6

D. A importância do amor mútuo no fim dos tempos vivendo 4:7-11

IV. As responsabilidades dos cristãos coletivamente 04:12-05:11

A. A prova de fogo 4:12-19

1. Sofrimento e glória 4:12-14

2. Sofrimento como cristãos 4:15-19

B. A igreja sob julgamento 5:1-11

1. As responsabilidades dos anciãos 5:1-4

2. As responsabilidades dos outros 05:05

3. A importância da humildade e confiança em Deus 5:6-7

4. A importância de resistir ao diabo 5:8-11

V. Conclusão 5:12-14


                     CARTA SEGUNDO PEDRO


introdução

Antecedentes Históricos

Esta epístola afirma que o Apóstolo Pedro escreveu (1:1). Ele também afirma que seguir uma carta anterior por Pedro (3:1), que parece ser uma referência a um Peter, apesar de Pedro pode estar se referindo a uma carta não temos mais. A referência do autor para o fato de que Jesus havia predito um certo tipo de morte para ele (01:14) gravatas com a declaração de Jesus a Pedro registrado em João 21:18.

O mais antigo testemunho externo (fora da Bíblia) para petrino autoria vem do terceiro século. [1]).

Os escritos dos pais da igreja contêm menos referências à autoria petrina de 2 Pedro, do que a autoria de qualquer outro livro do Novo Testamento. É fácil ver por que os críticos que procuram razões para rejeitar a autoridade das Escrituras têm como alvo este livro para o ataque. Ironicamente nesta carta Peter alertou seus leitores de hereges que partiram do ensinamento dos apóstolos e dos profetas do Antigo Testamento, que é a mesma coisa que alguns desses críticos modernos. Nem todos os que rejeitam a autoria petrina são hereges, no entanto. Os argumentos de alguns críticos têm convencido alguns estudiosos de outra forma conservadores que conservam a crença na inspiração da epístola.
Independentemente da evidência externa, há um forte testemunho interno para o fato de que Pedro escreveu o livro. Isto inclui semelhanças estilísticas a 1 Pedro, vocabulário semelhante em comparação com os sermões de Pedro em Atos, e as declarações específicas já mencionadas (ou seja, 1:01, 14; 03:01). Além disso, o escritor afirmou ter presenciado a transfiguração de Jesus (1:16-18) e ter recebido informações sobre a sua própria morte de Jesus (1:13-14;. Cf João 21:18). Os críticos da autoria petrina ponto para as muitas diferenças entre 1 e 2 Pedro. [2]

Assumindo referência de Pedro ao seu antigo carta (3:1) é um Peter, ele parece ter enviado esta segunda epístola para o mesmo público em geral. Esse público era principalmente gentio, mas também judeus cristãos que vivem no norte da Ásia Menor (cf. 1 Pe 1:01.). O fundo dos leitores e da situação que enfrentam, como Pedro descreveu estes, equipar com um público bem. Assim, esta não era uma epístola "católica", isto é, uma epístola geral enviado originalmente a todos os cristãos em geral.

A referência de Pedro a sua partida iminente desta vida (1:13-15) sugere que o tempo de composição pode ter sido pouco antes de Pedro sofreu o martírio. Segundo Peter tem algumas das marcas de uma última vontade e testamento (cf. 1:3-11; 2:1-3; 3:1-4), bem como os de uma carta, dois gêneros literários. Os escritos dos pais da igreja colocar a morte de Pedro em AD 67-68, em Roma. Conseqüentemente, uma data de composição sobre AD 67-68 parece mais provável. Tradição da igreja primitiva também diz Peter passou a última década de sua vida em Roma. Nero começou a perseguir os cristãos em Roma em 64 dC.

"Segundo Pedro é o canto do cisne de Pedro, assim como 2 Timóteo é o canto do cisne de Paulo. Existem semelhanças entre os dois livros. Ambas as epístolas colocar um sinal de alerta ao longo do caminho peregrino a igreja está viajando para identificar a terrível apostasia que estava a caminho no tempo e que, no nosso tempo chegou agora. O que foi, então, como uma nuvem do tamanho da mão de um homem hoje envolve o céu e produz uma tempestade de proporções do furacão. Pedro adverte de heresia entre os professores; Paulo adverte de heresia entre os leigos ". [3]

As semelhanças entre 2 Pedro 2 eo livro de Judas, especialmente Jude 4-18, foram colocadas várias questões. Será que Pedro tem acesso a epístola de Judas, ou Jude se ter uma cópia de 2 Pedro? Qual livro veio primeiro? Será que um homem usar o material do outro, ou se ambos desenhar a partir de uma fonte comum? Os comentaristas e escritores do Novo Testamento introduções lidar com estas questões cuidadosamente. Vê-los para mais esclarecimentos. [4]

Basta dizer que a Igreja através dos séculos tem reconhecido o produto final de ambos 2 Pedro e Judas como epístolas que Deus inspirou. Tanto quanto o que veio primeiro, nós podemos nunca saber ao certo até chegarmos ao céu. A visão mais comum entre os estudiosos agora é que Jude provavelmente escreveu antes de Peter (ou seu agente), composta de 2 Pedro. [5] que tendem a favorecer a prioridade de 2 Pedro, assim como muitas autoridades conservadoras. [6]

"A maioria dos estudiosos, de fato, o momento 2 Pedro no início do segundo século e considerá-lo o último livro do Novo Testamento ter sido escrito. A afirmação do autor para petrino autoria, portanto, é parte do fenômeno de 'pseudonimato' no mundo antigo, em que a autoridade ea tradição de uma figura religiosa reverenciada foram atribuídas a um trabalho mais tarde por um autor anônimo ". [7]

Esta citação reflete a maioria da opinião erudita, mas não a convicção de muitos conservadores, inclusive eu. Moo observou a inconsistência de pseudonimato e infalibilidade. [8]

"O propósito de 2 Pedro é chamar os cristãos para o crescimento espiritual, para que possam combater a apostasia como eles ansiosos para o retorno do Senhor". [9]

esboço

I. Introdução 1:1-2

II. A condição do cristão 1:3-11

A. Os recursos do crente 1:3-4

B. necessidades do crente 1:5-9

C. adequação do crente 1:10-11

III. A autoridade para o cristão 1:12-21

A. A necessidade de um lembrete 1:12-15

B. A credibilidade do testemunho dos apóstolos 1:16-18

C. A origem divina da Escritura 1:19-21

IV. O perigo para o cristão 2:1-22

A. As características dos falsos mestres 2:1-3

B. As consequências de ensino falso 2:04-10a

C. A conduta dos falsos mestres 2:10 b-19

D. A condenação dos falsos mestres 2:20-22

V. A perspectiva para o cristão 3:1-16

A. O objetivo desta epístola 3:1-2

B. Scoffing nos últimos dias 3:3-6

Eventos do fim dos tempos C. 3:7-10

D. Viver em vista do futuro 3:11-16

VI. conclusão 3:17-18


                                                   CARTA DE JUDAS 


introdução

Antecedentes históricos

Tradicionalmente, o escritor desta epístola era Judas, o meio-irmão de Jesus Cristo (Mateus 13:55, Marcos 6:3) e irmão de Tiago, o líder da igreja de Jerusalém (Judas 1; Atos 15:13). Alguns estudiosos têm desafiado esta identificação nos últimos anos, mas eles não provaram que ela estava errada. Como tal, Jude (Gr. Judas, Hebreus. Judá "louvor") era um judeu cristão. Como James era um judeu helenizado galileu que escreveu com um estilo grego cultivada. Como seria de esperar, Jude normalmente alusão às Escrituras Hebraicas, em vez de com a Septuaginta, ao contrário de muitos dos escritores do Novo Testamento.

Irmãos físicos de Jesus não acreditavam nele enquanto ele estava ministrando (João 7:5). James se tornou um crente após a ressurreição de Jesus (1 Coríntios. 15:7), e pode-se supor que Judas fez também. Os irmãos de Jesus faziam parte do grupo de oração que aguardava a vinda do Espírito Santo (Atos 1:14). Eles eram bem conhecidos no início da igreja (1 Coríntios. 09:05).

Muitas alusões de Jude ao Antigo Testamento sugerem que seus leitores originais eram muito familiarizado com ele. Enquanto isso poderia ter sido verdade de qualquer cristão, teria sido particularmente verdade para os cristãos judeus. Consequentemente, muitos comentaristas acreditam Jude dirigida esta epístola aos cristãos judeus, principalmente.

". . . não devemos vê-lo como uma "carta católica" dirigida a todos os cristãos, mas como uma obra escrita com um público específico, localizada em mente ". [1]

"Um predominantemente, mas não exclusivamente, a comunidade judaica cristã em uma sociedade Gentile parece explicar melhor para o pouco que podemos reunir sobre os destinatários da carta de Judas". [2]

O momento da escrita é muito difícil de determinar. Desde Jude era um irmão mais novo de Jesus, ele pode ter vivido no segundo século. Após as revoltas judaicas contra Roma em 66-70 dC, Jude provavelmente viveu fora de Jerusalém e, talvez, fora da Palestina, se ele ainda estava vivo. As referências no texto aos falsos mestres e os apóstolos (vv. 3-5, 17) sugerem uma condição na igreja alguns anos após o dia de Pentecostes. Semelhanças com escritos de Pedro levaram alguns a data Jude sobre o tempo Pedro escreveu. [3] Obviamente estes são todos os palpites muito hesitante. Talvez uma data entre 67 dC e 80 seria correto. Neste momento Jude pode ter vivido em algum lugar fora da Palestina. [4]

Felizmente, a indefinição do contexto histórico desta epístola não afeta a sua mensagem ou valor.

"A Epístola de Judas tem atestação mais forte do que 2 Pedro". [5]

gênero

Muitos estudiosos consideram esta carta como um "sermão epistolar". [6] Judas poderia ter entregue o que ele disse nesta epístola como uma homilia (sermão) se ele tinha estado na presença de seus leitores. Ao contrário, ele lança-o na forma de uma carta, uma vez que não podia enfrentá-los diretamente. Outras epístolas do Novo Testamento que são realmente homilias escritos incluem James, Hebreus e 1 João.

estrutura

Vários estudantes do livro notaram a estrutura basicamente quiástica de Jude, embora eles não vêem os chiasms exatamente o mesmo. [7]

propósito

"Um pensamento caracteriza esta epístola:. Cuidado com os apóstatas" [8]

Incipiente gnosticismo parece ser a heresia, tendo em vista principalmente.

"Aqui, de uma forma pouco desenvolvida, são as principais características que passaram a fazer-se mais tarde o gnosticismo-ênfase no conhecimento que foi emancipado de as reivindicações da moralidade; arrogância para com os líderes da igreja 'ignorantes'; interesse em angelologia; divisão; lascívia ". [9]


                                               Autoria de Judas



A atestação externa a esta carta pequena é antiga e boa. Tem um lugar no Canon Muratoriano; Tertuliano a reconheceu como um docu­mento cristão autorizado, e da mesma forma Clemente de Alexan­dria, que escreveu um comentário sobre ele. Orígenes dá a enten­der que havia dúvidas nos seus dias ("se alguém acrescentar a Epís­tola de Judas", Comentário de Mateus 17:30), mas claramente não participava delas, porque cita Judas como sendo autorizado, e isto com entusiasmo: "E Judas escreveu uma Epístola, extremamente pequena, porém cheia de palavras poderosas e graça celestial" (ibid. x. 17). Além disto, Atenágoras, Policarpo e Barnabé parecem ter citado a Epístola no início do século II, de modo que dificilmente poderia ter sido composta depois do fim do século I. Eusébio a classi­fica entre os livros disputados, e não foi admitida no Cânon sírio anti­go, a Peshitta. A razão não é difícil de ser descoberta. Judas citava escritos apócrifos, e embora nalguns círculos no ocidente isto tendia a dar mais estatura às respectivas obras apócrifas, no oriente esta li­gação com matéria apócrifa foi suficiente para causar a rejeição de Judas. Jerônimo declara este fato. Explica a causa das dúvidas a respeito de Judas como sendo "porque apelou ao Livro de Enoque, apócrifo, como autoridade, a Epístola é rejeitada por alguns. Ainda no fim do século IV, Dídimo de Alexandria tinha de defender Judas contra aqueles que a atacavam porque usava matéria apócrifa." Fica claro que esta era a única razão para a hesitação sentida nalguns luga­res a respeito de Judas. Já em 200 d.C. era aceita nas áreas principais da Igreja Antiga, em Alexandria (Clemente e Orígenes), em Roma (o Cânon Muratoriano), e na África (Tertúliano). Somente na Síria é que havia objeções, e mesmo ali não poderiam ser uníssonas, pois Judas foi aceita nas recensões filoxeniana eharcleana do Novo Testamento.



Clemente de Alexandria diz nas Adumbrações que esta carta foi escrita por Judas, irmão de Tiago, irmão do Senhor.Epifânio diz a mesma coisa, mas o chama de apóstolo também, como fazem muitos dos Pais (Orígenes, Atanásio, Jerônimo, Agostinho). Que os irmãos do Senhor eram frouxamente conhecidos a outras pessoas como sendo apóstolos aparece conforme Gálatas 1:19. Judas, no entanto, não era apóstolo. Apresenta-se como "servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago.'' Não pode haver dúvida a quem se refere. Kümmel resume bem a questão quando escreve: "Como 'irmão de Tiago' é caracteri­zado de modo suficientemente claro. Havia um só Tiago eminente e bem conhecido, irmão do Senhor (Tg 1:1; Gl 1:19; 2:9; 1 Co 15:7). Ju­das, pois, é um dos irmãos de Jesus, o terceiro a ser mencionado em Marcos 6:3, e o quarto em Mateus 13:55. Fora disto, nada sabemos acerca deste Judas." O autor dificilmente poderia ser Judas, o filho (ou irmão) de Tiago (Lc 6:16), um dos Doze, porque o autor desta carta expressamente se desassocia dos apóstolos (17). Nem é prová­vel a sugestão de Streeter, de que foi escrita pela mão do terceiro bispo de Jerusalém que, segundo as Constituições Apostólicas (mas não segundo Eusébio) era Judas. Mas mesmo se este fosse o caso, este tinha um irmão chamado Tiago, e, além disto, um irmão de tal distinção que bastava mencionar seu nome para ele ser identificado? Decerto, é argumento forçado. A carta declara ter sido escrita por Ju­das, irmão de Tiago e, portanto, do Senhor. Esta declaração pode ser substanciada?



Muitos estudiosos a aceitam, notando o colorido profundamente judaico da carta, especialmente o gosto pelos apocalipses judaicos e a estrutura aramaica das frases, com seus tríplices arranjos, junta­mente com o bom grego que se poderia esperar de um nativo da Galiléia bilíngüe. Mayor fez um estudo interessante das afinidades de pensamento e expressão entre as Epístolas de Judas e Tiago, e este, dentro das suas limitações, apóia a atribuição.



Mas por quê, se Judas é o irmão do Senhor, ele não o diz direta­mente? A resposta, tão antiga quanto Clemente de Alexandria, é sua humildade. A igreja chamava Tiago e Judas de irmãos do Senhor (1 Co 9:5), mas eles preferiam pensar em si mesmos como sendo Seus ser­vos, lembrando-se, sem dúvida, que nos tempos do seu próprio convívio com Ele como irmãos, não acreditavam nEle (Jo 7:5). A carta, no entanto, combina autoridade inquestionável com humil­dade pessoal, que é exatamente o que se esperaria de um membro convertido do círculo familiar de Jesus.



Mas Judas poderia ter vivido tempo suficiente para escrever esta carta? Manifestamente vem do fim da era apostólica. A fé apostólica é cristalizada (3), as palavras apostólicas são relembradas (17), e as ad­vertências apostólicas foram cumpridas (18). Esta dificilmente poderia ter sido a situação muito tempo antes de cerca de 70 d.C, embora não haja necessidade de supor, juntamente com Lutero, que o escri­tor "fala dos Apóstolos como sendo ele mesmo um discípulo muito tempo depois". Judas poderia ter sobrevivido até o último quartel do século I? Se Judas fosse um irmão mais jovem de Jesus (conforme sugere sua posição nas listas nos Evangelhos) não haveria dificuldade com esta data, se não fosse uma história registrada, por Hegesipo. Conta-nos que os netos de "Judas, o irmão do Senhor segundo a car­ne", foram trazidos perante o Imperador Domiciano (81-96 d.C.) como revolucionários em potencial (por pertencerem, naturalmente, à linhagem de Davi), mas que foram soltos quando suas mãos calejadas testificaram que eram sitiantes sem aspirações políticas, e quando foi entendido que seu reino era celeste! Hegesipo nos informa que tornaram-sebispos na igreja, e que sobreviveram até os tempos de Trajano (98-117 d.C). Decerto, é argumentado, se Judas teve netos que eram homens maduros nos tempos de Domiciano, ele mesmo deve ter morrido muito tempo antes, cedo demais para ter escrito esta Epístola. J. B. Mayor acaba rapidamente com este ponto de vista: "Judas, como já vimos, era aparentemente o mais jovem dos irmãos do Senhor, e provavelmente nasceu não depois de 10 d.C, se acei­tarmos a data de 6 a.C para a Natividade. Levando em conta a idade jovem em que as pessoas se casavam na Judéia, de modo geral, po­demos supor que tivesse filhos antes de 35 d.C, e netos até 60 d.C. Estes podem ter sido trazidos diante deDomiciano em qualquer ano do reino deste. O próprio Judas, portanto, deve ter tido, desta forma, 71 anos no primeiro ano de Domiciano. Se sua carta fosse escrita em 80 d.C, ele deve ter tido 70 anos de idade, e seus netos, cerca de 20 anos."



As outras objeções contra a autoria desta Epístola por Judas são frívolas. A qualidade razoavelmente boa do seu grego deve surpreen­der apenas aqueles que não têm consciência da extensão da helenização na Palestina no século I, mormente na Galiléia. O fato de que a citação de Enoque no v. 15 corresponde com razoável exatidão à ver­são grega daquela obra não precisa militar contra a autoria por Judas; afinal das contas, ele ouviria a Septuaginta lida todos os sábados na sinagoga. De qualquer forma, não é improvável que a substância de Judas e de 2 Pedro 2 advém de uma origem documentária comum, um tratado catequético contra o falso ensino; neste caso, é bem possível que fosse o catequista desconhecido, e não Judas, que fez esta citação do texto grego de Enoque. Já examinamos o ponto de vista de que a natureza do falso ensino denunciado em Judas indica uma data avan­çada.



Há, pois, muita coisa para apoiar o ponto de vista tradicional de que Judas escreveu esta carta. Se rejeitarmos este fato, seremos re­duzidos à conjectura de que certo Judas desconhecido cujo irmão era um Tiago importante (porém desconhecido!), escreveu a carta, ou te­remos de apelar à pseudepigrafia. E a falta de especificar exatamente quem era este Judas é muito improvável em qualquer destas suposi­ções. No caso da pseudepigrafia, é muito difícil perceber por que uma pessoa tão obscura quanto Judas devesse ter sido escolhida para a atribuição. Era normal escolher alguma pessoa bem conhecida para atribuir a ela a "paternidade" dos escritos pseudepigráficos. Um pseudepígrafo ligado ao nome dalguma pessoa acerca de quem nada mais é conhecido é quase inconcebível.



A conclusão de Barclay é justa. Escreve: "Quando lemos Judas, ela é obviamente judaica; suas referências são tais que so­mente um judeu poderia entendê-las, e suas alusões são tais que so­mente um judeu poderia captá-las. É simples e sólida; e vivida e pictórica. É claramente a obra de um pensador singelo e não a de um teólo­go. Adapta-se à pessoa de Judas, irmão do Senhor. Está ligada ao seu nome, e não poderia haver nenhuma razão para assim ligá-la a não ser que ele realmente a escrevesse."



A ocasião e a data de Judas



Judas escreve sua Epístola com pressa para lidar com um surto de falso ensino acerca do qual acabara de ouvir falar (3,4). Exatamente quando a heresia provocou Judas a escrever este panfleto excitante, não o sabemos. Não há evidências externas para ajudar-nos. Somos reduzidos a ba­sear inferências no conteúdo da própria Epístola. E visto que estas inferências produziram datas que variam entre 60 d.C. e 140 d.C, percebe-se que é uma tarefa precária.



Claramente não tem uma data muito recuada no período neotestamentário. A fé já teve tempo de cristalizar-se e de ser corrompida. As advertências dos apóstolos já tiveram tempo para serem circula­das e comprovadas verídicas (3, 4, 17, 18). Uma vista superficial da Epístola a pronunciaria de data posterior, alegando que o conceito or­todoxo e bitolado da "fé", bem como a referência aos apóstolos como pertencentes a uma era passada, juntamente com as referências ao gnosticismo, marcam a Epístola com os sinais do século II. Ao ser examinado, no entanto, semelhante ponto de vista torna-se difícil de sustentar. Entre outras coisas, os estudiosos hoje em dia têm cons­ciência do crescimento do gnosticismo incipiente dentro do século I, e é muito inseguro utilizá-lo como critério de datação, mormente quando a heresia em epígrafe pode ser demonstrada tão incipiente quanto já vimos que era. Além disto, o escritor não se refere aos apóstolos como pertencentes a uma era passada; simplesmente declara que não era ele mesmo um apóstolo, e conclama seus leitores a se lembrarem das predições dos apóstolos no sentido de que surgi­riam falsos mestres, pois isto realmente ocorreu (daí sua carta). O fato de que Judas refere-se àquilo que os apóstolos disseram ao invés da­quilo que escreveram sugere que ainda estamos nos movimentando dentro do período oral, quando o ensino apostólico era geralmente transmitido pela palavra falada.



Nem sequer a referência à "fé que uma vez por todas foi entregue aos santos'' necessariamente subentende uma data avançada. "A fé" é empregada desta maneira objetiva já em Gálatas 1:23 e Filipenses 1:27. A qualidade incomparável do depósito da fé cristã é fortemente defendida nas Epístolas Pastorais (que muitos estudiosos consideram paulinas, ou pelo menos escritas sob a égide de Paulo). De qualquer maneira, as Epístolas Paulinas reconhecidas como tais deixam claro que a idéia da ortodoxia cristã estava muito bem estabelecida já na década de 50 do século I (ver, p.e., Rm 6:17, Gl 1:8 ss; 1 Ts 2:13; 2 Ts 2:15; 3:6, 14).



Há, pois, pouca coisa como fundamento nesta questão da data. Se Judas fez uso de 2 Pedro, este fato fixa uma data recuada para este escrito, e torna provável uma data pouco depois para Judas. Se, con­forme a maioria dos estudiosos pensa, 2 Pedro empregou Judas, isto também contribui para uma data de Judas bem dentro do século I a fim de adaptar-se à atestação externa de 2 Pedro. Se as duas Epístolas fizeram uso independente de uma origem documentária em comum, isto também argumenta em favor de uma data recuada ao invés de avançada, quando, então, tais "folhetos" apostólicos talvez tenham perecido. Se, conforme Bigg improvavelmente pensava, Judas foi um meio-irmão de Jesus, mais velho do que Ele, é improvável que tenha vivido além de cerca de 65 d.C, e, como conseqüência, uma data pouco antes daquela seria necessária se ele a escreveu. Mas se, con­forme é muito mais provável, Judas era um meio-irmão mais jovem de Jesus (na realidade, o filho mais jovem de José e Maria), então ele po­deria muito bem ter vivido até a década de 80, e ter escrito sua carta em qualquer tempo nos dez ou quinze anos anteriores.



Não temos, infelizmente, qualquer maneira de saber a quem Ju­das estava escrevendo. A carta dele não era uma epístola geral, mas, sim, foi escrita a pessoas que conhecia numa situação específica (3-5, 17, 18, 20). Ele é claramente um judeu pessoalmente, mas isto não quer dizer que seus leitores o sejam. Mesmo assim, as probabilida­des, por tênues que sejam, apontam naquela direção. Pressupõe seu conhecimento da literatura judaica intertestamental e da literatura apócrifa. Fala da "nossa comum salvação", que serviria tanto para leitores judaicos quanto para gentios. Se Judas, irmão de Tiago, fosse realmente o autor, é provável que, como seu irmão, teria se tornado especialmente responsável pela missão cristã judaica. Do outro lado, a linguagem de Judas sugere a familiaridade com o ensino paulino, e bem pode ser que Wand, Harrison e Guthrie tenham razão em ver Antioquia como um destino provável. Fica dentro da áreapalestiniana, dentro da qual Tiago, e, portanto, possivelmente Judas, se confinava; consiste em cristãos judaicos e gentios; além disto, vários dos apósto­los ministravam ali, o que daria um sentido real ao v. 17. A certeza, naturalmente,é impossível; há evidências inadequadas para se ba­sear nelas um julgamento bem considerado.



O uso feito por Judas dos livros Apócrifos



Não pode haver dúvida de que Judas conhecia e fez uso de pelo me­nos dois escritos apócrifos, a Assunção de Moisés eo Livro de Enoque, e provavelmente doutros também, tais como o Testamento de Naftali no v. 6, e o Testamento deAser no v. 8.



Judas cita Enoque livremente. É um livro apócrifo longo, prova­velmente composto em períodos diferentes, desde o século I a.C. até o século I d.C. Judas cita Enoque 1:9 no v. 15, quase palavra por pala­vra. No v. 14 chama Enoque "o sétimo depois de Adão," descrição esta que ocorre em Enoque 40:8, e há muita coisa em Enoque que é usada na descrição que Judas fez dos anjos caídos nos vv. 6 e 13.



A dependência de Judas da Assunção de Moisés (v. 9) não é me­nos certa. De fato, é abertamente asseverada por Orígenes, Cle­mente e Dídimo, que conheciam o livro, que agora existe so­mente em fragmentos: provavelmente foi escrito bem no começo do século 1 d.C. Tanto a Assunção quanto Enoque eram altamente esti­mados na Igreja Primitiva, mas não temos meios de saber se Judas considerava canônicos estes livros. Cita-os como sendo relevantes para a situação para a qual escreve, e bem conhecidos tanto a ele quanto a seus leitores. E surpreendente que os escritores neotestamentários aludem tão raramente à vasta massa de matéria extra-canônica que estava circulando no século I. Paulo faz alusão ao midraxe rabínico sobre a Rocha em 1 Coríntios 10:4; o autor de Hebreus freqüentemente ecoa as obras de Filo; em 2 Timóteo 3:8 somos in­formados que Janes e Jambres eram os mágicos que desafiaram Moi­sés diante de Faraó (um trecho de haggadah baseado em Êx 7:11 e achado em vários escritos extracanônicos). De modo semelhante, a instrumentalidade dos anjos em dar a lei (Gl 3:19; Hb 2:2), e as decla­rações em At 7:22; Tg 5:17 e Hb 11:37, todas se referem a matéria apócrifa.



Isto não nos deve assustar. "Não temos o direito de supor que a inspiração ergue um escritor para a posição intelectual de um histo­riador crítico", escreveu Plummer. "São Judas provavelmente acreditava na história acerca da disputa entre Miguel e Satanás. Mas mesmo se soubesse que era um mito, poderia facilmente usá-la como um argumento ilustrativo, visto que era tão familiar aos seus leito­res." Paulo não tem objeções contra o uso de um poeta pagão desta maneira (At17:28; 1 Co 15:32, 33; Tt 1:12). Chaine faz a observação de que crer na revelação não implica em uma mente tábua rasa para tudo o mais. Um homem inspirado pode muito bem usar as idéias contemporâneas que não eram contrárias à revelação.



Uma coisa curiosa aconteceu a respeito do uso feito por Judas desta matéria apócrifa. De início, alguns destes escritos foram aceitos porque levavam o carimbo da aprovação de Judas. Destarte, Cle­mente de Alexandria escreve: "com estas palavras ele corrobora o profeta" (i.e., Enoque), e, outra vez: "aqui confirma a Assunção de Moisés", e tanto Tertuliano quanto Barnabé consideravam estes livros como sendo Escritura. Mais tarde, porém, mudou-se o clima, e ficou sendo aparente quanto perigo havia no uso irrestrito da matéria apócrifa. Os Apócrifos e suas "fábulas blasfemas" foram atacados por Agostinho e Crisóstomo. Não somente era insufi­ciente a autoridade de Judas para salvar os escritos apócrifos, como também o próprio Judas foi sujeitado a suspeita, e o que Dídimo de Alexandria tinha de pedir que a citação por Judas de livros apócrifos não fosse contada contra ele.



Bibliografia M Green,comentário bíblico novo testamento


esboço

I. Introdução vv. 1-2

II. O objetivo desta epístola vv. 3-4

III. Advertências contra os falsos mestres vv. 5-16

A. anteriores fracassos vv. 5-7

1. A exemplo de algumas israelitas v. 5

2. A exemplo de certos anjos v. 6

3. A exemplo de certos pagãos v. 7

Falhas B. Presente vv. 8-16

1. A natureza do erro vv. 8-9

2. A gravidade do erro vv. 10-13

3. As conseqüências do erro vv. 14-16

IV. Exortação à vv fiéis. 17-23

A. O lembrete para lembrar aviso vv dos apóstolos. 17-19

B. A instrução positiva dos leitores vv. 20-23

V. vv Conclusão. 24-25

FONTE BIBLIA LUMINIA


                   AS CARTAS DE JOÃO E O LIVRO DO APOCALIPSE

                           COMEÇAMOS PELAS CARTAS DE JOÃO N.1

                                            Antecedentes Históricos

Esta epístola não contém o nome de seu autor, mas a partir de sua história desde muito cedo a igreja acreditava que o apóstolo João escreveu. Vários escritores antigos que se refere a este livro como a escrita de John. [1] Apesar de críticos modernos desafiaram essa visão, eles não destruiu. Também não há qualquer referência a que os primeiros destinatários desta epístola eram ou de onde eles viviam que não eram cristãos (2:12-14, 21; 5:13). Eles podem ter sido os líderes das igrejas (2:20, 27). De acordo com a tradição da igreja primitiva John ministrado em Éfeso, a capital da província romana da Ásia, por muitos anos depois que ele deixou a Palestina. Sabemos que ele sabia que as igrejas e cristãos em que província romana bem de Apocalipse 2 e 3. Talvez seus leitores viveu naquela província. Os falsos mestres e ensinamentos a que aludiu sugerem que João escreveu sobre condições que existiam na Ásia: o judaísmo, o gnosticismo, docetismo, os ensinos de Cerinto (a gnóstica proeminente), e outros. Explainations destes seguirá na exposição. Estas filosofias estendido para além da Ásia, mas eles estavam ali presentes durante a vida de John.

Este é um dos mais difíceis de todos os livros do Novo Testamento até à data. Uma das poucas referências no livro que pode nos ajudar a data é 02:19. Se João quis dizer que os falsos mestres se tinha retirado entre os apóstolos, uma data na década de 60 parece possível. Isso pode colocá-lo sobre AD 60-65, antes das revoltas judaicas de 66-70 dC espalhou os judeus da Judéia. Neste caso, John pode ter escrito a partir de Jerusalém. [3] No entanto, muitos estudiosos conservadores acreditam que João escreveu esta epístola muito mais tarde, entre cerca de 85 e AD 97, quando ele evidentemente escreveu o Evangelho de João (ca. 85-95 AD) eo Livro do Apocalipse (ca. AD 95-96). [4] Eu prefiro uma data na década de 90 após a escrita do Evangelho de João que 1 João parece supor. [5] Tendo em conta a natureza ea conclusão do livro de Apocalipse, o que parece ser a palavra de revelação final de Deus para a humanidade, acho que John provavelmente compôs suas Epístolas antes desse livro. Então, uma data para um João no início dos anos 90, AD 90-95, parece mais provável para mim.
Desde que John ministrado e em torno de Éfeso no final de sua vida, Éfeso parece ser o lugar mais provável a partir do qual ele escreveu esta epístola. "O escritor de 1 João estava se dirigindo, portanto, uma comunidade, composta por uma série de casas-igrejas e em torno de Éfeso. . ., Que foi dividido em três formas. Ela consistia das seguintes: (a) Os cristãos joaninos que estavam comprometidos com o evangelho apostólico de Jesus, pois tinha recebido; (b) os membros hereticamente inclinados de um fundo judaico; (c) seguidores heterodoxas de um helenístico (e / ou pagãos) fundo. Os problemas relacionados com os dois grupos "heréticas", (b) e (c), foram principalmente teológica e (por extensão) ético; apesar de dificuldades conexas respeitantes escatologia e pneumatologia pode ter estado presente também (ver em 2:18 e 4:01 ...)"Para completar a imagem, deve notar-se que a vida da comunidade joanina foi marcada pela presença de um quarto grupo de pessoas: os secessionists. Considerando que os membros dos três primeiros grupos podem ser encontradas dentro do círculo de João, os separatistas anti-cristãs começaram a romper com ele. Estes foram hereticamente adeptos inclinadas da comunidade joanina. Em alguns casos eles podem ter sido genuíno, se desinformados, crentes. Mas em outros casos, eles talvez nunca pertenceu corretamente para a igreja de John (embora eles achavam que fez), porque eles nunca realmente pertencia a Deus (ver em 1 João 2:18-19;. Cf também 2:22-23) ".

Quando aceitamos a Cristo como nosso Salvador, nos tornamos filhos de Deus e passamos a usufruir a vida eterna pela graça dEle (Jo 5.24).Todos os que têm essa confiança, reconhecem a Jesus como seu Senhor e Salvador, amam a Deus, obedecem aos seus mandamentos e não vivem a pecar de forma consciente e voluntária (Gl 2.20). Estas são algumas das facetas da vida cristã, abordadas na primeira carta de João (1 Jo 5.13). Todo cristão, ao ler esta carta, se sente amado por Deus e seguro pela obra da eterna redenção consumada por Jesus Cristo (2 Co 5.17).



 ENTENDENDO A CARTA DE JOÃO, O APÓSTOLO



Diferente das epístolas escritas pelo apóstolo Paulo, a primeira carta de João não começa nem termina com saudações. Ela também se distingue pelo conteúdo, enriquecido pelas experiências espirituais do autor (1 Jo 1.1-4). Não poderia ser diferente, uma vez que foram três anos de ininterrupta convivência e aprendizagem ministerial com o Mestre. Isto a torna um dos livros da Bíblia mais instrutivos e edificantes para o cristão.



                                 CONHECENDO O AUTOR DA CARTA



João, filho de Zebedeu. É o mesmo que escreveu o Evangelho que leva o seu nome (Jo 20.20; comparar 1 Jo 1.1; 5.7 com Jo 1.1), a epístola que vamos estudar neste trimestre e o livro de Apocalipse. Dentre os discípulos de Jesus, foi o mais íntimo (Jo 20.2; 21.20). Algumas peculiaridades comprovam este fato:

a) João compartilhou dos momentos mais difíceis de Jesus (Mc 14.33,34);

b) Foi o único dos discípulos que permaneceu, até ao fim, ao pé da cruz (Jo 19.25,26);

c) Três dias após o sepultamento do Mestre ele foi ao sepulcro em busca do corpo do seu amigo Jesus, que já não estava lá (20.2).

Por tudo isso, mais tarde, entende-se porque Paulo o considera como uma das colunas da igreja (Gl 2.9).



 Um autor com uma característica singular. João consegue demonstrar em suas cartas que foi transformado pelo amor de Deus, o Pai (Jo 3.16), e de seu Filho, Jesus Cristo (Jo 15.13). O apóstolo reconhece no amor do Eterno pela humanidade a essência da vida cristã e do autêntico cristianismo. É isso que se espera ver no comportamento de todos os que foram alcançados pelo evangelho de Cristo Jesus (2 Jo 5,6).

A verdade de Deus deve ser dita sem rodeios, entretanto, é preciso fazê-lo com amor (Ef 4.15). Esta é outra característica singular de João, ele apresenta verdades incontestáveis e doutrinárias, mas sempre dosadas com amor. Motivado por este atributo de Deus, João mostra o resultado dos que desobedecem às Santas Escrituras (1 Jo 1.10; 2.11,28; 3.14b). Elas são como uma lâmpada através da qual o cristão enxerga e entende para onde está caminhando (Sl 119.105). Contudo, não basta ler e entender a Bíblia Sagrada, é necessário ser membro do Corpo de Cristo, a sua Igreja (Mt 16.18), e submeter-se ao seu pastor local para cuidar do seu crescimento e aperfeiçoamento espirituais (Ef 4.11-13).



                          O PROPÓSITO DA CARTA DE JOÃO



Os escritos de João têm como propósito apresentar o Senhor Jesus Cristo como a manifestação do amor de Deus. Outro objetivo é fazer os irmãos saberem, com certeza, que os que crêem no nome do Filho de Deus, têm a vida eterna (1 Jo 5.13; Jo 1.12). Naqueles dias surgiram na grande cidade de Éfeso e região, área sobre a qual o apóstolo exercia seu ministério pastoral, muitos enganadores que, através de falsas doutrinas, intentavam induzir os crentes ao erro, razão pela qual João escreveu as três cartas (1 Jo 2.19,26; 3.2; 2 Jo v.7). Surgiram "anticristos" (1 Jo 2.18), mentirosos (2.22), e falsos profetas (4.1), contudo, João expôs a hipocrisia de todos esses e confirmou a fé dos autênticos crentes.

 Erro concernente a Cristo. João acusa os hereges de afirmarem “ter” o Pai, mas negar o Filho (2.22-24). Eles ensinavam que Jesus era apenas um homem, filho natural de José e Maria. Em outras palavras, eles não criam em Cristo como o Deus encarnado. Não reconhecer a encarnação de Cristo é negar as profecias do Antigo Testamento e a mensagem do seu cumprimento em o Novo (Is 7.14; 9.6; Jo 1.1,14). Ao dizer que Jesus é o Cristo prometido, João está afirmando que Ele é o Deus encarnado cujo sacrifício resgatou-nos da maldição do pecado. Não considerar esse fato é negar a expiação por Cristo, o Filho de Deus (Is 53.4-10; Jo 4.25,26; 6.69; Mc 15.39). Inclusive, o apóstolo afirmou que a negação deste fato era uma das formas de identificar os “falsos espíritos” (1 Jo 4.3).

 Auto-engano moral. Os princípios de comportamento e doutrina desses hereges eram totalmente enganosos, pois ensinavam que o corpo é apenas o invólucro do espírito, de maneira que seu comportamento não compromete o aspecto espiritual, ou seja, nada do que a pessoa faz através do corpo pode prejudicar o espírito. O apóstolo previne os cristãos contra este erro e ensina que quem comete pecado é do Diabo, porque o Adversário peca desde o princípio. Entretanto, ele também ensina que o Filho de Deus se manifestou para desfazer as obras do Diabo (3.8,9).

Ainda hoje há pessoas que se enganam com a falsa premissa de que Deus quer apenas o coração. Não só o apóstolo João, mas Paulo também lutou contra uma falsa doutrina semelhante. Ele nos adverte: o corpo é o templo do Espírito (1 Co 6.19; cf 1 Co 3.16), e seremos julgados por tudo o que fizermos por meio do corpo, bem ou mal (2 Co 5.10). A Bíblia adverte ainda que, para a vinda do Senhor, devemos manter irrepreensíveis espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23).

Jesus com ênfase alertou uma mulher pecadora trazida à sua presença e um paralítico curado sobre “não pecar mais” (Jo 8.11; 5.14), demonstrando-nos que espera um santo viver de quem o aceita como Salvador. O apóstolo João destaca muito bem no capítulo 1, versículos 7 a 10 de sua primeira epístola, a correta atitude do crente em relação ao pecado. O crente não é impecável, mas ele pode triunfar e vencer o pecado, por Nosso Senhor Jesus Cristo (1 Jo 1.7,9; Rm 8.2; 6.12-14). “Meus filhinhos estas coisas vos escrevo, para que não pequeis: e se alguém pecar, temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 Jo 2.1).

 A auto-exaltação espiritual. Esses heréticos a que se refere João se apresentavam como os homens mais entendidos nos mistérios de Deus e tentavam desviar os irmãos efésios das verdades divinas, com falsas revelações extraordinárias e antibíblicas (4.1-3). Como ocorreu no passado, nos dias atuais o espírito maligno do engano continua agindo através dos que se auto-intitulam concessionários de novas verdades doutrinárias, como se a Bíblia não contivesse tudo que o homem necessita para obter a sua salvação e viver uma vida plena em Cristo Jesus (Rm 5.20). Nestes seus últimos dias na terra, a Igreja deve estar atenta a esta investida satânica de falsas doutrinas (1 Tm 4.1,2; 2 Co 11.13-15; 2 Tm 3.1-5). Ela deve andar embasada somente na verdade que é a Palavra de Deus - as Sagradas Escrituras. 



A visão panorâmica da presente lição realça a importância desta carta do apóstolo João que, como toda a Bíblia, é sempre atual. Ela vem ao encontro das necessidades da Igreja de todas as épocas, principalmente a do presente momento, que vem sendo atacada pela oferta de coisas terrenas, cujos valores são ilusórios e passageiros se comparados às riquezas espirituais e eternas que já temos recebido de Deus por meio de seu Filho. Cada cristão deve, além de estar em contato permanente com a Palavra de Deus - condição básica para manter-se fiel até a volta de Cristo -, permanecer na luz e cultivar o seu amor pelos irmãos.



"Teologia dos Escritos Joaninos".A teologia joanina, em essência, é cristológica. A pessoa de Jesus Cristo está no centro de tudo que o apóstolo escreve. Quer no Evangelho de João, com sua ênfase única na Palavra de vida em meio à controvérsia do cisma da Igreja, quer em Apocalipse, com suas visões doCristo exaltado (Ap 1.12-16) e de seu triunfo final, o principal objetivo do apóstolo é explicar a seus leitores quem Jesus é. Inevitavelmente, a tentativa de discutir a teologia dos escritos joaninos dividindo-os entre as categorias tradicionais da teologia sistemática (por exemplo, antropologia, soteriologia, pneumatologia, escatologia) gera algumas distorções, pois João não organizou seu material de acordo com essas linhas. Ao contrário, ele tinha um foco central, Jesus Cristo. Muito do que João escreveu a respeito de Jesus, em especial, no Evangelho e nas três epístolas, foi temperado por anos de reflexão e experiência cristã, mas Cristo está sempre no centro. Todavia, isso não quer dizer que João não fala nada sobre antropologia, soteriologia, pneumatologia ou escatologia. Isso só quer dizer que tudo que ele diz sobre esses tópicos e outros está quase sempre relacionado à sua ênfase cristológica" (HARRIS W. H. In ZUCK, R. B. (Ed.) Teologia do Novo Testamento. RJ: CPAD, 2008, p.187).





As expressões utilizadas por João no trato com as suas ovelhas - “Filhinhos” -, podem oferecer uma falsa impressão sobre esse homem, que foi considerado por Paulo como uma das colunas da Igreja (Gl 2.9). É possível que alguém o ache fleumático “por natureza” e, assim, pense que era fácil ser “amoroso”. Não obstante, não se pode perder de vista o fato indiscutível de que este mesmo homem, que é carinhosamente tratado pelos cristãos de “apóstolo do amor”, já foi chamado pelo próprio Senhor Jesus Cristo, juntamente com seu irmão Tiago, de “Filhos do Trovão” (Mc 3.17). No episódio narrado pelo evangelista Lucas, em que o Senhor e os seus discípulos estavam de viagem para Jerusalém, o caminho alternativo para encurtar a rota levava-os a passar justamente por Samaria (Lc 9.51-56). Devido à animosidade que havia entre os samaritanos e judeus, os discípulos que precederam o Senhor não foram recebidos. A reação dos “Filhos do Trovão” foi não somente intempestiva e arbitrária, como odiosa e vingativa: “Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?” (Lc 9.54). Esse comportamento não se parece em nada com o João amoroso das epístolas. éa mesma pessoa, entretanto, há uma diferença: aquele era o João carnal, querendo fazer justiça com as próprias mãos, e o das epístolas é o homem que nasceu de novo e foi transformado pelo Senhor Jesus Cristo.



esboço
O esquema a seguir reflete a estrutura de um discurso típico deliberativo que era comum no mundo de John
I. Introdução: o objetivo da epístola 1:1-4
II. Viver na luz da comunhão com Deus 01:05-02:11
A. Manter-se no caminho, caminhando na luz de Deus 01:05-02:02
B. Atingindo o objetivo de conhecer o Deus da luz 2:3-11
III. Inimigos Resistir 2:12-27
A. apreciando avanços espirituais 2:12-14
B. Reconhecendo adversários espirituais 2:15-27
1. Resistindo ao mundo 2:15-17
2. Resistindo os anticristos 2:18-27
IV. Viver na expectativa de o tribunal de Cristo 02:28-04:19
A. Abiding para enfrentar com confiança Cristo 02:28
B. Aprender a ver os filhos de Deus 2:29-3:10 um
C. Aprender a ver o amor cristão 3:10 b-23
1. Que o amor não é 3:10 b-15
2. Que amor é 3:16-18
3. Que amor não para os crentes 3:19-23
D. Aprender a ver o Deus de amor 3:24-04:16
1. Habitação de Deus afirmou 3:24
2. Espírito de Deus reconheceu 4:1-6
3. Habitação de Deus reconhecido 4:7-16
E. Ter ousadia o tribunal de Cristo 4:17-19
V. Aprender a viver obedientemente 4:20-5:17
A. O significado do amor fraterno 4:20-05:03 um
B. O empoderamento do amor fraterno 5:03 b-15
C. As conseqüências do amor fraternal 5:16-17
VI. Certezas cristãs 5:18-21


                                          CARTA DE JOÃO N.2

                                                       introdução

                                             Antecedentes Históricos

O Escritor se identificou Como "o ancião" (v. 1). Os Escritos dos Pais da Igreja primitiva atribuir a autoria Desta Epístola AO Apóstolo João. Os Primeiros cristãos comumente reconhecido Como "o ancião" vista em. Poderíamos esperar that John parágrafo descrever a si MESMO Como "o apóstolo", Como Paul costumava Fazer, Uma Vez Que Este E hum carga de Maior Autoridade que Opaco Velho. No entanto, o Apostolado de João Localidade: Não era passível de impugnação Como Paulo was. Localidade: Não HÁ Evidência de Que OS Primeiros cristãos questionou Como fizeram Apostolado de Paulo. Era "Elder" um Título Mais carinhoso, e elementos, Sem Dúvida, representou o Papel de John empreendedorismo como Igrejas, Pelo Menos Localidade: Não oficialmente, se Localidade: Não oficialmente. He was, provavelmente, um Homem Mais Velho, Neste Momento also.
"Ao Contrário de 1 João, 2 e 3 João se enquadram na categoria de Cartas Pessoais".
A Identidade fazer destinatario UO Destinatários Desta Epístola ESTA los Questão. Alguns estudiosos TEM Concluído Opaco João escreveu um UMA senhora Específico e SEUS Filhos (v. 1). [2] Destes Intérpretes alguns acreditam Que o Nome Dela era Eklekta (da Palavra grega eklekte significa "escolhido", v 1). Isto É Improvável parece, não entanto, o Porque John also Chamado Irmã Desta senhora eklekte nenhum versiculo 13. OUTROS Que acreditam Que elemento escreveu parágrafo UMA senhora Específico TEM sugerido Que o Nome Dela era Kyria (a Palavra grega traduzida Como "senhora", v 1). No entanto, parece Isto É Improvável, tendão los Conta a Morada do plural John USADO nenhum verso Demasiado 8. A (cf. 1 Ped 5:13). Explicação Mais provável E Opaco João personificada UMA Igreja Específico local, Como UMA senhora E os cristãos Nele Como SEUS Filhos. [3] Essa Visão se harmonização com uma personificação da Igreja Como Noiva de Cristo (Ef 5:22-23;. 2 Coríntios 11:02;. Rev. 19:07). Arena from fazer Ministério de João was a Ásia Menor, um Ser UMA Probabilidade de Este Igreja Naquela Província Romana e bom.

Como CONDIÇÔES existentes na Igreja Opaco João abordados São Muito semelhantes EAo Que elemento referido los SUA Primeira Epístola. Portanto, o ritmo de Composição parece ter Sido Muito Próximo daquele de hum John: AD 90-95. Éfeso parece Ser o provável local de fazer Mais Que João escreveu letras.

esboço
I. Introdução vv. 1-3
II. A importancia fazer vv Verdade. 4-11
A. Praticando o vv Verdade. 4-6
B. Proteger o vv Verdade. 7-11
III. Vv Conclusão. 12-13
O seguinte E hum bom Esboço expositivo do Livro. [4]
A UMA Verdade gera Comunidade Cristã Exclusivo (vv. 1-3).
A Verdade Exige UMA Ética Cristã distintiva (vv. 4-6).
Um envolvem o Verdade uma doutrina Cristã proposicional (v. 7).
A Verdade requer Vigilância Cristã incessante (vv. 8-11).


                                       CARTA DE JOÃO N.3

                                         introdução

                            Antecedentes históricos

Terceiro John é provavelmente a letra mais pessoal no Novo Testamento. A maior parte das epístolas originalmente foi, é claro, para as igrejas ou grupos de cristãos. Primeiro e 2 são ambos John deste tipo. As Epístolas Pastorais, enquanto enviados a indivíduos específicos, ou seja, Timóteo e Tito, estavam obviamente escrito com uma grande circulação em mente também. Filemom, também, dá provas de que Paul destina seu destinatário para compartilhá-lo com a igreja que se reunia em sua casa. Terceiro John também tem um valor universal, e os primeiros cristãos reconheceram que beneficiaria toda a igreja cristã. No entanto, o conteúdo desta carta é mais pessoal.
". . . 3 João mostra a independência de convenções epistolares encontrados em outras partes do NT (incluindo 2 João), e mais se conforma com o padrão secular de carta escrita no século I dC. . . Em 3 João o que inclui uma saudação com um desejo de saúde; e expressão de alegria com a notícia do bem-estar do destinatário; o corpo da carta, que contém a promessa de outra epístola; e, no fim, os cumprimentos de e para amigos em comum (cf. os papiros). "
O autor era, evidentemente, o apóstolo João que se identificou como "o ancião" aqui (v. 1), como fez em 2 John. O impressionante semelhança em conteúdo, estilo e terminologia nestas duas epístolas confirma a antiga tradição que João escreveu os dois.

Como não há evidência interna a respeito de onde Caio morava, a maioria dos intérpretes tê-lo colocado na província romana da Ásia, o destino mais provável de 1 e 2 de John. Seu nome era comum no mundo grego. Outros Gaiuses mencionados no Novo Testamento incluem o homem Paulo batizou em Corinto (.. 1 Cor 1:14; talvez o mesmo como anfitrião de Paulo em Corinto, Rom 16:23), companheiro macedónio de Paulo em sua terceira viagem missionária (Atos 19: 29), e Gaio de Derbe (Atos 20:04). Nenhum desses Gaiuses viveu na província da Ásia, no entanto, nem quando João escreveu, tanto quanto sabemos.
O processo de estabelecimento de uma data para a escrita de 3 João foi dedutivo também. Provavelmente João escreveu esta carta quase ao mesmo tempo, ele escreveu 1 e 2 de John, AD 90-95, e de Éfeso.
"A linguagem de 3 João sugere que é, em parte, uma carta de recomendação para Demetrius (3 João 12), que é, aparentemente, o mensageiro de que, juntamente com 2 João (e, talvez, um John também ...)" [2]
esboço

I. Introdução v. 1
II. Defender a verdade com amor vv. 2-12
A. Comenda de Gaius 'amor vv. 2-4
B. Incentivo para apoiar aqueles que proclamam a verdade vv. 5-10
C. Exortação para continuar este apoio em Demetrius 'caso vv. 11-12
III. Vv Conclusão. 13-14

                                            LIVRO DE APOCALIPSE

introdução

Antecedentes históricos

Os versos de abertura do Estado livro que "John", escreveu ele (1:1, 4, 9,. Cf 22:08). Desde o primeiro século até os dias atuais quase todos os estudiosos ortodoxos concluíram que isso significa que o apóstolo João [1]:. Um comentário exegético, pp 2-19; e John F. Walvoord, A Revelação de Jesus Cristo, pp 11-14 para uma discussão mais aprofundada da autoria.

Duas exceções notáveis ​​foram Lutero e Zwingli. Hoje muitos estudiosos que aceitam a inspiração divina do livro acreditam que o apóstolo João escreveu. Outros, é claro, acredito que algum outro João escreveu o livro. , p. LVI.
Alguns dos pais da igreja primitiva (Clemente de Alexandria, Eusébio, Irineu, e Vitorino) escreveu que o apóstolo João experimentou o exílio na ilha de Patmos, durante o reinado de Domiciano (1:9). [3]. Para um resumo desta tradição, consulte ISBOA T. Beckwith O Apocalipse de João, pp 366-93; George Eldon Ladd, um comentário sobre o Apocalipse de João, p. 8; e Raymond E. Brown, O Evangelho Segundo João, 1: lxxxviii-xcii.
Eles escreveram que o governo permitiu que John para voltar a Éfeso depois deste imperador morreu. Domiciano morreu em AD 96. Consequentemente, muitos intérpretes conservadores data da escrita deste livro perto AD 95 ou 96. Kenneth Gentry argumentou que João escreveu o Apocalipse, no final dos anos 60. [4] Vários escritores têm refutado essa visão preterista. [5]
"Talvez mais do que qualquer outro livro do NT, o Apocalipse apreciado ampla distribuição eo reconhecimento precoce". Onde foi que John começa a revelação de que ele escreveu este livro? Ele disse que recebeu de Jesus Cristo através da mediação angelical (1:1). A maior parte dos detalhes desta revelação foram, sem dúvida novo para John. No entanto, existem notáveis ​​paralelos entre esta revelação e ensino do Senhor Jesus no Sermão do Monte (Mateus 24-25, Marcos 13, Lucas 21). O livro do Apocalipse claramente constrói sobre essa base e expõe-lo. [7] As seções apocalípticas de certos livros do Antigo Testamento, particularmente Daniel, Isaías, Ezequiel, e Salmos-conter ex-revelação que Deus deu a Seus profetas sobre o fim dos tempos. John também aludiu muitas vezes em Êxodo, Deuteronômio, Jeremias e Zacarias. Um estudioso afirmou que 278 dos 404 versos de Apocalipse contêm referências ao Antigo Testamento. [8] do Reino Sociedade Bíblica grego do Novo Testamento apresenta mais de 500 passagens do Antigo Testamento. [9] Com todas estas alusões, no entanto, não há citações formais do Antigo Testamento. A revelação de que Jesus deu no Sermão do Monte e depois para John em suplementos Patmos que anteriormente revelação.
"Jesus em Seu [Olivet] discurso foi claramente antecipando o que Ele era mostrar John com muito mais detalhes de mais de seis décadas depois, aqui na ilha de Patmos". , pp 53-54.


                                          APOCALIPSE, O LIVRO PROFÉTICO DO NT

                                     Tema do Apocalipse 


“O Livro de Apocalipse pertence à categoria geral da literatura apocalíptica. A expressão literatura apocalíptica, no entanto, desagrada a alguns estudiosos por causa de sua ambiguidade. A própria expressão está baseada na palavra grega que significa ‘revelação’ (apokalypsis). Um apokalypse é uma revelação recebida através de uma visão, de um sonho, de uma viagem celestial ou (em alguns casos) de um mensageiro angelical. Acompanhando esse conceito, o livro de Apocalipse é um apokalypse, isto é, contém uma série de visões (Ap 9.17; 13.1; 21.2; 22.8), uma viagem celestial (4.1) e um mensageiro angelical (1.12ss; 10.1,8,9; 17.3,7,15; 22.8,16). Contém, também, uma escatologia apocalíptica, como aparece em uma série de outras passagens bíblicas (por exemplo: Is 24-27; 55-66; Ez 37-48; Dn 7-12; Jl [1 - 3]; Zc 14; Mt 24; Mc 13), mas o termo é demasiadamente controvertido e complicado para que possa ser definido através de uma ou duas frases.

 A escatologia apocalíptica parece surgir em momentos de grande tensão social [...]. A escatologia apocalíptica é uma tentativa de restaurar ou manter [...] [uma] visão global à luz (ou nas trevas!) de um mundo em rápida transformação” (ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2003, pp.1824,25).

O próprio autor declina o tema do Apocalipse: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer” (Ap 1.1). “Composto por uma série de visões, imagens, símbolos e figuras, o Apocalipse revela os conflitos do povo de Deus e a sua vitória final sobre o império das trevas. E conclui, mostrando os redimidos a desfrutar de todas as eternas bem-aventuranças” (Dicionário de Profecia Bíblica, CPAD).

Divisões do Apocalipse. Assim podemos distribuir o conteúdo do livro: 1) “As coisas que tens visto”: a visão do Cristo glorificado no meio dos sete candelabros (cap. 1); 2) “as que são”: as cartas enviadas por Jesus, por intermédio de João, às sete igrejas da Ásia Menor (caps. 2 e 3); 3) e as coisas “que depois destas hão de suceder”: a ascensão do Anticristo, a Grande Tribulação, o Milênio, o Julgamento Final e a inauguração da Jerusalém Eterna e Celeste (caps. 4-21).

No Dicionário de Profecia Bíblica (CPAD), encontramos outras informações acerca da estrutura do Apocalipse: “O conteúdo do livro pode ser dividido em oito partes: 1) As sete cartas às igrejas da Ásia Menor (1-3); 2) Os sete selos (4.1 a 8.1); 3) As sete trombetas (8.2 a 11); 4) As sete figuras simbólicas - a mulher vestida de sol, o dragão, o menino, a besta que saiu do mar, a besta que se levantou da terra, o Cordeiro no monte Sião e o Filho do Homem sobre a nuvem; 5) O derramamento das sete taças (15, 16); 6) A condenação eterna dos ímpios (17-20); 7) As glórias da Nova Jerusalém (21-22.5); 8) Epílogo (22.6-21)”.

 Objetivos do Apocalipse. João escreveu o Apocalipse, tendo em vista: 1) corrigir as distorções doutrinárias e desvios de conduta das igrejas da Ásia Menor; 2) consolar os santos que eram impiedosa e duramente perseguidos pelas autoridades romanas; 3) mostrar aos santos o que haveria de acontecer nos últimos dias; e: 4) alertar-nos quanto à brevidade e urgência da vinda do Senhor.
  
                                           A LEITURA DO APOCALIPSE 

 A produção de livros no período do Novo Testamento. O livro, na época de João, era um produto dispendioso e caro. Trabalhando cada obra artesanalmente, os escribas, sempre ciosos de sua profissão, cobravam pelo serviço um preço nada módico. Somente os ricos podiam sonhar com um livro à cabeceira.

 A leitura das Escrituras Sagradas. Na maioria das congregações, havia apenas um exemplar das Sagradas Escrituras. Para que todos fossem edificados, um oficial da igreja punha-se a ler a Palavra de Deus, enquanto a irmandade ouvia-o reverente e atentamente. Por isso a recomendação do Cristo: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” (Ap 1.3).

 A liturgia da Palavra. Embora tenhamos amplo acesso à Bíblia Sagrada, voltemos à liturgia da Palavra. Leiamos os profetas, ouçamos os apóstolos. Nesse ensejo, sugiro a leitura integral do Apocalipse, em voz alta, do púlpito de nossas igrejas, logo no primeiro domingo deste trimestre, para que todos, crentes e não crentes, ouçam-no e sejam bem-aventurados.
  
Que ninguém venha a menosprezar o Apocalipse, alegando tratar-se de um livro difícil e enigmático. Se o lermos com discernimento e paciência, viremos a constatar: a chave para a sua interpretação acha-se em suas próprias páginas. O Noivo jamais enviaria uma carta indecifrável à sua Amada.Você já leu o Apocalipse? Abra a sua Bíblia, e ponha-se a ler, agora mesmo, este maravilhoso e fascinante livro de Deus.

 “As Diversas interpretações.Muitos tentam fazer do Apocalipse um livro de adivinhações. Relacionam-no aos acontecimentos de suas respectivas épocas, para descobrir o que há de acontecer no futuro próximo. Esta interpretação é muito proeminente entre os que têm uma visão meramente histórica do livro. Estes intérpretes vêm comparando o Apocalipse com a história da Igreja desde o primeiro século, para realçar coisas como o aparecimento do papado e as invasões mulçumanas. Por conseguinte, não conseguem ver a Grande Tribulação no final dos tempos, pois espalharam os eventos do livro no decorrer da história da Igreja. Como se vê, cada geração de eruditos vem retrabalhando a interpretação do Apocalipse, numa tentativa de encaixar as profecias em suas respectivas épocas.

Outros possuem uma visão preterista do livro, e tentam relacionar suas profecias com eventos registrados no final do primeiro século, tendo-se Roma e seus imperadores mais proeminentes como pano de fundo. Noutras palavras: os preteristas creem que a maior parte do Apocalipse já foi cumprida há muito tempo atrás, restando-nos dele apenas interesse histórico. Devemos observar, porém, que o relacionamento que eles fazem entre o texto e o evento é muito subjetivo e precário.

Há ainda outros que rejeitam a tentativa de se identificar os eventos do livro com as fontes históricas. Optam por uma visão idealística do Apocalipse. Veem os símbolos e figuras simplesmente como representantes da disputa progressiva que há entre o bem e o mal, com a certeza do triunfo derradeiro da justiça. Acham que não haverá cumprimento literal de nenhum evento do livro. O que vemos, porém, é que apesar de o Apocalipse ter muitas figuras simbólicas, representam estas algo real . O Anticristo é chamado de a besta, mas será uma pessoa real, e cumprirá as predições feitas sobre ele noutras profecias, tais como 2 Ts 2.3-12, onde se diz que Cristo virá pessoalmente trazer triunfo final.

 O pré-milenismo interpreta as profecias do Antigo e do Novo Testamento de maneira literal, observando, porém se o contexto assim o permite. Reconheço haver cristãos que se consideram a si mesmos evangélicos, nascido de novo, e que sustentam diferentes posições de interpretar o Apocalipse. Contudo, depois de muitos anos de estudo e de ensino, creio que há mais evidências em favor da visão pré-milenial e da interpretação literal do que a das outras. A perspectiva pré-milenista e a futurista, juntas, encaixam-se melhor nas orientações de Jesus”Notas (HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001, pp.5,6,8). 

FONTE BIBLIA LUMINIA

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