terça-feira, 28 de outubro de 2014

ANGEOLOGIA


                                                                                   ANGEOLOGIA 

                     Anjos, ministros enviados por Deus

Alguns teólogos liberais acreditam que os anjos são apenas “essências platônicas” ou “emanações da parte de Deus”. Segundo eles, crer na existência dos anjos como seres racionais é “grosseira mitologia”. Essa posição, ajusta-se à crença racionalista assumida pelos saduceus no tempo de Cristo (At 23.8). Em outro extremo estão os místicos, os cabalistas, os ufologistas, que acreditam e adoram irracionalmente os seres celestiais, à semelhança dos antigos membros das religiões gnósticas (Cl 2.18). Somente o ensino das Escrituras é capaz de contestar o misticismo e o racionalismo desenfreado que têm invadido a sociedade, e até muitas igrejas.

                                         DEFINIÇÃO TEOLÓGICA

O vocábulo “angelologia” procede de dois termos gregos: angelos, traduzido por “mensageiro” ou “enviado”, e logia, “discurso” ou “tratado”. Angelologia, portanto, é a doutrina que estuda a natureza, o caráter, e a missão dos anjos, conforme as Escrituras. No Antigo Testamento, os anjos são chamados de mal’āk, isto é, “mensageiro ou representante”. Enquanto no grego e no hebraico, os anjos são denominados pela função (mensageiro), na língua aramaica, eram chamados de qaddîsh, isto é, “santos”, descrevendo-lhes o caráter e não apenas o ofício. Quanto ao caráter, a Bíblia afirma que os anjos são mansos (2 Pe 2.11), obedientes e poderosos (Sl 103.20), sábios (2 Sm 14.17), e reverentes (Is 6.2,3). A respeito do ministério angélico, a Escritura declara que: adoram a Deus (Sl 103.20; 148.2), protegem os servos de Deus (Sl 34.7), e executam juízos divinos (2 Rs 19.25).
A palavra original, tanto em hebraico e grego, significa mensageiro, e é assim traduzida, Mt 11:10 Lu 7:24. Muitas vezes, é aplicada a um mensageiro comum, Jó 1:14 1Samuel 11:3 Lucas 9:52; aos profetas, Isaías 42:19 Ageu 1:13; a sacerdotes, Eclesiastes 5:6 Malaquias 2:7; e até mesmo a objetos inanimados, Salmos 78:49 104:4 2 Coríntios 12:7. Sob o sentido geral do mensageiro, a palavra anjo é corretamente aplicada também a Cristo, como o Grande Anjo ou Mensageiro da aliança, Malaquias 3:1, e para os ministros do seu evangelho, os superintendentes ou anjos das igrejas, Apocalipse 2:1, 8, 12, etc. Em 1 Coríntios 11:10, os melhores intérpretes entender pelo termo “anjos”, os santos anjos, que estavam presentes em um sentido especial nas assembléias cristãs, e da reverência que lhes era devida pelas mulheres que deveriam colocar (véus, como um sinal de estar em sua sujeição a um poder superior) sobre suas cabeças.
Mas, em geral, na Bíblia, o termo é aplicado a uma raça de seres inteligentes, de uma ordem superior do que o homem, que circundam a Divindade, e que Ele emprega como Seus mensageiros ou agentes para administrar os negócios do mundo, e na promoção do bem-estar dos indivíduos, bem como de toda a raça humana, Mateus 1:20 22:30 Atos 7:30. Quer espíritos puros, ou com entidades espirituais, elas não têm organização corporal como a nossa, e não são distinguidos no sexo, Mt 22:30. Eles foram criados, sem dúvida, muito antes da criação do nosso mundo, Jó 38:7.
A Bíblia representa-os como extremamente numerosos, Daniel 7:10 Mateus 26:53 Lucas 2:13 Hebreus 12:22,23; como notáveis pela resistência, Salmos 103:20 2Pedro 2:11 Apocalipse 5:2 18:21 19:17 ; e para a atividade, Judas 13:20 Isaías 6:2-6 Daniel 9:21-23 Mateus 13:49 26:53 Atos 27:23 Apocalipse 8:13. Eles parecem ser de diversas ordens, Isaías 6:2-6 Ezequiel 10:1 Colossenses 1:16 Apocalipse 12:7. O seu nome indica a sua agência nas dispensas da Providência para com o homem, e a Bíblia abunda em narrativas de eventos em que eles tiveram uma participação visível. Todavia, neste trabalho eles agem como simples instrumentos de Deus, e no cumprimento dos seus comandos, Salmos 91:11; 103:20 Hebreus 1:14. Não devemos, portanto, pôr confiança neles, ou prestar-lhe adoração, ou orar em seu nome, Apocalipse 19:10 22:8,9. Embora as Escrituras não nos induz a crer que cada pessoa tenha seu anjo guardião especial, ela ensina de forma muito explícita que os anjos ministram cada cristão, Mateus 18:10 Lucas 16:22 Hebreus 1:14. Eles são intensamente envolvidos na salvação dos homens, Lucas 2:10-12 15:7,10; 1 Pedro 1:12; e irá partilhar com os santos a bem-aventurança do céu para sempre, Hebreus 12:22.
Esses anjos “que não guardaram o seu principado,” mas caíram e rebelaram-se contra Deus, são chamados os anjos de Satanás ou o diabo, Mateus 25:41, Apocalipse 12:9. Estes são representados como sendo “lançados para o inferno, e reservados com laços”, 2Pe 2:4. Ver sinagoga, Arcanjo.notas Fonte: American Tract Society Bible Dicionary(

 A doutrina dos anjos. A fim de corrigirmos alguns erros concernentes à natureza desses seres, é conveniente que o caro professor exponha esse tema com bastante objetividade. Apesar de os vocábulos mal’āk e angelos designarem a função dos anjos e não a sua natureza, as expressões “anjos do Senhor” ou “anjos de Deus”, descrevem claramente os anjos como seres morais procedentes de Deus. Isto é, possuem natureza espiritual singular. Apresente aos alunos a tabela “Aspectos da Natureza dos Anjos” a fim de reforçar a aprendizagem.
A angelologia bíblica é uma doutrina que nos leva a uma dupla reflexão. Se por um lado, somos confortados, sabendo que os anjos de Deus acham-se à disposição dos que hão de herdar a vida eterna (Hb 1.14); por outro, apesar de sua capacidade e poderio que lhes conferiu o Senhor, não devem nem podem ser adorados (Ap 19.10; 22.9).

                                                QUEM SÃO OS ANJOS

 Os anjos são criaturas morais. O Senhor Deus criou os anjos não para que fossem meros autômatos; criou-os dotados de livre-arbítrio, a fim de que o servissem amorosa e voluntariamente.
Eles são tratados por qualificativos que lhes ressaltam a responsabilidade moral: ministros e servos de Deus (Hb 1.7; Ap 19.10).
 A criação dos anjos. Canta o salmista terem sido os seres angélicos criados pela Palavra de Deus: “Mandou, e logo foram criados” (Sl 148.5; 33.6; Ne 9.6).


                                             OS ANJOS NA BÍBLIA
                                     Os anjos no Antigo Testamento


A. Origem. Os anjos não são eternos, pois foram criados (Cl 1.16; Ne 9.6) em um tempo antes da criação do mundo, evento ao qual estiveram presentes e no qual regozijaram-se. Jó 38.7. Eles não morrem e nem se casam. Lc 20.35,36; Mt 22.30. São inumeráveis (Hb 12.22; II Rs 6.17; Ap 5.11) e ministram geralmente ao redor do trono de Deus (Dn 7.10; Mt 22.30; Ef 3.10; Jo 1.51; Lc 2.13, 15), mas ministram também aos santos em qualquer lugar, às ordens de Deus. Hb 1.13,14; I Rs 19.5-8; Mt 4.11; Lc 22.43; SI 91.11,12; Dn 6.22; II Rs 6.15-18; Mt 26.53; Gn 19.11; Mt 18.10; At 5.19; 12.8-11; 8.3-6; Lc 12.22; Mt 24 31; SI 103.20; Lc 1.11-13,19; Mt 2.13,19,20; 1.20; II Rs 19.35; II Ts 1.7.

A palavra "anjo" significa "mensageiro". A lei foi dada pelos anjos. Hb 2.2; Gl 3.19; At 7.35. Eles acompanharão a Jesus na Sua volta aterra. Mt 25.31,32; II Ts 1.7,8. São executores da ira de Deus. Mt 13.24-30, 39-42, 47-50. São mais poderosos do que os homens. II Pe 2.11; SI 8.4,5; At 5.19; 12.7,23. São muito inteligentes (Dn 10.13; Mt 24.36) mas não são oniscientes e nem onipotentes. As prerrogativas de onisciência e onipotência só a Deus pertencem. Mc 13.32; Ef 3.10,11; I Pe 1.12. Não são dignos de adoração (Hb 1.6; Ap 22.8,9), apesar de serem gloriosos, Lc 9.26; Mt 28.2,3.(notas Laurence Olson o plano divino atravez dos seculos,cpad)


                                 

Em todo o Antigo Testamento a existência dos anjos é encontrada. A criação dos anjos é referida em Sal 148:2, 148:5 (compare com Col 1:16). Eles estavam presentes na criação do mundo, e ficaram tão cheios de admiração e alegria que eles “gritaram de alegria” (Jó 38:7). De sua natureza não nos é dito nada. Em geral, eles são simplesmente considerados como concretizações da suas missões. Embora provavelmente o mais santo dos seres criados, eles são cobrados por Deus com loucura (Jó 4:18), e é-nos dito que “Ele não confia nos seus santos” (Jó 15:15). As referências à queda dos anjos são encontradas somente na passagem obscura e provavelmente corrupta em Gen 6:1-4; e em passagens interdependentes: 2 Pedro 2:4 e Judas 1:6, que se inspiram no livro apócrifo de Enoque. Os demônios são mencionados (Ver Demônios), e embora Satanás apareça entre os filhos de Deus (Jó 1:6; 2:1), há uma tendência crescente em escritores posteriores a atribuir-lhe uma maldade que é todo o seu próprio ser. (Ver Satanás) .

Quanto à sua aparência externa, é evidente que eles suportaram a forma humana, e podem, às vezes, ser confundidos com os homens (Eze 9:2; Gen 18:2, 18:16). Não há nenhum indício de que eles apareceram alguma vez em forma feminina. A concepção de anjos como seres alados, tão familiares na arte cristã, não encontra apoio nas Escrituras (exceto, talvez em Dan 9:21; Ap 14:6, onde os anjos são representados como “voando”). Os querubins e serafins (Ver Querubim, Serafim) são representados como alados (Exo 25:20; Isa 6:2); alados também são as criaturas vivas simbólica de Ezequiel (Eze 1:6; comparar com Ap 4:8).

Como acima indicado, os anjos são mensageiros e instrumentos da vontade divina. Como regra, eles exercem nenhuma influência na esfera física. Em vários casos, porém, eles são representados como anjos destruidores: dois anjos são encarregados de destruir Sodoma (Gen 19:13), quando Davi faz o censo do povo, um anjo os destrói pela peste (2Sam 24:16), é por um anjo que o exército assírio é destruído (2Reis 19:35); e Ezequiel ouve seis anjos receber o comando para destruir aqueles que eram pecadores em Jerusalém (Eze 9:1, 9:5, 9:7). Neste contexto, deve notar-se a expressão “anjos do mal”, isto é, os anjos que trazem o mal sobre os homens de Deus e executam Seus julgamentos (Salmos 78:49; comparar 1Sam 16:14). Anjos aparecem a Jacó em sonhos (Gen 28:12; Gen 31:11). O anjo que atende Balaão é visível primeiro a jumenta, e não para ele (Nu 22ff). Anjos interpretam a vontade de Deus, mostrando o homem o que é certo para ele (Jó 33:23). A ideia de anjos cuidando de homens também aparece (Sal 91:11), embora a concepção moderna da posse de cada homem de um anjo da guarda especial não se encontra no Antigo Testamento.

Fonte: International Standard Bible Encyclopedia de James Orr, M.A., D.D., Editor General


A presença dos anjos, no Antigo Testamento, pode ser facilmente detectada nas seguintes passagens:
a) Na era patriarcal. Abraão e Jacó tiveram várias experiências com os anjos de Deus. Abraão encontrou-os em, pelo menos, duas ocasiões (Gn 18.1-33; 22.1-17); Jacó, em três (Gn 28.12; 32.1,24).
b) Na peregrinação de Israel a Canaã. A assistência dos anjos na peregrinação israelita rumo à Terra Prometida é claramente observada na chamada de Moisés (Êx 3.2), na proteção de Israel quando da travessia do Mar Vermelho (Êx 14.19) e em sua condução pelo deserto (Êx 23.23).
c) Na vida dos hebreus em Israel. Vejamos algumas: na época dos juízes (Jz 2.4; 6.11; 13.3); na época dos reis (2 Sm 24.16; Is 37.36); na atividade profética (Is 6.1-3; Dn 6.22). Aliás, é no profeta Daniel que encontramos a mais desenvolvida angelologia do Antigo Testamento. Pela primeira vez, na Bíblia, são os anjos chamados por seus respectivos nomes: Gabriel (Dn 8.16) e Miguel (Dn 10.13; 12.1).

                                    Os anjos no Novo Testamento.

 Eles podem ser encontrados tanto no ministério de Cristo quanto no avanço da Igreja.
a) No ministério de Cristo. No anúncio do nascimento de Cristo (Lc 1.26). Na proclamação de seu nascimento aos pastores (Lc 2.9-11). Na tentação do deserto (Mt 4.11). Em sua paixão e morte (Lc 22.43). E em sua ressurreição (Lc 24.1-12).
b) Na Igreja Primitiva. No conforto dos discípulos após a ascensão de Cristo (At 1.10,11). No livramento dos apóstolos (At 5.19,20; 12.7,8; 27.23,24). No auxílio à proclamação do Evangelho (At 8.26; At 10.3).

                                                O CARÁTER DOS ANJOS

 Os anjos como seres eleitos. Os anjos bons são assim classificados não por que hajam sido criados para serem eleitos (1 Tm 5.21); classifica-os dessa maneira a Bíblia devido à escolha que fizeram em servir ao Senhor dos Exércitos. Os que optaram em seguir a Lúcifer foram chamados de anjos das trevas. Demonstra-nos isso que, à nossa semelhança, são os anjos também dotados de livre-arbítrio.
 Os anjos são santos. Por que os anjos de Deus são dessa forma considerados? Em primeiro lugar, por haverem escolhido obedecer-lhe as ordens. Quanto aos outros, optaram por seguir a Satanás em sua rebelião contra o Senhor. Ler Mt 25.31,41 e Ap 14.10.
 Os anjos são sábios. São os anjos também considerados sábios em virtude de seu temor a Deus (Pv 1.7). No Antigo Testamento, eles são vistos como sinônimo de sabedoria (2 Sm 14.20). E esta não é meramente intelectual; é essencialmente amorosa tanto para servir e adorar a Deus como para auxiliar os que hão de herdar a vida eterna. Os anjos são sábios porque sabem fazer o bem e o fazem.
 Os anjos são obedientes. Na Oração Dominical, o Senhor Jesus mostra, de modo implícito, serem os anjos piedosamente submissos à vontade divina (Mt 6.10). Como se pode deduzir dessa passagem, são os anjos eficazes na execução das ordens que recebem do Senhor.

                                        A CLASSIFICAÇÃO DOS ANJOS

 Anjo do Senhor. Este é o mais especial dos anjos. Em nome de Deus, aceitava adoração (Êx 3.1-6; Js 5.13-15), executava juízos (Nm 22.22), intercedia pelo povo escolhido (Zc 1.12). A ciência de Deus encontra-se em seus lábios como nos lábios do sacerdote se achava a lei e o conselho (Ml 2.7).
A expressão “o anjo do Senhor”, dependendo da passagem, pode referir-se profeticamente ao Senhor Jesus em sua pré-encarnação. Em Ml 3.1b, “o anjo do concerto” é uma alusão a Ele. O “concerto” é certamente o de Mt 26.28.
 Arcanjo Miguel. Único arcanjo citado nas Sagradas Escrituras. Sua missão: conduzir os exércitos de Deus (Ap 12.7) e lutar em prol dos filhos de Israel (Dn 12.1). Foi ele quem sepultou o corpo de Moisés (Jd v.9). Ele é conhecido também como um dos primeiros príncipes (Dn 10.13). Arcanjo significa, literalmente, principal entre os anjos.
 Gabriel. Conhecido como varão, ou herói de Deus, aparece Gabriel como intérprete dos arcanos divinos. É ele quem explicou a Daniel o mistério das setenta semanas (Dn 9.20-27). Assistindo diante do trono de Deus (Lc 1.19), anunciou a encarnação do Verbo de Deus (Lc 1.26,27). Apesar de sua importância, a Bíblia não o menciona como arcanjo.
 Querubins. São os querubins responsáveis por sustentar o trono divino e por reivindicar seja o nome Todo-Poderoso constantemente santificado pelos homens (Gn 3.24; Sl 99.1; Ez 10.1). Pertencia Satanás à classe dos querubins (Ez 28.14). Dos textos bíblicos, inferimos serem os querubins uma das mais elevadas classes de seres angélicos.. São mencionados muitas vezes. Gn 3.22-24; Êx 25.17-20; Ez 1.5-25; 10.1-22; Ap 4.6-8. Dada a sua posição como guardas à porta do Jardim do Éden, sobre o lugar expiatório da Arca da Aliança, e em Ap 4.6-8, entendemos que o ministério deles seja o de vindicar a santidade de Deus contra o orgulho presunçoso dos ímpios, que, apesar de serem pecadores, desejam comer da árvore da vida. Gn 3.22-24. Em sua posição sobre a Arca contemplavam o sangue aspergido, o qual simbolicamente falava da justiça divina, provida pelo sacrifício de Cristo.A palavra "querubim" aparentemente significa "guardar" ou "cobrir". Entendemos que esses seres angelicais representam a glória da redenção. A glória do querubim, à porta do Jardim do Éden, relembrou Adão da glória perdida e ao mesmo tempo, daquela que Cristo restabeleceria. Entendemos também que as "criaturas viventes" de Ap 4 e as de Ez 1 são idênticas. Essas passagens indicam que o número de querubins é quatro. Contudo, esse número pode ser representativo. SI 68.17. Em algum tempo do passado houve mais um, o "querubim que cobria" - Satanás. Ez 28.14. Em razão do seu grande pecado, Satanás não está mais incluído ria categoria de "querubim".


 Serafins. A missão dos serafins que, em hebraico, significam ardentes, é magnificar o nome de Deus, louvando-o constantemente e exaltando a santidade divina (Is 6.1-6). Esta é a única passagem bíblica que os menciona.
 Outras classes angélicas. São também tidas como classes angélicas estas categorias mencionadas por Paulo: Jesus “é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele” (Cl 1.15,16).


                                                 A MISSÃO DOS ANJOS

 Enaltecer a Deus. Em Isaías lemos que os anjos não cessam de clamar dia e noite: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos” (Is 6.3). Quando do nascimento de Cristo, os anjos formaram corais que magnificaram o nome de Deus (Lc 2.13,14).
 Trabalhar em prol dos que hão de herdar a vida eterna. O autor da Epístola aos Hebreus descreve a missão dos anjos entre os santos em Hb 1.14. No livro de Atos, são os anjos enviados em diversas ocasiões para socorrer os discípulos de Cristo (At 5.19; 12.7; 27.23).
 Proteger a nação de Israel. Em Daniel 12.1, lemos que, nos últimos dias, levantar-se-á Miguel, o grande príncipe, para proteger a nação hebréia. Não fosse a intervenção divina, certamente Israel não mais existiria, pois muitos são os seus inimigos. Acontece que Israel é ainda povo de Deus, alvo de seus cuidados; aguarda-o um futuro promissor.

                                                O CULTO AOS ANJOS

Embora poderosos em obras, não podem os anjos ser adorados: são criaturas de Deus, nossos conservos e também comprometidos com a glória de Deus. Vejamos por que os anjos não devem ser objetos de nosso culto.
 Os anjos são criaturas de Deus. Somente o Criador é digno de toda a honra e de todo o louvor; sendo os anjos criaturas (Sl 33.6), têm como missão louvar a Deus.
 Os anjos são nossos conservos. Sendo eles criados por Deus, consideram-se nossos conservos (Ap 19.10).
 Os anjos são comprometidos com a glória de Deus. Esta é recomendação dos anjos: “Adora a Deus” (Ap 22.9). Erram, portanto, aqueles que, menosprezando o Criador de todas as coisas, buscam adorar a criatura (Rm 1.25). O culto aos anjos é uma perigosa idolatria, na qual muitos têm naufragado. Ler também Cl 2.18.É reconfortante saber que o Senhor nos colocou à disposição um exército eficiente que nos ajuda em todas as instâncias. Embora seja-lhes proibido anunciar o Evangelho, assistem-nos nesta gloriosa tarefa. Todavia, não podemos, sob hipótese alguma, adorá-los. Eles não são deuses; são servos de Deus e conservos nossos; servimos ao mesmo Senhor.
Devemos todos sempre dar graças a Deus pelo ministério providente e protetor dos seus anjos em nosso favor.

                                     As Evidências Bíblicas

Os anjos têm uma natureza incomparável; são superiores aos seres humanos (Sl 8.5), mas inferiores ao Jesus encarnado (Hb 1.6). A Bíblia ressalta os seguintes fatos a respeito deles:
 Os anjos são reais, mas nem sempre visíveis (Hb 12.22). Embora Deus ocasionalmente lhes conceda a visibilidade (Gn 19.1-22), são espíritos (Sl 104.4; Hb 1.7,14). Nos tempos bíblicos, seres humanos experimentavam, às vezes, efeitos da presença de um anjo, mas não viam ninguém (Nm 22.21-35). Às vezes, viam o anjo (Gn 19.1-22; Jz 2.1-4; Mt 1.20-25; Lc 24.4-6; At 5.19-20). Além disso, os anjos podem ser vistos sem serem reconhecidos como anjos (Hb 13.2).
 Os anjos adoram, mas não devem ser adorados. São incomparáveis entre as criaturas, mas nem por isso deixam de ser criaturas. Correspondem com adoração e louvor a Deus (Sl 148.2; Is 6.1-3; Lc 2.13-15; Ap 4.6-11) e a Cristo (Hb 1.6). Como conseqüência, os cristãos não devem exaltá-los (Ap 22.8,9); os que fazem, perdem a sua recompensa futura (Cl 2.18).
 Os anjos servem, mas não devem ser servidos. Deus os envia como agentes para ajudar os seres humanos, especialmente os fiéis (Êx 14.19; 23.23; Nm 20.16; 22.22-25; Jz 6.11-22; Sl 34.7; 91.11; At 27.23-25; Hb 13.2). Os anjos também mediam os juízos de Deus (Gn 19.22,24; At 12.23) e suas mensagens (Jz 2.1-5; Mt 1.20-24). Mas eles nunca devem ser servidos, pois assemelham-se aos cristãos num aspecto muito importante: são também servos de Deus (Ap 22.9).
 Os anjos acompanham a revelação, mas não a substituem total ou parcialmente. Deus os emprega, mas não são o alvo da revelação divina (Hb 2.2s). No século I, surgiu uma heresia que se constituiu num ‘pretexto de humildade e culto aos anjos’ (Cl 2.18). Envolvia dura disciplina do corpo sem nada fazer para refrear a indulgência sensual (Cl 2.23 - NVI). Sua filosofia enfatizava as idéias falsas de que: (a) os cristãos são inferiores na sua capacidade de abordarem pessoalmente a Deus; (b) os anjos têm capacidade superior nesse sentido; (c) a adoração lhes é devida por causa da sua intervenção em nosso favor. Paulo respondeu a essa heresia com um hino que glorifica a Cristo, que é a fonte da nossa glória futura (Cl 3.1-4).
 Os anjos sabem muitas coisas, mas não tudo. O discernimento que têm foi-lhes concedido por Deus; não é inato nem infinito. Sua sabedoria talvez seja vasta (2 Sm 14.20), mas seus conhecimentos, limitados: Não sabem o dia da segunda vinda de nosso Senhor (Mt 24.36) nem a plena magnitude da salvação dos seres humanos (1 Pe 1.12)”.(BAKER, C. D.; MACCHIA, F. D. Seres espirituais criados. In HORTON, S. M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1996, p.196-8.)


                                                       espiritos malignos

A. Satanás. Muitos negam a existência de Satanás, como fazem por exemplo os adeptos da seita falsa "Ciência Cristã", declarando que ele é simplesmente um "princípio mau" ou um erro que penetrou no pensamento humano. Satanás é geralmente representado em forma de caricatura, como tendo chifres, patas, rabo e garfos na mão e presidindo ao reino do fogo e enxofre. Os homens costumam envolver seu nome em pilhérias, enquanto outros o encaram como um ser intangível, mais parecido com os micróbios causadores de doenças.

1. Que dizem das Escrituras?

a. Satanás não é apenas um princípio, mas sim uma pessoa. I Pe 5.8; Ap 13.1-3.

b. Satanás tem muitos nomes. Ele é chamado "Satanás" (hebraico - adversário); Diabo (grego - caluniador ou acusador); deus deste mundo e chefe das potestades do ar, etc. Ele é mencionado de diferentes maneiras 177 vezes na Bíblia.
2. Ele é um grande dominador celestial.
 Ef 1.21; 6.10-12; II Co 4.4. Satanás não é deus do universo, nem da terra, pois, "A Jeová pertence a terra e a sua plenitude; o mundo e os que nele habitam". Contudo, ele é o "deus deste século", "o príncipe deste mundo", da presente ordem de coisas, e dos sistemas mundiais, incluindo as atividades comerciais, sociais, políticas e até religiosas. Vide Mt 4.8. Ele é também o autor da morte e reina sobre a mesma. Hb 2.14; Jo 12.31; 14.30: 16.11; Lc 4.5,6.

As passagens Ef 6.10-12 e Dn 10.12 e 11.1 indicam claramente que o reino de Satanás é organizado à base de principados e poderes, pois o anjo Gabriel foi impedido pelo príncipe do reino da Pérsia (Dn 10.13) de trazer a revelação de Deus a Daniel. Gabriel então foi auxiliado pelo anjo Miguel, o arcanjo, em sua peleja com aquele príncipe. Miguel também informou que teria que pelejar contra o príncipe da Grécia. Dn 10.20. Essas passagens provam que existe uma satânica oposição organizada contra Deus e o cumprimento das profecias. Satanás ocupa uma posição tão elevada que nem o próprio arcanjo Miguel tem coragem de proferir-lhe insultos. Jd 9.

3. A Origem de Satanás.

 Pelo "Oratório da Criação" de Jó 38.1-7 e passagens paralelas sabemos que as hostes angelicais foram criadas antes da criação do mundo material. Cl 1.16; Gn 1.1,31. Os anjos presenciaram essa criação. Jó 38.7. Em seguida foi criado o homem. Gn 1.26,27.

4. Chamado "o querubim ungido que cobre".

 Ez 28. 11-19. Um estudo minucioso desta passagem revela que o "rei de Tiro" mencionado aqui não pode ser um mero homem mortal, mas sim um ser angelical descrito como possuindo "a perfeição da sabedoria e da formosura". “O Éden” mencionado não é o Éden do tempo de Adão, em que Satanás entrou como rebelde e usurpador, mas sim um "Éden" anterior ao qual ele presidia. E interessante comparar as pedras mencionadas aqui com aquelas de Ap 21.11-21. Esse esplendor talvez indique algo da glória do palácio em que Satanás residia, em que provavelmente recebia altas honras da parte dos demais anjos. A descrição no versículo 14 indica que Satanás ocupava um lugar de destacada honra e que tinha acesso à glória divina. Vide Êx 24.10-17; Ez 1.15,22,26; Jó 1.6; Zc 3.1,2.

5. A Queda de Satanás.

 Ezequiel 28.15-1G revela que a queda de Satanás foi provocada pelo pecado de orgulho, ambição pessoal, e soberba de espirito. Is 14.13,14. Provavelmente teve inveja de Jesus, o Filho de Deus, que ocupava uma posição ainda mais elevada. I Tm 3.6. Segundo a opinião de certos eruditos, Ez 28.16 poderia ser assim traduzido: "Pela abundância da tua calúnia encheu-se de violência o teu interior". Assim se verificou a queda. Satanás até a presente data continua sua obra de caluniar a Deus perante os homens e caluniar os homens perante Deus. I Tm 3.6; Ap 12.10. Seu nome em grego é "ho diabolos", o caluniador. Jó 1.6-9; Gn 3.15.

Quanto à época em que se deu sua queda, certamente foi em algum tempo antes da restauração da terra presente, pois logo no início do estágio presente da terra, Satanás penetrou o cenário terrestre para exercer a sua malícia. Gn 3.1-5. Certos eruditos consideram a queda de Satanás e dos anjos que o acompanharam como o fator principal da grande ira de Deus contra a terra original, resultando disso sua ruína, descrita em Gn 1.2. Essa opinião naturalmente pressupõe que Satanás e seus anjos eram os habitantes originais da terra. Ez 28.13.

6. A Obra de Satanás.

Em Gn 3.15 lemos: "Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente é a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar". À luz desta profecia, vemos a razão de muitas coisas que de outra forma dificilmente se explicariam. As atividades de Satanás através dos séculos sempre visaram "A Semente da mulher", o Messias, por Quem o mundo seria redimido. János dias ante-diluvianos Satanás quase conseguiu corromper toda a raça humana, sendo fiel a Deus apenas a família de Noé. Gn. 5,7. Outra vez ele quase conseguiu conduzir toda a humanidade no caminho da idolatria, no caso da Torre de Babel. Gn 11.
Ainda procurou arruinar a linhagem escolhida de Abraão, tentando corromper Sara. Gn 12.14-16. Felizmente, não o conseguiu. Depois ele tramou um plano para Abraão ter um filho fora do plano de Deus. Esse foi Ismael, filho de Hagar, o qual quase chegou a ocupar o lugar destinado ao filho da promessa, que era Isaque. Gn 17.18. Em outra ocasião Sara esteve em sério perigo de ficar envolvida com Abimeleque, rei de Gerar. Gn 20.7. Com o nascimento de Isaque (Gn 21.1-3), observamos como Satanás persistiu em seus ataques contra a descendência desse homem, por meio de Esaú, o qual procurou matar seu irmão Jacó, portador do direito de primogenitura. Gn 27.41-45.

Acompanhando a história de Israel, agora multiplicada em grande nação, vemos a mão de Deus na preservação de José no Egito (Gn 50.20), na chamada de Moisés para ser o libertador do povo (Êx cap. 2), e na preservação de Israel na travessia do Mar Vermelho. Êx 15.1-14. Revelando a mais tenaz perseguição, Satanás tentou acabar com essa nação, visando impedir a vinda ao mundo do Redentor. Junto ao Monte Sinai (Êx 32), Satanás conseguiu corromper a nação de Israel, e se não fossp a oração intercessória de Moisés, que se interpôs entre o povo e Deus, Ele teria eliminado todos os israelitas.

A história dessa luta continua através do deserto, durante os quarenta anos de perseguição, e já na própria terra prometida, e até ao tempo dos juizes e dos reis. Especialmente contra Davi, com quem Deus renovou a aliança, Satanás lançou alguns dos seus ataques mais ferozes. (Considerando este fato, talvez poderemos ter mais complacência para com Davi, apesar do seu grande pecado.) Em certa ocasião a casa de Davi ficou reduzida a um só herdeiro, Joás, um menino. Contudo, a linhagem real foi maravilhosamente preservada pela fidelidade de Jeoiada, e o príncipe Joás chegou ao trono, a despeito das maquinações de Atai ia.

Muito poderíamos relatar da luta de Satanás contra o plano da salvação através do período do Cativeiro, do regresso para a Palestina, e até contra a própria vida de Jesus Cristo, por exemplo, Herodes e sua matança dos inocentes. Na vida de Jesus muitas vezes Satanás O atacou, mas graças a Deus Jesus venceu, sendo a Sua maior vitória a da cruz no Calvário e a ressurreição ao terceiro dia. Assim a redenção, prometida à raça humana em Gn 3.15, veio a concretizar-se integralmente! Glória a Deus!

7. O Caráter de Satanás.

 Verificamos que o nome Satanás (Heb. Satan; Grego - Satanás) revela não só a sua personalidade como também o seu caráter. Significa que ele é o inimigo, e o adversário. O nome Diabo (grego - diabolos) significa o falso acusador. Ele é o pai da mentira, o homicida, e o ímpio. É a causa primária dos pecados e é muito astuto. Ap 12.7-11; II Co 2.11; Ef 6.11,12; II Co 11.14; Jo 8.44; I Jo 3.8. Satanás é maligno. Lc 8.13; I Pe 5.8; II Co 4.4; I Jo 5.19. Ao mesmo tempo ele é covarde. Tg 4.7. Satanás é conhecido pelos nomes: dragão, o maligno, o anjo do poço do abismo, o príncipe deste mundo, o príncipe das potestades do ar, o deus deste mundo, apoliom, abadom, Belial e Belzebu.

8. Os ardis de Satanás.

 Imbuído de inveja, Satanás conseguiu dominar os nossos primeiros pais, e com eles toda a raça humana. Somente pela regeneração poderá o homem livrar-se do poder de Satanás. E mesmo depois de se converter, a pessoa ainda passará por muitas tentações que têm por objetivo fazê-la cair novamente. Parece que quanto mais o crente se esforça para fazer a vontade de Deus, mais severos ficam os ataques do inimigo. Satanás não somente ataca o indivíduo, como também a coletividade, inspirando a maior parte das religiões do mundo, justamente para enganar os homens. Jesus quando veio ao mundo não veio como inventor de religiões, mas sim para dar a Sua vida para nos prover da vida eterna! Glória a Deus!

a. A diversão.

 II Co 4.4; I Tm 3.7. Satanás sempre procura ocupar os pensamentos dos homens com as coisas temporais, com os prazeres da carne que passam logo, para evitar que pensem em Deus, na eternidade e nas coisas espirituais. Ele nega o caminho da redenção pelo sangue e substitui essa verdade pelas atraentes teorias falsas.

b. Ilusão

. Gn 3.4; Ez 13.22; II Ts 2.9-11. Satanás faz o homem pensar que poderá estabelecer a sua própria justiça através de boas obras e rituais religiosos.

c. Vacilação.

 Mt 6.24; II Co 6.14,15; 7.1. Muitas pessoas, pelo ardil satânico, julgam que podem andar com Deus e com o mundo ao mesmo tempo. A Bíblia afirma que isso é impossível. O homem terá que escolher, ou Deus ou o mundo.

d. Ceticismo.

 Rm 14.23. Por suas sutis insinuações, Satanás semeia dúvidas nos corações. Sua maliciosa interrogação no Jardim do Édem "E assim que Deus disse?" serviu para envenenar o clima espiritual do mundo desde então. Gn 3.1-6.

e. Trevas.

 Is 50.10; Rm 1.21; II Co 4.4. O "príncipe das trevas" não somente subjuga os ímpios em trevas, como também procura ofuscar a experiência do próprio crente. Mesmo os mais ilustres homens de Deus têm passado por esses repetidos ataques do maligno.

f. Desânimo.

 Hb 6.1; 9.14. Às vezes é pelo desânimo que o inimigo procura vencer o crente. Mesmo a fraqueza ou enfermidade física pode enfraquecer um servo de Deus, se não estiver bem firmado sobre a Rocha. At 10.38; Lc 13.16. Não raras vezes Satanás se utiliza de acusações falsas para provocar desânimo.

g. Procrastinação.

 At 24.25; 26.28; Êx 8.25-28, 10.24,25. Este ardil é um dos mais perigosos para qualquer pessoa, sendo responsável pela destruição no inferno de milhões de incautos que alimentavam o desejo de, algum dia, aceitar a Jesus por seu Salvador. Mas a morte os surpreendeu privando-lhes da oportunidade, e jamais serão salvos. É triste!

h. Transigência com o mal.

O Diabo procura de toda maneira levar o crente a transigir e tolerar o mal. Uma parte deste trama satânico é o movimento ecumênico que visa unir todas as religiões, sob uma só bandeira. Ap 3.9; II Co 11.14,15.

9. Como o Crente Poderá Defender-se contra Satanás.

a. Revestir-se da armadura de Deus. Ef 6.10-18.

b. Perceber as maquinações e espertezas dele. II Co 2.11.

c. Não dar lugar a Satanás. Ef 4.27. (Note o contexto, vers. 26, a referência à ira).

d. Resistir-lhe. Tg 4.7.

e. Ser sóbrio e vigilante. I Pe 5.8.

f. Vencê-lo (Ap 12.11) pela: 1) PALAVRA (I Jo 2.4), a espada do Espírito. Hb 4.12; 2) pelo SANGUE, e pela palavra do testemunho (Cl 2.14,15); e 3) EM CRISTO. Ef 1.19-22; 2.6; I Jo 5.8; Cl 1.13; Jo 10.28,29. A vitória de Jesus sobre Satanás é nossa também, mas é imprescindível que permaneçamos nEle e que o poder do Espírito Santo opere em nós.

10. O Destino de Satanás.

 Satanás já foi deposto do seu elevado estado que outrora ocupava. Ez 28.16; Lc 10.18; Jo 8.44. Jesus o viu cair. Durante a Grande Tribulação ele será lançado por terra. Ap 12.9-12. Como foi predito em Gn 3.15, Satanás já é um inimigo vencido, vencido por Cristo durante a Sua vida (Mt 4.1-11; Jo 14.30) e na Sua morte no Calvário. I Jo 3.8; Hb 2.14; Cl 2.15; Jo 12.31; I Co 15.55; Rm 16.20.

a. Será algemado por 1.000 anos no poço do Abismo.

 Ap 20.1-3. (Confira no Mapa das Dispensações, observando a linha ondulada da Grande Tributação ao Abismo).

b. Depois de 1.000 anos será solto.

 Ap 20.7,8. Esse espaço de tempo será curto, mas suficiente para ele sair enganando as nações da terra para fomentara rebelião de Gogue e Magogue, citada na referência acima.

c. Será lançado para sempre no Lago de Fogo. Ap 20.10. Isso acontecerá depois do levante de Gogue e Magogue. Mt 25.41; Is 14.17,18; II Ts 2.8. (O estudante deve seguir a linha ondulada referente a Satanás, no Mapa das Dispensações, verificando que ela sai do Abismo, vai para a terra e depois para o castigo eterno no Lago de Fogo). 11. Por que Deus tolera Satanás aqui no Mundo? Oferecemos as seguintes três razões: 1) Para desenvolver o caráter do cristão, e bem assim a sua fé. Lc 22.31; Rm 8.28. Adão foi provado a fim de que a sua inocência passasse a ser santidade, que é algo mais perfeito do que a simples inocência. 2) Prover um conflito, para que os santos possam ser vencedores e receber recompensa. Jó 1.2; I Jo 2.13. Essa vitória não será de nós mesmos. 1 Jo 4.4; II Co 12.7,8. 3) Demonstrar nos decaídos seres humanos que o poder de Deus é muito maior do que o poder de Satanás.

B. Os Anjos Decaídos.


1. Os anjos atualmente associados com Satanás.

 Estes são os instrumentos de Satanás no seu domínio sobre o mundo. Ocupam posições de autoridade sobre,as nações e os povos. Dn 10.13,20; Is 20.21. O "príncipe do reino da Pérsia" resistiu ao mensageiro/de Deus por 21 dias e o "príncipe da Grécia veio contra ele, na volta. Parece que o único anjo santo que tem jurisdição sobre uma nação é Miguel, o grande príncipe que se levanta a favor dos filhos de Israel. Dn 12.1; 10.21. Os anjos lutarão ao lado de Satanás contra Miguel e seus anjos na grande guerra nos céus descrita em Ap 12.7-9. Serão lançados na terra. (Sendo que o fogo eterno foi preparado para o Diabo e seus anjos (Mt 25.41), concluímos que este será o destino eterno desses seres decaídos.

2. Os Anjos Atualmente Algemados nas Trevas.

 Esta classe de anjos, mencionada emJd6ell Pe 2.4, está reservada em cadeias e trevas, ou no lugar chamado Tártaro (Tártarus em grego), classificado por alguns ruditos como sendo um lugar separado do Hades, ou, como é mais provável, o próprio Abismo. (Verificar no Mapa das Dispensaçõss). A razão por que D&us não lhes permite liberdade certamente é porque o seu pecado, o de deixar o seu próprio domicílio (ou reino de vida e de ministério) foi muito grave. Jd 6. Pode ser também que sejam revestidos de tanto poder que Deus julga inconveniente estarem em liberdade. Serão julgados certamente na ocasião do Grande Trono Branco. Os crentes ajudarão a julgar os anjos. I Co 6.3.

C. Demônios.

 É necessário fazer distinção entre "demônios", "anjos decaídos" e o "Diabo". O Diabo chama-se "diabolos" em grego, e só há um Diabo. Não se usa o nome no plural. Ap 12.10; 20.2. Os demônios chamam-se "daimonia" em grego, sendo a palavra usada 56 vezes no Novo Testamento. A palavra "daimon" é usada cinco vezes. Os demônios também se chamam "espíritos" em Mt 8.16; 17.18; Mc 9.25; Lc 8.23; 10.17,20.

A diferença entre demônios e anjos decaídos é que os primeiros são espíritos descarnados, sem corpo, enquanto os outros possuem um corpo espiritual, Lc 20.35. É evidente que os demônios não possuem corpos porque estão constantemente procurando entrar nos corpos dos homens a fim de usá-los como se fossem seus. Mc 9.25; Mt 12.43-45. Em Mt 8.31 notamos que eles aceitaram até os corpos dos porcos. Um missionário da índia relatou-nos um caso de um demônio que entrou num veado, o qual logo demonstrou os mesmos sintomas da pessoa de quem fora expulso o referido demônio.

a. Personalidade.

 Os demônios têm personalidade, pois Jesus dialogou com eles, interrogou-lhes e dos mesmos recebeu respostas. Lc 8.26-33. São dotados de grande inteligência, conhecendo que Jesus é o Filho de Deus e que serão finalmente encarcerados no lugar de tormento. Mt 8.29.

b. O Poder dos Demônios sobre o Corpo Humano.

Os demônios podem causar mudez (Mt 9.32,33), cegueira (Mt 12.22), loucura (Lc 8.26-35, cólera e homicídio (I Sm 18.10,11; 19.9,10), mania de suicídio (Mc 9.22) e de ferir-se (Mc 9.18), e outros defeitos e deformações. Possuem força sobrenatural. Uma vez de posse dum corpo, podem sair e entrar à vontade deles. Lc 11.11-26.

c. O Caráter dos Demônios.

 Nota-se o caráter maligno desses espíritos nas suas doutrinas falsas (I Tm 4.1), nas heresias destruidoras (II Pe 2.1), nas orgias, festas e cultos pagãos. I Co 10.20,21. Sem dúvida alguma, as falsas doutrinas modernas, como sejam; a Ciência Cristã, Novo Pensamento, Baiísmo (com sede em Haifa, Israel), Teosofismo, Espiritismo, Telepatia, Esoterismo, Necromancia, e semelhantes são todas de origem e inspiração demoníaca. São falsas porque todas elas negam que Cristo veio em carne e que a redenção da raça humana seja efetuada pelo sangue de Cristo. I Jo 4.1; I Co 12.3.

d. São os Espíritos Familiares da Antiga Feiticaria.


O povo de Israel foi proibido por Deus, sob pena de morte, de ter qualquer comunicação com espíritos familiares, como os cananeus e outros povos pagãos costumavam fazer. Lv 20.6,27; Dt 18.10,11; Is 8.19. No moderno espiritismo eles personificam os mortos. Os médiuns são pessoas endemoninhadas como era a moça pitonisa que Paulo libertou em Filipos. At 16.16-18. Erapossessa dum espírito adivinhador.

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