terça-feira, 28 de outubro de 2014

A INSPIRAÇÃO DA BIBLIA

                                      
                                A INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA

Matthew Henry, um dos maiores expositores das Sagradas Escrituras, é categórico ao referir-se à inspiração da Bíblia: “As palavras das Escrituras devem ser consideradas palavras do Espírito Santo”. Como não concordar com Henry? Basta ler a Bíblia para sentir, logo em suas palavras iniciais, a presença do Espírito Santo.
1. Definição etimológica. A palavra inspiração vem de dois vocábulos gregos: Theos, Deus; e pneustos, sopro. Literalmente significa: aquilo que é dado pelo sopro de Deus.
2. Definição teológica. “Ação sobrenatural do Espírito Santo sobre os escritores sagrados, que os levou a produzir, de maneira inerrante, infalível, única e sobrenatural, a Palavra de Deus — a Bíblia Sagrada”(Dicionário Teológico — CPAD).               
Na única vez em que o Novo Testamento usa a palavra inspiração, ela se aplica aos escritos, não aos escritores. A Bíblia é que é inspirada, e não seus autores humanos. O adequado, então, é dizer que: o produto e inspirado os produtores não. Os autores indubitavelmente escreveram e Falaram sobre muitas coisas, como, por exemplo, quando se referiram a assuntos mundanos, pertinentes a esta vida, os quais não foram divinamente inspirados. Todavia, visto que o Espírito Santo, conforme ensina Pedro tomou posse dos homens que produziram os escritos inspirados, podemos, por extensão, referir-nos à inspiração em sentido mais amplo. Tal sentido mais amplo inclui o processo total por que alguns homens, movidos pelo Espírito Santo, enunciaram e escreveram palavras emanadas boca do Senhor; e, por isso mesmo, palavras dotadas da autoridade divina. É um processo total de inspiração que contém os três elementos essenciais: a causalidade divina, a mediação profética e a autoridade escrita.Causalidade divina.
 Deus é a Fonte Primordial da inspiração da Bíblia. O elemento divino estimulou o elemento humano. Primeiro Deus falou aos profetas e, em seguida, aos homens, mediante esses profetas. Deus revelou-lhes certas verdades da fé, e esses homens de Deus as registraram. O primeiro fator fundamental da doutrina da inspiração bíblica, e o mais importante, é que Deus é a fonte principal e a causa primeira da verdade bíblica. No entanto, não é esse o único fator.       Mediação profética. Os profetas que escreveram as Escrituras não eram autômatos. Eram algo mais que meros secretários preparados para anotar o que se lhes ditava. Escreveram segundo a intenção total do coração, segundo a consciência que os movia no exercício normal de sua tarefa, com seus estilos literários e seus vocabulários individuais. As personalidades dos profetas não foram violentadas por uma intrusão sobrenatural. A Bíblia que eles produziram é a Palavra de Deus, mas também é a palavra do homem. Deus usou personalidades humanas para comunicar proposições divinas. Os profetas foram a causa imediata dos textos escritos, mas Deus foi a causa principal.Autoridade escrita. O produto final da autoridade divina em operação por meio dos profetas, como intermediários de Deus, é a autoridade escrita de que se reveste a Bíblia. A Escritura "é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça".
A Bíblia é a última palavra no que concerne a assuntos doutrinários e éticos. Todas as controvérsias teológicas e morais devem ser trazidas ao tribunal da Palavra escrita de Deus. As Escrituras receberam sua autoridade do próprio Deus, que falou mediante os profetas. No entanto, são os escritos proféticos e não os escritores desses textos sagrados que possuem e retêm a resultante autoridade divina. Todos os profetas morreram; os escritos proféticos prosseguem.Em suma, a definição adequada de inspiração precisa ter três fatores fundamentais: Deus, o Causador original, os homens de Deus, que serviram de instrumentos, e a autoridade escrita, ou Sagradas Escrituras, que são o produto final.

 (notas Normam Geisler ,introdução biblica,2000)



                           Descrição bíblica de Inspiração

Assim escreveu Paulo a Timóteo: "Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça" (2Tm 3.16). Em outras palavras, o texto sagrado do Antigo Testamento foi "soprado por Deus" (gr., theopneustos) e, por isso, dotado da autoridade divina para o pensamento e para a vida do crente. A passagem correlata de 1Coríntios 2.13 realça a mesma verdade. Disto também falamos", escreveu Paulo, "não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais." Quaisquer palavras ensinadas pelo Espírito Santo são palavras divinamente inspiradas.A segunda grande passagem do Novo Testamento a respeito da inspiração da Bíblia está em 2Pedro 1.21. "Pois a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens santos da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo." Em outras palavras, os profetas eram homens cujas mensagens não se originaram de seus próprios impulsos, mas foram "sopradas pelo Espírito". Pela revelação, Deus falou aos profetas de muitas maneiras (Hb 1.1): mediante anjos, visões, sonhos, vozes e milagres. Inspiração é a forma pela qual Deus falou aos homens mediante os profetas. Mais um sinal de que as palavras dos profetas não partiam deles próprios, mas de Deus é o fato de eles sondarem seus próprios escritos a fim de verificar "qual o tempo ou qual a ocasião que o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e sobre as glorias que os seguiriam" (l Pe 1.11). Fazendo uma combinação das passagens que ensinam sobre a inspiração divina, descobrimos que a Bíblia é inspirada no seguinte sentido: homens movidos pelo Espírito, escreveram palavras sopradas por Deus, as quais são a fonte de autoridade para a fé e para a prática cristã. Vamos a seguir analisar com mais cuidado esses três elementos da inspiração.


      A teoria da divina comum ensina que a inspiração dos escritores da Bíblia é a mesma que hoje nos vem quando oramos, pregamos, cantamos, ensinamos, an­damos em comunhão com Deus, etc. Isto é errado, porque a inspiração comum que o Espírito nos concede: a) Admite gradação, isto é, o Espírito Santo pode conceder maior co­nhecimento e percepção espiritual ao crente, à medida que este ore, se consagre e procure a santificação, ao passo que a inspiração dos escritores na Bíblia não admite graus. O escritor era ou não era inspirado, b) A inspiração comum pode ser permanente (1 Jo 2.27), ao passo que a dos escri­tores da Bíblia era temporária. Centenas de vezes encon­tramos esta expressão dos profetas: "E veio a mim a pala­vra do Senhor", indicando o momento em que Deus os to­mava para transmitir a sua mensagem.c.
   A teoria da inspiração parcial ensina que algumas partes da Bíblia são inspiradas, outras não; que a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas apenas contém a Palavra de Deus. - Se esta teoria fosse verdadeira, estaríamos em grande confusão, por que quem poderia dizer quais as par­tes inspiradas e quais as não-inspiradas? A própria Bíblia refuta isso em 2 Timóteo 3.16 (ARA). Também em Marcos 7.13, o Senhor aplicou o termo "A Palavra de Deus" a todo o Antigo Testamento. (Quanto ao Novo Testamento, ver João 16.12 e Apocalipse 22.18,19.)d.
  A teoria do ditado verbal ensina a inspiração da Bíblia só quanto às palavras, não deixando lugar para a atividade e estilo do escritor, o que é patente em cada li­vro. Lucas, por exemplo, fez cuidadosa investigação de fa­tos conhecidos (Lc 1.4). Esta falsa teoria faz dos escritores verdadeiras máquinas, que escreveram sem qualquer no­ção de mente e raciocínio. Deus não falou pelos escritores como quem fala através de um alto-falante. Deus usou as faculdades mentais deles.e.  A teoria da inspiração das idéias ensina que Deus inspirou as idéias da Bíblia, mas não as suas palavras. Es­tas ficaram a cargo dos escritores. - Ora, o que é a palavra na definição mais sumária, senão "a expressão do pensa­mento"? Tente o leitor agora mesmo formar uma idéia sem palavras... Impossível! Uma idéia ou pensamento inspira­do só pode ser expresso por palavras inspiradas. Ninguém há que possa separar a palavra da idéia. A inspiração da Bíblia não foi somente "pensada"; foi também "falada". (Ver a palavra "falar" em 1 Coríntios 2.13; Hebreus 1.1; 2 Pedro 1.21.) Isto é, as palavras foram também inspiradas (Ap 22.19). Dum modo muito maravilhoso, vemos a inspi­ração das palavras da Bíblia, não só no emprego da pala­vra exata, mas também na ordem em que elas são empre­gadas; no original, é claro. Apenas três exemplos: Jó 37.9 e 38.19 (a palavra precisa); 1 Coríntios 6.11 (ordem das pala­vras no seu emprego).A teoria correta da inspiração da Bíblia é a chamada
      Teoria da Inspiração Plenária ou Verbal. Ela ensina que todas as partes da Bíblia são igualmente inspiradas; que os escritores não funcionaram quais máquinas inconscientes; que houve cooperação vital e contínua entre eles e o Espíri­to de Deus que os capacitava. Afirma que homens santos escreveram a Bíblia com palavras de seu vocabulário, po­rém sob uma influência tão poderosa do Espírito Santo, que o que eles escreveram foi a Palavra de Deus. Explicar como Deus agiu no homem, isso é difícil! Se, no ser huma­no, o entrosamento do espírito com o corpo é um mistério inexplicável para os mais sábios, imagine-se o entrosamen­to do Espírito de Deus com o espírito do homem! Ao acei­tarmos Jesus como Salvador, aceitamos também a Palavra escrita como a revelação de Deus. Se o aceitamos, aceita­mos também a sua Palavra. A inspiração plenária cessou ao ser escrito o último livro do Novo Testamento. Depois disso, nem os mesmos escritores, nem qualquer servo de Deus pode ser chamado inspirado no mesmo sentido.Diferença entre "revelação" e "inspiração" (no tocante à Bíblia)Revelação é a ação de Deus pela qual Ele dá a conhecer ao escritor coisas desconhecidas, o que o homem, por si só, não podia saber. Exemplos: Daniel 12.8; 1 Pedro 1.10,11. (Quanto à inspiração, já foi dada a sua definição no início deste capítulo.)
     A inspiração nem sempre implica em reve­lação. Toda a Bíblia foi inspirada por Deus, mas nem toda ela foi dada por revelação. Lucas, por exemplo, foi inspira­do a examinar trabalhos já conhecidos e escrever o Evan­gelho que traz o seu nome. (Ver Lucas 1.1-4). O mesmo se deu com Moisés, que foi inspirado a registrar o que presen­ciara, como relata o Pentateuco.Exemplos de partes da Bíblia que foram dadas por re­velações:a.  Os primeiros capítulos de Gênesis. Como escreveria Moisés sobre um assunto anterior a si mesmo? Se não foi revelação, deve ter lançado mão de escritores existentes. Há uma antiga tradição hebraica que declara isto.b.  José interpretando os sonhos de Faraó (Gn 40.8; 41.15,16,38,39).c.  Daniel declarando ao rei Nabucodonosor o sonho que este havia esquecido, e em seguida interpretando-o (Dn 2.2-7,19,28-30).d.  Os escritos do apóstolo Paulo. Ora, Paulo não andou com o Senhor Jesus. Ele creu por volta do ano 35 d.C, po­rém, em suas epístolas, conduz-nos a profundezas de ensino doutrinário sobre a Igreja, inclusive no que tange à es-catologia. Assuntos de primeira grandeza sobre a regenera­ção, justificação, paracletologia, ressurreição, glorificação, etc, são abordados por ele. - Como teve Paulo conheci­mento de tudo isso? Ele mesmo no-lo diz em Gálatas 1.11,12 e Efésios 3.3-7: por revelação!
   Nos seus escritos, há passagens onde essa revelação é bem patente, como em 1 Coríntios 11.23-26, onde ele diz: "Porque eu recebi do Se­nhor o que também vos ensinei..." Por sua vez, o capítulo 15 de 1 Coríntios, também por ele escrito, é a passagem mais profunda e completa da Bíblia sobre a ressurreição. Diferença entre declarações da Bíblia e registro de de­claraçõesA Bíblia não mente, mas registra mentiras que outros proferiram. Nesses casos, não é a mentira do registro que foi inspirada, e sim o registro da mentira. A Bíblia registra que o insensato diz no seu coração "Não há Deus" (SI 14.1). Esta declaração "Não há Deus" não foi inspirada, mas inspirado foi o seu registro pelo escritor. Outro exem­plo marcante é o do caso da morte do rei Saul. Este morreu lançando-se sobre sua própria espada (1 Sm 31.4); no en­tanto, o amalequita que trouxe a notícia de sua morte, mentiu, dizendo que fora ele quem matara Saul (2 Sm 1.6-10).
    Ora, o que se deu aí foi apenas o registro da declaração do amalequita, mas não significa que a Bíblia minta. Há muitos desses casos que os inimigos da Bíblia aproveitam para desfazer dos santos escritos. A Bíblia registra, inclusi­ve, declarações de Satanás. Suas declarações não foram inspiradas por Deus, e sim o registro delas. Sansão mentiu mais de uma vez a Dalila; a Bíblia não abona isso, apenas registra o fato (Jz cap. 16). Durante a leitura bíblica, é pre­ciso verificar: quem está falando, para quem está falando, para que tempo está falando, e em que sentido está falan­do.(notas a biblia atravez dos seculos Antonio Gilberto,cpad).



5. A BÍBLIA É INSPIRADA, ASSOPRADA POR DEUS


5.1. SIGNIFICADO da Inspiração:

/* Até cerca de 2005, eu cria e ensinava a seguinte definição, crendo que ela era a mais bíblica:
Crer que a Bíblia é inspirada significa crer que “o Espírito de Deus de tal modo guiou e superintendeu os escritores da Bíblia, mesmo fazendo uso das características pessoais de cada um deles, que os originais de cada livro da Bíblia (e as suas cópias, isto é os Textos Massorético e Recebido, preservados [pela providência de Deus] sem absolutamente nenhuma falha, e suas traduções fiéis feitas pela mais rigorosa equivalência formal), por um lado são 100% humanos, grandemente refletindo a personalidade e background e vocabulário e estilo de cada escritor; mas, por outro lado, são 100% divinos, constituindo-se na única e completa, plena {*}, verbal {*}, infalível {*} e inerrável {*}, autoritativa {*} corporificação de tudo o que Deus quis comunicar ao homem. Assim, cada palavra da Bíblia, apesar de ser marcantemente 100% do homem que a escreveu, também é literalmente de Deus, constituindo-se na única base para doutrina. Deus usou as personalidades e modos de expressão peculiares a cada escritor, “somente” os protegendo de cometer o menor erro, imprecisão, desvio, omissão, e excesso. Inspiração é basicamente essa proteção.” {* Ver, em 5.4, essas definições de plenária, verbal, infalível, inerrável, autoritativa inspiração.} */

Hoje, após eu ter lido mais na Bíblia sobre o assunto, deixando-a falar por si mesma mesmo que seja contra o que parecia a melhor lógica dos melhores fundamentalistas, eu estou voltando atrás nos séculos (embora eu ainda não tenha tido tempo de refazer todos meus escritos sobre o assunto), e discordo da grande maioria dos modernos autores que tenho lido, mesmo daqueles que se consideram conservadores e fundamentalistas.

Tais fundamentalistas crêem que a inspiração consistiu em Deus deixar o escritor  (Moisés 5 vezes, Josué, Samuel, etc, Mateus, Marcos, Lucas, João, Lucas, Paulo, etc., João) ter plena liberdade de escolher SUAS próprias palavras e vocabulário e estilo de homem, Deus apenas PROTEGENDO-o de cometer o menor erro de qualquer tipo. Isto explicaria a enorme diferença de vocabulário e estilo entre os escritores.

- Ora, à primeira vista esta teoria é bonitinha, parece muito sincera e fundamentalista e bíblica. Mas uma singela comparação dela com a Bíblia mostra que tal teoria não casa com toda a Escritura, conflita com o que ela DIZ.
    Por exemplo, não casa com "Toda a Escritura é DIVINAMENTE INSPIRADA, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;" (2Tm 3:16), onde “Escritura” (1124 graphe) tem a ver com a coleção de toda e cada letra da Bíblia, a forma de grafia, o formato de cada risquinho de cada letra; e "divinamente inspirada" (2315 theopneustos) significa ASSOPRADA POR DEUS. Portanto, pelo que a Bíblia ensina, Deus insuflou, assoprou para dentro do escritor, cada risquinho componente de cada letra e acento de cada palavra das Escrituras, 100% sendo de Deus e 0% sendo do homem escritor.
    A teoria também não casa com “Porque não por vontade de homem profecia alguma foi trazida em tempo algum, mas os homens santos de Deus falaram estando sendo movidos pelo Espírito Santo.” (2Pe 1:21 LTT), onde "vontade"{2307 thelema} significa escolha, decisão ativa; e "estando sendo movidos" (5342 phero) significa MOVIDOS, carregados, levados pelo Espírito Santo. Portanto, segundo a Bíblia ensina, Deus completamente moveu a mente e a mão do escritor, na composição de cada risquinho de cada letra e acento de cada palavra das Escrituras, 100% sendo de Deus e 0% sendo do homem escritor.

- Por isso, eu voltei a crer no Ditado VERBAL. /* Pejorativamente, os que nos odeiam chamam esta posição de "Teoria do Ditado MECÂNICO" (a insultuosa imagem que querem passar é como se nós acreditássemos que o escritor foi nocauteado por Deus e usado como um ridículo fantoche ou boneco inerte, uma máquina de escrever, um robô, ou um médium espírita psicografando sem consciência do que estava fazendo). */ Voltei a crer como se cria alguns séculos atrás, isto é, que Deus ditou as SUAS exatas PALAVRAS (cada letra e acento) à mente, e esta à mão de cada escritor de cada um dos 66 livros da Bíblia, e este escritor foi usado como um mero instrumento para registrar cada traço de cada letra e acento de toda e cada palavra do livro, que é originada direta e exclusivamente na mente do próprio Deus, 100% de cada uma delas sendo de Deus, e 0% sendo do homem. Deus poderia sempre ter usado absolutamente um mesmo vocabulário e estilo, em todos os 66 livros da Bíblia. Mas, soberanamente (talvez para confundir os descrentes e testar a nossa fé?) escolheu usar, em cada livro, o vocabulário e estilo do escritor do livro (desde Moisés, em Gênesis, até João, em Apocalipse), a quem preparou e escolheu como Ele quis.
/* Defensores dessa posição formam a maioria dos "Pais da Igreja", dos Reformadores, e dos "Evangélicos de antigamente”. (Para o que se segue, os detalhes e referências bibliográficas e links podem ser encontrados “The History of the Doctrine of Biblical Inspiration and the Formation of the Canon of Scripture”; capítulo 2 da tese de doutorado “James Barr and Biblical Inspiration: A Critique of Barr's view of Biblical inspiration in the light of recent exegetical and theological developments in Evangelical Theology”, de F.M.M. Mpindu, University of Pretoria, Zambia, 2003):

    - Justino Mártir descreveu inspiração bíblica como o processo pelo qual o Espírito Santo trabalhou sobre os escritores humanos tal e qual um músico toca uma harpa ou uma lira.
    - Atenágoras viu e considerou o escritor da Bíblia como "um instrumento de cordas que o Espírito Santo põe em movimento de tal modo a tirar dele as divinas harmonias da vida." ou "o Espírito Santo assoprou as palavras através dos escritores, do mesmo modo que um músico sopra as notas através de uma flauta."
    - Tertuliano chamava cada passagem individual do V.T. de "o Mandamento de Deus", e chamava o Cânon de Deus de "as Escrituras do Espírito Santo".
    - Irineu escreveu "As Escrituras são na verdade perfeitas, uma vez que foram faladas pelo Verbo de Deus (isto é, Cristo) e Seu Espírito.”
    - Gregório de Nazianzus argumentou que até mesmo o menor dos tracinhos [de toda e cada letra] das Escrituras derivam do Espírito Santo, e que mesmo a mais leve nuance do escritor inspirado não é em vão.
    - Jerônimo declarou que "os ditos individuais, as sílabas, as marcas de fonética, e as pontuações na divina Escritura, são repletos de significado."
    - Calvino declarou enfaticamente "A Bíblia desceu de Deus até nós". Ele ensinou que Deus é o autor da Bíblia em todas e cada uma das palavras, proposições, e doutrinas que ela contém. E os autores humanos foram simplesmente "escriturários", "escribas", "amanuenses", e "órgãos e instrumentos" do Espírito Santo.
    - John R. Rice, em "Our God-Breathed Bool - The Bible", 1969, page 287, escreveu: "Uma secretária não se envergonha de tomar ditado de um homem. Por que um profeta se envergonharia de tomar ditado de Deus?"
*/


Para prova desta posição (Ditado Verbal), basta que analisemos, o melhor que pudermos, todos os versos sobre inspiração, na Bíblia:
/*     Por exemplo:
    - "... pois engrandeceste a TUA PALAVRA acima de todo o teu nome." (Sl 138:2). A ênfase é em cada PALAVRA, não em "conceitos gerais". E cada palavra é literalmente de Deus, toda dEle, só dEle. O homem que a falou e/ ou escreveu, e o homem que fielmente a copiou e recopiou, foram meros instrumentos.
    - "... Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a PALAVRA que sai da BOCA de DEUS." (Mt 4:4). A ênfase é em cada PALAVRA, não em "conceitos gerais". E cada palavra é literalmente da boca de Deus, toda dEle, só dEle. O homem que a falou e/ ou escreveu, e o homem que fielmente a copiou e recopiou, foram meros instrumentos.
    - "... convinha que se cumprisse a Escritura que o ESPÍRITO SANTO predisse PELA boca de Davi, ..." (At 1:16) Cada letra da Escritura é do Espírito Santo, toda dEle, só dEle, mesmo que a tenha posto na boca de um homem. Quando este as falou e escreveu, e quando outro homem fielmente a copiou e recopiou, foram meros instrumentos.
    - "As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as PALAVRAS que o Espírito Santo ensina, ..." (1Co 2:13). Cada palavra da Escritura foi literalmente ensinada pelo Espírito Santo, é toda dEle, só dEle. Quem a falou e/ ou escreveu, e quem fielmente a copiou e recopiou, foram meros instrumentos.
    - "Toda a Escritura é DIVINAMENTE INSPIRADA {2315 theopneustos = "assoprada por Deus"}, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;” (2Tm 3:16). Cada palavra da Escritura é literalmente assoprada por Deus e é toda dEle, só dEle. Quem a falou e/ ou escreveu, e quem fielmente a copiou e recopiou, foram meros instrumentos.
    - "E também o ESPÍRITO SANTO no-lo testifica, porque depois de haver DITO: Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, DIZ o SENHOR: Porei asminhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta: ..." (He 10:15-17). Cada palavra da Escritura foi dita pelo Espírito Santo e pelo Senhor, portanto é toda dEle, só dEle. Quem a falou e/ ou escreveu, e quem fielmente a copiou e recopiou, foram meros instrumentos.
    - Porque não por vontade {2307 thelema, escolha ativa} de homem profecia alguma foi trazida em tempo algum, mas os homens santos de Deus falaram estandosendo movidos pelo Espírito Santo." (2Pe 1:21 LTT). Nenhuma palavra da Escritura foi uma escolha ativa, uma decisão do homem que as falou ou escreveu; ao contrário, estes homens santos de Deus falaram e escreveram totalmente movidos pelo Espírito Santo. Portanto, cada palavra da Escritura é literalmente de Deus, toda dEle, só dEle. Quem a falou e/ ou escreveu, e quem fielmente a copiou e recopiou, foram meros instrumentos.
*/
Note que há outras claras passagens que somente casam com ditado verbal:
/* Ex 24:4; 34:27; Jr 30:1-2; Ha 2:2; Jr 36:1-8 (Deus dá Sua mensagem a Jeremias, ele a dita para seu servo e escriba Baruque)
    “Moisés escreveu todas as PALAVRAS do SENHOR, e levantou-se pela manhã de madrugada, e edificou um altar ao pé do monte, e doze monumentos, segundo as doze tribos de Israel;” (Êx 24:4)
    “Disse mais o SENHOR a Moisés: Escreve estas PALAVRAS; porque conforme ao teor destas PALAVRAS tenho feito aliança contigo e com Israel.” (Êx 34:27)
    “1 ¶ A PALAVRA que do SENHOR veio a Jeremias, dizendo: 2 Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Escreve num livro todas as PALAVRAS que te tenho falado.” (Jr 30:1-2)
    “Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo.” (Ha 2:2)

Notas adicionais sobre inspiração: */

- Inspiração é um mistério.

- O escritor não ficou inconsciente quando Deus colocou em sua mente e  em seus dedos as exatas palavras e letras e acentos do vocabulário e estilo do escritor, mas escolhidos somente por Deus (1Co 2:12; 14:37; Gl 1:11-12; 1Ts 2:13; Ap 1:10-11).

- Toda a Bíblia é igualmente inspirada, mas não igualmente relevante para salvação e edificação na atual dispensação (Jo 3:16 vs. Jz 3:16).
/*    “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3:16)
    “E Eúde fez para si uma espada de dois fios, do comprimento de um côvado; e cingiu-a por baixo das suas vestes, à sua coxa direita.” (Jz 3:16) */

- Cada palavra é inspirada, mas só é autoritativa:
a) No seu contexto imediato (todo o parágrafo [ou capítulo] atual, e o anterior, e o posterior) e no contexto dado por toda a Bíblia. Pergunte-se: Quem é o autor por trás destas palavras? A quem está falando? Referem-se a que dispensação? Como isto se relaciona com a obra de e glorifica o Filho de Deus, o Cristo? Etc.)
b) Quando claramente o autor das palavras é Deus [elas foram dada diretamente por Deus, ou dada através dos Seus profetas], ao invés das palavras serem o registro (inspirado, infalível!) das mentiras do Diabo, demônios, ou homens (a inspiração da Bíblia somente garante que a citação destas fontes está sendo feita de forma absolutamente precisa, não garante sua verdade e aplicabilidade).

- Inspiração não exclui o uso de fontes extra-Bíblicas: At 17:28; Tt 1:12; Jd 14-15 (a inspiração da Bíblia garante que a citação destas fontes é absolutamente precisa, mas o seu conteúdo só é verdadeiro e aplicável se o Espírito Santo o afirmou, Ele mesmo).
/*    “Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.” (At 17:28)
    “Um deles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos.” (Tt 1:12)
    “14 E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; 15 ¶ Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele.” (Jd 1:14-15) */

- Inspiração não exige mesmos pontos de vista e detalhes (muitas vezes eles COMPLEMENTAM um ao outro) no relato de um mesmo evento: Mt 27:37 + Mc 15:26 + Lc 23:38 + Jo 19:19.
/*    “E por cima da sua cabeça puseram escrita a sua acusação: ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS.” (Mt 27:37)
    “E por cima dele estava escrita a sua acusação: O REI DOS JUDEUS.” (Mc 15:26)
    “E também por cima dele, estava um título, escrito em letras gregas, romanas, e hebraicas: ESTE É O REI DOS JUDEUS.” (Lc 23:38)
    “E Pilatos escreveu também um título, e pô-lo em cima da cruz; e nele estava escrito: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS.” (Jo 19:19)*/

- A inspiração está terminada: Ap 22:18-19. E só abrangeu a Bíblia.
    “18 Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; 19 E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.” (Ap 22:18-19)

- A Bíblia é suficiente: “Tudo necessário para a glória de Deus, para salvação do homem, para fé, e para vida, está expressamente escrito na Escritura, ou dela pode ser deduzido como uma conseqüência necessária e sã.” (Westminster Confession, VI): 2Ti 3:15-17 (acima); Lu 24:25-27; Jo 20:30-31.
/*    Não atribuamos nenhum valor às tradições, nem aos “grandes homens da Igreja”, nem às “Confissões de Fé”, mas só à Bíblia. Ver:
     .

    “25 E ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! 26 Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória? 27 E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.” (Lc 24:25-27)
    “30 Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. 31 Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” (Jo 20:30-31) */

- A inspiração deixa espaço para diferença de vocabulário e estilo entre seus escritores (Deus poderia sempre ter usado absolutamente um mesmo vocabulário e estilo, em todos os 66 livros da Bíblia. Mas, soberanamente [talvez para confundir os descrentes e testar a nossa fé?], escolheu usar, em cada livro, o vocabulário e estilo do escritor do livro], a quem preparou e escolheu como Ele quis), e espaço para um escritor às vezes tratar de assuntos pessoais (como Paulo pedindo por sua capa em ) (o tratamento de assuntos aparentemente pessoais e secundários não invalida o fato que a Bíblia sempre nos DIZ que cada palavra e letra e tracinho ou acento dela são total e somente de Deus, portanto foi Deus que ditou à mente do escritor cada palavra dessas passagens pessoais) .

- A Bíblia foi por Deus inerrante e infalivelmente inspirada E preservada (através do Texto Massorético e do Texto Recebido), palavra por palavra, letra por letra, acento por acento. Mas mesmo os tradutores tão tremendamente fiéis + competentes + cuidadosos que jamais cometeram nem sequer um erro grosseiro e totalmente inadimissível pela gramática e melhores dicionários, podem aqui e acolá ter sido algo menos que perfeitos (isto é, poderiam ter usado um sinônimo que fosse um pouquinho mais claro e preciso, por exemplo “submersão”, ao invés de um menos claro e preciso, por exemplo “batismo”); ou o tempo fez com que não compreendamos com perfeição o significado que alguma eventual palavra tinha na época da tradução (por exemplo, “conversation”, em 1611, significava “o total do modo de uma pessoa falar e se comportar no dia a dia”, hoje significa somente “uma troca de palavras”). Portanto, a inspiração e perfeição das cópias nas línguas originais (os textos Massorético e Receptus) não permite que modifiquemos nem sequer a forma de uma sua letra ou sinal delas; mas a inspiração e perfeição das melhores traduções não implica que, aqui e ali, em raríssimos versos, não possamos aceitar a troca de uma palavra por um seu sinônimo (encontrado nos dicionários) que, inegavelmente, seja mais claro e preciso.
Passo a citar trechos da Declaração da Dean Burgon Society Sobre a Preservação Providencial das Sagradas Escrituras (concordo inteiramente com ela):

“ - Os resultados da inspiração se estendem às CÓPIAS exatas [isto é, no T.Massorético publicado por Ben Chayyim e no T.Receptus publicado por Scrivener] dos originais. Os resultados da inspiração ... não podem ser limitados aos manuscritos originais, ao contrário, têm que ser estendidos de modo a incluir as cópias exatas que foram feitas dos originais. Isto é evidente porque foram as palavras que foram inspiradas e não a tinta, nem os materiais de escrita [peças de papiro ou de pergaminho], nem a escrita feita à mão, nem mesmo os escritores. Foram essas palavras que foram infalivelmente "sopradas para fora" [ inspiradas] por Deus Espírito Santo através de Seus escritores humanos. Estas Palavras foram em hebraico/ aramaico no Velho Testamento, e em grego no Novo Testamento. Este processo de inspiração jamais será novamente repetido, porque o cânone foi definitivamente fechado. No entanto, o produto da inspiração (isto é, as exataspalavras que Deus Espírito Santo soprou para fora) permanece nas línguas originais, mesmo que os manuscritos originais não mais existam. Toda cópia exata das palavras dos manuscritos originais é tão fortemente a inspirada e inerrante Palavra de Deus quanto o foram os manuscritos originais.

“ - A Palavra de Deus é preservada em TRADUÇÕES acuradas dos textos das línguas originais. Deus preservou estas Escrituras não somente nas línguas originais, mas também nas traduções acuradas feitas a partir delas. Tem alguém que aprender grego e hebraico/ aramaico para [somente assim] poder ler a verdade de Deus? Pretendeu Deus que todas as pessoas do mundo inteiro aprendessem grego e hebraico/ aramaico antes que o evangelho pudesse ser pregado a elas? Têm pastores que ser eruditos em grego e hebraico/ aramaico para [somente] assim poderem ensinar ao povo a santa Palavra de Deus? Certamente que não. No dia de Pentecoste, como registrado em Atos 2:5-11, "... em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu." (versículo 5). Quando os apóstolos falaram, esses homens "de todas as nações" ficaram todos maravilhados e perguntaram: "Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?" Este testemunho sobrenatural da igreja de Jerusalém mostrou a Palavra de Deus indo para todas as nações do mundo em suas próprias línguas individuais. A Palavra de Deus soou com a mesma autoridade em todas aquelas línguas, para todas aquelas nações, no dia de Pentecoste.
...
“ - Uma tradução acurada [por equivalência formal, obviamente] dos textos exatos da língua original pode ser chamada a "Palavra De Deus". Pode uma tradução acurada da Bíblia ser chamada a verdadeira "PALAVRA DE DEUS"? Sim, pode. A verdade de Deus de forma alguma está confinada aos textos das línguas originais (grego e hebraico/ aramaico) e disponível somente àqueles que entendam estas línguas originais. Cremos que Deus deixou bem claro, em Sua Palavra, que Ele pretendeu que todas as nações do mundo ouvissem Sua verdadeira Palavra em suas próprias línguas.

“ - A tradução acurada objetiva uma equivalência completa da língua original para a segunda língua. A palavra portuguesa "água" é conhecida pelo químico como H2O. No latim é "aqua". No hebraico é "mayim". No grego é "hudor". Agora, quando Jesus falou para a mulher à beira do poço, em João 4, e chamou a Si próprio de "Água" da Vida, tem esta palavra, em português, menos verdade do que "hudor" no grego original? Claro que não. Entretanto, não é toda palavra em uma língua que tem um exato ou completo equivalente em outra língua. Algumas vezes, uma única palavra em uma língua tem que ser traduzida por várias palavras em outra língua. Também, para clarificar o significado da tradução, tradutores freqüentemente têm que adicionar palavras que forçosamente estão implícitas mas não realmente presentes no texto original. A Almeida 1681,1753, Corrigida- Fiel colocou em itálico muitas dessas palavras adicionadas, para distinguí-las das palavras que são realmente encontradas no texto original. Ademais, a ordem das palavras em cada sentença em uma língua pode ser diferente da ordem das palavras na mesma sentença em outra língua. No entanto, na extensão em que uma tradução ofereça a real ou completa equivalência, em outra língua, das palavras contraparte do grego e hebraico/ aramaico originais, é uma tradução acurada da verdadeira, inerrante, infalível Palavra de Deus e, por esta razão, é a verdadeira Palavra de Deus naquela língua.

“- O uso bíblico da palavra "inspiração". Apesar das muitas definições da palavra "inspiração" que são estranhas ou contrárias à Bíblia, ela é encontrada somente uma vez no Novo Testamento. Ganharemos muito e profundo discernimento espiritual do significado da palavra se estudarmos o contexto onde foi usada:
“14 Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste {*}, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, 15 E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras {*}, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. 16 Toda a Escritura {*} é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; 17 Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” (2Tm 3:14-17)

Notas de Hélio: {* Timóteo não tinha os originais, mas CÓPIAS, e elas são consideradas que SÂO (tempo presente, não passado) inspiradas por Deus, são assopradas por Deus, são as “Escrituras, o Escrito de Deus”, isto significando que totalmente dEle são cada tracinho (ou acento) de cada letra de cada palavra dela.
CADA CÓPIA PERFEITA DO TEXTO PERFEITO (T.Massorético Ben Chayyim e T.Receptus Scrivener) É, PERFEITAMENTE, A INSPIRADA PALAVRA DE DEUS.
CADA SUA TRADUÇÃO PERFEITAMENTE FIEL (KJV-1611, Almeida-1681/1753, etc.) É, PERFEITAMENTE, A INSPIRADA PALAVRA DE DEUS.}

“As Escrituras aqui faladas foram as Escrituras do Velho Testamento estudadas por Timóteo ainda criança. Estas Escrituras tinham sido copiadas muitas vezes a partir do original em hebraico. Após séculos de providencial preservação, elas foram ainda chamadas de "as Sagradas Escrituras". Elas foram inspiradas originalmente para ter um efeito duradouro "para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça." Elas também foram originalmente inspiradas para que todo homem de Deus "seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra."


5.2 Termos relacionados Com A Inspiração:

a. A Revelação de Deus: “Revelação é aquele ato de Deus pelo qual Ele mesmo Se descerra e comunica verdade à mente das Suas criaturas, manifestando a elas aquilo que não poderia ser conhecido de nenhum outro modo”. A revelação de Deus divide-se em geral e especial:


• Revelação geral de Deus: É endereçada e acessível a toda criatura inteligente, e tem por objetivo persuadir a alma a buscar o verdadeiro Deus (mas, se o homem não creu nela, por que teria Deus que lhe dar mais e melhor luz? Se a deu, foi por pura graça.). Ela ocorre:

• Na Natureza: Jó 12:7-9; Sl 8:1,3; 19:1-3; Is 40:12-14; At 14:15-17; Rm 1:19-21. Sua finalidade é incitar o homem a buscar o Deus verdadeiro, para receber mais luz. Deixa o homem inescusável, mas é insuficiente para sua salvação (mas, se o homem não crer nela, por que teria Deus que lhe dar mais e melhor luz?).
/* “7 Mas, pergunta agora às alimárias, e cada uma delas te ensinará; e às aves dos céus, e elas te farão saber; 8 Ou fala com a terra, e ela te ensinará; até os peixes do mar te contarão. 9 Quem não entende, por todas estas coisas, que a mão do SENHOR fez isto?” (Jó 12:7-9) */
    “1 Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus! ... 3 Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste;” (Sl 8:3)
    “1 ¶ Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. 2 Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. 3 Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz.” (Sl 19:1-3)
/*    “12 ¶ Quem mediu na concha da sua mão as águas, e tomou a medida dos céus aos palmos, e recolheu numa medida o pó da terra e pesou os montes com peso e os outeiros em balanças? 13 Quem guiou o Espírito do SENHOR, ou como seu conselheiro o ensinou? 14 Com quem tomou ele conselho, que lhe desse entendimento, e lhe ensinasse o caminho do juízo, e lhe ensinasse conhecimento, e lhe mostrasse o caminho do entendimento?” (Is 40:12-14)
    “15 E dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra, o mar, e tudo quanto há neles; 16 O qual nos tempos passados deixou andar todas as nações em seus próprios caminhos. 17 E contudo, não se deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando-vos lá do céu, dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os vossos corações.” (At 14:15-17) */
    “19 ¶ Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. 20 Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; 21 Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.” (Rm 1:19-21)

• Na História de nações tais como o Egito, Assíria, etc., e, muitíssimo mais, na espantosa história da “pulguinha” Israel. Sl 75:6-8; Pv 14:34; At 17:2-4; Rm 13:1. Embora Deus possa usar uma nação mais ímpia para castigar uma menos ímpia, ao final Ele terá castigado mais a mais ímpia Ha 1:1-2:20.
/*    “6 ¶ Porque nem do oriente, nem do ocidente, nem do deserto vem a exaltação. 7 Mas Deus é o Juiz: a um abate, e a outro exalta. 8 Porque na mão do SENHOR há um cálice cujo vinho é tinto; está cheio de mistura; e dá a beber dele; mas as escórias dele todos os ímpios da terra as sorverão e beberão.” (Sl 75:6-8) */
     “A justiça exalta os povos, mas o pecado é a vergonha das nações.” (Pv 14:34)
/*      “2 E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três sábados disputou com eles sobre as Escrituras, 3 Expondo e demonstrando que convinha que Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos. E este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo. 4 E alguns deles creram, e ajuntaram-se com Paulo e Silas; e também uma grande multidão de gregos religiosos, e não poucas mulheres principais.” (At 17:2-4)
     “Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus.” (Rm 13:1)
     “... 1:6 Porque eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa, que marcha sobre a largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas. ... 13 Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar. Por que olhas para os que procedem aleivosamente, e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele? ... 2:7 Porventura não se levantarão de repente os teus extorquiadores, e não despertarão os que te farão tremer, e não lhes servirás tu de despojo? 2:8 Porquanto despojaste a muitas nações, todos os demais povos te despojarão a ti, por causa do sangue dos homens, e da violência feita à terra, à cidade, e a todos os que nela habitam. ... 2:10 Vergonha maquinaste para a tua casa; destruindo tu a muitos povos, pecaste contra a tua alma. ... (Ha 1:1-2:20) */

• Na Consciência: Rm 2:14-16.
“14 Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; 15 Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os; 16 No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.” (Rm 2:14-16)
• Revelação especial de Deus: abrange os atos de Deus pelos quais Ele Se fez conhecer e à Sua verdade, em ocasiões especiais e a pessoas específicas, mas quase sempre para o benefício de todos. É necessária porque o homem não respondeu à revelação geral. Rm 1:20-23,25; 1Co 1:21; 2:8.

    “20 Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; 21 Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. 22 Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. 23 E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.” (Rm 1:20-23)
    “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” (Rm 1:25)
    “Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.” (1Co 1:21)
/*     “A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória.” (1Co 2:8) */
A revelação especial de Deus ocorre:

• Em Cristo, a suprema revelação de Deus (Cl 1:15; 2:9; He 1:3), necessária porque o homem não respondeu às outras revelações He 1:1-3. Cristo é a melhor prova da: existência, natureza, e vontade de Deus!
/*    “O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;” (Cl 1:15) */
    “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade;” (Cl 2:9)
/*    “1 ¶ Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, 2 A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. 3 O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;” (Hb 1:1-3 BRP) */

• Nas Experiências Pessoais de Certos Homens, tais como Enoque Gn 5:24; ...; Ananias At 9:10.
/*    “E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.” (Gn 5:24)
    “E havia em Damasco um certo discípulo chamado Ananias; e disse-lhe o Senhor em visão: Ananias! E ele respondeu: Eis-me aqui, Senhor.” (At 9:10) */

• Em Milagres: eventos fora do usual e natural, e realizando uma obra útil, e revelando a presença e poder de Deus, e visando trazer homens a Cristo (Jo 20:30-31). Ex 4:2-5 (Deus transformou vara em cobra) contraste 7:1-2 (imitação, desmascarada).
    “30 Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. 31 Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” (Jo 20:30-31)
/*    “2 E o SENHOR disse-lhe: Que é isso na tua mão? E ele disse: Uma vara. 3 E ele disse: Lança-a na terra. Ele a lançou na terra, e tornou-se em cobra; e Moisés fugia dela. 4 Então disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão e pega-lhe pela cauda. E estendeu sua mão, e pegou-lhe pela cauda, e tornou-se em vara na sua mão; 5 Para que creiam que te apareceu o SENHOR Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.” (Êx 4:2-5)
    “Porque cada um lançou sua vara, e tornaram-se em serpentes; mas a vara de Arão tragou as varas deles.” (Êx 7:12) */

Milagres podem ser:

a) de intensificação (e.g.: dilúvio) ou de “ocorrência no instante mais inesperado e mais necessário” (terremoto na crucificação) de fenômenos naturais(e.g.: praga de saraiva e fogo); e
b) de alteração das leis naturais (e.g.: multiplicação dos pães, ressurreição de Lázaro e de Cristo).

Se alguém quiser contestar a existência de milagres, lembre-lhe que a pergunta certa é “as testemunhas são absolutamente confiáveis?” e não “o evento é naturalmente possível?”. Demonstre a historicidade da ressurreição de Cristo, chame-lhe a atenção (e, se possível, faça-o reconhecer) que, se ele verdadeiramente crer na ressurreição e no Ressurreto Homem-Deus (tudo que Ele disse na Bíblia e tudo que esta diz sobre Ele), então aceitará todos os milagres da Bíblia. Fale de respostas às orações. */

• Em Profecias- predições só possíveis pela comunicação direta da parte de Deus Is 44:28-45:1 (Ciro). /* Se alguém quiser contestar a existência de profecias, demonstre-lhe como a probabilidade composta de apenas (!) as profecias do primeiro advento (por exemplo, em Sl 22:14-18 e em Is 53:4-6) terem se cumprido por acaso é muitíssimo menor que 1/10300, comparável a um macaco, brincando, por acaso (!) acertar na 1ª. tentativa (!) o número telefônico do presidente de cada país no mundo!!! 0,00000000000000...000000001% de probabilidade (299 zeros depois da vírgula e antes do 1). Depois, chame-lhe a atenção (e, se possível, faça-o reconhecer) que, se ele verdadeiramente crer no profetizado Emanuel (tudo que Ele disse na Bíblia e tudo que esta diz sobre Ele), então aceitará todas as profecias da Bíblia.
    “28 Que digo de Ciro: É meu pastor, e cumprirá tudo o que me apraz, dizendo também a Jerusalém: Tu serás edificada; e ao templo: Tu serás fundado. 45:1 ¶ Assim diz o SENHOR ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações diante de sua face, e descingir os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão.” (Is 44:28-45:1)
    “14 Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram; o meu coração é como cera, derreteu-se no meio das minhas entranhas. 15 A minha força se secou como um caco, e a língua se me pega ao paladar; e me puseste no pó da morte. 16 Pois me rodearam cães; o ajuntamento de malfeitores me cercou, traspassaram-me as mãos e os pés. 17 Poderia contar todos os meus ossos; eles vêem e me contemplam. 18 Repartem entre si as minhas vestes, e lançam sortes sobre a minha roupa.” (Sl 22:14-18) */
    “4 ¶ Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. 5 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.” (Is 53:4-6)

• Em profecias- enunciação de verdades “assopradas” pelo Espírito Santo” 2Tm 3:16; 2Pe 1:20-21.
    “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;” (2Tm 3:16)
    “20 Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. 21 Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” (2Pe 1:20-21)

• Nas Escrituras, que reúnem toda a revelação que Deus quis que ficasse inerrantemente corporificada, sendo ela A única e suficiente base para todas as doutrinas e toda a prática.
• Métodos de revelação:

Por anjos Gn 18 (3 anjos, Abraão, Sodoma).
Com voz alta Gn 3:9-19 (punindo a queda de Adão).
Com voz suave 1Rs 19:11,12 (a Elias); Sl 32:8.
Pela natureza Sl 19:1-3.
Por um jumento Nu 22:28 (Balaão).
Por sonhos Gn 28:12 (escada de Jacó).
Em visões Gn 46:2; At 10:3-6 (Pedro e Cornélio). Livro de Ap.
Cristofanias Ex 3:2 (o anjo na sarça).
    “1 ¶ Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. 2 Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. 3 Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz.” (Sl 19:1-3)


b. A Iluminação: é aquele método usado pelo Espírito Santo para derramar luz divina sobre todo o homem que busque a Deus, ao ser este homem exposto à Palavra de Deus.

• A iluminação se faz indispensável por causa das cegueiras: natural 1Co 2:14; e induzida pelo Diabo 2Co 4:3-4; e induzida pela carne 1Co 3:1; He 5:12-14; 2Pe 1:19.
    “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; enão pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1Co 2:14)
/*    “3 Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. 4 Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” (2Co 4:3-4)
    “E EU, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo.” (1Co 3:1) */
/*    “12 Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento. 13 Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. 14 Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal.” (Hb 5:12-14)
    “E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações.” (2Pe 1:19) */

• Só com a iluminação é que pecadores são salvos (Sl 119:30; 146:8) e crentes são fortalecidos (Sl 119:105; 1Co 2:10; 2Co 4:6).
/* “Escolhi o caminho da verdade; propus-me seguir os teus juízos.” (Sl 119:30) */
    “O SENHOR abre os olhos aos cegos; o SENHOR levanta os abatidos; o SENHOR ama os justos;” (Sl 146:8)
/*    “(Nun) Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.” (Sl 119:105)
    “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.” (1Co 2:10) */
    “Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.” (2Co 4:6)

• Antes de iluminar, o Espírito Santo procura por sinceridade do homem (Dt 4:29; He 11:6) e diligente estudo do crente (At 17:11; 2Tm 2:15; 1Pe 2:2).
    “Então dali buscarás ao SENHOR teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.” (Dt 4:29)
/*    “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” (Hb 11:6) */
    “Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.” (At 17:11)
/*    “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (2Tm 2:15)
    “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo;” (1Pe 2:2) */

• O Espírito Santo sempre tem que usar um crente (que O tenha) para iluminar o descrente (que não O tem) At 8:31.
“E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse.” (At 8:31)


5.3. Teorias Anti-bíblicas Sobre A Inspiração:

a) Teoria da confluência, co-autoria Deus-homem [Deus protegendo o escritor para este não errar]: “o Espírito de Deus de tal modo guiou e superintendeu os escritores da Bíblia, mesmo fazendo uso das características pessoais de cada um deles, que os originais de cada livro da Bíblia (e as suas cópias, isto é os Textos Massorético e Recebido, preservados [pela providência de Deus] sem absolutamente nenhuma falha, e suas traduções fiéis feitas pela mais rigorosa equivalência formal), por um lado são 100% humanos, grandemente refletindo a personalidade e background e vocabulário e estilo de cada escritor; mas, por outro lado, são 100% divinos, constituindo-se na única e completa, plena {*}, verbal {*}, infalível {*} e inerrável {*}, autoritativa {*} corporificação de tudo o que Deus quis comunicar ao homem. /* Assim, cada palavra da Bíblia, apesar de ser marcantemente 100% do homem que a escreveu, também é literalmente de Deus, constituindo-se na única base para doutrina. Deus usou as personalidades e modos de expressão peculiares a cada escritor, “somente” os protegendo de cometer o menor erro, imprecisão, desvio, omissão, e excesso. Inspiração é basicamente essa proteção. Isto explicaria a enorme diferença de vocabulário e estilo entre os escritores. {* Ver essas definições em 5.4.}” */

REFUTAÇÃO: Ora, à primeira vista esta teoria é bonitinha, parece muito sincera e fundamentalista e bíblica. Mas uma singela comparação dela com a Bíblia mostra que tal teoria não casa com toda ela, conflita com o que ela DIZ. (ver novamente 5.1, acima). /* Ademais, não importam os bonitos discursos em defesa desta teoria, na prática o resultado é sempre uma contradição: uma hora seu defensor está afirmando que cada palavra da Bíblia é tão de Deus como se Ele a tivesse escrito com Seu próprio dedo, noutra hora ele está usando expressões tais como “Esta idéia é bem típica de Paulo, um pouco machista demais; ... Moisés não conseguiu se expressar bem; ... Tiago escreveu defendendo posições diferentes das de Paulo porque ... ; isto que Mateus está dizendo parece ser apenas reflexo de uma supersticiosa lenda judaica; etc.”, tudo isto enfraquecendo a fé no fato de que cada palavra é 100% de Deus, portanto perfeitíssima. */

b) Teoria da inspiração natural: “A inspiração da Bíblia corresponde somente a momentos de superioridade do homem natural, como se diz que Beethoven estava inspirado ao compor a ‘Sinfonia Inacabada’, etc. ”

/* REFUTAÇÃO: Prosseguindo neste caminho, algum dia os adeptos desta teoria chegarão a cometer o erro de dizer: “o Salmo 23 não é mais inspirado que o grande hino ‘Rude Cruz’; o Sermão do Monte não é mais inspirado que o grande sermão ‘Pecadores nas Mãos de um Deus Irado’, de Jonathan Edwards; o relato sobre o Filho Pródigo não é mais inspirada que ‘O Peregrino’, de John Bunyan, etc. Por que não inserirmos na Bíblia o último sermão do comunista Pr. Martin Luther King?”) */ Contrastem tudo isso com 2Pe 1:20-21.
“20 Sabendo primeiramente isto: que toda profecia da Escritura não é de interpretação particular, 21 Porque não por vontade de homem profecia alguma foi trazida em tempo algum, mas os homens santos de Deus falaramestando sendo movidos pelo Espírito Santo.” (2Pe 1:20-21 LTT)

c) Teoria da inspiração parcial, dinâmica: “A Bíblia só é inspirada naquilo que é de natureza puramente espiritual e essencial. Nem sempre a Bíblia é realmente inerrável e infalivelmente inspirada em relação à História, nem à Ciência, etc., nem em relação ao que achamos ‘secundário’.”

/* REFUTAÇÃO: 2Tm 3:16; Jo 3:12.
    “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;” (2Tm 3:16)

    “Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?” (Jo 3:12)

Ademais, que é que é essencial? Aquilo que cada defensor desta teoria gosta??!!! Isto é puro subjetivismo louco!
E como o defensor da teoria poderá crer 100% nas palavras do Autor sobre aquilo que é maior (o espiritual, invisível, eterno), se não crê 100% quando Ele fala sobre aquilo que é menor (material, tangível, efêmero)? */

d) Teoria da inspiração só do pensamento principal, não das palavras em si.

/* REFUTAÇÃO: Sl 138:2; Mt 5:18; 1Co 2:13; 2Tm 3:16.
/*    “Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua PALAVRA acima de todo o teu nome.” (Sl 138:2)
    “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um JOTA ou um TIL se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.” (Mt 5:18)
    “As quais também falamos, não com PALAVRAS de sabedoria humana, mas com as [PALAVRAS] que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais.” (1Co 2:13)
    “TODA a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;” (2Tm 3:16) */

e) Teoria do “encontro místico”: “Aqueles que tiveram ‘encontros’ (experiências emocionais) com Deus escreveram a verdade com as próprias palavras deles próprios, nem sempre assopradas por Deus, nisto nem sequer contaram sempre com a infalível proteção dEle, portanto escreveram um pouco de verdade muito misturada com mitos e imaginações e até mesmo francos erros. Hoje, a Bíblia não é, mas contém a Palavra de Deus, que eu descubro quando, num ‘encontro’ (semelhante ao ‘nirvana’ do budismo, dos hindus, e de outras seitas orientalistas), percebo o que Deus tem por baixo dos mitos bíblicos. Então, e só então, ela se torna a Sua Palavra, somente para mim.”


/* REFUTAÇÃO: Isto é puro subjetivismo louco, levando às mais disparatadas conclusões! 2Tm 3:16 (ver acima). */

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